Categoria: Brasil

  • Empresário suspeito de mandar matar membros do PCC é solto com tornozeleira

    Empresário suspeito de mandar matar membros do PCC é solto com tornozeleira

    Antônio Vinicius Lopes Gritzbach é denunciado pelo Ministério Público por ser o mandante do assassinato de liderança do PCC

    O Superior Tribunal de Justiça (STJ) decidiu por unanimidade suspender a prisão preventiva e deixar em liberdade, com medidas cautelares alternativas, o empresário Antônio Vinicius Lopes Gritzbach (foto em destaque), suspeito de ser o mandante do assassinato de dois membros do Primeiro Comando da Capital (PCC).

    Com base na decisão, o Tribunal de Justiça de São Paulo (TJSP) determinou, na quarta-feira (7/7), que o empresário deixasse o sistema prisional, onde estava encarcerado preventivamente.

    De acordo com alvará de soltura, Gritzbach usa tornozeleira eletrônica e também precisará seguir regras fora da cadeia por ainda ser processado pelo duplo assassinato.

    O TJSP determinou ainda que ele preste contas mensalmente de suas atividades, não viaje, permaneça em casa no período noturno e em dias de folga. O passaporte do empresário também foi retido.

    A desembargadora Ivana David, do TJSP, na manhã deste sábado (10/6), que, apesar da soltura, “nem de longe o acusado deixou de ser responsabilizado criminalmente.”

    “É importante deixar claro. Não foi o TJ de São Paulo que fez isso [tomou a decisão de libertar o acusado]. O tribunal jamais daria essa liberdade para dois crimes hediondos, com pena de 12 a 30 anos cada um. O STJ entendeu que ele pode ficar aguardando o julgamento fora do sistema prisional. Mas que fique claro que ele não foi absolvido.”

    Bitcoins

    Segundo o Ministério Público de São Paulo (MPSP), Gritzbach teria mandado matar Anselmo Becheli Santa Fausta, conhecido como Cara Preta, e Antônio Corona Neto, o Sem Sangue, motorista de Anselmo. Ambos eram membros do PCC, facção com a qual Gritzbach manteria negócios na área de bitcoins e criptomoedas.

    O duplo homicídio ocorreu em 27 de dezembro de 2021 e teria sido cometido em parceria com o agente penitenciário David Moreira da Silva. Noé Alves Schaum, denunciado por ser o executor dos membros do PCC, foi assassinado em 16 de janeiro do ano passado. Ele teve a cabeça arrancada e jogada em uma praça no Tatuapé, na zona leste da capital paulista.

    Lavagem de dinheiro e morte

    Gritzbach, ainda de acordo com o MPSP, lavava dinheiro para Cara Preta usando operações com bitcoins e investimentos no ramo imobiliário. Após uma disputa entre os dois, em que Cara Preta estaria cobrando a devolução de valores, o empresário teria mandado matar o parceiro de negócios.

    O empresário foi preso em 2 de fevereiro deste ano em um resort de luxo na Bahia. Em 1º de março, ele foi transferido para São Paulo. Na ocasião, uma força-tarefa com integrantes do Grupo Especial de Reação foi mobilizada para a transferência, com o objetivo de evitar uma tentativa de fuga e garantir a segurança da operação.

    Gritzbach foi levado primeiramente ao Departamento de Homicídios e de Proteção à Pessoa (DHPP), no centro paulistano, para trâmites burocráticos, e, depois, transferido para a penitenciária de Tremembé, no interior, conhecida como “prisão dos famosos”. Nela estão encarcerados criminosos condenados por crimes de repercussão nacional.

    Ainda em março, o empresário foi removido da P-2 de Tremembé, em que tinha condições melhores, para um presídio mais perigoso, controlado pelo PCC, no oeste paulista.

    Em um pedido de habeas corpus, feito no fim de março, a defesa pediu que o empresário respondesse ao crime em liberdade, alegando que ele sofria ameaças de morte. Na ocasião, foi afirmado que Gritzbach é inocente e não teve envolvimento na morte dos criminosos.

    Procurado neste sábado, o advogado Ivelson Salotto não havia dado retorno até a publicação desta reportagem. O espaço segue aberto para manifestações.

  • Homem é preso sob suspeita de estupro de vulnerável em banheiro do estádio do Corinthians

    Homem é preso sob suspeita de estupro de vulnerável em banheiro do estádio do Corinthians

    Crime foi flagrado durante a Fanfarra Festival. Outras dez foram presas com 31 celulares furtados durante o evento.

    Um homem de 19 anos foi preso em flagrante por estupro de vulnerável na Neo Química Arena, estádio do Corinthians, na Zona Leste de São Paulo, durante a Fanfarra Festival, que aconteceu no domingo (25) . A vítima, de 19 anos, estava desacordada num banheiro químico quando seguranças do evento acionaram a Polícia Militar. A vítima foi levada ao hospital para atendimento médico.

    De acordo com a Secretaria da Segurança Pública (SSP), o suspeito foi conduzido ao 24º DP.

    O suspeito teria falado na delegacia que teria ficado com a vítima durante a festa e negado a acusação de estupro, mas foi preso em flagrante.

    Em nota, o Sport Club Corinthians Paulista informou que tomou conhecimento da denúncia e investigação de crime de violência sexual. “O Clube se solidariza com a vítima, repudia qualquer tipo de violência e se coloca à disposição da jovem, da família e das autoridades para auxiliar no que for preciso”, diz o texto.

    Segundo o comunicado, a organização dos eventos realizados por terceiros na Arena é de total responsabilidade das empresas que alugam o espaço, incluindo o acesso e a segurança dos frequentadores.

    Procurada, a organização do evento não havia se manifestado até a última atualização desta reportagem.

  • Grupo BNK é um dos melhores no quesito satisfação ao cliente

    Grupo BNK é um dos melhores no quesito satisfação ao cliente

    Além da excelência prestação de serviços, para fortalecer a satisfação ao cliente, Grupo BNK esclarece dúvidas sobre a contemplação de consórcio. 

    O Grupo BNK, empresa de contemplação de consórcio é um referencial quando o assunto é satisfação ao cliente. A empresa atua desde 1987, cumprindo com êxito o slogan “sua maior conquista é o nosso sonho!”, fazendo com que cada vez mais pessoas se sintam felizes e realizadas com a aquisição de novos bens. 

    Sendo assim, o Grupo BNK desenvolve um excelente trabalho em prol do autofinanciamento de automóveis, motos, veículos pesados, imóveis ou serviços como reformas, estudo, viagens e até mesmo cirurgias ou procedimentos estéticos. 

    No entanto, para garantir a satisfação ao cliente, a empresa atua com total transparência, esclarecendo alguns pontos importantes. Dentre eles, o fato de que, embora a contemplação de consórcio pareça algo simples, é indispensável que o cliente seja aprovado com uma carta de crédito. Além disso, é importante destacar que todo o processo de contemplação de consórcio precisa ser regido e fiscalizado pelo Banco Central do Brasil. Sendo assim, o Grupo BNK é um representante autorizado e fiscalizado pela Instituição. 

    Grupo BNK esclarece ainda que todos os consorciados possuem oportunidades iguais de contemplação, que acontecem mensalmente durante as Assembleias. Para participação, é importante que os consorciados quitem as mensalidades em dia.

    Além disso, para garantir a satisfação ao cliente, o Grupo BNK detalha que todos os pontos relativos ao consórcio devem estar definidos e esclarecidos já no contrato de adesão. Sendo assim, é essencial  ler atentamente o documento antes de assinar.

    Para mais informações ou esclarecimento de dúvidas, acesse o site: www.grupobnk.com.br

  • Dois homens são presos com mais de mil unidades de droga em São José dos Campos, SP

    Dois homens são presos com mais de mil unidades de droga em São José dos Campos, SP

    Foram apreendidos invólucros de “Skank”, “Space K9”, maconha, pedras de crack, pinos com cocaína, pedaços de maconha, além de dinheiro.

    Dois homens, um de 18 e outro de 24 anos, foram presos em flagrante por tráfico de drogas na noite desta segunda-feira (19), em São José dos Campos (SP).

    De acordo com a Polícia Militar, o criminoso de 18 anos já era considerado procurado pela justiça pelo mesmo crime.

    A dupla foi flagrada com mais de mil unidades de droga na zona sul da cidade. Confira:

    quatro invólucros de ‘skank’
    25 invólucros de ‘space K9’
    120 pedras de crack
    103 invólucros de maconha
    790 pinos com cocaína
    três pedaços médios de maconha

    Além das drogas, a polícia aprendeu também R$ 502.

    Os ilícitos e os homens foram encaminhados para a Central de Polícia Judiciária, onde ficaram presos.

  • Durante saída temporária da penitenciária, três homens são presos por tráfico de drogas em Presidente Prudente

    Durante saída temporária da penitenciária, três homens são presos por tráfico de drogas em Presidente Prudente

    Ocorrência foi registrada, nesta segunda-feira (19), no Conjunto Habitacional João Domingos Netto.

    Três homens, de 29 e 31 anos, foram presos em flagrante, nesta segunda-feira (19), por tráfico de drogas, no Conjunto Habitacional João Domingos Netto, em Presidente Prudente (SP).

    De acordo com o Boletim de Ocorrência, a Polícia Militar realizava patrulhamento pelo bairro, “visando a fiscalização dos presos em saída temporária”, e avistaram um dos envolvidos saindo de uma residência. Ele, ao perceber a presença da viatura policial, adentrou correndo no imóvel, o que motivou a abordagem.

    A PM também abordou um segundo envolvido, que descartou uma sacola plástica no chão e afirmou “perdi, perdi”. Os agentes verificaram que haviam 138 porções de maconha no interior da sacola.

    O envolvido foi questionado e afirmou que havia mais entorpecentes no interior do imóvel.

    Já no interior da casa, os agentes localizaram, no quarto dos fundos, uma sacola com outras 136 porções de maconha e 14 tabletes do mesmo entorpecente. Em cima de uma mesa, a PM encontrou outro tablete de maconha, uma faca, uma tesoura e uma balança de precisão. Além disso, três celulares foram localizados.

    A equipe localizou o terceiro envolvido no quintal do fundo da casa, que estava com R$ 150 em espécie.

    Um dos homens, de 31 anos, assumiu a propriedade de todos os entorpecentes. Já os outros dois envolvidos alegaram que estavam na residência aguardando o horário para retornar ao presídio local.

    A Polícia Científica foi acionada e realizou exame pericial na residência.

    Conforme o documento policial, foi consultado que os três homens estavam em benefício de saída temporária, com retorno marcado para às 16h desta segunda-feira. Eles foram encaminhados para a Delegacia da Polícia Civil e interrogados separadamente.

    O primeiro dos envolvidos admitiu a prática delitiva e que os entorpecentes se destinavam para o interior da “Colônia”, onde está cumprindo pena, para uso de todos os presos da unidade, dizendo que “a Colônia é bagunçada, e que a maconha deixa todos mais tranquilos”. Além disso, ele disse que os outros homens chegaram no período da manhã para deixar bolsas de roupa e, após cerca de 30 minutos, “a Polícia invadiu”.

    O segundo envolvido relatou que foi abordado na calçada do imóvel e pretendia retornar à Colônia, onde cumpre pena, e, por conhecer o locatário da casa, pediu para deixar seus pertences na casa dele.

    Por fim, o terceiro homem afirmou que foi até um bar próximo do Terminal Rodoviário de Presidente Prudente para guardar uma bola de pertences pessoais e encontrou outro conhecido que sugeriu guardar os objetos na residência que ele alugava para um dos envolvidos. Cerca de 15 minutos após chegar na casa, ele afirmou que foi abordado pelos policiais.

    Os três foram presos em flagrante por tráfico de drogas e permaneceram à disposição da Justiça.

  • Adolfo Lutz detecta primeiros casos de variação mais forte de tuberculose no Brasil

    Adolfo Lutz detecta primeiros casos de variação mais forte de tuberculose no Brasil

    Estudo, feito pelo Instituto em parceria com o Instituto de Ciências Biomédicas da Universidade de São Paulo (USP), identificou casos que não respondem aos tratamentos convencionais. Quatro pacientes apresentaram resistência, sendo um deles a todos os medicamentos.

    O Instituto Adolfo Lutz identificou os primeiros casos de tuberculose extensivamente resistente, uma variação que não é facilmente tratada com os medicamentos tradicionais e que tem risco de se tornar um caso mais grave.

    O estudo foi feito em parceria com o Instituto de Ciências Biomédicas da Universidade de São Paulo (USP).

    Nesses casos, a bactéria Mycobacterium tuberculosis, que causa a tuberculose, é resistente aos medicamentos tradicionais utilizados para o tratamento como rifampicina e isoniazida, oferecidos pelo SUS há décadas.

    Além disso, de acordo com a classificação mais recente da Organização Mundial da Saúde (OMS), a variação mais forte da doença também apresenta resistência a medicamentos mais modernos e recém introduzidos no Brasil, como a bedaquilina ou linezolida e a fluoroquinolonas.

    Resistência ao tratamento de tuberculose baseado nos tratamentos disponíveis:

    Mais resistente – tuberculose extensivamente resistente;
    Resistente a certos medicamentos: multirresistente;
    Outros tipos de tuberculose.
    A variação multirresistente apresenta certa dificuldade em ser tratada com os remédios tradicionais para doença, como rifampicina e isoniazida.

    O estudo que identificou a resistência analisou e testou 13 medicamentos utilizados no tratamento da doença, incluindo as recomendações da Organização Mundial da Saúde (OMS) e foi feito pelo Núcleo de Tuberculose e Micobacterioses (NMT), no Instituto Adolfo Lutz, em parceria com a Divisão de Tuberculose do Centro de Vigilância Epidemiológica do Estado de São Paulo e com o Instituto de Ciências Biomédicas da Universidade de São Paulo.

    Quatro pacientes que já estavam tratando a tuberculose apresentaram resistência a pelo menos dois remédios tradicionais.

    Dois apresentaram resistência a bedaquilina (medicamento para tuberculose) e clofazimina (antibacteriano);
    Um resistente a delamanida (medicamento para tratar tuberculose multirresistente e tuberculose com resistência extensiva) e linezolida (antibiótico);
    Um paciente apresentou resistência aos quatro fármacos.
    O que causa a resistência, ocasionando uma variação mais forte da tuberculose é o tratamento inadequado.

    A pesquisadora do Instituto Adolfo Lutz, Lucilaine Ferrazoli, afirma que “o melhor amigo da multirresistência é o abandono do tratamento”. Segundo ela, abandonar o tratamento é algo comum, porque dura em média seis meses e muitos pacientes deixam de lado as medicações, principalmente por se sentirem bem após algumas semanas.

    O tratamento para a tuberculose extensivamente resistente é mais complexo e prolongado do que as demais resistências e dura até 18 meses.

    De acordo com a pesquisadora Ana Marcia, do ICB da USP, a variação mais forte da tuberculose já havia sido identificada em outros países, mas é a primeira vez que é encontrada em pacientes no Brasil, considerando a classificação mais recente da OMS para a tuberculose extensivamente resistente.

    A vacinação para o controle da doença traz proteção apenas contra a tuberculose infantil.

  • Unicamp abre grupo de trabalho para criar serviço de acolher e tratar sobre denúncias de racismo

    Unicamp abre grupo de trabalho para criar serviço de acolher e tratar sobre denúncias de racismo

    Reitoria formalizou equipe em 27 de maio e ela terá 90 dias para concluir trabalhos. Criação de serviço está entre reivindicações de ‘Carta Antirracista’ elaborada por comunidade em 2022.

    A Unicamp abriu um grupo de trabalho que será responsável por criar um serviço para acolher e fazer tratativas institucionais sobre denúncias de racismo. A equipe foi formalizada em 27 de maio pela reitoria da universidade estadual, em Campinas (SP), e atende uma das reivindicações apresentadas pela “Carta Antirracista” elaborada no ano passado por estudantes e professores da disciplina “Tópicos Especiais em Antropologia IV: Racionais MC’s no Pensamento Social Brasileiro”.

    A equipe é composta por 15 profissionais, entre eles, a professora e diretora executiva de Direitos Humanos na Unicamp Silvia Santiago, na função de presidente. Os trabalhos devem ser concluídos em 90 dias, informa portaria assinada pelo reitor da instituição, Antonio José de Almeida Meirelles.

    “A demanda por um serviço de atenção a casos de racismo na universidade é preocupação dos últimos anos. Desde que as cotas étnico-raciais foram implantadas e a comunidade se diversifica mais rapidamente, era esperado que estranhamentos ocorressem. Desde 2019 estamos atentos a essas ocorrências e pensando em como atendê-las. Estamos trabalhando para qualificar o atendimento aos casos de racismo que nos chegam”, destacou Silvia.
    As reivindicações da “Carta Antirracista” surgiram após suposta ofensa racial praticada por um professor da Faculdade de Engenharia Mecânica durante aula. Outro pedido da carta é a concessão do título “doutor honoris causa” aos músicos do Racionais MC’s, mas ainda não há confirmação.

    Silvia complementou que o caso que motivou a “Carta Antirracista” foi um dos que desencadearam na iniciativa do serviço, e reforçou que o objetivo é contemplar casos de racismo contras as comunidades negra e de estudantes indígenas. A diretora mencionou ainda os cuidados previstos nos trabalhos.

    “Queremos organizar um serviço que cuide das pessoas vítimas do racismo para que haja entendimento e possibilidade de ação que seja eficaz para si e para a comunidade universitária, especialmente a comunidade negra e indígena. Um serviço que possa abordar e curar as dores, os desalentos, antigos e atuais, para que essas pessoas possam seguir adiante e construir vidas que resgatem a dimensão da felicidade e da cidadania plena, que compreendam seus direitos. Neste sentido, individual e coletivo, trabalhar com cada sujeito e coletivamente o cultivo de si, que aponte para um olhar cuidadoso e de reconstrução de suas comunidades de origem […] O racismo atinge a pessoa, mas é estratégia social de discriminação dos povos”, explicou a docente ao g1.

    Origem da carta
    O primeiro documento assinado pelos professores e estudantes da disciplina “Tópicos Especiais em Antropologia IV: Racionais MC’s no Pensamento Social Brasileiro” é de 31 de agosto de 2022 e afirma que um professor da Faculdade de Engenharia Mecânica entrou na sala onde o conteúdo era apresentado, por volta das 18h50 daquela data, e afirmou que “não é horário para ouvir músicas” e ainda teve postura desrespeitos ao gritar com a professora da disciplina, Jaqueline Lima Santos, na frente de todos os alunos.

    “Mesmo depois da professora informar que a aula é sobre música e tentar explicar que é o primeiro dia nesse espaço e que estava testando os equipamentos, ele não a ouviu. Continuou gritando e dizendo que ‘isso não é horário para ouvir música’. A justificativa do professor é que a música estava atrapalhando sua aula. É importante destacar que os alunos que estavam do lado de fora informaram que o som não estava chegando no corredor, que a sala do referido professor tinha apenas dois alunos e que sua aula não tinha começado – o horário de início é 19h. Consideramos a postura desrespeitosa, racista e misógina, porque além de gritar com a professora, ignorou o que a mesma tinha para falar e, mesmo diante de pedidos para que fosse ouvida, ele continuou exaltado. O professor demonstrou dificuldade de reconhecê-la como uma colega de trabalho”, diz trecho da carta antirracista.

    Na ocasião, o caso não foi comunicado por ela para a Polícia Civil.

  • Trata-se de uma retaliação ao Brasil, visto que a Polícia Federal deu início a investigações contra um dos filhos do ditador africano

    Trata-se de uma retaliação ao Brasil, visto que a Polícia Federal deu início a investigações contra um dos filhos do ditador africano

    Três empresas de construção brasileiras tiveram seus bens confiscados na Guiné Equatorial como uma forma de retaliação contra o Brasil. Isso ocorreu após a Polícia Federal brasileira iniciar investigações contra Teodorín, filho do ditador Teodoro Obiang Nguema Mbasogo, que governa o país africano.

    As empresas ARG, Zagope e OAS foram o foco da decisão judicial na Guiné Equatorial, que está sob o controle de Obiang.

    A Guiné Equatorial busca uma compensação financeira de R$ 640 milhões após ter confiscado os bens de empreiteiras brasileiras.

    A Operação #LuxuryLiving (Vida de Luxo), em referência à hashtag usada costumeiramente por Teodorin Nguema Obiang nas redes sociais, tem o objetivo de apurar suposta lavagem de dinheiro na compra de um apartamento em área nobre da capital paulista.

    Em 2007, Teodorin Nguema Obiang adquiriu o apartamento por uma quantia de R$ 15,6 milhões, porém a Guiné Equatorial afirma que o imóvel era destinado para uso diplomático. Atualmente, o apartamento, situado na Rua Haddock Lobo, está sob ordem de bloqueio.

    Além disso, a Polícia Federal está investigando outros bens que foram apreendidos com o filho do ditador em 2018, no Aeroporto de Viracopos, em Campinas, suspeitando que sejam de origem ilícita. Teodorín tentou ocultá-los da alfândega.

    Durante a operação de 2018, Teodorín foi flagrado com um montante de US$ 1,4 milhão em dinheiro e uma coleção de 20 relógios de alta qualidade, avaliados em torno de US$ 15,4 milhões.

    Utilizando as mídias sociais, o herdeiro do líder autoritário africano divulgou a determinação do juiz de primeira instância em sua nação, que afirma que o Brasil precisa compensar Teodorín pelos danos e perdas sofridos. Segundo a ditadura da Guiné Equatorial, o valor do prejuízo é de R$ 640 milhões.

    “A única coisa que o governo e a Justiça do Brasil conseguiram foi se prejudicar”, escreveu Teodorín. “Esperamos que a decisão seja uma lição para que, no futuro, saibam medir a consequência de seus atos.” As informações são da Revista Oeste.

     

  • Tio é preso suspeito de estuprar sobrinha de 12 anos e ameaçar vítima para evitar denúncia: ‘ninguém vai acreditar em você’

    Tio é preso suspeito de estuprar sobrinha de 12 anos e ameaçar vítima para evitar denúncia: ‘ninguém vai acreditar em você’

    Caso ocorreu em Capivari (SP). Investigado, que é irmão da mãe da garota, foi encontrado Ribeirão do Pinhal (PR), nesta sexta-feira (16) após equipes realizarem buscas no Distrito de Triolândia, no Paraná.

    A Polícia Civil de Capivari (SP) prendeu temporariamente um jovem, de 22 anos, suspeito de estuprar a sobrinha, de 12, na casa da família. As denúncias foram feitas pela avó da adolescente após relatos da vítima sobre o abuso sexual que sofria. O investigado, que é irmão da mãe da garota, foi encontrado Ribeirão do Pinhal (PR), nesta sexta-feira (16) após equipes realizarem buscas no Distrito de Triolândia, no Paraná.

    Segundo relato da menina à polícia, o suspeito a ameaçava caso contasse aos familiares e se aproveitava do fato de ter bom convívio com os parentes. “Ninguém vai acreditar em você”, dizia o abusador à vítima. Leia mais, abaixo.

    Na Delegacia de Defesa da Mulher (DDM) de Capivari, a vítima foi atendida pela psicóloga da unidade, em escuta especializada e confirmou os abusos praticados pelo tio.

    Segundo registro da Polícia Civil, os abusos sexuais contra a menor ocorreram entre os meses de fevereiro e abril de 2023, na casa da avó materna, em Capivari. A adolescente mora com o pai e família dele em Rafard (SP), cidade vizinha.

    Ainda, conforme relato da avó paterna à polícia, a neta chegou a contar sobre os abusos para uma prima, antes de falar com ela. O investigado, tio da menina da vítima, enviou mensagens à vítima com pedidos de desculpas pelo crime.

    À polícia, a mãe da adolescente, que é separada do pai da menina, disse que a garota tinha decidido morar com a família paterna há cerca de dois meses e que soube que o irmão havia abusado da filha por meio da ex-sogra.

    Relatório
    No relatório da profissional de psicologia da Delegacia de Defesa da Mulher de Capivari, consta que o tio da menina aproveitava da convivência familiar e de proximidade física e emocional para manter os abusos em sigilo.

    “Consta que o tio da menina prevalecia-se da proximidade física, bem como da proximidade emocional, visto que a adolescente sustentava um afeto pelo tio, principalmente por vê-lo como alguém que ela compartilhava seus sentimentos e vivências”, descreve em registro da Polícia Civil.
    Após os abusos, o tio ameaçava a menina dizendo que ninguém acreditaria nela, pois eles mantinham um bom convívio.

    “Ainda no relatório psicológico, a profissional conclui que a menina confirma ter sido vítima de violência sexual cometida por seu tio materno, que conta com 22 anos de idade, o qual praticou conjunção carnal com a atendida duas vezes, além de outras violências sexuais cometidas por ele”, comunicou a Polícia Civil em nota à imprensa.

    Prisão temporária
    Como medida cautelar, a Delegada Titular da DDM de Capivari, Maria Luísa Dalla Bernardina, representou pela prisão temporária do suspeito, bem como mandado de busca e apreensão domiciliar.

    O celular do suspeito foi apreendido com autorização judicial para acesso aos dados e continuidade das diligências do caso. O capturado foi encaminhado à Delegacia Participativa de Piracicaba (SP), onde permanecerá recolhido temporariamente, enquanto as investigações seguem em andamento

  • Militar é preso com R$ 1 mil em notas falsas em São José dos Campos, SP

    Militar é preso com R$ 1 mil em notas falsas em São José dos Campos, SP

    Polícia Federal informou que homem foi flagrado com cinco cédulas falsas de R$ 100 e 25 cédulas falsas de R$ 20.

    Um militar de 18 anos foi preso pela Polícia Federal na manhã desta quarta-feira (14) com R$ 1 mil em notas falsas em São José dos Campos (SP). O flagrante foi feito no bairro Terras do Sul.

    O preso foi abordado pelos policiais no momento em que recebia um pacote com as notas falsas em uma encomenda vinda do Distrito Federal.

    A suspeita da Polícia Federal é de que o jovem tenha adquirido as notas falsas pela web, por meio de um grupo em aplicativo de mensagens.

    O rapaz preso foi indiciado por crime de moeda falsa e a pena pode chegar a 12 anos de cadeia. Segundo a Polícia Federal, o jovem será encaminhada para o Batalhão da Aeronáutica por se tratar de militar da ativa.

    O g1 acionou a Aeronáutica, mas não obteve retorno até a publicação da reportagem.