Categoria: Brasil

  • Isabel Salgado, ícone do vôlei brasileiro, morre aos 62 anos

    Isabel Salgado, ícone do vôlei brasileiro, morre aos 62 anos

    Com passagens pelas quadras e pelas areias, Isabel é mãe de Maria Clara, Pedro e Carol Solberg, também atletas

    Isabel Salgado, um dos grandes nomes do vôlei brasileiro, morreu aos 62 anos. A ex-atleta sofria da Síndrome Aguda Respiratória do Adulto (SARA), uma condição clínica rara. A informação foi confirmada por amigos próximos.

    A ex-jogadora, que teve passagens pelas quadras e pelas areias, é mãe de Maria Clara Salgado, Pedro Solberg e Carol Solberg, todos atletas do vôlei de praia.

    Carioca, Isabel começou sua carreira no Flamengo e fez história ao se tornar a primeira brasileira a atuar na Europa, em 1980, quando foi atuar no Modena.

     

  • O caso Binance: o que aprendemos com a suspensão de saques e resgates em reais

    O caso Binance: o que aprendemos com a suspensão de saques e resgates em reais

    Clientes da Binance, exchange de criptoativos com o maior volume de mercado no Brasil e no mundo segundo algumas estimativas, não podem resgatar ou depositar valores em reais há mais de uma semana, obrigando usuários a buscarem soluções alternativas.

    O caso é um exemplo do que sinalizei, ainda em abril, em conversa no programa Cripto+ do InfoMoney: usuários estão sujeitos ao impedimento de resgates em reais em função de descumprimento de regras do Banco Central por algumas exchanges e suas parceiras, como já ocorreu no Reino Unido.

    O tema deve ser analisado no contexto das interrupções de saques em empresas como Celsius, Babel, Voyager, Hoo.com e Finblox, dada a recente desvalorização dos criptoativos e a especulação de que perdas causadas pelo uso indevido dos recursos de clientes podem ser a causa da suspensão do serviço. Contudo, precisamos compreender as peculiaridades de cada caso para evitar pânico e desinformação.

    O episódio traz um alerta para os investidores: é preciso conhecer os mecanismos de depósito e resgate de reais nas exchanges, pois as transações com a moeda brasileira podem ser interrompidas diante de problemas com o parceiro local ou com o Bacen.

    Por que as operações com reais foram interrompidas?

    Esses riscos já existem, mesmo antes da edição da lei de ativos virtuais atualmente em tramitação no Congresso Nacional, pois as normas de prevenção à lavagem de dinheiro já se aplicam aos bancos, financeiras e instituições de pagamento.

    Qualquer exchange que permita transações em reais precisa ter acesso ao sistema de pagamentos brasileiro via instituição autorizada pelo BC, mantendo contas bancárias ou de pagamento.

    Para transferir reais para uma exchange, deve-se fazer uma TED ou Pix para uma conta de uma filial ou parceiro local em uma instituição regulada, para as quais o regulador exige que uma série de informações cadastrais e rotinas de supervisão e comunicação de operações suspeitas de lavagem de dinheiro às autoridades.

    Caso a exchange estrangeira não colete esses dados dos seus clientes ou não queira compartilhá-los com o parceiro local, este poderá sofrer atuação do Banco Central, que lhe exigirá informações sobre a efetividade de seus controles internos e o cumprimento da legislação.

    Diante de uma fiscalização, a instituição regulada que atende à exchange tem duas opções: obter as informações e adequar suas políticas e rotinas para continuar a prestar o serviço ou interrompê-lo, caso não entre em acordo com a exchange.

    Segundo informações divulgadas pela imprensa, a interrupção das operações com reais na Binance deveu-se à segunda opção, diante da recusa, pela exchange, do fornecimento de dados de seus clientes brasileiros para o cumprimento de dever regulatório de KYC (Know Your Client), resultando no fim da parceria com a Capitual, que atua no país sem autorização do BC (embora use o nome “Banco Capitual”).

    Polêmica em torno da lavagem de dinheiro

    O tema é delicado porque a Binance se envolveu em uma discussão recente sobre ser um polo de atração para lavagem de dinheiro, por conta de reportagem investigativa feita pela Reuters, cujo teor foi negado pela exchange.

    A Binance foi alvo de investigações e restrições à sua atuação em diversos países (Estados Unidos, Reino Unido, China, Japão, Malásia, Canadá, Cingapura e Turquia) e foi acusada de ter controles pouco efetivos de compliance, utilizado indevidamente dados de clientes e divulgado informações falsas a investidores.

    Publicamente, a exchange tem afirmado que pretende cumprir a regulação existente, ao se aproximar das autoridades e divulgar a obtenção de autorizações na França, Itália e Emirados Árabes. Porém, um olhar mais detido sobre a abrangência destas autorizações e episódios como o comentado aqui sugerem que o discurso e a prática podem estar em descompasso.

    Não se tem certeza sobre a real razão para o rompimento da parceria Binance-Capitual. Há rumores sobre a busca de melhores termos comerciais com outro parceiro, estratégias concorrenciais (o Capitual presta serviços para outras exchanges), discordância com relação ao cumprimento de exigências regulatórias e compartilhamento de dados ou, simplesmente, uma tentativa da exchange de frear saques em um momento de maior incerteza do mercado.

    Lições aprendidas

    Na semana passada, a Binance anunciou uma nova parceria com a Latam Gateway para a retomada de transações com reais. A empresa ainda não tem autorização do Banco Central, mas pode exercer a atividade de emissão de moeda eletrônica, por já prestar esse serviço antes do dia 1º de março de 2021, quando foi editada a Resolução BCB nº 80/2021, que prevê que, até dezembro de 2022, todas as empresas devem entrar com o pedido de autorização.

    Até que a Latam Gateway seja autorizada, penso que a empresa atuará em uma zona cinzenta. Mas, desde logo, as autoridades brasileiras precisarão ter certeza de que serão cumpridas as obrigações de coleta de dados dos clientes e comunicação de operações suspeitas.

    Resta saber, assim, se o BC virá a fiscalizar a Latam Gateway para verificar qualquer descumprimento da regulação vigente , diante do volume de transações e saldos dos clientes, o que pode levar a novas suspensões de operações com reais. Aguardemos os próximos capítulos.

  • Entenda como Andressa Urach tentou sacrificar o próprio filho

    Entenda como Andressa Urach tentou sacrificar o próprio filho

    De acordo com o marido, a ex-modelo teve um ataque psicótico místico e achou que o seu filho era Isaque, filho de Abraão.

    Após tentar sacrificar o próprio filho durante um surto psicótico, a ex-modelo Andressa Urach foi internada em uma clínica pelo marido, Thiago Lopes, há pelo menos duas semanas, conforme ele mesmo contou em um vídeo publicado em seu canal no Youtube.

    Além de informar aos fãs de Andressa sobre o seu estado de saúde, Thiago também anunciou que irá pedir o divórcio e a guarda de Leon, filho que ele teve com Urach recentemente.

    Segundo Thiago, Andressa acreditava que o filho era Isaac, filho de Abraão, que, segundo a bíblia, Deus teria pedido que Abraão o desse em sacrifício.

    “Ela chegou a falar que o Leon seria o Isaac [personagem bíblico], que [eu] oferecesse o sacrifício do Leon. São coisas totalmente desconexas da realidade. […] Foram várias coisas assustadoras, que são tristes de falar, mas não tive outra opção”, afirmou.

    Por fim, ele disse que vai deixar a mulher por uma doença psiquiátrica.

    Assista o vídeo e entenda o que disse Thiago sobre o fim do casamento e a tentativa de sacrifício do filho.

  • Operação Circuito Fechado investiga desvio de R$ 8,5 milhões

    Operação Circuito Fechado investiga desvio de R$ 8,5 milhões

    Dono de equipe de stock car afirma estar tranquilo e contribuindo com as investigações envolvendo o programa Pró-Esporte da Secretaria do Esporte e Lazer do RS

    A Operação Circuito Fechado, deflagrada na quarta-feira (9) para apurar supostos desvios de R$ 8,5 milhões do programa Pró-Esporte RS, tem como principal alvo repasses envolvendo o automobilismo da categoria Stock Car Light. O Rio Grande do Sul possui apenas uma equipe nesta categoria, que é a Motortech Competições, de Caxias do Sul. O proprietário, Adilson Morari, admite ser um dos investigados e afirma estar tranquilo de sua inocência e colaborando com as investigações.

    O empresário se manifestou na manhã desta quinta-feira (9). Ele relatou que sabia das investigações e que teve documentos apreendidos durante os mandados de busca e apreensão na Serra. No total, foram 12 mandados de busca e apreensão em Caxias do Sul e em Porto Alegre.

    — O que posso dizer é que somos alvos da investigação, desta suposta fraude noticiada, e que cumpriram os mandados de busca e apreensão ontem. Estamos colaborando com tudo o que a investigação pediu. De fato, trabalhamos com Pró-Esporte desde o início e sempre tivemos nossa prestação de contas aprovadas. Fizemos tudo dentro que a lei permitia e nos colocamos a disposição da Justiça para esclarecer — afirma Adilson Morari.

    No site da Motortech, há um portal da transparência e é possível ver que a equipe conta com o apoio do Pró-Esporte RS.

    Não sei quantos projetos são investigados, mas, como citei, participamos desde o início do Pró-Esporte. Pelo levantamento que fiz, tivemos aprovado R$ 2,5 milhões neste biênio 2019/2020 (que é o período que tiveram apontamentos de desvios, segundo a investigação). Bem longe destes R$ 8,5 milhões noticiados (que envolve todos os investigados).

    Questionado sobre o envolvimento de funcionários públicos na suposta fraude, como indica a investigação, Morari afirmou desconhecer qualquer informação neste sentido e alegou que sempre foi “muito difícil aprovar um projeto”.

    — Precisa ter um know-how (experiência e conhecimento sobre um tema) e ter o retorno para o Estado. O automobilismo chama atenção e nossa equipe já foi campeã várias vezes. Damos um retorno de mídia muito grande ao patrocinador. Tem televisão ao vivo e uma série de divulgações. É óbvio que as empresas sempre apoiaram. Mas, sempre fizemos tudo dentro do que a lei permitia e nos colocamos à disposição da Justiça para esclarecer — reforça Morari.

    Segundo a Polícia Civil, são 15 investigados na Operação Circuito Fechado. Há representantes de duas associações esportivas que solicitaram recursos do projeto vinculado ao esporte, um ex-dirigente de uma destas entidades, empresários, servidores e um ex-funcionário da Secretaria Estadual do Esporte e Lazer. Na ação policial de quarta-feira, uma pessoa foi presa por posse irregular de arma de fogo.  Os nomes não foram divulgados

    — De Stock Car Light, somos a única equipe. Em todo o Sul do Brasil, só tem a Motortech. Então, piloto que quer participar, tem que nos procurar. Mas o piloto pode fazer projeto (no Pró-Esporte) com qualquer entidade. A equipe é uma coisa, a entidade que faz projetos é outra coisa. Pilotos podem buscar outras entidades, não apenas a da Motortech — explica Morari.

    No site da equipe, o projeto Desafio da Velocidade 2021, realizado entre fevereiro de 2021 e dezembro do ano passado, é divulgado como contemplado no Pró-Esporte. O projeto tem como objetivo  financiar a participação do piloto Gabriel Robe na temporada 2021 da Stock Car Light. O valor total é de R$ 1.178.413, sendo financiado pelo Pró-Esporte RS a quantia de R$ 669.936.

    A Operação Circuito Fechando é liderada pela 1ª Delegacia de Polícia de Combate à Corrupção do Departamento Estadual de Investigações Criminais (Deic). Os investigadores afirmam ter provas de que sete projetos teriam sido contemplados irregularmente. No caso, Estado repassou R$ 8,5 milhões entre 2019 e 2020. A liberação destas verbas não passou na prestação de contas e foram detectadas várias notas frias e duplicadas.

    A Motortech Competições

    Fundada em 2006 por Adilson Morari, a Mortortech Competições é tricampeã da Stock Light, que serve de base para a principal categoria do automobilismo nacional – a Stock Car. Os títulos na categoria foram conquistados pelos pilotos Márcio Campos (2015 e 2016) e Gabriel Robe (2017).

    Em 2022, a Stock Car Light foi rebatizada para Stock Car Series. Para a disputa da categoria, a Motortech conta com três pilotos, um chefe de equipe e três mecânicos para cada carro. A equipe da Motortech também já disputou em outras categorias, como Pick-up Racing, Copa Montana e Mercedes-Benz Challenge.

    Suposto desvio de verbas

    De acordo com a polícia, o regulamento do Pró-Esporte RS permite apenas um projeto por vez para cada associação interessada, mas os investigados teriam usado documentos falsos para burlar o sistema e se revezavam nos programas apresentados para serem contemplados com os recursos o maior número de vezes possível. E sempre por meio de duas associações esportivas diferentes que, na verdade, seriam das mesmas pessoas.

    Segundo a investigação, em parte, o dinheiro iria para financiar pilotos da Stock Car Light — a entidade organizadora da categoria não tem ligação com a fraude. Mas a verba do projeto também seria desviada por meio de notas fiscais suspeitas, principalmente para pagamento de empresas especializadas em transportar os carros usados nas corridas. Na verdade, os valores seriam divididos posteriormente entre os investigados, além de não gerar arrecadação de impostos.

    Os crimes apurados são contra a fé pública, estelionato contra a administração pública, corrupção ativa e passiva e associação criminosa. Os mandados judiciais de busca, com o objetivo de localizar e apreender documentos, equipamentos eletrônicos, entre outros, ocorreram nas sedes das duas associações, em duas empresas, nas casas dos representantes destas associações e empresas e de alguns servidores.

  • Lucas Soares Fontes fala sobre combate à sonegação fiscal

    Lucas Soares Fontes fala sobre combate à sonegação fiscal

    “O Brasil não precisa cortar despesas, mas sim aumentar a receita.” Esta afirmação é do advogado e gestor público Lucas Soares Fontes, que aponta o combate à sonegação fiscal como um dos principais mecanismos para financiar os serviços públicos, como previdência, saúde entre outros.

    De acordo com a Organização das Nações Unidas (ONU), evasão somada à sonegação fiscal de empresas brasileiras e pessoas físicas chega a 27% do total que o setor privado deveria pagar em impostos no Brasil. Para Lucas Soares Fontes, defende-se muito, hoje, cortar despesas com previdência, saúde entre outros setores, enquanto que bastaria combater essa fraude. “O valor arrecadado com a sonegação combatida daria para cobrir todos esses gastos do INSS, por exemplo”, afirma.

    Na opinião do advogado e gestor público, o combate à sonegação fiscal é muito mais educativo do que punitivo, ou seja, está mais relacionado ao direito civil e tributário do que ao direito penal. “Apesar de prever pena de prisão para os sonegadores, a legislação tributária contribui muito pouco para evitar a fraude. Temos como exemplo os próprios programas de parcelamento, que ao invés de aumentar a arrecadação, acabam mesmo é incentivando a sonegação por meio das incontáveis benesses oferecidas aos sonegadores”, destaca Lucas Soares Fontes.

    Além das leis flexíveis, Lucas Soares Fontes aponta, ainda, a ausência de investimentos no combate à sonegação fiscal com um dos principais motivos para essa fraude no Brasil ser tão elevada. Para o advogado e gestor público, uma das formas de combater a sonegação é por meio do aumento da transparência e da informatização, uma vez que a ocultação de documentos e a falta de registros, os chamados contratos de gaveta, estão entre os principais mecanismos de sonegação.

    “A tecnologia está cada vez mais presente nas nossas vidas e, apesar da alta capacidade de integração entre as cidades, muitas administrações ainda estão com seus equipamentos defasados. Softwares cada vez mais modernos de cruzamento de dados e de controle de integração surgem de tempos em tempos, porém, é necessário um investimento maior em infraestrutura pelas administrações, bem como em pessoal especializado”, afirma Lucas Soares Fontes.

    Ainda segundo o advogado e gestor público, é preciso criar critérios contábeis de âmbito nacional, uma vez que cada estado ou município possui formas diferentes para tributação, como o informe renda e valores de imóveis. “Tem empresas, por exemplo, que tributam lucro com base na norma de um estado e o prejuízo com base na norma de outro estado ou de um município. Ainda existe muita confusão legislativa nisso, o que abre margem para a fraude”, conclui Lucas Soares Fontes.

  • Polícia investiga grupo que estaria usando nome da maçonaria para aplicar golpe

    Polícia investiga grupo que estaria usando nome da maçonaria para aplicar golpe

    Vítima diz que os líderes oferecem ganho de status na instituição com base em investimentos em dinheiro. E com lucros absolutamente fora da realidade do mercado financeiro, como numa pirâmide.

    A polícia investiga um grupo que estaria usando o nome da maçonaria para aplicar golpes. As pessoas que se dizem vítimas foram atraídas pela internet com promessas de lucrar muito em aplicações financeiras.

    O caso está sendo investigado pela delegacia de Campo Grande, na Zona Oeste do Rio. E já existe uma notícia crime registrada no Ministério Público por duas pessoas que dizem terem sido vítimas do golpe.

    Elas afirmam que foram atraídas por promessas de crescimento pessoal, profissional e financeiro feitas pela grande loja de estudos maçônicos — a Glemb RJ. Trata-se de uma espécie de “denominação maçônica”, que nada tem a ver com a maçonaria tradicional.

    Os denunciantes não querem aparecer porque têm medo de represálias. Eles queriam se tornar maçons e encontraram uma proposta na página da Glemb RJ numa rede social.

    “Eu vendo na internet, no Facebook, né, apareceu lá assim: ‘venha ser maçom, seja maçom’. Tem aquele link ‘saiba mais’. Eu cliquei no link e ele foi dando todo um direcionamento para me cadastrar, botar meu nome, endereço, documento”, diz uma vítima.

    A primeira condição para ter a inscrição aceita é comprar um relógio de R$ 150. Em um vídeo do ano passado, Ozni Batista aparece num jantar de gala para a entrega de relógios. Segundo os denunciantes, ele se apresenta como grão-mestre, o mais alto cargo da maçonaria.

    Depois do gasto com o relógio, os denunciantes dizem que uma nova despesa para a iniciação na suposta maçonaria. Eles contam que a denominação afirmou ter aberto uma iniciação antecipada em 2021 e pediu para que os interessados usassem o 13º para entrar ainda naquele ano.

    “Aí eu peguei meu 13º e paguei R$ 1.997. A gente pagou, mas não iniciamos em 2021. Foi só em fevereiro”, disse um dos interessados.

    A vítima diz que os líderes oferecem ganho de status na instituição com base em investimentos em dinheiro. E com lucros absolutamente fora da realidade do mercado financeiro, como numa pirâmide.

    “Ofereceram um investimento atraente sócio platinum, ele prometia de 18 a 30% sobre o investido. Aporte de 40 salários mínimos. Eu fiz um empréstimo em 2 bancos de 40 mil e aí 18%, eu me baseava no mínimo, dava pra pagar o empréstimo e sobrava. Mas eles pagaram 2 meses e em julho não pagavam mais, agosto com 10 por cento, 2 vezes, só que pagavam agosto e não pagavam mais. novembro e nada.”

    A reportagem do RJ2 obteve comprovantes de um Pix de R$ 16 mil e outro de R$ 24 mil que mostram pagamentos que teriam sido feitos ao esquema. Os dois para a Sociedade Wolf Fehu de Desenvolvimento Humano, que é de propriedade de Lídia Pontes Batista.

    Lídia é mulher de Ozni Batista, que recebeu a terceira transferência de R$ 50 mil.

    Uma única pessoa depositou, no total, de R$ 90 mil. Outra vítima vendeu um carro e transferiu para a Sociedade Wolf Fehu R$ 33 mil. E nada de rendimentos, nem de retorno dos chefes do grupo.

    “É feita uma lavagem cerebral em cima dos membros. O poder de persuasão que eles têm… Eu vendi o meu veículo para estar entrando nesse aporte dentro do sócio platinum.”

  • A empresa pode monitorar a atividade dos funcionários nas redes sociais dentro do trabalho?

    Advogada especializada em Direito Trabalhista explica que empresa tem esse direito, mas ressalta que o acesso não é irrestrito.

    Em um mundo cada vez mais digitalizado e integrado, o uso de redes sociais no dia a dia profissional virou rotina. É difícil encontrar alguém que não utilize plataformas de trocas de mensagens ou outras mídias sociais – seja para fins pessoais ou profissionais – em máquinas ou redes fornecidas pelas empresas.

    Mas esse hábito pode ser perigoso. Em outubro, um caso ganhou repercussão na mídia na região do Triângulo Mineiro e levantou um importante debate: quais os direitos e os deveres do funcionário e da empresa no que diz respeito ao uso de redes sociais no trabalho?

    Entenda o caso

    Após demitir uma colaboradora, um dos sócios da “L&D Centro Especializado em Emagrecimento e Estética Eireli” acessou o aplicativo WhatsApp Web em um dos computadores da empresa – que era utilizado pela ex-funcionária – e encontrou uma conversa da mulher falando sobre um possível romance extraconjugal entre este sócio e uma outra colaboradora.

    A reação foi convocar uma reunião com toda a equipe e expor os prints das mensagens – que foram trocadas com uma terceira funcionária que ainda estava na empresa. Em depoimento, essa empregada contou que, além da exposição dos prints, o sócio utilizou o espaço da reunião para esclarecer que os boatos não eram verdadeiros e chamar a antiga colaboradora de “falsa e incompetente”.

    O caso, então, foi parar na Justiça, que condenou a empresa a pagar uma indenização de R$ 6 mil para a ex-funcionária por danos morais. A empresa recorreu, mas a decisão foi mantida em 2ª instância, pois o juiz Leonardo Passos Ferreira entendeu que houve invasão de privacidade.

    De acordo com Elenir Imperato Bueno, advogada especializada em Direito Trabalhista, a decisão do juiz foi acertada, justamente pela quebra da privacidade e a exposição da ex-funcionária.

    Entretanto, se o sócio não tivesse exposto os prints para outras pessoas e resolvesse processar a mulher por calúnia e difamação, a advogada pontua que ele poderia, até mesmo, ganhar o caso, principalmente porque a troca de mensagens estava registrada em uma máquina da empresa.

    O juiz do caso, inclusive, comentou na decisão que “ainda que fossem reprováveis as fofocas propagadas, as conversas particulares jamais poderiam ter sido divulgadas a terceiros, sobretudo da forma grosseira e explosiva como ocorreu. Toda a situação poderia ter sido conduzida de modo mais discreto e respeitoso”.

    “O FUNCIONÁRIO QUE USA EQUIPAMENTOS DA EMPRESA PRECISA REALMENTE TER ATENÇÃO E TOMAR CUIDADO PORQUE O PATRÃO PODE VERIFICAR A ATIVIDADE QUE É REALIZADA NO APARELHO CORPORATIVO – MESMO QUE ELE NÃO POSSA EXPOR OS FUNCIONÁRIOS”, COMENTA ELENIR.

    Quais são as regras?

    A ADVOGADA DESTACA QUE A TECNOLOGIA FUNCIONA COMO UM FACILITADOR NO ÂMBITO PROFISSIONAL, JÁ QUE ELA POSSIBILITA A APROXIMAÇÃO DE PESSOAS EM DIFERENTES LOCAIS, A REALIZAÇÃO DE DIVERSAS TAREFAS EM MENOS TEMPO E OUTRAS ATIVIDADES. EM CONTRAPARTIDA, É NECESSÁRIO EVITAR O USO DOS EQUIPAMENTOS CEDIDOS PELA EMPRESA PARA FINS PESSOAIS.

    CLARO QUE HÁ EXCEÇÕES. “É INVIÁVEL QUE ATUALMENTE, POR EXEMPLO, UMA EMPRESA QUEIRA QUE UM PROFISSIONAL DE COMUNICAÇÃO NÃO ACOMPANHE O QUE ACONTECE NAS REDES SOCIAIS, FAZ PARTE DO TRABALHO”, AFIRMA ELENIR.

    PARA ALGUNS CASOS, INCLUSIVE, O FUNCIONÁRIO ACABA USANDO SUAS PRÓPRIAS PÁGINAS PARA A EXECUÇÃO DE SUAS ATIVIDADES PROFISSIONAIS. NESSE SENTIDO, A ADVOGADA AFIRMA QUE “O ACESSO NÃO É IRRESTRITO POR PARTE DO PATRÃO” E QUE É NECESSÁRIO QUE A EMPRESA MANTENHA O BOM SENSO, SEM VIOLAR A PRIVACIDADE E A INTIMIDADE DO COLABORADOR.

    PARA PROFISSÕES QUE PEDEM SIGILO, COMO JORNALISTAS COM SUAS FONTES, ADVOGADOS COM SEUS CLIENTES E MÉDICOS OU PSICÓLOGOS COM SEUS PACIENTES, POR EXEMPLO, A VERIFICAÇÃO DE CONVERSAS POR MEIO DE APLICATIVOS DE MENSAGENS OU REDES SOCIAIS, MESMO QUE EM MÁQUINAS DA EMPRESA, NÃO É MEDIDA LEGAL.

    DE TODO MODO, ELENIR RESSALTA QUE “FUNCIONÁRIOS NÃO TÊM QUE FALAR MAL DA EMPRESA EM QUE TRABALHAM OU QUE JÁ TRABALHARAM EM REDES SOCIAIS, PRINCIPALMENTE EM MÁQUINAS CORPORATIVAS”.

    ELA LEMBRA QUE, DE ACORDO COM O ART. 482 DA CONSOLIDAÇÃO DAS LEIS DO TRABALHO (CLT), CONSTITUEM JUSTA CAUSA PARA RESCISÃO DO CONTRATO DE TRABALHO PELO EMPREGADOR: ATO LESIVO DA HONRA OU DA BOA FAMA OU OFENSAS FÍSICAS PRATICADAS CONTRA O EMPREGADOR E SUPERIORES HIERÁRQUICOS, SALVO EM CASO DE LEGÍTIMA DEFESA, PRÓPRIA OU DE OUTREM. O MESMO ARTIGO PODE SERVIR COMO UMA BASE PARA PROCESSAR O FUNCIONÁRIO QUE COMETA ALGUM DOS ATOS.

  • Saiba quem é o bolsonarista preso por atacar policial da PRF com barra de ferro em SC

    Saiba quem é o bolsonarista preso por atacar policial da PRF com barra de ferro em SC

    Willian Jaeger foi preso em flagrante na última segunda-feira (7) após agredir um agente da Polícia Rodoviária Federal (PRF) com uma barra de ferro durante bloqueio de uma rodovia em Rio do Sul, em Santa Catarina.

    O ataque aconteceu em um trecho da BR-470 em frente a uma loja da Havan, rede varejista cujo dono, Luciano Hang, é apoiador do presidente Jair Bolsonaro (PL). A barra de ferro atingiu a cabeça do policial, que usava capacete no momento da agressão.

    Piloto de automobilismo, Jaeger pertence a uma família do setor de construção civil que atua na região sul do país fornecendo estruturas pré-fabricadas de concreto e metal. A Pré-Fabricar, empresa da família, enviou um caminhão para participar do bloqueio.

    Nas redes, o bolsonarista alterna postagens sobre automobilismo e manifestações de apoio a Bolsonaro (PL), além de críticas ao PT. Durante a pandemia, fez publicações negacionistas, ecoando o discurso do chefe do Palácio do Planalto.

    Jaeger é filho do empresário Frederico Jaeger Neto, que tem negócios nos ramos de bebidas, administradoras de bens e pecuária. A maioria das empresas fica no Vale do Itajaí, região leste de Santa Catarina.

    O Ministério Público de Santa Catarina (MP-SC) informou que ao menos doze empresários e políticos locais que organizaram manifestações nas rodovias do estado já foram identificados. Os nomes dos financiadores permanecem sob sigilo.

  • Após resultado da eleição, pastor “profetiza” morte de Lula

    Após resultado da eleição, pastor “profetiza” morte de Lula

    “Eu profetizo a morte dele, mas a igreja não para, ele não termina o mandato”, disse o pastor Juraci da Costa Cândido no altar da igreja.

    Um vídeo polêmico de um pastor tem circulado nas redes sociais após o resultado das eleições do último dia 30 de outubro.

    Em um culto, durante a mensagem, o pastor Juraci  “profetiza” que Lula irá morrer por ter ganhado as eleições.

    Antes da declaração, o religioso pede para que seja filmado e se dirige para alguém que está transmitindo o culto e diz:

    “Pode filmar, filma aí, em nome de Jesus. Ninguém para a igreja do Deus altísssimo… [fala em línguas], seja quem quiser, quem ganhar. Se o Lula ganhar, e ele ganhou, eu profetizo a morte dele, mas a igreja não para, ele não termina o mandato”, disse o pastor.

    A declaração foi feita Igreja Assembleia de Deus, ADOP, em Andirá, no Paraná.

  • Cozinheiro das drogas na cracolândia é preso em operação da Polícia de São Paulo

    Cozinheiro das drogas na cracolândia é preso em operação da Polícia de São Paulo

    Cozinheiro das drogas na cracolândia é preso em operação da Polícia de São Paulo

    Cozinheiro das drogas na cracolândia é preso em operação da Polícia de São Paulo

    Ailton Tenório Mota Cavalcante, também conhecido como Buda, foi detido quando chegava em seu veículo com uma menor de idade, que alegou estar de carona.

    A Polícia de São Paulo prendeu Ailton Tenório Mota Cavalcante, conhecido como “O cozinheiro da droga” e um dos maiores fornecedores de crack e cocaína na Cracolândia.

    Ailton, também conhecido como Buda, foi detido quando chegava em seu veículo com uma menor de idade, que alegou estar de carona. Durante as buscas feitas no apartamento dele, foram encontradas panelas, facas, colheres, potes de plástico, balanças, e insumos para preparação de crack. Todos recobertos com muitos resquícios da droga.