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  • Nunes diz que aceitará nome indicado pelo Republicanos para comandar secretaria da habitação de SP

    Nunes diz que aceitará nome indicado pelo Republicanos para comandar secretaria da habitação de SP

    Deputado federal Milton Vieira deve ser nomeado secretário. Prefeito recebeu ligação do presidente nacional da legenda formalizando sugestão. Pasta é comandada pelo secretário adjunto desde a saída de João Siqueira de Farias, em maio deste ano.

    O prefeito de São Paulo, Ricardo Nunes (MDB), deverá nomear o deputado federal Milton Vieira secretário de Habitação do município.

    Desde a saída de João Siqueira de Farias (Republicanos), a pasta é comandada pelo secretário adjunto Leonardo Gazillo Silva.

    O acordo foi feito nesta manhã, quando o prefeito recebeu uma ligação do presidente nacional do Republicanos, Marcos Pereira, e formalizou a indicação do deputado.

    À GloboNews, o prefeito afirmou que aceitará a sugestão.

    Interlocutores da gestão municipal avaliam que Milton Vieira tem bastante repertório e experiências na carreira política, uma vez que está cumprindo atualmente o seu sétimo mandato como deputado.

    Foram quatro na esfera estadual e no agora está no terceiro como federal.

    Como ainda está em exercício de mandato, que iria até 2027, Vieira precisará acertar o trâmite que envolve a licença do cargo em Brasília antes de ser nomeado no Diário Oficial do Município.

    A expectativa do deputado federal é assumir a nova função até a semana que vem.

    Nos bastidores, ao aceitar o nome sugerido pelo Republicanos, o prefeito da capital paulista busca fortalecer alianças pensando nas eleições municipais do ano que vem.

    Isso porque Nunes tentará a reeleição e, mantendo uma boa relação com o partido, o emedebista garante o apoio da legenda para 2024.

    Histórico
    Em maio deste ano, o então secretário de Habitação, João Farias, pediu demissão do cargo e jogou luz sob um conflito que acontecia internamente com o diretor-presidente da Cohab, João Cury, e o secretário de Governo, Edson Aparecido.

    A pasta da Habitação ocupa um espaço importante na gestão Nunes, uma vez que comanda o “Pode Entrar”, programa habitacional considerado um dos projetos prioritários pela equipe do prefeito para fortalecer a candidatura à reeleição.

    Em nota, o Republicanos disse que a escolha pelo nome de Milton Vieira “coaduna com o seu exímio trabalho desenvolvido no estado de São Paulo e tem o apoio das Executivas Nacional, Estadual e Municipal”.

  • Nunes sanciona Projeto de Intervenção Urbana do Arco Jurubatuba, Zona Sul de SP

    Nunes sanciona Projeto de Intervenção Urbana do Arco Jurubatuba, Zona Sul de SP

    Arco Jurubatuba conta com uma população de aproximadamente 150 mil habitantes, com mais de 40 favelas e 66 áreas demarcadas como Zeis – Zonas Especiais de Interesse Social. O projeto havia sido aprovado pelos parlamentares, em segunda votação, em 31 de maio deste ano.

    O prefeito Ricardo Nunes (MDB) sancionou nesta segunda-feira (19), em São Paulo, a lei que aprova o Projeto de Intervenção Urbana (PIU) Arco Jurubatuba e que institui as Áreas de Intervenção Urbana (AIU) nas regiões da Vila Andrade, Jurubatuba e Interlagos.

    O Arco Jurubatuba conta com uma população de aproximadamente 150 mil habitantes, com mais de 40 favelas e 66 áreas demarcadas como Zeis – Zonas Especiais de Interesse Social. O projeto havia sido aprovado pelos parlamentares, em segunda votação, em 31 de maio deste ano.

    Segundo a prefeitura, o plano propõe ações para o desenvolvimento urbano e social de regiões da zona sul da cidade, “como produção de moradia popular, investimentos em mobilidade e criação de um polo tecnológico no distrito de Socorro”.

    De forma geral, o PIU Arco Jurubatuba estabelece parâmetros de uso e ocupação do solo específicos para o território e um programa de intervenções, tanto obras quanto serviços.

    Ele prevê que, ao menos, 30% dos recursos arrecadados com outorga onerosa sejam destinados à construção de Habitação de Interesse Social (HIS).

    Outros 30% para implantação do sistema viário, de transporte público coletivo, cicloviário e de circulação de pedestres e até 4% para a instalação de uma incubadora de empresas, no distrito de Socorro, destinada ao financiamento de projetos de inovação tecnológica, informou o Executivo.

    Ainda de acordo com a prefeitura, o PIU foi um estudo debatido com a população entre 2017 e 2018 por meio de audiências públicas, consultas públicas on-line e reuniões com conselhos da sociedade civil.

    Em abril de 2018, ele ganhou forma de Projeto de Lei (204/2018) e foi encaminhado à Câmara Municipal, onde passou por novo processo de discussão.

    Em agosto de 2019, a tramitação do Projeto de Lei no legislativo municipal foi suspensa por uma liminar concedida pelo Tribunal de Justiça após pedido da Defensoria Pública de São Paulo.

    A Prefeitura de São Paulo recebeu, em abril de 2022, decisão favorável do Superior Tribunal de Justiça (STJ) para que o projeto tivesse a tramitação retomada na Câmara Municipal.

    No mesmo mês, o texto foi aprovado em primeira votação pelo Legislativo. A deliberação em segundo turno e de forma definitiva de um substitutivo ao PL ocorreu em 31 de maio de 2023.

    Arco Jurubatuba
    Demarcado pelo Plano Diretor Estratégico (Lei 16.050/2014), o Arco Jurubatuba está inserido em um perímetro de 2.158 hectares. Ele abrange parcialmente os distritos de Campo Limpo, Vila Andrade, Jardim São Luís, Santo Amaro, Socorro, Campo Grande e Cidade Dutra. Pelo seu território passam os rios Pinheiros, Jurubatuba e Guarapiranga.

    A região é caracterizada por centralidades históricas, imóveis tombados, como o antigo mercado de Santo Amaro, além de um centro comercial ativo.

  • Nunes diz que vai vetar parte do Plano Diretor se região do Mirante de Santana, na Zona Norte de SP, não estiver protegida em lei

    Nunes diz que vai vetar parte do Plano Diretor se região do Mirante de Santana, na Zona Norte de SP, não estiver protegida em lei

    Vereadores incluíram artigo que acaba com legislação de 1971, que protege de obras a região que abriga o mais importante instituto meteorológico da cidade.

    O prefeito da capital paulista, Ricardo Nunes (MDB), afirmou nesta quinta-feira (15) que vai vetar o artigo que permite obras no entorno do Mirante de Santana, na Zona Norte de São Paulo, se o texto do Plano Diretor que está sendo analisado pela Câmara Municipal permanecer como está.

    O texto foi aprovado em primeira votação pela Casa. Nesta quinta, aconteceu a última audiência pública sobre o assunto.

    Os vereadores incluíram um artigo que acaba com uma legislação de 1971, que protege de obras a região que abriga o mais importante instituto meteorológico da cidade.

    “Se for o texto que ficou na primeira votação, vou vetar. Se for um texto que a Secretaria de Licenciamento adequar, e que a gente possa fazer a proteção daquele ambiente, e se a Câmara aceitar a nossa proposta de alteração de texto, aí a gente sanciona”, afirmou Nunes.

    Justiça pede plano de redução de riscos
    Uma decisão da Justiça de São Paulo obrigou a prefeitura a apresentar um programa de gerenciamento de riscos para a cidade, já que o Plano Diretor de 2014 previa tal instrumento.

    Nunes informou que já possui os estudos geológicos e hidrológicos disponíveis até o momento, que vai apresentar e que os documentos estão disponíveis no site da prefeitura.

  • Homem morre após cair em buraco e bater a cabeça na Vila Gustavo, Zona Norte da capital

    Homem morre após cair em buraco e bater a cabeça na Vila Gustavo, Zona Norte da capital

    Acidente aconteceu no sábado (3) e foi testemunhado por vizinho. Moradores cobram obra da prefeitura há pelo menos três meses.

    Um homem de 66 anos morreu depois de cair em um buraco na avenida Maestro Villa Lobos, na Vila Gustavo, Zona Norte de São Paulo. O acidente foi no sábado (3). No momento da queda, um morador presenciou quando o senhor caiu no buraco e chamou o Samu.

    “Ele parou aqui para atravessar a rua e o carro que vinha vindo não parou para ele passar e ele voltou. No que voltou, ele pisou em falso e caiu de costas, bateu a cabeça”, conta o morador.
    De acordo com a testemunha, o buraco permanece aberto há pelo menos três meses, apesar de reclamações e pedidos feitos junto à subprefeitura do Tremembé. Foram três protocolos oficializados junto ao poder municipal de São Paulo, administrada pelo prefeito Ricardo Nunes (MDB).

    Há registros realizados há um ano e meio para que fosse feito o conserto da via no ponto exato que o senhor de 66 anos caiu e morreu.

    A secretaria municipal das Subprefeituras afirmou que não constam solicitações em aberto no endereço da morte e que o serviço de tapa buraco foi realizado no local, além de trabalho de reparo em sarjetas.

     

  • Nunes sanciona projeto que altera nome da Praça da Liberdade para ‘Liberdade África-Japão’

    Nunes sanciona projeto que altera nome da Praça da Liberdade para ‘Liberdade África-Japão’

    Proposta foi aprovada na Câmara em maio e sancionada nesta quarta-feira (31). É a segunda vez, no período de cinco anos, que local é rebatizado.

    O prefeito de São Paulo, Ricardo Nunes (MDB), sancionou o projeto de lei que altera o nome da Praça da Liberdade, no centro da capital paulista, para “Liberdade África-Japão”.

    De autoria dos vereadores Reis (PT) e Luana Alves (PSOL), a proposta foi aprovada em maio pela Câmara Municipal.

    A alteração foi publicada no Diário Oficial do município desta quarta-feira (31) e determina alteração das placas de identificação do local — que fica entre a Avenida Liberdade e as ruas Galvão Bueno e Dos Estudantes.

    É a segunda vez em cinco anos que o nome da praça é alterado.

    Histórico
    Em 2018, a praça já havia recebido o complemento “Japão” em seu nome, mas não teve placas de identificação alteradas. À época, a troca gerou críticas nas redes sociais e trouxe à tona o debate sobre o sequestro de parte da história do local.

    Na ocasião, a postagem de um jovem advogado, descendente de japoneses, contrário às alterações, alertava que a mudança desrespeitava o sofrimento dos negros, que no período colonial foram executados no local. A publicação teve quase 5 mil curtidas e mais de 2 mil compartilhamentos no Facebook e no Twitter.

    “A Praça da Liberdade (agora Liberdade-Japão), muito antes da chegada da comunidade japonesa, se chamava Largo da Forca, pois era palco de execução de escravos negros fugitivos e condenados à pena de morte”, diz o post.
    Em entrevista ao g1, a linguista Patrícia Carvalhinhos, mestre e doutora pelo Departamento de Linguística da USP, especialista em onomástica (ciência dos nomes de lugares, de pessoas e em geral), considerou a indignação “justa”.

    “O problema não é incluir o nome Japão. O problema é que estão criando um modelo com dois núcleos de denominação que não tem relação história nem semântica”, disse Patrícia Carvalhinhos.

    Na visão dela, portanto, não há justificativa para associar as palavras “liberdade” e “Japão”. “O que eu estou vendo acontecendo em São Paulo é fruto dessa falta de vontade de preservar memória e conservar história”, analisou à época.

  • Secretário municipal de Habitação da Prefeitura de SP pede demissão; adjunto assume a pasta

    Secretário municipal de Habitação da Prefeitura de SP pede demissão; adjunto assume a pasta

    João Siqueira de Farias estava há um ano e meio no comando. Leonardo Gazillo Silva assume temporariamente o cargo até que preito Ricardo Nunes defina responsável definitivo.

    O secretário municipal da Habitação, João Siqueira de Farias (Republicanos) deixou o comando da pasta. Segundo prefeitura, ele foi exonerado após pedir demissão.

    A saída de João Farias da secretaria foi oficializada nesta terça-feira (30), no Diário Oficial da capital.

    Quem assume temporariamente em seu lugar é o secretário adjunto Leonardo Gazillo Silva. Ele ficará no cargo até que o Nunes defina quem irá comandar a pasta de forma definitiva.

    Mais de 180 mil pessoas aguardam na lista de espera por moradia da Cohab na cidade de SP
    Ex-presidente da Câmara Municipal de Araraquara, Farias estava há um ano e meio à frente da Secretaria Municipal de Habitação da cidade de São Paulo, cargo que já havia ocupado posteriormente, durante a primeira gestão de Bruno Covas.

    Na capital, ele também já assumiu a chefia da pasta de Esportes e do Gabinete das Subprefeituras.

    Gestão Bruno Covas
    Secretário Municipal de Esportes
    Nomeação não encontrada no Diário Oficial
    Exoneração publicada em 14/01/2019, com efeitos a partir de 05/02/2019
    Secretário Adjunto da Secretaria Municipal de Habitação
    Nomeação em 14/01/2019, com efeitos a partir de 05/02/2019
    Exonerado a pedido, em 27/03/2019
    Secretário Municipal de Habitação
    Nomeado em 30/04/2019
    Exonerado, a pedido, em 11/08/2020
    Secretário Executivo do Gabinete da Secretaria Municipal das Subprefeituras
    Nomeado em 19/04/2021
    Gestão Ricardo Nunes
    Secretário Executivo do Gabinete da Secretaria Municipal das Subprefeituras
    Exonerado em 08/11/2021
    Secretário Municipal de Habitação
    Nomeado em 08/11/2021
    Exonerado, a pedido, em 29/05/2023

  • Nunes assina transferência de terreno do Hospital Sorocabana para a prefeitura e promete reabertura em dois anos

    Nunes assina transferência de terreno do Hospital Sorocabana para a prefeitura e promete reabertura em dois anos

    Assinatura do decreto foi marcada pela presença de manifestantes contrários à participação de OSS na gestão da unidade hospitalar. Após 10 anos fechado, devido a problemas financeiros, unidade foi reaberta em agosto de 2020 para tratar pacientes com Covid-19.

    O prefeito de São Paulo, Ricardo Nunes, sancionou na manhã desta quinta-feira (25) a lei que autoriza o município a receber o terreno onde está instalado o Complexo Hospitalar Sorocabana, na Zona Oeste da capital, como doação do governo do estado.

    O evento de assinatura do decreto foi marcado pela presença de manifestantes, que reivindicam gestão direta do hospital pelo poder público, ou seja, que ele não seja concedido para Organizações Sociais de Saúde, as chamadas OSS.

    “Acho que a decisão sobre o futuro do hospital está em boas mãos, não tá? Tem gente que quer ficar palpitando. Quem vai decidir são técnicos concursados pela prefeitura”, rebateu Nunes usando como argumento os 37 anos do secretário da saúde, Luiz Carlos Zamarco, no serviço público de saúde.

    Os dois primeiros andares da unidade hospitalar fazem parte da rede municipal de Saúde — Hospital Dia e Assistência Média Ambulatorial (AMA) —, mas sua estrutura e o terreno onde está instalada pertenciam à gestão estadual.

    Em outubro de 2021, o prédio do Hospital Sorocabana, na Lapa, teve a titularidade passada para a prefeitura da capital, pela gestão do então governador João Doria.

    No início de maio, o projeto de lei (PL) 186/2022, que prevê a transferência da área, foi aprovado por unanimidade pelos vereadores da Câmara Municipal.

    Agora, com a sansão do poder executivo, a Secretaria Municipal da Saúde (SMS) afirma que poderá dar início às obras de ampliação do hospital, prometidas por Bruno Covas em agosto de 2020, durante a reabertura da unidade.

    Reforma e ampliação do Hospital Sorocabana, na Zona Oeste de SP, não sai do papel mais de 1 ano depois de reabertura parcial
    Segundo o secretário municipal da Saúde, o prefeito Ricardo Nunes já autorizou R$ 200 milhões para as reformas, que devem começar ainda em 2023. Nunes afirma que o processo deve ser concluído em 24 meses (dois anos), período no qual os serviços disponíveis na unidade seguirão em funcionamento.

    Após 10 anos fechado, devido a problemas financeiros, o hospital foi reaberto em agosto de 2020 para tratar pacientes com Covid-19.

  • Cidade de SP revoga decreto que declarou situação de emergência por Covid em 2020

    Cidade de SP revoga decreto que declarou situação de emergência por Covid em 2020

    Há três anos, município de São Paulo definiu medidas para o enfrentamento da pandemia de Covid-19.

    A cidade de São Paulo não vive mais a situação de emergência por causa da Covid-19. Depois de mais de 3 anos, o prefeito Ricardo Nunes (MDB) revogou o decreto que tinha sido assinado pelo então prefeito bruno Covas, em 16 de março de 2020.

    O decreto foi publicado no Diário Oficial nesta segunda-feira (15). A situação de emergência foi decretada no começo da pandemia para que a prefeitura pudesse adotar medidas para o combate ao coronavírus.

    “Revoga o Decreto nº 59.283, de 16 de março de 2020, que declarou situação de emergência no Município de São Paulo e definiu outras medidas para o enfrentamento da pandemia decorrente do coronavírus”, diz o texto.

    Entre elas, a contratação de serviços sem licitação ou em caráter emergencial para a saúde pública.

    No começo deste mês, a Organização Mundial da Saúde (OMS) tinha decretado o fim da situação de emergência global por causa da Covid-19.

     

  • Nunes critica reforma tributária e diz que cidade de SP perderá R$ 17 bilhões com o texto

    Nunes critica reforma tributária e diz que cidade de SP perderá R$ 17 bilhões com o texto

    Prefeito disse que tem procurado parlamentares para tratar do tema. Entre eles, o deputado Baleia Rossi, presidente do MDB e autor de uma das propostas de reforma que estão em estudo.

    O prefeito de São Paulo, Ricardo Nunes (MDB), criticou o texto da reforma tributária e alegou que a cidade perderá R$ 17 bilhões com o texto proposto.

    Discutida há décadas e muito aguardado pelo setor produtivo, a reforma tributária é considerada essencial pelo governo federal para aproximar as regras brasileiras do resto do mundo e reformar um sistema que é tido como caótico por empresários e investidores.

    “No Brasil a gente tem os municípios como um ente federado, não dá pra desconsiderar isso. São Paulo tem 12,5 milhões de habitantes, cidade que tem gente do Brasil inteiro, imagina a cidade perder R$ 17 bilhões e ficar dependente de um comitê que vai definir qual será o valor da distribuição de um imposto único?”, disse Nunes em entrevista à GloboNews.

    O prefeito disse que tem procurado parlamentares para tratar do tema. Entre eles, o deputado Baleia Rossi, presidente do MDB e autor de uma das propostas de reforma que estão em estudo.

    “A gente tem procurado alertar os parlamentares da necessidade de se fazer isso de uma forma, eu não estou falando pra não fazer, a gente entende a guerra fiscal, entende a necessidade de ter um processo mais dinâmico, mas é importante que a gente não crie um problema pra todos e acabe gerando um transtorno.”

    Na semana passada, o governador de São Paulo, Tarcísio de Freitas (Republicanos), disse que estado vai apoiar a reforma desta vez, e que ninguém aguenta guerra fiscal.

    Reforma tributária
    Duas propostas tramitam atualmente no Congresso Nacional servirão de base para o texto final, que ainda está em negociação. São elas:

    PEC 45 – IVA Único para União, estados e municípios, mas um imposto seletivo (sobre produtos nocivos).
    PEC 110 – IVA Dual, ou seja, um imposto para estados e municípios, além de outro para o governo federal e, também, um imposto seletivo (sobre produtos nocivos).
    As propostas em discussão contemplam a extinção do PIS, da Contribuição para Financiamento da Seguridade Social (Cofins) e do Imposto Sobre Produtos Industrializados.

    Eles seriam “trocados” por um imposto sobre valor agregado, já existente em países desenvolvidos, que seria não cumulativo, ou seja, que seria pago uma só vez por cada etapa na cadeia (produtor, distribuidor e comerciante). Também haveria a cobrança de um imposto seletivo sobre produtos nocivos, como cigarros e bebidas alcoólicas.

    Apesar de prioritária, a reforma é considerada complexa do ponto de vista político. Diferentes governos tentaram, sem sucesso, fazer a reforma tributária nas últimas décadas, focados principalmente na tributação sobre o consumo.

    As propostas esbarraram em resistências de caráter regional, partidário e de diferentes setores produtivos, todos representados no Congresso Nacional.

     

  • Relatório da Defensoria Pública aponta violações de direitos humanos em ações da Prefeitura de SP na região da Cracolândia

    Relatório da Defensoria Pública aponta violações de direitos humanos em ações da Prefeitura de SP na região da Cracolândia

    Documento cita que atuação da Guarda Civil Metropolitana é violenta e desrespeita regras definidas em decreto e portaria municipais. Administração diz que não compactua com condutas inadequadas, e que atuação da GCM é pautada no respeito à dignidade das pessoas.

    A Defensoria Pública do Estado de São Paulo afirmou em um relatório enviado à Prefeitura da capital paulista ter encontrado violações de direitos humanos ao cumprimento de regras definidas pela própria administração municipal durante os trabalhos de atendimento e tratamento à população de rua e usuários de drogas na região da Cracolândia, no Centro da Cidade.

    No documento, obtido em primeira mão pela GloboNews, o Núcleo Especializado de Cidadania e Direitos Humanos da Defensoria Pública do Estado afirma que a Guarda Civil Metropolitana, em boa parte pela equipe de Inspetoria Regional de Operações Especiais (IOPE), tem realizado revistas e triagem dos frequentadores da Cracolândia e que “o ingresso ao espaço é feito de forma violenta e cercando as possíveis saídas da rua onde há maior concentração de pessoas, o que leva a uma rápida dispersão daqueles que se encontram ao local”.

    Segundo os defensores, mesmo caracterizada como uma ação de zeladoria, a GCM não acompanha os trabalhos para colaborar na mediação de conflitos e assegurar a proteção de todos os envolvidos nas ações, como funcionários, população em geral e em situação de rua, e que maioria das pessoas abandona seus pertences e não tem a possibilidade de obter o número do lacre para recuperação dos bens, como define o decreto municipal.

    “É certo que a atuação da Guarda Civil Metropolitana com seus armamentos ostensivos, agressividade e arbitrariedade em um território marcado por altíssimos índices de vulnerabilidade (com a gravíssima conjugação de pobreza, violência extrema, consumo habitual e problemático de drogas, especulação imobiliária e exploração política) em nada contribui com o êxito de operações de limpeza urbana. Ao contrário, atua no sentido de ampliar a conflituosidade no espaço urbano, aumentar a violência contra a população vulnerável e amplia a degradação urbana local. Tudo isso com alto custo para o erário público, sem nenhuma eficácia comprovada ou planejada e de forma a violar direitos fundamental.”, cita o documento.

    Procurada pela GloboNews, a Prefeitura de São Paulo não comentou o relatório da Defensoria Pública, mas afirmou que não compactua com condutas inadequadas e que, desde 2002, a corporação conta com uma Corregedoria Geral, responsável por apurar rigorosamente todos os casos suspeitos de desvios de conduta de seus agentes.

    Em nota, a Prefeitura afirmou ainda que a atuação da Guarda Civil Metropolitana “é pautada no respeito aos direitos humanos e na dignidade das pessoas”.

    Vídeos mostram abordagens
    Vídeos anexados ao relatório mostram os guardas civis metropolitanos usando máscaras, cassetes e escudos. Na revista no dia 4 de abril de 2023 realizada em usuários de drogas que permanecem mesmo após a dispersão, os GCMs conversa com um dos frequentadores apontando o cassete para os pertences dele.

    O que se observa é que ele aponta quais itens ele pode levar consigo. A Defensoria diz que as abordagens são arbitrárias e que flagrou o momento em que um guarda exigia, por exemplo, notas fiscais de carrinhos de supermercado.

    Em outro vídeo, vans da Prefeitura chegam após a abordagem e revista feitas pelos guardas, o que viola as regras municipais.

    O Núcleo de Direitos Humanos ressalta no relatório que a função da Guarda Civil é a de “acompanhar as ações de zeladoria, atuando, exclusivamente, na salvaguarda dos direitos dos trabalhadores e agentes públicos que realizam a ação e na preservação dos direitos das pessoas afetadas pelas ações de zeladoria”.

    Além disso, o documento cita que pessoas ouvidas pela Defensoria relataram que as operações de zeladoria ocorrem duas vezes ao dia sem qualquer aviso prévio.

    “As próprias equipes dos serviços de abordagem social (SEAS) não são informadas do horário das ações, o que acaba interferindo na possibilidade de realizar abordagens e construir vínculos com usuário, já que as operações implicam na dispersão do fluxo e nas dificuldades de estabelecer relações de confiança entre os agentes da assistência social e usuários”.

    Os defensores fizeram a fiscalização porque receberam denúncias de violação de direitos humanos no local e porque um procedimento administrativo aberto pelo órgão em 2015 acompanha o cumprimento por parte da Prefeitura.

    Em um ofício enviado na terça-feira (10) ao prefeito Ricardo Nunes (MDB) e à secretária de Segurança Urbana, Elza Paulina de Souza, a Defensoria Pública dá um prazo de 10 dias para que eles respondam a cinco questionamentos.

    Entre eles está o pedido de explicações sobre o fato de a Guarda Civil Metropolitana ter realizado a limpeza urbana, triagem e revista das pessoas no local, e não agentes da limpeza urbana.

    Cracolândia é desafio há décadas
    A Cracolândia ficou localizada por muitos anos na Rua Helvétia. Ações policiais no local, porém, fizeram os usuários migrarem para a Praça Princesa Isabel diversas vezes.

    Em 2017, porem, depois de uma operação das forças de segurança, os usuários foram retirados do local e acabaram se espalhando pelo Centro. Atualmente, eles estão mais concentrados no cruzamento da Rua Conselheiro Nébias e Rua dos Gusmões.

    A Cracolândia é um desafio para São Paulo há cerca de 30 anos. Especialistas apontam que a solução passa por medidas efetivas e permanentes nas áreas de saúde, assistência social e segurança pública.

    As operações são criticadas por movimentos sociais. Ativistas acusam as forças de segurança de agirem com violência contra usuários de drogas, espalhando eles pela cidade.

    Recentemente, a proposta sobre a internação compulsória de usuários de crack e outras drogas que frequentam e moram na região da “Cracolândia” voltou a ganhar força dentro da Prefeitura da capital.

    Segundo apurado pela GloboNews, a equipe do prefeito Ricardo Nunes (MDB) está convicta de que não há outra alternativa para tratamento de dependentes que frequentam o local a não ser a internação mediante determinação judicial.