Categoria: Justiça

  • Pastor é preso suspeito de estuprar adolescentes da igreja evangélica Lagoinha Global em Guarulhos, na Grande SP

    Pastor é preso suspeito de estuprar adolescentes da igreja evangélica Lagoinha Global em Guarulhos, na Grande SP

    Polícia ouviu vítimas de 13 a 16 anos e o prendeu em casa na quarta-feira (7). Igreja disse que acusado foi excluído da instituição.

    O pastor Joilson da Silva de Freitas Santos, de 39 anos, foi preso nesta quarta-feira (7) suspeito de estuprar adolescentes frequentadores da Igreja Batista Lagoinha de Guarulhos, na Grande São Paulo.

    Segundo a Polícia Civil, ele era responsável por cuidar da célula de crianças e adolescentes da instituição, sendo comum receber parte desses menores na casa onde morava com a esposa e o filho recém-nascido.

    Em 1º de junho, um adolescente de 16 anos saiu do apartamento do suspeito e foi até a portaria pedir ajuda, contando que havia sido estuprado. A Polícia Militar foi acionada e todos foram encaminhados para a delegacia, onde um boletim de ocorrência foi registrado.

    Na sequência das investigações, a Polícia Civil teve contato com outras duas vítimas, uma de 16 anos e outra de 13 anos, que relataram a prática do estupro com detalhes. Com todo o material em mãos, o delegado responsável pediu a prisão de Joilson.

    De acordo as autoridades, o pastor levava os adolescentes para a casa dele e, no local, tinham conversas sobre sexo. Quando as vítimas começaram a consumir pornografia, ele as ameaçava dizendo que, se não houvesse troca de “favores sexuais”, ele contaria aos pais e responsáveis que estavam assistindo a vídeos pornôs.

    Na casa de Joilson foram apreendidos um colchão, supostamente utilizado para as práticas criminosas, passaporte, celular, computador e tablet, que serão analisados. A polícia pretende ouvir mais testemunhas.

    O investigado não tinha passagem pela polícia e trabalhava exclusivamente com a igreja. Em depoimento, a esposa do pastor contou que chegou a ouvir algumas vezes os atos sexuais, mas que nunca disse nada, pois não tem ninguém e depende financeiramente do marido.

    Em nome do pastor André Valadão, a igreja Lagoinha Global enviou nota à TV Globo expressando surpresa e indignação pelo caso.

    “Nos colocamos à disposição dos órgãos responsáveis para todo e qualquer auxílio nas investigações. Tanto o acusado como sua esposa já foram excluídos da instituição”, diz o comunicado.

    A Igreja Batista da Lagoinha Guarulhos também se manifestou por meio de nota, enviada por seu advogado à reportagem. Nela, a instituição diz que Joilson “não era pastor da Igreja e nunca foi ordenado ou consagrado ao ministério pastoral. Não exercia função oficial, não era líder responsável pelas crianças e/ou adolescentes, e não detinha autorização para ‘discipular’ ou atender pessoas em sua residência”.

    Contudo, publicações nas redes sociais de Joilson comprovam o vínculo entre ele e a igreja. Em agosto de 2022, por exemplo, ele comemorou o trabalho que realizava na superintendência dos chamados GC’s ou Grupos de Crescimento, que são reuniões de fiéis realizadas em casa, sob direcionamento de um lídeo, com objetivo de evangelizar novos discípulos.

    Em seu site oficial, a Igreja Batista Lagoinha diz que os GC’s são o coração da instituição. “É nos lares que a Igreja acontece, de casa em casa, um tempo de comunhão, relacionamento, crescimento espiritual e fortalecimento do propósito de Deus para cada vida.”

    Ainda no comunicado enviado pelo advogado, a igreja informa que segundo informações preliminares, os fatos ocorreram, exclusivamente, na residência de Joilson, que não tinha seu aluguel pago pela instituição.

    O caso está sendo investigado pelo 5º Distrito Policial de Guarulhos.

     

  • Juíza não teve acesso a vídeos antes de descartar tortura no caso dos PMs que amarraram homem em SP, diz Defensoria

    Juíza não teve acesso a vídeos antes de descartar tortura no caso dos PMs que amarraram homem em SP, diz Defensoria

    Especialista diz que conversão da prisão em flagrante em preventiva deveria ser anulada por abuso de autoridade. Educafro e entidades ligadas aos direitos humanos pedem indenização de R$ 500 mil.

    Na última segunda-feira (5), a Justiça de São Paulo decidiu converter em preventiva a prisão em flagrante de um homem suspeito de furtar um mercado na Vila Mariana, na Zona Sul da capital. Ele teve mãos e pés amarrados por uma corda e foi arrastado por policiais.

    A juíza do caso entendeu que não havia elementos que permitiam concluir “ter havido tortura, maus-tratos ou ainda descumprimento dos direitos constitucionais assegurados ao preso”.

    No entanto, a defensora pública do acusado de 32 anos disse que a magistrada tomou a decisão antes de ter acesso a vídeos que mostram o homem sendo carregado por PMs com os membros atados por uma corda

    “As imagens chegaram ao conhecimento da juíza depois da audiência e da decisão que ela tomou. Todos soubemos do ocorrido pela mídia posteriormente. O rapaz não relatou o ocorrido em audiência de custódia”, afirmou a advogada Amanda Ruiz Babadopulos.
    Ela também informou que a decisão sobre a prisão preventiva “já foi combatida por habeas corpus”.

    Segundo a magistrada, o suspeito estava cumprindo pena em regime aberto por roubo quando foi preso no domingo (4). “Em vez de aproveitar a oportunidade de se manter em liberdade, foi detido em flagrante pelo cometimento de crime”, disse, na decisão.

    ‘Flagrante deveria ser anulado’
    O advogado Ariel de Castro Alves, membro do grupo ‘Tortura Nunca Mais’, afirmou que o flagrante do suspeito deveria ser anulado “em razão do abuso de autoridade na realização da prisão”.

    “Além disso, teve constrangimento, situação vexatória não prevista e até a possível prática de tortura, que é submeter o preso a um intenso sofrimento físico e psicológico. Por furto, ele também não deveria ficar preso porque não é crime com violência ou grave ameaça”, completou.

    Indenização por danos morais
    A Educafro — projeto voltado ao movimento negro — e outras entidades ligadas aos direitos humanos ajuizaram uma ação civil pública contra o estado de São Paulo e pediram uma indenização de R$ 500 mil por danos morais coletivos.

    “O aparente crime de tortura perpetrado pela Polícia Militar de São Paulo contra um cidadão negro indefeso e desarmado viola a um só tempo dois sistemas de normas, ambos considerados fundamentais no arcabouço principiológico consagrado na Constituição Federal, a saber: as normas que protegem a vida e a dignidade da pessoa humana e as normas que protegem a população negra contra o racismo”, diz o documento.

    Corregedoria apura conduta
    O relatório final da Polícia Civil sobre o inquérito do suspeito de furto que teve mãos e pés amarrados por agentes da Polícia Militar informou que “eventuais infrações” cometidas pelos militares já estão sendo apuradas pela Corregedoria da PM.

    Além disso, a polícia solicitou as imagens das câmeras corporais utilizadas pelos agentes que participaram da ocorrência;
    O documento também diz que, quando o auto de prisão foi lavrado, a Polícia Civil não sabia dos vídeos em que o homem aparece amarrado e que tomou conhecimento “por intermédio da imprensa”.
    O Ministério Público também solicitou que os fatos sejam investigados pela Corregedoria da PM. A Defensoria Pública fez o mesmo pedido e apontou que o suspeito foi “humilhado e agredido pelos policiais” e que espera que sejam tomadas as devidas providências.

    Ouvidor das polícias de SP definiu caso como tortura

    Claudio Aparecido da Silva, o Claudinho, ouvidor das polícias de São Paulo, definiu o caso como tortura em entrevista ao g1. “Eles poderiam, no limite, algemar as pernas dele, não precisaria amarrar e fazer daquela forma amarrar arrastar aquilo é tortura aquilo não é abordagem policial”, afirmou.

    Claudinho afirmou que também vai solicitar as imagens das câmeras corporais e que pedirá providências tanto para a Corregedoria Polícia Militar — pela ação dos dois homens — quanto à da Polícia Civil, por não impedir que o homem permanecesse duas horas preso dentro da viatura, que estava parada na delegacia.

    Nessa quinta-feira (8), o procurador-geral de Justiça de São Paulo, Mário Sarrubbo, informou à TV Globo que determinará a abertura de uma investigação para apurar os eventuais abusos da PM no caso.

    Segundo o Tribunal de Justiça de São Paulo, o homem passou por audiência de custódia na segunda-feira (5).

    As imagens são fortes e podem ser vistas no vídeo acima. Um inquérito foi aberto para apurar a conduta dos agentes de segurança.

    De acordo com o boletim de ocorrência, o funcionário do mercado contou que três pessoas entraram no comércio na Zona Sul por volta das 23h30 e levaram produtos. O rapaz indicou as roupas dos suspeitos e para onde eles teriam corrido.

    Na terça-feira (7), a Defensoria Pública de São Paulo informou que “vem atuando em favor do apreendido no referido caso, já tendo feito pedido à Justiça para adoção das medidas cabíveis em relação à situação apontada”.

    Conduta não é compatível com o treinamento, diz PM
    Por meio de nota, a Polícia Militar disse que a conduta dos agentes não é compatível com o treinamento e com os valores da instituição. Por este motivo, um inquérito para apurar a conduta dos policiais envolvidos no caso foi aberto.

    A PM também afirmou que os policiais foram afastados das atividades operacionais, uma vez que as ações gravadas “estão em desacordo com os procedimentos operacionais padrão da instituição”.

    Em relação ao homem que aparece no vídeo, a polícia disse que ele foi preso em flagrante por furto. Além dele, um adolescente foi apreendido e um outro homem, preso.

    A Prefeitura de São Paulo disse que solicitou a investigação dos fatos nos termos da legislação em vigor.

    A TV Globo pediu posicionamento da Secretaria da Segurança Pública (SSP) e da Associação Paulista para o Desenvolvimento da Medicina (SPDM) – organização social que administra a UPA para onde o homem foi levado após ser detido.

    Em nota, a SSP afirmou que os procedimentos adotados na abordagem serão analisados, “inclusive as imagens registradas pelas Câmeras Operacionais Portáteis (COPs) usadas pelos policiais, que já foram inseridas como prova nos autos do Inquérito Policial Militar”.

    “A autoridade policial solicitou as imagens gravadas pelo celular da parte e anexará na investigação”

  • Presidente da Câmara de Guaratinguetá é condenado por embriaguez ao volante e corrupção ativa em caso de acidente de 2019

    Presidente da Câmara de Guaratinguetá é condenado por embriaguez ao volante e corrupção ativa em caso de acidente de 2019

    Pedro Sannini (PSC) foi detido por dirigir embriagado após bater em um carro estacionado em 2019. Ele também foi condenado por corrupção ativa, já que tentou subornar guardas civis.

    O presidente da Câmara dos Vereadores de Guaratinguetá (SP), Pedro Sannini (PSC), foi condenado pela justiça por embriaguez ao volante e corrupção ativa por conta do acidente de trânsito que causou em Lorena em 2019.

    Além de multas e suspensão ou proibição do direito de dirigir, o parlamentar terá que pagar 10 salários mínimos como prestação pecuniária e realizar serviços à comunidade – leia a condenação abaixo.

    Na manhã do dia 28 de fevereiro daquele ano, Sannini foi detido por dirigir embriagado após bater em um carro que estava estacionado no bairro Cabelinha – relembre o caso abaixo.

    Uma ação penal movida pelo Ministério Público denunciou o vereador por dois delitos:

    Embriaguez ao volante: conduzir veículo automotor com capacidade psicomotora alterada em razão da influência de álcool;
    Corrupção ativa: oferecer ou prometer vantagem indevida a funcionário público, para determiná-lo a praticar, omitir ou retardar ato de ofício.
    Condenação
    Em decisão da justiça na última segunda-feira (5), o juiz Daniel Otero Pereira da Costa, da Comarca de Lorena, condenou Sannini a:

    Embriaguez ao volante: oito meses de detenção e 13 dias-multa, além de dois meses e 20 vinte dias de suspensão do direito de dirigir;
    Corrupção ativa: dois anos e seis meses de reclusão, além de 12 doze dias-multa.
    A decisão prevê que cada dia-multa equivalha a 1/10 de um salário-mínimo.

    Ainda na sentença, o juiz decidiu substituir as penas privativas de liberdade (prisão) por duas restritivas de direito:

    Prestação pecuniária no valor de 10 salários mínimos
    Prestação de serviços à comunidade, em que as tarefas serão prestadas de forma gratuita de acordo com a aptidão do réu, em entidades a serem definidas. Serão prestadas uma hora de tarefa por dia de de condenação.
    Com isso, Sannini não será preso. Ele também poderá recorrer à decisão.

    Entenda a condenação
    Em relação à embriaguez ao volante, o juiz alega que, além do fato ter sido comprovado por um exame, policiais militares e guardas civis relataram que o vereador apresentava sinais como voz “pastosa”, fala desconexa, desorientação (confusão mental), odor etílico, agitação e cambaleante.

    Além disso, duas latas de cerveja foram vistas próximo ao veículo de Pedro.

    “Portanto, fácil notar a abundância de provas indicando a embriaguez de Pedro, não se resumindo ao seu exame clínico”, afirma Daniel Otero Pereira.

    Já em relação à corrupção ativa, guardas civis que atuaram na ocorrência gravaram um áudio de Sannini os oferecendo um café, que seria pago por ele.

    A oferta se enquadra como um sinal de suborno, que foi recusado pelos agentes.

    “Por meio dela (gravação) é possível ouvir Pedro oferecer um “café” aos funcionários públicos municipais para que estes “aliviassem” a sua situação, em outras palavras, o deixassem sair do local antes da chegada da polícia militar, evitando assim que fosse preso em flagrante e conduzido até a delegacia de polícia, por temer a repercussão negativa do fato, que certamente seria explorado por eventuais adversários políticos”, escreve o juiz

    O g1 entrou em contato com a defesa do vereador Pedro Sannini, mas não teve retorno até a última atualização da reportagem.

    Entenda o caso
    O vereador de Guaratinguetá, Pedro Sannini (na época no PTB), foi detido por dirigir embriagado depois de bater em um carro estacionado na manhã do dia 28 de fevereiro de 2019. O acidente aconteceu no bairro Cabelinha, em Lorena (SP).

    De acordo com a Polícia Civil, ele dirigia um carro, quando perdeu o controle e bateu em um outro veículo estacionado. Ao perceberem que ele apresentava sinais de embriaguez, testemunhas acionaram a Polícia Militar, que encaminhou o parlamentar para a delegacia.

    De acordo com a polícia, ele passou por um exame, que confirmou a embriaguez ao volante. O valor encontrado no sangue, no entanto, não foi divulgado.

    Sannini foi preso em flagrante e permaneceu detido no 2° Distrito Policial até o período da tarde do mesmo dia, quando pagou fiança de R$ 2 mil e foi liberado.

  • Audiência na Justiça convoca 19 testemunhas sobre emboscada que vitimou fazendeiro depois assassinado em hospital em Presidente Prudente

    Audiência na Justiça convoca 19 testemunhas sobre emboscada que vitimou fazendeiro depois assassinado em hospital em Presidente Prudente

    Elisângela Silva Paião, viúva de Airton Braz Paião, e o funcionário público municipal Fabrício Severino Gomes Merilis são acusados por tentativa de homicídio qualificado.

    Uma audiência de instrução e julgamento convocou 19 testemunhas sobre a emboscada que vitimou o fazendeiro Airton Braz Paião, de 54 anos, no dia 21 de setembro de 2022, em Iepê (SP). A audiência será realizada pela Justiça, a partir das 13h desta terça-feira (6), de forma virtual, no Fórum da Comarca de Iepê.

    O homem foi morto três dias após a tentativa de homicídio, no dia 24 de setembro de 2022, na Santa Casa de Misericórdia de Presidente Prudente (SP), pelo policial militar Marcos Francisco do Nascimento, que na sequência se suicidou.

    A viúva do fazendeiro, Elisângela Silva Paião, de 47 anos, está presa na Penitenciária Feminina de Tupi Paulista (SP) e o funcionário público municipal Fabrício Severino Gomes Merilis, também com 47 anos, está preso na Penitenciária de Caiuá (SP). Eles são acusados por tentativa de homicídio qualificado.

    Conforme o Ministério Público do Estado de São Paulo (MPE-SP) informou ao g1, serão ouvidas três testemunhas de acusação, sete testemunhas comuns, uma testemunha de defesa de Fabrício Gomes Merilis e oito testemunhas de defesa de Elisângela Silva Paião.

    Ao final da audiência, os acusados serão interrogados.

    Ainda conforme o MPE-SP, “após encerramento da fase de instrução, haverá manifestação da Promotoria e das defesas técnicas, tudo para, ao final, verificar se a acusação constante da denúncia será encaminhada para julgamento perante o plenário do Tribunal do Júri de Iepê”.

    Defesa
    Em nota ao g1, a defesa técnica de Fabrício Severino Gomes Merilis informou que “acredita piamente na inocência de seu cliente”. Além disso, os advogados afirmam que o nome do acusado “aparece unicamente em uma situação”.

    “Diante dos reais fatos ocorridos, irá ser requerida sua absolvição sumária”, finalizou a defesa, formada pelos advogados Marcos Vinicius Alves da Silva e Laerte Henrique Vanzella Pereira.
    E, até a última atualização desta reportagem, o g1 não conseguiu contato com o advogado responsável pela defesa de Elisângela Silva Paião.

    Relembre o caso
    No dia 21 de setembro deste ano, o fazendeiro Airton Braz Paião, de 54 anos, foi vítima de uma emboscada em um canavial, na cidade de Iepê (SP), onde levou quatro tiros na cabeça e uma facada nas costas. Esse crime é a tentativa de homicídio qualificado pelo qual foram indiciados a então esposa dele, Elisângela Silva Paião, e Fabrício Severino Gomes Merilis.

    “A Polícia Civil concluiu que Elisângela é autora do crime de tentativa de homicídio qualificado pela torpeza porque ela tinha domínio sobre o fato”, explicou ao g1 nesta quinta-feira (24) o delegado Carlos Henrique Bernardes Gasques, responsável pelas investigações sobre o caso.

    Três dias após a emboscada em Iepê, o fazendeiro foi assassinado a tiros por um policial militar dentro da Santa Casa de Misericórdia de Presidente Prudente (SP), onde estava internado para tratamento de saúde. Após assassinar o fazendeiro, o soldado Marcos Francisco do Nascimento, de 30 anos, se matou em seguida, ainda dentro do hospital. Como o policial militar morreu, sua punibilidade ficou extinta.

    Elisângela não esteve presente no velório do marido e, segundo o delegado, o fato chamou a atenção dos policiais, levando-a também a ser investigada.

    Gasques detalhou o que teria levado o fazendeiro a ir até o canavial onde ocorreu a tentativa de homicídio, em Iepê:

    “Este produtor rural estava mantendo contato, pelo WhatsApp, com uma moça chamada ‘Sara Maria’, mas a polícia já concluiu que essa conta era inexistente, e que essa conta o levou até as proximidades desse canavial. E, lá de dentro, saíram dois indivíduos, encapuzados, desferindo tiros em direção à vítima e uma facada em suas costas. Foi possível concluir esse raciocínio porque a vítima, embora tenha sido alvejada, estava em condições de falar e conseguiu apontar que eram dois indivíduos encapuzados que estavam em um determinado veículo”.

    “Nós conseguimos fazer essa identificação porque a vítima apontou o veículo supostamente envolvido, aí os investigadores da delegacia conseguiram fazer um trabalho de monitoramento de câmeras de toda a cidade, inclusive do canavial, e chegamos à conclusão que esse veículo era do policial militar”, explicou Gasques.

    Ainda segundo o delegado, as investigações avançaram e indicaram que tinha mais uma pessoa dentro do veículo no dia do crime no canavial, que é o suspeito de 47 anos, que está preso desde o dia 26 de setembro.

    “Circula na cidade a informação de que a esposa do produtor rural teria um romance com ele [policial militar Marcos Francisco do Nascimento], e ela confirmou para mim, informalmente, que tinha. Porém, o policial militar falou somente que era muito amigo dela e que sabia de coisas que incomodavam [o fazendeiro]. Ela falou também para mim que gostava muito desse policial e que pretendia se separar do seu marido, e aconteceu essa fatalidade”, pontuou o delegado Carlos Henrique Bernardes Gasques.

  • Polícia indicia pai, mãe e motorista que atropelou bebê em Itaqui; pais vão responder por abandono de incapaz

    Polícia indicia pai, mãe e motorista que atropelou bebê em Itaqui; pais vão responder por abandono de incapaz

    Acidente aconteceu em 18 de maio. Bebê segue hospitalizado em Porto Alegre. Câmeras de segurança flagraram o acidente.

    A Polícia Civil concluiu que tanto o motorista quanto os pais têm responsabilidade pelo atropelamento de Nathariel Costa Marques, bebê de um ano e quatro meses, em Itaqui. O acidente aconteceu em 18 de maio e a criança permanece hospitalizada em Porto Alegre.

    O g1 falou por telefone com a mãe de Nathariel, que disse que ainda não sabia do indiciamento, iria tomar conhecimento do que aconteceu, mas que só tomaria alguma atitude em relação a isso quando voltasse para Itaqui. Ela está em Porto Alegre acompanhando o tratamento do filho.

    A reportagem tenta contato com a defesa do motorista indiciado.

    De acordo com o delegado Ericson Mota, responsável pela investigação, o motorista foi indiciado por lesão corporal culposa, pois atropelou o bebê e não prestou socorro. Já os pais foram indiciados por abandono de incapaz, pois “como guardiões e detentores da guarda do filho, têm obrigação do cuidado”.

    “A lesão foi resultado do abandono. Não havia sido a primeira vez que a criança fugiu nesse dia e ela já havia fugido em outros dias. A criança tinha como costume escapar. A cerca tinha várias brechas e a rua tem movimento de veículos”, diz o delegado Mota ao explicar o motivo da responsabilização dos pais.
    Durante a investigação policial, familiares do bebê, o motorista e o proprietário da câmera de segurança que registrou o acidente foram ouvidos. Além disso, a residência da família do bebê também foi alvo de uma ação policial e do Conselho Tutelar, pois havia denúncias de maus-tratos pela família contra os filhos. Nathariel tem um irmão, segundo o delegado Mota.

    As provas obtidas pela Polícia Civil foram reunidas em um relatório que foi encaminhado ao Ministério Público (MP), órgão responsável por acusar ou não os envolvidos e oferecer a denúncia à Justiça. Caso a Justiça aceite a denúncia, os indiciados começam a ser julgados pelos crimes.

    Nathariel permanece internado no Hospital de Pronto Socorro, em Porto Alegre. Ele teve diagnóstico de traumatismo cranioencefálico e precisou passar por uma cirurgia para colocar um dreno na região do cérebro. Ainda não há previsão para o menino deixar o hospital. Apesar disso, ele não corre mais risco de morrer.

    O acidente

    Na manhã de 18 de maio, o bebê brincava com um skate no pátio de casa escapou do local, engatinhou até o meio da Rua Guararapes, no bairro Chácara, e foi atropelado por um carro.

    No vídeo da câmera de segurança que flagrou o acidente, é possível ver a criança arrastando o skate e sendo atingida pelo carro. Em seguida, um tio corre em direção à criança e a socorre.

  • Mulher é presa suspeita de golpe do falso sequestro contra idoso de 82 anos em SP

    Mulher é presa suspeita de golpe do falso sequestro contra idoso de 82 anos em SP

    Criminosos pediram para vítima deixar R$ 4 mil na frente de casa. Valor foi recuperado no lixo depois que a suspeita foi identificada em um bar na região.

    Uma mulher de 35 anos foi presa em flagrante, na madrugada deste sábado (3), no Tatuapé, Zona Leste de São Paulo, suspeita de participar de um golpe de falso sequestro contra um idoso de 82 anos.

    De acordo com o boletim de ocorrência, a vítima recebeu uma ligação a qual dizia que a filha estava sendo sequestrada. Os criminosos pediram R$ 4 mil e que o dinheiro fosse deixado na porta de casa.

    Desesperado, o idoso também ligou para o outro filho para falar sobre o caso. Enquanto conversavam, o homem seguiu para a casa do pai.

    Quando chegou perto da residência, o filho viu o idoso com uma sacola em mãos e uma mulher parada na esquina. Com as mãos, a vítima sinalizou que o filho saísse de lá.

    Em seguida, ele fez o retorno e voltou ao endereço. O pai já não estava na frente e a suspeita caminhava a poucos metros com a sacola em mãos.

    Testemunhas viram para onde ela foi e avisaram à PM, que a prendeu em um bar na região e recuperou o dinheiro escondido no lixo, segundo a polícia.

    Silvia Cíntia de Azevedo foi presa em flagrante e levada para a audiência de custódia. A juíza Ana Rita Andres Amaro considerou que o flagrante foi feito corretamente. No entanto, ela não ficou presa por não ter antecedentes criminais, ter endereço fixo e o crime não foi cometido mediante violência ou grave ameaça. A defesa dela não foi localizada até a última atualização.

    Silvia responderá em liberdade e deverá se apresentar todo mês à Justiça para informar as atividades entre outras medidas.

    Segundo o SP2, com números obtidos via Lei de Acesso à Informação, os crimes de estelionato aumentaram 590% no primeiro trimestre desse ano, em relação ao mesmo período do ano passado.

  • Técnico de Lana Del Rey presta depoimento à polícia em inquérito que investiga crime de xenofobia

    Técnico de Lana Del Rey presta depoimento à polícia em inquérito que investiga crime de xenofobia

    Depoimento aconteceu após o show da cantora neste sábado (3), americano foi ouvido pela polícia e, novamente, voltou a se desculpar por ofensas. Will Whitney não fez o registro do roubo.

    Will Whitney, técnico de baterista da cantora americana Lana Del Rey, prestou depoimento à polícia no inquérito que investiga crime de xenofobia, do qual ele é suspeito. O depoimento aconteceu após o show da cantora em São Paulo na noite deste sábado (3).

    Na semana passada, o americano disse, após ter sido vítima de roubo do RJ, que foi “roubado por um pedaço de merda numa moto”. Ele ainda disse que o Brasil deveria se f* e que os brasileiros não mereciam música ao vivo”.

    Ele foi ouvido pela delegacia de Atendimento ao Turista de São Paulo a pedido da delegada Rita Salim, da Delegacia de Crimes Raciais e Delitos de Intolerância (Decradi) do Rio. Will não quis fazer registro do roubo.

    Em depoimento, Will disse que se arrependeu e que jamais gostaria de ofender o povo brasileiro e que, na verdade, “tem muito apreço pelo país, no qual já esteve mais de uma vez, inclusive”, disse o americano, admitindo que as palavras usadas contra os cariocas e brasileiros foram de muito mau gosto.

    “Foi um trabalho rápido da Decradi, que conseguiu fazer contato com o Deatur de São Paulo, que cumpriu imediatamente a precatória, com a oitiva, antes mesmo que ele saísse do país”, explicou a delegada, destacando o trabalho integrado das polícias do Rio e São Paulo.

    Whitney e a equipe de Lana estão no Brasil para diversas apresentações. Ele usou sua página no Instagram para mostrar indignação contra o furto de seu aparelho celular em Copacabana, na Zona Sul. Em uma postagem feita em 28 de maio no Instagram, Will Whitney escreveu:

    “Acabei de ter meu celular roubado das minhas mãos por um pedaço de merda em uma motocicleta. Foda-se esse país inteiro. Eles não merecem música ao vivo. Mal posso esperar para voltar para casa”. Ele ainda usou as hashtags “F*-se Brasil”, “lixo humano” e “buraco de merda” na postagem.
    Posteriormente, Whitney pediu desculpas pelo post e disse que escreveu os xingamentos no auge de suas emoções.

     

  • Falsa médica cobrou R$ 700 por consulta em que foi flagrada pela polícia de SP usando dados de outra profissional

    Falsa médica cobrou R$ 700 por consulta em que foi flagrada pela polícia de SP usando dados de outra profissional

    Marcela Castro Gouveia foi presa na terça-feira (30) e liberada após pagar fiança de R$ 50 mil. Ela usava dados de médica da Grande SP. Verdadeira profissional soube do ocorrido e planejou esquema para denunciar impostora.

    A falsa médica que foi presa em São Paulo usando dados de outra profissional cobrou R$ 700 pela consulta em que foi flagrada pela polícia.

    Marcela Gouveia Oliveira foi presa na terça-feira (30) dentro de uma das clínicas em que atua, na região de Perdizes, Zona Oeste de São Paulo.

    Ela foi liberada pela Justiça após pagar R$ 50 mil de fiança. Na ocasião, alegou à polícia ter renda de R$ 20 mil a R$ 30 mil.

    A descoberta
    A prisão foi planejada pela médica verdadeira, após tomar conhecimento do golpe. Em maio, a profissional foi avisada da fraude por uma pessoa desconhecida pela internet. Ela pediu ajuda de uma amiga.

    “Tinha um link para agendamento de consulta e pensei: como que eu vou desvendar isso? Só sabendo se alguém for em consulta e bater mesmo esse carimbo. Foi aí que eu conversei com a minha amiga e ela topou.”

    Andre Tessaro é advogada e agendou a consulta para 30 de maio, terça-feira passada. O preço cobrado foi de R$ 700, mas seria pago apenas ao final do atendimento. Outras duas pessoas estavam na sala de espera.

    “No caminho, a gente quase chegando em São Paulo, eu falei pra Marcela se não era melhor passar em uma delegacia nas proximidades. Eu não sabia o que eu ia encontrar lá [no consultório]. Nós paramos numa delegacia”, lembra Andrea.

    Uma policial foi indicada para acompanhar a paciente na consulta, que durou cerca de uma hora.

    “Ela fez várias perguntas. Um questionário por conta da prescrição do cannabis. Eu tenho a hérnia na cervical e como ela prescreve o cannabis e é usado a atualmente para dores crônicas, eu percebi que ela não ia dar receita do cannabis e solicitei que ela, se ela pudesse, me pedir alguns exames. Ela falou que não teria problema nenhum: digitou o pedido, assinou e carimbou”, detalha Andrea.

    Quando pegou o encaminhamento em mãos, Andrea confirmou que se tratava do número da amiga e a policial deu voz de prisão. Ela foi autuada em flagrante por exercício ilegal da medicina e por falsidade ideológica.

    “Acho que ela talvez gostaria de ser médica, né? E é isso que vem na minha cabeça, porque não me vem à cabeça outra coisa. Fiquei indignada no momento, mas raiva nenhum momento. Eu não tive”, afirmou ao Fantástico a verdadeira médica.
    Entenda o caso
    Marcela Castro Gouveia formou-se em farmácia em 2008. Em nota, o conselho da categoria afirmou ela “atende os requisitos legais para atuar em saúde estética”.

    Ainda de acordo com o conselho, posicionais habilitados podem realizar procedimentos como preenchimentos, agulhamento, laserterapia e aplicação de botox.

    Mas a farmacêutica não pode receitar medicamentos que exigem prescrição médica, como cannabis.

    Marcela Castro Gouveia tem o mesmo nome e o sobrenome parecido com o de uma médica que atende em Mairiporã e Caieiras, na Grande São Paulo.

    A suspeita usava CRM da profissional para solicitar exames e receitar remédios, como o que foi flagrado no momento da prisão.

    A médica verdadeira foi avisada da fraude por uma pessoa desconhecida pela internet, agendou uma consulta para uma amiga, que foi ao consultório acompanhada de uma policial. A prisão em flagrante da falsa profissional ocorreu depois que ela assinou e carimbou uma receita.

    Marcela Castro Gouveia tem o mesmo nome e o sobrenome parecido com o de uma médica que atende em Mairiporã e Caieiras, na Grande São Paulo.

    A suspeita usava CRM da profissional para solicitar exames e receitar remédios, como o que foi flagrado no momento da prisão.

    A médica verdadeira foi avisada da fraude por uma pessoa desconhecida pela internet, agendou uma consulta para uma amiga, que foi ao consultório acompanhada de uma policial. A prisão em flagrante da falsa profissional ocorreu depois que ela assinou e carimbou uma receita.

    De acordo com o delegado responsável pela investigação, a falsa médica se aproveitava da fama nas redes sociais. Ela se apresentava como especialista em medicina estética.

    “A gente acredita que ela se utilizava dessa fama, de ter muitos seguidores, de ter conhecimento técnico na área de estética, para utilizar desse carimbo, a fim de que pudesse dar maior legitimidade a sua atuação, uma vez que não detém título de médico, mas tem conhecimento dessa área de estética”, contou o delegado.
    A polícia não informou por quanto tempo a falsa médica realizou os atendimentos nem se algum dos pacientes dela chegou a ser prejudicado.

    Crise de pânico e choro
    À Justiça, a defesa de Marcela afirmou que ela “encontra-se em tratamento psiquiátrico e psicoterapêutico há 4 anos por quadro de transtorno misto de ansiedade e depressão”. A suspeita teve uma crise de pânico e choro ao ser presa.

    Mesmo em liberdade, ela terá que comparecer mensalmente em juízo para informar e justificar suas atividades; tem obrigação de manter o endereço atualizado junto à vara e proibição de ausentar-se da comarca de residência por mais de oito dias sem prévia comunicação ao juízo sob pena de revogação das medidas e ser presa.

    Em consulta aos profissionais no Conselho Regional de Farmácia há um registro ativo em nome de Marcela Castro Gouveia, com “requisitos legais para atuar em saúde estética”.

  • Justiça decreta prisão de Kleber Gladiador, ex-Grêmio, por falta de pagamento de pensão alimentícia

    Justiça decreta prisão de Kleber Gladiador, ex-Grêmio, por falta de pagamento de pensão alimentícia

    Decisão é da 2ª Vara de Família de Canoas, na Região Metropolitana. Cumprimento do mandado de prisão ainda não ocorreu.

    A Justiça do Rio Grande do Sul decretou a prisão do ex-atacante do Grêmio Kleber Giacomazzi, o Kleber Gladiador. O motivo é o não pagamento de pensão alimentícia.

    A decisão é da 2ª Vara de Família de Canoas, na Região Metropolitana de Porto Alegre. O cumprimento do mandado de prisão ainda não ocorreu.

    O g1 tentou localizar a defesa do ex-jogador, mas até a publicação desta reportagem não obteve sucesso.

    Quem é Kleber Gladiador
    Kleber atuou no Grêmio entre 2012 e 2014. No Brasil, o atleta também jogou no São Paulo, Palmeiras, Cruzeiro, Vasco e Coritiba. No exterior, ele vestiu as camisas do Dínamo de Kiev, da Ucrânia, e do Austin Bold, dos Estados Unidos.

    Ele tem 39 anos e se aposentou dos gramados em 2020. O ex-jogador atualmente vive em Austin, no Texas, nos Estados Unidos. O mandado de prisão só tem validade em território brasileiro.

     

  • Hacker foragido que ostenta luxo na web é acusado de agredir namoradas em SP

    Hacker foragido que ostenta luxo na web é acusado de agredir namoradas em SP

    Matheus Martins Marques foi denunciado por mais de uma companheira. Ele é acusado de integrar uma quadrilha que invadia sistema de bancos.

    O hacker de Santos, no litoral de São Paulo, que é procurado por realizar desvios milionários em bancos nacionais e estrangeiros, também possui histórico de violência doméstica. Segundo informações obtidas pelo g1 nesta sexta-feira (2), Matheus Martins Marques já foi denunciado por mais de uma companheira.

    A reportagem apurou com o Departamento Estadual de Investigações Criminais (Deic) de Santos que, além dos boletins de ocorrência, ordens de restrição já foram expedidas contra Matheus após ele ser agressivo com a própria companheira e uma ex.

    Segundo a Polícia Civil, o jovem tem um ‘comportamento complicado’. No entanto, nunca houve uma ordem de prisão por conta dos episódios de violência doméstica. O mandado de prisão que existe contra ele foi decretado pela Justiça do Distrito Federal (DF) pela participação do santista em uma quadrilha que invade o sistema de bancos nacionais e estrangeiros.

    O documento foi baseado nas provas colhidas em celulares e computadores de Matheus, que foram encaminhados para o DF após serem apreendidos pela Polícia Civil do Estado de São Paulo em endereços de Santos. Segundo o Deic, os mandados de apreensão foram cumpridos na casa do hacker e da mãe dele.

    Ainda de acordo com o Deic, a equipe voltou a atuar em conjunto com a polícia do DF em maio, com objetivo de cumprir o mandado de prisão. Os policiais estiveram em cinco endereços ligados ao jovem: dois em Santos, dois em São Vicente e um em Praia Grande. No entanto, ele foi localizado em nenhum dos locais.

    Esquema
    Segundo apurado pelo g1, o grupo que Matheus está envolvido realizava chantagens após tentativa de ataque de ransomware [dispositivo que pode bloquear o computador] contra instituição bancária de Brasília e, depois, exigia um resgate em dinheiro para desbloqueá-lo.

    De acordo com as investigações da Polícia Civil, os suspeitos pediam cerca de 50 bitcoins, o equivalente a quase R$ 7 milhões, para não repassarem as informações que supostamente teriam sido acessadas das vítimas.

    Ainda de acordo com a polícia, os criminosos serão indiciados pela prática dos crimes extorsão, com pena de reclusão, de quatro a dez anos, invasão de dispositivo informativo, com pena reclusão de 1 a 4 anos e associação criminosa, com pena de 1 a 3 anos.