Categoria: Novidades

  • Proposta sobre internação compulsória na Cracolândia volta a ganhar força na Prefeitura de SP

    Proposta sobre internação compulsória na Cracolândia volta a ganhar força na Prefeitura de SP

    Para gestão de Ricardo Nunes (MDB), internação de usuários de drogas por determinação judicial é única alternativa. Medida já foi alvo de críticas do Ministério Público e especialistas no combate ao consumo de drogas no passado.

    A proposta sobre a internação compulsória de usuários de crack e outras drogas que frequentam e moram na região conhecida como “Cracolândia”, no Centro da cidade de São Paulo, voltou a ganhar força dentro da Prefeitura da capital.

    Segundo apurado pela GloboNews, a equipe do prefeito Ricardo Nunes (MDB) está convicta de que não há outra alternativa para tratamento de dependentes que frequentam o local a não ser a internação mediante determinação judicial.

    Na sexta-feira (7), um novo episódio trouxe a questão da Cracolândia mais uma vez para o debate. Cinco pessoas foram presas suspeitas de estarem no grupo de um arrastão em uma farmácia e mercado no Centro.

    Câmeras de segurança registraram o momento da ação. Segundo a GCM, o arrastão foi feito por usuários de drogas da Cracolândia. Um funcionário que cuida da portaria de uma empresa na mesma rua relatou à TV Globo que a ação foi muito rápida e ocorreu logo depois de uma operação policial.

    A contagem da Prefeitura aponta que, atualmente, cerca de 1 mil pessoas frequentem a Cracolândia. Ainda segundo a administração municipal, o número chegou a 4 mil, mas estacionou depois que houve uma dispersão da Praça Princesa Isabel.

    A Prefeitura também diz que a redução ocorreu depois da abertura de novas unidades dos Centros de Atenção Psicossocial (CAPS) e Serviços de Cuidados Prolongados.

    Entenda a diferença entre três os tipos de internação, previstas pela legislação brasileira:
    Voluntária – com o consentimento e autorização do dependente químico
    Involuntária – em que um médico determina a necessidade da internação como última alternativa, com o conhecimento de algum familiar ou responsável da pessoa
    Compulsória – que ocorre por determinação judicial, depois de pedido formal feito por um médico, atestando que a pessoa não tem domínio sobre a própria condição psicológica e física.
    Um estudo da Unidade de Pesquisa de Álcool e Drogas (Uniad), da Universidade Federal de São Paulo (Unifesp), usado como uma das referências pela administração municipal para tomadas de decisão na Cracolândia, aponta que 57,4% dos cerca de 1 mil frequentadores estão no local há pelo menos cinco anos. Outros 39,2% estão na região há 10 anos ou mais.

    Uma resposta para a questão da Cracolândia tem sido colocada como uma meta do prefeito de São Paulo. “O sonho da minha vida é resolver isso”, disse reservadamente em conversa com assessores. No começo do ano, Nunes já havia defendido a internação compulsória de usuários de drogas com mais de cinco anos de consumo de crack.

    O pedido de internação compulsória não depende de autorização familiar. Ela é sempre determinada por um juiz competente, depois de pedido formal feito por um médico especialista, atestando que a pessoa não tem domínio sobre a própria condição psicológica e física. O prefeito de São Paulo entende que essa é uma barreira entre os médicos, que não se sentem apoiados pela sociedade para assinar os pedidos enviados à Justiça.

    A gestão de Nunes aposta no reforço do patrulhamento da Guarda Civil Metropolitana (GCM) para coibir o tráfico de drogas no local e a montagem de barracas que impeçam o monitoramento do movimento na região por meio de câmeras. As imagens são monitoradas pelo prefeito em monitores instalados na sala dele. No fim de janeiro, Prefeitura e governo do estado anunciaram novas medidas para enfrentar o dilema histórico da cidade.

    Além de ações de segurança, o plano incluía iniciativas nas áreas de habitação, assistência social e saúde, como a a contratação de 200 profissionais especializados em dependência química, 1 mil novas vagas em comunidades terapêuticas, 40 vagas em casas de passagem para abrigar usários em situação de rua e a criação de novo “hub” de cuidados em álcool e drogas.

    A internação compulsória, no entanto, tem sido alvo de críticas do Ministério Público há vários anos. Após uma megaoperação em maio de 2017 na região da Cracolândia, a então gestão municipal de João Doria pediu à Justiça para que os usuários de drogas pudessem ser internados compulsoriamente (por determinação judicial). Na época, o Ministério Público (MP) de São Paulo classificou como uma “caçada humana” o pedido feito pela Prefeitura.

    “[É] o pedido mais esdrúxulo que eu vi em toda minha carreira, quer seja antes como advogado, quer seja agora como membro do Ministério Público”, afirmou o promotor da Saúde Arthur Pinto Filho na ocasião. “O que se quer no pedido é uma caçada humana que não tem paralelo na história do Brasil e do mundo.”

    Cracolândia é desafio há décadas
    A Cracolândia ficou localizada por muitos anos na Rua Helvétia. Ações policiais no local, porém, fizeram os usuários migrarem para a Praça Princesa Isabel diversas vezes.

    Em 2017, porem, depois de uma operação das forças de segurança, os usuários foram retirados do local e acabaram se espalhando pelo Centro.

    Atualmente, eles estão mais concentrados no cruzamento da Rua Conselheiro Nébias e Rua dos Gusmões.

    A Cracolândia é um desafio para São Paulo há cerca de 30 anos. Especialistas apontam que a solução passa por medidas efetivas e permanentes nas áreas de saúde, assistência social e segurança pública.

    As operações são criticadas por movimentos sociais. Ativistas acusam as forças de segurança de agirem com violência contra usuários de drogas, espalhando eles pela cidade.

     

  • Polícia recupera caminhão com carga de produtos adesivos e prende homem por receptação em Campinas

    Polícia recupera caminhão com carga de produtos adesivos e prende homem por receptação em Campinas

    Veículo foi localizado na Rodovia D. Pedro. Suspeito confessou que recebeu R$ 400 para levar a carreta de Jarinu até Sumaré.

    A Polícia Militar recuperou, na noite de quarta-feira (5) em Campinas (SP), um caminhão carregado com produtos adesivos, que havia sido roubado em São Paulo (SP). O veículo foi encontrado na Rodovia D. Pedro I (SP-065) e o homem de 37 anos que conduzia a carreta foi preso por receptação.

    A corporação chegou até o caminhão com auxílio do sistema de monitoramento do veículo, com orientação do gerente da transportadora, que passou as coordenadas aos agentes de segurança.

    Os policiais verificaram que a carreta estava com a placa adulterada e, em seguida, o suspeito obedeceu a ordem de parada e confessou que recebeu R$ 400 para levar o caminhão de Jarinu (SP) até Sumaré (SP).

    O veículo foi carregado em um galpão em Guarulhos por funcionários da empresa, que tem sede em Vinhedo (SP). Por conta do baixo valor da carga, a Polícia Militar acredita que o foco dos criminosos era desmanchar o caminhão.

    O representante da transportadora afirmou à EPTV, afiliada da TV Globo, que acredita que a carreta foi roubada por engano. “”Eles devem ter monitorado o caminhão e pegaram errado. Porque essa carga não tem validade nenhuma para eles”, afirmou o gerente Rodrigo Oliveira.

     

  • Laudo aponta cocaína em sangue de motorista de carro que matou jogador do Corinthians e três mulheres em acidente em SP

    Laudo aponta cocaína em sangue de motorista de carro que matou jogador do Corinthians e três mulheres em acidente em SP

    Grupo estava em festa e aceitou carona de motorista, que estava preso e conseguiu alvará de soltura. Jogador e três mulheres morreram.

    O Instituto Médico Legal (IML) apontou que havia cocaína no sangue do motorista que capotou o carro e matou o jogador do Corinthians Yago Rafhael da Silva Alves, de 16 anos, e três mulheres na Avenida Guarapiranga, na Zona Sul de São Paulo, em fevereiro deste ano.

    O condutor do carro e advogado Fabio Sousa Silva conseguiu alvará em março e está em liberdade com a proibição de sair do país durante o processo. Teve que apresentar o passaporte e houve a suspensão do direito de dirigir. Uma audiência sobre o caso está marcada para outubro.

    Os laudos identificaram também que Yago morreu por politraumatismo com hemorragia. Juliana Henrique Teodoro, de 38 anos, teve também politraumatismo. Jessyca Tayna dos Santos Silva, de 27 anos, sofreu traumatismo craniano e torácico. Danubia de Olindo Dantas também teve traumatismo craniano.

    Um novo vídeo mostra o acidente, em 12 de fevereiro, quando o motorista parece ter perdido o controle da direção e capota. O motorista foi denunciado pelo Ministério Público quatro vezes por homicídio.

    O MP recorreu da decisão do juiz de soltar o motorista.

    O que você precisa saber sobre o acidente:

    sete pessoas estavam no carro na hora do acidente;
    todos estavam em uma festa num bar próximo;
    o samba iniciou às 22h de sábado e durou a madrugada toda;
    algumas pessoas aceitaram carona do motorista para esticar o tempo juntos em outro local;
    o motorista estaria em alta velocidade, teria feito manobras e perdido o controle da direção;
    laudo do IML identificou cocaína no sangue dele.
    Um dos sobreviventes disse à polícia que o motorista “fez gracinhas” na direção antes de capotar o veículo, na saída de um samba. A defesa alegou no processo que um buraco no asfalto teria sido a causa.

    Já a análise do Instituto de Criminalística descreveu que não há elementos que indiquem um suposto desprendimento do conjunto da suspensão tenha causado o acidente.

    Jovem promissor
    A relação de Yago com a bola, segundo a mãe, começou aos 8 anos. O ídolo dele era o português Cristiano Ronaldo.

    “Pegava bolinhas, fazia bonequinhos e montava os profissionais na quadra. Pegava as bolinhas e fazia de jogador. Me falava: ‘Mãe, eu vou ser um jogador. Eu só preciso que a senhora acredite em mim, me ajude, me apoie até eu virar um jogador’. Corri atrás do sonho dele.”

    Yago logo começou a participar de testes. Antes da pandemia de Covid, ele passou pela Ponte Preta, em Campinas, foi para o São Paulo e foi chamado para o Corinthians no segundo semestre de 2022.

    “Parou tudo [na pandemia], e ele não desistiu. Um amigo dele o levou para fazer um teste no São Paulo e passou. Jogou várias partidas. Gostava do campo também, mas amava o futsal, se identificava mais”, comenta Danieli.

    O Corinthians deu a ele uma bolsa de estudos, segundo a mãe. Yago estava no segundo ano do ensino médio, na Zona Leste. O estudante saía às 4h30 para ir à escola, seguia para o treino e, por volta das 22h, voltava para casa.

  • Defensoria Pública de SP diz que retirada de barracas da população em situação de rua é inconstitucional e aciona STF

    Defensoria Pública de SP diz que retirada de barracas da população em situação de rua é inconstitucional e aciona STF

    Remoção das barracas por parte dos fiscais municipais estava suspensa desde 17 de fevereiro deste ano, mas foram retomadas nesta segunda (3) após a justiça derrubar a liminar.

    Moradores de rua dormem dentro de barracas na Praça da Sé, no Centro de SP.

    Defensoria Pública de São Paulo se manifestou contra a retirada de barracas desmontáveis e demais pertences da população em situação de rua da capital paulista. A retirada voltou a ser feita nesta segunda (3), após a justiça derrubar a liminar que impedida a ação.

    A Defensoria diz ter acionado o STF por conta da inconstitucionalidade da ação.

    Os defensores apontam que a prática é vedada por um decreto municipal de 2020 e viola os diretos fundamentais de igualdade e propriedade

    No documento, divulgado nesta terça (4), a defensoria afirma que recebe com frequência relatos de violações das políticas estabelecidas – como por exemplo o uso de jatos d’água e tomada abusiva de pertences.

    Pelo decreto de 2020, os fiscais da subprefeitura da Sé, que cuida das ações de zeladoria da região, estão proibidos de retirar pertences pessoais da população de rua.

    Entretanto, há relatos de pessoas que perderam até documentos como a certidão de casamento.

    Nesta terça (4), o padre Júlio Lancellotti, coordenador da Pastoral do Povo da Rua de São Paulo, disse ter pedido ao prefeito Ricardo Nunes (MDB) uma “trégua” na ação ao menos durante a Semana Santa.

    Ele também afirmou que a gestão municipal não tem informado como e onde os pertences podem ser recuperados.

    “Eu acabei de falar com o prefeito Ricardo Nunes, solicitando que, por ocasião da Semana Santa, haja uma trégua e que parem de arrancar as barracas da população em situação de rua.”
    Segundo o padre Julio, não há pedido para desmontagem. As barracas estão sendo arrancadas.

    “O prefeito diz que estão pedindo para retirar. Não é isso que estamos vendo. Eles arrancam tudo, tiram tudo”.

    No decreto, só é permitido recolher objetos “que caracterizem estabelecimento permanente em local público, principalmente quando impedirem a livre circulação de pedestres e veículos, tais como camas, sofás, colchões e barracas montadas ou outros bens duráveis que não se caracterizem como de uso pessoal”.

    Retirada das barracas durante o dia
    Em 6 de fevereiro deste ano, o subprefeito da região da Sé, Coronel Álvaro Batista Camilo (PSD), afirmou, em entrevista ao SP2, que pretendia regulamentar o uso de barracas por pessoas em situação de rua no Centro, prevendo até a retirada desses itens durante o dia.
    Em 9 de fevereiro, a prefeitura começou a pedir para pessoas em situação de rua desmontassem as barracas colocadas em locais públicos na área central.
    No dia 10 do mesmo mês, o Ministério Público de São Paulo instaurou um inquérito para investigar a ação do município na retirada das barracas. A investigação foi aberta após a deputada federal Erika Hilton (PSOL-SP) enviar um ofício ao MP. O deputado Guilherme Boulos (PSOL) também entrou com representação contra a retirada das barracas.
    A Justiça restringiu a prefeitura de São Paulo de retirar as barracas da população em situação de rua por uma liminar concedida no dia 17 de fevereiro.

  • Professora trans aguarda cirurgia de redesignação sexual um ano após decisão da Justiça

    Professora trans aguarda cirurgia de redesignação sexual um ano após decisão da Justiça

    Hainra Asabi é credenciada no IAMSPE, mas foi orientada a realizar cirurgia no SUS. Fila de espera para realizar procedimento na rede pública pode levar até 18 anos.

    Professora da rede pública, Hainra Asabi aguarda por cirurgia de redesignação de sexo

    A professora da rede pública estadual Hainra Asabi, 41 anos, aguarda uma cirurgia de redesignação de sexo para mulheres trans, determinada pela Justiça em março de 2022. De acordo com a decisão judicial, o procedimento médico deveria ser proporcionado pelo Instituto de Assistência Médica ao Servidor Público Estadual (IAMSPE), no qual a funcionária é credenciada.

    “Faz um ano que a gente está esperando a sentença ser cumprida”, afirma Hainra em entrevista ao g1. Ela entrou com a ação em 2020 e conta que, antes de dar início ao processo, procurou inicialmente o próprio IAMSPE para viabilizar a cirurgia. Lá, foi orientada a recorrer ao Sistema Único de Saúde (SUS).

    “A autarquia já foi condenada. Não pode agora se esquivar no sistema público de saúde dizendo que tem que ir para a fila do SUS”, afirma Elton Fernandes, advogado de Hainra Asabi.

    Entre o período de duração do processo e cinco tentativas de execução da sentença, Hainra espera pela cirurgia há três anos. Desde que saiu a decisão, o IAMSPE pede mais prazo para realizar o procedimento, e afirma “aguardar orçamentos de hospitais de referência para acompanhar a paciente”. Veja mais ao fim da reportagem.

    “Nesse meio tempo, devo ter me preparado para essa cirurgia pelo menos três vezes”, desabafa a professora.

    “É como se eu não tivesse o direito de olhar para o meu corpo e me identificar com ele.”
    No Brasil, a realização do procedimento está prevista no SUS desde 2008, mas pode levar até 18 anos na rede pública, segundo levantamento da Defensoria Pública de São Paulo.

    A transição de gênero é feita por pessoas que nascem com um determinado sexo biológico, mas se identificam com outro, que é o caso de Hainra. Para realizar o procedimento, é preciso pelo menos dois anos de tratamento com uma equipe multidisciplinar, composta por endocrinologista, psicólogo e psiquiatra.

    Hainra afirma que, desde 2017, faz acompanhamento médico requisitado. Enquanto espera pelo procedimento, relata uma piora em sua saúde mental e o agravamento de sintomas de disforia de gênero. “Tenho um companheiro há um ano e não me sinto à vontade de ficar sem calcinha perto dele”.

    Elton Fernandes, advogado de Hainra Asabi, explica que o processo está em fase de cumprimento de sentença. “Não se discute mais se a pessoa tem ou não tem direito ao procedimento. Aqui, simplesmente viso cumprir a ordem judicial.”

    Antes de solicitar o procedimento pelo IAMSPE, em 2020, a professora havia tentado arrecadar dinheiro para realizar o procedimento na Tailândia – país referência mundial em cirurgias de transgenitalização.

    Na época, ela precisava de pelo menos R$22 mil. Conseguiu R$ 7 mil, vendeu itens pessoais e combinou de dividir a acomodação com mais duas amigas, mas acabou desistindo por conta da pandemia.

    O que diz o IAMSPE?
    Procurado pelo g1, o IAMSPE diz que não realiza a cirurgia de transgenitalização, e por isso aguarda referências de hospitais de referência para oferecer o procedimento à funcionária pública.

    Questionada pela reportagem, a autarquia não respondeu com quais instituições entrou em contato, nem quanto tempo deve levar para finalizar as tratativas.

    Veja abaixo a nota oficial:

    O Instituto de Assistência Médica ao Servidor Público Estadual (Iamspe) informa que, em fevereiro de 2022, o Instituto foi notificado judicialmente para cobrir o procedimento de transgenitalização do tipo neocolpovulvoplastia à paciente. Como o Iamspe não realiza esse tipo de cirurgia, segue em tratativas para o cumprimento da ordem judicial e aguarda orçamentos de hospitais de referência para acompanhar a paciente em todo o processo clínico, cirúrgico, pré e pós-operatório e de hormonioterapia.

    O Instituto permanece à disposição da paciente para oferecer assistência médica em casos de intercorrências de urgência, emergência, consultas e internações.

  • Ex-PM é condenado a 125 anos de prisão por participar de chacina que deixou 7 mortos e 2 feridos na Zona Sul de SP

    Ex-PM é condenado a 125 anos de prisão por participar de chacina que deixou 7 mortos e 2 feridos na Zona Sul de SP

    Caso aconteceu em janeiro de 2013 no bairro do Campo Limpo. O ex-soldado Gilberto Eric Rodrigues também é acusado de participar do assassinato de um adolescente de 15 anos em junho de 2020.

    Ex-soldado da Polícia Militar de SP, Gilberto Eric Rodrigues foi condenado a 125 anos e 2 meses de prisão em regime inicial fechado pela participação em uma cachina em 2013 que deixou sete mortos e dois feridos no Campo Limpo, na Zona Sul da capital. O Tribunal de Justiça finalizou o júri na última sexta-feira (31).

    De acordo com o Ministério Público, oito integrantes do 37º Batalhão de Polícia Militar Metropolitano foram até um bar da região para matar um homem que teria filmado um homicídio, assim como quem mais estivesse no local;
    Por volta das 23h do dia do crime, os acusados entraram no estabelecimento comercial gritando que eram da polícia e passaram a disparar diversas vezes contra os consumidores;
    Segundos os autos, policiais militares foram vistos recolhendo as munições disparadas durante a chacina e entregando a outro integrante da corporação.
    A sentença definiu que Gilberto responderá por sete homicídios consumados por motivo torpe, utilizando-se de meio cruel e que dificultou a defesa da vítima, além de duas tentativas de homicídio.

    A defesa de Gilberto disse que vai recorrer do resultado, “uma vez que a decisão contrariou as provas da inocência dele”.

    “No momento dos crimes, segundo as provas das informações telefônicas, ele estava em local distante de onde ocorreram os fatos. Também nunca foi encontrado projétil de arma de fogo no corpo das vítimas, como apontaram as investigações, que tenha partido da arma do Gilberto Eric. Uma inverdade proferida pelas investigações”, disse em nota o advogado Renato Soares do Nascimento.

    No mesmo júri, o policial Fábio Ruiz Ferreira foi absolvido, segundo a Justiça, por estar provado que ele não colaborou com a infração penal. Em 2013, ele chegou a ser preso. À época, segundo a polícia, Fábio esteve no local do crime em seu dia de folga. Na casa dele, foram apreendidas toucas ninja e placas frias de carros e de uma moto.

    Envolvimento na morte de garoto de 15 anos com tiros na cabeça
    O Ministério Público também acusa o ex-PM Gilberto Eric Rodrigues de participar do assassinato de um adolescente de 15 anos em junho de 2020.

    Segundo o MP, Gilberto e o sargento Adriano Fernandes Campos são os homens que aparecem em um vídeo gravado por câmera de segurança no dia em que o jovem foi visto pela última vez, no bairro Vila Clara, Zona Sul da capital.

    Horas depois, o adolescente foi encontrado morto em Diadema. O corpo dele tinha dois tiros na cabeça e marcas de espancamento.

  • Empresário Thiago Brennand, acusado de crimes sexuais, é preso em Abu Dhabi

    A Polícia Federal (PF) prendeu, na quinta-feira (13), o empresário Thiago Brennand, 42, em Abu Dhabi. A informação foi confirmada à CNN nesta sexta-feira (14) pela delegada Ivalda Oliveira Aleixo, do Departamento de Capturas da Polícia Civil de São Paulo.

    Inicialmente, a PF informou que a prisão havia ocorrido em Dubai. Contudo, a própria instituição corrigiu a informação e apontou que o local correto é Abu Dhabi, nos Emirados Árabes Unidos.

    Thiago Brennand é acusado de lesão corporal, tentativa de feminicídio e corrupção de menores. A prisão preventiva foi decretada pela 6ª Vara Criminal de São Paulo no último dia 27, após o empresário não retornar ao país para cumprir as condições impostas pela Justiça. Ele aguardará os trâmites relativos ao processo de extradição.

    Em nota (leia íntegra abaixo), o Ministério Público de Estado de São Paulo (MP-SP) afirma que Thiago Brennand “cometeu os crimes de estupro (cinco vezes), cárcere privado, tortura, lesão corporal de natureza gravíssima, coação no curso do processo, constrangimento ilegal (três vezes), ameaça (quatro vezes), registro não autorizado da intimidade sexual e divulgação de cena de estupro ou sexo (oito vezes). O tatuador que, a pedido do empresário, colocou as iniciais dele na vítima foi denunciado pelos crimes de tortura e lesão corporal gravíssima”.

    A Interpol afirmou que não comentará o caso. Procurada pela CNN, a defesa de Thiago Brennand disse que não vai se manifestar.

    Leia a íntegra da nota do MP-SP
    Preso na noite de quinta-feira no exterior em virtude de ordem judicial expedida a pedido do Ministério Público de São Paulo no processo em que responde por lesão corporal e corrupção de menores, o réu foi alvo de nova denúncia apresentada pelo MPSP nesta sexta-feira (14/10).

    De acordo com a Promotoria de Porto Feliz, que pediu a decretação de nova prisão preventiva, ele cometeu os crimes de estupro (cinco vezes), cárcere privado, tortura, lesão corporal de natureza gravíssima, coação no curso do processo, constrangimento ilegal (três vezes), ameaça (quatro vezes), registro não autorizado da intimidade sexual e divulgação de cena de estupro ou sexo (oito vezes). O tatuador que, a pedido do empresário, colocou as iniciais dele na vítima foi denunciado pelos crimes de tortura e lesão corporal gravíssima.

    Relembre o caso
    Brennand foi flagrado por câmeras de segurança agredindo a modelo Helena Gomes dentro de uma academia em um shopping de São Paulo. O caso foi revelado pelo Fantástico, da TV Globo e, desde então, várias outras vítimas sentiram-se encorajadas a denunciar o empresário.

    O empresário teve sua prisão decretada pela juíza da 6ª Vara Criminal de São Paulo Erika Soares de Azevedo Mascarenhas em 27 de setembro. Ele estava em Dubai desde o dia 4, com paradeiro desconhecido.

    Dez mulheres já teriam o denunciado pelos crimes de estupro, ameaça, lesão corporal e cárcere privado. Elas começaram a ser ouvidas pelo Ministério Público de São Paulo (MP-SP) no último dia 26. Além dos casos de violência de gênero, Brennand é acusado de agredir um garçom de um restaurante dentro do condomínio de Porto Feliz (cerca de 35km de Sorocaba, interior de São Paulo).

    Na última terça-feira (11), Brennad publicou dois vídeos em um canal do YouTube, tentando se defender dos crimes que lhe são imputados.

    “Quem é hoje Thiago Brennand? Talvez um inimigo público, talvez um sociopata, talvez um estuprador. Será mesmo?”, diz o empresário.

    Durante a gravação, ele faz elogios a sua família e afirma que nunca teve qualquer antecedente criminal e que tampouco respondeu a qualquer processo. Brennand diz que não perdeu qualquer amizade e que usará de suas relações familiares para provar sua inocência.

    “Se eu não tivesse as amizades que fiz nessa vida, no Exército bem, estaria no cárcere, não teria albergue político.”

    No vídeo, Brennand revelou sua preferência política e declarou apoio ao presidente Jair Bolsonaro (PL), a quem faz elogios. Ele diz que se afastou da política por opção e que “se Deus quiser, vamos vencer no 2º turno”.

    “Sou branco, conservador, armamentista. Pela família, pela propriedade privada, pela disciplina, pelo respeito ao próximo, pela humildade, por colocar o homem no seu lugar e a mulher também”, afirma.

    Thiago Brennand assegura ter “várias provas” para rebater as acusações que pesam contra ele. “Vocês [em referência a todos os que foram mencionados no vídeo] vão pagar por tudo o que perdi aí. Estou absolutamente tranquilo. Não estou fugindo. Vocês mexeram com a pessoa errada.”

  • Líderes de grupo invasor de terras são presos em SP

    Líderes de grupo invasor de terras são presos em SP

    José Rainha Júnior e Luciano de Lima foram detidos em ação da Polícia Civil

    Dois líderes do grupo invasor de terras que se autodenomina Frente Nacional de Luta Campo e Cidade (FNL) foram detidos na tarde de sábado (4) em ação liderada pela Polícia Civil paulista. As prisões foram comemorados pelo titular da Secretaria de Segurança Pública de São Paulo (SSP-SP), Guilherme Derrite.

    Os dois integrantes presos são José Rainha Júnior e Luciano de Lima. Ambos foram detidos na região do Pontal do Paranapanema, no sudoeste do estado de São Paulo. Ex-membro do Movimento dos Trabalhadores Rurais Sem Terra (MST), José Rainha é um dos fundadores da FNL, que surgiu em 2014.

    “Parabenizo os policiais envolvidos nessa missão, que contam também com o apoio da Polícia Militar para garantir a segurança em nosso estado”, afirmou Derrite por meio de postagem em seu perfil no Twitter.

    Em nota, a Polícia Civil paulista afirma que as prisões preventivas dos líderes do grupo invasor de terras ocorreu como forma de garantir a “paz no campo” do estado. Como justificativa para a ação, a corporação alega que houve prática de extorsões, além de uso de arma de fogo — inclusive fuzil.

    “Apuração do ciclo de violência decorrentes de extorsões e dos disparos de arma de fogo, incluindo fuzil” — Polícia Civil de São Paulo

    “As prisões preventivas têm como objetivo a interrupção do ciclo delitivo e promoção de prevenção geral e paz no campo”, afirma a Polícia Civil. “[A ação] visa a apuração do ciclo de violência decorrentes de extorsões e dos disparos de arma de fogo, incluindo fuzil, o que colocou em risco número indeterminado de pessoas“, complementa a corporação.

    Prisões após grupo invasor de terra agir no Carnaval

    Ainda no comunicado sobre as prisões de José Rainha Júnior e Luciano de Lima, a Polícia Civil de São Paulo garante que a operação deste fim de semana não tem relação com o que a FNL chamou de “Carnaval Vermelho”, quando nove propriedades foram invadidas no interior paulista — além de invasões em Mato Grosso do Sul e no Paraná.

    No “Carnaval Vermelho”, membros da FNL invadiram nove propriedades espalhadas por sete municípios de São Paulo:

  • ‘Efeito Moro’ rende o pior dia para o governo Lula

    ‘Efeito Moro’ rende o pior dia para o governo Lula

    Declarações do presidente sobre a ação criminosa do PCC levou popularidade digital ao chão

    A sequência de falas destemperadas – e, sobretudo, sem nenhum respaldo na realidade – envolvendo o ex-juiz e senador Sergio Moro (União-PR) rendeu ao presidente Lula (PT) o pior dia em termos de popularidade digital.

     

  • Casal de empresários comparece, mas fica em silêncio novamente na CPI da Pirataria

    Casal de empresários comparece, mas fica em silêncio novamente na CPI da Pirataria

    O empresário chinês naturalizado brasileiro, Law Kim Chong, e sua esposa Hwu Su Chiu Law, conhecida como Miriam, estiveram presentes nesta segunda-feira (6/3) na reunião extraordinária da CPI (Comissão Parlamentar de Inquérito) da Pirataria. Law e Miriam, que compareceram à reunião por meio de medida coercitiva após recusar convites feitos pela CPI, estavam acompanhados de seus advogados e se reservaram no direito de permanecerem calados. Em agosto do ano passado, o casal esteve sem convite em uma reunião da CPI, mas também optou por ficar em silêncio.

    Representando os empresários, que são proprietários de shoppings populares na região do Brás, o advogado Miguel Pereira Neto ressaltou que desde o início houve um posicionamento jurídico e que existe o entendimento que “havia uma dubiedade na intimação, se era como testemunha, se era como investigado” e “em todas as oportunidades houve a devida justificativa, com argumentos jurídicos e medidas judiciais”, incluindo a concessão de habeas corpus preventivo, que permite o direito de exercer o silêncio e não assinar termos de compromisso.

    Além disso, Pereira Neto argumentou que “a empresa exerce o aluguel de espaços e lojas. Quando ela aluga, ela se desprende da coisa, ela entrega, ela cede a posse. Realmente, existe uma relação jurídica de direito civil que é absolutamente lícita” e que a empresa age “de mãos dadas com o Poder Público para, no limite da sua atuação, evitar qualquer tipo de ilegalidade”. O advogado finalizou, afirmando que “não existe nenhum outro tipo de atividade a não ser de locação de espaços e lojas”.

    O presidente da CPI, vereador Camilo Cristófaro (AVANTE) rebateu a fala do advogado. “Não coloquei em momento algum que o shopping não é responsável por quem vende. O vereador Adilson fez até uma intimação aos grandes shoppings da cidade de São Paulo e todos estiveram e provaram que eles são responsáveis sim pelas lojas que eles alugam”.

    Para o vice-presidente da CPI, vereador Adilson Amadeu (UNIÃO), o não depoimento de Law King Chong e sua esposa a Comissão já era esperado e não surpreendeu os parlamentares. “Eles vem aqui não sabem de nada e não querem explicar nada também. Agora quando se tem, pelo menos, 25 mil boxes vendendo pirataria e todos eles são do mesmo proprietário aí não é algo que o Parlamento vai acionar a Justiça e sim os órgãos municipais, estaduais e federais”, ressaltou o parlamentar.

    O relator da CPI, vereador Isac Félix (PL), adiantou que o relatório final da Comissão será completo e encaminhado para os órgãos competentes responsáveis por investigarem crimes ligados à comercialização de produtos falsificados. “Nós já ouvimos várias pessoas, empresas e esse relatório concluído será enviado ao Ministério Público, Polícia Federal, Polícia Civil a fim de que esses órgãos tomem as providências necessárias para que este tipo de crime não continue ocorrendo na cidade de São Paulo”, disse o vereador.

    A reunião ordinária da CPI, prevista para acontecer nesta quarta-feira (8/3), pretende ouvir representantes do Consórcio Circuito das Compras, antiga Feira da Madrugada, que também atua na região do Brás. Segundo denúncias enviadas a CPI, os sócios desse Consórcio são suspeitos de praticar agiotagem o que, segundo a Comissão, estaria prejudicando outros comerciantes da área.

    A reunião extraordinária desta segunda-feira da CPI da Pirataria, que pode ser conferida no vídeo abaixo, foi presidida pelo vereador Camilo Cristófaro (AVANTE) e contou com a presença dos vereadores Adilson Amadeu (UNIÃO) e Isac Félix (PL).

    A CPI da Pirataria
    Instalada em outubro de 2021, a CPI da Pirataria tem como objetivo analisar e investigar a evasão fiscal, a sonegação, a pirataria e a falsificação na cidade de São Paulo. Além de fiscalizar a comercialização de produtos piratas na capital paulista, a Comissão também vai investigar empresas por suposta evasão fiscal.

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