Categoria: Justiça

  • Celular de estudante preso por filmar alunas em banheiro de faculdade tinha mais de 10 gravações de partes íntimas de mulheres, dizem vítimas

    Celular de estudante preso por filmar alunas em banheiro de faculdade tinha mais de 10 gravações de partes íntimas de mulheres, dizem vítimas

    Universitário de 20 anos foi preso na quinta-feira (15) após ser flagrado fazendo vídeos em banheiro da Universidade Anhembi Morumbi, na Zona Leste.

    O celular do estudante de 20 anos que foi preso em flagrante por gravar alunas do curso de medicina veterinária no banheiro da Universidade Anhembi Morumbi, na Zona Leste de São Paulo, estava com ao menos 15 gravações de partes íntimas de estudantes, segundo as alunas que conseguiram pegar o aparelho do universitário após flagrá-lo fazendo vídeos nesta quinta-feira (15).

    Imagens enviadas para a reportagem da TV Globo mostram o momento em que o jovem, Gabriel Valareto Vicente Silva, que cursa Quiropraxia, foi confrontado pelas estudantes dentro do banheiro da faculdade, que é sem distinção de gênero .

    “Ó, esse menino aqui….Pode tirar a mão da cara! Estava filmando a gente por debaixo da porta, usando o banheiro. Você vai mostrar o celular para o segurança”, disse uma das universitárias.
    Na sequência, é possível ver que uma aluna vai até o rapaz e pega o aparelho desbloqueado das mãos dele.

    A universitária que flagrou a gravação saiu gritando e um bombeiro conseguiu prender o jovem. Ele foi levado para o 8º DP, na Mooca, onde a ocorrência foi registrada como importunação sexual. O rapaz vai passar por audiência de custódia nesta sexta-feira (16).

    Uma policial militar que acompanhou o registro da ocorrência confirmou que no celular do jovem estavam diversos vídeos. “A gente viu por cima e não pode detalhar o que tinha lá, mas dava para ver os rostos delas e eram vários vídeos. E aí ele confessou”, diz a PM.

    Uma das vítimas afirmou que se não estivesse acompanhada da amiga não veria o estudante a gravando.

    “Ela [amiga] se deparou com o celular atrás do vaso por baixo da outra cabine, me filmando por trás. Então, se eu estivesse sozinha ali, jamais teria visto a câmera. Perguntou para ele porque estava fazendo aquilo. Ele escondeu o celular no bolso. Pediu para que ele apagasse as fotos. Eu fiquei muito nervosa. Eu não conseguia falar nada. Eu só conseguia chorar. Não sei nem como vou mais para a faculdade agora”, disse a jovem, que prefere ter a identidade preservada.

    “Ele pegou a imagem dela levantando do vaso. Eu vi a imagem depois. Fiquei chocado. Debaixo para cima. Acho que se fosse um cinegrafista profissional, não conseguiria um ângulo daquele. Tentaram agredir o rapaz, entraram mais pessoas no banheiro, seguranças contiveram. E eu recebi a informação real quando cheguei na faculdade. Aí eu vi que a coisa era mais grave”.

    O que diz a universidade?
    Em nota, a universidade informou que lamenta e manifesta seu repúdio a esse tipo de ocorrência, e que vai acompanhar o caso e seus desdobramentos.

    “Como instituição de ensino, atuamos na promoção da formação crítica, cidadã e consciente da comunidade acadêmica, formando não apenas profissionais, mas indivíduos em sua integralidade e, por esse motivo, repudiamos toda e qualquer conduta contrária às normas legais e da própria Instituição.

    Esclarecemos que estamos adotando as providências cabíveis, tanto internamente, quanto junto às autoridades competentes e continuaremos atuando para a solução do caso, estando, inclusive, à disposição para contribuir com a apuração dos fatos.

    A Instituição se solidariza com a vítima e informa que tem prestado toda a assistência necessária para que ela possa se restabelecer o mais rápido possível, retomando integralmente as atividades acadêmicas”.

  • Justiça de SP bloqueia R$ 87 mil em contas de Bolsonaro por falta de pagamento de multa durante a pandemia

    Justiça de SP bloqueia R$ 87 mil em contas de Bolsonaro por falta de pagamento de multa durante a pandemia

    Ex-presidente recebeu multas da Secretaria da Saúde durante três visitas ao estado de SP em 2021 por não usar a máscara. Ao todo, Bolsonaro deve ao estado R$ 568 mil em multas aplicadas pelo descumprimento da regra.

    A Justiça de São Paulo determinou o bloqueio de R$ 87 mil das contas do ex-presidente Jair Bolsonaro pelo não pagamento de multas durante a pandemia.

    O ex-presidente foi multado porque não utilizou máscara de proteção contra a Covid-19 em três ocasiões diferentes: em visitas às cidades de Miracatu, Ribeira e Eldorado, que ficam no Vale do Ribeira, no estado de São Paulo.

    O bloqueio foi determinado pela juíza Ana Maria Brugin, da Vara de Execuções Fiscais estadual, e atendeu a pedido do governo paulista.

    No início do ano, a Procuradoria Geral do Estado de São Paulo, já sob a gestão de Tarcísio de Freitas (Republicanos), aliado do ex-presidente, propôs a execução fiscal de três dívidas em nome de Bolsonaro que somam mais de R$ 568 mil.

    Já são mais de R$ 54 mil apenas em juros por falta de pagamento.
    O valor total refere-se às multas, aos juros e aos honorários advocatícios.
    Os bens de Bolsonaro poderão ser penhorados, caso ele não efetue o pagamento.
    As multas foram aplicadas pela Secretaria da Saúde de São Paulo em 14 e 15 de dezembro de 2021 e transitaram em julgado entre janeiro e fevereiro de 2022.

    As justificativas para as aplicações se deram porque, à época, era obrigatório o uso de máscaras de proteção facial em espaços de acesso aberto ao público e vias públicas, de acordo com o “decreto 64.959 de 04/05/2020, a Resolução SS 96 de 29/06/2020 e a Lei Federal 14.019 de 02/07/2020”.

    Filho também é cobrado
    O governo de SP também cobra mais de R$ 113 mil em multas de Eduardo Bolsonaro (PL-SP), filho de Jair, por ter participado de eventos sem utilizar máscara. No caso dele, os juros ultrapassavam R$ 10 mil ainda no início deste ano.

  • Três acusados de roubar, matar e queimar família no ABC em 2020 são condenados a mais de 50 anos de prisão

    Três acusados de roubar, matar e queimar família no ABC em 2020 são condenados a mais de 50 anos de prisão

    Entre eles, está a filha de duas vítimas e a então namorada dela. Penas somadas chegam a 192 anos. Julgamento começou na segunda (12) e foi encerrado na madrugada desta quarta (14). Avó de vítimas lamentou e disse esperar condenações maiores.

    A Justiça condenou três pessoas acusadas de roubar, matar e queimar uma família em Santo André, no ABC Paulista, a prisão em regime fechado. Somadas, as penas chegam a 192 anos de prisão. A sentença foi divulgada durante a madrugada desta quarta-feira (14).

    O crime aconteceu em janeiro de 2020. Romuyuki Veras Gonçalves, de 43 anos, Flaviana de Meneses Gonçalves, de 40, e do filho deles, o estudante Juan Victor Gonçalves, de 15, foram assassinados.

    A filha do casal, Anaflávia Martins Gonçalves, e a então namorada dela, Carina Ramos de Abreu, foram acusadas de envolvimento no crime. Ambas foram condenadas.

    Anaflávia, porém, não foi condenada pelo assassinato do irmão, somente dos pais. A decisão revoltou a avó da jovem, que esperava que a neta recebesse uma condenação maior.

    Ao todo, cinco pessoas foram acusadas pelo Ministério Público de roubo, homicídio doloso qualificado (por motivo torpe, meio cruel e recurso que dificultou as defesas das vítimas), ocultação de cadáver e associação criminosa.

    Nesta quarta-feira, a Justiça sentenciou somente três acusados. Além de Anaflávia e Carina, Guilherme Ramos da Silva também foi condenado por participar dos assassinatos.

    Os outros dois réus acusados no caso, os irmãos Juliano e Jonathan Ramos, serão julgados em agosto.

    Confira as sentenças a seguir:

    Anaflávia Martins Meneses Gonçalves: 61 anos, 5 meses e 23 dias de reclusão, em regime inicial fechado.
    Carina Ramos de Abreu: 74 anos, 7 meses e 10 dias de reclusão, em regime inicial fechado.
    Guilherme Ramos da Silva: 56 anos, 2 meses e 20 dias de reclusão, em regime inicial fechado.
    Os condenados já estão presos e não poderão recorrer da decisão em liberdade.

    O caso
    Vídeos de câmeras de segurança gravaram os cinco réus entrando e saindo da residência onde as três vítimas moravam, num condomínio fechado de casas em Santo André. O casal e o filho foram mortos no local em 27 de janeiro de 2020, com golpes na cabeça.

    Os corpos só foram encontrados no dia seguinte, carbonizados, dentro do carro família, numa área de mata em São Bernardo do Campo, município vizinho a Santo André.

    Segundo a acusação feita pelo Ministério Público, três homens armados (Juliano, Jonathan e Guilherme) entraram no imóvel com a ajuda de Anaflávia e Carina.

    Conforme as investigações, os cinco queriam roubar R$ 85 mil que estariam num cofre, mas como não encontraram o dinheiro, decidiram levar pertences das vítimas e matá-las.

    “As rés Ana Flávia e Carina agiram por cobiça, pretendendo alcançar o patrimônio das vítimas. Quanto aos acusados Jonathan, Juliano e Guilherme, a prova oral indica que agiram mediante promessa de recompensa”, escreveu o juiz Lucas na decisão de 2021, que levou os acusados a júri.

    Os investigados confessaram envolvimento no assalto, mas durante a reconstituição do caso, eles divergiram sobre quem matou a família e colocou fogo no carro.

    Anaflávia e Carina acusam Juliano e Jonathan de matar a família e explodir o veículo em que as vítimas estavam.

    Por outro lado, Juliano e Jonathan acusam Carina de matar os empresários e o adolescente e, depois, queimá-los.

    Guilherme, vizinho dos irmãos Ramos, acusa Juliano de querer assassinar o casal e o filho. Guilherme teria participado mais diretamente do roubo, e não dos assassinatos, segundo sua defesa.

  • Justiça absolve de violação sexual mediante fraude massagista acusado por paciente em SP

    Justiça absolve de violação sexual mediante fraude massagista acusado por paciente em SP

    Nelson Lemoine atendia no bairro do Morumbi, Zona Sul de São Paulo. Caso foi registrado em 2019.

    A 1ª Vara Criminal de São Paulo absolveu o massagista Nelson Lemoine Rodrigues do crime de violação sexual mediante fraude em 28 de fevereiro deste ano. A Polícia Civil de São Paulo investigou o caso em 2019, depois que uma mulher afirmou que Lemoine passou a mão na genitália dela durante uma manobra de massagem.

    Na época, Nelson atendia numa clínica no bairro do Morumbi, Zona Sul de São Paulo. Em conversa com o g1, naquele ano, a mulher contou que era cliente da clínica havia um ano e que fazia um tratamento de realinhamento da coluna com outros profissionais do local. No final de abril, Nelson foi designado para atendê-la (leia mais abaixo).

     

    “Após a instrução processual, não se produziram provas suficientes para o acolhimento, com a certeza exigida no processo penal, da pretensão penal e consequente responsabilização penal do acusado”, escreveu o juiz.

    À Justiça, a mulher contou que conheceu o réu Nelson em janeiro de 2019 por uma amiga em comum e o toque dele teria ocorrido durante um atendimento.

    “Não se ignora o relato da vítima, mas seu relato não é corroborado por outros elementos probatórios, ainda que indiretos, que permitissem ao Juízo a formação de sua convicção livre de dúvidas, conforme é exigido em processo de natureza criminal”, completou o juiz.

    O que disse a vítima

     

    “Eu já conhecia o procedimento e notei que ele fez coisas que não faziam parte. Tem uma manobra em que é colocada a mão no bumbum. Nesse momento ele colocou a mão por dentro da minha calça, passou a mão no bumbum e na minha genitália”, contou ao g1 na época.

    A vítima disse que ficou “em choque”. “Eu sabia que aquilo não fazia parte do procedimento, mas na hora a gente fica tão em choque que não sabe o que fazer. Eu não conseguia acreditar que aquilo estava acontecendo”, relatou.

    À Justiça, ele afirmou que não elogiou a vítima durante o procedimento de “forma sexualizada”, mas que tinha brincadeiras com os pacientes, “mas nunca de cunho sexual”. Negou ter tocado nas partes íntimas da vítima.

     

    Sobre o método Body Allignment, afirmou que era preciso que o paciente desabotoe a calça e deite de barriga para baixo na maca para manusear o sacro e sustentou que “ela pode ter confundido com um abuso sexual”.

     

  • Preso por ataque a bancos, homem que rasgou notas no carnaval de SP é transferido para penitenciária federal

    Preso por ataque a bancos, homem que rasgou notas no carnaval de SP é transferido para penitenciária federal

    Conhecido como ‘Gianecchini do crime’, Tiago Tadeu Faria foi preso na capital paulista em 2020 por participar de mega-assaltos no interior. Ele foi condenado a mais de 50 anos. Em 2012, ele invadiu a apuração e rasgou as notas dos jurados no carnaval.

    Condenado a mais de 50 anos de prisão por mega-assaltos a bancos no estado de São Paulo, Tiago Ciro Tadeu Faria foi transferido da penitenciária 2 de Presidente Venceslau — conhecida por ser de segurança máxima em SP — para uma unidade do Sistema Prisional Federal.

    Tiago ficou conhecido como “Gianecchini do crime”. No carnaval de 2012, ele invadiu a apuração do desfile das escolas de samba de São Paulo e rasgou as notas dos jurados no carnaval. Na época, ele era representante da escola de samba Império de Casa Verde.

    A transferência de presídio foi feita em 7 de junho, feriado de Corpus Christi. A informação foi confirmada ao g1 pela Secretaria de Administração Penitenciária (SAP) nesta terça-feira (13).

    A cidade do presídio para o qual Tiago foi levado e o motivo da transferência não foram informados pela SAP. Porém, de modo geral, as penitenciárias federais abrigam presos que não podem ficar nas unidades prisionais dos estados por questões de segurança, por serem considerados mais perigosos.

    Segundo o Ministério da Justiça e Segurança Pública, o Sistema Penitenciário Federal “tem finalidade de combater o crime organizado, isolando as lideranças criminosas e os presos de alta periculosidade”.

    Atualmente, o Brasil conta com cinco unidades que ficam em Catanduvas (PR), Campo Grande (MS), Porto Velho (RO), Mossoró (RN) e Brasília (DF).

    Tiago foi preso em setembro de 2020, oito anos depois do episódio no carnaval de SP. Policiais da delegacia de Roubos a Bancos o prenderam na Zona Norte da capital paulista São Paulo depois que investigações apontaram que ele era um dos líderes da quadrilha responsável por ataques a bancos no interior do estado.

    Em junho daquele ano, a polícia havia apreendido cerca de 200 quilos de explosivos no bairro da Casa Verde, em um endereço mantido por Tiago.

    “Atuava no núcleo principal. Ele participava do planejamento. Sem dúvidas nenhuma é a principal quadrilha em atividade, já há alguns anos. E, sem dúvida nenhuma, a prisão desse indivíduo vai fazer um grande estrago na estrutura da organização criminosa”, disse o delegado no dia da prisão.
    De acordo com a polícia, Tiago atacou com explosivos as agências do Banco do Brasil em Botucatu e Ourinhos, cidades do interior de São Paulo, em maio e julho de 2020.

    Ele também foi apontado por atacar agência no Rio Grande do Norte, em 2017, e de explodir uma agência da Caixa Econômica Federal em Bauru, em 2018.

    Em 2021, a Justiça Federal condenou Tiago Tadeu Faria pelo ataque à agência bancária da Caixa Econômica Federal ocorrido no dia 5 de setembro de 2018 em Bauru (SP).

    Na sentença em primeira instância, a juíza Maria Catarina Souza Martins Fazzio julgou procedente as provas materiais colhidas durante as investigações que comprovaram, por meio de exames de DNA, a presença de Tiago na cena do crime.

    O material genético dele foi colhido com autorização judicial em objetos apreendidos em sua cela e comparado com o encontrado em uma touca deixada em um dos veículos abanados pelos criminosos após o assalto em Bauru e em uma bituca de cigarro.

    Na época, a defesa do réu negou a participação dele no crime e afirmou que material foi colhido por meio de extorsão praticada por policiais civis que Tiago vinha sofrendo.

    No entanto, na sentença, a juíza alegou que não havia correlação entre os fatos. Segundo ela, a denúncia de extorsão teria sido feita posteriormente ao assalto ocorrido em Bauru e contra policiais civis da capital paulista, e o recolhimento das provas do ataque à agência foi realizado pela Polícia Federal, não a Civil.

    Em fevereiro de 2022, a Justiça de Botucatu condenou Tiago e outros três réus a penas superiores a 50 anos de prisão.

    De acordo com a sentença da juíza Licia Eburneo Izeppe Pena, da 2ª Vara Criminal de Botucatu, Tiago Ciro Tadeu Faria foi condenado a 53 anos, dois meses e dez dias de reclusão, em regime inicial fechado, e pagamento de 82 dias-multa.

    Em Botucatu, o ataque a agências envolveu 40 homens em uma madrugada de terror na cidade em julho de 2020. A ação terminou com um homem morto e dois policiais militares feridos (veja os vídeos do crime).

  • Ex-prefeito de cidade do interior de SP é preso por corrupção passiva e dispensa ilegal de licitação

    Ex-prefeito de cidade do interior de SP é preso por corrupção passiva e dispensa ilegal de licitação

    Segundo a Polícia Civil, crimes foram praticados no período em que Henrique da Mota Barbosa foi prefeito de Barra do Turvo (SP).

    O ex-prefeito de Barra do Turvo, no interior de São Paulo, Henrique da Mota Barbosa (PT), de 57 anos, foi preso na Rodovia Régis Bittencourt. Segundo a Polícia Civil, Barbosa foi condenado pelo Poder Judiciário pelos crimes de corrupção passiva e dispensa ilegal de licitação no período em que foi prefeito na cidade.

    Barbosa foi eleito prefeito em Barra do Turvo nas eleições de 2012. Em abril de 2016, ele foi afastado do cargo após decisão judicial ao ser investigado por pagamento e recebimento de propina de prestadores de serviços da prefeitura.

    Dias depois, Barbosa conseguiu uma liminar que suspendeu o pedido de afastamento e retornou à administração da cidade.

    Prisão
    De acordo com a polícia, neste domingo (12), os investigadores tinham conhecimento do mandado de prisão e realizavam diligências para localização do ex-prefeito. Ao trafegarem pela rodovia, eles identificaram o suspeito dentro de um veículo.

    Os policiais deram ordem de parada ao carro e conseguiram deter o ex-prefeito. Ele foi encaminhado à delegacia, onde os procedimentos legais foram lavrados e o ex-prefeito foi conduzido ao sistema penitenciário.

    A Secretaria de Gestão da Prefeitura de Barra do Turvo informou ao g1 que não irá se pronunciar sobre o assunto. De acordo com informações da TV Tribuna, afiliada da Rede Globo, Barbosa ainda não possui um advogado para representá-lo.

  • Delegado aposentado da PF e mais 2 investigados são absolvidos por suposto esquema de tentativa de extorsão a ex-prefeito de Paulínia

    Delegado aposentado da PF e mais 2 investigados são absolvidos por suposto esquema de tentativa de extorsão a ex-prefeito de Paulínia

    Mário Menin Júnior e mais dois empresários foram absolvidos pela Justiça Federal em Campinas em 7 de junho. Caso veio à tona em outubro de 2017 e uma pessoa foi condenada; cabe recurso.

    A Justiça Federal em Campinas (SP) absolveu o delegado aposentado da Polícia Federal de São Paulo Mário Menin Júnior e mais dois empresários que foram investigados e chegaram a ser presos em outubro de 2017 suspeitos de participação em suposto esquema de tentativa de extorsão ao ex-prefeito de Paulínia Dixon Carvalho. A sentença da 9ª Vara Federal é de 7 de junho, o trio já estava respondendo ao processo em liberdade, mas ainda cabe recurso ao Ministério Público Federal (MPF).

    Na decisão, a juíza Valdirene Ribeiro de Souza Falcão destacou que as absolvições de Menin e de mais dois investigados ocorreram por falta de provas nos delitos indicados pela promotoria de Justiça.

    Em contrapartida, diz a sentença, um homem que não era integrante da PF, mas “agiu como membro efetivo”, chegou a a apontar supostas operações policiais e ainda afirmou que Menin era sócio em negócios, foi condenado a seis anos e nove meses de prisão pelo crime de tráfico de influência.

    O acusado pode recorrer da pena junto à segunda instância em liberdade, de acordo com a Justiça Federal, e decisão lembra que ele já tinha “longa ficha criminal pelo crime de estelionato”. A reportagem do g1 não conseguiu contato com a defesa dele até esta publicação.

    Absolvição do delegado
    Menin Júnior comandou a Delegacia da PF no Aeroporto de Guarulhos, onde se destacou com várias apreensões de drogas, e se tornou assistente direto do Superintendente da PF na capital paulista. Quando o caso veio à tona, ele ainda não estava aposentado.

    “A decisão reconheceu que ele não praticou nenhum ato ilícito”, falou a advogada dele ao g1 na tarde deste sábado (10), Suzana Camargo.
    O advogado de um dos empresários absolvidos, Alexandre Venturini, explicou que os três respondem ao processo em liberdade desde a concessão de habeas corpus pela Justiça.

    O caso
    À época em que o caso veio à tona, o MPF informou que um dos suspeitos realizou um encontro com o ex-chefe do Executivo e afirmou que teria um dossiê contra ele e que o divulgaria caso Dixon não contratasse empresas deles para serviços hospitalares e sinalização de ruas em Paulínia.

    Na ocasião em que o grupo foi preso, a prefeitura de Paulínia mencionou apenas que Dixon acreditava nos trabalhos da Polícia Federal, mas que não iria se manifestar sobre o assunto.

  • MP denuncia homem que roubou arma de policial e atirou em dois agentes na Zona Leste de SP

    MP denuncia homem que roubou arma de policial e atirou em dois agentes na Zona Leste de SP

    Caso ocorreu na manhã de quinta (1°) em São Mateus, na Zona Leste de SP. PM atingido no rosto está internado na UTI do Hospital das Clínicas com sedação leve; o outro agente passou por cirurgia e se recupera em casa.

    O Ministério Público de São Paulo denunciou, neste domingo (11), pelos crimes de resistência, homicídio tentado duas vezes, furto e receptação o homem que roubou a arma de um policial militar e atirou em dois agentes durante uma abordagem em São Mateus, Zona Leste de São Paulo.

    A promotora Luciana André Jordão Dias afirma que “os crimes de homicídio contra os policiais militares somente não se consumaram por circunstâncias alheias à vontade do denunciado, uma vez que o carregador da arma caiu e o acusado não conseguiu efetuar mais disparos contra eles, bem como porque as vítimas foram prontamente socorridas”.

    E completa destacando que “os crimes contra a vida foram cometidos contra policiais militares, agentes descritos no inciso V do artigo 144 da Constituição Federal, que estavam no exercício da função”.

    Ela pediu também exames de corpo de delito das vítimas.

    Em nota, a Secretaria da Segurança Pública (SSP) informou que “os policiais militares foram vítimas de uma tentativa de homicídio e todos os procedimentos adotados na abordagem são analisados, inclusive as imagens registradas pelas Câmeras Operacionais Portáteis (COPs) usadas pelos policiais no momento da abordagem aos dois suspeitos, sem julgamento precipitado acerca da abordagem, principalmente em respeito às famílias. O foco da Secretaria da Segurança Pública do Estado de São Paulo neste momento é dar o total apoio para a pronta recuperação de ambos”.

    Estado de saúde dos PMs
    Um dos policiais militares baleados, o soldado Cleison Santos de Matos, teve o rosto atingido por Dario Gabriel Costa Viveiros, e permanece internado na UTI do Hospital das Clínicas, com sedação leve. Segundo a SSP, ele responde bem aos estímulos e está “em plena recuperação”.

    O outro, Robert Castro de Abreu, que levou três tiros, teve que ser submetido a uma cirurgia. De acordo com a SSP, ele foi operado e já teve alta hospitalar.

    Câmeras corporais dos policiais militares baleados durante uma abordagem na quinta-feira (1º) ajudaram na identificação do suspeito. O homem, de 25 anos, foi preso

    Abordagem filmada
    Os PMs faziam uma ronda pela Rua Antônio Coutinho, em policiamento de rotina pela região de São Mateus. Às 8h30, os policiais abordaram uma dupla. Um deles, menor de idade.

    Durante a revista, o soldado Matos pegou um celular que estava com Dario Gabriel Costa Viveiros, e começou um diálogo.

    – Atirador: tá constando alguma coisa, senhor, nesse celular?

    – Policial: tô verificando aqui.

    Na sequência, o PM pede o documento e o rapaz fala que está em casa. O policial pergunta a idade do menino, que diz ter 17.

    – Policial: vou jogar a real com você. O celular está constando um BO. aqui. Você vai segurar esse BO. ou você vai colocar na conta do moleque?

    – Policial: vou falar a real pra você, irmão. Falar com papo de homem.

    – Atirador: eu queria trocar umas ideia, senhor. De verdade. De homem. Papo reto de homem mesmo, senhor.

    – Policial: papo de homem, você tá fazendo suas correria e eu estou fazendo meu trampo. Tá tudo gravado desde a hora que eu te abordei.

    Em seguida, o policial afirma que levará o suspeito para a delegacia, e ele terá que explicar sobre o aparelho furtado. Dario indica que o adolescente que estava ao lado seja levado ao DP e não ele.

    – Atirador: o senhor pode levar ele, então, no meu lugar?

    – Policial: não. O celular tava com quem?

    – Atirador: senhor, o celular tava comigo, senhor.

    – Policial: então pronto, mano. então segura teu bo. Você é sujeito homem.

    – Atirador: senhor, mas é o seguinte, eu mesmo não roubei esse celular. Pelo amor de Deus.

    – Policial: tá bom, então.Você vai chegar lá, você explica pro delegado.

    – Atirador: pelo amor de Deus, senhor. Eu tenho família. Pro senhor entender, eu sei que o senhor tá gravando, pelo amor de Deus, senhor, me dá uma oportunidade, mano.

    – Policial: que oportunidade…

    – Atirador: o menino tá aqui do meu lado. Ele pode segurar o celular, senhor .

    – Policial: é o seguinte: você vai de boa? Ou vou ter que te algemar?

    – Atirador: eu vou de boa.

    – Atirador: vamos trocar umas ideia? Calma aí, senhor.

    – Policial: Não tem que trocar ideia não, mano

    – Atirador: calma aí, não precisa me segurar, não, que eu não vou correr.

    – Policial: precisa, sim, eu vou te meter a algema. Eu tô trocando ideia de boa.

    Em seguida, o PM pede para o parceiro abrir o porta-malas da viatura. Dario diz que não vai fugir. Mas ele tenta correr, e é agarrado pelos policiais. São cerca de 15 segundos de embate entre os três.

    Uma câmera de segurança na rua também registrou a fuga de Dario, até que ele pega a arma de um dos PMs e atirar ao menos cinco vezes.

    Procurada pelo g1, a defesa do atirador afirmou que “tudo será esclarecido no curso da instrução criminal”. e que “o acusado se reserva do direito de se manifestar no momento adequado, sobre o que for necessário para a elucidação dos fatos e da verdade”.

    Fuga
    Depois que atingiu os dois, ele fugiu pela rua, entrou numa casa, onde roubou roupas para continuar a fuga. As câmeras corporais dos policiais ajudaram para a identificação do autor dos disparos, que foi preso após negociação entre policiais militares e a família dele.

    O menor que havia fugido durante o confronto também foi apreendido no mesmo dia. Os policiais prenderam ainda Maurício Alberto Alves de Oliveira. A polícia afirma que ele ficou com a arma entregue por Dario e o ajudou a trocar de roupa para tentar fugir.

    Segundo o boletim de ocorrência, Maurício tentou despistar os policiais que estavam na operação para tentar localizar Dario ao tentar abraçar e beijar uma mulher na frente de uma adega. Durante abordagem, ele apresentou vários nomes e acabou confessando que tinha fugido do sistema penitenciário do Paraná. A arma roubada do policial e usada no crime foi encontrada em uma bolsa dele.

    Ele foi autuado por receptação e foi cumprido o mandado de prisão pela fuga do sistema paranaense.

    Já Dario, o atirador, havia sido condenado à prisão por tráfico de drogas. De acordo com a polícia, era considerado foragido porque não voltou de uma saída temporária prevista em lei. A Justiça determinou a prisão preventiva dele por tempo indeterminado.

    Preso na Zona Leste de SP
    Homem que atirou em Policiais Militares durante aborgadem é preso na Zona Leste

    Dario foi encontrado em uma comunidade próxima ao local do crime e detido por policiais militares de uma equipe especial da Corregedoria da PM que investiga delitos contra agentes da corporação.

    O outro indivíduo que estava na abordagem é menor de idade e foi apreendido.

    A arma utilizada para realizar os disparos foi localizada com um terceiro indivíduo, que acabou preso por ser considerado foragido da Justiça. Todos foram encaminhados para o 49° Distrito Policial.

     

  • Delegado de SP que agrediu guarda civil após namorada bater em carro responderá para Corregedoria

    Delegado de SP que agrediu guarda civil após namorada bater em carro responderá para Corregedoria

    Com sinais de embriaguez, Rodrigo Gentil Falcão tentou coagir vítima de acidente e empurrou agente. Ele foi levado para a Corregedoria da Polícia e, depois, liberado. Caso foi registrado como irregularidade funcional, embriaguez ao volante, fuga do local do acidente, desacato e resistência na delegacia.

    O delegado Rodrigo Gentil Falcão, que empurrou um agente da Guarda Civil Metropolitana (GCM) no chão na madrugada deste domingo (11), responderá para a Corregedoria das polícias.

    O caso foi registrado como irregularidade funcional, embriaguez ao volante, fuga do local do acidente, desacato e resistência na delegacia.

    A agressão ocorreu na porta de uma delegacia em Pinheiros, Zona Oeste de São Paulo, após sua namorada ser abordada por causar um acidente de trânsito.

    Rodrigo é ex-secretário de Segurança do município de Taboão da Serra. Ele foi exonerado em outubro de 2022, após imagens dele dando um soco no rosto de uma mulher circularem na internet. Segundo a Secretaria da Segurança Pública, ele está afastado das funções como delegado.

    De acordo com uma testemunha, a situação ocorreu por volta das 3h, quando a equipe abordou a namorada de Rodrigo, Luísa Castilho, a pedido de um terceiro, que a acusava de ter fugido após bater em seu veículo, momentos antes.

    Ao sair do carro, a moça teria dado sinais de embriaguez, mencionado que namorava um delegado e que iria chamá-lo para resolver a situação.

    De acordo com o Boletim de Ocorrência, Rodrigo chegou ao local e tentou coagir o motorista que teve o para-choque e placa arrancados, entrando no veículo deste.

    Os guardas relatam que pediram diversas vezes para que o delegado apresentasse sua carteira funcional, mas ele se negou.

    Quando um dos agentes tentou retirá-lo do automóvel pelo braço, ele fez menção a sacar a arma de fogo que portava na cintura, então foi atingido por uma descarga de teaser (arma de choque).

    Policiais civis foram acionados para auxiliar na ocorrência e somente assim o delegado aceitou comparecer ao 14º Distrito Policial – Pinheiros. Lá, Rodrigo teria chegado já alterado e iniciado uma discussão com os GCMs, empurrando os guardas, até que um deles acabou caindo no chão. Em seguida, o delegado foi encaminhado para dentro do prédio.

    Ainda segundo a testemunha, Rodrigo e a companheira se recusaram a fazer o teste do bafômetro. Eles foram encaminhados ao Instituto Médico Legal, mas o delegado alegou mal-estar e não teria realizado o exame toxicológico. Ele foi levado para a Corregedoria da Polícia Civil de São Paulo, na região da Consolação, junto com os guardas civis.

    Horas depois, o delegado foi liberado. Sua arma foi apreendida “em razão de o mesmo apresentar claros sinais de embriaguez como forte odor etílico, olhos vermelhos e comportamento agitado”, menciona o Boletim de Ocorrência.

    A arma de choque também foi apreendida.

    Na versão dada à polícia, Rodrigo afirmou que estava num bar com a namorada, mas brigou com ela e saiu para dar uma volta com alguns amigos. Em determinado momento, teria visto a moça cercada por GCMs.

    Ele disse que inicialmente não se identificou como delegado de polícia e que sem nenhum motivo aparente foi jogado por um dos guardas dentro de um veículo, onde passou a ser torturado com disparos de arma de choque. Somente então teria se identificado como autoridade policial, dando voz de prisão ao guarda que o atacou com o taser.

    Em nota à TV Globo, Rodrigo informou que “os fatos aconteceram na madrugada, onde após um acidente de trânsito, envolvendo terceiros. Após ser reconhecido por um dos Guardas, fui empurrado por GCMs para dentro de um dos veículos e passei a ser agredido por choques. Neste ato, acionei uma viatura da PM que passava e conduzi a ocorrência para o 14º DP. Acionei o delegado de permanência e a Corregedoria. No 14º DP, o GCM que me torturou com choques, já prevendo que poderia ser preso, simulou uma queda no chão para justificar o que havia feito antes”.

    Segundo registros oficiais, Rodrigo Gentil Falcão é Delegado de Polícia 3ª Classe na Secretaria da Segurança Pública (SSP) do Estado de São Paulo, com salário líquido de R$ 6.224,78. Ele estava sob licença desde 07 de fevereiro, em razão do “prejuízo de sua capacidade laborativa”, constatada em perícia. Contudo, o prazo do afastamento venceu em 6 de junho.

    Luísa Castilho não teve a prisão em flagrante decretada por dirigir sob efeito de álcool, uma vez que as autoridades policiais aguardam o laudo do IML.

    Em comunicado encaminhado à TV Globo, a Secretaria da Segurança Pública do estado afirmou que o caso foi registrado pela Corregedoria da Polícia Civil como irregularidade funcional, embriaguez ao volante, fuga do local do acidente, desacato e resistência na delegacia (leia a íntegra abaixo).

    Questionada pela TV Globo, a Secretaria Municipal de Segurança Urbana esclareceu que a Guarda Civil Metropolitana tem autoridade para dar voz de prisão e conduzir qualquer indivíduo ao Distrito Policial. “Todas as ações estão previstas no Código Penal Brasileiro, Código Tributário e na Lei Federal 13022/2014”, diz o texto.

    “A GCM realiza o patrulhamento preventivo e comunitário na cidade de São Paulo através de rondas motorizadas, diariamente, por 24hs. Presenciando qualquer situação de crime ou atitude suspeita, realiza abordagem e, se necessário, conduz a pessoa ao Distrito Policial mais próximo”, completou.

  • Após cinco adiamentos, Justiça marca para esta segunda júri de 5 acusados de roubar, matar e queimar família no ABC em 2020

    Após cinco adiamentos, Justiça marca para esta segunda júri de 5 acusados de roubar, matar e queimar família no ABC em 2020

    Filha das vítimas e então namorada dela, mais dois irmãos e vizinho deles são acusados de matar casal e filho. Réus respondem presos pelos crimes. Empresários Romuyuki e Flaviana e filho Juan, de 15 anos, foram mortos em Santo André.

    A Justiça marcou para esta segunda-feira (12) o início do julgamento dos cinco acusados de roubar, matar e queimar uma família em janeiro de 2020 no ABC Paulista. Esta será a sexta tentativa de se fazer o júri popular dos réus. Nas outras cinco vezes anteriores ele foi adiado por diversos motivos (saiba mais abaixo).

    O julgamento está marcado para começar às 10h no Fórum de Santo André, na região metropolitana de São Paulo. Todos os acusados respondem presos pelos assassinatos do casal de empresários Romuyuki Veras Gonçalves, de 43 anos, e Flaviana de Meneses Gonçalves, de 40, e do filho deles, o estudante Juan Victor Gonçalves, de 15. A expectativa de suas defesas é a de que o júri possa durar até quatro dias.

    O caso repercutiu à época na imprensa. A filha das vítimas e sua namorada naquela ocasião estão envolvidas nos crimes, segundo a acusação feita pelo Ministério Público (MP). Além delas, mais três homens são acusados.

    Estão detidos preventivamente nas penitenciárias de Tremembé, no interior paulista: a filha do casal e irmã do garoto, Anaflávia Martins Gonçalves, e a então namorada dela, Carina Ramos de Abreu. Também continuam presos na mesma cidade os irmãos Juliano Oliveira Ramos Júnior e Jonathan Fagundes Ramos, que são primos de Carina. O quinto preso é Guilherme Ramos da Silva, vizinho dos irmãos Ramos, detido no Centro de Detenção Provisória (CDP) de Pinheiros, na capital paulista.

    Vídeos de câmeras de segurança gravaram os cinco réus entrando e saindo da residência onde as três vítimas moravam, num condomínio fechado de casas em Santo André. O casal e o filho foram mortos no local em 27 de janeiro de 2020. Acabaram assassinados com golpes na cabeça durante um assalto na residência deles.

    Os corpos só foram encontrados no dia seguinte, em 28 de janeiro daquele ano. Estavam carbonizados, dentro do carro família, numa área de mata em São Bernardo do Campo, município vizinho a Santo André.

    Todos os cinco acusados respondem por roubo, homicídio doloso qualificado (por motivo torpe, meio cruel e recurso que dificultou as defesas das vítimas), ocultação de cadáver e associação criminosa.

    5 adiamentos anteriores

    Os cinco adiamentos anteriores do júri em ordem cronológica ocorreram em:

    21 de fevereiro de 2022, quando a Justiça adiou o julgamento porque uma das testemunhas faltou;
    Depois o júri foi reagendado para 13 de junho de 2022, mas sofreu novo adiamento por causa da ausência de outras testemunha;
    A pedido das defesas de Anaflávia e Carina, o processo foi desmembrado pela Justiça. As ex-namoradas seriam julgadas em 19 de setembro de 2022. E Juliano, Jonathan e Guilherme, em 21 de novembro de 2022. Mas nenhum dos dois julgamentos ocorreram.
    Com o processo desmembrado, Carina, Juliano, Jonathan e Guilherme seriam julgados em 6 de março de 2023. E Anaflávia seria julgada sozinha em 12 de junho deste ano. Mas o magistrado Lucas Tambor Bueno decidiu unificar o processo novamente e julgar todos os cinco acusados num júri só, marcado para esta segunda.

    Caberá ao magistrado dar a sentença após a votação dos jurados. Sete pessoas serão escolhidas pela acusação e pela defesa para compor o júri. Elas votarão ao final se absolvem ou condenam os réus ou parte deles. Se houver condenação, o juiz também aplicará as eventuais penas pelos crimes.

    Os crimes

    Segundo a acusação feita pelo Ministério Público, três homens armados (Juliano, Jonathan e Guilherme) entraram no imóvel com a ajuda de Anaflávia e Carina. Os cinco queriam roubar R$ 85 mil que estariam num cofre, mas como não encontraram o dinheiro, decidiram levar pertences das vítimas e matá-las.

    “As rés Ana Flávia e Carina agiram por cobiça, pretendendo alcançar o patrimônio das vítimas. Quanto aos acusados Jonathan, Juliano e Guilherme, a prova oral indica que agiram mediante promessa de recompensa”, escreveu o juiz Lucas na decisão de 2021, que levou os acusados a júri.

    Os cinco réus foram presos durante as investigações da Polícia Civil. Câmeras de segurança gravaram a entrada da quadrilha na residência das vítimas (veja acima).

    Além disso, os investigados confessaram envolvimento no assalto e acabaram indiciados por quatro crimes: roubo, assassinato, ocultação de cadáver e associação criminosa. No entanto, em relatos durante a reconstituição do caso, eles divergiram sobre quem matou a família e colocou fogo no carro.

    Anaflávia e Carina acusam Juliano e Jonathan de matar a família e explodir o veículo em que as vítimas estavam.

    Juliano e Jonathan, por sua vez, acusam a prima Carina de matar os empresários e o adolescente e, depois, queimá-los.