Categoria: Justiça

  • Além do Google e desenvolvedor, MP-SP investiga usuários que deixaram comentários racistas em avaliação de ‘Simulador de Escravidão’

    Além do Google e desenvolvedor, MP-SP investiga usuários que deixaram comentários racistas em avaliação de ‘Simulador de Escravidão’

    Usuários reclamaram que jogo tinha poucas possibilidades de agressão. Promotoria do caso apura se houve análise humana na liberação do app em loja virtual. Aplicativo foi tirado da Play Store no dia 24 de maio.

    O Ministério Público de São Paulo (MP-SP) investiga, além do Google e do desenvolvedor do jogo de celular “Simulador de Escravidão”, os usuários que baixaram o aplicativo na loja virtual Play Store e deixaram comentários racistas e discriminatórios, com discurso de ódio, nas avaliações do app.

    O programa simulava que pessoas negras poderiam ser castigadas ao longo das partidas. No jogo, a proposta era que o usuário se passasse por um proprietário de escravos, podendo escolher duas modalidades: tirana ou libertadora. Na primeira, o objetivo era fazer lucro e impedir fugas e rebeliões. Na segunda, lutar pela liberdade e chegar à abolição.

    Entre as opções da dinâmica do jogo estão agredir e torturar o ‘escravo’.

    O aplicativo foi desenvolvido pela Magnus Games e tinha pouco mais de mil downloads, além de 70 avaliações. Nos comentários, algumas pessoas reclamavam de poucas possibilidades de agressão. Segundo a promotora Maria Fernanda Pinto, responsável pelo caso, existem ferramentas que possibilitam a identificação dos usuários para que eles possam ser responsabilizados criminalmente.

    “O que chama atenção são as pessoas que baixaram e comentaram [o jogo], com aspectos muito reprováveis de um racismo muito escancarado e comentários indefiníveis em termos de gravidade e horror, que ferem qualquer parâmetro de civilização. Esse tipo de coisa travestido de entretenimento é ainda pior”, avaliou a promotora.

    Na última passada, o Grupo Especial de Combate aos Crimes Raciais e de Intolerância (Gecradi) do MP abriu um procedimento preliminar para verificar as circunstâncias da disponilização do aplicativo na loja virtual e quais os termos definidos pelo Google quando o desenvolvedor submete uma aplicação para download. O Ministério Público investiga se houve ou não análise humana no processo.

    Disponível na Google Play Store desde abril de 2023, o jogo foi retirado da loja do Google somente no dia 24 de maio, após repercussão em redes sociais e na imprensa. O MP-SP também recebeu cerca de 10 representações com pedidos de apuração.

    O Google tem até esta semana para prestar esclarecimentos à Promotoria do caso. Depois, o MP decidirá se irá instaurar um Procedimento Investigatório Criminal (PIC).

    Para a promotora Maria Fernanda Pinto, no entanto, não há dúvidas de que houve falha por parte do Google. “A falha da plataforma evidentemente teve porque o aplicativo foi para o ar”, disse à GloboNews.

    Entre os possíveis crimes a serem investigados estão o crime de ódio e racismo, que são identificados, por exemplo, quando há segregação, discriminação e imposição de hierarquia com fundamento na raça.

    O desenvolvedor do aplicativo também será investigado. Uma equipe especializada do MP-SP está apurando se a empresa da Malasia também tem escritório no Brasil, já que o jogo estava em português, e quem é o responsável pela criação e disponibilização na loja virtual. Caso esteja sediada no exterior, será necessário avaliar as relações diplomáticas entre Brasil e o outro país. O Gecradi quer ter acesso ao e-mail que foi cadastrado pelo responsável.

    Outras investigações
    Além do aspecto criminal, o Google também pode ser responsabilizado pelo dano social que causou. A Educafro Brasil — Educação e Cidadania de Afrodescendentes e Carentes — associação civil sediada em São Paulo, pede indenização no valor de R$ 100 milhões em uma ação civil pública contra o Google registrada no sábado (27), no Tribunal de Justiça do Estado de São Paulo

    A equipe jurídica da Educafro defende que o dano consiste em racismo estrutural, bem como ofensa à honra.

    O Ministério da Igualdade Racial deve se reunir nos próximos dias com representantes do Google. A pasta propôs que seja feita uma ação conjunta com a empresa para a criação de um filtro eficiente para que discursos de ódio, intolerância e racismo não sejam disseminados com tanta facilidade e sem moderação em espaços virtuais.

    O Ministério Público Federal (MPF) do Rio Grande do Sul também instaurou um procedimento para acompanhar o caso. Uma representação feita pelo deputado federal Ivan Valente (PSOL-SP) foi protocolada no MPF do Distrito Federal, mas deve ser remetida ao Rio Grande do Sul. No âmbito federal, será analisado se alguém no exterior desenvolveu e/ou baixou o jogo.

  • Justiça condena trio a mais de 20 anos de prisão pelo assassinato de cabeleireiro em São Carlos

    Justiça condena trio a mais de 20 anos de prisão pelo assassinato de cabeleireiro em São Carlos

    Rodson Sérgio Pires, de 54 anos, foi enforcado com um cabo de rede dentro da sua própria casa, em setembro do ano passado. Televisão, carro e outros objetos da casa dele foram levados.

    A Justiça de São Carlos (SP) condenou a mais de 20 anos de prisão os três homens acusados de roubarem e matarem o cabeleireiro Rodson Sérgio Pires, em setembro do ano passado.

    Renato Mitterran Machado dos Santos, Nathan Henrique de Oliveira e Rogério Henrique de Jesus foram condenados por latrocínio, na quarta-feira (24). Todos eles já estavam presos.

    De acordo com a sentença, “os réus são pessoas de conduta social reprovável, porque não tinham ocupação certa e viviam na ociosidade e fazendo uso de entorpecente, como também que agiram com dolo intenso, asfixiando a vítima até tirar-lhe a vida e de maneira cruel diante das circunstâncias em que o corpo foi encontrado, o que aumenta o grau de reprovabilidade das condutas e consequentemente da culpabilidade”.

    Renato Mitterran Machado dos Santos foi condenado a 24 anos de prisão e o pagamento de 12 dias-multa;
    Nathan Henrique de Oliveira foi condenado a 24 anos de prisão e o pagamento de 12 dias-multa;
    Rogério Henrique de Jesus foi condenado a 20 anos de reclusão e o pagamento de 10 dias-multa.

    O crime
    Pires foi encontrado enforcado com um cabo de rede em sua casa, na Vila Prado. O carro dele foi roubado e localizado abandonado no Jardim Cruzeiro do Sul, durante a tarde. (Relembre no vídeo abaixo).

    Segundo o delegado, familiares não conseguiam se comunicar com a vítima e pediram para um vizinho ir ao local, na Rua Desembargador Júlio de Faria.

    “O portão estava entreaberto, o veículo não estava no local, e assim que ele abriu a porta a vítima estava no chão sem vida e com um cabo de rede enrolado no pescoço. Dentro da casa havia sinais de luta e foram levados o veículo, uma televisão e alguns objetos pessoais da vítima”, afirmou o delegado.

  • Polícia Civil prende dono de adega por venda de bebidas contrabandeadas em Campinas

    Polícia Civil prende dono de adega por venda de bebidas contrabandeadas em Campinas

    Foram apreendidas 301 garrafas estrangeiras de licores, gin, vodca e uísque.

    O responsável por uma adega no bairro Taquaral, em Campinas (SP), foi preso pela Polícia Civil por venda de bebidas contrabandeadas. No local, foram encontradas 301 garrafas que entraram de forma ilegal no Brasil. A apreensão ocorreu nesta quinta-feira (25).

    De acordo com a Polícia Civil, as garrafas expostas na adega são de origem estrangeira e foi constatado que são ilegais pela falta do rótulo em português, que é exigido por lei.

    Foram apreendidos garrafas de licores, gin, vodca e uísque.

    O dono do comércio foi encaminhado à 1ª Divisão de Investigações Criminais de Campinas (DEIC) e preso em flagrante. Ele foi liberado após pagar fiança e aguarda a audiência de custódia.

     

  • Bolsonaro é condenado em 2ª instância a pagar R$ 50 mil de indenização por ataques a jornalistas

    Bolsonaro é condenado em 2ª instância a pagar R$ 50 mil de indenização por ataques a jornalistas

    TJ-SP confirmou sentença de 2022, mas reduziu valor da compensação financeira. Na 1ª decisão, juíza entendeu que ex-presidente abusou do direito à liberdade de expressão: ‘O réu manifesta, com violência verbal, seu ódio, desprezo e intolerância contra os profissionais da imprensa’.

    A Justiça de São Paulo condenou em segunda instância o ex-presidente Jair Bolsonaro (PL) por dano moral coletivo à categoria dos jornalistas. O valor da indenização é de R$ 50 mil, que devem ser revertidos para o Fundo Estadual de Defesa dos Direitos Difusos.

    A 4ª Câmara de Direito Privado do Tribunal de Justiça confirmou a sentença proferida pela 24ª Vara Cível da capital em junho de 2022. O colegiado apenas reduziu o valor da compensação, que antes era de R$ 100 mil.

    A defesa de Bolsonaro argumentou que “jamais houve censura” e suas falas não se referiam à classe dos jornalistas como um todo, “mas a determinados profissionais”.

    Em abril de 2021, o Sindicato dos Jornalistas Profissionais no Estado de São Paulo (SJSP) ingressou com uma ação civil pública contra o ex-presidente para que ele parasse de ofender, deslegitimar ou desqualificar a profissão de jornalista ou os próprios profissionais da imprensa, bem como vazar ou divulgar quaisquer dados pessoais de jornalistas.

    Coordenador jurídico do SJSP, o advogado Raphael Maia sustentou que os pronunciamentos públicos de Bolsonaro se deram:

    “De forma hostil, desrespeitosa e humilhante, com a utilização de violência verbal, palavras de baixo calão, expressões pejorativas, homofóbicas, xenófobas e misóginas, extrapolam seu direito à liberdade de expressão e importam assédio moral coletivo contra toda a categoria de jornalistas, atentando contra a própria liberdade de imprensa e a democracia, porquanto têm o condão de causar temor nos profissionais da imprensa”.
    Condenação em 1ª instância
    A primeira decisão, de junho de 2022, foi dada pela juíza Tamara Hochgreb Matos, da 24ª Vara Cível de São Paulo. Para a magistrada, o ex-presidente abusou do direito à liberdade de expressão para ofender jornalistas.

    “A análise dos autos demonstra, contudo, que o direito à liberdade de expressão vem sendo utilizado de maneira claramente abusiva pelo réu, de forma absolutamente incompatível com a dignidade do cargo que ocupa, sob alegação de que essa liberdade lhe outorgaria, enquanto instrumento legal e necessário ao livre exercício da liberdade pessoal do Chefe do Poder Executivo Federal, verdadeiro salvo conduto para expressar as suas opiniões, ofensas e agressões”, diz a decisão.

    A juíza relembrou diferentes ataques de Bolsonaro aos jornalistas. “Com efeito, tais agressões e ameaças vindas do réu, que é nada menos do que o Chefe do Estado, encontram enorme repercussão em seus apoiadores, e contribuíram para os ataques virtuais e até mesmo físicos que passaram a sofrer jornalistas em todo o Brasil, constrangendo-os no exercício da liberdade de imprensa, que é um dos pilares da democracia”, diz a decisão.

    Tamara Matos também citou declarações homofóbicas e misóginas de Bolsonaro contra jornalistas.

    “Restou, destarte, amplamente demonstrado que ao ofender a reputação e a honra subjetiva de jornalistas, insinuando que mulheres somente podem obter um furo jornalístico se seduzirem alguém, fazer uso de piadas homofóbicas e comentários xenófobos, expressões vulgares e de baixo calão, e pior, ameaçar e incentivar seus apoiadores a agredir jornalistas, o réu manifesta, com violência verbal, seu ódio, desprezo e intolerância contra os profissionais da imprensa, desqualificando-os e desprezando-os, o que configura manifesta prática de discurso de ódio.”

     

  • Pai acusado de matar filha de 4 anos por asfixia em 2015 é condenado a um ano e seis meses de prisão por homicídio culposo

    Pai acusado de matar filha de 4 anos por asfixia em 2015 é condenado a um ano e seis meses de prisão por homicídio culposo

    Ricardo Krause tinha sido condenado a 24 anos de prisão em 2018, mas TJ anulou júri em 2020. Sophia Kissajikian Cancio Najjar morreu asfixiada com um saco plástico em 2015. Novo júri começou na quarta (24) e foi encerrado na quinta (25).

    Ricardo Krause Esteves Najjar, cozinheiro acusado de matar a filha Sophia Kissajikian Cancio Najja, de 4 anos, em 2015, foi condenado nesta quinta-feira (26) a um ano, seis meses e 20 dias de prisão por homicídio culposo, ou seja, quando não há intenção de matar.

    O novo júri começou na quarta (24) e foi encerrado às 23h45 desta quinta (25). O primeiro julgamento, no qual ele tinha sido condenado a 24 anos e 10 meses de prisão em 2018, foi anulado após dois anos (entenda abaixo).

    Ao Programa Encontro, da TV Globo, Lígia Kissajikian Câncio, mãe da menina, lamentou e disse que o Ministério Público já recorreu da nova decisão.

    “Para a nossa família é uma intensa tristeza não sentir que a justiça tenha sido feita nesse caso. Não estamos satisfeitos com a decisão, já decidimos recorrer e gostaria de dizer que vou continuar lutando por justiça.”

    Relembre o caso
    O crime foi registrado em dezembro de 2015, no Jabaquara, Zona Sul. A criança foi encontrada asfixiada com um sacola plástica na cabeça. Na época, a defesa do pai alegou se tratar de um “acidente doméstico”, pois a criança estaria brincando com a sacola.

    Ricardo foi preso no velório da menina e ficou um ano preso. Foi solto antes do julgamento por “excesso de tempo de prisão temporária”. Voltou a ser preso em março de 2017.

    Em 2018, Ricardo foi julgado e condenado a 24 anos e 10 meses de prisão por homicídio doloso, quando há intenção de matar, duplamente qualificado. Ele também foi condenado pelos jurados por fraude processual, por ter supostamente alterado a cena do crime. Na época, o cozinheiro estava preso na Penitenciária de Tremembé, no Vale do Paraíba.

    Em setembro de 2020, porém, o Tribunal de Justiça de São Paulo divulgou que havia anulado o júri que condenou o autônomo.

    Os desembargadores que integravam a 12ª Câmara Criminal de São Paulo entenderam, por decisão unânime, que o julgamento que condenou Krause em 2018 era nulo devido à “contradição dos quesitos dos jurados”. Os magistrados determinaram a liberdade provisória do réu.

    A defesa de Krause, o advogado Antonio Ruiz Filho, comemorou a decisão na época, afirmando ser “justa”, após “ele aguardar tanto tempo preso pelo julgamento” e pela inconsistência na resposta dos jurados sobre a qualificadora do crime por meio de execução cruel, com o uso de asfixia, já que um dos jurados, segundo o advogado, mudou de opinião durante o julgamento dos quesitos.

    Os desembargadores entenderam que, como ele esperou preso pelo julgamento, deveria ser posto em liberdade para aguardar pelo novo júri.

    O segundo júri foi remarcado diversas vezes por conta da pandemia e também a pedido da defesa, mas agora a previsão é que ele aconteça nesta semana.

    O crime
    A menina morava com a mãe, mas passava alguns períodos com o pai. Foi no apartamento de Krause, na Zona Sul de São Paulo, que ela morreu asfixiada com uma sacola plástica na cabeça.

    Peritos e investigadores vasculharam duas vezes o apartamento, no primeiro andar de um prédio, no Jabaquara, e não encontraram sinal de que havia outra pessoa no lugar além da menina e do pai no dia do crime. Não havia sinais de arrombamento.

    A namorada de Ricardo e a irmã dela, que também moravam no apartamento, disseram para a polícia que não estavam em casa no dia do crime. Ricardo foi preso, dois dias depois, no velório da filha.

    Os exames do Instituto Médico Legal concluíram que a criança apresentava manchas roxas pelo corpo, o tímpano rompido e uma lesão na parte interna da boca. O pai de Sophia sempre se disse inocente e contou à polícia que tomava banho e, quando saiu, encontrou a filha com uma sacola na cabeça sem respirar.

    Um ano depois da prisão de Ricardo, em dezembro de 2016, o ministro Marco Aurélio, do Supremo Tribunal Federal (STF), mandou soltá-lo. Em sua decisão, ele considerou haver “excesso de prazo” na prisão temporária – decretada antes da condenação para preservar as investigações ou evitar novos crimes.

  • Frentista morre após ser arrastado e atropelado por motorista de caminhão na Zona Leste de SP

    Frentista morre após ser arrastado e atropelado por motorista de caminhão na Zona Leste de SP

    Segundo a polícia, Odair Loureiro, de 58 anos, tentou impedir que condutor saísse sem pagar após abastecer o veículo. Caso ocorreu nesta quinta-feira (25), em posto na Mooca. Condutor fugiu do local.

    Um frentista de 58 anos morreu após ser arrastado e atropelado por um caminhão em um posto de combustíveis na Mooca, na Zona Leste de São Paulo.

    Testemunhas relataram à polícia que Odair Loureiro, de 58 anos, tentou impedir o motorista de sair do posto sem pagar, quando foi arrastado e, depois, atropelado.

    Câmeras de segurança mostram o momento em que o condutor acelera e derruba o frentista, que tenta se segurar na porta do caminhão.

    Ele foi encontrado morto no final da rua. O condutor fugiu do local.

    Dois funcionários do posto, um frentista e uma atendente, foram ouvidos, mas não viram o ocorrido. Não foram encontradas outras testemunhas que pudessem dar mais informações.

    O caso foi registrado pelo 56º DP que solicitou perícia no local.

     

  • Procon-SP notifica Netflix por cobrança em compartilhamento de senhas

    Procon-SP notifica Netflix por cobrança em compartilhamento de senhas

    Órgão diz ter recebido muitas reclamações de consumidores e quer avaliar se nova política da empresa viola o Código de Defesa do Consumidor.

    O Procon-SP anunciou nesta quarta-feira (24) que notificou a Netflix pela nova política da empresa de cobrar um adicional de R$ 12,90 por mês de usuários que compartilham suas senhas da plataforma com outras pessoas fora de sua residência.

    Em comunicado, o órgão explicou o que busca com a notificação, enviada depois de receber diversas reclamações de consumidores sobre a gigante do streaming:

    entender o que a Netflix está anunciando aos seus assinantes;
    se a empresa está adotando um novo critério de cobrança e como funcionará este novo sistema de acesso;
    outras informações relacionadas, para analisar possíveis infrações ao Código de Defesa do Consumidor.

    Como funciona
    A Netflix explica que o titular da conta pode adquirir um ponto extra por R$ 12,90 ou transferir o perfil da outra pessoa, que, por sua vez, terá que arcar com uma nova assinatura.

    “A conta Netflix deve ser usada por uma única residência. Todas as pessoas que moram nesta mesma residência podem usar a Netflix onde quiserem, seja em casa, na rua, ou enquanto viajam”, explica a empresa.

    Senhas compartilhadas
    Em abril de 2022, a Netflix reportou uma perda de 200 mil assinantes entre janeiro e março daquele ano. Segundo a Bloomberg, em balanços trimestrais, foi a primeira vez que a gigante do streaming registrou resultado negativo nesse quesito desde 2011.

    Na época, a Netflix destacou o aumento da competição no segmento e apontou que tem perdido oportunidades de elevar o número de pagantes por conta de senhas compartilhadas.

    A empresa estima que 100 milhões de usuários desfrutam de senhas compartilhadas em todo o mundo.

    NETFLIX

  • TJ-SP decide se aumenta pena e se prende nutricionista condenada por atropelar e matar Vitor Gurman em 2011

    TJ-SP decide se aumenta pena e se prende nutricionista condenada por atropelar e matar Vitor Gurman em 2011

    Gabriela Guerrero Pereira foi condenada a 3 anos em regime aberto para prestação de serviços comunitários. Advogado da família do administrador pede mais 6 meses de punição e que pena seja em regime semiaberto. Tribunal de Justiça julga ‘apelação’ nesta terça.

    O Tribunal de Justiça de São Paulo (TJ-SP) decide a partir das 13h desta quinta-feira (25) se aceita um pedido dos advogados da família de Vitor Gurman para aumentar a pena de Gabriela Guerrero Pereira e colocá-la na prisão.

    Em 2021 a primeira instância da Justiça condenou a nutricionista por homicídio culposo na direção de veículo automotor (aquele no qual não há a intenção de matar) por ter atropelado e matado o administrador de empresas em 23 de julho de 2011.

    Câmeras de segurança gravaram os últimos momentos de Vitor, caminhando. Ele foi atingido pela Land Rover/Range Rover dirigida por Gabriela quando estava perto da calçada da Rua Natingui, na Vila Madalena, Zona Oeste da capital.

    A vítima tinha 24 anos e morreu cinco dias depois no hospital. O caso repercutiu e gerou protestos de movimentos que lutam pela paz no trânsito.

    Gabriela recebeu pena de 3 anos em regime aberto para prestação de serviços comunitários, pagamento de multa de R$ 22 mil a entidades sociais e ficar 2 anos sem poder dirigir.

    Como cabe recurso da condenação, a pena só será aplicada após o trânsito em julgado nas instâncias superiores da Justiça.

    O pai de Vitor, o também administrador de empresas Jairo Gurman, não concordou com a decisão e recorreu dela. Seu advogado, Alexandre Venturini entrou com uma “apelação” na 14ª Câmara de Direito Criminal do TJ-SP, que corresponde a segunda instância da Justiça.

    Ele solicitou que a pena de prestação de serviços comunitários contra Gabriela seja aumentada, totalizando 3 anos e 6 meses. E ainda pediu que ela cumpra a condenação em regime semiaberto, saindo para trabalhar e dormindo na cadeia.

    Procurado pelo g1, Alexandre alegou que seu pedido se baseia, entre outras coisas, no fato de que a motorista cometeu o crime conduzindo veículo sob efeito de álcool e dirigindo em alta velocidade. “O que espero é que seja feita justiça, sem revanchismo e sem comiseração. Apenas justiça”, disse o advogado.
    Três desembargadores da 14ª Câmara julgarão a “apelação” do advogado da família de Vitor. Dois dos atuais magistrados são os mesmos que em 2017 reformaram o tipo de crime que Gabriela deveria responder.

    À época a 14ª Câmara atendeu recurso da defesa da nutricionista, que não havia concordado com a decisão da Justiça da primeira instância, que havia a tornado ré por homicídio doloso na direção de veículo automotor (quando se assume o risco de matar). E depois mudou o tipo penal para homicídio culposo, crime pelo qual ela foi julgada e condenada. Desde então ela continua em liberdade. Gabriela tem cerca de 40 anos atualmente.

    Defesa da nutricionista

    Procurada pelo g1 para comentar o julgamento da apelação pelo TJ-SP, a defesa de Gabriela informou que confia na manutenção da decisão judicial anterior.

    “A defesa confia na justiça, em um julgamento equilibrando apoiado nas provas dos autos que favorecerem a nossa cliente. Os pedidos da acusação são manifestamente despropositados e sem respaldo nas provas”, disse o advogado José Luís de Oliveira Lima, que defende a nutricionista.
    Em 2021, a defesa de Gabriela alegou que ela “nunca agiu assumindo o risco de causar qualquer acidente”. E queria ainda sua cliente fosse absolvida no julgamento no qual foi condenada à época, argumentando ter ocorrido “falta de prova do excesso de velocidade alegado nos autos, assim como pela falta de provas em relação à embriaguez”.

     

  • Ex-companheira é investigada por latrocínio após matar advogado em Tietê

    Ex-companheira é investigada por latrocínio após matar advogado em Tietê

    Crime foi registrado em março deste ano após uma pessoa informar que Silvio Martins Bonilha Filho foi assassinado e mantido trancado na casa onde morava. Suspeita teria roubado objetos do ex-companheiro com a ajuda de comparsas.

    A Polícia Civil de Sorocaba (SP) anunciou, em uma coletiva de imprensa realizada na manhã desta quarta-feira (24), que a morte do advogado Silvio Martins Bonilha Filho, de 63 anos, é investigada como latrocínio. A principal suspeita de ter cometido o crime é a ex-companheira da vítima, que teve a prisão preventiva decretada.

    O crime foi registrado em 15 de março deste ano, após uma testemunha informar que o advogado havia sido assassinado e mantido trancado na casa onde morava, em Tietê (SP). O denunciante teria apontado ainda a ex-companheira da vítima como autora.

    Durante as diligências, os policiais localizaram o corpo da vítima dentro de um dos banheiros da propriedade. Os cômodos estavam revirados e com manchas de sangue.

    Por meio de testemunhas e câmeras de segurança, a Polícia Civil identificou ainda a participação de outros três suspeitos no assassinato. O trio foi flagrado entrando e deixando o local do crime com diversos pertences pessoais da vítima.

    A partir da identificação dos suspeitos, a Justiça expediu mandados de prisão preventiva contra os suspeitos. Na casa de um deles, foram localizados os objetos roubados.

    Ainda segundo a Polícia Civil, durante o interrogatório, a mulher alegou que os outros três suspeitos teriam rendido ela e o advogado para roubar os itens de valor da casa. Ainda em depoimento, ela afirmou que flagrou o advogado abusando sexualmente de uma das filhas dela, momento em que desferiu as facadas.

    Diante do desencontro de informações, entre elas, câmeras que flagraram a relação que os suspeitos mantinham antes do episódio, a polícia apontou que o crime havia sido premeditado e concluiu que os suspeitos tinham como objetivo roubar e assassinar Silvio.

    Ainda durante a coletiva, a Polícia Civil informou que apenas a ex-companheira e um dos suspeitos, de 19 anos, permanecem presos.

  • Justiça manda soltar PM aposentado suspeito de matar guarda após discussão em Barretos, SP

    Justiça manda soltar PM aposentado suspeito de matar guarda após discussão em Barretos, SP

    João Aparecido Compagnuolo, de 60 anos, passou por audiência de custódia nesta quarta-feira (24). Vítima, de 27 anos, foi morta a tiros e motivo teria sido despejo irregular de entulho.

    O policial militar suspeito de matar a tiros um guarda civil após uma discussão por conta de um entulho jogado em um terreno em Barretos (SP) obteve liberdade provisória na Justiça nesta quarta-feira (24).

    De acordo com o Tribunal de Justiça (TJ), enquanto estiver em liberdade provisória, João Aparecido Campagnuolo, de 60 anos, tem que ficar em recolhimento domiciliar das 20h às 6h e aos finais de semana, não pode se aproximar ou fazer contato com testemunhas e está com o porte e a posse de arma suspensos.

    A Justiça ainda determinou a busca e a apreensão de outras armas que estejam em nome do suspeito.

    Até a publicação desta matéria, o g1 não havia localizado a defesa de Campagnuolo.

    Homicídio em Barretos
    Vinicius Santos, de 27 anos, era membro da Guarda Civil de Taiaçu (SP), mas morava em Barretos com a família.

    De acordo com o boletim de ocorrência, na tarde de terça-feira (23), a vítima discutiu com o policial aposentado porque foi pega jogando entulho em um terreno no bairro Vida Nova, que é do suspeito.

    Compagnuolo disse aos policiais que Santos chegou em um carro com uma pequena carreta carregada de entulho. Ele estava acompanhado da mulher, de 27 anos.

    De acordo com o boletim de ocorrência, Compagnuolo informou que tentou avisar Santos que o entulho não poderia ser jogado ali, mas os dois discutiram e entraram em luta corporal.

    O policial militar aposentado relatou ter sido agredido e ameaçado e que, em dado momento, Santos foi ao veículo para pegar uma arma e a apontou para ele, que revidou e atirou.

    Santos foi baleado e levado à Santa Casa pela própria esposa, mas morreu ao dar entrada na unidade de saúde.

    Os policiais militares apreenderam três armas, uma delas com a mulher da vítima.

    O policial aposentado foi preso em flagrante, mas teve foi liberado nesta quarta-feira pela Justiça.

    Abalada, a família do guarda municipal não quis comentar o assunto.