Categoria: Esporte

  • Relator do Plano Diretor de SP altera texto final e pede isenção de imposto para estádios de Corinthians, Palmeiras e São Paulo

    Relator do Plano Diretor de SP altera texto final e pede isenção de imposto para estádios de Corinthians, Palmeiras e São Paulo

    Processo de revisão do projeto não apresenta estudos sobre estimativas de impactos financeiros decorrentes desta mudança. O vereador Rodrigo Goulart (PSD) não apresentou dados sobre quanto a cidade deixará de arrecadar com esses benefícios.

    O relator do substitutivo do Plano Diretor Estratégico (PDE) de São Paulo, o vereador Rodrigo Goulart (PSD), acrescentou um artigo ao texto final do projeto que trata da isenção do imposto sobre serviço (ISS) aos estádios do São Paulo, do Palmeiras e do Corinthians (Neo Química Arena e Fazendinha).

    A minuta do substitutivo ao projeto de lei estabelece a criação de polos esportivos e turísticos nos quatro estabelecimentos. O conteúdo deste artigo não fez parte dos debates do PDE durante a fase de audiências públicas.

    O processo de revisão do Plano Diretor não apresenta estudos sobre as estimativas de impactos financeiros decorrentes de mais essa mudança. O vereador Goulart também não apresentou dados sobre quanto a cidade deixará de arrecadar com esses benefícios.

    A versão final deixou de fora, por exemplo, outros palcos históricos do futebol paulistano, como o Pacaembu e os estádios da Portuguesa e do Juventus.

    Em nota, Rodrigo Goulart disse que a proposta de isenção do imposto inclui apenas os três clubes porque eles dão visibilidade para a cidade de São Paulo. A TV Globo questionou também se não há conflito de interesse pelo fato de o pai do vereador fazer parte do conselho vitalício do Corinthians, mas ele não respondeu à pergunta. O Corinthians disse que não influencia nas atividades pessoais e profissionais dos seus conselheiros.

    O projeto deve ser votado pelos vereadores da capital na próxima segunda-feira (26).

    O que diz a oposição
    A vereadora Silvia Ferraro (PSOL) classificou a escolha como “muito estranha”.

    “É uma matéria de isenção fiscal, não deveria estar dentro de um projeto urbanístico. Primeira coisa é essa. Segunda coisa é: por que isentar somente esses três estádios. A terceira coisa é: esses estádios têm arrecadado muito com shows, grandes eventos, ou seja, a arrecadação desses estádios tem aumentado”, afirmou.

    “A prefeitura vai ficar sem essa arrecadação? Sendo que o ISS é um dos impostos que mais contribuem para o caixa da prefeitura para poder investir em políticas públicas. Nós não concordamos com essas isenções. Do jeito que está no substitutivo, abre margem para isenções futuras”, questionou Silvia.

  • Recurso do MP derruba liberação de bandeiras com mastros nos estádios de futebol no estado de SP

    Recurso do MP derruba liberação de bandeiras com mastros nos estádios de futebol no estado de SP

    Justiça havia autorizado entrada de bandeiras com mastros em julho de 2022, mas Ministério Público alegou inadequação, ilegitimidade ativa da autoridade policial para o pedido e incompetência do ‘Anexo de Defesa do Torcedor’.

    A decisão judicial que havia permitido a entrada de torcedores com mastros de bandeiras em estádios de futebol no estado de São Paulo, em primeira instância, foi anulada após recurso de apelação feito pela promotora de Justiça Regiane Vinche Zampar Guimarães Pereira. A anulação foi divulgada pelo Ministério Público nesta quinta-feira (22).

    As bandeiras com mastros estavam proibidas nos estádios paulistas desde 1996 por causa de uma lei estadual sancionada pelo então governador Mário Covas (PSDB). Mas, em julho de 2022, o juiz Fabrício Reali Zia, do Anexo de Defesa do Torcedor do Tribunal de Justiça de São Paulo, entendeu que o chamado ‘Estatuto do Torcedor’ é uma lei federal que permite a entrada de hastes e suportes de bandeiras nos estádios, e, portanto, suspendia a eficácia de lei estadual.

    A decisão do juiz se deu após uma representação aberta pela Delegacia de Polícia de Repressão aos Delitos de Intolerância Esportiva (Drade) quanto à possibilidade do ingresso controlado de hastes e suportes de bandeiras nos estádios.

    Contudo, o Ministério Público alegou inadequação, ilegitimidade ativa da autoridade policial para o pedido e incompetência do “Anexo de Defesa do Torcedor” na apreciação do pedido.

    A promotoria sustentou a validade da norma estadual, que veta o ingresso de bandeiras com mastro em estádios esportivos, mesmo após o advento de norma federal (Estatuto do Torcedor) que autoriza esse ingresso em determinados casos.

    Ao anular tanto a decisão quanto o processo como um todo, o desembargador José Eugênio do Amaral Souza Neto considerou que “a questão é extremamente relevante por impactar milhões de pessoas que frequentam os estádios de futebol do Estado e acompanham as partidas pela televisão e internet”, exigindo que as forças de segurança pública cheguem a uma conclusão com base nas normas federal e estadual.

    “Porém, não são essa Autoridade Policial, este processo e este juízo as pessoas e o âmbito adequados para a solução do problema”, acrescentou.

  • Santa Marina: clube de futebol centenário em SP será despejado após anos de batalha judicial com multinacional francesa

    Santa Marina: clube de futebol centenário em SP será despejado após anos de batalha judicial com multinacional francesa

    Defesa diz que clube tem direito total ao espaço, já que, desde 1913, toma conta do lugar e arca com todo tipo de despesa. Proprietária do terreno, a Saint-Gobain disse que sempre esteve aberta ao diálogo, mas que ‘representantes do clube se mostraram irredutíveis’.

    O Santa Marina Atlético Clube (SMAC), time de futebol amador com quase 110 anos de existência, passará nesta quarta-feira (14) por um processo de reintegração de posse. Com sede na Água Branca, na Zona Oeste da capital, o espaço é de propriedade da multinacional francesa Saint-Gobain e ocupa cerca de 9,6 mil m² de uma área total de mais de 250 mil m².

    Depois de uma batalha judicial iniciada em 2017, a empresa estrangeira teve reconhecido o direito de ter de volta a parte utilizada pelo clube, mas com uma condição até a decisão final: o acervo do SMAC (fotografias, troféus, medalhas etc) deve ser preservado até que sejam concluídos estudos que determinem sua importância histórica (leia mais abaixo).

    No entanto, a defesa do clube, além dos funcionários, afirma que:

    O Santa Marina tem direito total ao espaço, já que, desde 1913, toma conta do lugar e arca com todo tipo de despesa — de impostos a contas básicas;
    E que a Saint-Gobain fez um contrato de comodato (empréstimo) em que o representante do clube assinou o documento após ser coagido.
    “Francisco, presidente do clube à época, trabalhava na vidraria Saint-Gobain. Foi bem na época que ele assinou o contrato. Ele foi coagido a assinar este contrato de comodato, porque, se não, eles iriam mandá-lo embora. Quando ele assinou, em 2007, […] ele foi mandado embora [meses depois]”, contou ao g1 o advogado do clube, Caio Marcelo Dias.
    A Saint-Gobain informou ao g1 que sempre esteve disponível e aberta ao diálogo com o Santa Marina “a fim de encontrarem, em comum acordo, a melhor solução para ambas as partes” (confira íntegra abaixo).

    “Ao longo de todos os anos foram oferecidas várias alternativas, inclusive o uso do imóvel por meio de um contrato de comodato, que acabou por expirar em 2019. A Saint-Gobain propôs um novo acordo em 2021, que garantiria a permanência do SMAC no local, como tem ocorrido nos últimos anos. Infelizmente os representantes do Clube se mostraram irredutíveis e declararam que não estão abertos a essa alternativa, demandando outras ações que estão fora do tema em questão”, diz a nota.

    Situação parecida em 2021
    Em 2021, o Santa Marina esteve em situação muito parecida: uma reintegração de posse em favor da Saint-Gobain estava agendada, mas o Ministério Público conseguiu uma liminar para que a ação fosse suspensa.

    À época, o promotor de Justiça Geraldo Rangel de França Neto ressaltou que “o clube possui importante valor histórico-cultural, pois sua formação remonta ao ano de 1913, com trabalhadores da vila operária de uma extinta vidraria de mesmo nome. Apesar disso, a Saint-Gobin não possui projeto para manutenção do patrimônio, pretendendo destinar a área para outras finalidades, o que coloca em risco todo o patrimônio histórico e cultural representado pelo acervo e pelas instalações do clube”.

    Naquele caso, a Saint-Gobain ficou obrigada a preservar instalações físicas, acervo e atividades do clube até que fosse determinado valor histórico, cultural e social do patrimônio.

    No caso de 2023, não houve liminar até a última atualização desta reportagem. A Promotoria permanece reconhecendo o valor histórico do acervo, mas não vê situação que impeça a reintegração de posse (veja posicionamento do MP abaixo).

    ‘Tristeza grande, é uma vida’, diz administradora do clube
    A história de Rose Ingegnere, que administra o clube, se mistura à memória do Santa Marina. Ela nasceu e foi criada na vila operária do SMAC quando ainda funcionava uma vidraria: “Desde o meu bisavô, meu avô, meu pai, todo mundo trabalhou na Santa Marina, meus irmãos, eu trabalhei… É uma história de família, né?”.

    “A gente tem um acervo maravilhoso, que é tudo cuidado por mim, pelo presidente. É muito triste você ver acabar uma coisa assim, eu trabalho no clube há 20 anos. É uma história, né? Uma vida mesmo”, disse ela ao g1.
    De acordo com Rose, são mais de 620 troféus e medalhas. As fotos são tantas que “não tem ideia” do número exato.

    As atividades do clube deverão ser suspensas após a reintegração de posse. Segundo ela, uma escolinha de futsal funciona quatro dias na semana e atende cerca de 150 crianças.

    A renda do Santa Marina vem daí, já que a mensalidade é de R$ 70 por aluno. Além disso, o campo é alugado para jogos do futebol de várzea.

    “É uma tristeza tão grande isso. Não pode ter atividade. Um clube que tem um acervo, mas sem atividades, não serve para nada, né?”, questionou. “Eles querem derrubar porque ali vai ser a estação de Metrô da Água Branca”, afirmou.

    “A finalidade de evitar a desocupação é justamente permitir que os bens cujo valor de interesse social está sendo investigado não sofram deterioração ou modificações até que esse processo esteja finalizado. Soma-se a isso todo o desgaste emocional da comunidade do clube, desde dirigentes aos alunos e familiares”, informou o SMAC em nota.

    Futebol de várzea defende o SMAC
    Beatriz Calheta, representante da Liga Eduardo Galeano de Futebol de Várzea (LiEGA), disse ao g1 que o Santa Marina é um polo importante para a promoção do esporte, do lazer e da socialização da cidade de São Paulo.

    “Sabemos que grande parte dos territórios de várzea da cidade vêm sendo destruídos ou engolidos pela especulação imobiliária. O que a Saint-Gobain faz com o Santa Marina hoje é um reflexo da expansão urbana predatória que SP vive hoje. Lutar pela preservação de espaços de várzea, dos campos de terra que operários da cidade fundaram, é disputar o direito da classe trabalhadora de acessar espaços de lazer, de se reunir, de fundar e preservar grupos, de se divertir, praticar esportes, de consertar seu patrimônio histórico e sua memória”, afirmou.

    Ela confirmou que o clube acolhe três dos times da LiEGA: o Clandestinos, a Rosanegra e a União Lapa. “Os dois últimos são times mistos, os times com mais mulheres que jogam na liga. O Clandestinos tem, desde sua fundação, uma bandeira contra o racismo muito forte”, explicou.

    “O Santa Marina é tudo isso. Temos jogadores cujos pais, tios, avós, passaram por aquele campo. Temos jogadoras que ali puderam jogar futebol pela primeira vez, participar de campeonatos. Se misturam essa memória mais antiga, centenária, e uma memória que, mesmo recente, de 10 anos para cá, é parte essencial da história dos nossos times, da várzea que vivemos e construímos todos os dias”, destacou.

    Ministério Público quer conservar acervo
    Ao g1, Fernando César Bolque, da Promotoria de Justiça do Meio Ambiente, explicou que o Ministério Público de São Paulo está interessado em conservar o acervo histórico do clube e que, no momento, não atua em relação à posse do terreno.

    “O Ministério Público entrou com uma ação contra a Saint-Gobain e contra o estado para que eles reconheçam o valor histórico do acervo. Só que isso nada impede que a empresa faça a reintegração de posse”, explicou.

    “Chamamos a Saint-Gobain para que ela eventualmente desse uma destinação específica ao acervo. Há uma sugestão para que a gente leve esse material para o Museu do Futebol”, completou o promotor.

    Prefeitura recomendou tombamento do acervo
    A Secretaria Municipal de Cultura e o Departamento de Patrimônio Histórico (DPH) informaram que houve uma solicitação para o enquadramento da área do clube como área de proteção cultural, categoria de zoneamento criada para preservar e manter o uso existente de interesse social e cultural.

    Nesse sentido, a prefeitura da capital deliberou por recomendar ao Conselho Municipal de Preservação do Patrimônio Histórico, Cultural e Ambiental da Cidade de São Paulo (Conpresp) que o acervo do clube seja tombado. Agora, cabe ao órgão pautar e deliberar sobre o assunto.

    O que diz a Saint-Gobain
    Em nota, a Saint-Gobain informou que sempre esteve disponível e aberta ao diálogo com o Santa Marina “a fim de encontrarem, em comum acordo, a melhor solução para ambas as partes”.

    “Ao longo de todos os anos foram oferecidas várias alternativas, inclusive o uso do imóvel por meio de um contrato de comodato, que acabou por expirar em 2019. E, embora tenha recebido o parecer judicial favorável confirmando a posse do imóvel, e que ainda permitia a retomada do espaço então ocupado pelo SMAC, a Saint-Gobain buscou mais uma vez o diálogo.

    Junto ao Ministério Público e às lideranças do Clube, a Saint-Gobain propôs um novo acordo em 2021, que garantiria a permanência do SMAC no local, como tem ocorrido nos últimos anos. Infelizmente os representantes do Clube se mostraram irredutíveis, e declararam que não estão abertos a essa alternativa, demandando outras ações que estão fora do tema em questão.

    O processo seguiu seu curso e, no mês de abril/2023, após vários recursos terem sido rejeitados em diversas instâncias judiciais, o Poder Judiciário determinou o cumprimento da ordem de reintegração da Saint-Gobain na posse à área ocupada pelo SMAC, que será cumprida na quarta-feira a partir das 08h. O Ministério Público está ciente da reintegração de posse e é importante ressaltar que será preservado no local o acervo histórico do Clube, até decisão definitiva do Poder Judiciário.

    O Grupo Saint-Gobain, que atua há mais de 80 anos no Brasil e trabalha continuamente para o desenvolvimento do setor da construção no país, é pautado nos princípios de responsabilidade social e ambiental, e reitera seu empenho para a melhor solução possível”, diz o texto.

     

  • Justiça determina penhora da Arena do Grêmio

    Justiça determina penhora da Arena do Grêmio

    Três bancos financiadores da obra cobram dívida de R$ 226 milhões. Ainda cabe recurso.

    A Justiça de São Paulo determinou a penhora da Arena do Grêmio, localizada em Porto Alegre, em decisão divulgada nesta terça-feira (13). A manifestação da juíza Adriana Cardoso dos Reis, 37ª Vara Cível de São Paulo, ocorreu após pedido do Banco Santander, do Banrisul e do Banco do Brasil, financiadores na construção do estádio. A informação foi divulgada pelo colunista Jocimar Farina, em GZH, e confirmada pelo ge, que teve acesso à decisão.

    A decisão da juíza não cita apenas o estádio, mas também o direito de superfície. Ainda cabe recurso. A ação movida pelos bancos cita a Arena Porto-Alegrense, empresa que gerencia o estádio, a Karagounis, empresa controlada por um fundo de investimentos imobiliários, e a OAS Empreendimentos, também destacada.

    A Arena Porto-Alegrense afirmou que a penhora é “um procedimento técnico inerente ao processo” (veja a nota abaixo) e que o estádio, como imóvel, só pode responder a 8% da dívida por contrato. O ge procurou os outros envolvidos, mas não teve retorno até a publicação desta reportagem.

    A dívida cobrada pelas instituições bancárias é de R$ 226,39 milhões, corrigida. Os três bancos financiaram R$ 210 milhões para a construção da Arena do Grêmio, mas apenas R$ 66 milhões foram pagos.

    Os bancos cobram desde 2022 o pagamento da dívida. O Grêmio ainda não realizou a troca de chaves com as empresas, então ainda detém a área do Estádio Olímpico e não a da Arena do Grêmio, que estava alienada como garantia para os financiadores.

    Essa disputa jurídica na troca também gerou um impasse com a Prefeitura de Porto Alegre, que quer que as obras previstas para a área do Estádio Olímpico saiam do papel. Além disso, no entorno da Arena, o Ministério Público do Rio Grande do Sul (MP-RS) cobra da OAS e da Karagounis a execução de obras previstas no contrato.

    Confira a nota da Arena Porto-Alegrense:

    “Sobre as notícias veiculadas recentemente tratando da penhora da Arena do Grêmio, a Arena Porto-Alegrense, gestora do estádio, esclarece que a penhora efetivada sobre o imóvel tem como objetivo garantir a execução da dívida movida pelos credores e assim permitir que as defesas apresentadas pelos devedores sejam apreciadas.

    Portanto, trata-se de um procedimento técnico inerente ao processo. As referidas defesas têm questões substanciais, inclusive de excesso de valor em execução, que ainda receberão resposta pelo Judiciário. Vale destacar, ainda, que o imóvel Arena só pode responder por 8% da dívida, conforme estipulação contratual e que todos estes assuntos permanecem sendo discutidos judicialmente. De qualquer modo, a decisão será questionada via recurso, em razão de possíveis nulidades.”

  • Conheça a trajetória do Garanhuense e triatleta Guito, que disputa competições internacionais

    O triatleta , Guilherme Chianca de Andrade Moraes, 34 anos, popularmente conhecido como Guito, é natural de Garanhuns – PE , filho de Danilo Alves de Moraes e Maria Gilma Chianca de Andrade, sobrinho do saudoso ex-vereador e líder político da cidade de Garanhuns, Dr. Raimundo de Moraes.

    Guito seguiu na jornada dos esportes desde criança, atualmente é triatleta amador e sua trajetória no Triatlo, evento atlético composto pela natação, ciclismo e corrida, começou de forma despretensiosa. Em 2017, participou da sua primeira prova (GP Xtreme), na cidade de João Pessoa-PB, modalidade sprint, onde ocupou a terceira colocação geral. No mesmo ano, realizou a prova Sprint Triathlon SESC Paraíba, conquistando o primeiro lugar na categoria 25-29 anos.

    Os principais resultados alcançados foram no Ironman Alagoas (2019), o Troféu Alagoas de Triathlon (2021 e 2023), tendo ocupado o terceiro lugar na sua categoria em 2021 e em 2023 o primeiro lugar em sua categoria de 30-34 anos, além do Campeonato Brasileiro de Longa Distância (2022), na cidade de Porto Seguro – Bahia. Este último lhe permitiu a classificação no Campeonato Mundial de Triatlo que ocorreu em dia 07 de maio de 2023 em Ibiza, na Espanha, representando nossa amada Garanhuns, Pernambuco e o Brasil. O triatleta ficou na vigésima primeira posição em sua categoria e na posição 178 entre os mil triatletas inscritos.

    CONHEÇA A TRAJETÓRIA DO TRIATLETA GUITO CHIANCA

    Guito estudou no Colégio XV de Novembro, onde fez muitas amizades, e também iniciou sua paixão pelos esportes. Sempre participava de jogos interclasses e intercolegiais, além de compor os times oficiais de futsal e basquetebol. Praticou várias modalidades esportivas: natação, judô, futsal, futebol de campo, tênis e basquetebol. Teve uma breve passagem na Seleção de Basquetebol de Garanhuns entre os anos de 2006 a 2008.

    Iniciou a Faculdade de Educação Física em 2008, na Associação Caruaruense de Ensino Superior (ASCES), e assim que permitido, começou seus estágios extracurriculares na academia Duo onde, após sua formatura em 2012, foi contratado como professor e permaneceu por período de um ano. No ano de 2013, em sociedade com seu amigo e colega de profissão Uriel Pêssoa, inaugurou o primeiro estúdio de treinamento funcional de Garanhuns e região: o Centro de Treinamento Funcional Biofit.

    Durante sua trajetória acadêmica, se especializou em Fisiologia do Exercício e Treinamento Funcional, além de fazer diversos cursos de aperfeiçoamento na área, inclusive ministrar minicursos em parceria com seu sócio. Atualmente, além de atuar em seu empreendimento, também atua como personal trainer e professor da Academia Garanhuns, equipamento vinculado à Secretaria de Esportes, Juventude e Lazer.

    A partir dessas experiências buscou assessoria técnica para otimizar e profissionalizar seus resultados, e daí em diante passou a apresentar constante crescimento nas competições. Atualmente, tem uma bagagem de 24 provas, 10 pódios, frutos da dedicação e disciplina com os treinos diários, que perfazem uma carga horária de 18 horas semanais, conciliados com suas atividades profissionais.

  • Empresário de Lana Del Rey aparece com camisa do Palmeiras em vídeo e agita torcedores: ‘até Lana é alviverde’

    Empresário de Lana Del Rey aparece com camisa do Palmeiras em vídeo e agita torcedores: ‘até Lana é alviverde’

    Cantora fez show no Vale do Anhangabaú, no sábado (3). Antes, outro integrante da comitiva xingou brasileiros após ter o celular furtado e Polícia Civil o investiga pelo crime de xenofobia.

    Um vídeo publicado pelo empresário da cantora norte-americana Lana Del Rey, Ben Mawson, repercutiu nas redes sociais com torcedores do Palmeiras. Isso porque ele e uma outra integrante da comitiva da artista aparecem com a camisa do clube.

    Nas imagens, Ben aparece com o uniforme número um do time e sorri ao lado de Lana enquanto o irmão da cantora fazia uma tatuagem.

    Os torcedores do Palmeiras vibraram no Twitter. “Se dependesse de mim, ela podia ter subido no palco com uma camisa do palmeiras”, “A sociedade está cada vez mais Palmeiras” e “até a Lana é alviverde, não tem jeito”, foram alguns dos comentários.

    Lana está no Brasil para uma série de shows. No sábado (3), ela se apresentou e foi a última atração do festival Mita, que ocorreu no Vale do Anhangabaú, Centro da capital paulista.

    A apresentação da cantora atrasou cerca de 40 minutos, tempo que fez a galera se acomodar, baixar a adrenalina e até criticar o festival com um ou outro grito de insatisfação. Com dois palcos, a programação ainda teve artistas como Badbadnotgood, Djonga, Flume e Natiruts, entre outros.

    Antes, ela esteve no Rio de Janeiro e no Amazonas. Na capital fluminense, um integrante de sua equipe teve o celular furtado de dentro da fã em que eles estavam. O técnico de baterista Will Whitney é investigado pela Polícia Civil pelo crime de xenofobia após xingar brasileiros nas redes sociais. Ele prestou depoimento neste domingo (4), em São Paulo.

  • Polícia indicia três torcedores do São Paulo após tumulto em estação de trem em Pinheiros

    Polícia indicia três torcedores do São Paulo após tumulto em estação de trem em Pinheiros

    Briga aconteceu após jogo contra o Vasco no Morumbi no sábado (20). Nas redes sociais, testemunhas disseram que ônibus com torcedores do time carioca pararam no local e jogaram pedras nos torcedores do São Paulo. Não houve feridos graves.

    Os três homens que foram presos em flagrante no sábado (20) após o jogo do São Paulo contra o Vasco, no Morumbi, prestaram depoimento e foram indiciados pelos crimes de perigo de desastre ferroviário, incitação de violência e tentativa de lesão corporal.

    Segundo o delegado Cesar Saad, durante entrevista coletiva, os três detidos são da torcida organizada do São Paulo. Um deles já é conhecido da Polícia Civil por causa de confrontos com outras torcidas.

    Os torcedores, de 24, 29 e 33 anos, foram detidos dentro da estação de trem Pinheiros, da Linha 9-Esmeralda, na Zona Oeste da capital paulista.

    Após o término da partida, segundo a polícia, as torcidas organizadas estavam sendo escoltadas no trajeto de retorno pela Tropa de Choque da Polícia Militar e pelos agentes da concessionária que administra as linhas 8 e 9, da CPTM.

    Seis ônibus vieram do Rio para São Paulo com torcedores do Vasco e, na capital paulista, se juntaram a outros que foram escoltados ao estádio do Morumbi, na Zona Sul da capital. Ao fim da partida, um dos ônibus saiu do comboio, desviou o caminho e encostou na pista local da Marginal Pinheiros, sentido Castello, junto à estação Pinheiros, onde foi visto pelos torcedores são-paulinos.

    A alegação é que tinha aparecido um problema mecânico no ônibus. No entanto, a Polícia Civil não acredita nesta versão e investiga se houve um pedido específico dos torcedores para que o motorista saísse do trajeto previsto. Até porque, logo após a polícia conseguir controlar a confusão, o coletivo seguiu viagem sem problemas.

    Os torcedores do Vasco foram, então, contidos pela Polícia Militar. Mas os são-paulinos tentaram agredir os adversários e passaram a incitar a violência contra os funcionários da estação, atirando pedras, rojões, bombas e divisores de fluxo de passageiros. Por causa do tumulto, houve uma interrupção na circulação dos trens durante cerca de 40 minutos. Não houve feridos graves.

    “O que mais conta aqui é esse trabalho preventivo que a gente faz. Os torcedores foram ao Morumbi escoltados, não houve nenhum incidente. Durante o jogo também não houve qualquer intercorrência. Na saída, um ônibus acabou se desgarrando do comboio para buscar o confronto com os torcedores do São Paulo”, afirmou Saad.

    Segundo ele, os envolvidos serão responsabilizados não só pelo confronto, mas também por associação criminosa, caso fique confirmado que a briga foi premeditada pelas torcidas.

    O caso está sendo investigado pela Delegacia de Repressão aos Delitos de Intolerância Esportiva (DRADE), que irá analisar as imagens do circuito de monitoramento da estação para identificar os demais torcedores envolvidos no tumulto. Também foram solicitados exames periciais ao IML e ao IC para o local.

    Nas redes sociais, testemunhas relataram que ônibus da torcida do Vasco pararam na frente da estação e os torcedores jogaram pedras nas pessoas que estavam no local. A confusão teria começado por volta das 22h30.

    Em nota, a ViaMobilidade informou que “às 22h36 de ontem (20), a equipe de AAS (Agentes de Atendimento e Segurança) registrou desentendimento entre torcedores na Estação Pinheiros, da Linha 9-Esmeralda. Os agentes contaram com o apoio da Equipe Tática da concessionária, que sempre atua em situações que concentram grande volume de passageiros, como jogos de futebol e shows. A PM foi acionada e três pessoas foram encaminhadas ao 14°DP, onde foi registrada a ocorrência. Não houve feridos. A operação na Estação Pinheiros foi normalizada às 22h56”.

    O São Paulo venceu o Vasco por 4 a 2, em um jogo assistido por 57 mil pessoas no estádio do Morumbi.

  • Ministério Público abre inquérito para investigar gritos homofóbicos durante partida entre Corinthians e São Paulo

    Ministério Público abre inquérito para investigar gritos homofóbicos durante partida entre Corinthians e São Paulo

    No segundo tempo do jogo, árbitro paralisou o clássico na Neo Química Arena por causa dos cantos preconceituosos entoados pela torcida do Corinthians. Ato foi relatado na súmula da partida.

    O Ministério Público de São Paulo abriu nesta segunda-feira (15) uma investigação para apurar um caso de homofobia durante partida entre Corinthians e São Paulo pela série A do Campeonato Brasileiro, na tarde de domingo (14). Veja mais no vídeo acima.

    No segundo tempo do jogo, o árbitro Bruno Arleu de Araújo paralisou o clássico na Neo Química Arena por causa de gritos homofóbicos entoados pela torcida do Corinthians. O ato foi relatado na súmula da partida:

    “Informo que aos 18 minutos do 2 tempo paralisei a partida por 2 minutos devido gritos homofóbicos da torcida “Vamos, Corinthians, dessas bichas teremos que ganhar” sendo informado no som e no telão do estádio para que os gritos cessassem, mesmo assim, a torcida continuou gritando efusivamente e, após os gritos cessarem, a partida foi reiniciada. Fato esse comunicado ao delegado da partida e ao chefe do policiamento”, relatou o árbitro do jogo.

    A apuração sobre o episódio será feita pelo Gecradi (Grupo Especial de Combate aos Crimes Raciais e de Intolerância), que atua na identificação, prevenção e repressão dos delitos de intolerância, preconceito e discriminação contra pessoas ou grupos cometidos, entre eles a homofobia, no estado de São Paulo.

    A reportagem entrou em contato com a assessoria do clube, que disse verificar juridicamente como o poderá agir nesse caso.

    Pausa no jogo e possíveis punições

    Os cânticos começaram antes do jogo começar e ocorreram em diferentes momentos durante durante a partida. O jogo foi pausado por esse motivo aos 17 minutos do segundo tempo e retomado cerca de quatro minutos depois.

    Segundo o GE, o caso pode render punição ao Corinthians. Em 2022, o mesmo já havia acontecido.

    A tendência é que o ocorrido desse domingo seja enquadrado no artigo 243-G do Código Brasileiro de Justiça Desportiva, que trata sobre “praticar ato discriminatório, desdenhoso ou ultrajante, relacionado a preconceito em razão de origem étnica, raça, sexo, cor, idade, condição de pessoa idosa ou portadora de deficiência.”

    A punição prevista para essa infração é “perda do número de pontos atribuídos a uma vitória no regulamento da competição, independentemente do resultado da partida, prova ou equivalente, e, na reincidência, com a perda do dobro do número de pontos atribuídos a uma vitória no regulamento da competição.”

    O procurador-geral do Superior Tribunal de Justiça Desportiva (STJD), Ronaldo Piacente, afirmou também ao GE nesta segunda-feira (25) que vai denunciar o Corinthians pelos cânticos homofóbicos registrados no clássico contra o São Paulo, no último domingo, em Itaquera, pelo Brasileirão. Ainda não há data para julgamento.

     

  • Romarinho: Saiba quem é o ex-jogador do Palmeiras acusado de aliciar atletas e financiar fraudes em jogos de futebol

    Romarinho: Saiba quem é o ex-jogador do Palmeiras acusado de aliciar atletas e financiar fraudes em jogos de futebol

    Segundo o Ministério Público, Romário Hugo dos Santos fazia transações bancárias para financiar o esquema. Defesa diz que deve se manifestar com provas nos próximos dias.

    Aos 28 anos, Romário Hugo dos Santos, também conhecido como Romarinho, é um dos 16 acusados de manipulação de jogos no futebol brasileiro. Ex-jogador do Palmeiras, ele é apontado pelo Ministério Público como um dos aliciadores membros da organização criminosa e financiador do esquema, por meio da realização de transações bancárias. Atualmente, ele está preso acusado dos crimes.

     a defesa de Romarinho disse que o processo está em fase inicial e que “todas as provas produzidas unilateralmente pela acusação, sem qualquer manifestação da defesa, que será oportunizada apenas nos próximos dias” (veja a nota completa ao final da reportagem).

    Na denúncia do Ministério Público, a primeira conversa que liga Romarinho ao suposto esquema teria sido com o suposto chefe do esquema. Na ocasião, Romarinho se dispôs a “bancar as operações” das fraudes.

    “Você trampa com muitos cara. Você tem os jogadores. Vem com nois, eu banco a operação”, escreveu Romarinho.
    Romarinho vai responder pelo crime de organização criminosa e seis vezes pelo artigo 41-D do Estatuto do Torcedor: Dar ou prometer vantagem patrimonial ou não patrimonial com o fim de alterar ou falsear o resultado de uma competição esportiva nos seguintes jogos da Série A do Campeonato Brasileiro de Futebol de 2022:

    Goiás X Juventude;
    Red Bull Bragantino X América MG;
    Santos X Avaí;
    Botafogo X Santos;
    Palmeiras X Cuiabá;
    Segundo informações apuradas pelo ge, Romarinho chegou a ter carreira como atleta e ser visto como uma das grandes apostas do Palmeiras, com vínculo com o time de 2009 a 2013. No entanto, a passagem dele pelo Verdão ficou marcada por atos de indisciplina. O g1 entrou em contato com o time para entender quantas multas o jogador recebeu durante sua passagem pelo time, mas não obteve retorno até a última atualização desta reportagem.

     

     

  • Polícia indicia 25 torcedores do Palmeiras por associação criminosa e tumulto após briga com torcida do Corinthians

    Polícia indicia 25 torcedores do Palmeiras por associação criminosa e tumulto após briga com torcida do Corinthians

    Investigação também identificou que houve tentativa de homicídio, mas ainda não foi possível individualizar o crime a nenhum dos indiciados; dois corinthianos ficaram gravemente feridos.

    A Polícia Civil indiciou 25 torcedores do Palmeiras por envolvimento em uma briga com torcedores do Corinthians após 90 dias de investigação. A confusão aconteceu no Viaduto Grande São Paulo, no Ipiranga, Zona Sul da capital, em 10 de fevereiro deste ano.

    A investigação identificou os crimes de associação criminosa e tumulto;
    Pela gravidade das agressões, a polícia também constatou que houve tentativa de homicídio, mas ainda não conseguiu individualizar a conduta criminosa a nenhum dos 25 indiciados;
    Membros da Mancha Alviverde, torcida organizada do Palmeitas, armaram uma emboscada para atacar ônibus de torcedores corinthianos que vinham de São Bernardo do Campo, na Grande São Paulo.

    “É a primeira vez onde um número grande de torcedores é indiciado por associação criminosa, que é um crime passível tanto de prisão temporária quanto de prisão preventiva”, apontou César Saad, delegado do caso.
    “A Polícia Civil trata esse tipo de briga, esse tipo de conduta, não como uma rivalidade, uma rixa entre torcidas, e sim como um crime. como uma associação criminosa e como tentativa de homicídio. Não é mais só a cor da camisa ou a rivalidade dentro de campo, que eram tratados por alguns torcedores que entendem isso como uma simples rivalidade de torcidas”, afirmou.

    Crime foi filmado
    Imagens de câmeras de segurança ajudaram os policiais a identificarem os agressores. O SP2 teve acesso às imagens com exclusividade.

    É possível ver vários torcedores do Palmeiras passando com barras de ferro e pedaços de madeira nas mãos. Alguns usam capacete para cobrir o rosto. Outra câmera mostra a multidão de palmeirenses já se aproximando do viaduto.

    A investigação conseguiu chegar aos 25 nomes após analisar, durante horas, as gravações.

    As imagens confirmam, por exemplo, o relato do motorista de um dos ônibus que conduziam os corinthianos. Ele disse o trânsito parou repentinamente no alto do viaduto, e os ônibus começaram a voltar na contramão, pois a pista já estava tomada por palmeirenses.