No dia 7 de janeiro, teve início em Monte Alto a fase de plantio do Projeto Municipal de Introdução de Novas Culturas, marcando um importante avanço nas ações voltadas à diversificação e ao fortalecimento da agricultura local.
Nesta primeira etapa, o projeto contempla o consórcio de cacau e banana, uma técnica agrícola que integra duas culturas na mesma área, promovendo benefícios produtivos e ambientais. Neste momento inicial, foi realizado o plantio da banana nas três propriedades participantes. Além de apresentar um ciclo de produção mais rápido, a banana desempenha papel fundamental na formação de sombra e na melhoria das condições do solo, criando um ambiente mais favorável para o posterior desenvolvimento do cacau.
A iniciativa é resultado de uma parceria entre a Prefeitura de Monte Alto, por meio da Secretaria de Agricultura e Meio Ambiente, e a CATI Extensão Rural. O projeto foi viabilizado a partir do Ranking do Município Agro – 2024, ano em que o convênio entre as instituições foi formalizado.
Nesta fase, participam do programa as pro-priedades dos produtores Acácio Nunes, Janete Fonseca e Nivaldo de Souza, que passam a inte-grar uma proposta inovadora voltada à diversificação produtiva e à geração de novas oportuni-dades no campo.
A próxima etapa do projeto está prevista para abril, com o plantio do cacau. A expectativa é de que a iniciativa contribua de forma significativa para o desenvolvimento sustentável da agricul-tura municipal, incentivando novas alternativas de produção e fortalecendo a economia rural de Monte Alto.
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No dia 21 de janeiro de 2026, representantes do município de Monte Alto participaram de importantes visitas técnicas em Ribeirão Preto, com foco na modernização dos processos de fiscalização e na melhoria da gestão do trânsito. As visitas foram divididas em duas etapas estratégicas, envolvendo órgãos de referência regional na área de mobilidade e trânsito.
Na primeira etapa, os representantes de Monte Alto reuniram-se com Carlos Eduardo Ferreira, diretor de Fiscalização da RP Mobi, onde foram discutidas práticas inovadoras e procedimentos internos já adotados no município de Ribeirão Preto, especialmente relacionados à fiscalização de trânsito. As metodologias apresentadas servirão de base para a modernização das ações fiscalizatórias que passarão a ser implementadas pela Guarda Civil Municipal de Monte Alto.
Na sequência, a comitiva foi recepcionada na sede do DETRAN de Ribeirão Preto pelo superintendente adjunto, Felipe Fávero da Silva, e pela chefe de Fiscalização da regional, Maria Eugênia Pereira Santos. Durante o encontro, foram iniciadas tratativas para a formalização de um Termo de Cooperação Técnica entre o Município de Monte Alto e o DETRAN, parceria que deverá resultar em avanços significativos na organização, eficiência e segurança do trânsito local.
Representando o secretário de Segurança Pública de Monte Alto participaram das atividades o diretor de Trânsito, Renato Ulian, e o inspetor Miranda, atual comandante da Guarda Civil Municipal de Monte Alto.
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A Associação Comercial e Industrial de Monte Alto (ACIMA) divulgou o calendário oficial de funcionamento do comércio lojista para o período de fevereiro de 2026 a janeiro de 2027. O documento foi homologado após reunião realizada na sede da entidade, com a participação da diretoria da ACIMA e do Sindicato dos Empregados no Comércio de Jaboticabal e Região.
De acordo com o calendário, o comércio de Monte Alto permanecerá fechado nos feriados nacionais, municipais e datas comemorativas específicas, como a segunda e a terça-feira de Carnaval, dias 16 e 17 de fevereiro de 2026, retomando o expediente normal na Quarta-Feira de Cinzas, dia 18. Vale lembrar que a segunda-feira, 16, foi trocada com o feriado de 9 de julho, quando o comércio lojista funcionará normalmente. Também constam como fechados, entre outros, a Sexta-Feira da Paixão, Tiradentes, Dia do Trabalho, Corpus Christi, Dia da Independência, Dia das Crianças, Finados, Natal e Confraternização Universal, 1 de janeiro de 2027.
O documento também prevê funcionamento especial em datas estratégicas para o comércio, como vésperas de datas comemorativas e períodos de maior movimento. Em vários sábados ao longo do ano, o comércio poderá funcionar até as 15 horas, com horários estendidos em datas como a véspera do Dia das Mães, Dia dos Pais, Black Friday e no período natalino. Em dezembro, por exemplo, estão previstos horários ampliados até as 22 horas em diversos dias, além de abertura em um domingo, no dia 20, até às 13h30.
O calendário contempla ainda acordos especiais, permitindo que empresas realizem promoções mediante homologação junto ao sindicato, desde que haja comunicação prévia com antecedência mínima de cinco dias úteis. O calendário foi assinado pelo presidente da ACIMA, Carlos Martins da Conceição, pelo presidente do Sindicato dos Empregados no Comércio de Jaboticabal e Região, Mario Alfredo Frizzas, e pelo diretor comercial da associação, Aldemir Alves Rocha Junior. A ACIMA informou que permanece à disposição para esclarecimento de dúvidas pelo telefone (16) 3244-2001.
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Casos recentes de maus-tratos a animais reacenderam o debate sobre a responsabilidade da sociedade diante da violência contra seres indefesos. No Brasil, provocar dor, sofrimento ou submeter um animal a condições degradantes é crime previsto em lei, independentemente de se tratar de um animal doméstico, silvestre ou exótico. Práticas como abandono, agressões físicas, privação de alimento e água, além da manutenção em ambientes insalubres, estão entre as condutas puníveis.
Para que os responsáveis sejam devidamente responsabilizados, é fundamental acionar os canais oficiais, e não apenas expor a situação nas redes sociais. Em casos de flagrante, a orientação é ligar imediatamente para a Polícia Militar pelo número 190, para que a ocorrência seja atendida no local. A autoridade policial tem obrigação legal de intervir.
Também é possível registrar um Boletim de Ocorrência em qualquer delegacia de polícia, dando preferência às unidades especializadas em meio ambiente ou proteção animal, quando disponíveis. Em muitos estados, o registro pode ser feito de forma online, por meio das delegacias virtuais. O Ministério Público é outro órgão habilitado a receber denúncias e encaminhar as providências cabíveis.
Quando os maus-tratos envolvem animais silvestres ou exóticos, o Instituto Brasileiro do Meio Ambiente e dos Recursos Naturais Renováveis (Ibama) deve ser acionado por meio da Linha Verde, cujos canais estão disponíveis no site oficial do órgão. Prefeituras também costumam contar com secretarias ou coordenadorias de bem-estar animal, responsáveis pela fiscalização. Organizações não governamentais podem orientar o denunciante, mas não substituem os meios legais.
Provas fortalecem a denúncia e devem ser coletadas com cautela
A eficácia da denúncia está diretamente ligada à apresentação de provas. Fotografias e vídeos são fundamentais para registrar a situação de agressão ou negligência, mas devem ser feitos sempre de forma segura, sem confronto com o agressor. A integridade física do denunciante deve ser prioridade.
Informações como endereço completo do local, pontos de referência e horários em que os maus-tratos ocorrem ajudam a orientar a ação das autoridades. Caso existam testemunhas, é importante anotar seus contatos. A legislação brasileira garante o anonimato do denunciante, oferecendo proteção a quem decide agir.
Desde 2020, com a sanção da Lei nº 14.064 conhecida como Lei Sansão, as punições para maus-tratos contra cães e gatos foram agravadas. A pena passou a ser de dois a cinco anos de reclusão, além de multa e proibição da guarda de animais. A norma reforça que a negligência e a omissão também configuram crueldade e devem ser combatidas.
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O Departamento Estadual de Trânsito de São Paulo (Detran-SP) implementou mudanças significativas na prova prática para obtenção da Carteira Nacional de Habilitação (CNH). Agora, os candidatos à primeira habilitação não precisarão mais realizar a tradicional prova de baliza e podem utilizar veículos com câmbio automático durante o exame.
Essas alterações foram feitas de acordo com as diretrizes do Conselho Nacional de Trânsito (Contran) com o objetivo de modernizar o modelo de avaliação, tornando-o mais próximo das situações reais vivenciadas pelos motoristas no dia a dia.
A manobra de estacionamento entre cones, conhecida como baliza, não será mais realizada como etapa específica do exame. No entanto, o candidato ainda poderá ser avaliado em situações de parada e estacionamento durante o percurso em via pública, permitindo que o examinador observe o domínio do veículo em contextos reais de circulação.
Essa mudança busca avaliar a condução de forma mais ampla, considerando aspectos como segurança, respeito às regras de trânsito e tomada de decisões enquanto dirige.
Além disso, agora é permitido realizar a prova em carros com câmbio automático, sem a necessidade de justificativa médica ou adaptação veicular. Anteriormente, essa permissão era restrita a candidatos com deficiência ou mobilidade reduzida.
Com essa nova regra, qualquer candidato pode optar por realizar o exame em veículo automático, desde que o carro esteja regularizado para uso na prova. Essa mudança acompanha o crescimento de automóveis automáticos no mercado brasileiro.
O foco do novo formato da prova prática é avaliar a condução em situações comuns do trânsito urbano, como conversões, paradas obrigatórias, respeito à sinalização, uso correto das setas e comportamento seguro ao volante, visando a responsabilidade e segurança durante a direção.
Essas mudanças já estão em vigor em São Paulo e podem ser adotadas progressivamente por outros estados, à medida que os departamentos de trânsito estaduais se adequem às novas normas. O Detran-SP continuará monitorando os impactos dessas alterações na formação de novos condutores e na segurança viária.
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O envelhecimento populacional é uma das transformações demográficas mais profundas do século XXI — e seus efeitos econômicos já são sentidos em escala global. Com o aumento da expectativa de vida e a queda das taxas de natalidade, países desenvolvidos e emergentes enfrentam mudanças estruturais na previdência, no mercado de trabalho, na produtividade e no crescimento econômico.
Nesse contexto, a análise de Ernani Rezende Kuhn destaca a necessidade de reformas inteligentes e políticas públicas eficientes para transformar esse desafio em oportunidade.
A transição demográfica e seus efeitos econômicos
A chamada transição demográfica ocorre quando a população passa a envelhecer mais rapidamente do que se renova. Isso gera impactos diretos:
redução da população economicamente ativa;
aumento da razão de dependência (menos trabalhadores para sustentar mais aposentados);
pressão sobre sistemas de previdência e saúde;
desaceleração do crescimento do PIB;
necessidade de requalificação contínua da força de trabalho.
“O envelhecimento populacional não é apenas um fenômeno social — é um choque econômico silencioso.” — Ernani Rezende Kuhn
Previdência social sob pressão
Os sistemas previdenciários foram desenhados para sociedades mais jovens. Com o envelhecimento, surgem desequilíbrios:
✔ Aumento do gasto público
Mais beneficiários e pagamentos por períodos mais longos pressionam as contas públicas.
✔ Menos contribuintes
A base de arrecadação cresce mais lentamente do que as despesas.
✔ Sustentabilidade de longo prazo
Sem ajustes, déficits previdenciários tendem a se ampliar.
Segundo Ernani Rezende Kuhn:
“A previdência precisa se adaptar à nova realidade demográfica. Sem reformas, o sistema se torna insustentável.”
Ele ressalta que soluções passam por regras mais equilibradas, incentivo à previdência complementar e estímulo à permanência no mercado de trabalho.
Mercado de trabalho: escassez e transformação
O envelhecimento populacional também redesenha o mercado de trabalho:
escassez de mão de obra em alguns setores;
necessidade de manter trabalhadores mais velhos economicamente ativos;
requalificação profissional contínua;
valorização de experiência e conhecimento;
maior adoção de automação e inteligência artificial.
“Trabalhadores mais velhos não são um problema — são um ativo. O desafio é atualizar competências.” — Ernani Rezende Kuhn
Empresas e governos precisam criar ambientes que favoreçam aprendizado ao longo da vida e modelos de trabalho mais flexíveis.
Produtividade e tecnologia como compensação
Com menos pessoas em idade ativa, o crescimento dependerá cada vez mais de produtividade. A tecnologia torna-se aliada estratégica:
automação de processos;
inteligência artificial;
digitalização de serviços;
inovação em saúde e bem-estar;
aumento da eficiência do trabalho.
Segundo Kuhn:
“Se a força de trabalho cresce menos, a produtividade precisa crescer mais. Tecnologia é a ponte entre demografia e crescimento.”
Impactos regionais do envelhecimento
O ritmo do envelhecimento varia entre regiões:
Europa e Japão: envelhecimento acelerado e desafios previdenciários urgentes;
China: envelhecimento rápido após décadas de baixa natalidade;
América Latina: janela demográfica se fechando;
África: população jovem, mas com desafios de qualificação.
Essa diversidade cria novas dinâmicas de migração, investimento e competitividade global.
A visão de Ernani Rezende Kuhn sobre políticas públicas eficientes
Para Ernani Rezende Kuhn, enfrentar o envelhecimento populacional exige políticas públicas integradas:
• Reformas previdenciárias responsáveis
“Reformar não é retirar direitos, é garantir que eles existam no futuro.”
• Incentivo ao envelhecimento ativo
“Manter pessoas produtivas por mais tempo fortalece a economia.”
• Educação e requalificação contínuas
“Aprender ao longo da vida será regra, não exceção.”
• Integração entre tecnologia e trabalho
“Automação deve complementar, não excluir.”
Oportunidades em meio ao desafio
Apesar das pressões, o envelhecimento também cria oportunidades econômicas:
economia da longevidade (saúde, bem-estar, turismo, serviços);
novos modelos de trabalho;
inovação em previdência e finanças;
expansão de tecnologias assistivas;
crescimento de setores voltados ao público sênior.
“A longevidade pode ser um motor econômico se houver planejamento.” — Ernani Rezende Kuhn
Conclusão: envelhecer com sustentabilidade econômica
O envelhecimento populacional é irreversível, mas seus efeitos econômicos podem ser administrados com inteligência. Previdência sustentável, mercado de trabalho inclusivo e ganhos de produtividade serão decisivos para o crescimento futuro.
A análise de Ernani Rezende Kuhn sintetiza o desafio:
“O futuro da economia dependerá da nossa capacidade de adaptar previdência e trabalho a uma sociedade mais longeva.”
O Ministério Público de São Paulo pediu à Justiça para que Alberto Toshio Murakami, ex-fiscal da Secretaria da Fazenda estadual, seja incluído na Difusão Vermelha da Interpol, um mecanismo usado para localizar e prender foragidos internacionais. O MP também pediu sua prisão.
Segundo a Promotoria, Murakami deixou o Brasil e vive atualmente em uma casa avaliada em US$ 1,3 milhão (o equivalente a R$ 6.968.112,00) no estado de Maryland, nos Estados Unidos.
Murakami é apontado como um dos integrantes de um esquema de corrupção e fraudes fiscais que teria desviado centenas de milhões de reais por meio da liberação irregular de créditos de ICMS para empresas, entre elas a rede de farmácias Ultrafarma.
O ex-fiscal está foragido, teve a prisão decretada e, segundo o MP, encontra-se em “local incerto e não sabido”, motivo pelo qual o órgão pede a cooperação internacional para sua captura.
De acordo com a denúncia apresentada pelo Grupo Especial de Repressão a Delitos Econômicos (Gedec), Murakami atuou entre 2021 e 2025 como agente fiscal de rendas do estado de São Paulo e, nesse período, recebeu propina para favorecer a Ultrafarma na análise e no deferimento de pedidos de ressarcimento de créditos de ICMS-ST.
Murakami se aposentou da Secretaria da Fazenda em janeiro do ano passado. Para os promotores, a aposentadoria e a saída do país reforçam o risco de fuga definitiva e a necessidade de medidas mais duras para garantir a aplicação da lei penal.
A investigação aponta ainda que Murakami e outro fiscal da Secretaria da Fazenda chamado Artur Gomes da Silva “faziam vista grossa” e ajudavam a aprovar a restituição de ICMS sobre estoques fictícios. Em troca, segundo o MP, eles recebiam propina.
A reportagem não conseguiu contato com as defesas do empresário Sidney Oliveira, dos empregados da Ultrafarma e do ex-fiscal Artur Gomes da Silva Neto.
MP pediu à Justiça que o ex-fiscal da Secretaria da Fazenda estadual Alberto Toshio Murakami seja incluído na chamada “lista vermelha” da Interpol — Foto: Reprodução
Com base na investigação, o MP pediu na quinta-feira (5) que o fundador e dono da rede, Sidney Oliveira, volte a usar tornozeleira eletrônica e solicitou a prisão do ex-fiscal da Fazenda Alberto Toshio Murakami, que está foragido.
Sidney é investigado por participação no esquema e foi denunciado pelo MP-SP por corrupção ativa. Ele já havia sido preso em 12 de agosto do ano passado, quando a investigação da promotoria paulista veio a público, mas foi solto dias depois usando tornozeleira eletrônica. A medida cautelar, no entanto, foi revogada no fim daquele mês.
O empresário Sidney Oliveira, dono da Ultrafarma, em imagem de 2013. — Foto: José Patrício/Estadão Conteúdo
De acordo com a investigação, o esquema explorava o modelo de pagamento antecipado do Imposto sobre Circulação de Mercadorias e Serviços (ICMS) em São Paulo, adotado até o fim do ano passado pela indústria farmacêutica em São Paulo.
Nesse sistema, as empresas pagavam o imposto antes da comercialização dos medicamentos, com base nos estoques declarados ao fisco estadual.
Segundo o MP, as fraudes ocorriam no posto fiscal de Pinheiros, na Zona Oeste da capital paulista. As empresas inflavam os valores dos estoques declarados, o que aumentava artificialmente os créditos tributários a serem restituídos.
“Se a empresa declara que tem um estoque de 100, ela gera um crédito sobre esse valor. Ao inflar o estoque, ela também infla o crédito tributário a que teria direito”, explica o promotor Roberto Bodini.
Dono da Ultrafarma é preso em operação em São Paulo
Outro promotor do caso, João Otávio Bernardes Ricupero, afirmou que, após obter os créditos fiscais, a Ultrafarma revendia esses valores a outras empresas.
“Eles se transformavam em verdadeiros ativos financeiros. E essas operações também eram autorizadas por fiscais, mesmo sem lastro”, disse.
Em nota, a Secretaria Estadual da Fazenda da gestão Tarcísio de Freitas (Republicanos) informou que a atual gestão está adotando medidas para fortalecer o controle e a transparência dos processos de ressarcimento do ICMS. A pasta afirmou ainda que um grupo de trabalho específico está revisando todos os pedidos de restituição citados na denúncia do Ministério Público.
Oito denunciados
Os fiscais Artur Gomes da Silva, que está preso, e Alberto Toshio Murakami, foragido, eram funcionários da Sefaz-SP — Foto: Montagem/g1/Reprodução/TV Globo
No total, o MP-SP denunciou oito pessoas por suspeita de participação no esquema de fraudes na Sefaz-SP.
Além de Sidney Oliveira e dos dois fiscais estaduais investigados de cometer as fraudes dentro da secretaria, o diretor fiscal e contábil da Ultrafarma – Rogério Barbosa Caraça – e a assistente pessoal do empresário, Jane Gonçalves do Nascimento, também foram denunciados.
“Sob orientações de seu chefe [Sidney Oliveira], Rogério operava o esquema do lado da Ultrafarma, atuando de várias formas: enviava ao fiscal documentos e pendências para a obtenção dos créditos, cobrava de Artur o deferimento dos valores, informava ao auditor quais eram os períodos em relação aos quais se daria o pedido de restituição etc. Ele exercia as tarefas operacionais para que a empresa pudesse obter o ressarcimento dos créditos fiscais”, dizem os promotores.
Segundo o MP, Jane, por sua vez, assistia Sidney Oliveira a concretizar o pagamento da propina para os fiscais.
“Ela informava ao empresário sobre os valores que precisariam ser disponibilizados para Artur e Alberto, comunicava-o sobre eventuais pendências no pagamento e intermediava a comunicação entre fiscais e dono da Ultrafarma. Era Jane quem disponibilizava os valores em espécie pagos de propina para os servidores públicos, o que era realizado, como regra, na sede da empresa”, completa a denúncia.
Os promotores também dizem que o fiscal Artur Gomes da Silva, que seria o cabeça do esquema, usou a empresa da mãe para cometer as fraudes.
O Ministério Público de São Paulo solicitou à Justiça a inclusão de Alberto Toshio Murakami, ex-fiscal da Secretaria da Fazenda estadual, na Difusão Vermelha da Interpol, um mecanismo utilizado para localizar e prender foragidos internacionais. Além disso, o MP requisitou sua prisão.
De acordo com a Promotoria, Murakami deixou o Brasil e está atualmente residindo em uma casa no estado de Maryland, nos Estados Unidos, avaliada em US$ 1,3 milhão (equivalente a R$ 6.968.112,00).
Murakami é apontado como um dos participantes de um esquema de corrupção e fraudes fiscais que teria desviado centenas de milhões de reais por meio da liberação irregular de créditos de ICMS para empresas, incluindo a rede de farmácias Ultrafarma.
O ex-fiscal está foragido e, segundo o MP, sua localização é desconhecida, razão pela qual o órgão solicitou a cooperação internacional para sua captura.
Conforme a denúncia apresentada pelo Grupo Especial de Repressão a Delitos Econômicos (Gedec), Murakami atuou entre 2021 e 2025 como agente fiscal de rendas do estado de São Paulo e, durante esse período, recebeu propina para favorecer a Ultrafarma na análise e aprovação de pedidos de ressarcimento de créditos de ICMS-ST.
A investigação também aponta que Murakami e outro fiscal da Secretaria da Fazenda, chamado Artur Gomes da Silva, colaboravam para aprovar a restituição de ICMS sobre estoques fictícios em troca de propina.
Murakami se aposentou da Secretaria da Fazenda em janeiro do ano passado, o que, para os promotores, aumenta o risco de fuga definitiva, fortalecendo a necessidade de medidas mais rigorosas para assegurar a aplicação da lei penal.
Um total de oito pessoas foram denunciadas pelo MP-SP por suspeita de envolvimento no esquema de fraudes na Sefaz-SP, incluindo Sidney Oliveira, dono da Ultrafarma, e os fiscais Artur Gomes da Silva e Alberto Toshio Murakami.
O diretor fiscal e contábil da Ultrafarma, Rogério Barbosa Caraça, e a assistente pessoal do empresário, Jane Gonçalves do Nascimento, também foram denunciados pelos promotores.
Segundo a denúncia, Jane auxiliava Sidney Oliveira no pagamento de propina aos fiscais, enquanto Rogério executava tarefas operacionais para obter o ressarcimento de créditos fiscais pela Ultrafarma.
Os promotores afirmam ainda que Artur Gomes da Silva usou a empresa de sua mãe para cometer as fraudes, resultando em um aumento substancial do patrimônio da empresa em apenas dois anos.
A Associação Desportiva para Deficientes (ADD) realizou no último sábado, 31 de janeiro, a abertura oficial de seu calendário de atividades para 2026. O encontro reuniu alunos dos projetos Iniciação ao Esporte Adaptado IV e Formando Campeões III, promovendo uma manhã de integração entre atletas, familiares e voluntários por meio do esporte adaptado Viabilizado pela Lei de Incentivo ao Esporte, o encontro reforça a parceria estratégica com o Bank of America, uma das instituições que sustentam a infraestrutura e o corpo técnico especializado necessário para o desenvolvimento dos alunos e atletas. Durante a manhã, os participantes puderam vivenciar diversas atividades esportivas adaptadas, reforçando o papel do esporte como fator fundamental para o desenvolvimento da autonomia de crianças, jovens e adultos com deficiência atendidos pelo projeto. Para além do esporte, o evento promoveu um piquenique coletivo e uma caminhada pelo parque, integrando alunos, familiares e voluntários. O momento de descontração complementou as atividades da manhã, permitindo uma maior proximidade entre os participantes e aqueles que acompanham os projetos realizados pela associação. “O evento no Villa-Lobos é uma oportunidade de mostrar como o trabalho da ADD transforma a realidade de tantas crianças, jovens e adultos. O esporte é a nossa porta de entrada para gerar confiança e independência na vida de cada um, e o apoio institucional que recebemos é o que garante a continuidade desse atendimento gratuito e de alta qualidade”, afirmou Eliane Miada, fundadora e presidente do Conselho da ADD, que acompanhou as atividades no parque. Completando 30 anos de atuação, a ADD segue agora com seu cronograma de treinos e aulas regulares, consolidando sua posição como referência no paradesporto brasileiro, desde as categorias de base até o alto rendimento. Sobre a ADD A Associação Desportiva para Deficientes (ADD), fundada em 1996 por Steven Dubner e Eliane Miada, promove a melhoria da qualidade de vida de pessoas com deficiência por meio do esporte, desde a iniciação até o alto rendimento. Entre suas principais modalidades estão o atletismo, basquete em cadeira de rodas (com a equipe multicampeã ADD Magic Hands), bocha paralímpica e vôlei sentado. Com quase três décadas de atuação, a ADD já atendeu mais de 14 mil pessoas, conta com cerca de 300 voluntários por ano, realizou mais de 5 mil palestras e impactou cerca de 2 milhões de pessoas com seus programas. Para doar e apoiar nossos atletas, acesse: https://add.org.br/
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Homem é uma das 600 pessoas que, segundo o Ministério Público Federal, fizeram aplicações na Mercatore ou na Meca Investimentos e ficaram sem acesso aos aportes. Empresários responderão por crimes financeiros e associação criminosa.
“Hoje, se for corrigir o dinheiro, já está em mais de R$ 1,2 milhão, eu acredito, mas na época foram R$ 600 mil, todo fundo de aposentadoria que eu tinha foi embora”, afirmou, em entrevista à EPTV, afiliada da TV Globo.
Ele é uma das mais de 600 pessoas que, segundo o Ministério Público Federal, fizeram aplicações na Mercatore ou na Meca, corretoras ligadas aos empresários Breno Pignata, Felipe Rassi e Edilson Games, que acabam de se tornar réus por crimes financeiros e associação criminosa.
Procurado pela reportagem, Felipe Rassi disse que foi vítima da Mercatore e também teve prejuízos. O advogado de Edilson Games disse que mandaria uma resposta, mas não se posicionou até a publicação desta notícia. A reportagem não conseguiu falar com Breno Pignata.
Cliente afirma ter perdido R$ 600 mil ao investir na Mercatore, em Ribeirão Preto (SP). — Foto: Reprodução/EPTV
‘Não tinha mais ninguém’
O cliente entrevistado pela reportagem afirma que, ao fazer o aporte de R$ 600 mil, chegou a receber rendimentos por um mês, mas depois a situação ficou estranha.
Segundo ele, ao pedir novos resgates, ele não teve mais respostas e não encontrou ninguém no escritório da corretora, que estava fechado.
“Três anos atrás eu fiz uma tentativa de saque e aí o saque não ocorreu. e aí eu tive lá na empresa, já não tinha mais ninguém. (…) Ele tinha um andar inteiro de aluguel. Era uma empresa bonita, toda decorada e aí evaporou tudo”, diz.
O homem ainda conta que, antes de isso acontecer, chegou a indicar familiares e amigos para investir na corretora.
“Eles têm um mecanismo de computação que você vai sendo levado, porque tem o meu irmão também sofreu perdas, você tem os amigos que vão indo e um leva o outro. Você acredita que está tudo bem, a rentabilização, ela é muito alta”, diz.
Uma mulher que também preferiu não ser identificada afirmou ter perdido R$ 300 mil na Mercatore. Segundo ela, os responsáveis eram articulados e davam muitas informações para aumentar a confiança dos clientes.
“Eles eram muito convincentes, falavam como se fosse gerente de banco. Explicavam muito, até a gente conseguir entender, eles explicavam para onde iam os investimentos e tudo mais”, afirma.
Denunciados na Justiça Federal
De acordo com a denúncia do MPF, os réus captaram recursos financeiros de mais de 600 pessoas, as convencendo a investir em um fundo de investimentos próprio da Mercatore e/ou da Meca. Segundo a Polícia Federal, foram ao menos 527 transações entre julho de 2018 e novembro de 2021 realizadas sem respeitar os contratos de prestação de serviços firmados com os clientes.
Além de promessas de rentabilidades atrativas e prejuízos limitados, os acusados prometiam um “fundo garantidor próprio”, semelhante ao Fundo Garantidor de Créditos da Bolsa de Valores, mas posteriormente impediram os clientes de resgatar o capital investido, segundo o Ministério Público Federal.
De acordo com a denúncia, parte dos valores recebidos pela Mercatore foi destinada a empresas de capital fechado e em estágio embrionário ligadas direta ou indiretamente aos denunciados, “cujos valores recebidos acabaram dissipados sem qualquer retorno aos investidores.”
Outra parte, segundo a ação, foi direcionada a aplicações de elevado risco na Bolsa e resultaram em um prejuízo de R$ 16,1 milhões.
A denúncia cita que, apesar de os investidores terem tido acesso a resgates parciais na Mercatore, a maioria foi privada de parte ou do total do patrimônio investido quando a empresa encerrou as atividades ao ser alvo de pedidos de liquidação de investimentos.
Segundo a acusação, Breno chegou a oferecer um plano de recuperação extrajudicial, mas não cumpriu o prometido.
Redes sociais da Mercatore, acusado de sumir com investimentos de clientes em Ribeirão Preto (SP). — Foto: Reprodução/EPTV
Os problemas e as operações não autorizadas, de acordo com o MPF, prosseguiram na Meca Investimentos, empresa que foi aberta por Felipe e o assessor Edilson e para onde eles levaram parte dos clientes que eram da Mercatore.
A denúncia ainda observa que, apesar da ruptura da sociedade entre Felipe e Breno em 2020, os contratos investigados mostram que Mercatore e Meca “mantinham uma relação simbiótica”.
Ao término das investigações, o Ministério Público Federal denunciou os empresários por atuarem como assessores de investimento sem autorização, por praticarem gestão temerária, além de apropriação indébita de valores.
Na decisão expedida em janeiro, a juíza federal Milenna Marjorie Fonseca da Cunha tornou os três investigados réus.
Um ou mais vão responder por crimes associados a gestão fraudulenta, apropriação indébita e negociação de valores mobiliários sem autorização ou registro, além de associação criminosa.