Categoria: Brasil

  • Juíza nega pedido para prisão do pastor acusado de golpes milionários

    Juíza nega pedido para prisão do pastor acusado de golpes milionários

    A Justiça de Goiás negou pedido de prisão preventiva do pastor Osório José Lopes Júnior, réu por supostamente aplicar golpes milionários em fiéis de Goianésia, no centro de Goiás, e denunciado por estelionato pelo Ministério Público de São Paulo (MPSP). A decisão considerou que as acusações contra o religioso, que diz ser inocente, já são analisadas pelo Judiciário paulista.


    Proferida na segunda-feira (28/3), a decisão é da juíza Placidina Pires, da 1ª Vara dos Feitos Relativos a Delitos Praticados por Organização Criminosa e de Lavagem ou Ocultação de Bens, Direitos e Valores, da comarca de Goiânia. Uma semana antes, a Justiça de São Paulo determinou a indisponibilidade dos canais do YouTube de propriedade do pastor, que teria prometido R$ 2 quatrilhões a uma vítima.

    “Embora o Ministério Público tenha trazido aos autos elementos indicativos de que Osório José Lopes Júnior teria voltado a praticar delitos semelhantes àqueles apurados na presente ação penal, percebo que os fatos agora noticiados teriam ocorrido em São Paulo e, consoante se infere, já estão sendo objeto de apuração em procedimento criminal específico que tramita no Poder Judiciário daquele estado (SP)”, escreveu a juíza, na decisão.

    Denúncias

    O Ministério Público de Goiás (MPGO) denunciou o pastor no dia 12 de março deste ano, alegando que ele teria voltado a praticar crimes. No entanto, um dia antes, o pastor já havia sido denunciado pelo MPSP para a Justiça de São Paulo, o que foi considerado pela magistrada goiana em sua decisão. Os crimes teriam sido praticados de novembro de 2013 a junho de 2014.

    Em vídeo publicado na internet, Osório, que está em liberdade, se posicionou contra as acusações e possíveis crimes que ele chamou de “coisas erradas”, atribuindo a responsabilidade delas a terceiros. Apesar de se apresentar como pastor, ele não é ligado a uma igreja.

    Novos crimes

    Em relação a possíveis novos crimes que teriam sido praticados pelo réu, o Ministério Público informou que, no ano de 2020, Osório teria celebrado contrato de participação em operação financeira com uma vítima. Por meio desse documento, ele teria se comprometido a ceder para esta uma porcentagem do valor que obteria futuramente por meio Tesouro Mundial.

    Segundo a denúncia, a vítima, induzida em erro, teria repassado ao pastor, em ocasiões distintas, a quantia total de R$ 190 mil, mas não recebeu o pagamento que lhe havia sido prometido. Além disso, outra vítima foi procurada, em outubro de 2017, e investido R$ 1.490 para participar das operações financeiras de Osório.

    O suposto esquema do pastor, segundo o Ministério Público, prometia recompensa com valores que poderiam chegar até 100 vezes do montante inicialmente investido. Para enganar as vítimas, conforme a investigação, elas viam supostas cópias de documentos que seriam Títulos de Dívida Agrária (TODA), com valores bilionários pertencentes a Osório.

    Mobilização

    Segundo a Polícia Civil de Goiás, um grupo de aplicativo de mensagens de celular reúne mais de 900 pessoas que afirmam ser vítimas do pastor.

    De acordo com as investigações, ele fez vítimas em vários estados. Segundo a denúncia, as pessoas eram atraídas por meio de vídeos que o pastor publicava na web. Ele dizia que tem dinheiro no “Tesouro Mundial” e quer repartir. No entanto, para fazer a partilha, alegava que precisava de ajuda financeira dos fiéis.

    R$ 2 quatrilhões


    O empresário contou que começou a exigir do pastor o dinheiro prometido. No entanto, depois de muita cobrança, Osório relatou que conseguiu receber de volta R$ 90 mil e mais um carro importado. O investidor disse que buscou o veículo em um escritório do pastor e que, ao voltar para casa, sofreu um grave acidente.

    Por causa das lesões, o empresário ficou seis meses sem conseguir andar. O promotor de Justiça Felipe Oltramari, do MPSP, disse ao Fantástico que o acidente ocorreu em “condições misteriosas”.

    “Ele acabou sofrendo um acidente em condições misteriosas. Em condições pouco comuns. Dada a anormalidade dessa situação, tudo está a indicar que esse fato merece ser mais bem apurado”, assinalou o promotor.

    Em nota, a defesa de Osório José Lopes disse à época que o carro capotou em razão do excesso de velocidade.

    Um documento obtido pela equipe de investigação mostrou que Osório chegou a prometer retorno financeiro de R$ 2 quatrilhões para um empresário de São Paulo. A vítima disse à polícia que o valor total investido por ela na operação prometida por Osório ultrapassou R$ 300 mil, montante que teria sido depositado na conta do religioso.

  • MT Vereador é preso após dar soco e ameaçar de morte a esposa, diz policia

    MT Vereador é preso após dar soco e ameaçar de morte a esposa, diz policia

    O vereador de São José do Xingu (MT) Marcos Rogério Pereira Nunes (PSB) foi preso em flagrante na madrugada de ontem suspeito de agredir com um soco a esposa Onilaine Souza Pessoa, de 43 anos. De acordo com o boletim de ocorrência, o casal estava em uma distribuidora da cidade e discutiram após ele sair do local com amigos sem avisá-la.

    Marcos Rogério, conhecido como “Bugão”, foi detido, mas pagou fiança no valor de R$ 2 mil e acabou liberado após audiência de custódia. Consta no registro policial que Onilaine afirmou que essa não teria sido a primeira agressão física sofrida ao longo do relacionamento com o político.

    A mulher também alegou ser vítima de violência psicológica e acusou Marcos Rogério de tê-la ameaçado de morte. O parlamentar negou as agressões e ameaças.

    “Ela fez corpo de delito, não deu nada para ela. Em mim, constaram agressões, pois ela me mordeu. Ela denunciou, depois me pediu desculpa, disse que não faria mais isso, que foi um erro, mas agora já foi. Nunca tive uma situação dessa na minha vida”, se defendeu o vereador

    Vítima relatou soco e ameaças de morte, diz polícia

    Ele confirmou que a discussão começou quando deixou o estabelecimento com amigos. O casal decidiu deixar o local após o desentendimento e, quando ambos já estavam no veículo, Onilaine teria se irritado com o fato de o marido “pegar em seu corpo”.

    “A vítima se irritou com a provocação e mordeu em seu braço esquerdo e desferiu um soco em sua boca. A vítima desceu do carro e, ao explicar o ocorrido, o suspeito desferiu um soco em sua cabeça e ameaçou dizendo que iria matá-la”, diz um trecho do boletim de ocorrências.

    No registro, ainda consta que Marcos Rogério pedia para a esposa “pegar suas coisas e sumir de sua residência”

    O parlamentar chegou na delegacia dirigindo e, como havia ingerido bebida alcoólica, foi autuado também por dirigir veículo sob a influência de álcool.

    Ele alegou que o carro era conduzido pela esposa e que, em determinado momento, a mulher abandonou o veículo e seguiu a pé para a delegacia.

    “Ingeri bebida alcoólica mas não estava embriagado. Para não deixar o carro sozinho, dirigi, quando ela chegou na delegacia, cheguei junto com o carro”, contesta o político.

    Vítima muda versão após registrar ocorrência

    Apesar de ter registrado o boletim de ocorrências e narrado ser vítima de violência, Onilaine contou outra versão Ela afirmou que não houve agressões físicas na noite em que procurou a Delegacia de São José do Xingu. Mesmo assim, a Polícia Civil mantém a investigação por violência contra a mulher

    “Não houve agressão física, houve discussão como todo casal tem. No momento cheguei até a pedir a medida protetiva, depois disse que queria ir para casa e que ele [o vereador] fosse para outro lugar. Muita perseguição em cima dele”, alega Onilaine.

    Tatiane Adorno Bento, advogada do suspeito, informou que laudos periciais não apontaram agressão contra a esposa do político. A Polícia Civil não comentou sobre os exames

    Câmara vai acompanhar o caso

    Questionado o presidente da Câmara Municipal de São José do Xingu, vereador Cícero Romão (PSB), afirmou que o departamento jurídico está acompanhando a situação, mas que nada foi definido até o momento sobre medidas a serem tomadas contra o parlamentar.

    A Polícia Civil confirmou, por meio da assessoria de imprensa, que um inquérito foi instaurado e que os fatos inicialmente narrados pela vítima serão apurados.

  • Brasileiro dono de agência de intercâmbio é preso na Austrália por lavagem de dinheiro

    Brasileiro dono de agência de intercâmbio é preso na Austrália por lavagem de dinheiro

    O dono da agência de intercâmbio Max Study, de Brisbane, foi preso depois depositar mais de um milhão e meio de dólares, dinheiro de origem ilícita, em contas de cassinos na Austrália e Nova Zelândia. 

    Os cassinos alertaram a polícia federal australiana do alto volume de dinheiro depositado. O brasileiro trazia o dinheiro em caixas, embrulhados em pacotes individuais presos por elásticos. Ele confessou e cooperou com a polícia dizendo que “dinheiro, provavelmente, não era limpo.” Barbosa compareceu ao Tribunal Superior de Brisbane no último 17 de fevereiro quando recebeu a sentença de prisão.

    O ex-missionário mórmon, André Gimenez Barbosa, 36, natural de São Paulo, recebeu sua sentença na Suprema Corte de Brisbane na quinta-feira 17 de fevereiro depois de se declarar culpado de depositar dinheiro de origem ilícita da ordem de $1.637.254 em cassinos na Austrália.

    Barbosa, que tem dupla cidadania brasileira e australiana, foi preso pela Polícia Federal Australiana (AFP) em 2018 depois que os Casinos alertaram a polícia sobre o alto volume de depósitos e transferências feitos no Treasury Casino em Brisbane, e nos cassinos The Star em Gold Coast e em Sydney. O caso correu na justiça até o desfecho no Tribunal Superior de Brisbane em fevereiro 2022. 

    Resumo da Notícia

    • Brasileiro usa negócio da educação para esconder mais de um milhão e meio de dólares em dinheiro depositado em cassinos australianos.
    • No mês passado (fevereiro 2022) o Tribunal de Brisbane disse que André Gimenez Barbosa inicialmente oferecia seus serviços pela agência de intercâmbio Max Study para ajudar os alunos a pagarem suas taxas de visto e mensalidades e enviar dinheiro para ou do Brasil. Mas as quantias chegaram até $100 mil. Barbosa recebia comissão de 10% de seus clientes.
    • Barbosa vai cumprir 6 anos de prisão e terá direito a liberdade condicional após 12 meses.

    A polícia descobriu que Barbosa havia usado sua empresa Max Study – que auxilia estudantes estrangeiros com pedidos de cursos e vistos – como parte do crime de lavagem de dinheiro que durou 13 meses, a partir de outubro de 2017. 

    Ao pronunciar a sentença, a juíza Helen Bowskill disse que o brasileiro recebia uma comissão de 10% dos fundos que transferia para pessoas, na sua maioria estudantes brasileiros, na Austrália e no Brasil usando o sistema Hawala.

    “O esquema envolvia você receber e dispor de dinheiro, depósitos bancários e transferências bancárias de vários clientes, tanto pessoalmente quanto em contas bancárias que você controlava na Austrália e no Brasil”, disse a juíza Helen Bowskill.

    Você oferecia inicialmente esse serviço aos estudantes internacionais para pagar taxas de curso ou enviar dinheiro para ou do Brasil e isso envolvia valores menores. Mas em várias ocasiões você foi abordado por desconhecidos querendo remeter quantias significativas de até $100 mil para contas no Brasil, disse a juíza Helen Bowskill, ao pronunciar a sentença

    Valmor Gomes Morais, advogado e ex-cônsul honorário de Brisbane disse que Barbosa simulava apostas nos cassinos com o objetivo de dissimular a origem de valores provenientes, direta ou indiretamente, de origem ilícita. Ele disse que os estudantes brasileiros em Brisbane foram os mais afetados. 

    O tribunal ouviu que Barbosa tomou medidas extremas para esconder seus rastros usando aplicativos de mensagens criptografadas e um cartão SIM registrado em nome de outra pessoa para receber as orientações dos depósitos e transferências.

    Após sua prisão, ele fez extensas confissões aos detetives, dizendo que sabia que o dinheiro provavelmente era “sujo” e ele tinha “suspeitas de suas origens”.

    A juíza Bowskill disse que ficou claro que Barbosa foi motivado por ganhos financeiros. “Você foi o autor do esquema, não apenas um subalterno agindo sob as instruções de outra pessoa”, disse ela.

    Ao sentenciar Barbosa, a juíza Bowskill levou em conta seu bom caráter e as perspectivas de reabilitação.

    “Você não tem antecedentes criminais e, segundo todos os relatos, tem bom caráter, com um bom histórico de trabalho antes desse crime, incluindo trabalhar por dois anos como missionário antes de vir para a Austrália”, disse ela.

    A acusação tinha uma pena máxima de 25 anos de prisão, mas Barbosa foi sentenciado a cumprir 6 anos e terá direito à liberdade condicional em um ano.  

    Como o esquema de André foi descoberto pela Polícia Federal Australiana: entenda o crime

    André Gimenez Barbosa, natural de São Paulo, Brasil, foi preso em 11 de dezembro de 2018, depois que a Polícia Federal Australiana (AFP) emitiu um mandado de busca contra ele.

    A AFP já estava investigando Barbosa depois que eles receberam uma pista de que grandes quantidades de dinheiro estavam sendo depositadas no Treasury Casino em Brisbane e no Star Casino em Sydney e Gold Coast.

    Segundo a polícia os pacotes de dinheiro estavam amarrados em elásticos e escondidos em caixas, que ele carregava para dentro dos cassinos de Queensland e NSW.

    Barbosa usou contas brasileiras e australianas para suas transações como forma de ocultar ou dissimular a natureza, origem, localização, disposição, das  transferências bancárias, e depósitos. Barbosa então remetia o dinheiro para os beneficiários nos dois países por meio do sistema Hawala.

    “Pessoas ou empresas que desejam trabalhar com transferências financeiras devem ser registradas com a Australian Transaction Reports and Analysis Center (AUSTRAC) que é agência de inteligência financeira do governo australiano responsável por monitorar transações financeiras para identificar lavagem de dinheiro, crime organizado, evasão fiscal, fraude de bem-estar e financiamento do terrorismo e que seria o equivalente ao COAF brasileiro,” explica o advogado Valmor Gomes Morais.

    O tribunal considerou que Barbosa também viajou para a Nova Zelândia 14 vezes. Lá, ele depositou $90 mil no cassino SkyCity de Auckland e transferiu cerca de $720 mil de volta para suas contas na Austrália.

    Barbosa fez isso usando o seu negócio Max Study como fachada. Max Study é uma agência educacional para ajudar estudantes brasileiros a se matricularem em cursos na Austrália e solicitar vistos.

    O tribunal observou que Barbosa inicialmente ofereceu serviços para ajudar os alunos a pagar suas taxas e enviar dinheiro para ou do Brasil.

    Mais tarde, ele foi contatado por desconhecidos em muitas ocasiões para remeter somas de mais de US$ 100.000 para contas brasileiras.

    Barbosa havia conduzido suas operações por meio de aplicativos de mensagens cadastrados em nome de outra pessoa. As mensagens eram apagadas automaticamente um minuto após serem enviadas.

    Barbosa confessou que desconhecia a origem do dinheiro. Ele disse que ‘suspeitava que os valores vinham de meios ilegais, pois os contatos não queriam registrar nada em papel’. Ele reconheceu sua irresponsabilidade em não querer saber mais e perguntar aos seus clientes sobre essas transações.

    Apesar das acusações, Bowskill reconheceu a ficha limpa de Barbosa e que ele cooperou sem problemas com os detetives. A pena, que poderia ser de até  25 anos, foi reduzida para seis por causa do bom caráter de Barbosa. Ele poderá solicitar liberdade condicional depois de cumprir 12 meses atrás das grades.

  • BBB 2022: Pedro Scooby perde a vergonha e faz revelação íntima para Gustavo

    BBB 2022: Pedro Scooby perde a vergonha e faz revelação íntima para Gustavo

    No BBB 2022, Pedro Scooby perdeu a vergonha e fez uma confissão um tanto quanto intima para Gustavo. Durante conversa no jardim da casa mais vigiada do país, o surfista revelou que se esqueceu de como se faz amor.

    Na ocasião, ele afirmou que terá que contar com a compreensão da esposa, Cíntia Dicker, após ele sair do confinamento do reality.

    “Vou ter que falar para a minha mulher assim: ‘Amor, calma que eu não lembro como se faz amor’. Não sei mais como se trans@. Eu tenho um negócio aqui, mas nem lembrava mais que era pra usar”, disparou o integrante do Camarote.

    “Tu lembra, mas a primeira [vez após o reality] não vai durar”, rebateu o curitibano, aos risos. “Eu já emendo a primeira e a segunda”, complementou, então, o atleta.

  • Homem escondeu lucros de crimes no valor de mais de US$ 1 milhão em contas de cassino

    Homem escondeu lucros de crimes no valor de mais de US$ 1 milhão em contas de cassino

    Um homem que viajou para alguns dos maiores casinos da Austrália e depositou grandes quantias de dinheiro confessou-se culpado de lidar com produtos do crime avaliados em mais de 1 milhão de dólares.

    As pilhas de dinheiro, embrulhadas em elásticos ou escondidas em caixas, que ele carregava para os cassinos de Queensland e NSW foram sua ruína. A Polícia Federal Australiana iniciou uma investigação após ser alertada sobre seu comportamento.

    Andre Gimenez Barbosa, 36, se confessou culpado na Suprema Corte de Brisbane na quarta-feira por uma acusação de tráfico de produtos do crime no valor de US$ 1 milhão ou mais.

    Barbosa foi condenado a seis anos de prisão, mas terá direito à liberdade condicional após cumprir um ano.

    A juíza Helen Bowskill disse que levou em consideração a falta de outros antecedentes criminais de Barbosa, seu bom caráter, sua cooperação com os detetives e suas boas perspectivas de reabilitação.

    Barbosa foi preso em 11 de dezembro de 2018, após agentes federais executarem um mandado de busca e apreensão.

    A investigação policial começou em agosto de 2018, quando a AFP foi alertada sobre grandes depósitos feitos no The Star Casino em Sydney e na Gold Coast, bem como no Treasury Casino em Brisbane.

    O tribunal ouviu que Barbosa depositou mais de US$ 914 mil por meio de “contas de dinheiro adiantado” nos cassinos de 7 de agosto a 22 de novembro de 2018.

    Ele também viajou para a Nova Zelândia 14 vezes, onde depositou US$ 90.000 no cassino SkyCity em Auckland, mas transferiu mais de US$ 720.000 de volta para suas contas australianas.

    O tribunal foi informado de que Barbosa usou seu negócio, Max Study, descrito no Facebook como uma agência educacional que ajuda estudantes internacionais a encontrar cursos e solicitar vistos, como parte da infração.

    O tribunal ouviu que ele conduzia seus negócios por meio de aplicativos de mensagens instantâneas, registrados em nome de outra pessoa e configurados para excluir mensagens um minuto após serem enviadas.

    Andre Gimenez Barbosa era brasileiro, mas agora é cidadão australiano.

    Andre Gimenez Barbosa era brasileiro, mas agora é cidadão australiano.

    Durante interrogatórios policiais, Barbosa disse que não sabia a origem do dinheiro que movimentava, mas sabia que os responsáveis ​​​​o estavam usando porque não queriam que nada fosse registrado oficialmente.

    Ele disse aos detetives que achava que o dinheiro provavelmente vinha “das coisas erradas” e que tinha “sempre suas suspeitas de que não pode ser um bom dinheiro”.

    Ele disse à polícia para onde enviaria o dinheiro e como, e admitiu que deveria ter perguntado de onde veio o dinheiro.

    Barbosa – originalmente de São Paulo, no Brasil, mas agora cidadão australiano – usou contas bancárias controladas por brasileiros e australianas.

    “Envolvia o recebimento e a eliminação de dinheiro, depósitos bancários e transferências bancárias de vários clientes, tanto pessoalmente quanto para contas bancárias que você controlava na Austrália e no Brasil”, disse o juiz Bowskill na quinta-feira.

    “Você então remeteu esse dinheiro para destinatários na Austrália e no Brasil usando o sistema de transferência Hawala, aceitando dinheiro na Austrália e creditando a conta indicada no Brasil com o valor equivalente e vice-versa.

    “Inicialmente você ofereceu esse serviço aos estudantes para pagar taxas de cursos ou para enviar dinheiro de ou para o Brasil. Mas em diversas ocasiões você foi abordado por pessoas desconhecidas que queriam remeter quantias significativas de até US$ 100 mil para contas no Brasil.”

    A acusação acarretava até 25 anos de prisão.

    O tribunal ouviu que ele tinha dois filhos pequenos com uma mulher checa que conheceu na Austrália. Após a sua detenção, ela levou as crianças para a República Checa, para onde ele planeava mudar-se após a sua libertação.

  • Polícia Federal investiga desvio de verba de merenda no Maranhão

    Polícia Federal investiga desvio de verba de merenda no Maranhão

     A Polícia Federal iniciou nesta quarta-feira uma operação em São Luís e outras três cidades do Maranhão — Pinheiro, São Bento e Peri-Mirim — contra o desvio de recursos do Fundo Nacional de Desenvolvimento da Educação para a merenda escolar. O esquema aproveitava-se de uma determinação legal de que 30% do valor para a compra dos alimentos deveriam ir para empreendedores rurais locais e agricultores familiares. Essa parcela era desviada em licitações fraudadas, superfaturamentos e compras simuladas.

    Cerca de 80 agentes cumpriram 18 mandados de busca e apreensão do Tribunal Regional Federal da 1ª Região na operação, batizada de 5ª Potência. Os mandados foram cumpridos em endereços comerciais, residências de políticos e pessoas ligadas a empresas de São Luís e nas sedes de associações de agricultura familiar dos municípios.

    A PF apura irregularidades em contratos das prefeituras de Pinheiro, São Bento e Peri-Mirim com as associações de agricultores. Segundo a investigação, as entidades são geridas na verdade por servidores públicos envolvidos no esquema que “não possuem a mínima capacidade econômica e operacional para o fornecimento da absurda e desproporcional quantidade de alimentos declarados nas notas fiscais e nos contratos”.

    Um exemplo que chamou a atenção da PF foi o fornecimento declarado por uma associação, no fim do ano letivo, de 420 kg de alface, 200 kg de cheiro verde; quase 35 mil pães e 40.600 bananas, quantidade considerada “inviável de ser produzida no local e desproporcional à quantidade de alunos”.

    Os contratos com as principais associações rurais investigadas, entre 2018 e 2021, com indícios de desvio da quase totalidade dos valores recebidos, somam cerca de R$ 3,8 milhões.

    A investigação também levantou provas de fraude e desvio na aplicação dos 70% dos recursos para a merenda escolar que não precisam ir para agricultores familiares ou produtores locais. A PF identificou o repasse de valores das prefeituras para empresas de fachada em São Luís.

    Segundo a PF, o dinheiro ia para políticos, além de pessoas e empresas sem relação com merenda escolar, como construtoras, minimercados, organizadoras de eventos e “limpa fossas”.

  • Natália Guimarães e Leandro, do KLB, casam após 14 anos de união

    Natália Guimarães e Leandro, do KLB, casam após 14 anos de união

    Leandro Scornavacca, do KLB, casou com a Miss Brasil Natália Guimarães na última quarta-feira (23/3). Os dois completaram 14 anos de união e realizaram a cerimônia em São Paulo.

    “Casamos!!! Um pouquinho dessa noite mágica, abençoada e inesquecível em nossas vidas! Obrigada Deus por tantas bençãos e cuidar da nossa história em cada detalhe! Obrigada por cada pessoa que o Senhor escolheu para fazer parte desse sonho, trazendo muito mais que seu trabalho, mas trazendo muito amor tornando esse dia tão especial!”, declarou a noiva.

    A celebração intimista reuniu cerca de 60 convidados, sendo eles amigos e familiares próximos do casal. As filhas gêmeas do casal, Maya e Kiara, de 8 anos, foram as daminhas de honra.

  • Advogado de Cuiabá usa Maçonaria e é acusado de R$ 14 milhões em golpes

    Advogado de Cuiabá usa Maçonaria e é acusado de R$ 14 milhões em golpes

    O advogado Samir de Matos, 44 anos, é acusado de aplicar golpes em mais de 70 pessoas, entre advogados, empresários e até médicos em Cuiabá. Juntas, as vítimas teriam sofrido um prejuízo de mais de R$ 16 milhões.

    Para atrair as vítimas, Samir se passava por advogado de sucesso e membro da Maçonaria, gerando assim a impressão de ser uma pessoa séria e de confiança. Ao “clientes”, prometia intermediar investimentos lucrativos, mas acabou dando um golpe milionário. 

    Somente em dois boletins de ocorrências Samir é acusado de aplicar golpes de mais de R$ 1 milhão em pessoas que fizeram investimentos no mercado financeiro através da empresa Ktrader LTDA-ME, registrada em nome do jurista. Porém, desde o último fim de semana, os registros contra ele aumentaram consideravelmente.

    Em uma das denúncias registrada junto à Polícia Judiciária Civil, nesta segunda-feira (21), a vítima é um advogado de 57 anos. Ele descreve que sofreu um prejuízo de mais de R$ 800 mil. 

    Segundo informações do boletim de ocorrência, a vítima vinha disponibilizando recursos financeiros para investimento no mercado financeiro, recebendo em contrapartida percentual de 5% de lucratividade ao mês com garantia de que nunca teria prejuízo. As contas onde os valores eram aplicados estavam abertas em nome de Samir, de onde também eram feitos os percentuais devolvidos às vítimas.

    A vítima descreveu no registro de ocorrência todos valores e datas das aplicações feitas ao acusado, somando um total de R$ 836.112,20 mil. A contrapartida de rendimento foi realizada até junho de 2021.

    Segundo a vítima, o suspeito apresentava inúmeras “desculpas” pelo atraso nos pagamentos, mas nunca deixou de dar satisfações. No entanto, no último domingo (20), a esposa do suspeito informou que o marido havia desaparecido.

    Segundo a mulher, o deixou na rodoviária de Presidente Prudente, interior de São Paulo, no sábado (19). Disse ainda que Samir lhe afirmou ter apenas três opções: se matar, ser morto ou desaparecer. 

    Ele optou pela última e, após isso, não deu mais notícias. O advogado utilizava o escritório dessa vítima para fechar negócios com os novos investidores.

    Porém, ele nega qualquer participação com os golpes e diz que também foi vítima de Samir. Em outro boletim de ocorrência, registrado por uma mulher de 45 anos e seu filho de 29 anos, o valor investido junto à empresa de Samir chega a R$ 250 mil.

    A mulher disse que os depósitos à Samir foram feitos em entre abril e outubro de 2021 e que recebeu pagamentos dos percentuais de lucratividade somente em até dezembro. Em contato, o advogado disse estava enfrentando problemas com seu CPF e por isso não passava o percentual dos lucros.

    No último dia 20, mãe e filho falaram com a esposa do suspeito, que descreveu os mesmos fatos narrados pela primeira vítima. Um inquérito já foi instaurado pela Polícia Judiciária Civil por meio da Delegacia Especializada de Estelionato e Outras Fraudes de Cuiabá, que está investigando o caso.

    O acusado não foi localizado até o momento. Ele teria ficado num resort de luxo neste mês em Chapada dos Guimarães por três dias.

  • Da periferia ao luxo: quem é Klebim, preso por fazer rifa ilegal de carrões

    Da periferia ao luxo: quem é Klebim, preso por fazer rifa ilegal de carrões

    Dono de uma “frota” milionária de carros, o youtuber Kleber Rodrigues de Moraes, o Klebim do canal Estilo Dub, foi preso na manhã de hoje (21) pela Polícia Civil em Brasília (DF). Acusado de integrar uma associação criminosa interestadual voltada à prática de jogo de azar e lavagem de dinheiro, o influenciador tem uma história marcada por conquistas pessoais e ostentação.

    Presente em diversas redes sociais, Kleber soma mais de 4 milhões de seguidores, entre perfis pessoais e de seu site, “Estilo Dub”, que atualmente está fora do ar. Em seus perfis, é comum vê-lo posando com carrões preparados – a maioria seguindo a tendência “Dub”, de rebaixar a suspensão. Seus carrões foram apreendidos e ficavam guardados na mansão de R$ 4 milhões do influenciador, localizada no Park Way – área nobre da capital federal.

    A Chevrolet Montana rifada por Klebim, além de preparada, tinha mais de R$ 60 mil em som automotivo

    A maior parte do conteúdo gerado por Klebim é focada nas transformações que ele faz em seus veículos, que depois eram rifados no site dfrifas.com.br, igualmente retirado do ar após a prisão. Um dos sorteios mais populares foi de uma Chevrolet Montana que, por vários meses, foi o “xodó” do canal. Além de rebaixada e com motor “mexido”, o veículo tinha cerca de R$ 60 mil de som automotivo instalados na respectiva caçamba.

    Em seus vídeos, o youtuber conta que já chegou a ter cerca de 20 carros simultaneament – no momento da prisão, a polícia apreendeu um Lamborghini Huracán – que deu o nome à operação – e uma Ferrari 458 Spider. Cada um desses esportivos é avaliado em pelo menos R$ 3 milhões.

    Afinal, quem é Klebim?

    Natural de Bela Vista de Goiás, na Região Metropolitana de Goiânia, Klebim diz que a paixão por automóveis nasceu na adolescência, quando assistiu ao filme “Velozes e Furiosos”. Aos 16 anos, morando na periferia de Brasília, Kleber criou o site “Estilo Dub” para colocar em prática os conhecimentos adquiridos em um curso para montar páginas na internet. Na época, ele publicava fotos de carros que tirava em eventos automotivos. Paralelamente, também criou uma comunidade no Orkut e um canal no Youtube.

    Anos depois, Kleber começou a ganhar fama com suas páginas no Facebook e Instagram, além do canal no Youtube. Além da renda com publicidade e visualizações de vídeos, o que é comum entre os influenciadores, as rifas de veículos faziam parte do orçamento.

    Nos seus vídeos, o influenciador de 27 anos fala sempre sobre sonhos e conquistas, e utiliza o estilo “ostentação” para inspirar outros jovens. “Hoje nós é empreendedor, pra várias bocas? fruto de sustento. Esforço e talento, isso aqui nós tem de sobra, dobra a disposição, muita marcha e mão na obra”, disse em sua última publicação no Instagram.

    Por que as rifas são ilegais?

    Segundo a Polícia Federal, uma associação criminosa era capitaneada por influencers como Klebim, que promoviam e rifavam veículos no Instagram e em canais do YouTube. Os veículos eram preparados com rodas, suspensão e som especiais e os sorteios eram anunciados na internet. Como possuíam milhares de seguidores, as rifas eram vendidas com facilidade.

    Os valores angariados seguiam para contas de empresas de fachada, segundo a Polícia Civil,,e eram utilizados para aquisição de novos veículos, registrados em nome de “testas de ferro”. Os criminosos teriam movimentado cerca de R$ 20 milhões em apenas dois anos.

    Chamados pelos próprios realizadores de rifas, sorteios deste tipo não têm registro nos órgãos competentes e se tornaram uma prática extremamente rentável.

    Muitos organizadores tentam passar a impressão de legalidade ao dizer que as rifas promovidas são filantropia premiável e os sorteios, realizados pela Loteria Federal. De fato, essa modalidade de sorteio existe e nada mais é do que um título de capitalização emitido por instituições financeiras sob autorização da Susep (Superintendência de Seguros Privados), cujo resgate é destinado a entidades beneficentes.

    Contudo, a prática não prevê a venda de cotas individualmente e sim a aquisição do título, que dá direito a um ou mais “números da sorte” para concorrer a prêmios.

    Além da filantropia premiável, sorteios também podem ser realizados mediante certificado de autorização da Secap (Secretaria de Avaliação, Planejamento, Energia e Loteria), órgão do Ministério da Economia. Nesse caso, a comercialização de números, como era o caso de Klebim, também é proibida.

    Conforme a Secap, é permitido a uma empresa sortear veículos e outros bens “por meio da venda de seus produtos” – ou seja, uma determinada quantia gasta dá direito a um ou mais números para concorrer aos prêmios. É o que costuma acontecer em ações promocionais de shoppings, por exemplo.

    Cabe às entidades citadas fiscalizar as empresas e investigar eventuais suspeitas ou denúncias de irregularidades.

    ‘Prisão arbitrária’

    No Brasil, apenas a Caixa Econômica Federal tem autorização para realizar venda de números e os respectivos sorteios, por meio das loterias oficiais.

    A defesa de Klebim disse que a prisão é “completamente arbitrária, desproporcional e ilegal”. “[A prisão] é fruto de uma pirotecnia para criar constrangimentos e fatos midiáticos. Confiamos que o poder judiciário corrigirá essa arbitrariedade revogando imediatamente essa prisão”, disse José Sousa de Lima, advogado dos investigados

  • Ex-presidente da Ecovias faz acordo com MP e pagará multa de R$ 12 milhões.

    Ex-presidente da Ecovias faz acordo com MP e pagará multa de R$ 12 milhões.

    Considerado um dos executivos mais influentes do setor de transportes em São Paulo das últimas décadas, o ex-diretor-presidente do grupo Ecovias, Marcelino Rafart de Seras, de 64 anos, assinou um acordo de acordo de não persecução cível com o Ministério Público que prevê o pagamento de uma multa de R$ 12 milhões por crimes que afirma ter cometido em nome da empresa.

    O acordo foi homologado na tarde de hoje pelo Conselho Superior do Ministério Público. Em dezembro, o mesmo conselho já havia homologado acordo com a Ecovias de R$ 638 milhões relacionado aos mesmos fatos. A empresa é a concessionária do sistema Anchieta-Imigrantes, um dos mais importantes e rentáveis do estado.

    Para valer de fato, os dois acordos ainda precisam ser submetidos ao Judiciário paulistano, o que deve ocorrer nos próximos dias. No relato do executivo e de colaboradores da empresa, o grupo Ecovias admitiu ter operado por meio de cartel formado com outros 11 grupos econômicos interessados nas concessões de infraestrutura paulistas desde os anos 90, em governos do PSDB.

    Os 11 grupos econômicos englobam mais de 80 empresas, que devem ser alvo de apurações por parte do MP paulistano.

    Rafart de Seras estava afastado do cargo de diretor-presidente da empresa desde outubro de 2018, após uma operação da Polícia Federal, por decisão do conselho de administração. Em um de seus relatos, o executivo revelou ter pagado propina a seis deputados estaduais de São Paulo para influenciar o relatório final de uma CPI da Assembleia Legislativa que apurava o setor, em 2000. O caso foi revelado em julho do ano passado pela revista Crusoé. Além dos crimes de fraude em licitação e formação de cartel, os inquéritos investigam políticos e funcionários públicos por recebimento de propina. Pelo acordo homologado, o Ministério Público se compromete a não denunciar a Ecovias à Justiça pelos crimes cometidos.

    Obras previstas

    A maior parte da multa paga pela empresa, R$ 400 milhões será investida na construção de um bulevar para dar mais fluidez ao trânsito e evitar congestionamentos na zona sul da capital, próximo à região do Complexo Viário Escola de Engenharia Mackenzie. Uma outra parte será utilizada em melhorias de segurança na rodovia Anchieta que não estavam previstas no contrato de concessão original assinado com o estado..

    Uma outra parte será utilizada em melhorias de segurança na rodovia Anchieta que não estavam previstas no contrato de concessão original assinado com o estado.

    O Ministério Público havia pleiteado que parte dos valores financiassem uma redução da tarifa paga pelo usuário, mas o governo estadual se opôs à medida. Ficou acertado que R$ 200 milhões irão para o caixa da administração estadual. Procurados para falar sobre o caso, os promotores da Promotoria de Justiça do Patrimônio Público e Social não quiseram se manifestar sobre a homologação. Em nota, o PSDB de São Paulo registrou que “não é parte no processo e desconhece o acordo em questão.