Categoria: Brasil

  • Covid-19: apesar de maior contágio, vacinação segura avanço das mortes

    Covid-19: apesar de maior contágio, vacinação segura avanço das mortes

    Desde que voltou a ficar acima de 1, na sexta-feira (6/5), a taxa de transmissão da covid-19 no Distrito Federal segue em ascensão. Os aumentos se tornaram consecutivos a partir de 29 de abril. Nessa terça-feira (10/5), alcançou 1,16 — cada 100 infectados transmitem o vírus a, em média, outras 116 pessoas. Para as autoridades de saúde, o indicador abaixo de 1 significa que a pandemia está controlada. Antes do mês passado, o resultado havia passado de 1 pela última vez em 17 de fevereiro (leia Índices).

    Em virtude do ritmo acelerado de infecções do fim de dezembro até essa data, o DF registrou ocupação de até 97% dos leitos em unidades de terapia intensiva (UTIs) da rede pública para pacientes com covid-19. No entanto, a vacina contra a doença contribuiu para que o número de mortes pelo novo coronavírus não acompanhasse o compasso de explosão dos casos. Um levantamento divulgado pela Secretaria de Saúde (SES-DF), em fevereiro, mostrou que, entre os internados no Sistema Único de Saúde da capital federal, cerca de 90% não tinham se imunizado ou recebido alguma das doses.

    • Lucia Helena perdeu amigos que não se vacinaram contra a covid-19Carlos Vieira/CB/D.A.Press
    • Eleonora Antuoga está atenta ao calendário de vacinação desde o início da campanhaCarlos Vieira/CB/D.A.Press

    Com 83,8% dos brasilienses acima de 5 anos — público apto a se imunizar — vacinados com duas aplicações ou a dose única, o aumento da taxa de transmissão não exigiu a adoção de medidas sanitárias mais rígidas por parte das autoridades. Nessa terça-feira (10/5), o governador Ibaneis Rocha (MDB) revogou outro decreto que estabelecia estado de calamidade pública no DF, por causa da pandemia da covid-19. O novo texto suspende uma norma publicada em junho de 2020. Em 18 de abril, o chefe do Buriti adotou ação semelhante para derrubar uma determinação de março de 2021.

    Subsecretário de Vigilância à Saúde do DF, Divino Valero avalia o cenário de cobertura vacinal como trunfo neste momento, em relação ao observado no período mais crítico da pandemia. “Os números das taxas tinham maior paridade com as internações e mortes, o que não existe hoje. Além disso, a cobertura vacinal em 90% contribui para que esses números não sejam alarmantes”, afirma.

    Na SES-DF, a estratégia tende a variar de acordo com o andamento da imunização. Em relação à aplicação da quarta dose em pessoas de outras faixas etárias, a pasta aguarda o envio de imunizantes pelo Ministério da Saúde, segundo o subsecretário. Apesar disso, Divino Valero acrescenta que há unidades suficientes para suprir o segundo reforço do grupo contemplado atualmente. “Temos de ficar atentos se houver variação na sequência de atendimentos. Tem gente que acha que a pandemia acabou e não toma as vacinas (complementares)”, destaca.

    Indicadores da covid-19 no Distrito Federal
    Indicadores da covid-19 no Distrito Federal(foto: Editoria de Arte/CB)

    Cuidados

    A eficácia das vacinas contra a doença têm prevenido quadros graves e mortes provocadas pela covid-19. Intensivista do Hospital Brasília, o médico Rodrigo Biondi avalia essa relação: “O principal fator do imunizante é evitar o desenvolvimento de formas sérias da doença. O motivo de não termos um aumento expressivo das internações em UTI nem dos óbitos é exatamente pela taxa de imunização elevada”.

    O médico reforça que essa proteção é fundamental, ainda que não impeça a contaminação. “Mesmo com a vacinação, os casos existem por dois motivos: o imunizante não evita a infecção e as medidas sanitárias deixaram de ser cumpridas. Mas continuamos a recomendar às pessoas em situação de risco que mantenham o uso de máscaras em ambientes fechados e que evitem aglomerações desnecessárias”, orienta Rodrigo.

    Entre os brasilienses aptos a tomar a segunda dose, cerca de 120 mil não retornaram aos postos para recebê-la e, aproximadamente, 900 mil não receberam a terceira. Infelizmente, a negligência se transformou em saudade para a aposentada Lúcia Helena Ferraresi, 70 anos, que perdeu um amigo da mesma idade. O idoso havia decidido não se vacinar contra a doença. “Ele morreu recentemente. E perdi outros amigos, fora dessa faixa etária, pelo mesmo motivo. A quarta dose é essencial. Se houver mais, estarei aqui (no posto de saúde)”, diz a moradora da Asa Norte, que conversou com a reportagem enquanto recebia o segundo reforço na imunização — disponível no DF desde sexta-feira (6/5) para pessoas acima dos 60 anos.

    O casal de aposentados Eleonora Antuoga e Felipe Antuoga, ambos de 69 anos, seguiram fielmente a rotina de proteção. “Toda a família se vacinou e manteve os protocolos (de cuidados). Ninguém próximo a nós morreu. Só houve casos suspeitos e leves”, relata Eleonora. Apenas o filho mais velho, que mora em Santa Catarina, e um dos netos do casal contraíram covid-19. Para Felipe, tomar a quarta dose representa uma prevenção básica neste momento de subida da taxa de transmissão no DF. “É interessante se imunizar adequadamente. E, se vier uma quinta, sexta aplicação, vamos receber também. Se temos o recurso, temos de usá-lo”, completa.

  • Líder do PCC nas ruas é sequestrado pelo ‘tribunal do crime’ na Bolívia

    Líder do PCC nas ruas é sequestrado pelo ‘tribunal do crime’ na Bolívia

    • Número 1 do PCC nas ruas é acusado de mandar executar duas pessoas
    • Tuta é foragido da Justiça
    • Ele teria ficado em cativeiro no país vizinho

    Marcos Roberto de Almeida, 52 anos, conhecido como Tuta, apontado como o número 1 do PCC (Primeiro Comando da Capital) nas ruas, foi sequestrado na Bolívia pelo “tribunal do crime” da própria organização criminosa, segundo pessoas ligadas às forças de segurança do Brasil.

    Tuta, que é foragido da Justiça, foi mantido em cativeiro no país vizinho para aguardar o “veredicto”, de acordo com a coluna de Josmar Jozinho, do portal UOL.

    O homem é acusado pelo PCC de ter mandado matar à revelia integrantes da organização criminosa. Ele teria ordenado a execução de Nadim Georges Hanna Awad Neto, de 42 anos, considerado o número 2 da facção nas ruas. Nadim está desaparecido desde fevereiro de 2021. Seu carro foi encontrado sem a chave na Vila Maria, zona Norte, de São Paulo.

    Apesar de seu corpo não ter sido encontrado, Nadim é considerado morto pelo PCC e seus familiares. Sua esposa entrou na Justiça com ação de declaração de morte presumida.

    Tuta também é suspeito de ser o mandante da morte de Gilberto Flares Lopes Pontes, 39 anos, o Tobé, responsável pelo setor financeiro do PCC. O corpo dele foi encontrado no dia 27 de agosto de 2021 em uma vala clandestina em São Bernardo do Campo, na Grande São Paulo.

    Segundo as informações obtidas pelo UOL, Tuta teria mandado executar Nadim por ele ser informante da Rota (Rondas Ostensivas Tobias de Aguiar) e Tobé por ter desviado dinheiro da facção criminosa

  • Covid-19: saúde notifica morte de jovem de 30 anos no Distrito Federal

    Covid-19: saúde notifica morte de jovem de 30 anos no Distrito Federal

    Mesmo com a diminuição dos casos positivos para a covid-19 no Distrito Federal, pessoas jovens continuam perdendo a batalha para o vírus. Nesta quinta-feira (5/5), a Secretaria de Saúde do Distrito Federal (SES-DF) notificou a morte de uma jovem que tinha entre 30 e 39 anos. Além disso, outras duas mortes foram confirmadas. Elas acontecem entre fevereiro e maio, e todas as vítimas eram do sexo feminino.

    Ao todo, 11.658 mil pessoas não resistiram e morreram desde o início da pandemia. Outro fator que segue preocupante é a taxa de transmissão. Pelo quinta dia seguido o índice subiu e chegou a 0,99 nesta quinta-feira (5/5). De acordo com informações do Boletim Epidemiológico, o índice viral estava 0,96 na quarta-feira (4/5), 0,95 na terça-feira (3/5), 0,92 na segunda-feira (2/5) e 0,84 na última sexta-feira (29/4).

    O número atual é preocupante, pois segundo a Organização Mundial de Saúde (OMS), quando a taxa está acima de 1 isso demonstra que a pandemia está descontrolada. Desta forma, a taxa confirma que um grupo de 100 pessoas podem infectar outras 99 , no DF.

    Novos casos

    Em relação aos infectados, 193 novos casos positivos foram registrados nas últimas 24 horas. Assim, o total de contaminados na capital federal chegou a 697.373. Desde o início da pandemia, a secretaria contabiliza que mais de 621 mil são moradores do DF, 36 mil de Goiás, 9 mil de outros estados e 30 mil estão em investigação.

    Já a média móvel de infecções está em 201, o que representa um aumento de 29% em relação a 14 dias atrás. Já a média móvel de óbitos está em 1,8 — isso representa uma queda de 50%, na comparação com o cálculo de 14 dias atrás.

  • Maraísa representa os solteiros e fica de vela durante foto

    Solteira desde o ano passado, Maraísa fez uma brincadeira ao aparecer de vela ao lado do beijo entre a irmã Maiara e Fernando Zor, na madrugada desta quarta-feira (4). Com bom humor, a gêmea morena fingiu que também estava beijando alguém.

    Além do famoso casal iô-iô, também aparecem se beijando Cristiano, da dupla com Zé Neto, e Paula Vaccari. Os cantores sertanejos estavam em São José do Rio Preto, no interior de São Paulo, para participações especiais na gravação do DVD de Murilo Huff.

  • Quem atacar a democracia será combatido “com a força da Constituição”, diz Moraes

    Quem atacar a democracia será combatido “com a força da Constituição”, diz Moraes

    Vice-presidente do Tribunal Superior Eleitoral (TSE), o ministro Alexandre de Moraes defendeu a Justiça eleitoral brasileira e prometeu que as milícias digitais serão combatidas com veemência nas eleições deste ano. O magistrado participou, nesta sexta-feira (29/4), por videoconferência, de um seminário promovido pelo Tribunal Regional Eleitoral do Rio de Janeiro (TRE-RJ) sobre os desafios do Judiciário para o pleito de 2022.

    Moraes, que também é ministro do Supremo Tribunal Federal (STF), assume a presidência do TSE em 16 de agosto. No seminário, hoje, ele disse que aqueles que colocarem em dúvida as eleições “serão combatidos com a força da Constituição”.

    “Não iremos aceitar milícias digitais, fake news e notícias fraudulentas sobre supostas fraudes nas eleições. (…) E aqueles que pretenderem, de qualquer forma, colocar em dúvida o pleito eleitoral, atacar a democracia, serão combatidos com a força da Constituição e a força da lei, e com a independência e a autonomia do Judiciário.”

    O ministro citou ainda que o combate à desinformação é um dos maiores desafios para as eleições deste ano.

    “Além de todos os desafios, que não são poucos, num país continental, numa das maiores democracias do mundo. É uma infraestrutura gigantesca. (…), além de todos os grandes desafios historicamente existentes, hoje temos o maior desafio: o combate à desinformação, às milícias digitais, e o ignóbil desafio contra a própria Justiça Eleitoral”, disse.

    Repetindo o que disse mais cedo, na palestra em uma universidade de São Paulo, Moraes disse que a liberdade de expressão não poderá ser confundida com “liberdade de agressão” e condenou atos antidemocráticos.

    “Todo o país foi surpreendido, em 2018, com esse fenômeno. Assim como em outros países, aprendemos. Não se pode subestimar as milícias digitais. O núcleo de produção de notícias falsas, discursos de ódio contra opositores. A confusão entre liberdade de expressão e liberdade de agressão. (…) Aquele que tem a coragem de agredir, de se manifestar, deverá ter a coragem também de ser responsabilizado”, reiterou Moraes. 

  • Condenado no STF, exaltado no Congresso: crise de Silveira se aprofunda

    Condenado no STF, exaltado no Congresso: crise de Silveira se aprofunda

    Condenado pelo Supremo Tribunal Federal (STF) a oito anos e nove meses de prisão, o deputado bolsonarista Daniel Silveira (PTB-RJ) foi eleito titular em duas comissões da Câmara. Réu por estimular atos antidemocráticos e ameaças a ministros da Corte e a instituições, ele integrará a Comissão de Constituição e Justiça (CCJ) e assumiu como vice-presidente da Comissão de Segurança Pública.

    Silveira recebeu indulto do presidente Jair Bolsonaro (PL), na semana passada, e, desde então, vem sendo pivô de mais uma crise entre o Executivo e o Judiciário.

    A posse nos colegiados ocorreu ontem. Silveira havia sido indicado pelo partido para ocupar vagas em cinco comissões: as outras foram Cultura, Educação e Esporte.

    Na CCJ, Silveira poderá participar de votações sobre perda de mandato, inclusive o dele. Segundo a Câmara, a única forma de o parlamentar não deliberar é se ele declarar suspeição e se abster.

    Um dos colegiados mais importantes da Casa, a CCJ tem a função de analisar os aspectos constitucional, legal, jurídico, regimental e de técnica legislativa de todos os projetos que passam pela Câmara, assim como de emendas ou substitutivos.

    Já a Comissão de Segurança Pública e Combate ao Crime Organizado, criada em 2002, por recomendação da CPI do Narcotráfico, tem como objetivos prevenção, fiscalização e combate ao tráfico de drogas, contrabando e crime organizado, entre outros.

    Isolamento

    A decisão do STF de condenar Silveira à prisão e à perda do mandato provocou uma saia-justa com o Congresso. As cúpulas das duas Casas já enfatizaram que é prerrogativa do Parlamento decidir sobre cassação de seus integrantes. Já o ministro Alexandre de Moraes, do STF, relator do caso de Silveira, sustenta que o deputado fica inelegível mesmo com o perdão presidencial.

    O presidente do Senado, Rodrigo Pacheco (PSD-MG), afirmou, ontem, que as instituições devem ter maturidade para lidar com a crise. “As divergências precisam ser respeitadas, precisam ser dirimidas, e há um ponto comum que nos une, que é a busca da solução dos problemas do Brasil”, frisou, durante coletiva de imprensa.

    Para Pacheco, “é lamentável verificar que crises sejam criadas a todo instante, até como cortina de fumaça para os verdadeiros problemas do Brasil”. “Tudo quanto houver de arroubo antidemocrático, que atente contra o Estado de direito, que atente contra a Constituição nós demove repudiar de maneira muito veemente.”

    Aplausos

    Na tarde de ontem, Silveira esteve no Palácio do Planalto, onde participou do evento “Liberdade de expressão” (leia ao lado), que reuniu parlamentares ligados ao governo. Ele desceu a rampa presidencial antes de Bolsonaro, sob aplaudos.

    O deputado tem desafiado as decisões da Justiça ao aparecer sem tornozeleira eletrônica em eventos públicos e até mesmo para dar expediente no Congresso.

    Segundo a Secretaria de Estado de Administração Penitenciária do Distrito Federal, o equipamento colocado no bolsonarista está descarregado desde 17 de abril. Com isso, não é possível rastreá-lo, como determinou o STF.

    Planalto vira palco de críticas

    Na solenidade batizada de “Ato Cívico pela Liberdade de Expressão”, o Palácio do Planalto foi transformado em palco de discursos contra o Supremo Tribunal Federal (STF), a imprensa e a esquerda por parte de parlamentares da base aliada do governo federal e do próprio presidente Jair Bolsonaro (PL).

    Na prática, o evento — organizado pelas bancadas evangélica e da segurança pública — foi um endosso ao perdão concedido por Bolsonaro ao deputado Daniel Silveira (PTB-RJ), em decreto publicado menos de 24 horas após o Supremo Tribunal Federal (STF) condenar o parlamentar a oito anos e nove meses de cadeia por ataques à democracia e às instituições.

    Além de ser aplaudido na chegada à solenidade, Silveira, nomeado, ontem, para a Comissão de Constituição e Justiça (CCJ) da Câmara, foi tietado com pedidos de fotos e vídeos.

    Disparos

    No total, 22 deputados e um senador discursaram na cerimônia, além do próprio Bolsonaro. O líder da frente parlamentar evangélica, a bancada da Bíblia, Sóstenes Cavalcante (PL-RJ), abriu os trabalhos com um discurso em defesa de Silveira.

    “Determinados grupos se acham no direito de sobrepor suas verdades aos demais, não podendo ser contestadas. A liberdade de expressão conferida ao parlamentar está garantida pela Constituição Federal”, declarou.

    O deputado Capitão Augusto (PL-SP), presidente da Frente Parlamentar da Segurança Pública, a bancada da bala, chamou o evento de “ecumênico”. “Não é para A ou B, é para todo o Brasil”, frisou. Ele também é vice-presidente nacional do PL, partido de Bolsonaro.

    Já o vice-líder do governo, o deputado Otoni de Paula (MDB-RJ) exibiu um áudio de reportagem da CNN Brasil com a afirmação de que Silveira divulga fake news e defende golpe de Estado. Em seguida, criticou a imprensa. “Se eu me sentir ofendido, eu processo. Mas eu não tenho como mandar prender os jornalistas da CNN”, declarou, arrancando aplausos da plateia bolsonaristas. O deputado João Carlos Gurgel (PL-RJ) pediu uma reforma do Poder Judiciário.

    Processos contra seis deputados

    Na retomada dos trabalhos após cinco meses parado, o Conselho de Ética da Câmara instaurou sete processos contra seis deputados por quebra de decoro parlamentar.

    Serão apuradas as condutas dos deputados Bia Kicis (PL-DF), Carla Zambelli (PL-SP), Eduardo Bolsonaro (PL-SP); Éder Mauro (PL-PA), Wilson Santiago (Republicanos-SP) e Soraya Manato (PTB-ES). O colegiado também definiu as listas de parlamentares que podem assumir a relatoria dos casos.

    Procurado pela reportagem, Éder Mauro disse que “fica feliz” em ter representação do PT e PSol no Conselho de Ética. “É sinal de que estou no caminho certo”, frisou.

    Pelo Twitter, Eduardo Bolsonaro ironizou: “A avaliação é de que, assim como os partidos de esquerda fazem na guerra de narrativas, o PL agora também acione o conselho por falas de deputados esquerdistas nas redes”, escreveu.

    A assessoria de imprensa de Wilson Santiago afirmou que não vai se manifestar. Até o fechamento desta edição, os demais parlamentares não responderam às tentativas de contato do Correio.

    Além das representações já pautadas estão liberados para apuração o pedido de cassação contra Kim Kataguiri (União Brasil-SP), por declarações consideradas de cunho nazista, e contra Josimar Maranhãozinho (PL-MA), acusado de desviar dinheiro de emendas.

  • Vice-diretora critica gestão militar e chama tenente de “cagão”

    Vice-diretora critica gestão militar e chama tenente de “cagão”

    Há mais de um mês, a vice-diretora do Centro Educacional 01 (CED 01) da Cidade Estrutural tem feito críticas e denúncias sobre o comportamento de um tenente da Polícia Militar do DF (PMDF) que ocupa o cargo de diretor disciplinar da escola, que tem gestão cívico-militar. No último dia 11, o militar registrou uma ocorrência por difamação contra a servidora, que, em um áudio enviado à diretora da escola, o chamou de “tenente cagão”. Em entrevista ao Correio, nesta terça-feira (26/4), Luciana Martins, vice-diretora da instituição, revelou os motivos para ter ofendido o militar na gravação.

    O embate, que foi parar na delegacia, começou no início deste ano, de acordo com a servidora. Segundo Luciana, desde que assumiu o cargo, o diretor disciplinar da escola prioriza certos alunos, com “sessões de coaching e balinhas”, enquanto trata outros com maior rigidez, à exemplo de estudantes que foram levados à Delegacia da Criança e do Adolescente (DCA) por suposto desacato ao policial em sala de aula.

    “Um aluno que se envolveu em uma briga, por exemplo, foi levado para a sala do tenente, onde apenas chupou balinha e recebeu sessão de coaching. Enquanto isso, duas alunas, que se envolveram em outra briga, foram levadas à DCA por ele. E eu estou questionando essas situações há dias: por que alguns alunos estão sendo tratados como criminosos na escola?”, reclamou a vice-diretora.

    A professora também disse à reportagem que, no início de março, solicitou que a unidade regional de ensino e o Comando de Gestão Compartilhada da PMDF tomassem alguma atitude em relação à metodologia aplicada no CED 01 da Estrutural, mas que, desde então, nada mudou. “Eu respeito e aceito o projeto de gestão compartilhada com a PM, mas não passando por cima dos alunos assim. Ele simplesmente escolhe alguns alunos para serem punidos e outros para serem agraciados”, explicou. “E tudo isso já foi levado ao tenente, à PM, mas eu nunca obtive uma resposta”.

    Luciana também relatou que o diretor disciplinar não dialoga com a direção e professores da escola antes de tomar decisões que punem e afetam os estudantes. “A função dele é colocar disciplina, mas estou questionando a forma como ele faz isso”, disse. “Por isso, enviei um áudio à diretora da escola desabafando sobre essa situação toda, porque ela estava de férias, e na gravação eu citei que esse tenente é um cagão porque não ele tem coragem de vir aqui na sala e conversar comigo. Foi um momento de conversa particular minha com a diretora, mas ela encaminhou esse áudio a ele”, explicou a vice-diretora.

    Desacato policial

    De acordo com a servidora, um episódio que acirrou o desentendimento foi o dia em que o tenente levou um aluno de 13 anos à DCA, depois que o jovem teria desacatado o policial. “A mãe desse garoto não foi avisada que o aluno seria levado à delegacia, então ela chegou na escola muito exaltada, brigou comigo e com os policiais que estavam no corredor, começou a bater boca. Ela só parou porque eu peguei ela pela cintura, dei um copo d’água e falei que levaria ela a DCA, porque ela tinha que assinar um termo para liberar o filho, mas ela não tinha dinheiro e nem documentos em mãos para chegar lá sozinha”, explicou.

    A mãe do adolescente, Francisca de Souza, disse ao Correio que o filho dela não estava usando a blusa do uniforme da escola, e que por isso foi levado à delegacia. De acordo com ela, não houve “desacato”, e o adolescente apenas “deixou de responder” aos questionamentos do policial. “Ele quer sair da escola porque se sente oprimido e perseguido lá dentro, mas eu não achei vaga em outra escola ainda para fazer a transferência”, contou a moradora da Estrutural.

    Após o episódio, o tenente enviou uma mensagem a um grupo de WhatsApp onde estão incluídos pais e responsáveis pelos estudantes. Na mensagem, encaminhada à reportagem, o tenente disse que o aluno foi conduzido a delegacia por desrespeitar policiais, o que caracteriza “infração de situação análoga a desacato”. O tenente também escreveu que a mãe do jovem foi à escola, xingou a equipe policial, e que na ocasião, a mulher teria dito que faria uma manifestação contra a presença da PM, e que chamaria os “traficantes da cidade para invadir a escola”.

    “Ela não foi presa porque foi retirada da escola pela professora Luciana Pain em seu veículo particular”, dizia a mensagem do policial. Em resposta, a mãe do adolescente disse que não fez as ameaças citadas pelo tenente e que ainda pretende acionar a Defensoria Pública para denunciar o tratamento que alunos têm recebido no CED 01 da Estrutural.

    O outro lado

    O Correio procurou a Secretaria de Educação, a Polícia Civil e a PMDF para comentar o assunto. Em nota, a Secretaria disse que “o modelo das escolas cívico-militares já está consolidado com sucesso no Distrito Federal” e que são 11 unidades de ensino com gestão compartilhada entre as secretarias de educação e de segurança pública, e outras quatro com o Ministério da Educação. “Casos pontuais são averiguados pelas pastas, para adoção de providências cabíveis a cada situação”, informou a pasta.

    A Polícia Militar informou que o policial em questão registrou ocorrência contra a vice-diretora do CED 01, depois que a educadora o xingou “em um áudio enviado por meio do WhatsApp”, e que o tenente apresentou prints, áudios e vídeos que comprovam a gravação. Segundo a corporação, a Secretaria de Educação já foi comunicada sobre o fato para que tome providências pertinentes.

    “Importante destacar que, em regra geral, as escolas Cívico-Militares têm boa convivência entre a direção disciplinar e a direção pedagógica, por serem construídas em ações disciplinares e, dessa forma, são como espelho a ser seguido pelos alunos. O caso ocorrido no CED 01 da Estrutural é pontual e não representa a realidade dos Colégios Cívico-Militares em que a PMDF participa”, reforçou a PMDF, em nota.

    A PCDF confirmou o registro de ocorrência por difamação e injúria contra Luciana Martins e informou que a 8ª Delegacia investiga o caso. O Correio também tentou entrar em contato com o tenente, por meio de mensagens e ligações, mas até o momento, não obteve retorno. O espaço segue aberto para manifestações.

  • Empresa aplica golpe milionário em policiais militares e desaparece

    Empresa aplica golpe milionário em policiais militares e desaparece

    Estruturado, um esquema fraudulento organizado por uma empresa de consultoria lesou policiais militares e servidores do Legislativo e Executivo, deixando um rastro de prejuízos estimados em R$ 3 milhões. O golpe captava vítimas que haviam contraído empréstimos consignados em grandes bancos. Após o tombo, os responsáveis pelo negócio fecharam o escritório e desapareceram do Distrito Federal.

    A Inside Consultoria teria sua sede no Rio de Janeiro, mas até março deste ano, mantinha um escritório em um coworking, na quadra 512 Sul. A engrenagem que movimentava o estelionato seduzia os servidores públicos com supostas vantagens irrecusáveis e condições de pagamento que não eram praticadas por outros empreendimentos que atuam no mercado.

    Os cabeças do negócio prometiam reduções de 50% nas parcelas dos empréstimos mediante uma espécie de portabilidade feita pela Inside, sempre em parceria com operadoras de crédito e algumas instituições financeiras. Para consumar o golpe, funcionários entravam em contato com os servidores públicos pelo telefone, oferecendo a oportunidade de negócio.

    Outro policial militar margou prejuízo de R$ 80 mil. O PM relatou que os captadores que entram em contato com as vítimas são bons de lábia e muito convincentes. “Eles faziam de tudo para mostrar que o negócio tinha até seguro, que não havia risco financeiro. A empresa era bem estruturada, com setor financeiro, de recursos humanos e administrativo. Era possível ver as pessoas trabalhando”, lembrou.

    Gerentes e laranjas

    Casado e com três filhos pequenos, um servidor do Ministério da Cultura que já pagava um empréstimo consignado de R$ 61 mil foi até a empresa após receber várias ligações e fechou negócio para ter as parcelas reduzidas em 50%. “Eu pagava R$ 600 e passaria a receber R$ 300 da Inside após eu pegar um novo empréstimo no valor de R$ 64 mil, pagos em 96 meses. Iria dar um saldo final de R$ 144 mil. No entanto, após sumirem com o dinheiro, passei a pagar R$ 2,3 mil”, desabafou.

    Tanto os policiais quanto outros servidores enganados pelo esquema começaram a levantar quem estava por trás da empresa. O casal que figurava como dono do negócio seria os gerentes Diogo Leonardo e Souza e Marcela Duarte Torreão (foto em destaque). “ Eles foram acusados pelos próprios funcionários da Inside de terem sacado o dinheiro das vítimas e depois desaparecido”, contou um dos policiais enganados pelo esquema.

    No entanto, a Inside figura no nome de Sebastião Gomes de Medeiros que, na verdade, é dono de um humilde quiosque que vende salgados e sucos nas ruas do Rio de Janeiro. Segundo as vítimas, Sebastião seria apenas um laranja usado pelos reais estelionatários. Uma série de ações impetradas pelas vítimas correm na justiça cível e criminal, assim como ocorrências policiais registradas na Polícia Civil do DF.

    Empresa abandonada

    Logo após os suspeitos partirem e todos os clientes ficarem no prejuízo, a estrutura da Inside foi desmontada e a sala onde funcionava ficou vazia. Funcionários foram desligados, alguns sem receberem o devido pagamento, e a sala fechada. Até o nome da empresa foi retirada da placa de identificação dos empreendimentos que funcionavam no local.

    O representante do empreendimento, Augusto Germano da Silva Kuntze; o contador da Inside, Diego de Farias Tenorio, e o advogado Ricardo Habib Campbell também não foram mais localizados por nenhum dos clientes que desejavam reaver o dinheiro. A reportagem esteve no local onde funcionava a empresa, e não encontrou qualquer sinal de alguém que pudesse falar em nome da Inside. Todos os telefones também estavam desativados.

  • Lula guarda duas cartas a jogar na mesa para atrair o PSD de Kassab

    Lula guarda duas cartas a jogar na mesa para atrair o PSD de Kassab


    Se dará certo ou não, é outra conversa. Mas Lula ainda não desistiu de contar ao seu lado no primeiro turno da eleição de outubro com o PSD de Gilberto Kassab, ex-prefeito de São Paulo, cobiçado também por Bolsonaro, embora com menos chances

    No acordo feito com o PSB para o governo de Pernambuco, o PT se comprometeu a apoiar a candidatura de Danilo Cabral. Em troca, o candidato do PSB ao Senado seria um nome do PT. Pode não ser. Ali, o PSD tem um forte candidato, André de Paula, deputado.

    Em Minas Gerais, o PT apoiará para o governo o ex-prefeito de Belo Horizonte Alexandre Kalil (PSD). Em troca, quer que o candidato ao Senado seja Reginaldo Lopes (PT), deputado. Mas o senador Alexandre Silveira (PSD) é candidato à reeleição.

    Se esse for o preço a pagar pelo apoio desde já do PSD a Lula, o PT abrirá mão das candidaturas ao Senado em Pernambuco e em Minas. Em Pernambuco, isso é praticamente certo. Está mais difícil em Minas porque Lopes lidera todas as pesquisas.

    Kassab sempre quis um candidato próprio a presidente para evitar que seu partido se dividisse entre Lula e Bolsonaro. No segundo turno, ele achava que seria mais fácil levar a maior banda do PSD para o lado de Lula. Porém, tentou, tentou, e não conseguiu.

  • Homem é preso acusado de estuprar a própria filha no RJ

    Homem é preso acusado de estuprar a própria filha no RJ

    Policiais civis da 65ª DP (Magé) prenderam um homem acusado de estuprar a própria filha.

    Segundo os agentes, a vítima disse que era espancada e abusada sexualmente pelo pai. Ela contou sobre os abusos para a diretora de sua escola, que relatou para a mãe da menina, que também sofria agressões cometidas pelo acusado.

    Com base em um trabalho de investigação, o caso foi encaminhado para a Justiça, que decretou a prisão do autor. Os policiais levantaram informações, localizaram e prenderam o acusado