Categoria: Brasil

  • China denuncia ‘protecionismo’ dos EUA sobre chips eletrônicos

    China denuncia ‘protecionismo’ dos EUA sobre chips eletrônicos

    Chefe da diplomacia chinesa criticou restrições do governo norte-americano a semicondutores fabricados no país asiático.

    O chefe da diplomacia da China, Wang Yi, criticou neste sábado (18) as restrições dos Estados Unidos às exportações de semicondutores fabricados por empresas chinesas, que ele chamou de uma demonstração de “100% de protecionismo”.

    Estas restrições são “100% egoístas, 100% unilaterais” e representam uma “grave violação do princípio do livre comércio”, afirmou Wang Yi durante a Conferência de Segurança de Munique, criticando uma posição “longe da livre concorrência”.

    Essas restrições testemunham “uma percepção equivocada da China” pelos Estados Unidos, segundo o diplomata.

    “Com essa percepção, os Estados Unidos usam todos os seus recursos para reprimir e difamar a China e encorajam outros países a fazerem o mesmo”, afirmou.

    “Não temos medo da competição, mas queremos uma competição justa, baseada em regras. Os Estados Unidos não”, disse Wang Yi.

    Em outubro, os Estados Unidos, em nome da “segurança nacional”, anunciaram novos controles de exportação, para limitar a capacidade de Pequim de comprar e fabricar chips de última geração “usados para fins militares“.

    Washington procurou impedir Pequim de desenvolver sua própria indústria de semicondutores.

    Na semana passada, durante discurso sobre o Estado da União no Congresso norte-americano, o presidente dos EUA, Joe Biden, também defendeu a produção nacional de chips.

    Os Estados Unidos acusam regularmente a China de espionagem industrial e de representar uma ameaça à sua segurança nacional.

    A China anunciou em dezembro que abriu um processo na Organização Mundial do Comércio (OMC) contra os Estados Unidos por causa dessas restrições.

  • Lucas Soares Fontes esclarece dúvidas sobre leis trabalhistas

    Lucas Soares Fontes esclarece dúvidas sobre leis trabalhistas

    As leis trabalhistas estão passando por constantes transformações. Com isso, os trabalhadores e até mesmo empregadores encontram algumas dificuldades e dúvidas. De acordo com o advogado Lucas Soares Fontes, um dos pontos mais destacados entre os clientes são as questões relacionadas à aposentadoria, casos de demissão, auxílio doença e as cotas do INSS.

    Sobre a aposentadoria, o advogado destaca que as maiores demandas estão relacionadas ao recalculo dos valores dos benefícios. “Há 20 anos ocorreu a correção monetária. Com isso, os aposentados podem revogar os valores do benefício, solicitando o recalculo.  Além disso, pode haver a aplicação das duas metodologias de cálculo (para quem recebia antes da correção e para quem passou a receber depois deste ano, no caso, 1992) e, consequentemente optar pelo valor maior, que é mais vantajoso”, explica Lucas Soares Fontes.

    Neste ponto, o advogado acrescenta que o servidor pode solicitar que sejam utilizados todos os salários de contribuição corrigidos monetariamente pela inflação.

    Sobre os casos de demissão durante a pré-aposentadoria, o advogado explica que quando um trabalhador é demitido durante esse processo, não há uma lei especifica que o defenda, mas há uma normal sindical estabelecida em acordos e convenções coletivas que estabelece uma estabilidade no trabalho, que pode ser de 12 até 24 meses. Caso ocorra a demissão sem justa causa, o trabalhador demitido pode acionar a justiça. “Pelas cláusulas, o correto é que o trabalhador que está prestes a se aposentar não seja demitido sem justa causa. Caso isso aconteça, ele deve recorrer”, destaca Lucas Soares Fontes.

    No entanto, o advogado explica que a ação não é válida quando ocorre a demissão por justa causa.  “Se ele for demitido por justa causa, o que deve ser feito é continuar contribuindo facultativamente com os recolhimentos do INSS até conquistar a aposentadoria”, explica.

    Com relação a acionar a Justiça, o advogado diz que quando isso ocorre, a maior parte dos trabalhadores sai vitoriosa, porque a justiça entende que o empregador que demite um funcionário na pré-aposentadoria, está violando as boas práticas e princípios de valorização social do trabalho, além de afetar a dignidade daquele funcionário.

    Outro assunto que gera dúvidas e faz com que as pessoas procurem a ajuda de um advogado é o auxílio doença. Segundo Lucas Soares Fontes, este benefício é acionado após 15 dias de atestado médico. “A empresa exonera o trabalhador neste período por questões de saúde, mas isso não significa que ele terá estabilidade no emprego. Pode sim ocorrer uma demissão. Isso está nas leis trabalhistas e nas convenções coletivas”, explica o advogado.

    Ainda sobre o auxilio doença, Lucas Soares Fontes diz que é importante destacar que há uma grande diferença entre o auxilio doença comum e o auxilio doença acidentário, que é quando o trabalhador sofre um acidente e apresenta sequelas que comprometem o desempenho normal das funções no trabalho. “Os casos para recebimento dessas cotas são avaliados pelas perícias médicas do INSS. O benefício não será uma aposentadoria, mas sim uma indenização. O funcionário pode continuar trabalhando, mas com funções estabelecidas de acordo com sua saúde”, destaca.

    Por fim, Lucas Soares Fontes diz que cada caso deve ser analisado de forma isolada pela empresa. Assim, tanto o trabalhador quanto o empregador não serão prejudicados.

     “Consultar um advogado e analisar o caso é o mais recomendado para todos os trabalhadores que possuem dúvidas ou se enquadram nesses requisitos citados aqui”, conclui.

  • PM começa a desocupar acampamento bolsonarista em frente ao Exército

    PM começa a desocupar acampamento bolsonarista em frente ao Exército

    Equipes se concentram na área do QG do Exército e conduzem bolsonaristas para sedes das polícias Federal e Civil no DF

    A Polícia Militar do Distrito Federal (PMDF) e o Exército Brasileiro desmobilizaram o acampamento bolsonarista montado em frente ao Quartel-General da Força Armada em Brasília, na manhã desta segunda-feira (9/1). A ação ocorreu de forma pacífica e, segundo a Polícia Federal (PF), resultou na prisão de 1,2 mil pessoas.

    Os militares deram uma hora para os acampados saírem do local e escoltaram os grupos de bolsonaristas em mais de 50 ônibus disponibilizados pela Secretaria de Transporte e Mobilidade (Semob). Os extremistas foram levados para a Superintendência da PF e o Departamento de Polícia Especializada (DPE), da Polícia Civil do Distrito Federal (PCDF).

    Depois de retirarem grande parte dos bolsonaristas, com auxílio das tropas de choque e da cavalaria, os militares entraram no acampamento, de fato, por volta das 9h50.

    Alguns apoiadores do ex-presidente Jair Bolsonaro (PL) choraram, mas continuaram a sair de maneira organizada, nos ônibus do sistema de transporte público coletivo do DF.

    O Exército informou que 1,4 mil indivíduos foram retirados do local para passarem por uma “triagem”, e a PF calcula 1,2 mil foram presos até as 10h30 desta segunda-feira (9/1). Aproximadamente 3 mil bolsonaristas estavam acampados em frente ao QG.

    Por volta das 10h40, restavam praticamente barracas vazias e tendas montadas pelos grupos concentrados no QG.

    A chegada das equipes atende determinação do ministro Alexandre de Moraes, do Supremo Tribunal Federal (STF), que demandou a desocupação da área em até 24 horas. A desmobilização ocorre um dia após os atos de vandalismo registrados contra as sedes dos Três Poderes, nesse domingo (8/1).

    Fuga pelo Noroeste

    Com medo de um possível embate com as forças de segurança e Armadas, os acampados partiram com itens pessoais em mãos, como malas, colchões e estruturas de barracas. No momento, o acesso de veículos à região do QG está proibido.

    Por isso, diversas pessoas deixaram o local por vias que passam perto do Setor Militar Urbano (SMU), por trás do bairro Noroeste.

    Os apoiadores do ex-presidente da República Jair Bolsonaro (PL) se instalaram no local em 30 de outubro de 2022, data do segundo turno das eleições, e permaneceram lá desde então.

    O movimento começou como forma de questionar o resultado legítimo das eleições de 2022 e evoluiu para casos de vandalismo e depredação na área central de Brasília.

    Investigações apontaram que grupos acampados em frente ao QG do Exército tiveram relação com atos terroristas em 12 de dezembro, bem como uma tentativa de atentado perto do Aeroporto de Brasília, também no mês passado.

  • Renan Lemos Villela e Tallita Chaim Villela são alvos de investigação

    Renan Lemos Villela e Tallita Chaim Villela são alvos de investigação

    Em processo judicial já transitado e julgado, o advogado Renan Lemos Villela (foto), sua esposa e influencer, Tallita Chaim Villela (foto), Grupo Villela Brasil, Villela Assessoria, Villela Advogados, Villela Controladoria e outros 49 (quarenta e nove) CPFs, foram alvo de robustas investigações por utilizarem dois laranjas Odenir Freijó Soares e Rogério Marinho.

    Renan e sua quadrilha já tem uma condenação em Ação Civil Pública de nº 0022035-03.2014.5.04.0018 por obrigar funcionários a se converterem.

    A princípio, Tallita Chaim é digital influencer, que acumula seguidores utilizando métodos parecidos com o seu esposo Renan Lemos Villela. Eles, todavia, ostentam bens e valores obtidos por meio de golpes, crimes escuros e fraudulentos. a informação é facilmente obtida com sua conta vinculada a rede social Instagram, onde atua como nome @tallitachaim.

    A quadrilha não tem preocupação e nem vergonha de ostentar o dinheiro obtido através de transações ilícitas. Pode-se acompanhar, por fim, nas redes sociais de Renato Lemos Villela e de sua esposa Tallita Chaim.

    A quadrilha de Renan Lemos Villela e sua atual esposa Tallita Chaim, já abriram mais de 25 (vinte e cinco) empresas. Nesse ínterim, abriram também, 72 (setenta e duas) contas correntes com objetivo de dar calores em fornecedores, funcionários, clientes e até no governo.

    Os laranjas de Renam Lemos Villela

    Conforme contratos sociais anexados ao processo, pessoas humildes como Eloi Pereira da Silva, Odenir Feijó Soares, Rogério Marinho, João Maurício da Rocha Bendel e José Alexandre Bendel,  cooptadas pela fé e, conquistadas pelo advogado Renan Villela e sua esposa Tallita Chaim, por várias vezes utilizaram-lhes como laranjas.

    Nos autos do processo, Renan e sua esposa Tallita, junto com Sueli Maria Dessoy Hubner e Maurício da Rocha, desfrutam de viagens caras e carros de luxo, ao passo que seus sócios  majoritários Odenir Freijó Soares e Rogério Marinho preparam assados em churrasqueira de tijolos e, por último são proprietários de um Chevette 84 e um Fiat Pálio 96, respectivamente, conforme documentos.

  • Banco de ex-investigado pagou jantar com ministros do STF em Nova York

    Banco de ex-investigado pagou jantar com ministros do STF em Nova York

    Dono da instituição já foi alvo de uma ordem de prisão por suspeita de desvios em fundos de pensão

    O Banco Master, do jovem bilionário Daniel Vorcaro, se encarregou de organizar e custear o concorrido jantar oferecido em Nova York no último domingo a ministros do Supremo Tribunal Federal e outros convidados da Brazil Conference, organizada pelo Lide.

    Conhecido como um dos novos “lobos” da Faria Lima, o centro financeiro do Brasil, Vorcaro já foi alvo de investigações por suspeita de fraude em fundos de pensão de servidores públicos e, por isso, chegou a ser alvo de uma ordem de prisão em 2019.

    O jantar foi oferecido no exclusivo restaurante Fasano New York, na região da 5ª Avenida.

    Estiveram presentes os ministros do STF Alexandre de Moraes, Gilmar Mendes, Luís Roberto Barroso e Ricardo Lewandowski.

    Todos eram convidados da conferência do Lide, realizada na cidade americana nos dias 14 e 15, aproveitando o fim de semana prolongado do feriado da Proclamação da República no Brasil. Durante a viagem, os ministros passearam pela cidade e foram alvo de protestos de apoiadores de Jair Bolsonaro.

    O convescote no Fasano foi incluído na programação como “jantar de boas-vindas” aos participantes da conferência.

    Registros obtidos pela coluna mostram que o banco de Daniel Vorcaro encomendou ao Fasano um banquete para 150 pessoas. O restaurante, que não costuma funcionar nas noites de domingo, foi aberto especialmente para a ocasião.

    O cardápio começava com cinco canapés servidos no Baretto, o sofisticado bar do restaurante, ao custo de US$ 65 dólares (cerca de R$ 350) por pessoa. Os convidados podiam experimentar tartare de atum, salmão defumado com caviar, tortelete de trufas e bruschettas de cogumelos Porcini e de steak tartare.

    O jantar em si contou com uma sequência de quatro pratos servidos aos convidados no salão principal do restaurante. No cardápio normal da filial nova-iorquina do Fasano, uma sequência do tipo não sai por menos de US$ 140 (cerca de R$ 750) por pessoa.

    As bebidas foram servidas à vontade, desde a chegada. A carta trazia diversas opções alcoólicas e não-alcoólicas. A lista incluía garrafas do espumante italiano Ferrari, cuja garrafa no Brasil custa pelo menos R$ 350, e vinhos também italianos como o Chardonnay Bruno Rocca, produzido na região do Piemonte, e o Rosso di Montalcino Siro Pacenti, da Toscana. Também havia água de coco, refrigerantes, vodka, tequila, rum e whisky Johnnie Walker Black Label.

    O banco que arcou com a conta do jantar é hoje um dos principais operadores de crédito consignado do país, cultiva relações com pessoas bem-posicionadas nas estruturas de poder e, claro, tem demandas no Judiciário.

    O caso em que o dono da instituição, Daniel Vorcaro, foi alvo de um mandado de prisão envolve a suspeita de desvio de recursos de fundos de pensão de funcionários públicos de prefeituras.

    Antes de ser adquirido por Vorcaro, há cerca de três anos, o Master se chamava Banco Máxima e se meteu em um rosário de confusões. Seu antigo proprietário também esteve envolvido em problemas com a Justiça. Foi denunciado por crimes financeiros e sancionado pelo Banco Central.

    O Banco Master não aparece entre os patrocinadores e apoiadores da conferência do Lide.

    Indagado sobre os motivos pelos quais custeou o jantar, o Master limitou-se a dizer o seguinte, por meio de nota: “O Banco Master é apoiador de eventos, seminários e congressos realizados por várias entidades empresariais há muitos anos. O apoio a este evento ou aos demais realizados em 2022 não implica ao Banco qualquer conhecimento ou influência sobre o tema abordado ou palestrantes”.

    A coluna perguntou ao STF se os ministros que participaram do jantar gostariam de se manifestar e aguarda as eventuais respostas.

    Atualização — Em contato com a coluna, a assessoria de Daniel Vorcaro afirmou que a investigação não foi adiante e que, hoje, ele está juridicamente livre das suspeitas levantadas no procedimento em que foi alvo de uma ordem de prisão. O banqueiro conseguiu uma decisão do Tribunal Regional Federal da 1ª Região, com sede em Brasília, trancando o caso. Nesta segunda-feira, 21, o Banco Master enviou a seguinte nota: “O Banco Master informa que a investigação mencionada (e o mandado de prisão) foi julgada ilegal pelo Tribunal Regional Federal da 1ª Região. Não houve sequer denúncia por parte do Ministério Público Federal. O Banco Máxima, atual banco Master, mudou de controladores em 2019. Nunca os atuais controladores foram denunciados e processados pelo Ministério Público Federal”.

  • Banco investigado na Lava Jato pagou jantar de luxo a ministros do STF

    Banco investigado na Lava Jato pagou jantar de luxo a ministros do STF

    Cardápio contou com iguarias como tartare de atum, salmão defumado com caviar, tortelete de trufas e bruschettas de cogumelos Porcini e steak tartare

    Daniel Vorcaro, jovem bilionário e dono do Banco Master, organizou e custeou, no restaurante Fasano New York, na região da 5ª Avenida, um jantar para os ministros do Supremo Tribunal Federal (STF) e outros convidados da Brazil Conference, organizada pelo Lide, empresa de João Doria, em Nova Iorque.

    Vorcaro, conhecido como um dos novos “lobos” da Avenida Faria Lima, foi alvo de investigações por suspeita de fraude em fundos de pensão de servidores públicos de prefeituras e, por isso, chegou a ser alvo de uma ordem de prisão em 2019. As informações são do portal Metrópoles. 

    De acordo com o jornal, Daniel encomendou ao Fasano um banquete para 150 pessoas. O restaurante foi aberto especialmente para a ocasião. A instituição não aparece entre os patrocinadores e apoiadores da conferência do Lide.

    Fartura 

    O cardápio contou com cinco canapés, ao custo de US$ 65 dólares (cerca de R$ 350) por pessoa. Entre as opções servidas, os convidados podiam optar por tartare de atum, salmão defumado com caviar, tortelete de trufas e bruschettas de cogumelos Porcini e de steak tartare.

    O jantar foi contemplado com uma sequência de quatro pratos, que não saem por menos de US$ 140 dólares (em torno de R$ 750) por pessoa. As bebidas foram servidas à vontade.

    Lava Jato

    O Banco Máxima foi investigado na Lava Jato. Hoje, além da mudança de nome, outros gestores comandam a empresa. O Master nasceu dos ativos do Máxima, mas são pessoas e gestão diferentes.

    Em 2021, segundo o Ministério Público Federal (MPF), dois ex-gestores do Banco Máxima e outras três pessoas tornaram-se réus por crimes financeiros relacionados à instituição, entre 2014 e 2016. O então diretor-presidente do banco, Saul Dutra Sabba, e o diretor jurídico à época, Alberto Maurício Caló, respondem por gestão fraudulenta, prestação de informações falsas ao Banco Central e divulgação de dados inverídicos em demonstrativo financeiro. Com os delitos, os envolvidos pretendiam maquiar o balanço do Máxima para ocultar prejuízos e potencializar a captação de recursos no mercado.

    A denúncia do MPF detalha também as supostas manipulações contábeis que Sabba e Caló realizaram para dissimular a insuficiência de capital do Máxima em declarações destinadas ao Banco Central, de janeiro de 2015 a março de 2016. A aplicação de metodologias diferentes daquelas estabelecidas pela autoridade monetária e a omissão de informações nos cálculos apresentados permitiram ao banco assumir legalmente novos riscos e evitaram restrições à remuneração de seus diretores e acionistas.

    Alberto Maurício Caló

    A assessoria de Alberto Maurício Caló esclarece que:

    Alberto Maurício Caló, ex-Diretor Jurídico do então Banco Máxima, hoje Banco Master, não teve nenhuma participação nas operações relativas à denúncia do Ministério Público Federal. Em relação ao inquérito, Caló alega que o inquérito conduzido pela Polícia Federal concluiu pelo não indiciamento e, por fim, a defesa de Alberto Caló já pediu sua absolvição sumária e eventualmente pedirá o trancamento da ação.

    Cabe ainda esclarecer que Alberto Caló está processando o Banco Central para afastar as acusações administrativas que lhe foram imputadas e já obteve medidas liminares a seu favor.

    Nota do Banco Master

    O Banco Master informa que a investigação mencionada (e o mandado de prisão) foi julgada ilegal pelo Tribunal Regional Federal da 1 Região. Não houve sequer denúncia por parte do Ministério Público Federal.
    O Banco Máxima, atual banco Master, mudou de controladores em 2019. Nunca os atuais controladores foram denunciados e processados pelo Ministério Público Federal. A investigação foi considerada ilegal pois trata de episódios anteriores à aquisição do banco pelos atuais controladores.
    Como faz em diversos seminários e fóruns de discussão empresarial, o Banco Master foi um dos vários patrocinadores da conferência organizada pelo LIDE em Nova York, que também cuidou da organização do jantar referido na reportagem.

  • Pediatra Paula Delai fala sobre agir e ter cuidados preventivos na saúde mental de crianças e adolescentes

    Pediatra Paula Delai fala sobre agir e ter cuidados preventivos na saúde mental de crianças e adolescentes

    O “Setembro Amarelo” é uma campanha realizada no Brasil desde 2015, tendo como objetivo atuar na conscientização sobre a importância que a vida têm e ajudar na prevenção do suicídio. Para médica Dra. Paula Fernanda Delai, “O momento requer atenção para guiarmos assertivamente o comportamento de crianças e adolescentes. Devemos questionar a causa detrás daquele comportamento inusitado, ter conexão emocional e ao mesmo tempo buscar causas relacionadas ás doença mentais.”

    A Pandemia Covid-19 exacerbou os fatores de risco associados ao aparecimento de transtorno mental. “O suicídio pode advir de quadros de depressão, ansiedade, experiências traumáticas na infância ou até mesmo uso de drogas. É importante ter uma escuta ativa e compreensão para ajudar que o paciente consiga uma regulação emocional. Entender o contexto social que a criança está inserida e vertificar histórico familiar de transtorno psiquiátrico”. afirma Paula Delai.

    Dados do Ministério da Saúde apontam que o suicídio é um importante problema de saúde pública no Brasil, com impactos na sociedade como um todo. Segundo dados da Organização Mundial de Saúde- OMS, todos os anos, mais pessoas morrem como resultado de suicídio do que HIV, câncer de mama, guerras ou homicídios. 

    Ainda segundo Paula Delai “É preciso que familiares e professores estejam atentos, que sejam um elo para considerar até pequenas sutilezas, não interpretar um sofrimento aparente como birra ou drama. Esse suporte pode ser o fiel da balança para evitar um fim trágico. Atitudes como estabelecer horário e rotina para as atividades do dia a dia, promover conversas abertas e sem que haja sentimento de culpa ou julgamento alheio, contribuem em propiciar uma boa saúde mental das crianças e jovens. Não deixe produtos tóxicos ou instrumentos perigosos acessíveis á crianças, mantenha-os sempre em local seguro dentro de casa. Preze por segurança e busque ajuda imediata se necessário”. conclui a Pediatra Paula Delai.

  • Empresário é preso por abusar sexualmente de ao menos 10 mulheres em provador de loja

    Empresário é preso por abusar sexualmente de ao menos 10 mulheres em provador de loja

    O empresário Cleidison dos Santos Fernandes, de 31 anos, que estava foragido desde março de 2021, quando foi acusado de abusar sexualmente de pelo menos 10 mulheres dentro de provador de loja em Belo Horizonte (MG), foi preso nesta quinta-feira (27), em Tatuapé, Zona Leste de São Paulo.

    Os crimes de estupro, estupro de vulnerável e importunação sexual, contra mulheres, aconteciam, segundo a Polícia Militar (PM) dentro do provador da loja dele, em um shopping popular, no Centro de Belo Horizonte.

    Ainda de acordo com a Polícia, pelo menos cinco vítimas registraram ocorrência, na internet existem mais de 50 relatos sobre o caso. As vítimas são clientes, modelos e funcionárias da loja Ana Modas.

    Para se manter no anonimato, desde que foi dado como foragido, o homem usava o nome de Wellington Oliveira, segundo o Departamento Estadual de Investigações Criminais da Polícia Civil de São Paulo (DEIC-SP), que realizou a prisão.

    A polícia chegou até o empresário após receber denúncia, informando que um homem foragido da justiça mineira estaria escondido em um edifício no bairro Tatuapé. A 5ª Delegacia de Patrimônio (Investigações sobre Roubo a Bancos), foi quem recebeu as informações.

    Cleidison dos Santos Fernandes, que estava no local informado, admitiu ser procurado, mas ao chegar na delegacia negou os crimes.

    O caso

    O empresário responde na Justiça por uma acusação de abuso sexual. Além deste processo, Cleidison dos Santos Fernandes é investigado pela Polícia Civil por outros casos. Segundo a Polícia Civil de Minas Gerais, as vítimas têm entre 18 e 29 anos e os crimes começaram em 2017.

    A delegada Larissa Mascotte, ao menos 14 mulheres procuraram a delegacia para denunciar o empresário por estupro, estupro de vulnerável e importunação sexual.

    “Foram 14 vítimas que nos procuraram e 11 foram consideradas para fins de indiciamento. Ele foi indiciado pelo crime de estupro por quatro vezes, por estupro de vulnerável – uma vez – e, pelo crime de importunação sexual por cinco vezes”, disse a delegada.

    Além disso, na maioria das vezes, os abusos aconteceram dentro do provador da loja Ana Modas, que está fechada desde que as denúncias vieram à tona.

    Na internet, mais de 50 mulheres compartilharam relatos de abusos sofridos tanto no interior do estabelecimento quanto na casa do homem. Entre as vítimas estão clientes, funcionárias e mulheres procuradas por ele para realização de parcerias com a loja.

  • Alexandre de Moraes cancela passaporte de Allan dos Santos

    Alexandre de Moraes cancela passaporte de Allan dos Santos

    Decisão de Alexandre de Moraes foi comunicada nesta segunda-feira pelo Itamaraty à embaixada brasileira nos Estados Unidos

    O ministro Alexandre de Moraes ordenou o cancelamento do passaporte do blogueiro bolsonarista Allan dos Santos.

    A coluna apurou que a decisão foi comunicada ao Itamaraty e distribuída nesta segunda-feira para a embaixada brasileira nos Estados Unidos.

    O ministro determinou também que o cancelamento do passaporte seja incluído no chamado MAR, o Módulo Alerta e Restrição, do Sistema de Tráfego Internacional. Isso faz com que o blogueiro não consiga se locomover para outros países a partir do território americano, onde vive atualmente.

    A própria situação de Allan dos Santos nos Estados Unidos fica precária: a partir de agora, ele é um indocumentado no país.

    A ordem de prisão

    Moraes ordenou a prisão do blogueiro em outubro de 2021. Ele é investigado por difundir fake news e fazer ataques e ameaças a integrantes do Supremo Tribunal Federal. O ministro também determinou que o governo de Jair Bolsonaro adotasse providências para solicitar a extradição de Allan dos Santos aos Estados Unidos.

    O processo de extradição, porém, segue mal-parado, como mostrou a coluna neste fim de semana. O Ministério da Justiça, responsável por conduzir as tratativas com Washington, diz que a bola está com as autoridades americanas.

    Enquanto isso, Allan dos Santos segue fazendo o que o levou a ser alvo da ordem de prisão. Na semana passada, em Nova York, ele participou de protestos bolsonaristas contra ministros do Supremo que estavam na cidade para uma conferência. Semanas antes, na Flórida, desafiou Moraes a prendê-lo.

     

  • O ministro da Defesa de Lula será um civil, afirma Mercadante

    O ministro da Defesa de Lula será um civil, afirma Mercadante

    O coordenador dos grupos temáticos do Gabinete de Transição, Aloizio Mercadante, disse, nesta sexta-feira (18/11), que o ministro da Defesa do governo do presidente eleito Luiz Inácio Lula da Silva (PT) será um civil.

    “O ministro da Defesa será um civil. Foi um no governo dele e continuará sendo”, falou.

    Até agora, o grupo de transição da área não foi definido, mas Mercadante afirmou que a equipe será “uma bela surpresa”.

    O ex-ministro afirmou que os nomes integrantes serão divulgados na próxima segunda-feira (21/11). O anúncio, no entanto, ainda carece de uma chancela de Lula.

    “O presidente Lula está chegando e vamos fechar o grupo, acho que vocês vão ter uma bela surpresa. Está muito bem construído. Vai ser anunciado no começo da semana, segunda-feira tá resolvido”, pontuou. “Aguardem! Não vamos falar de nomes ainda. Quero primeiro falar com o presidente” completou.

    Segundo Mercadante, a “bela surpresa” será em razão da composição do grupo técnico. “Pela composição do grupo, pela representatividade, pela estatura das pessoas que vão participar. Vai ser uma excelente solução. O grupo é muito representativo para essa tarefa que é o diálogo com as Forças Armadas”, disse.

    Um civil no comando

    Ex-ministro da Defesa do governo de Dilma Rousseff, o senador Jaques Wagner (PT) avaliou, na quinta, ser melhor um civil assumir o posto de ministro da Defesa no novo governo.

    “A sociedade precisa entender que a Defesa não é só uma questão de Forças Armadas, mas de soberania. Eu, pessoalmente, acho que, sem falar de veto, é melhor colocar um civil que vai construir essa ponte para não parecer que é um mundo à parte”, disse o senador.

    Apesar de defender um civil no comando, Wagner considerou que também é necessário ter militares no grupo e que já há diálogos com algumas personalidades. “O grosso das Forças Armadas quer valorização e profissionalização com equipamentos modernos. Acho que isso é o fundamental”, opinou.