Autor: Walter Mello

  • Homem escondeu lucros de crimes no valor de mais de US$ 1 milhão em contas de cassino

    Homem escondeu lucros de crimes no valor de mais de US$ 1 milhão em contas de cassino

    Um homem que viajou para alguns dos maiores casinos da Austrália e depositou grandes quantias de dinheiro confessou-se culpado de lidar com produtos do crime avaliados em mais de 1 milhão de dólares.

    As pilhas de dinheiro, embrulhadas em elásticos ou escondidas em caixas, que ele carregava para os cassinos de Queensland e NSW foram sua ruína. A Polícia Federal Australiana iniciou uma investigação após ser alertada sobre seu comportamento.

    Andre Gimenez Barbosa, 36, se confessou culpado na Suprema Corte de Brisbane na quarta-feira por uma acusação de tráfico de produtos do crime no valor de US$ 1 milhão ou mais.

    Barbosa foi condenado a seis anos de prisão, mas terá direito à liberdade condicional após cumprir um ano.

    A juíza Helen Bowskill disse que levou em consideração a falta de outros antecedentes criminais de Barbosa, seu bom caráter, sua cooperação com os detetives e suas boas perspectivas de reabilitação.

    Barbosa foi preso em 11 de dezembro de 2018, após agentes federais executarem um mandado de busca e apreensão.

    A investigação policial começou em agosto de 2018, quando a AFP foi alertada sobre grandes depósitos feitos no The Star Casino em Sydney e na Gold Coast, bem como no Treasury Casino em Brisbane.

    O tribunal ouviu que Barbosa depositou mais de US$ 914 mil por meio de “contas de dinheiro adiantado” nos cassinos de 7 de agosto a 22 de novembro de 2018.

    Ele também viajou para a Nova Zelândia 14 vezes, onde depositou US$ 90.000 no cassino SkyCity em Auckland, mas transferiu mais de US$ 720.000 de volta para suas contas australianas.

    O tribunal foi informado de que Barbosa usou seu negócio, Max Study, descrito no Facebook como uma agência educacional que ajuda estudantes internacionais a encontrar cursos e solicitar vistos, como parte da infração.

    O tribunal ouviu que ele conduzia seus negócios por meio de aplicativos de mensagens instantâneas, registrados em nome de outra pessoa e configurados para excluir mensagens um minuto após serem enviadas.

    Andre Gimenez Barbosa era brasileiro, mas agora é cidadão australiano.

    Andre Gimenez Barbosa era brasileiro, mas agora é cidadão australiano.

    Durante interrogatórios policiais, Barbosa disse que não sabia a origem do dinheiro que movimentava, mas sabia que os responsáveis ​​​​o estavam usando porque não queriam que nada fosse registrado oficialmente.

    Ele disse aos detetives que achava que o dinheiro provavelmente vinha “das coisas erradas” e que tinha “sempre suas suspeitas de que não pode ser um bom dinheiro”.

    Ele disse à polícia para onde enviaria o dinheiro e como, e admitiu que deveria ter perguntado de onde veio o dinheiro.

    Barbosa – originalmente de São Paulo, no Brasil, mas agora cidadão australiano – usou contas bancárias controladas por brasileiros e australianas.

    “Envolvia o recebimento e a eliminação de dinheiro, depósitos bancários e transferências bancárias de vários clientes, tanto pessoalmente quanto para contas bancárias que você controlava na Austrália e no Brasil”, disse o juiz Bowskill na quinta-feira.

    “Você então remeteu esse dinheiro para destinatários na Austrália e no Brasil usando o sistema de transferência Hawala, aceitando dinheiro na Austrália e creditando a conta indicada no Brasil com o valor equivalente e vice-versa.

    “Inicialmente você ofereceu esse serviço aos estudantes para pagar taxas de cursos ou para enviar dinheiro de ou para o Brasil. Mas em diversas ocasiões você foi abordado por pessoas desconhecidas que queriam remeter quantias significativas de até US$ 100 mil para contas no Brasil.”

    A acusação acarretava até 25 anos de prisão.

    O tribunal ouviu que ele tinha dois filhos pequenos com uma mulher checa que conheceu na Austrália. Após a sua detenção, ela levou as crianças para a República Checa, para onde ele planeava mudar-se após a sua libertação.

  • Denúncia de goiana leva a prisão casal suspeito de golpes por vagas em medicina

    Denúncia de goiana leva a prisão casal suspeito de golpes por vagas em medicina

    Dupla foi preso após a denúncia de uma vítima de Goiânia, que pagou R$ 35 mil pelos supostos serviços

    A denúncia de uma goiana levou a polícia a um casal suspeito de golpes por vagas em cursos de medicina, no Rio de Janeiro. A dupla foi presa nesta semana, suspeita de oferecer facilidades para transferência de faculdade de medicina do exterior para instituições no Brasil, em troca de altos valores.

    Quando recebiam o pagamento, que variava entre R$ 30 mil a R$ 150 mil, a dupla cessava o contato com as vítimas e as ameaçava. Eles foram presos após a denúncia de uma vítima de Goiânia, que pagou R$ 35 mil pelos supostos serviços.

    Alaor da Cunha Filho e Mayara Soares Pimassoni foram presos durante uma ação batizada de Operação Dodge, na segunda-feira (26), em Campos dos Goytacazes, interior do Rio de Janeiro. Ao Mais Goiás, o delegado que investiga o caso, Willian Bretz, conta que eles aliciavam as vítimas pela internet, prometendo facilidade para transferir o aluno de medicina do exterior para alguma instituição pública ou privada do Brasil.

    O delegado conta que os suspeitos chegavam a prometer um suposto contrato de transferência, celebrado entre a universidade e o aluno.

    Os valores cobrados variavam de acordo com o perfil social da vítima, indo de R$ 30 mil a R$ 150 mil. Porém, conforme Bretz, após receberem o pagamento, os suspeitos cessavam o contato com as vítimas e passavam a ameaçá-las. “Eles diziam que tinham amigos na polícia, que ia ser ruim pra elas e que elas seriam presas. Isso acaba, de certa forma, dissuadindo as vítimas a não denunciarem”, contou o delegado.

    Porém, uma das vítimas do casal, uma moradora de Goiânia que pagou R$ 35 mil para obter a transferência da matrícula de sua filha para o Brasil, procurou a Polícia Civil de Goiânia após se dar conta que havia caído em um golpe. Alaor e Mayara foram presos num condomínio de luxo em Campos dos Goytacazes, no Rio de Janeiro. Conforme o delegado Willian Bretz, eles responderão pelo crime de estelionato qualificado pela fraude eletrônica.

    Histórico de crimes

    Ainda de acordo com Bretz, somente Alaor da Cunha responde a 19 inquéritos de diversas partes do Brasil, a maioria por estelionato. Uma vez que o homem é suspeito de praticar esses golpes desde o ano de 2016, a quantidade de vítimas pode ser imensa. “É importante que a imprensa espalhe a notícia para que encoraje as vítimas a denunciar”, conclui.

  • Polícia Civil prende pela terceira vez um dos mais conhecidos estelionatários de João Pessoa

    Polícia Civil prende pela terceira vez um dos mais conhecidos estelionatários de João Pessoa

    A Polícia Civil da Paraíba, através do trabalho investigativo desenvolvido pela equipe da Delegacia de Defraudações e Falsificações da Capital, prendeu, no final da tarde desta sexta-feira (30), um dos mais conhecidos estelionatários de João Pessoa.

    Segundo o delegado Carlos Othon, da DDF, Guilherme Campelo Rabay Neto, 31 anos, foi preso por força de mandado de prisão preventiva expedido pela 2ª Vara Criminal de João Pessoa. Essa já é terceira vez que Rabay é preso pelo crime de estelionato e um fato curioso é que dessa vez a prisão ocorreu no dia do seu aniversário.

    Ainda segundo o delegado, Guilherme Campelo Rabay Neto já responde a 10 processos criminais pela prática de estelionato, além de dezenas de Boletins de Ocorrência que serão instaurados, os quais narram a compra e venda fraudulenta de veículos, utilizando-se de cheques sem provisão de fundos, adulterados, falsificados e até mesmo roubados. “Investiga-se, ainda, a suspeita de que o preso aluga veículos e vende como se fosse de sua propriedade”, ressaltou o delegado.

    As investigações apontam que algumas vítimas eram ameaçadas por ele quando demonstravam interesse em delatar os fatos criminosos à Polícia. “Com o deferimento da cautelar de custódia preventiva, a equipe de investigadores da DDF/JP realizou, por dois dias, incansável vigilância e diligências, logrando êxito com a prisão na tarde de hoje”, concluiu.

  • Polícia prende golpista do mercado financeiro que criou bunker em local paradisíaco

    Polícia prende golpista do mercado financeiro que criou bunker em local paradisíaco

    Marcel Mafra Bicalho foi preso em uma pousada em Porto Seguro, litoral da Bahia. Segundo a polícia, ele movimentou quase um R$ 1 bilhão nos últimos três anos dando golpes financeiros.

    Diante da tela vazia, milhares de pessoas no Brasil fizeram a mesma pergunta: onde encontrar Marcel Mafra Bicalho? E por que tem tanta gente atrás desse homem? A polícia encontrou Marcel em uma pousada em Porto Seguro, litoral da Bahia. Segundo a polícia, Marcel Bicalho, de 35 anos, movimentou quase um R$ 1 bilhão nos últimos três anos dando golpes financeiros.

    Para criar esse “negócio gigantesco”, Marcel usava nome falso: Marcelo Matos. Nas redes sociais, ganhou fama de multiplicador de dinheiro. O suposto caminho da multiplicação incluía investimentos fora do Brasil e em bitcoins, uma moeda virtual.

    Por que as pessoas acreditavam? Porque de fato os primeiros investimentos voltavam com juros. Era uma estratégia do golpista.

    Conheça histórias de pessoas que foram enganadas por Marcel e veja imagens exclusivas da prisão do golpista.

  • Advogada presa acusada de falsificar documentos consegue reversão de prisão preventiva para domiciliar

    Advogada presa acusada de falsificar documentos consegue reversão de prisão preventiva para domiciliar

    A advogada Jackeline Moreira Martins Pacheco teve a prisão preventiva decretada na manhã desta terça-feira 26 de março, pela 7ª Vara Criminal de Cuiabá. Ela é acusada de falsificar documentos para diminuir penas de clientes presos em Cuiabá.

    Tão logo tomou conhecimento do caso, a ABRACRIM-MT – Associação Brasileira dos Advogados Criminalistas no estado do Mato Grosso – mobilizou sua diretoria e associados para atuarem no caso. O vice-presidente Rodrigo Marinho e o diretor de Prerrogativas da entidade, Pedro Neto, estiveram juntamente com o associado e Dr Neyman Monteiro e o defensor Luciano Neves acompanhando desde início da prisão no GCCO, ao todo, nove representantes da entidade, inclusive a presidente Michelle Marie acompanharam a audiência, entre eles ainda os advogados

    Luciano Nascimento, Marcos Felipe, Railton Amorim, Alaert Rodrigues, Juliana Soares, Marcelo Garcia, Augusto Frutuoso.

    Segundo Michelle Marie, havia grande fragilidade na decretação de prisão preventiva, já que a acusada atua cotidianamente no Fórum da Comarca, tem família constituída e tem, inclusive, uma filha menor de dez anos. Com base nesta argumentação, a defesa, juntamente com os representantes da ABRACRIM-MT requereram liberdade provisória para a advogada. Por fim, foi concedido o regime de prisão domiciliar – ela deve se recolher no período noturno (19h às 6h), mas pode exercer suas funções profissionais durante o dia.

    “Independente do mérito ou de eventuais ilícitos, a ABRACRIM-MT não pode compactuar com prisões desnecessárias. Ainda mais neste caso, em se tratando de uma advogada mãe de uma filha menor”, frisou Michelle Marie.

  • ‘Don Juan do Ceará’ é preso após conquistar e chantagear mais de 40 mulheres

    ‘Don Juan do Ceará’ é preso após conquistar e chantagear mais de 40 mulheres

    João Luz Melo de Sousa, de 51 anos, extorquia mulheres após contato em aplicativos de relacionamento. Flagrante ocorreu em Santos (SP), onde ele fazia nova vítima.

    Agentes da Delegacia de Investigações Gerais (DIG) de Santos, no litoral de São Paulo, prenderam em flagrante, nesta terça-feira (19), João Luiz Melo de Souza, de 51 anos, conhecido como ‘Don Juan do Ceará‘. Ele era procurado por crimes de estelionato, cometidos após enganar as vítimas por meio de relacionamentos feitos em aplicativos especializados.

    Segundo informações da polícia, Luiz foi abordado em um trecho da Avenida Almirante Saldanha da Gama, no bairro Ponta da Praia, um dos mais nobres da cidade, após policiais receberem a informação de que ele estaria aplicando golpes em uma professora de 47 anos.

    Segundo a Secretaria de Segurança Pública (SSP), no momento da abordagem, Luiz confessou ser a pessoa investigada e foi conduzido à sede da DIG. Lá, foi constatado que já havia uma investigação que o colocava como autor de crimes de estelionato.

    Em depoimento, a vítima afirmou que recebeu mensagens que diziam que o companheiro estava envolvido em golpes contra diversas pessoas. Em 2016, ele já havia sido preso na capital paulista, quando já era investigado pelos crimes de estelionato, extorsão, falsidade ideológica e ameaça, que fizeram cerca de 40 vítimas no Rio de Janeiro, São Paulo, Goiás, Distrito Federal e Ceará.

    A maioria das vítimas, inclusive, criou uma página nas redes sociais, intitulada ‘João Luiz Melo – Estelionato Amoroso’. Nela, eram relatadas as práticas usadas por Luiz, que após iniciar um relacionamento, contava uma história de vida triste para sensibilizar as mulheres e conseguir dinheiro.

    Há relatos, inclusive, de que ele se apresentava como oficial do Exército Brasileiro, lotado na Agência Brasileira de Inteligência (Abin), o que foi negado pela corporação. As extorsões eram altas. Uma empresária de Brasília, que também se envolveu com o ‘Don Juan’, chegou a vender bens para fazer um empréstimo a ele no valor de R$ 100 mil, que nunca foram devolvidos.

    Ainda segundo a SSP, Luiz foi indiciado por uso de documento falso e falsa identidade. Um boletim de ocorrência foi registrado na DIG de Santos, e o homem foi recolhido à Cadeia Pública da cidade, onde permaneceu preso e à disposição da Justiça.

     

  • Fazendeiro é levado para o presídio

    O fazendeiro Ericson Cunha Argolo foi transferido ontem da carceragem da Delegacia de Roubos e Furtos para o presídio Cirydião Durval. Ele, que chegou a ser colocado em liberdade na semana passada, teve sua prisão preventiva decretada pelo juiz Helder Lou

    O fazendeiro Ericson Cunha Argolofoi transferido ontem da carceragem da Delegacia de Roubos e Furtos para o presídio Cirydião Durval. Ele, que chegou a ser colocado em liberdade na semana passada, teve sua prisão preventiva decretada pelo juiz Helder Loureiro. O juiz esclareceu que decretou a prisão de Argolo por existirem fortes indícios de envolvimento dele em vários assaltos. Inclusive, no assalto ao promotor Carlos Simões. Também estão com prisão decretada dois cúmplices de Ericson, Edneli Bezerra da Silva e Aderbal Gomes de Albuquerque Araújo. 

    A delegada adjunta da Delegacia de Roubos e Furtos, Bárbara Arraes, encaminhou o inquérito à Justiça, na última segunda-feira, comunicando que Ednei e Aderbal, reincidentes em crimes e processados pela Justiça alagoana, estão na condição de foragidos. “

    Pelo que conseguimos descobrir, eles fugiram logo após a prisão de Ericson, esclareceu a delegada. Ericson Cunha Argolo, um jovem de classe média alta, é acusado de comandar uma quadrilha que pode ter se envolvido em quase uma dezena de assaltos este ano, em Maceió. Ele foi reconhecido em dois casos: num roubo a mercadinho no bairro do Canaã e no assalto contra dois assessores do deputado Francisco Tenório, que rendeu quase R$ 18 mil. Investigação O delegado de Roubos e Furtos, Cícero Lima, declarou que os policiais da DRF chegaram ao suspeito, investigando o assalto ao mercadinho São José, no Canaã, ocorrido no início do mês de maio.

    Ericson tinha sido reconhecido pela vítima e os policiais montaram uma campana (acompanhar) e decidiram pela prisão, quando ele chegava em sua residência, na Ponta Verde, revelou Lima. Quando chegavam em casa, os policiais da DRF tentaram abordar o fazendeiro. No entanto, quando ouviu a sirene do veículo e percebeu se tratar de policiais, Ericson manobrou seu automóvel Fiat Strada (1.8), cor prata, e saiu em alta velocidade. A perseguição policial acabou em acidente. Colisão Ericson furou um sinal e bateu no veículo Eco Sport, dirigido pela médica Carol Pontes de Miranda Maranhão, que estava em companhia de sua filha. A menina ficou ferida (quebrou o fêmur). A Eco Sport capotou. O acusado ficou preso nas ferragens de seu carro. O acidente ocorreu próximo à Praça do Skate, na Ponta Verde, no cruzamento das ruas General João Silveiro Pitão e Desportista Walfredo Bandeirante Melo, na Ponta Verde.