Categoria: Justiça

  • Justiça condena concessionária de energia a pagar R$ 10 mil a tutor por morte de cão eletrocutado

    Justiça condena concessionária de energia a pagar R$ 10 mil a tutor por morte de cão eletrocutado

    Caso aconteceu em 2022 em Ubatuba. Animal pisou em um cabo que estava rompido no chão e foi eletrocutado.

    A concessionária responsável pelo fornecimento de energia em Ubatuba (SP) foi condenada a pagar uma indenização de R$ 10 mil a um tutor pela morte de um cão eletrocutado por um cabo da empresa.

    O caso aconteceu no dia 12 de agosto de 2022, quando o animal pisou em um cabo que estava rompido no chão durante um passeio com o dono. Ele morreu por descarga elétrica provocada pelo rompimento do cabo de energia.

    Em decisão do início do mês, a 12ª Câmara de Direito Público do Tribunal de Justiça de São Paulo manteve a condenação, mas aumentou a indenização de R$ 3 mil para R$ 10 mil.

    Para a Justiça, o fato do cabo estar rompido no chão caracteriza responsabilidade da empresa. Além disso, já haviam sido feitas solicitações de reparo no local, o que não aconteceu.

    Relator do processo, o desembargador Edson Ferreira alegou que a reparação por danos morais se dá pela “dor pela perda do animal de estimação e risco de vida para o autor, que poderiam ter sido evitados com providência de saneamento mais célere da concessionária”.

    Acionada pelo g1, a concessionária Elektro informou apenas que vai cumprir com a determinação judicial.

     

  • Prints mostram ameaças de ex-namorado antes de invadir casa e esfaquear 15 vezes estudante em SP; vítima sobreviveu

    Prints mostram ameaças de ex-namorado antes de invadir casa e esfaquear 15 vezes estudante em SP; vítima sobreviveu

    Jovem conseguiu reunir pistas e indicar à polícia a localização do réu, que foi preso na Zona Leste de São Paulo dois anos depois, no domingo (18).

    O ex-namorado preso na tarde de domingo (18), na Zona Leste de São Paulo, dois anos depois de tentar matar a ex-parceira com 15 facadas enquanto a vítima dormia, mandou mensagens horas antes do crime, na madrugada de 21 de abril de 2021. Denilson Araujo Leal é réu na Justiça e tinha prisão decretada.

    Ele foi preso na Zona Leste de São Paulo depois que a vítima reuniu pistas com a divulgação do caso pelas redes sociais (entenda mais abaixo).

    Depois do término do namoro, horas antes do ataque em 2021, o rapaz chegou a encaminhar à vítima fotos de uma traição, fez ameaças e disse que “seria um demônio na vida dela” (veja trechos abaixo).

    As informações foram repassadas por ela à advogada e à polícia para a abordagem e prisão de Denilson. De acordo com a Secretaria da Segurança Pública (SSP), o mandado de prisão contra o foragido foi cumprido nesta praça.

    Após a confirmação da prisão, ela disse se sentir aliviada, apesar do trauma e das marcas que a tentativa de feminicídio deixaram.

    “Mesmo ele sendo preso, isso não vai fazer voltar quem eu era, não vai fazer voltar meu corpo como era. Mas é um grande alívio”, afirmou.

    O agressor foi conduzido ao 56º DP (Vila Alpina), onde o caso foi registrado como captura de procurado. A defesa dele não foi localizada pelo g1 até a última atualização desta reportagem.

    O caso
    O namoro teve momentos conturbados. Meses antes da tentativa de femicídio, o agressor pegou o celular da vítima e deu socos na parede por ela ter se recusado a ir em uma festa na casa da mãe dele. Segundo apurado pelo g1, ele ainda a “proibiu” de conversar com amigos.

    Dois meses depois, em 7 de abril de 2021, a vítima caminhava pela rua quando notou que o agressor a seguia. Por causa disso, o casal terminou pela primeira vez.

    Três dias depois, Denilson foi até a casa da vítima e insistiu para que o relacionamento fosse retomado. Ele chegou a forçá-la a ir com ele a uma festa. No evento, pegou o celular da estudante e pulou numa piscina com o aparelho no bolso.

    Em 20 de abril daquele ano, o agressor foi até a casa da estudante e confessou uma traição, ao ser questionado sobre mensagens de uma mulher a ele. Houve uma confusão, e Denilson foi retirado da casa pela família dela. Horas depois, ele invadiu a residência e a atacou.

    A vítima ficou cinco dias hospitalizada e entrou em depressão. Atualmente, ela se recuperou dos ferimentos e retomou a faculdade.

  • Humorista acusado de violência doméstica contra a ex-mulher vai à Justiça para reaver ‘guarda’ de Playstation

    Humorista acusado de violência doméstica contra a ex-mulher vai à Justiça para reaver ‘guarda’ de Playstation

    A defesa de juliano Gaspar diz que os itens são necessários porque fazem parte do trabalho dele, o que foi acatado pela Justiça. Advogados da humorista Lea Maria argumentam que ela também usa os equipamentos profissionalmente.

    O humorista e produtor Juliano Gaspar entrou na Justiça de São Paulo para solicitar a devolução de um Playstation 5 e uma câmera fotográfica, entre outros itens, que estão no apartamento que ele dividia com a ex-esposa, Lea Maria, humorista alemã que mora no Brasil e o acusou de violência doméstica em fevereiro deste ano. Ela conseguiu medida protetiva contra ele.

    A defesa de Gaspar diz que os itens são necessários porque fazem parte do trabalho dele e pediu urgência na decisão. A 45ª Vara Cível do Foro Central de São Paulo acatou o pedido e aguarda manifestação da defesa de Lea.

    Gaspar ainda pediu multa de R$ 10 mil, que foi negada, para cada dia em que a devolução não tivesse sido feita, além pedir força policial para retirar os itens da casa em que Lea está.

    Como argumento, a defesa de Gaspar afirmou que Lea não utilizaria os itens, que não saberia usá-los, o que foi desmentido pela defesa da mulher, que afirmou que ambos são humoristas e produzem conteúdo para YouTube e redes sociais. Lea afirma que os itens são “instrumento de trabalho de ambos”.

    Antes desse pedido, Lea já tinha separado os itens que pertenciam à Juliano Gaspar e entregado. Ela fez a separação por causa da medida protetiva.

    Itens pedidos:

    Câmera Sony a7iii;
    3 unidades de HD’s Externos contendo material de trabalho;
    Controlador de SOm MPC One;
    Tripé K&F;
    Gravador de áudio Zoom H6;
    Controlador AKAI MPC ONE;
    Caixa de som Sound Port;
    Cartões de memória da câmera;
    Aparelho de videogame Playstation 5 com controles
    A defesa de Lea pede que a decisão seja revista e que seja comprovado a quem os itens pertencem, além de uma revisão no processo que autoriza a retirada dos itens de Lea.

    Lea Maria acusou Gaspar de violência doméstica contra ela em fevereiro deste ano ao compartilhar um vídeo no seu perfil no Instagram que aparece com um braço enfaixado e imobilizado. Uma medida protetiva foi estabelecida e desde então, Gaspar está proibido de se aproximar da humorista.

     

  • Justiça derruba lei que dá nome do apresentador Silvio Santos a complexo viário em SP

    Justiça derruba lei que dá nome do apresentador Silvio Santos a complexo viário em SP

    Projeto de lei foi aprovado pelos deputados na Alesp e sancionada pelo então governador Geraldo Alckmin em 2011. Procuradoria-Geral do Estado moveu ação alegando ser inconstitucional dar nome de pessoas vivas a logradouros públicos.

    A Justiça de São Paulo derrubou uma lei que dava o nome de Silvio Santos ao complexo viário localizado no km 23 da rodovia Anhanguera, na capital paulista, e próximo à sede do SBT, emissora de televisão do apresentador.

    Na decisão, a justiça considerou que a lei fere princípios da administração pública.

    O PL foi proposto em 2009 pelo então deputado André Soares (DEM). Aprovado em 2011, ele foi sancionado em outubro do mesmo ano por Geraldo Alckmin, à época governador do estado.

    A derrubada da sanção atende a uma ação movida pela Procuradoria-Geral do Estado, que alegou ser inconstitucional dar nome de pessoas vivas a logradouros públicos.

    No pedido, a desembargadora Marcia Dalla Déa Barone afirmou que atribuição de nome de pessoa viva a patrimônio público “gera benefícios de ordem pessoal ao homenageado, evidenciando a contrariedade à moral jurídica”.

    “Inelutável que a atribuição de nome de pessoa viva a patrimônio público (complexo viário) gera benefícios de ordem pessoal ao homenageado, evidenciando a contrariedade à moral jurídica da finalidade buscada pelo administrador e instrumentalizada no ato normativo que deu a denominação à mencionada via pública, permitindo ao homenageado a promoção de sua imagem e divulgação de seu nome junto à população pela ‘propaganda’ concretizada pela homenagem revelada na denominação do bem público”, defendeu Barone.

     

  • Ex-estagiária e colegas denunciaram coordenador de cartório que teve prisão decretada por assédio: ‘Me deixou doente’

    Ex-estagiária e colegas denunciaram coordenador de cartório que teve prisão decretada por assédio: ‘Me deixou doente’

    Servidor que exercia cargo de chefia no Fórum de Botucatu (SP) e foi denunciado pelo Ministério Público por estupro, assédio e importunação sexual, é considerado foragido. Onze vitimas registraram boletim de ocorrência.

    Uma das 11 vítimas que denunciaram o coordenador do Cartório da 2ª Vara Criminal do Fórum de Botucatu (SP) era estagiária e subordinada a ele quando teria sofrido assédio sexual. A jovem, inclusive, desistiu da carreira no Direito após concluir o estágio.

    O escrevente Paulo Roberto Maciel foi denunciado pelo Ministério Público por estupro, assédio e importunação sexual contra pelo menos 11 mulheres que trabalham no local, e teve prisão preventiva decretada pela Justiça.

    O mandado de prisão foi expedido no dia 7 de junho e Paulo é considerado foragido. De acordo com a denúncia do MP, os casos teriam ocorrido entre 2017 e 2022 e passaram a ser investigados depois que uma das vítimas registrou um boletim de ocorrência em abril deste ano.

    O g1 entrou em contato com a defesa de Paulo, que informou que existe um recurso de habeas corpus pendente de julgamento no Tribunal de Justiça de São Paulo e que “ele deverá se apresentar no momento oportuno”, afirma o advogado Vitor Carlos Deléo, que representa o denunciado.

    A ex-estagiária que está entre as mulheres que denunciaram o escrevente conta que decidiu ir à delegacia somente 20 dias após o registro desse primeiro boletim de ocorrência feito por outra vítima. “Não queria reviver tudo aquilo”, diz.

    A jovem, que pediu para não ser identificada, afirma que ficou doente e precisou de tratamento médico após deixar o estágio.

    “Foi algo que me deixou doente, eu tive que fazer terapia, tive início de depressão e fiz tratamento. Até hoje se alguém do sexo masculino chega muito perto de mim, tenho gatilhos, não consigo confiar em nenhum homem por causa dele.”
    Ela disse que, inicialmente, o suspeito foi bastante solicito e parecia que apenas queria ajudá-la no estágio.

    “Ele começou a pegar na minha mão e no começo quando eu questionava, ele dizia que era para me dar segurança, porque era o meu primeiro trabalho, mas que eu poderia ficar segura, que ele ia sempre me ajudar. Falava que eu poderia confiar muito nele, que eu era a estagiária preferida dele”, lembra.

    Mas, de acordo com os relatos da vítima, com o tempo ele começou a abusar desses contatos com ela.

    “Por muitas vezes ele segurava na minha mão, depois começou a pegar na minha perna e ele sempre falava que era para me passar segurança. Ele acariciava a minha barriga por dentro da blusa e isso foi aumentando com o passar do tempo. Ele sempre me abraça, dava um beijo estalado no rosto e perto da boca muitas vezes. Me abraçava e ia passando a mão pelas minhas costas até chegar perto da bunda e me puxava para muito perto dele.”

    A jovem disse que chegou a questionar e reclamar do comportamento do servidor.

    “Quando reclamava, ele dizia que num tinha malícia nenhuma naquilo e por muito tempo eu me senti muito louca, eu chorava muito toda vez que isso acontecia, eu ia ao banheiro chorar. Muitas vezes eu pensei em desistir do estágio, mas era algo que naquela época fazia muito sentido para mim, depois passou a num fazer mais sentido. Hoje num faz sentido nenhum para mim o Direito”, completa.

    Outra jovem que também denunciou Paulo conta que desistiu do estágio após passar por situações que considerou, no mínimo, inadequadas pela posição que ele ocupava como seu chefe.

    “Ele falava que eu não tinha nada a ver com meu namorado, que tinha que terminar com ele, que precisava de um homem que cuidasse de mim e que ele ia ser esse homem. No começo achei que era brincadeira, mas essas falas começaram a se repetir e as investidas só pararam quando eu me posicionei, fui até grosseira com ele”, afirma.

    Depois disso, a jovem, que também era estagiária decidiu deixar o trabalho no Fórum.

    “Não tinha mais conforto, era uma coisa muito boa, um estágio muito bom e acabou se tornando uma coisa ruim”, afirma.

    Denúncias
    As vítimas decidiram quebrar o silêncio e denunciar os casos de assédio depois que uma delas procurou a Delegacia de Defesa da Mulher em abril deste ano e o inquérito foi aberto pela Polícia Civil. De acordo com a advogada Rayssa Blumer, que representa duas das vítimas, antes de procurar a polícia, uma delas chegou a denunciar o caso à 2ª Vara Criminal.

    Porém, somente após a instauração do inquérito policial que foi aberto na 2ª Vara uma apuração interna preliminar sobre o caso. Ainda segundo Rayssa, durante esse procedimento as vítimas e testemunhas foram ouvidas, porém em nenhum momento o suspeito foi afastado de suas funções.

    “Até o pedido de prisão do promotor do caso ele continuava no Fórum. Ele entrou de férias, porém em nenhum momento ele foi afastado. É chocante. Embora exista a possibilidade de afastar funcionário com os vencimentos durante a apuração do procedimento, isso não foi feito”, afirma a advogada.

    As vítimas tiveram que trabalhar com Paulo, no mesmo ambiente, por mais de um mês enquanto o processo tramitava.

    “Elas estavam com medo dele. Iam almoçar no carro para não ir ao refeitório e encontrar com ele lá”, destaca a advogada.
    Ainda de acordo com Rayssa, o suspeito teria sido afastado do cargo de chefia somente após a conclusão do procedimento administrativo preliminar. O processo segue em segredo de Justiça.

    Para as mulheres que fizeram as denúncias o objetivo é que a justiça seja feita e não seja mais um caso sem punição.

    “Hoje me sinto acolhida, eu consigo ver que a culpa que não era minha. Tem muitas meninas que passaram por isso e tem medo, a gente que denunciou tem medo também, mas eu acredito que a justiça vai ser feita e peço que elas denunciem, porque juntas somos mais fortes. Espero que ele pague pelo o que fez, porque não é justo, a gente se culpar, a gente sofrer, ficar doente e ter que fazer tratamento médico por causa de uma pessoa assim.”

    A defesa de Paulo informou que ele estava de férias durante a apuração das denúncias e depois foi afastado por licença médica. O advogado considera que o pedido de prisão de seu cliente é uma medida precipitada, apesar da gravidade das acusações.

    “As acusações são graves, mas creio que as medidas judiciais se mostram precipitadas considerando que se trata servidor com 32 anos de trabalho sem uma única mácula de natureza administrativa ou criminal. Não oferece qualquer risco à sociedade tampouco às pessoas que hoje o acusam. Vamos aguardar a instrução probatória, com direito ao princípio do contraditório e defesa ampla, só então tudo será esclarecido”, afirma.

    Como o suspeito é considerado foragido, informações e denúncias sobre o caso podem ser comunicadas às autoridades pelo disque-denúncia 181.

  • PF apreende carro e moto de luxo em operação que investiga fraude em licitação na Saúde em Ubatuba

    PF apreende carro e moto de luxo em operação que investiga fraude em licitação na Saúde em Ubatuba

    Os crimes investigados são relacionados a fraudes em processos de licitação e associação criminosa. A estimativa é de um prejuízo de R$ 13 milhões aos cofres públicos. Prefeitura também foi alvo de buscas.

    A Polícia Federal realiza na manhã desta terça-feira (20) uma operação que investiga fraudes em licitação e irregularidades na aquisição de materiais e serviços na Saúde, inclusive na pandemia de Covid-19, em Ubatuba, no Litoral Norte de São Paulo.

    A estimativa é de um prejuízo de R$ 13 milhões aos cofres públicos.

    No início da manhã desta terça, os policiais cumpriam 14 mandados de busca e apreensão na Prefeitura de Ubatuba e em endereços nas cidades de São Bernardo do Campo (SP), Mogi das Cruzes (SP), São Paulo (SP), Tanabi (SP), Barretos (SP), São João da Boa Vista(SP) e Angra dos Reis (RJ).

    Os policiais apreenderam diversos documentos, além de uma moto e um carro de luxo, que estavam em São João da Boa Vista.

    Os mandados foram expedidos pela Justiça Federal de Caraguatatuba. Não há mandados de prisão. Os crimes investigados são relacionados a fraudes em processos de licitação e associação criminosa.

    Investigação
    Ainda segundo a Polícia Federal, as investigações começaram em janeiro do ano passado e tiveram início a partir de análises implementadas Tribunal de Contas do Estado de São Paulo (TCE/SP), Controladoria Geral da União (CGU), PF e Secretaria Municipal da Fazenda e Planejamento (Sefaz) de Ubatuba.

    Essas análises mostraram a ocorrência de fraudes na contratação da Organização Social de Saúde (OSS) chamada Instituto de Apoio a Polícia Públicas (IAPP).

    De acordo com as investigações, houve diversas irregularidades na gestão da saúde pública por parte da organização, como fraudes em aquisições de materiais, contratações de prestadores de serviços e compra de itens destinados ao enfrentamento do coronavírus.

    Os investigados são pessoas relacionada ao IAPP, além de Joaquim Gomes Vidal e o Danilo Bargieri, que ocuparam cargos no alto escalão. Eles serão intimados a prestar depoimento.

    O g1 tenta contato com a defesa dos investigados e vai atualizar a reportagem assim que tiver retorno. A reportagem também tenta contato com ex-prefeita Flávia Pascoal (PL), responsável pela administração à época.

    A estimativa é de um prejuízo de R$ 13 milhões aos cofres públicos e as penas aos investigados podem variar entre nove e 19 anos de prisão.

    Por nota, a Prefeitura de Ubatuba informou que policiais recolheram documentos e contratos na sede da Prefeitura e na Secretaria de Saúde.

    A administração informou que vai fornecer os documentos necessários para o andamento do processo e que o atual prefeito Marcio Maciel (MDB) já havia protocolado em 2022 um pedido de averiguação contra a OS que atuava na cidade.

  • Justiça suspende intervenção da prefeitura de Assis em fundação educacional após pedido do MP

    Justiça suspende intervenção da prefeitura de Assis em fundação educacional após pedido do MP

    Promotoria afirma que medida do prefeito José Aparecido Fernandes (PDT) para substituir gestão da Fundação Educacional do Município de Assis (Fema) é ilegal. Promotoria também aponta que Termo de Ajustamento de Conduta (TAC) para regularizar instituição foi usada como pretexto.

    Uma decisão judicial liminar expedida neste domingo (18) suspendeu a intervenção na Fundação Educacional do Município de Assis (Fema) assinada pelo prefeito José Aparecido Fernandes (PDT) dois dias antes, na sexta-feira (16). A decisão ainda cabe recurso.

    A determinação do juiz Paulo André Bueno de Camargo foi dada após o Ministério Público do Estado de São Paulo (MP-SP), por meio do promotor Fernando Fernandes Fraga, propor uma ação civil pública em que aponta ilegalidade na medida do chefe do Executivo.

    No processo, o membro da promotoria pediu a suspensão do decreto em que o prefeito criou um comitê gestor para substituir a presidência, diretoria-executiva e conselho curador da instituição.

    O contexto atual da Fema envolve investigações de supostas irregularidades na instituição, tanto pela Polícia Civil, quanto por meio de inquéritos do MP-SP, Tribunal de Contas do Estado de São Paulo (TCE-SP) e pelos próprios vereadores.

    Uma Comissão Parlamentar de Inquérito (CPI) foi aberta em junho de 2022, ainda em andamento, para apurar supostas falta de transparência em contas, fraudes no pagamento de salários, falsificação de documentos públicos e direcionamento de licitações.

    Segundo o promotor, há suspeitas de que a medida do prefeito para derrubar a gestão da Fema e colocar outras pessoas na função “não seja compatível com o interesse público”. Há, de acordo com ele, indícios de improbidade administrativa na medida.

    Pretexto
    Na mesma data do decreto, José Aparecido assinou um Termo de Ajustamento de Conduta (TAC) com o MP-SP em que assumiu a responsabilidade de enviar, até o final do ano, um projeto de lei para a Câmara regularizando a estrutura jurídica da Fema.

    O promotor, contudo, se disse surpreso com a utilização do TAC como pretexto pelo chefe do Executivo para intervir na cúpula da instituição de ensino, o que não estava previsto no acordo.

    “É justamente contra esta postura arbitrária que o Ministério Público se insurge por meio desta ação civil pública, aguardando que o Poder Judiciário funcione como freio à conduta ditatorial do alcaide”, escreveu o representante da promotoria.

    O integrante do MP-SP também observou que o decreto foi assinado pelo prefeito após ele e seus secretários perderem poderes junto à Fema após a abertura da CPI da Câmara e alterações na legislação municipal.

    Inclusive, após proibição por lei dos secretários municipais integrarem conselhos da Fema, no começo do mês a prefeitura acionou a Justiça, alegando inconstitucionalidade da nova regra, mas teve o pedido liminar negado.

    “O que parece, portanto, é que a partir do momento em que se constatou que prefeito municipal e os secretários municipais não mais poderiam compor o Conselho Curador de qualquer forma, o chefe do Executivo simplesmente resolveu encontrar uma forma de voltar a ter o poder de mando na Fundação, criando estrutura para que pudesse nomear secretários e pessoas ligadas a ele para retomar o espaço perdido”, apontou a promotoria.

    De acordo com a promotoria, a Fema está prestes a deliberar, por meio de seus órgãos de direção e deliberação “a respeito de questões sensíveis, e algumas delas ligadas indiretamente à própria pessoa do chefe do Executivo, tal como a adoção de medidas finais em virtude de bolsas de estudo ilegalmente concedidas na Fundação a diversas pessoas que, dentre elas, encontra-se a filha do alcaide [do prefeito]”.

    Decisão
    Em sua decisão o juiz responsável por analisar o caso escreveu que um decreto não pode se sobrepor à legislação municipal e suspendeu imediatamente a intervenção do prefeito de Assis na Fema.

    O magistrado também determinou que a decisão liminar seja comunicada por e-mail à prefeitura.

    O g1 procurou a Fema e a prefeitura de Assis para se manifestarem sobre a decisão judicial e apontamentos feitos pela promotoria, mas não houve retorno do Executivo até a publicação da reportagem.

    Em nota, a Fema informou que “tem autonomia administrativa, financeira e órgãos legalmente constituídos, sendo desnecessária qualquer forma de intervenção na instituição, que vem cumprindo as finalidades para as quais foi criada. A medida tomada pela prefeitura é ilegítima e não atende aos interesses institucionais”.

  • Filha de cantor de Raça Negra pede R$ 40 mil em processo contra pai por danos morais

    Filha de cantor de Raça Negra pede R$ 40 mil em processo contra pai por danos morais

    Renata Francine Rodrigues de Almeida, de 34 anos, abriu processo em agosto de 2022; ação ainda corre no Tribunal de Justiça de São Paulo.

    Uma filha do cantor Luiz Carlos da Silva, vocalista do grupo Raça Negra, está pedindo R$ 40 mil em um processo contra o pai por danos morais. A ação corre no Tribunal de Justiça de São Paulo desde agosto de 2022.

    Segundo o g1 apurou, consta nos autos que Renata Francine Rodrigues de Almeida, de 34 anos, é fruto de um relacionamento que a mãe teve com Luiz Carlos por dois anos, mas que ele não assumiu a paternidade quando ela nasceu.

    Luiz Carlos registrou Renata como filha apenas em 2005, quando ela tinha 16 anos. No processo consta que o registro ocorreu após “batalha judicial” e “muitas recusas em fazer o exame de DNA”. Porém, ela não teria recebido assistência financeira e nem afetiva desde que foi registrada.

    Ainda conforme os autos, Renata alega que tem uma filha com paralisia cerebral e diz que tentou pedir ajuda financeira novamente. Mas Luiz Carlos não teria retornado ao pedido e apenas fornecido uma cadeira de rodas à neta.

    De acordo com o Tribunal de Justiça, o processo ainda está em aberto e a última movimentação foi em junho deste ano. Luiz Carlos tem prazo para apresentar defesa.

    A reportagem do g1 tentou contato com a assessoria do cantor, mas não obteve retorno até a publicação.

  • Polícia de SP cumpre mandados de busca e apreensão contra enteada de irmão do traficante Marcola

    Polícia de SP cumpre mandados de busca e apreensão contra enteada de irmão do traficante Marcola

    Bárbara Camacho é investigada por receptação de bolsas de luxo que, segundo as investigações, teriam sido roubadas ou furtadas. Operação ocorre na manhã desta segunda (19). Chefe do PCC, facção que atua dentro e fora dos presídios do país, Marcola foi condenado a 330 anos por diversos crimes.

    A Polícia Civil de São Paulo cumpre, na manhã desta segunda-feira (19), mandados de busca e apreensão contra Bárbara Camacho, enteada de Alejandro Juvenal Herbas Camacho Júnior, o “Marcolinha”, irmão mais novo de Marcola, chefe do PCC, facção que atua dentro e foras dos presídios do país.

    Bárbara é investigada por receptação de bolsas de luxo que, segundo as investigações, teriam sido roubadas ou furtadas de residências.

    Durante a operação, os policiais encontraram duas bolsas escondidas na adega de um dos endereços.

    Histórico
    Marcos Williams Herbas Camacho é apontado como chefe do Primeiro Comando da Capital (PCC). Em janeiro deste ano, ele foi transferido para a Penitenciária Federal de Brasília.

    À época, o ministro da Justiça, Flávio Dino, afirmou que a transferência foi motivada pela existência de um “suposto plano de fuga” do chefe de facção criminosa.

    Condenado a 330 anos por diversos crimes, esta é a segunda passagem de Marcola pelo presídio, onde ficou entre 2019 e março de 2022.

    Desde então, ele estava preso em outra penitenciária federal, em Rondônia, por onde também já tinha passado antes de ir a Brasília pela primeira vez.

  • Foto usada para reconhecer suspeito de matar idoso em Brodowski, SP, é antiga, diz defesa

    Foto usada para reconhecer suspeito de matar idoso em Brodowski, SP, é antiga, diz defesa

    Segundo advogado, imagem de 20 anos atrás não condiz com características físicas atuais do homem preso na quinta-feira (15). Vítima foi achada morta na zona rural.

    A defesa do homem preso na quinta-feira (15) por suspeita de matar um empreiteiro em Brodowski (SP) nega que ele tenha participado do crime. Segundo o advogado Guilherme Violin, a foto apresentada à testemunha que reconheceu o suspeito é antiga, com cerca de 20 anos, e não condiz com as características físicas dele hoje.

    O suspeito, que é pedreiro e tem 42 anos, foi levado para a Cadeia de Santa Rosa de Viterbo (SP) e aguarda audiência de custódia nesta sexta-feira (16).

    Amostras de sangue foram coletadas para confrontar com o material recolhido na cena do crime pela perícia.

    O crime
    O empreiteiro Mário Luiz Severi, de 74 anos, foi achado morto na zona rural de Brodowski no dia 4 de junho. Ele desapareceu pela manhã após sair do sítio dele para atividades de rotina.

    Segundo a família da vítima, o idoso visitou a capela, fez orações e colocou plantas novas.

    Vizinha dele, Elizângela Maria dos Santos diz que o idoso tinha o costume de deixar um saco com bananas e alface no sítio dela. A suspeita é de que ele tenha encontrado com o criminoso neste momento, uma vez que a propriedade dela foi alvo de furto no mesmo fim de semana.

    Os criminosos levaram uma TV de 43 polegadas, um micro-ondas e ainda usaram a cozinha para fritar peixe e cozinhar macarrão.

    O corpo de Severi foi achado coberto por folhagens e galhos próximo a um bananal e tinha marcas de violência. Ao lado dele, a polícia achou um micro-ondas e um pé de cabra.

    Uma testemunha contou à polícia que na manhã do crime, um homem desconhecido, magro, sem dentes e que estava com um pé de cabra, foi visto na região, mas não tinha levantado suspeitas. Mais tarde, a testemunha soube que uma das propriedades na região tinha sido furtada.