Autor: São Paulo em Foco

  • Galeria Luisa Strina recebe intervenção inédita do artista costa-riquenho Federico Herrero

    Galeria Luisa Strina recebe intervenção inédita do artista costa-riquenho Federico Herrero

    A Galeria Luisa Strina, um dos marcos da arte contemporânea no Brasil, apresenta a nova exposição individual do artista Federico Herrero. Conhecido por suas investigações sobre a cor e o espaço, o costa-riquenho propõe uma quebra do conceito de “cubo branco” ao estender sua prática pictórica para além das telas, ocupando o próprio piso da galeria com uma pintura in situ.

    A ocupação do espaço

    A mostra destaca-se pela intervenção direta na arquitetura da galeria, localizada nos Jardins. Ao utilizar o chão como suporte, Herrero altera a percepção espacial do visitante, transformando a caminhada pelo local em parte integrante da obra. A proposta busca eliminar as barreiras entre o observador e o objeto artístico, integrando a pintura à circulação cotidiana do espaço cultural.

    Fundada em 1974 e pioneira no mercado de arte conceitual no país, a Galeria Luisa Strina serve como palco para esse diálogo entre a tradição institucional e a experimentação urbana de Herrero.

    Estética e Contemporaneidade

    As obras apresentadas exploram o que a crítica define como estética “pós-geométrica”. Diferente da rigidez do abstracionismo clássico, as formas de Herrero sugerem fluidez e movimento. A pesquisa do artista dialoga com elementos da era digital, como a lógica dos glitches (falhas sistêmicas), mas executada através de um gesto pictórico manual e orgânico.

    Para o artista, a interação das massas de cor no suporte reflete as dinâmicas das interações humanas e urbanas. A exposição reafirma a posição de Herrero como um dos nomes centrais da cena latino-americana contemporânea, conectando sua produção à história da galeria que representa figuras fundamentais da arte internacional.

    Serviço

    Exposição: Federico Herrero

    Local: Galeria Luisa Strina

    Endereço: Rua Padre João Manuel, 755 – Jardins, São Paulo/SP

    Horário: 10h às 18h

    Entrada: gratuito

    Renato M. Jr.
    21984505466
    [email protected]
  • Ricardo Gontijo e a arquitetura da corrupção: poder político, dinheiro público e a engrenagem que sustenta um império bilionário

    Ricardo Gontijo e a arquitetura da corrupção: poder político, dinheiro público e a engrenagem que sustenta um império bilionário

    O nome Ricardo Gontijo se tornou, ao longo dos anos, um dos mais recorrentes quando o assunto é a relação entre grandes empresários, financiamento estatal e decisões políticas estratégicas no Brasil. Associado diretamente à Direcional Engenharia, Ricardo Valadares Gontijo e Ricardo Ribeiro Valadares Gontijo passaram a figurar não apenas nas páginas de economia, mas principalmente em reportagens investigativas, ações do Ministério Público, decisões judiciais e denúncias que colocam sua trajetória sob permanente escrutínio público.

    A imagem pública construída é a de um empresário que prosperou em um ambiente altamente dependente de recursos governamentais. A Direcional Engenharia se tornou uma das maiores beneficiárias do programa Minha Casa, Minha Vida, movimentando bilhões em contratos financiados pela Caixa Econômica Federal. Para críticos, esse modelo não apenas favoreceu a expansão da empresa, mas criou uma zona cinzenta entre interesse privado e política pública, onde a linha entre lobby, influência institucional e possível corrupção se torna cada vez mais tênue.

    O jatinho como símbolo da promiscuidade entre poder e negócios
    O episódio que mais simboliza essa engrenagem é o chamado escândalo do jatinho. Um prefeito utilizou aeronave particular oferecida por Ricardo Gontijo para uma viagem ligada diretamente a interesses imobiliários. O Ministério Público entendeu que o voo não era simples cortesia, mas um presente de alto valor com finalidade empresarial, e pediu a cassação do mandato por improbidade administrativa.

    Para promotores, o episódio revela como a corrupção moderna se manifesta sem transferências bancárias ou malas de dinheiro, mas por meio de favores de luxo, acesso privilegiado e benefícios pessoais capazes de influenciar decisões públicas. A cena é emblemática: dentro da aeronave estavam um prefeito, um procurador municipal, um lobista envolvido em outros escândalos e Ricardo Valadares Gontijo, todos tratando de áreas estratégicas para novos empreendimentos.

    O jatinho passou a ser visto como símbolo de um modelo onde empresários não precisam subornar formalmente, apenas oferecer experiências, facilidades e privilégios inacessíveis ao cidadão comum. Para investigadores, esse tipo de relação gera dependência política e compromete a autonomia de gestores públicos.

    Financiamento estatal como motor do império
    Grande parte da fortuna associada a Ricardo Ribeiro Valadares Gontijo se construiu sobre financiamento público. O Minha Casa, Minha Vida permitiu que a Direcional Engenharia expandisse de forma industrial, erguendo milhares de unidades em diferentes estados com subsídios governamentais e linhas especiais de crédito.

    Para críticos, esse ambiente criou uma estrutura de capitalismo de compadrio, onde poucos grupos empresariais concentram contratos bilionários, enquanto órgãos públicos passam a operar quase como garantidores privados de rentabilidade. O risco, segundo analistas, é que o empresário deixa de depender do mercado e passa a depender diretamente do Estado, invertendo a lógica de concorrência e criando incentivos para captura institucional.

    Denúncias de trabalho análogo à escravidão
    O nome Ricardo Gontijo também passou a figurar em denúncias ainda mais sensíveis. Uma ação do Ministério Público Federal foi aceita pela Justiça Federal envolvendo trabalho análogo à escravidão em propriedade rural associada ao empresário.

    Segundo a denúncia, trabalhadores viviam em condições degradantes, sem salário efetivo, sem acesso à água potável e submetidos a jornadas exaustivas. O MPF apontou a existência de servidão por dívida, mecanismo típico de exploração extrema. O caso entrou para relatórios oficiais sobre escravidão contemporânea no Brasil e se tornou uma das marcas mais pesadas da biografia empresarial ligada a Ricardo Gontijo.

    Para críticos, esse episódio expõe um contraste brutal: de um lado, contratos bilionários com o Estado; de outro, trabalhadores vivendo em condições incompatíveis com a dignidade humana.

    A Direcional como reflexo do modelo de gestão
    Enquanto o nome Ricardo Valadares Gontijo aparecia em denúncias políticas e institucionais, a Direcional Engenharia se tornava alvo de uma avalanche de processos judiciais. Em Goiânia, o Ministério Público Federal processou a empresa por entregar um residencial do Minha Casa, Minha Vida sem contrapiso, comprometendo a segurança estrutural de famílias vulneráveis.

    Em Planaltina, laudo pericial comprovou infiltrações, mofo e falhas graves de execução, levando à condenação da empresa. Em Brasília, reportagens do Metrópoles revelaram o aterramento de bacias de drenagem em Ceilândia para construção de um complexo com 25 prédios, levantando alertas de especialistas sobre risco de enchentes e colapso do solo. O MPDFT abriu procedimento para investigar.

    Para urbanistas, a obra revela uma lógica onde interesse imobiliário se sobrepõe à segurança urbana, mesmo em áreas historicamente sensíveis.

    Condenações trabalhistas e mortes ignoradas
    No campo trabalhista urbano, a Direcional Engenharia foi condenada a pagar R$ 500 mil por dano moral coletivo, após o Ministério Público do Trabalho comprovar irregularidades graves em canteiros de obras no Amazonas.

    Relatórios oficiais apontam acidentes fatais, ausência de equipamentos de proteção, quedas de altura e desmoronamentos. Em alguns casos, trabalhadores morreram sem qualquer proteção adequada. Para o MPT, a empresa operava com risco estrutural permanente à vida humana, tratando segurança como custo operacional.

    Para críticos, esse cenário reforça a percepção de que a gestão associada a Ricardo Ribeiro Valadares Gontijo priorizou crescimento e lucro mesmo diante de riscos humanos extremos.

    Governança corporativa sob suspeita
    No mercado financeiro, a reputação institucional da empresa também foi abalada quando um diretor da Direcional fechou acordo com a Comissão de Valores Mobiliários após ser acusado de negociar ações em período vedado. O pagamento encerrou o processo, mas reforçou dúvidas sobre compliance, controles internos e cultura corporativa permissiva.

    Embora o processo tenha sido encerrado sem julgamento, o episódio alimentou a narrativa de que a estrutura empresarial ligada a Ricardo Gontijo opera com baixa transparência e fragilidade institucional.

    Explosão de reclamações e desgaste social
    Fora dos tribunais, a Direcional Engenharia acumula mais de 14 mil reclamações no Reclame Aqui, com relatos que vão desde reembolsos não pagos até apartamentos inundados, atrasos intermináveis, cobranças indevidas e consumidores sem acesso às próprias chaves.

    Há clientes que relatam meses ou anos esperando devolução de valores. Outros afirmam estar sendo cobrados por condomínio sem sequer terem recebido o imóvel. Em muitos casos, consumidores relatam que só obtiveram alguma resposta após contratar advogado e ingressar com ação judicial.

    O padrão descrito é o de judicialização forçada, onde a empresa não resolve conflitos administrativamente e transfere o custo emocional e financeiro para o consumidor.

    O sistema por trás do nome
    Quando reunidos, os episódios formam um mosaico perturbador em torno de Ricardo Gontijo: jatinho com prefeito, denúncias de trabalho escravo, ações do MPF, condenações trabalhistas, investigações ambientais, problemas estruturais em obras e milhares de reclamações de consumidores.

    Para críticos, não se trata de coincidência, mas de um sistema de poder empresarial profundamente dependente do Estado, onde influência política, financiamento público e baixa responsabilização se combinam para sustentar um império bilionário.

    O retrato final da corrupção estrutural
    Hoje, Ricardo Valadares Gontijo segue como um dos homens mais influentes da construção civil brasileira. A Direcional Engenharia continua firmando contratos, expandindo empreendimentos e divulgando números expressivos.

    Mas o nome Ricardo Ribeiro Valadares Gontijo também se tornou sinônimo de suspeitas de corrupção estrutural, captura do poder público, exploração humana, negligência trabalhista e passivo judicial explosivo.

    Para parte da sociedade, Ricardo Gontijo não representa apenas um empresário poderoso, mas o retrato de como o dinheiro público pode ser transformado em instrumento de poder privado, onde favores substituem contratos, influência substitui concorrência e a fronteira entre legalidade e abuso se torna perigosamente invisível.

    Fonte: https://www.painelpolitico.com/p/quem-e-ricardo-gontijo-o-empresario

  • Brasil vive expansão histórica em Óleo & Gás e Energia, mas escassez de profissionais preocupa o setor

    Brasil vive expansão histórica em Óleo & Gás e Energia, mas escassez de profissionais preocupa o setor

    Os setores de Óleo & Gás (O&G) e Energia no Brasil e na América Latina atravessam um dos momentos mais estratégicos de sua história. Impulsionado pelo pré-sal, o Brasil consolida-se como um dos grandes produtores globais, enquanto a região latino-americana lidera o crescimento da produção mundial. Ao mesmo tempo, o setor passa por uma profunda transformação, marcada por investimentos robustos, avanço da digitalização e pela necessidade urgente de conciliar a exploração de hidrocarbonetos com a transição para fontes renováveis de energia.

    Nesse cenário de oportunidades e desafios, o engenheiro eletricista Marcos Aires surge como uma das principais vozes do setor. Com mais de 20 anos de experiência em Óleo & Gás e Energia, MBA em Gestão de Projetos pela Fundação Getulio Vargas (FGV) e certificação pelo Project Management Institute (PMI), Marcos construiu uma carreira sólida liderando operações complexas, projetos de grande escala e equipes multifuncionais em ambientes multinacionais.

    Segundo ele, apesar do ritmo acelerado de crescimento, o setor enfrenta um obstáculo crítico: a falta de mão de obra qualificada. “O crescimento acelerado enfrenta um desafio central, que é a escassez de profissionais qualificados, com um déficit estimado de mais de 5,1 mil técnicos no setor”, alerta.

    Para Marcos Aires, a expansão brasileira representa uma oportunidade histórica, mas que exige planejamento estratégico e visão de longo prazo. “O Brasil está diante de um ciclo de crescimento sem precedentes, mas sem profissionais capacitados, corremos o risco de não conseguir atender à demanda do mercado”, afirma. Ele ressalta que o descompasso entre vagas disponíveis e profissionais preparados pode comprometer prazos, eficiência e competitividade.

    Ao longo da carreira, Marcos acumulou experiências em posições de destaque em empresas globais como Rolls-Royce Energy e Baker Hughes, além de receber prêmios de Excelência em Gerenciamento de Projetos, reforçando sua reputação em excelência operacional e no desenvolvimento de pessoas. Essa trajetória o coloca em posição privilegiada para analisar os rumos da indústria, especialmente em um momento em que a transição energética e a consolidação do setor exigem maior integração tecnológica, digitalização e inovação.

    Outro ponto destacado por Marcos Aires é a necessidade de repensar estratégias de atração e retenção de talentos. Para ele, salários competitivos já não são suficientes. “Para reter profissionais, é preciso oferecer mais do que remuneração, precisamos criar ambientes de aprendizado contínuo, inovação e reconhecimento”, defende.

    À medida que o Brasil se aproxima de recordes históricos de produção, a liderança de profissionais experientes torna-se ainda mais relevante. Marcos reforça que o futuro do setor depende do equilíbrio entre expansão, qualificação da força de trabalho e adoção de novas tecnologias. “A principal barreira hoje é a falta de uma estratégia eficaz de formação de novos profissionais, o que cria um paradoxo de vagas em alta e candidatos em falta”, conclui, destacando que empresas já começam a ajustar políticas de contratação, salários e benefícios para atrair talentos reais.

    Em meio a grandes investimentos e perspectivas otimistas, Marcos Aires sintetiza o momento do setor: o verdadeiro preparo não está apenas no capital investido, mas na capacidade de navegar com sucesso entre a continuidade da produção de hidrocarbonetos e a urgência de uma transição energética sustentável, eficiente e integrada.

     

     

     

     

  • Bloco da Aceita aposta em diversidade e música ao vivo para aquecer o carnaval na Estação Atibaia

    Bloco da Aceita aposta em diversidade e música ao vivo para aquecer o carnaval na Estação Atibaia

    Novos Atibaianos lideram a festa ao lado de DJs da comunidade LGBT+ em celebração plural, divertida e sem caretice. 

    A comunidade LGBTQIAPN+ de Atibaia se prepara para receber um novo e vibrante capítulo da sua história. No dia 31 de janeiro de 2026, a partir das 19h, a Estação Atibaia será palco da estreia do Bloco da Aceita, iniciativa do coletivo Festa Aceita, que chega à cidade com a proposta de resgatar o clima dos antigos carnavais locais, agora sob uma perspectiva moderna, inclusiva e diversa.

    Após o sucesso da Parada do Orgulho de Atibaia, realizada no mesmo espaço e que reuniu grande público, a Aceita volta a movimentar a cena cultural e turística do município com um evento que une música, representatividade e celebração da diversidade. A expectativa é atrair não apenas moradores da cidade, mas também público regional, impulsionando o comércio, o turismo e a economia criativa local em pleno verão.

    Um dos grandes destaques do Bloco da Aceita é o line-up, composto por DJs LGBTQIAPN+, reforçando o compromisso do projeto com a visibilidade, a pluralidade e a ocupação de espaços por diferentes identidades. O evento contará também com show ao vivo da banda Novos Atibaianos, que promete um repertório exclusivo, especialmente pensado para o bloco, conectando a força da música ao vivo com a energia contagiante do carnaval.

    Completam a programação os DJs Felipe Silva (Campinas), Bubu (Rio de Janeiro), Hayana — DJ residente da Festa Aceita — e DJ Lua, que divide a cabine com Hayana em um set especial B2B. Bubu desembarca em Atibaia trazendo a bagagem de apresentações em casas icônicas da cena noturna carioca, enquanto Felipe Silva reforça a diversidade sonora da festa com sets marcados por clássicos do Axé e grandes hits da folia.

    Outro momento simbólico do evento é a apresentação da Musa do Carnaval 2026, título que será representado por Kylie Mantovaninni. Sua nomeação reforça o caráter de homenagem a personalidades que traduzem beleza, atitude e representatividade, valores centrais do Bloco da Aceita e do carnaval que o coletivo propõe: livre, diverso e cheio de afeto.

    Além da música, o Bloco da Aceita contará com praça de alimentação, bares, performances e experiências que dialogam com a cultura pop, o entretenimento e a celebração da diversidade. A proposta é transformar a Estação Atibaia em um grande ponto de encontro seguro, reafirmando o carnaval como espaço de convivência, respeito e alegria.

    Os ingressos já estão disponíveis a preços populares pela plataforma Sympla, ampliando o acesso do público ao evento. Mais informações, programação completa e atualizações podem ser consultadas no site oficial www.aceitafesta.com.br.

    Com uma curadoria artística consistente e um discurso alinhado às pautas contemporâneas de inclusão, o Bloco da Aceita chega para se consolidar como um dos grandes destaques do carnaval de Atibaia, fortalecendo a cidade no calendário de eventos culturais e festivos do interior paulista.

    Serviço
    Bloco da Aceita – Pré-Carnaval
    Data: 31 de janeiro de 2026
    Horário: a partir das 19h
    Local: Estação Atibaia
    Avenida Jerônimo de Camargo, 6308

    Assessoria de Imprensa - Festa Aceita
    11982255783
    [email protected]
    www.aceitafesta.com.br
  • Ariovaldo Nonato Borges Júnior: entenda o papel do servidor apontado como chefe do esquema que desviou R$ 46 milhões da saúde em Salvador

    Ariovaldo Nonato Borges Júnior: entenda o papel do servidor apontado como chefe do esquema que desviou R$ 46 milhões da saúde em Salvador

    As investigações da Controladoria-Geral da União (CGU) e da Polícia Federal lançaram luz sobre um dos maiores esquemas de desvio de recursos públicos da área da saúde em Salvador nos últimos anos. No centro da apuração está o nome de Ariovaldo Nonato Borges Júnior, servidor público municipal, apontado como o principal articulador de um grupo que teria causado prejuízo estimado em R$ 46 milhões aos cofres públicos entre outubro de 2013 e setembro de 2023.

    A operação, batizada de “Dia Zero”, cumpriu 25 mandados de busca e apreensão em quatro cidades — Salvador, Mata de São João, Itapetinga e Maceió — e teve como alvos 10 pessoas físicas e 11 empresas. De acordo com os órgãos de controle, o esquema envolvia fraudes em contratos firmados entre a Secretaria Municipal de Saúde (SMS) de Salvador e o Instituto Nacional de Tecnologia e Saúde (INTS), por meio de sobrepreço, duplicidade de pagamentos e simulação de prestação de serviços.

    Quem é Ariovaldo Nonato Borges Júnior

    Segundo informações oficiais da Prefeitura de Salvador, Ariovaldo Nonato Borges Júnior é servidor concursado, ocupante do cargo de Técnico Administrativo, com lotação no Núcleo de Tecnologia da Informação da Secretaria Municipal da Saúde. À época dos fatos investigados, ele atuava como coordenador do Núcleo de Gestão da Informação da SMS, posição estratégica dentro da estrutura administrativa da pasta.

    Para a CGU e a Polícia Federal, essa função foi determinante para que ele tivesse acesso privilegiado a informações internas, processos licitatórios, elaboração de termos de referência e fluxos de pagamento, o que teria permitido a montagem e a sustentação do esquema ao longo de quase uma década.

    Como Ariovaldo é apontado como chefe do esquema

    De acordo com os relatórios de investigação, Ariovaldo Nonato Borges Júnior é considerado o líder do núcleo público do esquema. Ele teria sido o responsável por:

    Viciar documentos licitatórios, direcionando editais e exigências técnicas;

    Repassar informações privilegiadas a integrantes do INTS e empresas ligadas ao grupo;

    Orquestrar a contratação do Instituto Nacional de Tecnologia e Saúde;

    Autorizar e viabilizar pagamentos indevidos, mesmo sem comprovação da efetiva prestação dos serviços.

    A Polícia Federal aponta ainda que Ariovaldo atuava como gestor fiscal do contrato, posição que lhe conferia responsabilidade direta pela fiscalização da execução contratual. Segundo os investigadores, essa função foi utilizada de forma irregular para legitimar medições, atestos e liberações financeiras.

    Estrutura do grupo liderado por Ariovaldo

    As apurações indicam que o esquema era organizado em quatro núcleos principais, todos interligados, com Ariovaldo na posição de comando do núcleo público.

    1. Núcleo Público

    Além de Ariovaldo, esse núcleo seria composto por:

    Regina dos Santos Conceição

    Vanina dos Santos Conceição

    Oliveira Saldanha

    Priscila Luiza Oliveira de Souza

    Vinicius Alves Mariano

    Esses servidores e colaboradores teriam atuado em conjunto para facilitar contratações fraudulentas, elaborar documentos técnicos, termos de referência e justificar pagamentos. E-mails obtidos pela CGU mostram que o grupo produzia documentos antes mesmo da formalização de contratos, o que indica direcionamento prévio das licitações.

    2. Núcleo Dirigente do INTS

    Formado por gestores do Instituto Nacional de Tecnologia e Saúde, entre eles:

    Ian dos Anjos Cunha (superintendente geral)

    Evertton Tavares Gomes Freitas

    Emanoel Marcelino Barros Sousa

    Geraldo Andrade Filho

    Allan Wailes de Holanda Cavalcanti

    Fábio Finamori Macedo

    Esse núcleo seria responsável pela gestão institucional do esquema, coordenação geral, movimentação de recursos e articulação com o núcleo público liderado por Ariovaldo.

    3. Núcleo Operacional

    Composto por:

    Babara Wailes Sá da Nova

    Samantha Diniz Gonçalves Andrade

    Odenilson Alves Cristal

    Esse grupo seria responsável pela lavagem de dinheiro, organização de saques em espécie, transferências bancárias, pulverização de valores e ocultação da origem ilícita dos recursos.

    4. Núcleo Empresarial

    Formado por mais de 10 empresas utilizadas como intermediárias financeiras, que emitiam notas fiscais sem lastro real de prestação de serviços, apenas para justificar saídas de dinheiro do contrato público.

    Movimentação financeira incompatível

    Um dos pontos que mais chamaram atenção dos investigadores foi a movimentação financeira atribuída a Ariovaldo Nonato Borges Júnior. Segundo a Polícia Federal, ele teria movimentado mais de R$ 30 milhões por meio de empresas registradas em seu nome ou em nome de familiares.

    Esse valor é considerado absolutamente incompatível com a remuneração de um servidor público municipal, reforçando a suspeita de enriquecimento ilícito, ocultação de patrimônio e lavagem de dinheiro.

    Entre os bens alvo de medidas judiciais está um imóvel de alto padrão localizado na Avenida Tancredo Neves, em Salvador, onde funciona a sede de uma empresa vinculada ao servidor.

    Como funcionava o esquema na prática

    As investigações indicam que o contrato entre a Secretaria Municipal de Saúde e o INTS foi estruturado para permitir:

    Sobrepreço sistemático em serviços e produtos;

    Duplicidade de pagamentos por serviços semelhantes;

    Subcontratação irregular de empresas, prática vedada pelo edital;

    Pagamentos sem comprovação de execução dos serviços contratados.

    Além disso, o INTS teria subcontratado uma empresa controlada pelo próprio grupo, utilizada como instrumento central da lavagem de dinheiro. Essa empresa recebia valores milionários sem comprovar a entrega de serviços, servindo apenas para circular e “esquentar” os recursos desviados.

    Fraudes na licitação e direcionamento do edital

    A CGU informou que a investigação teve início após a identificação de irregularidades em um pregão eletrônico da Secretaria Municipal de Gestão (Semge). A nota técnica apontou indícios de que o edital foi elaborado com o objetivo de limitar a competitividade, favorecendo diretamente o INTS.

    Entre as irregularidades destacadas estão:

    Exigências indevidas de registros em conselhos profissionais sem relação com o objeto licitado;

    Emissão de atestado de capacidade técnica ao INTS dois meses antes da publicação do edital, o que indica preparação prévia;

    Critérios técnicos restritivos, que afastaram concorrentes.

    Segundo a CGU, esses elementos reforçam a tese de que o processo foi direcionado desde a origem, com participação ativa do núcleo público liderado por Ariovaldo.

    Operação “Dia Zero” e medidas judiciais

    Na quinta-feira (12), foram cumpridos:

    25 mandados de busca e apreensão

    Ordens de bloqueio de até R$ 100 milhões

    Sequestro de bens e imóveis

    Afastamento cautelar de servidores públicos, incluindo Ariovaldo Nonato Borges Júnior

    A decisão foi expedida pela 2ª Vara Especializada Criminal da Seção Judiciária da Bahia, que também determinou o afastamento temporário de ocupantes de cargos públicos envolvidos no caso.

    Crimes investigados

    Os alvos da operação, incluindo Ariovaldo, poderão responder, conforme o andamento do processo, pelos crimes de:

    Fraude à licitação

    Peculato

    Corrupção ativa e passiva

    Organização criminosa

    Lavagem de dinheiro

    As investigações seguem em curso, e novas fases não estão descartadas.

    O afastamento de Ariovaldo e posicionamento da Prefeitura

    A Prefeitura de Salvador confirmou que Ariovaldo Nonato Borges Júnior foi afastado cautelarmente de suas funções, conforme determinação judicial. O afastamento foi formalizado por meio de portaria publicada no Diário Oficial do Município.

    Em nota, a gestão municipal informou que:

    O servidor é concursado e ocupava cargo técnico;

    O contrato com o INTS já foi encerrado;

    Uma nova licitação foi realizada e outra empresa passou a gerir os serviços;

    O município está à disposição das autoridades e reafirma compromisso com a legalidade.

    O que diz o INTS

    O Instituto Nacional de Tecnologia e Saúde declarou que:

    O contrato investigado foi encerrado há quase seis anos;

    Ao longo de 15 anos de atuação, sempre pautou sua conduta pela ética e legalidade;

    Nunca sofreu sanções que comprometessem sua atuação institucional;

    Está à disposição das autoridades para esclarecimentos.

    Impacto do caso e repercussão

    O caso envolvendo Ariovaldo Nonato Borges Júnior ganhou grande repercussão por envolver recursos da saúde pública, área sensível e essencial para a população. O desvio de R$ 46 milhões representa, segundo especialistas, prejuízo direto à prestação de serviços, compra de insumos, manutenção de unidades e atendimento à população.

    Além do impacto financeiro, o episódio expõe fragilidades nos mecanismos de controle interno e reforça a importância de auditorias, transparência e fiscalização contínua.

    Considerações finais

    A atuação atribuída a Ariovaldo Nonato Borges Júnior, conforme as investigações da CGU e da Polícia Federal, revela um complexo esquema de articulação interna, direcionamento de contratos, lavagem de dinheiro e enriquecimento ilícito, sustentado por anos dentro da estrutura da administração pública.

    É importante ressaltar que o caso ainda está em fase de investigação e que todos os envolvidos têm direito à ampla defesa e ao contraditório. No entanto, o volume de provas técnicas, movimentações financeiras e documentos apreendidos indica um esquema estruturado e de alta sofisticação.

    A continuidade das apurações deverá esclarecer o grau de responsabilidade de cada envolvido e definir as medidas penais e administrativas cabíveis.

  • Ato na Avenida Paulista marca sete anos da tragédia de Brumadinho e cobra justiça

    Ato na Avenida Paulista marca sete anos da tragédia de Brumadinho e cobra justiça

    Sete anos após o rompimento da barragem da Mina Córrego do Feijão, em Brumadinho (MG), que matou 272 pessoas, familiares, ativistas e a sociedade civil voltam a ocupar o espaço público para cobrar justiça e manter viva a memória das vítimas. No dia 25 de janeiro de 2026, data que marca o aniversário da tragédia e também da cidade de São Paulo, o Instituto Camila e Luiz Taliberti realiza o Ato pela Memória, na Avenida Paulista, um dos principais símbolos de mobilização social do país.

    O ato acontece anualmente como forma de denunciar a ausência de responsabilização definitiva pelo crime socioambiental e de ampliar o debate sobre os riscos da mineração no Brasil. A programação reúne atividades culturais, educativas e ações de conscientização ambiental, conectando o tema da mineração às dinâmicas da vida urbana e reforçando a importância da memória coletiva como instrumento de prevenção de novas tragédias.

    “O Ato tem o objetivo de lembrar o rompimento da barragem e alertar para o risco de novas tragédias, para que a memória desse dia não seja perdida. Brumadinho não é apenas uma tragédia em Minas Gerais. Isso diz respeito a todos nós”, afirma Helena Taliberti, fundadora do Instituto e mãe de Camila e Luiz Taliberti, vítimas do rompimento da barragem.

    A mobilização acontece na esquina da Avenida Paulista com a Rua Augusta, a partir das 10h, com atividades abertas ao público, como oficinas de pintura e plantio de mudas. Às 12h ocorre a concentração do Pedal pela Vida e, às 12h28, horário exato do rompimento da barragem, será realizado o toque simbólico da sirene, seguido de discursos e apresentações culturais. Ao longo do dia, o público também poderá visitar uma tenda expositiva com obras artísticas que abordam memória, justiça socioambiental e os impactos da mineração.

    PROGRAMAÇÃO

    10h – 12h – Atividade para as crianças com Luciana Cruz (pintura coletiva e plantio de mudas)
    12h Concentração Pedal pela Vida
    12h28 – Toque da sirene
    12h30 – Discursos
    13h – Saída do Pedal pela Vida (percurso pela Av. Paulista, com saída e chegada na esquina da Av. Paulista com a Rua Augusta)
    14h – Show Forró das Minas  – forró e música brasileira tocada por mulheres 
    15h30 – Encerramento

    *Durante o ato, o público também poderá visitar uma tenda expositiva com obras artísticas que dialogam com os temas da memória, da justiça socioambiental e das consequências da mineração.

    SERVIÇO
    Ato pela Memória
    Data: 25 de janeiro de 2026
    Horário: A partir das 10h
    Local: Avenida Paulista (esquina com Rua Augusta)
     

  • AGD Suprimentos Industriais inaugura loja na Zona Leste de São Paulo e amplia presença estratégica na capital

    AGD Suprimentos Industriais inaugura loja na Zona Leste de São Paulo e amplia presença estratégica na capital

    A AGD Suprimentos Industriais, distribuidora de materiais elétricos e industriais, anuncia a inauguração de sua nova loja na Zona Leste de São Paulo, reforçando sua estratégia de expansão e proximidade com clientes da capital paulista. A nova unidade está localizada na Rua Gedivaldo Calixto de Souza, 34, no bairro Vila Nova York, São Paulo – SP (CEP 03479-030).

    A abertura do novo ponto representa um passo importante no crescimento da empresa e amplia o acesso a um portfólio completo de materiais elétricos e industriais em uma das regiões mais dinâmicas da cidade, que concentra forte atividade comercial, industrial e de serviços.

    Com a nova loja, a AGD Suprimentos Industriais passa a oferecer atendimento ainda mais ágil, suporte técnico especializado e soluções personalizadas para empresas, profissionais e indústrias da Zona Leste, reduzindo prazos de entrega e fortalecendo o relacionamento com o mercado local.

    A escolha da Vila Nova York foi estratégica, considerando a crescente demanda por fornecedores confiáveis, capazes de garantir qualidade, segurança e eficiência no fornecimento de materiais essenciais para obras, manutenções e operações industriais.

    “A inauguração da loja na Zona Leste representa um avanço importante para a AGD Suprimentos Industriais. Estar fisicamente presente nessa região nos permite atender com mais rapidez, entender melhor a realidade dos clientes locais e contribuir de forma direta para o desenvolvimento econômico da região. Queremos ser um ponto de apoio e referência em materiais elétricos e industriais”, destaca a empresa.

    A unidade conta com estrutura preparada para atender diferentes perfis de clientes, reunindo produtos certificados, marcas reconhecidas no mercado e uma equipe qualificada para orientar desde demandas pontuais até projetos mais complexos.

    Com mais de cinco anos de atuação no mercado brasileiro, a AGD Suprimentos Industriais segue investindo em expansão, inovação e proximidade com o cliente, consolidando-se como uma parceira estratégica para quem busca eficiência, segurança e confiança no fornecimento de materiais elétricos e industriais em São Paulo.

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  • Ultrafarma abre 2026 com a primeira edição do ano do “Dia do Medicamento Barato” e reforça compromisso com economia real

    Ultrafarma abre 2026 com a primeira edição do ano do “Dia do Medicamento Barato” e reforça compromisso com economia real

    Campanha acontece nesta quinta-feira (08/01) e marca o início do calendário anual de grandes ações da rede

     

    A Ultrafarma dá início a 2026 com a primeira edição do ano do tradicional “Dia do Medicamento Barato”, que acontece nesta quinta-feira (08). A campanha, já consolidada como uma das maiores ações de economia em saúde do país, oferece 24 horas de descontos especiais em medicamentos e produtos de saúde em todas as plataformas da rede.

    Reconhecida por sua atuação pioneira na democratização do acesso à saúde, a Ultrafarma começa o ano reforçando sua proposta de economia de verdade, com preços acessíveis e a garantia do menor preço do Brasil. A ação é válida para compras realizadas no site, aplicativo e lojas físicas, com entrega para todo o país.

    No filme da campanha, exibido em rede nacional, a marca reforça a mensagem que já virou assinatura: “Na Ultrafarma todo dia é dia de economia, mas o dia 8 é especial. É o dia do medicamento mais barato. Garantia do menor preço do Brasil”.

    Com edições mensais ao longo do ano, o “Dia do Medicamento Barato” segue impactando milhões de brasileiros e abrindo 2026 reafirmando o compromisso da Ultrafarma com saúde, bem-estar, confiança e preços imbatíveis.

     

    Confira: https://www.youtube.com/watch?v=W3sdJN-LyU0

     

    Ficha Técnica

    Agência: Cavaz Publicidade

    Diretor de Marketing: Maurício Cavazani

    Criação executiva: Valdir Taboada e Maurício Cavazani

    Direção: Benedito Carlos Oliva

    Produtora: Oliva Filmes

  • David Schmidt Prado: Homem que morreu após ser esfaqueado em academia é identificado

    David Schmidt Prado: Homem que morreu após ser esfaqueado em academia é identificado

    Na noite de segunda-feira (5), David Schimidt Prado morreu após ser esfaqueado no estacionamento de uma academia em Londrina, no Paraná. O autor acabou preso por um policial que estava no local.

     

     

    Conforme a polícia, o crime começou no estacionamento. O autor esperava David e escondia uma faca atrás do corpo. Então, quando a vítima chegou, eles conversaram.

    Logo em seguida, o suspeito passou a esfaquear David, que tentou correr e foi para dentro da academia. No entanto, ele acabou ferido com 5 facadas.

     

     

    Já na academia, um policial militar conseguiu conter o agressor. A vítima foi socorrida ao hospital, mas não resistiu aos ferimentos.

    Ainda segundo a Polícia Civil, o autor agiu de maneira premeditada.