Autor: Redacao

  • Pesquisa Instituto TML aponta Jerônimo com 52% e ACM Neto com 35,65% na disputa pelo governo da Bahia

    Pesquisa Instituto TML aponta Jerônimo com 52% e ACM Neto com 35,65% na disputa pelo governo da Bahia

    Levantamento registrado no TRE-BA indica vantagem do atual governador em cenários estimulado e espontâneo, com possibilidade de vitória no primeiro turno

    O governador Jerônimo Rodrigues (PT) está com 52% das intenções de voto para o Governo do Estado, segundo pesquisa do Instituto TML, encomendada pelo site politica ao vivo. Dois cenários estimulados apontam vantagem confortável do governador na largada da disputa.

    No primeiro cenário, com todos os pré-candidatos colocados até o momento, o governador Jerônimo Rodrigues aparece com 52,51% das intenções de voto, contra 35,65% de ACM Neto. José Carlos Aleluia soma 1,03% e Ronaldo Mansur, 0,93%. Brancos e nulos chegam a 0,93% e 8,95% disseram não saber ou não opinaram. Nesse cenário, Jerônimo ultrapassa a marca dos 50% dos votos válidos e venceria no primeiro turno.

    Em um segundo cenário estimulado, considerando apenas as candidaturas de Jerônimo e ACM Neto, o governador amplia a vantagem e aparece com 54,24%, enquanto o ex-prefeito de Salvador marca 37,70%. Brancos e nulos somam 0,73% e 7,33% não souberam ou não opinaram.

    Na pesquisa espontânea, o governador Jerônimo aparece com 22,54%, seguido por ACM Neto, que tem 15,94%. Nesse cenário, João Roma tem 2,10%, enquanto Rui Costa 2,05%. Os dois últimos citados não são pré-candidatos ao Governo. Outros políticos também são citados.

    A pesquisa está registrada no Tribunal Regional Eleitoral da Bahia sob o número BA-07735/2026 e foi realizada entre os dias 18 e 21 de fevereiro. O levantamento tem nível de confiança de 95% e margem de erro estimada em aproximadamente 2,17 pontos percentuais, considerando técnica de amostragem aleatória simples. A estatística responsável é Hildete Alves da Costa.

  • Lula revoga decreto 12.600 após mobilização de povos indígenas do Tapajós

    Lula revoga decreto 12.600 após mobilização de povos indígenas do Tapajós

    Decisão foi anunciada pelos ministros Guilherme Boulos e Sônia Guajajara após reunião com lideranças; governo reafirma compromisso com a escuta e a Convenção 169 da OIT

    O Governo do Brasil, após ouvir povos da região do Tapajós, decidiu revogar o decreto 12.600, de 28 de agosto de 2025. O documento previa estudos sobre empreendimentos no Rio Tapajós e vinha sendo contestado por movimentos indígenas.

    A decisão do presidente Luiz Inácio Lula da Silva foi anunciada pelo ministros Guilherme Boulos, da Secretaria-Geral da Presidência da República, e Sônia Guajajara, dos Povos Indígenas, após reunirem-se com os lideranças do movimento.

    A decisão foi negociada também com o Ministério de Portos e Aeroportos e outras pastas do Governo do Brasil.

    De acordo com o ministro Guilherme Boulos, o Governo do Brasil reafirma seu compromisso com a escuta ativa da sociedade ao revogar o decreto.

    “Houve uma mobilização legítima e justa dos povos indígenas em relação a esse decreto, e o governo do presidente Lula tem a capacidade de escuta. Governo do presidente Lula ouve a sociedade”, afirmou.

    Boulos reforçou que “a política do governo de sustentabilidade e preocupação ambiental segue viva, intacta, expressa na redução de desmatamento ano após ano, desde 2023”.

    A ministra Sônia Guajajara destacou a importância da tomada de decisão pelo presidente da República, mesmo estando em viagem internacional.

    “Os indígenas estão há 33 dias na ocupação com mulheres, crianças e que seguem lá acampadas com condições precárias. Então, foi muito importante a gente também considerar essa questão humanitária que se encontra o movimento neste momento”, disse.

    A ministra acrescentou que “hoje a gente vem reafirmar esse nosso compromisso com o respeito à Convenção 169 da OIT e com o direito de escuta dos povos originários”.

    A revogação do decreto será publicada na próxima edição do Diário Oficial da União.

    Fonte: Secretaria de Comunicação Social da Presidência da República 

  • Carnaval Recife 2027: Carvalheira na Ladeira com parcelamento em 11x sem juros

    Carnaval Recife 2027: Carvalheira na Ladeira com parcelamento em 11x sem juros

    O Carnaval Recife 2027 já começa a aquecer e o Carvalheira na Ladeira será realizado nos dias 06 a 09 de fevereiro.

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  • Reunião estratégica marca transição planejada no Governo da Paraíba e antecipa disputa de 2026

    Reunião estratégica marca transição planejada no Governo da Paraíba e antecipa disputa de 2026

    João Azevêdo reforça legado administrativo antes de possível saída para o Senado, enquanto Lucas Ribeiro assume protagonismo na corrida pelo Palácio da Redenção

    O governador da Paraíba, João Azevêdo, e o vice-governador Lucas Ribeiro reuniram secretários de Estado na manhã da última quinta-feira (19), no Centro de Convenções de João Pessoa, em um encontro marcado pelo discurso de continuidade administrativa e articulação política mirando as eleições de 2026.

    Segundo o apresentador Luís Torres, do programa Arapuan Verdade, o tom da reunião foi de defesa do projeto do grupo governista, com foco na manutenção da gestão e na consolidação de um ciclo político iniciado nos últimos anos.

    Durante a reunião, João Azevêdo adotou um discurso interpretado como de despedida, agradecendo aos secretários pelo trabalho desenvolvido nas respectivas pastas. O governador reafirmou que, após agenda internacional no fim de fevereiro, dará continuidade às ações administrativas antes de se desincompatibilizar do cargo para disputar uma vaga no Senado em 2026.

    Lucas Ribeiro reforça continuidade e pré-candidatura

    Com a possível saída de João para a disputa eleitoral, Lucas Ribeiro assumirá o comando do Executivo estadual. Ele reafirmou a continuidade dos projetos em andamento e confirmou que seu nome está colocado como pré-candidato ao Governo da Paraíba em 2026.

    Filiado ao Progressistas, Lucas destacou que as articulações políticas seguem em curso, incluindo diálogo com o prefeito de João Pessoa, Cícero Lucena. Ele também conta com respaldo familiar e partidário: é filho da senadora Daniella Ribeiro, sobrinho do deputado federal Aguinaldo Ribeiro e neto de Enivaldo Ribeiro, presidente estadual do Progressistas.

    Caso o calendário político siga o curso esperado, Lucas poderá assumir o governo nos primeiros meses de 2026, fortalecendo seu projeto eleitoral à reeleição.

    Agenda internacional: tecnologia e turismo

    A reunião ocorreu às vésperas da viagem oficial de João Azevêdo à Europa, entre 23 e 28 de fevereiro, com compromissos em Barcelona e Lisboa. Durante o período, Lucas Ribeiro assumirá o governo interinamente.

    Em Barcelona, o governador buscará parcerias para o Polo de Tecnologia do Sertão, iniciativa vinculada ao projeto do radiotelescópio Bingo, à Cidade da Astronomia e à integração com universidades, o Vale dos Dinossauros e equipamentos culturais no Sertão paraibano.

    Já em Lisboa, João participará da Bolsa de Turismo de Lisboa (BTL), onde será aberta a Sala Paraíba, espaço voltado ao apoio de empresas paraibanas interessadas em expandir negócios na Europa. A agenda inclui ainda a assinatura de protocolo para instalação de um hotel cinco estrelas do grupo Vila Galé no Centro Histórico de João Pessoa, além de tratativas para ampliação de voos internacionais com foco no fortalecimento do turismo.

    Orçamento 2026 e investimentos estruturantes

    Em 2025 a Lei Orçamentária Anual (LOA) de 2026 foi sancionada com previsão de R$ 25,1 bilhões, sendo R$ 15,8 bilhões para o orçamento fiscal, R$ 8,6 bilhões para a seguridade social e R$ 608,4 milhões destinados a estatais. Parte das emendas parlamentares foi vetada com base em entendimento do STF sobre limites constitucionais.

    O programa “Paraíba 2025-2026” prevê R$ 11,5 bilhões em obras e ações estruturantes, com destaque para:

    Educação e Inclusão Social
    – Passe livre estudantil nas regiões metropolitanas de João Pessoa e Campina Grande;
    – Construção de 26 novas escolas, reforma e ampliação de 58 unidades;
    – Implantação do programa Bibliotecas para o Futuro.

    Saúde
    – Construção do Hospital da Mulher do Sertão, do Lacen e da Escola de Saúde Pública;
    – Implantação de policlínicas e Centros Especializados de Reabilitação.

    Infraestrutura e Mobilidade
    – Implantação e requalificação de 863 km de rodovias;
    – Obras no Porto de Cabedelo;
    – Implantação do sistema BRS em João Pessoa.

    Recursos Hídricos e Saneamento
    – Ampliação de sistemas de abastecimento em 54 municípios;
    – Obras de esgotamento sanitário e barragens.

    Habitação
    – Construção de mais de 10 mil moradias em diferentes regiões do estado.

    Turismo, Indústria e Energia
    – Implantação do Centro de Convenções do Sertão;
    – Requalificação de distritos industriais e expansão energética, incluindo projetos de hidrogênio de baixo carbono.

    Cenário político consolidado

    A movimentação administrativa e política reforça a estratégia de transição planejada pelo grupo governista. João Azevêdo projeta candidatura ao Senado, enquanto Lucas Ribeiro se posiciona como sucessor natural ao Palácio da Redenção, sustentado por articulações partidárias e pela herança política familiar.

    O encontro no Centro de Convenções, mais do que administrativo, consolidou o alinhamento interno e marcou o início formal da construção do cenário eleitoral de 2026 na Paraíba.

  • PF requer prisão preventiva de Amauri Pinho por suspeita de coação e embaraço à investigação sobre o PRTB

    PF requer prisão preventiva de Amauri Pinho por suspeita de coação e embaraço à investigação sobre o PRTB

    Pedido envolve também Advando Furtado Júnior e aponta suposta pressão sobre convencionais do Partido Renovador Trabalhista Brasileiro; caso inclui investigação sobre fraude documental e tentativa de interferência no inquérito

    Está sob análise das autoridades policial e judicial um pedido de prisão preventiva de Antônio Amauri Malaquias de Pinho e Advando Furtado Júnior, no âmbito de inquérito que apura a suposta atuação de organização criminosa para a tomada fraudulenta de partidos políticos.

    O requerimento foi apresentado com base em novos elementos colhidos durante a investigação. Segundo o documento, os investigados teriam iniciado uma “escalada delitiva” com a finalidade de coagir testemunhas do próprio inquérito, pressionando convencionais do Diretório Nacional do PRTB a alterarem depoimentos já prestados.

    Conforme consta na notícia-crime que fundamenta o pedido, Amauri Pinho, por intermédio de Advando Furtado Júnior, teria “pressionado e ameaçado convencionais para que alterem seus depoimentos e corroborem narrativa fraudulenta”.

    A representação sustenta que, se confirmadas, “as condutas se enquadram nos crimes de coação no curso do processo (art. 344 do Código Penal) e embaraço à investigação de organização criminosa (art. 2º, §1º, da Lei 12.850/2013)”.

    O pedido de custódia cautelar foi fundamentado na “necessidade de garantia da ordem pública e da normalidade do processo eleitoral, diante da gravidade dos fatos e do risco de reiteração delitiva”.

    Contexto político e institucional

    As denúncias contra Amauri Pinho e seu grupo não são isoladas. Investigações e processos judiciais em andamento revelam um histórico de tentativas de controle indevido de outras agremiações partidárias no Brasil. Amauri Pinho responde a outros quatro processos com o mesmo objetivo: assumir a presidência de partidos por meios questionáveis, com objetivos ainda não totalmente elucidados, mas que sugerem a busca por benefícios financeiros ou de poder.

    O pedido de prisão ocorre em meio à disputa pelo comando nacional do Partido Renovador Trabalhista Brasileiro (PRTB), legenda que ganhou relevância no cenário político recente e que é presidida por Leonardo Avalanche até 2028.

    A nova fase da apuração, envolvendo alegações de coação de testemunhas, eleva significativamente a gravidade do caso. Para os investigadores, a eventual tentativa de interferência na instrução do inquérito justificaria a medida extrema da prisão preventiva.

    Leonardo Avalanche manifestou-se à reportagem:

    “Fui vítima de uma quadrilha especializada, onde Amauri Pinho, juntamente com um grupo organizado de juristas e empresários, burlaram e falsificaram assinaturas e documentos públicos”, afirmou. Ele detalhou que tais ações configuram uma série de crimes e que as novas provas de coação a testemunhas apenas confirmam o modus operandi do grupo.

    “Falsificaram documentos, assinaram em nome de outros, e agora estão coagindo testemunhas. Acreditamos que a justiça será feita e que, em breve, o partido estará retomado em sua integralidade. O que Amauri e seu grupo fizeram foi criminoso, e não permitiremos que quadrilhas especializadas se adonem de partidos políticos para ganhos pessoais ou outros fins escusos”, declarou.

    “Desde o início defendemos que tudo fosse apurado com transparência. Confio na Polícia Federal, na Justiça Eleitoral e no Poder Judiciário. O PRTB será plenamente reorganizado dentro da legalidade antes das eleições de 2026”.

    Segundo ele, os convencionais estariam reafirmando seus depoimentos e colaborando com as autoridades, o que teria fortalecido os elementos que embasaram o pedido de prisão.

    Marco na investigação

    Ainda sobre a dimensão e a audácia das ações investigadas, a reportagem ouviu o Delegado da Polícia Federal Dr. Rodney Miranda, com mais de trinta anos de experiência e ex-Secretário de Segurança do Estado de Goiás.

    Para o delegado, a peculiaridade do caso é notória:

    “Em toda a minha carreira, nunca vi um grupo criminoso de tamanha façanha, que ousou fraudar não apenas documentos públicos, mas também documentos de cunho federal, atacando as instituições do Tribunal Superior Eleitoral (TSE), da Justiça Federal, da Justiça Comum e da própria Polícia Federal.”

    O Dr. Rodney Miranda demonstrou confiança no avanço das apurações:

    “Temos certeza de que, em breve, esta organização criminosa, com todas as suas ramificações, estará atrás das grades. As investigações já se encontram em uma fase bastante avançada, e a elucidação completa dos fatos é uma questão de tempo.”

  • Influenciadores e convidados movimentam espaço da Seara no Camarote do Galo da Madrugada

    Influenciadores e convidados movimentam espaço da Seara no Camarote do Galo da Madrugada

    Ação reuniu nomes da internet, degustações da Linha Churrasco e interação com o público durante o desfile do sábado no Centro do Recife

    O espaço da Seara no Camarote Oficial do Galo da Madrugada foi ponto de encontro de influenciadores e convidados durante o desfile do último sábado (14), no Recife. No local, foram servidos produtos da Linha Churrasco, com cortes de aves e suínos e linguiças preparadas na hora, além de degustações exclusivas para o público presente. O diretor da marca, Giorgio Cafasso (Greg), acompanhou a ação e recebeu convidados ao longo do dia.

    Entre os nomes que passaram pelo espaço estiveram os influenciadores Dona Delma,    Guilherme Vilar e Bruna Hazin, que interagiram com o público e acompanharam o desfile do camarote.

    Para Dona Delma, a experiência teve um sabor especial. “Vinha na adolescência e estou aqui depois de tanto tempo, muito emocionada, provando essas delícias da Seara”, afirmou.

    Do lado de fora, a multidão que acompanhava o desfile nas ruas também pôde aproveitar o churrasco da marca, comercializado a preços acessíveis ao longo do percurso. A movimentação acompanhou o clima intenso da folia enquanto o trio comandado por André Rio percorria os 6,5 quilômetros do bloco, animando milhares de foliões pelas ruas do Centro do Recife.

  • Carnaval sob a água: Recife revive caos com ruas alagadas

    Carnaval sob a água: Recife revive caos com ruas alagadas

    Bastaram poucas horas de chuva para expor falhas na drenagem e reacender críticas à gestão municipal

    As fortes chuvas que atingem o Recife neste segundo dia de Carnaval voltaram a revelar um velho problema da cidade: ruas alagadas, trânsito travado, prejuízo para comerciantes e medo crescente nas áreas de risco. Bastaram poucas horas de chuva para que avenidas importantes se transformassem em rios, repetindo um cenário já conhecido da população.

    O episódio reforça críticas à gestão do prefeito João Campos (PSB), que, apesar do discurso de modernização e da forte presença nas redes sociais, enfrenta questionamentos sobre a efetividade dos investimentos em drenagem e prevenção. A sensação nas ruas é de que o Recife continua sem estrutura para enfrentar um problema previsível e recorrente.

    Com o comércio afetado justamente no período mais lucrativo do ano, a cidade que se prepara para receber foliões passa a projetar uma imagem de vulnerabilidade e improviso. Enquanto o poder público ressalta obras e ações preventivas, moradores convivem com a repetição do caos sempre que a chuva aumenta.

    Nas comunidades de encosta, o medo é ainda maior. Cada alerta meteorológico reacende o temor de deslizamentos e tragédias, reforçando a cobrança por soluções estruturais — e não apenas medidas emergenciais.

    Em meio a folia de momo, o Recife vive o contraste entre festa e insegurança. A chuva, mais uma vez, não cria o problema — apenas expõe aquilo que a cidade ainda não conseguiu resolver.

  • Toffoli deixa relatoria do Caso Master após crise institucional no STF

    Toffoli deixa relatoria do Caso Master após crise institucional no STF

    Saída ocorre após questionamentos sobre atuação do ministro, ataques à PF e ao Banco Central e alegações de conflito de interesses envolvendo o banqueiro Daniel Vorcaro

    O ministro Dias Toffoli saiu da relatoria do Caso Master após destruir a reputação do Supremo Tribunal Federal, da Procuradoria-Geral da República, além do presidente da suprema corte, Edson Fachin, e perpetrar o maior ataque que se viu até hoje à Polícia Federal e ao Banco Central.

    Toffoli precisou ser apeado do caso pelo volume de provas que produziu contra si mesmo e pela revelação do seu envolvimento pessoal no caso de maior destruição de poupança do mercado financeiro do Brasil pelo banco de Daniel Vorcaro.

    Mas não antes de obrigar ao STF a pagar caro por ter que divulgar por duas vezes notas em que a Corte se defendeu e constranger seus colegas a defendê-lo enquanto perpetuava na relatoria uma série de crimes contra a Polícia Federal, acusando-a publicamente de ineficiência, cobrando-a por ações atípicas e constrangendo seus delegados e agentes e só está saído porque o volume de provas contra si tornou impossível sua relatoria no caso.

    Ele também perpetrou o maior ataque de um ministro do STF ao Banco Central, uma instituição que precisou de décadas para construir uma reputação internacional e que ele, desde a primeira hora do caso, trabalhou para colocá-la com ré num processo em que acabou se tornando vítima depois que o ministro acatou todas as teses da defesa do banqueiro Daniel Vorcaro.

    Mas ele ainda destruiu a imagem do Procurador-Geral da República, quando negou uma série de pedidos relacionados ao caso, interferindo claramente nas ações do fiscal da lei para defender o dono do Banco Master.

    Destruição reputacional do Supremo

    O espectro de destruição reputacional do ministro Toffoli atingiu também o presidente do STF, Edson Fachin, que, na missão de defender a Suprema Corte, foi obrigado a defendê-lo publicamente em duas oportunidades, ainda que tenha contrariado os fatos revelados ao longo dos dias, fazendo com que, além da instituição, a própria reputação do presidente da casa fosse seriamente prejudicada em função do gesto de defesa do ministro.

    O aspecto positivo dessa série de fatos é que ela mostra como a força e a capacidade da Polícia Federal e do Banco Central do Brasil em estarem do lado certo. Ainda que tenham que pagar um preço alto para isso.

    Não se pode esquecer. Dias Toffoli acusou a PF de não estar cumprindo o seu papel, fez isso em vários despachos e destratou a instituição perante seus colegas, de modo que alguns deles passaram a acreditar que a instituição, ao investigar, invade competências e que divulga informações contra a Suprema Corte. Ministros saem das reuniões em que Toffoli foi apeado após criticarem duramente a Polícia Federal quando deveriam apoiá-la.

    Da mesma forma, o Banco Central continua sendo atacado em várias frentes por ter feito o que é sua obrigação. Não se pode desconsiderar que o BC está sendo atacado no Tribunal de Contas da União, que não deveria estar se intrometendo na ação da agência de fiscalização do Sistema Financeiro Nacional e agora pelo próprio Partido dos Trabalhadores, cujo líder deseja rever a lei que aprovou sua autonomia apoiando a tese de que o BC precisa ser fiscalizado pelo Congresso.

    Dias Toffoli, na sua ação deletéria, atacou o BC por ter aceitado relatar o caso desde a primeira hora. O ministro, que o STF diz, em nota, que atuou atendendo às demandas processuais, é o grande responsável por terem prosperado os questionamentos da ação do BC. Ele, ao aceitar relatar o caso, desencadeou toda a cadeia de fatos que só favorecem a defesa do banqueiro Daniel Vorcaro.

    O problema de sua saída e a designação de um relator para o caso é que eles não estancam a crise. As revelações da Polícia Federal e a confissão do próprio ministro agora colocam nas mãos do novo relator do caso a responsabilidade de apurar os crimes que possam ter sido cometidos pelo ministro relator no decorrer do processo com as ações que tomou. Além das informações relacionadas ao seu envolvimento pessoal e à sua família com o banco Master.

    Dias Toffoli passou da condição de juiz do caso para réu na medida em que a Polícia Federal a cada dia descobre seu envolvimento com o Banco Master e seus dirigentes. Mas a PGR e o próprio STF estão dispostos a abrir um processo contra ele.

    Designação de um novo relator não estanca crise

    A saída do ministro do caso e a designação de um novo relator ao menos têm a vantagem de que as provas colhidas no processo até agora estejam validadas e não corram o risco de serem anuladas devido à não observação de ritos processuais. Mas não estavam próximos do fim da crise criada pelo ministro.

    Na verdade, pelo envolvimento de cada vez mais personagens, inclusive do presidente Lula, de deputados e senadores, do TCU e de atores que a cada dia são trazidos ao conhecimento da população, a crise do Banco Master, que se tornou a Crise do Toffoli, não cessou o desgaste de instituições e reputações.

    O ministro colocou o STF dentro de um caso de corrupção por vontade própria. Ele arrastou a Suprema Corte para o centro de uma investigação policial da qual sequer deveria participar, dado que ainda não existem elementos concretos que justifiquem prerrogativas de foro.

    Ele arrastou a reputação de seus colegas ao obrigá-los a defendê-lo até mesmo na nota em que sai como se a decisão fosse sua para que o processo seguisse limpo.

    Resta saber como se comporta agora. Dado que, pelo que foi capaz de fazer desde que assumiu a relatoria, dificilmente se afastará do caso.

  • Governo Federal e Aena anunciam R$ 9,2 bilhões para modernização de aeroportos em quatro estados

    Governo Federal e Aena anunciam R$ 9,2 bilhões para modernização de aeroportos em quatro estados

    Investimento inclui financiamento do BNDES via Novo PAC e contempla terminais em SP, MS, PA e MG, com obras previstas até 2026

    O Governo Federal e a Aena Brasil anunciaram um investimento de R$ 9,2 bilhões voltado à modernização da infraestrutura aeroportuária em quatro estados brasileiros: São Paulo, Mato Grosso do Sul, Pará e Minas Gerais. O anúncio foi feito durante cerimônia no Palácio do Planalto, em Brasília, com a presença do presidente Lula, do ministro de Portos e Aeroportos, Silvio Costa Filho, do presidente do BNDES, Aloizio Mercadante, e do presidente da Aena Brasil, Santiago Yus, entre outras autoridades.

    O principal eixo do investimento contempla o bloco de 11 aeroportos arrematado pela concessionária na última rodada de concessões. Para esses terminais, estão previstos R$ 6,2 bilhões, sendo R$ 4,6 bilhões financiados pelo BNDES, dentro das ações do Novo PAC (Programa de Aceleração do Crescimento).

    Segundo o Ministério de Portos e Aeroportos, os recursos visam enfrentar desafios históricos da aviação civil, como a saturação estrutural do Aeroporto de Congonhas, além de impulsionar a interiorização do transporte aéreo no país.

    “Estamos executando o maior programa de aviação regional da história. Embora seja essencial ter um olhar para os grandes centros, como estamos fazendo com a ampliação de Congonhas, é fundamental garantir o crescimento da aviação no interior do país. A prioridade do presidente Lula é levar o desenvolvimento para todas as regiões, com novos aeroportos no Norte e no Nordeste, conectando o Brasil profundo aos grandes mercados”, afirmou o ministro Silvio Costa Filho.

    Além dos R$ 6,2 bilhões destinados ao novo bloco, a Aena também está investindo R$ 3,1 bilhões nos aeroportos que já administra no Nordeste. Somados, os aportes chegam a R$ 9,2 bilhões. A concessionária é responsável por cerca de 20% do tráfego aéreo nacional.

    As obras, com previsão de conclusão já em 2026, também contemplam outros dez aeroportos administrados pela Aena: Uberlândia, Uberaba e Montes Claros (MG); Campo Grande, Ponta Porã e Corumbá (MS); Santarém, Marabá, Carajás e Altamira (PA).

    O presidente da Aena Brasil, Santiago Yus, classificou o momento como histórico e reforçou o compromisso da empresa espanhola com o país.

    “Estamos aqui hoje para formalizar a maior operação de financiamento para infraestrutura aeroportuária da história do país. Graças ao apoio do Governo Federal e do BNDES, damos início a uma nova era para a aviação civil brasileira, ampliando a modernização de 11 aeroportos em quatro estados. Esse investimento demonstra nossa confiança no crescimento do Brasil: recebemos a oportunidade de contribuir para conectar este país consigo mesmo e com o mundo”, declarou.

  • Seara leva trio elétrico e estrutura de churrasco ao Galo da Madrugada

    Seara leva trio elétrico e estrutura de churrasco ao Galo da Madrugada

    Marca participa pelo segundo ano consecutivo como patrocinadora do bloco, com degustações, barraca aberta ao público e trio comandado por André Rio

    O Galo da Madrugada volta a ocupar as ruas do Centro do Recife neste sábado (14) e, pelo segundo ano consecutivo, a Seara participa do desfile como patrocinadora oficial do bloco. Para esta edição, a marca preparou uma operação que une entretenimento e experiência gastronômica.

    Ao longo do percurso do desfile, a empresa do Grupo JBS montará uma barraca de churrasco aberta ao público, com venda de produtos da Linha Churrasco Seara, como linguiças e cortes de aves e suínos, a preços acessíveis. A marca também estará no Camarote Oficial do Galo, com ações de degustação para convidados.

    Outro destaque da participação é a assinatura do trio elétrico comandado pelo cantor André Rio, um dos nomes mais tradicionais do Carnaval pernambucano, que anima os foliões durante o trajeto do bloco.

    “Seara é uma marca que já está muito presente em grandes eventos. Estar no Carnaval do Recife, especialmente em uma festa como o Galo da Madrugada, nos aproxima ainda mais do consumidor e amplia a degustação dos nossos produtos. A proposta é contribuir para que a folia seja ainda mais saborosa”, afirma Tannia Fukuda Bruno, diretora de Marketing da Seara.

    Além do Recife, a marca também realiza ações durante o Carnaval em outras capitais brasileiras, como Rio de Janeiro e Salvador.