Categoria: Justiça

  • Chefe de facção criminosa procurado por homicídios é preso em Novo Horizonte

    Chefe de facção criminosa procurado por homicídios é preso em Novo Horizonte

    Anderson Ricardo de Menezes, chamado de “Magrelo”, foi capturado durante patrulhamento da Polícia Ambiental na zona rural da cidade.

    A Polícia Militar Ambiental prendeu na noite de terça-feira (23), em Novo Horizonte (SP), um chefe de facção criminosa procurado por homicídios.

    Anderson Ricardo de Menezes, conhecido como “Magrelo”, foi preso na zona rural da cidade após uma denuncia anônima.

    Ele estava de carro quando foi visto pela equipe durante o patrulhamento. Anderson chegou a tentar fugir com o veículo e depois a pé, mas foi capturado.

    Segundo a polícia, ele é da região de Rio Claro (SP), mas era procurado por cometer diversos homicídios no estado de São Paulo e também no Paraguai.

    Anderson foi encaminhado para a delegacia de Novo Horizonte e transferido para a carceragem da Divisão Especializada em Investigações Criminais (DEIC) de São José do Rio Preto (SP).

     

  • Dona de casa de repouso da Zona Leste de SP é presa em flagrante por maus-tratos; idosos foram encontrados com feridas expostas

    Dona de casa de repouso da Zona Leste de SP é presa em flagrante por maus-tratos; idosos foram encontrados com feridas expostas

    Entre as vítimas, vários estavam com ferimentos expostos na região das pernas. No local também foram encontrados medicamentos vencidos e sem prescrição que estavam sendo ministrados aos idosos.

    A polícia de São Paulo prendeu em flagrante na tarde desta terça-feira (23), por maus-tratos, a proprietária da Casa de Repouso Manancial, localizada na Vila Zelina, na Zona Leste de São Paulo.

    Ao menos 17 idosos estavam no local, todos com mobilidade reduzida.

    A proprietária foi presa por crime contra a saúde pública e levada ao 6º DP, onde passará a noite. Nesta quarta (24), deve passar por audiência de custódia.

    Uma ex-funcionária da clínica fez a denúncia e encaminhou fotos e vídeos à polícia, que abriu inquérito, fez o pedido à Justiça e hoje executou a busca e apreensão no estabelecimento.

    Entre as vítimas, vários estavam com ferimentos expostos. Em um dos casos, é possível ver um osso à mostra. No local também foram encontrados remédios vencidos e sem prescrição médica, que estavam sendo ministrados aos idosos.

    De acordo com Alexandre Bento, delegado titular do 56º DP (Vila Alpina), onde o caso foi registrado, foram dois procedimentos investigatórios. Um sobre maus-tratos, previsto no Estatuto do Idoso. E o flagrante desta terça, durante o cumprimento do mandado de busca e apreensão determinado pela Justiça, em que foi constatado crime contra a saúde e tráfico de entorpecentes (por conta dos medicamentos controlados encontrados na clínica sem receita).

    Representantes da prefeitura fizeram uma vistoria na clínica nesta terça. Na quarta (24), será a vez da Anvisa vistoriar o local. Segundo a polícia, familiares dos idosos foram avisados e estão procurando um local para transferi-los.

    O caso foi registrado no 56º Distrito Policial da Vila Alpina.

  • PM réu pela morte do lutador Leandro Lo é interrogado pela Justiça em SP

    PM réu pela morte do lutador Leandro Lo é interrogado pela Justiça em SP

    ‘Disse todas as circunstâncias que motivaram a ação defensiva dele’, diz advogado do PM Henrique Velozo. Crime foi registrado em 7 de agosto de 2022. Leandro morreu após ser baleado na cabeça durante um show no Clube Sírio.

    A Justiça ouviu na terça-feira (23) pela primeira vez o policial militar Henrique Velozo, que está preso provisoriamente pela morte do lutador de jiu-jítsu Leandro Lo.

    Na 1ª Vara do Júri de São Paulo foi finalizada a fase de audiências com os depoimentos de testemunhas de acusação, de defesa e o interrogatório do réu.

    “Explicou todos os pontos que lhe diziam respeito, disse todas as circunstâncias que motivaram a ação defensiva dele e tudo ficou muito claro”, disse Claudio Dalledone, advogado de Velozo.

    O réu solicitou ao juiz que fosse retirado o segredo de Justiça do caso porque, segundo o advogado, “a sociedade realmente precisa saber o que aconteceu”. No andamento do processo, os advogados irão se manifestar, e o juiz irá decidir se o PM vai ser julgado pelo Tribunal do Júri.

    O crime foi registrado em 7 de agosto de 2022. Leandro morreu após ser baleado na cabeça durante um show no Clube Sírio. O PM se entregou à Corregedoria e está detido no presídio militar Romão Gomes.

    O PM voltou a receber salário em março deste ano e ficará preso provisoriamente até o julgamento, ainda sem data marcada.

    Denúncia por homicídio
    O PM Velozo se tornou réu pela morte do campeão mundial de jiu-jítsu Leandro Lo no ano passado. Segundo o g1 apurou, o Ministério Público ofereceu em 30 de agosto a denúncia contra o policial por homicídio triplamente qualificado.

    As qualificadoras do homicídio apontadas pelo MP foram: por motivo torpe; com emprego de veneno, fogo, explosivo, asfixia, tortura ou outro meio insidioso ou cruel, ou de que possa resultar perigo comum; e à traição, de emboscada.

    A denúncia foi aceita pela Justiça, que também decretou no dia 2 de setembro a conversão da prisão temporária de 30 dias do policial para preventiva.

    Defesa
    O advogado do policial militar afirmou ao g1 em 15 de agosto que o oficial agiu por “defesa” depois que foi cercado por seis lutadores.

    Já a defesa de Leandro ressaltou, anteriormente, que o lutador teve uma discussão com o policial e, para acalmar a situação, imobilizou o homem. Após se afastar, o agressor sacou uma arma, atirou uma vez na cabeça do lutador e deu dois chutes em Leandro antes de fugir.

  • Ídolo do Corinthians, Zé Maria tem prisão decretada por deixar de pagar R$ 82 mil em pensão alimentícia

    Ídolo do Corinthians, Zé Maria tem prisão decretada por deixar de pagar R$ 82 mil em pensão alimentícia

    Campeão da Copa do Mundo de 1970 com a Seleção Brasileira, ex-jogador alegou que valor da cobrança é indevido e apresentou laudos médicos como contestação à ordem de prisão civil.

    A Justiça de São Paulo determinou a prisão civil do ex-jogador de futebol José Maria Rodrigues Alves, o Zé Maria, ídolo do Corinthians, por falta de pagamento de pensão alimentícia ao filho de 21 anos.

    Segundo a decisão judicial, Zé Maria, que tem 74 anos, deve mais de R$ 82 mil referentes às pensões vencidas entre setembro de 2020 e abril de 2023, de acordo com os cálculos apresentados no processo.

    O filho do campeão da Copa do Mundo de futebol em 1970 disse que não estava conseguindo honrar compromissos financeiros com faculdade, intercâmbio, teatro e outras despesas médicas e de rotina, como vestuário e transporte.

    Zé Maria alegou que sempre pagou a pensão por meio de desconto em folha salarial, mas que foi demitido de seu cargo na Fundação Casa em julho de 2020, e apresentou comprovantes de pagamentos de meses anteriores.

    O ex-jogador indicou que o filho possui uma empresa e pediu a extinção da cobrança em razão disso. A Justiça aguarda manifestação do filho a respeito.

    Pedido de prisão
    O juiz da 12ª Vara da Família e Sucessões da capital apontou que, intimado a efetuar o pagamento ou apresentar alguma justificativa, o ex-jogador “limitou-se a afirmar que enfrenta dificuldades financeiras em razão da pandemia, pelo fato de que sua renda advém apenas da aposentadoria”.

    O magistrado também destacou que Zé Maria não conseguiu demonstrar absoluta impossibilidade de realizar o pagamento da pensão. “A falta de outro emprego com registro em carteira não descarta a obrigação alimentar fixada em porcentagem dos rendimentos”.

    A sentença também diz que:

    O ex-jogador não demonstrou “em nenhum momento seus motivos para o não pagamento das prestações alimentares ou propôs qualquer forma de parcelamento do débito, mantendo-se inerte”;
    O executado deixou transcorrer, sem qualquer manifestação, o prazo para oferecer defesa e para pagar a pensão em aberto;
    “Não há outra solução a não ser a decretação da prisão do devedor inadimplente, posto que os credores estão desamparados há longa data”.
    Pedido de suspensão da ordem de prisão
    “O que justifica a decretação de prisão por débito de pensão alimentícia se refere à pensão atual, ou seja, de imediato, com a previsão da necessidade momentânea para recebimento de valores para a sobrevivência”, questionou o advogado de José Maria. “Essa não é a condição do [filho]”, completou.

    Ele disse que o filho do ídolo do Corinthians demonstrou que não se encontrava em “necessidade imediata” de receber os valores.

    “Por tais motivos, o alimentante, que conta com 74 anos de idade e com problemas de saúde, requer respeitosamente a reconsideração da decisão que decretou a prisão civil”, solicitou a defesa.

    No entanto, o juiz não considerou as justificativas e manteve o pedido.

    A defesa enfatizou o pedido de suspensão da ordem de prisão, disse que o valor pedido é indevido — porque desconsidera R$ 7 mil que já teriam sido pagos — e apresentou pagamento de R$ 5,5 mil, “que representam a quantia de 33% em relação aos seus proventos da aposentadoria, como demonstra os informes do INSS”.

    Além disso, Zé Maria alegou que a prisão é um “fator de extremo risco à sua integridade”, já que é diabético e “precisa de cuidados especiais diários”.

    “Também é portador de problemas ortopédicos nos joelhos, como artrose severa, o que já o levou a se submeter a cirurgias, perdurando até o presente momento as dificuldades em sua locomoção”, apontou a defesa.

     

  • Falsa médica presa em Campinas atendeu time de futebol, cobrava até R$ 400 por consulta e era contratada de empresa

    Falsa médica presa em Campinas atendeu time de futebol, cobrava até R$ 400 por consulta e era contratada de empresa

    Mulher, que é formada em farmácia, atendia a domicílio e prescrevia exames e remédios controlados há pelo menos dois anos. EPTV obteve informações com exclusividade e conversou com a médica verdadeira.

    Uma falsa médica presa em Campinas (SP) chegou a atuar em um time de futebol de Amparo (SP) e era contratada de uma empresa. A informação é da Delegacia de Investigação Gerais (DIG) da metrópole, que investigou a mulher e efetuou a detenção na noite de segunda-feira (22).

    Simone Martins Ferreira, que é formada em farmácia, passou por audiência de custódia nesta terça (23) e teve a prisão em flagrante convertida em preventiva. As informações foram obtidas com exclusividade pela EPTV, afiliada da TV Globo.

    A mulher de 44 anos utilizava, há pelo menos dois anos, o número do Conselho Regional de Medicina (CRM) da médica dermatologista Simone de Abreu Neves Salles, que é professora da Universidade Federal Fluminense (UFF). A mulher chegou a ser presa por resistência em agosto de 2022 durante um cumprimento mandado de busca e apreensão, mas pagou fiança e foi liberada.

    De acordo com a Polícia Civil, a falsa médica chegou a ser contratada para realizar exames e acompanhou os jogadores do Amparo Athletico Clube, que equivale, atualmente, à quarta divisão do futebol estadual. Entre os materiais apreendidos com ela, estava uma credencial da Federação Paulista de Futebol (FPF).

    O presidente da equipe afirmou que se surpreendeu ao ficar sabendo da notícia. “Ela atuou no clube desde março deste ano, onde fez exames em atletas, acompanhou a equipe em alguns jogos. Eu como presidente sou responsável e estou à disposição da Polícia Civil para banir essas pessoas dos nossos meios e esclarecer também que o Amparo foi vítima”, afirmou Luciano Antonacci.

    O contrato com ela foi encerrado depois que a equipe perdeu uma partida por W.O – quando acontece a ausência de uma das equipes – por conta do atraso da falsa médica. Além disso, ela também era contratada de uma empresa do ramo de saúde ocupacional desde 2020, durante a pandemia da Covid-19. Foi a própria companhia que identificou uma inconformidade no contrato e alertou o Conselho Regional de Medicina (Cremesp).

    “Eu achei muito estranho, porque eu nunca exerci a minha profissão fora do meu estado e, se a gente faz isso, temos que pagar o registro do CRM nos dois estados”, disse Simone de Abreu Neves Salles à EPTV, que já estava ciente que a falsa médica estava usando seu nome e número de CRM para aplicar os golpes e denunciou a mulher ao Ministério Público, além de registrar boletim de ocorrência.

    “Ela falsificou minha carteirinha do CRM, com o nome dos meus pais errado. Fiquei aliviada que ela parou de provocar riscos aos pacientes, mas eu fiquei de mãos atadas, porque eu não tenho poder de polícia”, completou.

    Como ela atendia?
    A falsa médica fazia atendimento a domicílio na região de Campinas e prescrevia exames e remédios. Ela chegava a cobrar entre R$ 300 e R$ 400 por consulta.

    “Por ser formada em farmácia, ela tinha um conhecimento médico, mas deveria ter se limitado apenas à sua formação”, afirmou o delegado responsável pela investigação, Luiz Fernando Dias de Oliveira.

    A polícia apreendeu com a mulher receituários de controle especial, carimbos, equipamentos médicos, insumos, seringas, e a credencial da FPF. O advogado de defesa afirmou à EPTV que está se inteirando da situação, mas confirmou que ela não era médica.

    A investigação
    O delegado afirmou que foi muito difícil chegar até a falsa médica porque ela mudava constantemente de endereço, o que deu a entender que não atendia mais fisicamente. Na segunda-feira, uma mulher pediu para que uma policial acompanhasse um atendimento ao pai dela e, por isso, foi possível fazer o flagrante no momento em que ela assinava e carimbava uma receita.

    “A policial civil notou quando ela se apresentou e passou a qualificação. Aí ela entrou em contato com outros agentes, que confirmaram a identidade da falsa médica e se deslocaram ao local. A mulher encerrou o atendimento e foi presa em flagrante. Ela se apresentou como médica, apresentou as credenciais, prescreveu, aferiu pressão, e acabou carimbando e assinando um receituário. Todos os elementos do exercício ilegal da medicina caracterizaram o flagrante”, disse Oliveira.

    Além de prestar atendimento a domicílio, Simone também tinha uma suposta empresa de home care (cuidado em casa, na tradução do inglês), terceirizava alguns serviços e repassa o valor que recebia aos profissionais. A polícia agora vai investigar se essas pessoas sabiam que ela era uma falsa médica.

    A mulher foi indiciada pelos crimes de falsidade ideológica, estelionato tentado e exercício ilegal da medicina. Ela foi transferida para a Cadeia Pública de Paulínia.

  • Suspeito de abusar das filhas durante 11 anos é preso pela Polícia Civil no interior de SP

    Suspeito de abusar das filhas durante 11 anos é preso pela Polícia Civil no interior de SP

    Filha mais velha do homem, hoje com mais de 18 anos, disse que sofreu abusos desde os 7 anos. Investigação em Marília (SP) apontou que a irmã dela, ainda menor, também era abusada.

    Um pedreiro de 38 anos foi preso no começo da tarde desta segunda-feira (22), pela Delegacia de Defesa das Mulheres (DDM), de Marília (SP), suspeito de abusar sexualmente das próprias filhas durante 11 anos.

    O suspeito negou os fatos e pode recorrer da prisão, mas foi encaminhado para uma unidade prisional da região, de acordo com a DDM.

    Segundo a Polícia Civil, uma das duas filhas do pedreiro, hoje com mais de 18 anos, registrou um boletim de ocorrência e disse à delegacia especializada que o pai abusava dela desde os 7 anos.

    Um inquérito foi aberto e a investigação constatou que, além da vítima mais velha, a outra filha do suspeito, ainda menor de idade atualmente, também vinha sendo abusada, segundo a Polícia Civil. O caso segue em investigação.

     

  • Mulher suspeita de mandar matar pai e irmão fez postagem de luto um dia após o crime: ‘Boas lembranças’

    Mulher suspeita de mandar matar pai e irmão fez postagem de luto um dia após o crime: ‘Boas lembranças’

    Segundo a polícia, Viviane More e o marido Carlos Ramos contrataram dois homens para matar Wladmyr Ferreira Baggio e Vitor Moré Baggio, em Votuporanga (SP). Crime foi motivado por herança e briga familiar.

    A mulher presa na tarde de segunda-feira (22) suspeita de mandar matar o pai e o irmão, em Votuporanga (SP), fez uma postagem de luto um dia após o crime.

    Segundo a Polícia Civil, Viviane More e o marido Carlos Ramos – que é genro e cunhado das vítimas -, foram presos após contratarem dois homens por R$ 30 mil para cometerem os assassinatos. Wladmyr Ferreira Baggio e Vitor Moré Baggio foram amarrados, vendados e mortos a tiros no dia 11 de maio.

    Wladmyr, o pai, teve o óbito constatado na propriedade rural. Vitor chegou a ser levado para a Santa Casa da cidade, mas não resistiu aos ferimentos e morreu no hospital.

    No dia 12, por meio das redes sociais, Viviane postou fotos do irmão e um texto de luto, mas depois apagou (veja acima).

    “Sua jornada infelizmente veio ao fim, que Iansã tenha lhe acompanhado em sua passagem e que seja recebido com muitas festas no Orum. Sempre terei contigo somente as boas lembranças.”

    De acordo com o delegado Rafael Latorre, a motivação do crime era uma herança que Viviane receberia e uma briga familiar.

    “A motivação acordada seria para receber uma herança, com bens avaliados em R$ 2 milhões. A família também tinha uma rixa, porque a filha registrou um boletim de ocorrência contra o pai no ano passado por estupro, com inquérito aberto na Delegacia de Defesa da Mulher”, disse o delegado.

    O crime

    De acordo com o delegado Rafael Latorre, três dias antes do crime, Viviane e Carlos se reuniram com a dupla contratada em um posto de combustíveis para planejar o crime.

    “A partir da confissão de um dos autores, foi informado que tinha acontecido uma reunião três dias antes da consumação do duplo latrocínio. Nós levantamos a imagem do posto de combustíveis, onde houve as tratativas” explicou o delegado.

    De acordo com a Polícia Civil, o valor de R$ 10 mil seria para cada morte, pois a mãe de Viviane também deveria ser assassinada. Mas a mulher não estava no sítio no dia do crime. Além de receberem o pagamento pelos assassinatos, o casal permitiu que eles roubassem itens do sítio.

    “Houve um acordo inicial no pagamento de R$ 30 mil, só que os mandantes deram o livre acesso para os executores subtrair valores. Foi levado uma quantidade em dinheiro e o aparelho celular do Wladymir, que não foi encontrado”, completou o delegado.

    Os dois homens foram presos horas depois do crime e confessaram a autoria. O casal está preso preventivamente.

    A Delegacia de Investigações Gerais (DIG) investiga o caso como duplo latrocínio, mas outros crimes podem ser relacionados ao caso, ainda segundo a polícia.

  • CNJ pune juiz Marcos Scalercio, acusado de assédio sexual contra mulheres em SP, com aposentadoria compulsória

    CNJ pune juiz Marcos Scalercio, acusado de assédio sexual contra mulheres em SP, com aposentadoria compulsória

    Defesa diz que decisão ignorou testemunhas favoráveis e que tomará medidas cabíveis. Magistrado foi afastado das funções e continuará recebendo salário de mais de R$ 32 mil. Caso foi revelado em 2022 pelo g1 após vítimas procurarem ‘Me Too’ e ‘Justiceiras’.

    O Conselho Nacional de Justiça (CNJ), em Brasília, puniu nesta terça-feira (23) o juiz Marcos Scalercio com aposentadoria compulsória após ele ter sido acusado de assédio sexual e importunação sexual contra ao menos três mulheres em São Paulo.

    Segundo as vítimas, os crimes ocorreram em 2014, 2018 e 2020. Elas são: uma aluna do cursinho Damásio, uma funcionária do Tribunal Regional do Trabalho da 2ª Região (TRT-2) e uma advogada.

    Os casos foram revelados em agosto de 2022 pelo g1 após as mulheres procurarem a organização que combate o assédio contra mulheres Me Too Brasil e o Projeto Justiceiras.

    O magistrado, que era juiz substituto do TRT-2, sempre negou as acusações por meio de sua defesa. O magistrado estava afastado de suas funções desde setembro do ano passado pelo CNJ. O órgão havia aberto um Processo Administrativo Disciplinar (PAD) à época para apurar as denúncias feitas pelas mulheres.

    Nesta manhã, Scalercio foi julgado pelo Conselho Nacional de Justiça. A sessão foi transmitida ao vivo pelo site da entidade. Os membros do órgão votaram o relatório final do PAD feito pela juíza Salise Monteiro Sanchotene. Ela sugeriu a aposentadoria compulsória como punição a Scalercio. No entendimento dela há indícios de que os assédios ocorreram.

    “A condução desse processo levou exclusivamente às informações prestadas pelas três vítimas”, disse Salise durante sua fala no CNJ. Ela também informou ter possibilitado a defesa que se manifestasse durante o PAD.

    Por meio de nota, a defesa de Scalercio afirmou que a decisão do CNJ “certamente não se fundou na análise das provas e ignorou as testemunhas favoráveis à defesa” e que “serão tomadas as medidas cabíveis” após a publicação do acórdão.

    Segundo a juiza Salise Monteiro Sanchotene, “é a análise de todo conjunto probatório que produz a convicção do julgador” e “a palavra das vítimas têm relevância”. “Entendo cabível a pena de aposentadoria compulsória”, concluiu.
    Por unanimidade, os 14 conselheiros que votaram decidiram punir Scalercio com aposentadoria compulsória. Uma conselheira não pôde votar por se considerar impedida por já ter julgado questões anteriores do mesmo caso contra o magistrado, mas no TRT-2, em São Paulo.

    “Se esse juiz é tarado a esse ponto, a pena de aposentadoria compulsória é pouca”, disse o conselheiro e advogado Marcello Terto e Silva em seu voto a favor da punição de aposentaria compulsória.

    Salário de mais de R$ 30 mil

    Com essa decisão do CNJ, Scalercio deixará a função de juiz e passará a receber a aposentadoria proporcional, que será calculada pelo tempo de serviço. Para isso, o salário dele será usado como base de cálculo. Segundo o site do TRT-2, um juiz substituto ganha, em média, salário de mais de R$ 32 mil mensais.

    A aposentadoria compulsória é considerada a punição mais grave na magistratura. Outras punições previstas são: disponibilidade (não trabalha e fica afastado, mas é limitado a um período de tempo), remoção para outra unidade, censura ou advertência.

    Segundo a assessoria de imprensa do CNJ, os conselheiros que votaram são representantes do Poder Judiciário (um colegiado da Justiça estadual, federal e tribunais superiores), do Ministério Público (MP), da Ordem dos Advogados do Brasil (OAB), e membros do Senado e da Câmara. A atual presidente do conselho é a ministra Rosa Weber, integrante do Superior Tribunal Federal (STF).

    “O voto da desembargadora Salise é pioneiro”, disse Rosa, que votou pela aposentadoria compulsória de Scalercio. “O que mais me dói nesse processo, a partir de tudo quanto se viu, as atitudes eram adotadas e se invocava a condição de magistrado: ‘eu posso por que sou juiz’”.

    ‘Que sirva de exemplo’, diz vítima após resultado

    Procurada pelo g1 para comentar a decisão do CNJ, uma das vítimas, a funcionária do TRT-2, falou como se sentiu ao saber da punição de Scalercio.

    “Estava acompanhando. Muito emocionada. O CNJ deu a resposta. Assim como a ministra Rosa disse, não há como sair feliz de uma situação como essa, mas houve uma efetiva apuração e uma resposta do CNJ. Que sirva de exemplo para evitarmos novos casos. Que o Judiciário saiba acolher as vítimas”, disse a funcinária do TRT-2. “Fiquei muito emocionada com o voto da Relatora e de todos os conselheiros. Foram sensíveis.”
    “A sua exclusão da atividade jurisdicional [de Scalercio], pelo CNJ, preserva a magistratura, pois esse tipo de comportamento afeta a imagem da imensa maioria de juízes que atuam de modo correto e ético”, disse à reportagem o advogado José Lúcio Munhoz, que defende os interesses da funcionária do TRT-2.

    “Muito satisfeita. Satisfeita com a resposta que o CNJ deu para toda a sociedade brasileira, pra todas as pessoas que são servidoras públicas. E dizendo de forma nítida que ninguém está acima da lei. É um julgamento paradigmático [no qual] foi aplicado o protocolo com perspectiva de gênero para garantir a subjetividade das vítimas e levem em consideração toda a estrutura de país que a gente tem, que sim é machista e misógino”, disse Luanda Pires, uma das diretoras do Me Too Brasil, ONG que acompanha juridicamente algumas das mulheres que denunciaram o magistrado.

    “Agora ele vai ser aposentado com provento ajustado ao tempo de serviço. Vai ter que esperar 3 anos para conseguir advogar. Mas espero que a OAB declare a falta de idoneidade dele para a advocacia”, falou Luanda.

    O advogado Leandro Raca, que defende Scalercio, negou todas as acusações quando foi fazer a sustentação oral no CNJ. Ele defendeu que se houvesse punição, ela fosse a de advertência ou censura. Mas seu pedido não foi aceito por nenhum dos conselheiros.

    “O magistrado a teria beijado à força. Tal fato não ocorreu”, disse Raca sobre uma das acusações. “O que se pede aqui é aplicação se o caso, aplicação de pena proporcional de advertência ou censura”.
    Denúncias são de 2014, 2018 e 2020

    Nesse PAD que respondia no conselho, Scalercio foi acusado por uma então aluna do cursinho Damásio Educacional (voltado a estudantes de direito, onde ele dava aulas como professor); uma funcionária do Tribunal Regional do Trabalho da 2ª Região e uma advogada que o conheceu pelas redes sociais.

    A ex-estudante do Damásio contou que foi atacada pelo professor quando o encontrou numa cafeteria em 2014. A funcionária do TRT-2 falou que foi assediada dentro do gabinete do magistrado no Fórum Trabalhista Ruy Barbosa, em 2018. E a advogada disse que o juiz a importunou pelas redes sociais dele na internet, em 2020.

    Todas as três mulheres acima já deram seus depoimentos ao CNJ. Elas foram ouvidas por videoconferência diretamente do TRT-2, que tem sua sede em São Paulo. Contaram por mais de 4 horas que foram abordadas sexualmente por Scalercio sem o consentimento delas.

    Além disso, 15 testemunhas foram indicadas para serem ouvidas, sendo oito arroladas pelo Ministério Público Federal (MPF) e mais sete pela defesa do juiz.

    Em dezembro de 2022, Scalercio foi interrogado presencialmente por mais de 4 horas, também no TRT-2, na capital paulista. Naquela ocasião, o magistrado voltou a negar as acusações de que cometeu crimes sexuais contra as mulheres.

    TRT-2

    O Tribunal Regional do Trabalho da 2ª Região abriu em fevereiro de 2023 um outro PAD, este no âmbito do TRT-2 em São Paulo, para investigar o juiz e professor Scalercio por novas denúncias de assédio e importunação sexual contra mulheres.

    Além disso, ele responde a uma Reclamação Disciplinar (RD) no mesmo órgão também por acusações de crimes sexuais contra vítimas do sexo feminino. Até a última atualização desta reportagem, o TRT-2 não havia informado os resultados do PAD e do RD contra Scalercio.

    As apurações são feitas pela Corregedoria do Tribunal. Entre as eventuais punições estão: aposentadoria, advertência e suspensão. Existe a possibilidade ainda que o magistrado seja considerado inocente, e o caso fique arquivado.

    Pelo menos 22 mulheres, entre estudantes de direito e advogadas, decidiram denunciar o magistrado e docente após o g1 revelar, em agosto do ano passado, que outras vítimas o acusavam de violência sexual. Três delas levaram o caso ao Conselho Nacional de Justiça.

    O Sindicato dos Trabalhadores do Judiciário Federal no estado de São Paulo (Sintrajud-SP) acompanha o caso. “Esperamos uma apuração rigorosa. O ambiente de trabalho exige condições físicas, psíquicas e mentais para os trabalhadores, sendo inadmissível o assédio sexual denunciado. É preciso garantir condições de trabalho seguras para as trabalhadoras”, disse a advogada Eliana Lúcia Ferreira, do Sintrajud.

    Mais de 90 mulheres acusam juiz

    Os casos envolvendo o juiz e professor foram revelados em agosto de 2022 pelo g1. Mas eles chegaram inicialmente ao Me Too Brasil, movimento ligado ao Projeto Justiceiras. Os órgãos prestam assistência jurídica gratuita a vítimas de violência sexual e haviam levado as denúncias contra Scalercio ao Tribunal Regional do Trabalho da 2ª Região em São Paulo.

    Em 2021, o TRT-2, decidiu, no entanto, por duas vezes, arquivar as acusações da Reclamação Disciplinar contra o magistrado. A alegação foi a de que não havia provas de que Scalercio assediou ou importunou sexualmente as três mulheres.

    Mas após a repercussão dos casos na imprensa, o Me Too Brasil recebeu mais relatos de mulheres que acusam Scalercio de crimes sexuais. Até setembro, o movimento totalizava 96 denúncias. Seis delas o acusaram de estupro.

    3 mulheres ouvidas pelo CNJ

    Em 2022, o g1 e a TV Globo entrevistaram duas das três mulheres que acusam Scalercio de assédio e importunação sexual no Processo Administrativo Disciplinar aberto contra ele pelo Conselho Nacional de Justiça:

    “Ele ficava falando de me levar livros até a minha faculdade e um dia simplesmente apareceu. Entrei no carro dele e nós fomos numa cafeteria próxima ao local, quando ele tentou me agarrar”, afirmou uma delas, que foi aluna dele no cursinho Damásio em 2014, em entrevista ao g1 e a TV Globo.
    “Ele se levantou, veio perto da minha cadeira, se apoiou na minha cadeira e começou a tentar me beijar, me assustei e fui para trás com a cadeira. Mas ele forçava todo o corpo pesado nos meus braços, até que teve uma hora que ele fez menos força, e eu consegui me desvincular. Ele tentava me beijar e falava que ‘sabia que eu queria’ e, como não tinha câmeras no gabinete, eu podia ficar tranquila”, contou a servidora do TRT, também à reportagem, sobre o que ocorreu em 2018, segundo ela (veja vídeo acima).

    A advogada falou ao Me Too que, em 2020, durante o início da pandemia de Covid, seguia o juiz e professor nas redes sociais dele. Ela disse que Scalercio puxou conversa e depois, sem qualquer motivo aparente, passou a perguntar sobre a vida sexual dela.

    “Começou com conversas relacionadas às dúvidas, sendo solícito como professor, mas já partiu para uma conversa de cunho sexual”, disse a advogada. Como ela não deu bola, foi chamada por Scalercio de “assexuada”.

  • Homem que esfaqueou rosto de influenciadora já havia agredido outra ex-namorada

    Homem que esfaqueou rosto de influenciadora já havia agredido outra ex-namorada

    Gabriel Faveri foi indiciado por tentativa de homicídio quadruplamente qualificado e está preso pela agressão a Daniele Gonçalves. A médica Gabriela Calvin relata ter sido mantida refém por ele meses antes.

    Esta semana, a influenciadora digital Daniele Gonçalves recebeu alta após ser atacada a golpes de facão pelo ex-namorado Gabriel Faveri. Ela teve cortes profundos no rosto, na cabeça e nas mãos.

    “Ele era obcecado em mim. Na cabeça dele, se eu não fosse dele não seria de mais ninguém”, diz Daniele, que foi atacada quando chegava de carro em casa, em Londrina, no Paraná.

    “Ele não falou sequer nenhuma palavra comigo e começou a dar facada na minha cabeça. Esse braço aqui foi a forma que eu tive de defesa. Ele começou sem parar. Sorte que minha prima chegou, gritou e ele soltou”, relembra.
    Daniele foi parar na UTI. Levou pontos no rosto, passou por três cirurgias e ainda fará novos procedimentos para tentar recuperar o movimento dos dedos.

    Vendedor de uma loja de colchões da família em Apucarana, a 50 quilômetros de Londrina, Gabriel disse em depoimento não lembrar do que aconteceu.

    Semanas antes, também por ciúmes, Gabriel havia quebrado o celular de Daniele, e tentou asfixiá-la. “Me deu dois tapas no rosto, muito fortes, e me enforcou. Me deixou mais ou menos por um minuto sem respirar”, diz a influenciadora.

    Foi então que ela decidiu que não queria mais o relacionamento. Daniele ia prestar queixa quando chegasse a Londrina, mas não deu tempo.

    Gabriel foi indiciado por tentativa de homicídio quadruplamente qualificado e está preso em um complexo médico penal.

    “O Gabriel não precisa, e a defesa entende que ele não precisa, de cadeia, ele precisa de tratamento”, afirma o advogado João Batista Cardoso. “A alegação de que ele tem problemas mentais não é nossa, da defesa, são dos médicos psiquiatras que nós juntamos todos os atestados e declarações nos autos”.

    “Ele precisa ser contido, e a única forma que a sociedade pode conter um indivíduo com esta característica mórbida é que ele vá a julgamento pelo tribunal do júri, e a sociedade reunida possa dar a ele realmente o que ele merece: a justiça”, declara Antônio José Matos do Amaral, advogado de Daniele.

    Outra ex também relata agressão

    Esta não foi a primeira vez que Gabriel atacou com violência uma mulher. Ele já havia feito refém a médica Gabriela Cavalcanti Calvin, com quem morou em São Paulo.

    “Começaram a surgir sinais de ciúmes da parte dele. Ele começou a mexer no meu celular escondido”, relata Gabriela.

    Após uma discussão, ela conta que Gabriel quebrou objetos no apartamento dela e fez vários xingamentos. Gabriela terminou a relação e diz que ele, inconformado, dias depois alugou um apartamento no mesmo prédio.

    Como ele sabia a senha da porta da ex, invadiu o apartamento dela durante a madrugada.

    “Ele entrou na minha casa, de madrugada, de touca, luva de procedimento e máscara. Falou que eu não ia ter tempo de viver mais nada com ninguém”, relembra ela.
    “Fiquei com ele presa por horas. Tive crise de pânico e de ansiedade, e taquicardia. Ele chegou a colocar a mão no meu pescoço, disse que era para sentir minha taquicardia”.

    Gabriela percebeu que concordar com o que o ex-namorado dizia poderia salvá-la. Combinou que voltariam juntos para o Paraná, onde a família dela também mora. A médica fez as malas e conseguiu descer antes e sozinha, e fugiu para a casa dos pais em Maringá, onde fez a medida protetiva.

    “O olhar dele eu não esqueci até hoje, e continuo tendo são crises de ansiedade, que eu não tinha anteriormente. Sinto taquicardia diariamente,”.

  • Filhas de Gugu se declaram a favor da união estável dos pais em audiência sobre herança; irmão delas não se manifestou

    Filhas de Gugu se declaram a favor da união estável dos pais em audiência sobre herança; irmão delas não se manifestou

    G1 confirmou que João Augusto Liberato, presente na audiência, preferiu não dar nenhuma declaração. Aparecida Liberato e o sobrinho, André Liberato, também estavam na audiência e não se manifestaram. Rose Miriam alega em processo ter vivido 20 anos com o apresentador, morto em 2019.

    Mais um capítulo na disputa pela herança bilionária do apresentador Gugu Liberato, morto em 2019. As gêmeas Sofia e Marina Liberato prestaram declarações nesta segunda-feira (22), na audiência de oitiva das partes na ação em que a mãe delas, Rose Miriam di Matteo, pleiteia o reconhecimento de união estável com o apresentador.

    Rose é a mãe dos três filhos de Gugu: as gêmeas Marina e Sofia, de 19 anos, e de João Augusto, de 21 anos.

    O g1 confirmou que o irmão das gêmeas, João Augusto Liberato, embora presente na audiência, preferiu não dar nenhuma declaração e se manteve em silêncio. A irmã do apresentador, Aparecida Liberato, e o sobrinho, André Liberato, também estavam presentes e não se manifestaram.

    A sessão começou às 9h30 e terminou às 11h30 na 9ª Vara de Família e Sucessões do foro Central de São Paulo.

    Se a Justiça reconhecer a união estável, Rose Miriam passa a ter direito ao espólio de Gugu. Rose e as filhas são representadas pelo advogado Nelson Wilians.

    “As gêmeas Marina e Sofia sempre estiveram ao lado da mãe na busca dela pelo reconhecimento de união estável na Justiça. Todos os elementos comprovam que Rose e Gugu mantinham uma relação pública, notória, duradoura, contínua e com objetivo de constituir família. Reafirmamos acreditar que, a cada dia, estamos mais próximos de vermos a justiça ser feita”, disse o advogado.

    Aparecida e João Liberato são representados pelo advogado Dilermando Cigagna. Procurado, ele disse que não comenta o caso.

    O processo corre em segredo de Justiça.

    Caso a união estável seja reconhecida, Rose passa a ser herdeira e terá direito a metade da herança. Os outros 50% são transmitidos obrigatoriamente aos três filhos, João, Sofia e Marina.