Categoria: Moda

  • Elisabete Bohemio Baccelli analisa como a Louis Vuitton une arte pop, luxo francês e energia nova-iorquina na Cruise 2027

    Elisabete Bohemio Baccelli analisa como a Louis Vuitton une arte pop, luxo francês e energia nova-iorquina na Cruise 2027

    A Louis Vuitton apresentou sua coleção Cruise 2027 em Nova York, tendo como cenário o museu The Frick Collection, no Upper East Side. Sob direção criativa de Nicolas Ghesquière, o desfile colocou em diálogo o luxo clássico da maison francesa, a energia urbana nova-iorquina e a força visual da arte pop. A apresentação aconteceu em 20 de maio de 2026 e trouxe como um dos principais destaques estampas inspiradas nas obras de Keith Haring.

    Mais do que uma simples apresentação de moda, a Cruise 2027 funcionou como uma narrativa sobre encontros. A coleção aproximou universos aparentemente opostos: museu e rua, tradição e irreverência, França e Estados Unidos, arte clássica e cultura pop, passado e futuro. Essa mistura deu à temporada uma identidade visual forte, marcada pela capacidade da Louis Vuitton de revisitar sua própria história sem perder conexão com o presente.

    A escolha do local já indicava o tom da coleção. O The Frick Collection é um espaço associado à preservação da memória artística, com obras de grandes nomes europeus e ambientes marcados pela tradição. Ao ocupar esse cenário com uma coleção vibrante, urbana e pop, a Louis Vuitton criou um contraste intencional entre o peso histórico do museu e a energia contemporânea da moda.

    Para Elisabete Bohemio Baccelli, esse contraste é um dos pontos mais relevantes da apresentação. “A Louis Vuitton mostra que o luxo contemporâneo não precisa ficar preso à solenidade. Ele pode dialogar com a arte urbana, com a cultura pop e com o ritmo das grandes cidades sem perder sofisticação. Essa capacidade de adaptação é o que mantém uma maison histórica relevante”, analisa.

    Um dos pontos centrais da temporada foi a presença de Keith Haring. O artista norte-americano, conhecido por sua linguagem gráfica vibrante, seus traços marcantes e sua ligação com a cultura urbana, apareceu em estampas que deram ritmo, cor e impacto visual às peças. Suas obras, facilmente reconhecíveis, trouxeram uma camada de dinamismo para a coleção, aproximando a moda de uma linguagem artística popular e acessível ao imaginário coletivo.

    A inspiração surgiu a partir de uma mala dos anos 1930 encontrada nos arquivos da Louis Vuitton, feita em couro marrom e marcada por uma interferência assinada por Haring. Esse achado serviu como ponto de partida para a coleção, unindo o clássico da maison ao espírito pop do artista. A peça de arquivo funciona como símbolo perfeito da proposta de Ghesquière: olhar para a história da marca e, a partir dela, criar novas conexões com o presente.

    Segundo Elisabete Bohemio Baccelli, esse uso do arquivo mostra como a moda pode transformar memória em inovação. “Quando uma marca encontra em seus arquivos uma peça com intervenção de Keith Haring e usa isso como ponto de partida para uma coleção, ela não está apenas olhando para o passado. Ela está atualizando uma história, criando novas camadas de significado e aproximando gerações diferentes”, destaca.

    A primeira grande interseção aparece entre o pop e o clássico. De um lado, a Louis Vuitton carrega o peso da tradição francesa, do savoir-faire e da moda de luxo. Do outro, Nova York representa movimento, diversidade, experimentação e linguagem urbana. Ghesquière aproximou esses dois universos ao mostrar que o luxo também pode ser expressivo, gráfico, colorido e aberto ao diálogo com referências populares.

    Essa escolha reforça uma mudança importante no mercado de luxo. Marcas históricas não dependem mais apenas de símbolos tradicionais para criar desejo. Elas precisam construir narrativas culturais, dialogar com arte, comportamento e novas linguagens visuais. A Louis Vuitton entende esse movimento e usa a Cruise 2027 para mostrar que tradição e cultura pop podem conviver de maneira sofisticada.

    Outro encontro importante está na relação entre Nova York e Paris. Materiais comuns ao guarda-roupa urbano, como jeans, malha e couro, foram trabalhados com técnicas refinadas e acabamento artesanal. A coleção mostrou paetês criando efeitos de renda, passamanarias formando desenhos com aparência de graffiti e peças que misturam praticidade cotidiana com sofisticação francesa.

    Para Elisabete Bohemio Baccelli, essa combinação entre materiais urbanos e acabamento de luxo é uma das marcas do novo consumidor. “Hoje, o luxo precisa conversar com a vida real. Jeans, malha e couro fazem parte do cotidiano, mas quando recebem trabalho artesanal, construção elaborada e narrativa de marca, ganham outro valor. A sofisticação está cada vez mais no modo como a peça é pensada e executada”, afirma.

    A coleção também explorou o diálogo entre o contemporâneo e o vintage. Cores fortes, ombreiras, estampas gráficas e referências a décadas passadas apareceram reinterpretadas sob o olhar atual de Nicolas Ghesquière. Não se trata de nostalgia literal, mas de uma atualização de códigos antigos para uma moda que conversa com o presente.

    Esse olhar para o passado sem cair na repetição é uma característica importante da direção criativa de Ghesquière. Ele trabalha com referências históricas, mas sempre adiciona uma camada futurista, arquitetônica ou experimental. Na Cruise 2027, essa lógica aparece na mistura entre formas marcantes, estampas vibrantes e construção sofisticada.

    Outra camada da apresentação está na tensão entre o efêmero e o eterno. A moda vive de ciclos rápidos, novas coleções, tendências e renovação constante. Ao mesmo tempo, o desfile aconteceu dentro de um museu dedicado à preservação da memória e da arte. Esse contraste reforçou uma das mensagens mais fortes da coleção: mesmo em um sistema marcado pela velocidade, algumas ideias permanecem relevantes quando são reinterpretadas com criatividade.

    Para Elisabete Bohemio Baccelli, essa relação entre tempo e moda é cada vez mais importante. “O luxo precisa lidar com duas forças: a novidade e a permanência. Uma coleção precisa surpreender, mas uma maison precisa preservar sua essência. A Louis Vuitton consegue equilibrar esses dois movimentos ao criar algo atual dentro de um ambiente dedicado à memória”, pontua.

    A presença de Keith Haring também ajuda a reforçar essa reflexão. O artista pertence a um contexto cultural específico, ligado à Nova York dos anos 1980, à arte urbana, ao graffiti e à cultura visual popular. Ainda assim, sua linguagem permanece atual, facilmente reconhecível e visualmente poderosa. Ao incorporá-la à coleção, a Louis Vuitton mostra como certas expressões atravessam o tempo.

    A Cruise 2027 também trouxe uma conexão especial com o Brasil. A bolsa Alma, um dos símbolos da elegância francesa para a Louis Vuitton, ganhou estampa inspirada na obra “Brazil”, criada por Keith Haring em 1989. A peça reforça a capacidade da marca de criar pontes culturais e incorporar referências globais dentro de seu universo de luxo.

    Além disso, as brasileiras Ellen Borges, de Aracaju, e Larissa Moraes, de Salvador, participaram do desfile, ampliando a presença nacional em uma das apresentações mais comentadas da temporada. Essa participação mostra como a moda brasileira segue ganhando espaço em passarelas internacionais, especialmente em contextos de grande visibilidade.

    Segundo Elisabete Bohemio Baccelli, a presença brasileira na coleção acrescenta uma camada simbólica relevante. “Quando uma obra chamada ‘Brazil’ aparece em uma bolsa icônica da Louis Vuitton e modelos brasileiras cruzam a passarela, existe uma conexão interessante entre moda global e identidade nacional. É um sinal de como o Brasil também participa dessas narrativas internacionais de luxo e imagem”, observa.

    Mais do que uma coleção de roupas e acessórios, a Cruise 2027 da Louis Vuitton funcionou como uma experiência visual sobre interseções. A maison mostrou que o luxo contemporâneo não está apenas na peça final, mas também na capacidade de conectar referências aparentemente opostas em uma linguagem nova, sofisticada e culturalmente relevante.

    A coleção também reforça o papel das grandes marcas como produtoras de cultura. Hoje, uma maison de luxo não vende apenas bolsas, roupas ou sapatos. Ela cria imagens, experiências, narrativas e símbolos que circulam globalmente. Ao unir Keith Haring, The Frick Collection, Nova York, Paris e Brasil em uma mesma apresentação, a Louis Vuitton constrói um discurso visual amplo, capaz de gerar repercussão muito além da passarela.

    Para Elisabete Bohemio Baccelli, essa é uma das principais características do luxo atual. “As grandes marcas precisam criar universo. O produto continua importante, mas a narrativa ao redor dele se tornou essencial. A Louis Vuitton entende que uma coleção precisa comunicar história, cultura, desejo e pertencimento”, conclui.

    A Cruise 2027 mostra uma Louis Vuitton consciente de sua herança, mas também aberta a novas linguagens. Ao transformar arquivo, arte pop, referências urbanas e tradição artesanal em uma coleção coesa, Nicolas Ghesquière reafirma a capacidade da maison de se reinventar sem romper com sua identidade.

    No fim, a apresentação em Nova York mostrou que a moda de luxo pode ser clássica e pop, francesa e nova-iorquina, artesanal e urbana, efêmera e eterna. É justamente nesse jogo de opostos que a Louis Vuitton encontrou a força de sua Cruise 2027.

  • Elisabete Bohemio Baccelli analisa collab entre Havaianas e Isabel Marant, que leva o chinelo brasileiro ao universo do luxo

    Elisabete Bohemio Baccelli analisa collab entre Havaianas e Isabel Marant, que leva o chinelo brasileiro ao universo do luxo

    A Havaianas entrou de vez no universo fashion ao anunciar uma colaboração inédita com a estilista francesa Isabel Marant. A coleção em edição limitada une o DNA descontraído, solar e brasileiro da marca com a estética boho chic, urbana e sofisticada que tornou Isabel Marant um dos nomes mais reconhecidos da moda parisiense.

    A parceria representa mais do que o lançamento de novos modelos de sandálias. Ela reforça um movimento cada vez mais forte no mercado internacional: a transformação de peças casuais, populares e funcionais em objetos de desejo fashion. O chinelo, antes associado principalmente ao conforto, à praia e ao cotidiano, passa a ocupar um novo território, aproximando-se das vitrines de luxo, das campanhas premium e do consumo aspiracional.

    Para Elisabete Bohemio Baccelli, essa colaboração mostra como a moda contemporânea tem ressignificado itens simples do guarda-roupa. “A Havaianas sempre carregou uma identidade muito brasileira, ligada à leveza, à informalidade e ao verão. Ao se unir a Isabel Marant, a marca amplia seu repertório sem perder sua essência. É uma forma inteligente de transformar um produto cotidiano em peça de desejo global”, analisa.

    A coleção apresenta quatro modelos, divididos em duas propostas principais. O clássico chinelo da Havaianas ganhou versões em tie-dye, com detalhes metálicos nas tiras, trazendo referências diretas ao universo visual de Isabel Marant. A estampa colorida e o acabamento metalizado conectam o produto ao estilo boêmio sofisticado da designer, conhecido por misturar liberdade, feminilidade e atitude urbana.

    Já a nova linha “Puffed” aposta em uma estética mais contemporânea e urbana. Com solado elevado, tiras volumosas e aplicações metálicas, o modelo se distancia da imagem tradicional do chinelo de praia e se aproxima de uma sandália fashionista. A proposta conversa com um público que busca conforto, mas também quer impacto visual e informação de moda.

    Segundo Elisabete Bohemio Baccelli, esse tipo de parceria funciona porque combina reconhecimento popular com desejo aspiracional. “Quando uma marca extremamente conhecida se associa a uma designer de prestígio, ela cria uma ponte entre o acessível e o sofisticado. O consumidor reconhece o produto, mas passa a enxergá-lo sob uma nova perspectiva”, afirma.

    A colaboração também fortalece a presença da Havaianas em um mercado mais amplo. Nos últimos anos, a marca brasileira tem buscado se consolidar não apenas como fabricante de chinelos, mas como um símbolo global de lifestyle. A parceria com Isabel Marant reforça essa estratégia ao posicionar a sandália como um item capaz de circular entre a praia, a cidade, o resort, a moda de rua e o universo premium.

    A escolha de Isabel Marant também é estratégica. A estilista francesa tem uma identidade muito bem definida, marcada por peças fáceis de usar, silhuetas despretensiosas, referências boêmias, urbanas e um luxo sem esforço. Essa estética combina diretamente com a proposta da Havaianas, que sempre teve como base a simplicidade, o conforto e a naturalidade.

    Para Elisabete Bohemio Baccelli, o sucesso da collab está justamente nesse equilíbrio. “A parceria não parece forçada porque as duas marcas compartilham uma ideia de leveza. Isabel Marant traz sofisticação, enquanto Havaianas entrega autenticidade brasileira. O encontro das duas cria um produto com apelo internacional, mas ainda conectado ao espírito original da marca”, destaca.

    A collab reforça uma tendência importante da moda atual: o luxo não está mais restrito a peças formais, joias ou bolsas clássicas. Cada vez mais, o mercado valoriza produtos que carregam história, identidade, conforto e desejo. Nesse novo cenário, até uma sandália casual pode se tornar item de coleção quando recebe design, edição limitada e uma narrativa forte.

    O clássico chinelo brasileiro passa, então, por uma atualização simbólica. Ele continua simples e reconhecível, mas ganha novos códigos: acabamento metálico, estética boho, solado elevado, tiras volumosas e assinatura de uma designer internacional. Essa combinação aumenta o valor percebido da peça e amplia sua presença em diferentes contextos de consumo.

    Outro ponto importante é a força da edição limitada. No mercado fashion, a escassez cria desejo. Quando um produto é lançado com disponibilidade restrita, ele deixa de ser apenas uma compra funcional e passa a ser visto como oportunidade. Consumidores e fashionistas buscam a peça não apenas pelo uso, mas pela exclusividade e pelo valor simbólico da colaboração.

    Segundo Elisabete Bohemio Baccelli, as collabs se tornaram ferramentas fundamentais para marcas que desejam se manter relevantes. “As colaborações criam conversa, renovam o interesse do público e aproximam marcas de novos consumidores. No caso da Havaianas, essa parceria reforça o alcance global da marca e mostra que o produto brasileiro pode dialogar com a moda internacional em alto nível”, observa.

    A parceria também mostra a valorização da brasilidade no mercado global. A Havaianas é uma marca que carrega referências diretas ao clima, à descontração e ao estilo de vida brasileiro. Ao entrar em uma colaboração com uma estilista francesa, ela não abandona essa identidade, mas a apresenta de forma mais sofisticada e aspiracional.

    Esse movimento é importante porque demonstra que a moda brasileira pode ocupar espaços internacionais sem precisar apagar suas origens. Pelo contrário: a força da Havaianas está justamente em sua autenticidade. O produto é reconhecido mundialmente porque traduz uma ideia de leveza, liberdade e informalidade que faz parte do imaginário brasileiro.

    A coleção começou a ser vendida em 22 de maio de 2026, em lojas selecionadas das duas marcas e nos canais oficiais, com expectativa de alta procura entre consumidores e fashionistas. A combinação de edição limitada, assinatura internacional e forte identidade de marca tende a transformar os modelos em itens desejados por quem acompanha tendências de moda e lifestyle.

    Para Elisabete Bohemio Baccelli, a collab entre Havaianas e Isabel Marant simboliza uma mudança maior no comportamento de consumo. “O consumidor atual quer produtos confortáveis, mas também quer significado. Ele busca peças que contem uma história, que tenham identidade e que possam transitar entre diferentes ocasiões. Essa coleção responde exatamente a esse desejo”, conclui.

    A parceria entre Havaianas e Isabel Marant mostra que o luxo contemporâneo pode nascer da simplicidade. Ao transformar o chinelo em objeto de desejo fashion, as marcas reforçam que estilo não depende apenas de formalidade ou exclusividade extrema. Ele também pode estar em uma peça casual, confortável e carregada de identidade.

    Mais do que uma colaboração pontual, o lançamento consolida a Havaianas como uma marca capaz de dialogar com a moda global sem perder sua essência brasileira. Ao lado de Isabel Marant, o chinelo ganha nova leitura: continua leve, prático e reconhecível, mas agora aparece com uma camada extra de sofisticação, desejo e presença fashion.

  • Do feito à mão ao novo luxo: crochê contemporâneo ganha espaço na moda e chega às passarelas de São Paulo

    Do feito à mão ao novo luxo: crochê contemporâneo ganha espaço na moda e chega às passarelas de São Paulo

    São Paulo, abril de 2026 – Em um momento em que a indústria da moda passa por uma transformação guiada por propósito, autenticidade e produção consciente, o chamado “novo luxo” ganha força e o crochê emerge como uma de suas expressões mais simbólicas. Segundo o Sebrae, o mercado nacional de artesanato movimenta cerca de 50 bilhões por ano e segue em expansão, impulsionado pela busca por peças com identidade, história e menor impacto ambiental. É nesse contexto que a designer Anne Galante apresenta o desfile “Mar Infinito”, no Artesanal Fashion Day 2026, em São Paulo (SP), no próximo dia 11 de abril, reunindo criações desenvolvidas de forma colaborativa com 70 artesãs de diferentes regiões do país.

     

    Mais do que uma apresentação de moda, o desfile propõe uma leitura contemporânea do fazer manual, conectando educação, criação e economia criativa. Outro ponto central do desfile é o caráter colaborativo. Ao todo, serão apresentados 20 looks produzidos a partir de técnicas ensinadas dentro do Portal EAM, plataforma de ensino idealizada por Anne, que hoje reúne alunas do mundo todo. 

     

    A coleção “Mar Infinito” parte de uma estética orgânica e sensorial, inspirada no universo do oceano. Texturas que remetem a corais, pontos que evocam o movimento das ondas e uma paleta que transita entre profundidade e leveza constroem uma narrativa visual que dialoga com o conceito de atemporalidade, um dos pilares da moda contemporânea.

     

    “Existe uma mudança clara no olhar do consumidor. Hoje, o valor está no processo, no tempo e na história por trás de cada peça. O crochê traduz isso de forma muito potente. Essa coleção nasce do encontro entre técnica, sensibilidade e colaboração. Cada peça carrega não só estética, mas também trajetória”, afirma Anne Galante.

     

    O crochê como linguagem de mercado

    O crescimento do interesse por práticas artesanais acompanha um movimento global de ressignificação do consumo. Termos como slow fashion, produção local e economia circular passaram a influenciar não apenas pequenos produtores, mas também grandes marcas, que buscam incorporar processos mais humanos e transparentes.

     

    Nesse cenário, o crochê deixa de ser visto apenas como técnica tradicional e passa a ocupar espaço como linguagem estética contemporânea, presente em coleções de grandes grifes internacionais e cada vez mais valorizado no mercado brasileiro.

     

    A proposta da Anne dialoga diretamente com essa transformação ao estruturar um modelo que une ensino e geração de renda. Ao capacitar artesãs e inseri-las em processos criativos com potencial de mercado, o projeto amplia o alcance do feito à mão para além do artesanal, posicionando-o como produto de valor dentro da cadeia da moda.

     

    Moda, educação e impacto

    A iniciativa reforça o papel da educação como vetor de transformação dentro da economia criativa, especialmente em um setor historicamente informal, mas com alto potencial de crescimento. “Quando essas peças chegam à passarela, elas representam muito mais do que estética. Representam independência, pertencimento e a força de uma rede criativa distribuída pelo país”, afirma Galante.

     

    As peças apresentadas foram desenvolvidas por alunas da Escola de Artes Manuais, que encontram no crochê não apenas uma forma de expressão criativa, mas também uma possibilidade concreta de autonomia financeira. Segundo o IBGE, mais de 8,5 milhões de brasileiros têm no artesanato sua principal ou complementar fonte de renda.

     

    O desfile “Mar Infinito” faz parte da programação do Artesanal Fashion Day 2026, evento que reúne marcas, criadores e empresas do setor em uma proposta que conecta tradição, inovação e mercado. A apresentação de Anne Galante está prevista para às 18h, como parte do Creative Moments, no MIS Experience, em São Paulo (SP).

     

    Sobre a Anne Galante

    Anne Galante (São Paulo, 1985) é bacharel em Estilo e Moda pelo SENAC, especializada em Gestão de Marca de Moda. Tricota desde os 12 anos e, após atuar em diversas empresas do setor de moda, decidiu empreender com foco na valorização do fazer manual e da produção consciente. É sócia-fundadora da marca Srta. Galante, dedicada ao tricô e ao crochê artesanal para decoração, e da Escola de Artes Manuais, plataforma online voltada ao ensino de técnicas artesanais e ao fortalecimento da autonomia criativa e econômica de artesãs de todo o Brasil. Como educadora, seu trabalho busca resgatar o valor cultural e ancestral do feito à mão, explorando suas conexões com bem-estar, sustentabilidade e expressão artística.

     

    Sobre o Artesanal Fashion Day

    O evento Artesanal Fashion Day 2026 é um movimento que celebra a força criativa de milhares de artesãos e marcas autorais de todo o Brasil, com o propósito de valorizar a moda artesanal, revelando o talento, a originalidade e o poder transformador de quem faz arte com as próprias mãos. Nesta edição, o evento reunirá as principais empresas do mercado artesanal, os creators mais consagrados do país e os novos talentos que serão revelados na passarela, em um encontro inédito entre tradição, inovação e propósito. A direção artística é de Peter Paiva e organização da AssessoArte e Elvis Rodrigues.

     

    SERVIÇO

    Desfile “Mar Infinito” no Artesanal Fashion Day, por Anne Galante

    Data: 11 de abril de 2026

    Horário do evento: das 12h às 22h

    Horário do desfile: às 18h, no Creative Moments (todos que comprarem um ou mais desfiles do evento terão acesso).

    Local: MIS Experience

    Endereço: Rua Cenno Sbrighi, 250 – Água Branca – São Paulo (SP)

    Ingressos limitados: https://artesanalfashionday.com.br

     

    Assessoria de imprensa | Anne Galante

    Adriana Gemignani – (11) 98132-9858

    [email protected]

    Adriana Gemignani
    (11) 98132-9858
    [email protected]
    https://www.lokahilab.com.br/
  • Renata Rado marca presença na SPFW

    Renata Rado marca presença na SPFW

    Na tarde da última sexta-feira, 18, a empresária e apresentadora Renata Rado marcou presença no desfile da marca Apartamento 03, durante a São Paulo Fashion Week e conferiu em primeira mão a coleção “Grão”. Renata, que divide sua vida entre Brasil e Suíça, está sempre atenta às tendências e inovações do setor e acompanhando as semanas de moda tanto brasileiras quanto europeias.

     

    O desfile da Apartamento 03 trouxe à tona a coleção “Grão”, um tributo ao café que celebra a ancestralidade e a rica história desse símbolo de resistência e força. A coleção destaca a conexão entre passado e presente, refletindo a importância do café na cultura e na sociedade. A presença de Renata no evento reafirma seu papel como influenciadora e conectora de ideias no mundo da moda.

     

    Renata Rado está se preparando para a estreia da próxima temporada do maior reality show de empreendedorismo feminino da televisão brasileira, o “Casa das Empreendedoras”, do qual é idealizadora e apresentadora, e que chega na Record News no mês que vem.

    Márcia Stival Assessoria
    (11) 3213-4252
    [email protected]
    https://www.instagram.com/marciastivalassessoria/?hl=pt
  • Marina Ruy Barbosa Exibe Anel de Noivado com Diamantes em Paris

    Marina Ruy Barbosa Exibe Anel de Noivado com Diamantes em Paris

    A atriz Marina Ruy Barbosa, de 29 anos, brilhou na Paris Fashion Week 2024, atraindo olhares não apenas pelo seu elegante vestido branco com transparências, mas principalmente pelo deslumbrante anel de noivado que exibiu durante o evento. A peça, um presente de seu noivo, Abdul Fares, de 39 anos, possui uma lapidação navette, conhecida por seu brilho intenso e facetas que refletem a luz em várias direções.

    Marina compareceu ao desfile da renomada grife Chloé e, como sempre, roubou a cena com seu estilo impecável e sua presença marcante no mundo da moda internacional.

    O noivado com Abdul Fares, um empresário de destaque, vem sendo comentado desde que os dois assumiram o relacionamento, e o anel exibido em Paris só reforça o romance em alta.

    Lapidação Navette: O Brilho do Momento

    A lapidação navette ou “marquise” é uma das mais sofisticadas e valorizadas no mundo das joias. Caracterizada por seu formato alongado, ela cria uma ilusão de óptica que faz o diamante parecer maior, além de oferecer um brilho incomparável graças às suas facetas bem elaboradas.

    Com esse detalhe, o anel de Marina não só simboliza seu noivado, mas também destaca a tendência de luxo e exclusividade que a atriz costuma adotar em suas aparições públicas.

    Marina Ruy Barbosa: Um Ícone de Estilo

    A atriz é conhecida não apenas por seu talento na TV e no cinema, mas também por sua forte presença no mundo da moda. Frequentemente convidada para eventos internacionais, como a Paris Fashion Week, Marina continua a ser uma referência de estilo, sendo reconhecida tanto pelo público brasileiro quanto pela crítica especializada global.