Categoria: Arte

  • Projeto Luxúria celebra 20 anos como pioneiro da cena fetichista brasileira

    Projeto Luxúria celebra 20 anos como pioneiro da cena fetichista brasileira

    Há 20 anos, falar abertamente sobre fetiche e BDSM no Brasil ainda significava enfrentar preconceitos, desconhecimento e a associação dessas práticas exclusivamente à marginalidade. Foi nesse cenário que o estilista, produtor cultural e ativista Heitor Werneck criou o Projeto Luxúria, iniciativa que ajudaria a transformar a relação do público brasileiro com o universo fetichista.

    Para celebrar duas décadas de história, o Projeto Luxúria realiza uma edição especial no próximo dia 19 de setembro, reunindo novamente a comunidade fetichista em uma celebração que pretende homenagear a trajetória do projeto e, ao mesmo tempo, a própria história da cena alternativa brasileira.

    Criado em 2006, o Luxúria é reconhecido como um dos primeiros — e mais longevos — eventos brasileiros dedicados ao fetiche. E mais do que uma festa, construiu ao longo desses 20 anos uma verdadeira plataforma de convivência, expressão, descoberta e formação para a cena fetichista. 

    Seu diferencial sempre esteve na combinação entre fetiche, moda, arte, performance, música e comportamento, criando um ambiente no qual diferentes estéticas e formas de expressão pudessem ocupar o mesmo espaço com uma regra fundamental: o respeito aos limites e ao consentimento.

    Da contracultura para a cena fetichista

    A história do Luxúria está diretamente ligada à trajetória de Heitor Werneck. Antes mesmo da criação do projeto, o estilista já transitava por universos ligados à contracultura, à moda e à cultura alternativa. À frente da grife Escola de Divinos, nos anos 1990, participou da construção de uma estética que misturava referências góticas, clubber, fetichistas e underground e chegou à televisão por meio de trabalhos como os figurinos da novela Vamp.

    Essa experiência ajudou Heitor a compreender o fetiche não apenas como uma prática sexual, mas como uma linguagem estética e cultural. Foi essa visão que deu ao Projeto Luxúria uma característica que permanece até hoje: o fetiche como expressão de identidade, criatividade e liberdade.

    Um espaço que ajudou a formar uma comunidade

    Ao longo de duas décadas, o Projeto Luxúria também se tornou um ponto de encontro para profissionais e artistas que ajudaram a construir a cena fetichista brasileira.

    Estilistas, produtores, DJs, performers, modelos, artesãos e especialistas em diferentes práticas passaram pelo evento. “Nessas duas décadas, vi muitos profissionais iniciarem suas carreiras e ampliarem suas redes de contatos a partir da convivência proporcionada pelo Luxúria” conta Heitor.

    O projeto também ajudou a aproximar públicos que muitas vezes permaneciam isolados em pequenos grupos ou comunidades. Ao criar uma experiência coletiva, com dress code, performances, música e diferentes manifestações do fetiche, o Luxúria contribuiu para transformar aquilo que era vivido de maneira privada em uma expressão cultural compartilhada.

    Ética, estética e consentimento

    Outro legado do Projeto Luxúria é ter ajudado a apresentar o BDSM e o fetiche sob uma perspectiva baseada em consenso, responsabilidade e respeito aos limites individuais.

    As próprias regras históricas do evento estabelecem limites para as práticas realizadas durante as festas, deixando claro que atividades não consensuais ou incompatíveis com princípios de segurança não fazem parte da proposta do projeto.

    “Durante muito tempo, o fetiche foi tratado como algo obscuro, errado ou que deveria ser escondido. O Luxúria nasceu justamente para mostrar que existe uma enorme diferença entre tabu e liberdade. Quando existe consentimento, respeito e responsabilidade, o fetiche pode ser também arte, comportamento, estética e uma forma legítima de expressão”, afirma Heitor.

    20 anos depois, uma história que continua

    Ao chegar aos 20 anos, o Projeto Luxúria não celebra apenas a longevidade de uma festa. Celebra uma trajetória que acompanha a transformação da própria sociedade brasileira na maneira de falar sobre sexualidade, corpos, desejos e formas alternativas de relacionamento com o prazer.

    A edição especial de 20 anos, no dia 19 de setembro, será, portanto, um encontro entre diferentes gerações: aqueles que acompanharam o nascimento do projeto, os que descobriram o fetiche através dele e uma nova geração que chega à cena em um momento em que assuntos antes considerados tabus estão cada vez mais presentes no debate público.

    Duas décadas depois, o princípio permanece o mesmo: criar um espaço onde o fetiche possa ser vivido, explorado e celebrado com liberdade, criatividade, respeito e consentimento.

    A edição especial comemorativa de 20 anos do Projeto Luxúria acontecerá em um prédio histórico na República em São Paulo, que tem formato de arena e que ainda não foi adaptado para o acesso de PCD ‘s. No entanto, o evento conta com uma equipe bem treinada de bombeiros e seguranças para auxiliá-los e incluí-los no ambiente.

    SERVIÇO

    Projeto Luxúria – 20 anos
    Data: 19 de setembro de 2026
    Local: Local: Rua Aurora, 710 – República – SP
    Classificação: 18 anos
    Informações e ingressos: 

    Site:www.projetoluxuria.com.br

    Telefone: 11 91450-0792

    instagram: @alistaluxuria

     

    Julianna Santos
    62982763039
    [email protected]
  • Escultura “Última Ceia” em madeira ganha destaque pelo maior alto-relevo do Brasil

    Escultura “Última Ceia” em madeira ganha destaque pelo maior alto-relevo do Brasil

    Obra esculpida em cedro pelo artesão Romualdo de Castro Souza levou um ano e meio para ser concluída em Garanhuns, no Agreste pernambucano

    Uma das maiores releituras em madeira da obra “A Última Ceia”, de Leonardo da Vinci, está em Pernambuco. Esculpida pelo artesão Romualdo de Castro Souza, na cidade de Garanhuns, a peça impressiona pela dimensão, riqueza de detalhes e profundidade do alto-relevo.

    A história da escultura começou em 2013, com a aquisição de duas grandes pranchas de madeira cedro, vindas do Pará, por meio de uma madeireira do Recife. O trabalho artístico foi iniciado no mesmo ano e concluído em junho de 2015, após cerca de um ano e meio de dedicação.

    A obra foi produzida a partir de duas pranchas com aproximadamente 7,30 metros de comprimento, 60 centímetros de largura e 15 centímetros de espessura. Depois de finalizada, a escultura passou a medir cerca de 4 metros de comprimento por 2,20 metros de altura, com uma estrutura que chega a 36,5 centímetros de espessura nas quatro partes da moldura.

    A peça é uma releitura tridimensional da famosa pintura “A Última Ceia”, criada por Leonardo da Vinci entre 1495 e 1498, atualmente preservada no convento e igreja Santa Maria delle Grazie, em Milão, na Itália. A versão em madeira transforma a cena clássica em uma experiência de profundidade, destacando expressões, volumes e detalhes dos personagens.

    Pesquisas apontam que a escultura se destaca por apresentar uma das maiores espessuras de madeira já utilizadas em uma representação da “Última Ceia” no Brasil, resultado em um alto-relevo de grande impacto visual.

    Com técnica minuciosa e valorização da arte popular, Romualdo de Castro Souza transformou o cedro em uma obra monumental, unindo tradição, fé e a força da escultura pernambucana.

  • Heitor Werneck apresenta carro fetichista no Carnaval de São Paulo mas critica a crescente onda de conservadorismo na folia

    Heitor Werneck apresenta carro fetichista no Carnaval de São Paulo mas critica a crescente onda de conservadorismo na folia

    Desfile foi realizado no último domingo, 02/03, pela escola de samba Estrela do Terceiro Milênio, Grupo Especial, com o tema “Muito Além do Arco-Íris”, que celebra a diversidade e a resistência da população LGBT+

    Heitor Werneck, produtor cultural, autista, ativista em direitos humanos, precursor do fetichismo no Brasil e idealizador da primeira festa liberal do País, Projeto Luxúria, apresentou o carro alegórico “Artistas da Noite” , no último domingo, dia 02, pela escola de samba Estrela do Terceiro Milênio, Grupo Especial, com o tema “Muito Além do Arco-Íris”, que celebra a diversidade e a resistência da população LGBT+.

    Em entrevista ao portal Terra, Heitor conta que ganhou o carro de presente do carnavalesco Murilo Lobo que estava mostrando o enredo para a comunidade LGBT quando ele apontou que a letra ‘k’, de kinky (termo para fantasias ou práticas sexuais não convencionais), e o ‘q’ de queer (pessoa fora da norma heteronormativa), não estavam sendo falados no enredo. 

    “Ele ligou no outro dia e me deu de presente o destaque em um carro alegórico. Fiquei muito emocionado, pois levar o fetiche para a avenida não como fantasia, mas com personagens reais da cena fetichista de São Paulo, foi uma atitude corajosa da escola, mostrando o compromisso que eles propuseram. É uma forma de homenagear os artistas da noite e uma forma de destacar a sexualidade da comunidade LGBTQIAP+ e promover o talento e a diversidade dos artistas que agitam a noite paulistana. Escolhi uma pessoa de cada fetiche para celebrar algo tão importante para a humanidade: o prazer. Teremos leather rubber, vinil, pet play, dominação, submissão, smoker, entre outras modalidades do universo fetichista”, conta o artista.  

     

    Crítica ao conservadorismo no Carnaval

    “O Carnaval é uma ocupação de espaço público de uma forma que a comunidade pode se expressar com dança e sedução. É um festival da carne, realizado de maneira artística. Uma comunidade oprimida se mostrando livre, feliz, unida e dançante”, lembra Heitor ao Terra.

    Apesar de ainda ver no Carnaval o talento transgressor da festa ao tratar de temas que envolvem matrizes africanas, indianas, budistas e cristãs, de maneira respeitosa, além de mostrar corpos que geralmente não são retratados na mídia, Heitor avalia que há uma onda crescente de conservadorismo no ar.

    “O Carnaval na sua maioria é feito por LGBTs. Este ano tivemos duas escolas, uma no Rio, a Tuiuti, falando da primeira mulher trans africana, escrava e a proibição da corte em ela se vestir de mulher. E aqui em São Paulo, a Estrela do Terceiro Milênio falando sobre a história LGBT brasileira. Nenhuma das escolas tiveram colocação merecida, mesmo empolgando a avenida e trazendo toda comunidade. Isto mostra o preconceito velado com a comunidade LGBT” comenta.

    Luta pela profissionalização dos profissionais LGBTs

    Como produtor artístico e cultural da Parada do Orgulho LGBT de São Paulo, Heitor Werneck junto com o Diretor Cultural do evento, Diego Oliveira, buscaram o SEBRAE para celebrar um convênio com a APOLGBT-SP, Associação da Parada do Orgulho LGBT de São Paulo, para fomentar o empreendedorismo da classe artística LGBT de São Paulo.

    A primeira ação desse convênio já acontece  nesta próxima segunda feira, dia 10 de março, com a realização de um curso online gratuito para artistas e produtores culturais LGBT transformarem seu talento em um negócio e entenderem o passo a passo para abrir sua própria empresa.

    A iniciativa tem como objetivo ampliar a participação, pois muitos artistas incríveis não conseguem se apresentar na maior Parada LGBT+ do mundo porque não possuem CNPJ ou uma agência.

    Na programação do curso estão previstas as seguintes informações:

    ✅ Como abrir um CNPJ de forma simples e acessível;

    ✅ Quais são os benefícios de ser formalizado(a);

    ✅ Como transformar seu talento em um negócio sustentável;

    ✅ Dicas de gestão e oportunidades de mercado.

    Porém Heitor e Diego assinalam que a participação neste curso não garante a sua participação nos eventos. 

    As inscrições para o curso podem ser feitas neste link

    Para participar do processo seletivo do casting da Parada do Orgulho LGBT de São Paulo, os interessados podem se inscrever pelo formulário: https://form.respondi.app/SyWgv0xV

     

    Solidariedade 

    Durante todo o ano, Heitor realiza ações sociais com pessoas ligadas à comunidade LGBTQIAP+ em situação de vulnerabilidade social que vivem na região do Viaduto 9 de Julho, no bairro da Bela Vista, entre outros pontos da cidade de São Paulo, com doações de kits de higiene pessoal, alimentos não perecíveis, incluindo marmitas veganas, e encaminhamentos para médicos e especialistas.

    Biografia

    Heitor Werneck: Fotos Paulo Pinto/EBC

    Heitor Werneck é produtor artístico da Parada LGBTQIAP+ da cidade de São Paulo e também em outras regiões do Brasil. É também estilista, produtor cultural, percursor do fetichismo no Brasil e idealizador da primeira festa liberal do País, Projeto Luxúria, atua também como consultor em séries e filmes da HBO, Netflix, Globo, e, entre as suas principais atividades, realiza ações sociais em prol de membros da comunidade LGBTQIAP+ voltadas para saúde, alimentação e acolhimento em parcerias com ONGs, empresas e órgãos do governo. Werneck também é autista

    Julianna Santos
    62982763039
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  • I Wanna Be Tour 2025: Emo e Pop Punk tomam conta do Brasil em agosto com line-up épico

    I Wanna Be Tour 2025: Emo e Pop Punk tomam conta do Brasil em agosto com line-up épico

    Preparem as meias listradas e o delineador porque a I Wanna Be Tour 2025 está chegando com força total! Após o sucesso retumbante de sua edição de estreia, o festival retorna para unir o melhor do emo e pop punk com um line-up que promete fazer história. O evento acontecerá nos dias 23 de agosto, no Estádio Couto Pereira, em Curitiba, e 30 de agosto, no Allianz Parque, em São Paulo.

    O destaque deste ano fica por conta de grandes nomes internacionais, como Fall Out Boy, Good Charlotte e Yellowcard, além de atrações nacionais que marcaram a cena emo brasileira, como Fresno, Forfun e Dead Fish. Com dois palcos divididos entre o It’s Not a Phase Stage e o It’s a Lifestyle Stage, o festival promete experiências inesquecíveis, celebrando a nostalgia e a emoção ao vivo.

    Os ingressos começam a ser vendidos em 30 de janeiro, a partir das 12h no site da Eventim e 13h nas bilheterias oficiais. Além disso, fãs poderão optar pelo VIP Package, com experiências exclusivas para tornar o evento ainda mais especial.

    Informações do Evento

    • Datas:
      • 23 de agosto – Estádio Couto Pereira, Curitiba
      • 30 de agosto – Allianz Parque, São Paulo
    • Ingressos: Disponíveis no site da Eventim a partir de 30 de janeiro.

    Venha relembrar os grandes hinos que marcaram gerações e fazer parte desse reencontro épico com a música e a emoção.

  • A ÚLTIMA CEIA: Obra rara, diferenciada através do alto relevo está exposta em Garanhuns

    A ÚLTIMA CEIA: Obra rara, diferenciada através do alto relevo está exposta em Garanhuns

    A tão famosa e belíssima obra da última ceia está muito bem representada na cidade da garoa. foi solicitado pelo Professor acadêmico, Escritor e Fundador da EXPOLAGO, Josevaldo de Araújo. Com o intuito de presentear a cidade de Garanhuns e os amantes da arte com uma releitura da obra diferenciada em alto relevo.

    O quadro foi recriado pelas mãos do artesão , Romualdo de Castro Souza, que começou a criação da escultura da Última Ceia nordestina , diferenciando a arte através do alto relevo em 2013 e foi concluído em junho de 2015, trabalhando por um ano e meio para efetuar a obra de arte.

    A história da escultura iniciada em 2013, se deu com a aquisição de Josevaldo das pranchas de madeira cedro,vindas do Pará, através de uma madeireira de Recife. Duas pranchas de 7, 30 de comprimento por 60 de largura e 15 cm de espessura.

    A versão da Última Ceia recriada pelo artesão nordestino, Romualdo de Castro, segundo pesquisas na internet, tem  a maior espessura da madeira , o que resulta na maior profundidade (alto relevo) do Brasil. A escultura pronta ficou com 4,00m de comprimento por 2,20m de altura e 0,15cm de espessura na parte da cena da última ceia e 0,365cm nas 4 partes da moldura por 0,07cm de espessura.

     

    Atualmente a obra está localizada na Galeria EXPOLAGO, dentro da Fazenda Lago São Francisco em Garanhuns, podendo ser visitada. A arte já  está exposta há aproximadamente 8 anos em em vários locais de Garanhuns e São João. 

    A obra é uma releitura em madeira, da primeira “última ceia”, de Leonardo Da Vinci, pintura executada entre os anos de 1495/1498, afresco que se encontra na igreja e convento Santa Maria Delle Grazie,em Milão, Itália.

    Além da obra de madeira em alto relevo, na EXPOLAGO, os visitantes podem admirar outras representações da Última Ceia, assim como a obra em barro ,com exatamente 7 metros. Tridimensional. Simplesmente a maior do Brasil em Barro.