Categoria: Internacional

  • Coca-Cola, eBay e Tesla pedem a Trump recuo em tarifa de 25% sobre produtos brasileiros

    Coca-Cola, eBay e Tesla pedem a Trump recuo em tarifa de 25% sobre produtos brasileiros

    Empresas norte-americanas enviaram manifestações ao governo dos Estados Unidos contra proposta de taxação e alertaram para impactos em custos, cadeias de suprimentos e produção interna

    As multinacionais norte-americanas Coca-Cola, eBay e Tesla se manifestaram contra a proposta do governo dos Estados Unidos de aplicar uma tarifa de 25% sobre produtos brasileiros.

    As empresas enviaram contribuições ao Escritório do Representante Comercial dos EUA (USTR) durante o período de consulta pública, encerrado em 1 de julho, pedindo mudanças na medida anunciada pelo governo de Donald Trump.

    A proposta foi apresentada com base na Seção 301 da legislação comercial norte-americana, que permite aos Estados Unidos impor tarifas sobre produtos de países considerados responsáveis por práticas que prejudiquem o comércio americano.

    O governo Trump justificou a iniciativa alegando preocupações relacionadas ao comércio digital, serviços de pagamento eletrônico, tarifas preferenciais, combate à corrupção, proteção da propriedade intelectual, acesso ao mercado de etanol e desmatamento ilegal.

    Nas manifestações encaminhadas ao USTR, as empresas argumentam que a taxação pode provocar aumento de custos, prejudicar cadeias globais de suprimentos e afetar consumidores e fabricantes dos próprios Estados Unidos.

    Coca-Cola pede isenção para insumos brasileiros

    A Coca-Cola solicitou que o governo americano mantenha a isenção prevista para insumos de laranja importados do Brasil e inclua tratamento semelhante para derivados de limão utilizados na produção de bebidas.

    Segundo a empresa, a substituição dos fornecedores brasileiros não seria imediata e exigiria novos processos de certificação, testes de segurança alimentar e validação de produtos, elevando os custos da operação.

    A companhia também destacou a redução da produção de laranjas nos Estados Unidos, especialmente na Flórida, afetada por doenças, eventos climáticos e mudanças no uso da terra. Para a empresa, o Brasil se tornou um fornecedor essencial para suprir a demanda da indústria americana.

    Tesla cita dependência da cadeia de suprimentos

    A Tesla afirmou apoiar medidas voltadas ao fortalecimento da indústria americana, mas ressaltou que a transição para uma cadeia de suprimentos totalmente nacional levará tempo.

    A montadora argumentou que determinados componentes e matérias-primas ainda dependem de fornecedores brasileiros e pediu que esses produtos sejam excluídos da lista de itens sujeitos à tarifa.

    Segundo a empresa, impor restrições antes que existam alternativas viáveis no mercado interno pode gerar impactos negativos para fabricantes e consumidores dos Estados Unidos.

    eBay pede exclusão de produtos usados

    O eBay defendeu que produtos usados, seminovos e de segunda mão sejam excluídos da nova tarifa.

    Para a plataforma de comércio eletrônico, a taxação sobre bens revendidos não afeta os fabricantes investigados nem contribui para corrigir eventuais distorções comerciais.

    A empresa argumenta que a medida penaliza apenas revendedores e consumidores, além de estimular a compra de produtos novos, contrariando o objetivo da política comercial proposta pelo governo americano.

     

  • Irã confirma morte de chefe da Inteligência da Guarda Revolucionária em ataque

    Irã confirma morte de chefe da Inteligência da Guarda Revolucionária em ataque

    Majid Khademi morreu em ofensiva atribuída a EUA e Israel; conflito já deixou mais de 2 mil mortos no país

    O governo do Irã confirmou nesta segunda-feira (6) a morte de Majid Khademi, chefe da Inteligência da Guarda Revolucionária, durante um ataque atribuído aos Estados Unidos e a Israel. A ofensiva, iniciada no fim de fevereiro, já provocou mais de 2 mil mortes no país, segundo autoridades iranianas.

    Em comunicado divulgado pela emissora estatal IRIB, a Guarda Revolucionária afirmou que Khademi morreu na madrugada após um “ataque terrorista criminoso” conduzido por forças que classificou como “sionista-estadunidenses”.

    O órgão destacou a trajetória do general, descrevendo sua atuação como “exemplar” ao longo de quase cinco décadas dedicadas à segurança e à inteligência do país. Segundo a nota, Khademi teve papel estratégico no enfrentamento a ameaças externas e na contenção de tentativas de desestabilização interna.

    Ele havia assumido o comando da Inteligência da Guarda Revolucionária em junho de 2025, após a morte de seu antecessor, Mohamad Kazemi, também atingido em ações militares recentes. O episódio ocorre em meio à intensificação do conflito envolvendo Irã, Estados Unidos e Israel, que já deixou, de acordo com Teerã, 2.076 mortos, incluindo 216 menores de idade.

    A Meia Lua Vermelha iraniana estima que mais de 100 mil edifícios civis foram destruídos ou danificados, sendo cerca de 40 mil apenas na capital, Teerã. Infraestruturas essenciais também foram atingidas, como aproximadamente 600 escolas e 300 centros de saúde.

    Escalada militar e impacto energético

    A tensão aumentou após Israel confirmar um ataque a uma das principais instalações petroquímicas do Irã, localizada no campo de gás South Pars, no Golfo Pérsico – o maior do mundo, compartilhado com o Catar. A estrutura é responsável por cerca de metade da produção petroquímica iraniana.

    O ministro da Defesa israelense, Israel Katz, classificou a ação como “um ataque poderoso” a um alvo estratégico. Já o porta-voz militar, Nadav Shoshani, afirmou que Teerã “não terá imunidade”, mesmo diante de negociações em curso.

    Até o momento, a Casa Branca não comentou oficialmente o ataque. Em declarações anteriores, o presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, havia indicado que poderia haver retaliação caso o Irã atingisse infraestruturas energéticas na região.

    Negociações e cessar-fogo

    Em meio à escalada, países como Egito, Paquistão e Turquia articulam uma proposta de cessar-fogo de 45 dias, que incluiria a reabertura do Estreito de Ormuz, rota estratégica para o transporte global de petróleo. A iniciativa busca criar espaço para negociações diplomáticas e conter o avanço do conflito.

    Apesar dos esforços, o cenário permanece instável, com risco de novos ataques e ampliação das hostilidades na região.

  • Acordo entre Israel e Hamas inicia libertação de reféns e traz trégua após dois anos de guerra

    Acordo entre Israel e Hamas inicia libertação de reféns e traz trégua após dois anos de guerra

    Com troca de prisioneiros, retirada parcial de tropas e entrada de ajuda humanitária, cessar-fogo mediado por potências internacionais reacende debate sobre desarmamento do Hamas e futuro de Gaza.

    O Hamas libertou os 20 reféns restantes em Gaza na segunda-feira, 13, dando início a uma troca por prisioneiros palestinos detidos em Israel, que constituiu uma parte crucial do acordo de cessar-fogo mediado na semana passada por mediadores internacionais.

    O acordo foi anunciado pelo presidente Trump e confirmado por Israel e pelo Hamas na madrugada de quinta-feira, com o governo de Israel votando a favor da sua aprovação na madrugada de sexta-feira. Pouco depois, um cessar-fogo entrou em vigor em Gaza, as tropas israelenses começaram a recuar para uma nova linha defensiva dentro do território e os palestinos deslocados começaram a voltar para a cidade de Gaza, no norte do território.

    Junto com a troca de reféns e prisioneiros e o fim dos combates que devastaram Gaza por mais de dois anos, o acordo também prevê um grande influxo de ajuda à Faixa de Gaza, que tem sido assolada por uma grave crise humanitária.

    O acordo foi resultado de negociações indiretas entre Israel e o Hamas, mediadas pelo Egito, Catar, Turquia e Estados Unidos, e se baseia em um plano apresentado por Trump no final de setembro. Muitos detalhes ainda são escassos e as respostas para algumas das questões mais delicadas – como se o Hamas irá desarmar – permanecem obscuras.

    No entanto, muitos palestinos e israelenses comemoraram a notícia do acordo.

    As autoridades israelenses acreditam que havia cerca de 20 reféns ainda vivos em Gaza, juntamente com os restos mortais de cerca de 25 outros. Eles eram o último grupo remanescente das aproximadamente 250 pessoas sequestradas em Israel no ataque liderado pelo Hamas em 7 de outubro de 2023, que desencadeou a guerra.

    Os primeiros sete reféns foram libertados na madrugada de segunda-feira, e os outros 13 foram devolvidos algumas horas depois, informou o Exército israelense. Como em cessar-fogos anteriores que envolveram a troca de reféns e prisioneiros, os cativos em Gaza foram entregues a representantes do Comitê Internacional da Cruz Vermelha e levados em seus veículos para serem entregues ao Exército israelense.

    De lá, eles foram levados para a base militar de Reim, no sul de Israel, para exames iniciais e encontros com familiares próximos. Em seguida, serão transportados de helicóptero para três hospitais na região de Tel Aviv que têm unidades especiais preparadas para recebê-los.De acordo com o plano de paz de 20 pontos apresentado por Trump no mês passado, cerca de 20 reféns israelenses seriam trocados por 250 prisioneiros palestinos, muitos cumprindo penas perpétuas em Israel, e 1.700 habitantes de Gaza detidos durante a guerra.

    Os prisioneiros já foram libertados por Israel. Alguns foram transferidos para Ramallah, na Cisjordânia, e outros para a Faixa de Gaza.

    Mais da metade dos prisioneiros palestinos a serem libertados por Israel serão enviados para o exílio, de acordo com uma lista divulgada por Israel na sexta-feira, mas não ficou claro para onde eles iriam.

    Autoridades e analistas dizem que a entrega dos restos mortais dos cerca de 25 reféns mortos provavelmente será complicada e levará mais tempo do que as 72 horas previstas no plano do governo Trump.

    Os corpos de 15 habitantes de Gaza devem ser devolvidos em troca dos restos mortais de cada refém levado de Israel.

    Tropas israelenses começaram a se retirar

    A primeira fase do acordo exige que Israel recue suas tropas para uma “linha amarela” acordada em Gaza. Isso aconteceu na sexta-feira, de acordo com o enviado de Trump para o Oriente Médio, Steve Witkoff. As forças armadas israelenses disseram na sexta-feira que suas tropas “começaram a se reposicionar ao longo das linhas de implantação atualizadas”.

    No entanto, a natureza exata da retirada não está clara. As forças armadas israelenses divulgaram na sexta-feira um mapa que supostamente mostra a retirada das tropas de Israel, mas desde então afirmaram que ele pode não refletir a localização exata dos soldados. As forças armadas se recusaram a comentar sobre o mapa no domingo, dizendo que ele representa uma “ilustração”.

    Os mapas que mostram as linhas de retirada israelense no plano de paz de Trump parecem ter sido alterados durante as negociações, de acordo com dois funcionários israelenses e um funcionário egípcio, que falaram sob condição de anonimato para discutir assuntos diplomáticos.

    Após uma retirada parcial, as forças israelenses permanecerão ao longo da fronteira entre Gaza e o Egito, em uma área conhecida como Corredor de Philadelphi.

    Mais ajuda entrará em Gaza

    O acordo prevê um influxo de alimentos e suprimentos para Gaza, que está em meio a uma crise humanitária.

    Uma autoridade militar israelense disse que, a partir de domingo, cerca de 600 caminhões de ajuda humanitária por dia – operados pelas Nações Unidas, organizações internacionais aprovadas, o setor privado e países doadores – terão permissão para entrar em Gaza com alimentos, equipamentos médicos e suprimentos para abrigos, bem como combustível para operações essenciais e gás de cozinha. Isso representaria cerca do dobro do número de caminhões que entravam diariamente nas semanas anteriores, disse o oficial.

    O principal oficial humanitário da ONU, Tom Fletcher, disse na quinta-feira que as Nações Unidas tinham um plano para aumentar imediatamente a entrega de ajuda. Fletcher disse que as Nações Unidas pretendiam enviar centenas de caminhões para Gaza todos os dias e apoiar padarias, cozinhas comunitárias, pescadores e pastores. Também dará dinheiro a 200 mil famílias para cobrir as necessidades básicas de alimentação, disse ele.

    Suprimentos de alimentos densos e altamente energéticos serão fornecidos a grupos vulneráveis, incluindo mulheres grávidas, crianças e adolescentes, disse ele.

    No domingo, o Escritório das Nações Unidas para a Coordenação de Assuntos Humanitários disse que “a ampliação da ajuda humanitária em Gaza está bem encaminhada” e falou de “progresso real”. A agência disse que gás de cozinha, tendas para famílias deslocadas, carne congelada, frutas frescas e medicamentos cruzaram a fronteira da Faixa de Gaza “ao longo do dia” e que centenas de milhares de refeições quentes e “pacotes de pão” foram distribuídos no sul e no norte do território.

    A agência também disse que garantiu a aprovação de Israel para que mais ajuda seja enviada.

    As restrições israelenses à entrada de alimentos e outros bens no território palestino levaram à fome extrema em Gaza, instando os observadores internacionais a declarar uma epidemia de fome em partes de Gaza. Israel contestou as conclusões e a metodologia por trás das descobertas.

    A União Europeia disse que reiniciará seu programa de monitoramento na fronteira de Gaza com o Egito na quarta-feira, de acordo com Kaja Kallas, chefe de política externa do bloco, na segunda-feira.

    Não está claro se o Hamas irá desarmar

    Ao concordar em libertar os reféns, o Hamas abriu mão de grande parte da influência que tinha sobre Israel. Mas para que o plano de paz completo de Trump funcione, diplomatas e negociadores provavelmente precisarão resolver uma questão crucial: o Hamas concordará em abrir mão de suas armas?

    Netanyahu insistiu por muito tempo que não aceitaria um acordo em que o Hamas se recusasse a desarmar. O grupo terrorista rejeitou publicamente suas exigências para que isso fosse feito.

    Alguns mediadores acreditam que o Hamas pode estar disposto a considerar o desarmamento parcial e que era fundamental garantir primeiro um acordo para os termos iniciais do acordo.

    “Se tivéssemos optado por negociações completas, não teríamos alcançado esses resultados”, disse o primeiro-ministro do Catar, Sheikh Mohammed bin Abdulrahman al-Thani, um dos principais mediadores nos esforços para acabar com a guerra em Gaza, ao The New York Times em uma entrevista na sexta-feira.

    Ele disse, no entanto, que o Hamas havia se mostrado disposto a discutir um tipo diferente de relação com Israel. “O Hamas está realmente aberto a discutir como não representará uma ameaça para Israel”, disse o primeiro-ministro.

    Acordo traz alívio após dois anos de guerra

    O conflito provocou uma catástrofe humanitária e fome generalizada em Gaza, enfraqueceu militarmente o Hamas e deixou Israel exausto e isolado internacionalmente. Também contribuiu para um aumento da violência antissemita em todo o mundo.

    Cerca de 1.200 pessoas foram mortas em Israel durante o ataque liderado pelo Hamas em 7 de outubro, a maioria civis e cerca de 250 pessoas feitas reféns.

    A resposta militar devastadora de Israel matou milhares de palestinos, incluindo civis e combatentes, e reduziu grande parte do território a ruínas.
     

     

     

  • Visto Aprovado: O que fazer ao chegar e como se adaptar aos EUA

    Visto Aprovado: O que fazer ao chegar e como se adaptar aos EUA

    A decisão de imigrar para os Estados Unidos com um visto de imigrante aprovado marca o início de uma nova fase na vida de muitas famílias brasileiras. No entanto, tão importante quanto a conquista do visto é compreender os primeiros passos necessários para uma transição bem-sucedida. Desde questões burocráticas até as mudanças no dia a dia, a adaptação a um novo país exige planejamento e conhecimento sobre os direitos e deveres do imigrante legal.

    Ao desembarcar nos Estados Unidos, imigrantes com visto aprovado devem seguir alguns procedimentos essenciais para garantir sua legalização e integração à sociedade americana. Entre as primeiras providências a serem tomadas para aqueles que receberam o Green Card, é solicitar o SSN (Social Security Number), fundamental para trabalhar legalmente ( em alguns casos o pedido é feito automaticamente na solicitação do visto).

    Entre as providencias práticas, o imigrante deve abrir uma conta bancária em uma instituição financeira americana (para isso, geralmente são necessários o passaporte, o SSN e um comprovante de endereço) e obter uma carteira de motorista local ( cada estado tem regras específicas, então é importante consultar o DMV da região onde se estabelecerá).

    Famílias com crianças devem matriculá-las em escolas públicas ou privadas. Nos EUA, a educação pública é gratuita e obrigatória até o ensino médio.

    A advogada de imigração, Ingrid Domingues McConville, que atua nos Estados Unidos há mais de 30 anos, adverte que a transição para os Estados Unidos envolve uma série de adaptações, tanto culturais quanto financeiras e emocionais. Uma das principais mudanças enfrentadas por famílias brasileiras é o idioma que passará a ser a língua predominante no cotidiano, exigindo esforço e aprendizado.

    O custo de vida pode variar significativamente de acordo com o estado e cidade escolhidos, exigindo planejamento e adaptação financeira.

    A saudade e a integração Social nos primeiros anos vão fazer parte dos desafios de ser um imigrante, devido à distância da família no Brasil e a necessidade de construir uma nova rede de apoio social.

    Os imigrantes que obtêm a residência permanente nos Estados Unidos (Green Card) têm direitos garantidos pela legislação americana. Direito de Moradia e Trabalho, Acesso a Benefícios Públicos (assistência médica e social), Direito à Educação, Proteção pelas Leis Trabalhistas e Possibilidade de Naturalização (Após um período de residência contínua).

    A chegada aos Estados Unidos com um visto de imigrante aprovado é um momento de grandes mudanças e desafios. Imigrantes brasileiros podem construir uma vida estável e próspera no país. Planejamento, resiliência e disposição para aprender são fundamentais para garantir uma transição bem-sucedida para essa nova etapa, afirma Ingrid Domingues McConville.

    Saiba mais sobre imigração para EUA: @dmvisalaw

  • Caso Odebrecht: ex-presidente do Peru, Alejandro Toledo, é condenado a 20 anos de prisão

    Caso Odebrecht: ex-presidente do Peru, Alejandro Toledo, é condenado a 20 anos de prisão

    Em uma decisão de grande impacto na política peruana, o ex-presidente Alejandro Toledo foi condenado nesta segunda-feira (21) a 20 anos e seis meses de prisão. A sentença, proferida pelo Segundo Juizado Colegiado da Corte Superior Nacional de Justiça Penal Especializada, marca um ponto crucial na luta contra a corrupção no país. Toledo foi acusado de conluio agravado e lavagem de dinheiro no escândalo envolvendo a Odebrecht, uma das maiores construtoras do Brasil.

    O julgamento, acompanhado de perto pela mídia internacional, revela o envolvimento de Toledo em um esquema de suborno em que ele teria favorecido a Odebrecht na concessão de contratos para os trechos 2 e 3 da Rodovia Interoceânica Sul, recebendo, em troca, uma propina de 35 milhões de dólares. Esse caso é parte de um escândalo global que abalou governos em toda a América Latina, expondo como projetos de infraestrutura foram usados para desviar recursos e lavar dinheiro.

    O advogado de Toledo, Roberto Su, anunciou que recorrerá da sentença, destacando que a batalha legal ainda não terminou. No entanto, a condenação já é vista como um marco histórico no combate à impunidade, com o promotor José Domingo Pérez reforçando que a decisão envia “uma mensagem clara de que a corrupção não ficará impune”.

    A condenação de Toledo, que governou o Peru de 2001 a 2006, agrava a crise política no país, que já enfrentou a prisão e julgamento de outros ex-presidentes, como Alberto Fujimori e Pedro Castillo. O episódio evidencia a necessidade urgente de reformas no sistema político peruano, que luta para reconquistar a confiança pública e estabilizar a economia em meio a sucessivas denúncias de corrupção.

    A extradição de Toledo dos Estados Unidos para o Peru também sublinha a importância da cooperação internacional no combate a crimes financeiros. O sistema judiciário peruano, ao lidar com casos de alta complexidade como esse, reforça sua posição na aplicação rigorosa da lei e no enfrentamento à corrupção sistêmica.

  • Aplicativo simula efeito da bomba russa caso fosse lançada em Curitiba; saiba o que aconteceria

    Aplicativo simula efeito da bomba russa caso fosse lançada em Curitiba; saiba o que aconteceria

    Um aplicativo simula os estragos de uma bomba nuclear e seus respectivos efeitos, como radiação, em qualquer região do planeta. De acordo com o APP BlastSim, se arma russa Tsar Bomb fosse lançada em Curitiba, na Praça Tiradentes, no marco zero da cidade, teria um poder de destruição enorme: capital e a região metropolitana atingidas.

    Considerando a população de Curitiba em 2020, perderiam a vida instantaneamente aproximadamente 80.537 pessoas, com uma imensa bola de fogo.

    Na sequência, num raio de mais de 2 mil quilômetros, haveria os efeitos da radiação. O calor da bomba seria sentido a mais de 3 mil km de distância, seria possível ouvir o estrondo a mais de 4 mil km e, por fim a bola de fogo seria de quase 200 metros.

    Simulação com uma bomba maior, de 50.000 kt

    Com uma bomba de 50.000 kt (a maior que existe), o número de vítimas estimadas seria de 2, 6 milhões.

    Primeira versão da bomba foi criada nos anos de 1960

    Tsar Bomb foi o nome dado à bomba de Hidrogênio, ou bomba termonuclear, RDS 220, fabricada pela União Soviética e testada em 30 de outubro de 1961. Com um potencial explosivo correspondente a 57 megatons, isto é, 57 megatoneladas (milhões de toneladas) de TNT (dinamite convencional), a Tsar Bomb foi a bomba atômica mais potente já criada.

    Reprodução

    Aplicativo já simulou 220 milhões de explosões

    Fundado em 2012, app já simulou mais de 220 milhões de explosões. O criador da plataforma, Alex Wellerstein, disse que em um dia normal o site atinge, no máximo, 20 mil visitas, mas que nos últimos dias tem recebido mais de 150 mil pessoas.

  • Duque aposta suas fichas políticas na legalização de venezuelanos

    Duque aposta suas fichas políticas na legalização de venezuelanos

    A ambiciosa meta de legalizar quase dois milhões de venezuelanos que fugiram da crise ou da perseguição política para a Colômbia catapultou o presidente Iván Duque a uma posição de ponta no continente, incensado agora pela comunidade internacional. Conforme o estatuto de proteção temporária anunciado pelo governo colombiano, imigrantes que chegaram ao país antes de janeiro deste ano serão regularizados por dez anos.

    Festejado com seu gesto pela ONU e pela União Europeia, o conservador Duque se mostra também alinhado com o novo governo dos EUA: o presidente Joe Biden apresentou um projeto que abre caminho para a legalização de 11 milhões de imigrantes sem documento que vivem no país, a maioria proveniente da América Latina.

    Nos últimos anos, a Colômbia recebeu a terça parte dos quase seis milhões de refugiados venezuelanos. De acordo com o diretor de Migração, Juan Francisco Espinosa, cerca de um milhão estão em situação irregular e 400 mil são crianças em idade escolar. “As pessoas deixaram a Venezuela porque não têm como sobreviver.”

    Eleito em 2018, sob a bênção do ex-presidente e mentor político Álvaro Uribe, Duque é impopular e crítico do acordo de paz selado entre seu antecessor, Juan Manuel Santos, e representantes das Farc. Sob seu governo, a implementação tornou-se vulnerável a frequentes objeções e revisões.

    O presidente colombiano faz da oposição ferrenha ao regime venezuelano comandado por Nicolás Maduro, que qualifica com todas as letras como “narcoditadura”, uma das principais bandeiras de seu governo. A estratégia para regularizar os exilados, portanto, é engenhosa. Ao decidir criar um estatuto que protege e beneficia pelo menos 1,7 milhão de imigrantes oriundos do país vizinho, ele angaria a simpatia no exterior e se cacifa para a liderança no continente.

    Além de demonstrar solidariedade aos refugiados, o presidente colombiano, que chegou a ser comparado à chanceler alemã Angela Merkel por seu gesto, cala os opositores, pelo menos por um tempo. E desvia o debate político acirrado pelo assassinato de lideranças sociais e de ex-guerrilheiros e também pelo atraso no programa de vacinação contra a Covid-19.

    Como o presidente explicou no anúncio de seu projeto na Casa Nariño, cercado de representantes de organismos internacionais, a ideia é transformar o processo de legalização de venezuelanos “num marco na política da migração da Colômbia e também da América Latina”. Duque busca imprimir uma marca a seu governo — a do acolhimento — à altura do acordo de paz que deu a seu antecessor o Nobel da Paz.

     
  • Cubanos são resgatados de ilha deserta nas Bahamas depois de mais de 1 mês naufragados

    Cubanos são resgatados de ilha deserta nas Bahamas depois de mais de 1 mês naufragados

    A guarda-costeira dos Estados Unidos resgatou, na terça-feira (9), três cubanos que ficaram naufragados por 33 dias no Cayo de Anguilla, uma pequena ilha deserta nas Bahamas.

    Dois homens e uma mulher sobreviveram por mais de um mês em um abrigo improvisado com lonas, e se alimentando principalmente de coco verde, que era coletado na ilha.

    Eles foram avistados pedindo ajuda na segunda-feira (8) por uma patrulha de rotina, disseram as autoridades americanas em um comunicado.

    Os agentes arremessaram água, comida e um rádio para a comunicação com os náufragos, mas o resgate mesmo, só aconteceu no dia seguinte, por conta das más condições do tempo.

    A embarcação em que eles estavam foi afundada por conta do mar revolto, e os três precisaram nadar até a ilha deserta.

    Eles foram encaminhados para um hospital da Flórida, e não apresentavam ferimentos graves.

     

  • Merkel: lockdown não vai durar ‘nem um dia a mais do que o necessário’

    Merkel: lockdown não vai durar ‘nem um dia a mais do que o necessário’

    A chanceler da Alemanha, Angela Merkel, pediu paciência aos alemães, nesta quinta-feira (11) e garantiu que seu governo não irá estender o confinamento nacional – imposto para conter o avanço de novas variantes do coronavírus – para além do necessário.

    “Como democracia, temos a tarefa de não manter as restrições em vigor nem um dia a mais do que o necessário”, disse Merkel em um pronunciamento no Parlamento em Berlim.

    Merkel justificou a prorrogação do lockdown para o dia 7 de março, anunciada na quarta-feira (10), e disse que a renovação das restrições é necessária para se evitar a chegada de uma nova onda da pandemia de Covid-19.

    Essa foi a terceira vez seguida que o país mudou a data final do confinamento.

    Com a prorrogação do confinamento, permanecem fechados:

    • Bares
    • Restaurantes
    • Hotéis
    • Academias de ginástica
    • Cinemas
    • Teatros
    • Comércio não essencial

    Segundo o plano de reabertura defendido por Merkel, é preciso que o número semanal de infecções caia para 35 a cada 100 mil habitantes para que se avalie a volta das atividades.

    Atualmente, essa taxa está em 68 infectados a cada 100 mil habitantes, número bastante inferior aos 200 por 100 mil registrados no fim de dezembro do ano passado.

    O governo anunciou também que a prioridade da reabertura estará nas creches e escolas, que poderão voltar a funcionar antes mesmo do prazo determinado.

    Salões de beleza também poderão ser reabertos antes deste prazo. A previsão do governo, é que esse tipo de estabelecimento possa voltar a funcionar em 1º de março.

    No fim de janeiro, a Alemanha proibiu entrada de viajantes com origem no Brasil para tentar conter a nova variante do coronavírus.

    A medida também foi aplicada a pessoas que estiveram recentemente na África do Sul, em Portugal, Reino Unido e Irlanda e, inicialmente, será válida até 17 de fevereiro.

    A Alemanha está sob intenso confinamento desde novembro, com uma segunda onda do coronavírus muito pior e mais longa do que a primeira.

    O número de casos registrados da doença passa dos 2,3 milhões no país, e as mortes por Covid-19 já são mais de 63,2 mil.

     

  • Avião do presidente do Equador faz pouso de emergência em Washington

    Avião do presidente do Equador faz pouso de emergência em Washington

    O avião presidencial do Equador, com o presidente Lenín Moreno e vários acompanhantes a bordo, fez um pouso de emergência em Washington, onde terminava uma visita oficial, mas todos “estão bem”, segundo o Ministério das Comunicações do Equador.

    “O avião presidencial apresentou uma falha mecânica e teve que fazer um pouso de emergência”, anunciou o órgão em um comunicado.

    “Moreno e todos os ocupantes do avião estão bem e voltarão ao Equador nas próximas horas”, acrescentou.

    O presidente, cujo mandato de quatro anos termina no dia 24 de maio, cumpriu uma agenda oficial na última semana na capital norte-americana.

    Ele se reuniu com Kristalina Georgieva, diretora-gerente do Fundo Monetário Internacional (FMI), entidade que concedeu um empréstimo de 6,5 bilhões de dólares ao país sul-americano em setembro passado. Também encontrou funcionários do governo do novo presidente, Joe Biden.