Categoria: Novidades

  • Justiça marca primeiro julgamento de Thiago Brennand; caso analisado será o de estupro contra norte-americana

    Justiça marca primeiro julgamento de Thiago Brennand; caso analisado será o de estupro contra norte-americana

    Julgamento deve ocorrer na terça-feira (30). Empresário e herdeiro está preso no Brasil desde o dia 29 de abril e responde a diversos crimes, como agressão, cárcere privado, entre outros.

    Está marcada para a próxima terça-feira (30), na 2ª Vara de Porto Feliz, interior de São Paulo, o primeiro julgamento do empresário Thiago Brennand, preso no Brasil desde o dia 29 de abril, depois de oito meses nos Emirados Árabes.

    Ele é acusado de diversos crimes, e, desta vez, vai ser julgado por estupro de uma norte-americana, que mora no Brasil.

    Na audiência de instrução, a vítima será a primeira ouvida. Depois, as testemunhas prestarão depoimento. Em seguida, Thiago Brennand será interrogado. Após o interrogatório do réu, acusação e a defesa terão 15 minutos, cada uma, para as alegações finais, e, logo depois, o juiz dará a sentença. Se as partes requererem e o juiz concordar, as alegações poderão ser escritas e, neste caso, a sentença é proferida depois. A pena para o crime de estupro é 6 a 10 anos de reclusão.

    Segundo o Ministério Público, a vítima conheceu o empresário quando pretendia adquirir um cavalo.

    Ela relatou aos promotores do Núcleo de Atendimento às Vítimas de Violência (NAVV) ter iniciado um relacionamento com o denunciado, encontrando-se com ele, eventualmente, ao longo de dois meses.

    “Inicialmente, o homem mostrou comportamento gentil, mas depois passou a agir de maneira agressiva até chegar ao ponto de obrigar a vítima a manter com ele relações sexuais. Além disso, o empresário disse ter gravado cenas íntimas da mulher, passando a ameaçá-la com a divulgação das imagens caso ela rompesse o relacionamento”, informou a Promotoria de Porto Feliz.

    A denúncia, assinada pelos membros do Ministério Público Evelyn Moura Virginio Martins e Josmar Tassignon Junior, foi aceita em 4 de novembro de 2022 pelo Judiciário, que decretou também a prisão preventiva do réu em relação a este caso.

    Ao todo, Thiago Brennand responde a oito processos, pelos crimes de estupro, ameaça, lesão corporal, corrupção de menores, sequestro, cárcere privado, calúnia, injúria e difamação.

    Prisão
    Os advogados de Brennand tentam pedir a transferência do empresário e herdeiro do Centro de Detenção Provisória I de Pinheiros, na Zona Oeste de São Paulo, para Tremembé, no Vale do Paraíba, interior de São Paulo.

    A penitenciária em Tremembé só abriga presos após a condenação. São duas unidades: uma tem capacidade para 1284 presos, e abriga 1.869, e outra com 307 detentos (e capaz de comportar 396).

    A Penitenciária de Tremembé ficou conhecida por custodiar presos condenados em casos com repercussão na imprensa, como Alexandre Nardoni, Mizael Bispo de Souza, Gil Rugai, Cristian Cravinhos e Lindenberg Alves, estão ou estiveram detidos.

    O Centro de Detenção Provisória Pinheiros I, na Zona Oeste da capital paulista, para onde o empresário Thiago Brennand foi levado neste domingo (30) está superlotado _tem quase 200 presos a mais do que sua capacidade, que é de 521 pessoas.

    Ainda assim, é a unidade com o menor número de presos dentro as quatro, que compõem o complexo de Pinheiros, todas elas com lotação superior à capacidade.

     

  • Nunes assina transferência de terreno do Hospital Sorocabana para a prefeitura e promete reabertura em dois anos

    Nunes assina transferência de terreno do Hospital Sorocabana para a prefeitura e promete reabertura em dois anos

    Assinatura do decreto foi marcada pela presença de manifestantes contrários à participação de OSS na gestão da unidade hospitalar. Após 10 anos fechado, devido a problemas financeiros, unidade foi reaberta em agosto de 2020 para tratar pacientes com Covid-19.

    O prefeito de São Paulo, Ricardo Nunes, sancionou na manhã desta quinta-feira (25) a lei que autoriza o município a receber o terreno onde está instalado o Complexo Hospitalar Sorocabana, na Zona Oeste da capital, como doação do governo do estado.

    O evento de assinatura do decreto foi marcado pela presença de manifestantes, que reivindicam gestão direta do hospital pelo poder público, ou seja, que ele não seja concedido para Organizações Sociais de Saúde, as chamadas OSS.

    “Acho que a decisão sobre o futuro do hospital está em boas mãos, não tá? Tem gente que quer ficar palpitando. Quem vai decidir são técnicos concursados pela prefeitura”, rebateu Nunes usando como argumento os 37 anos do secretário da saúde, Luiz Carlos Zamarco, no serviço público de saúde.

    Os dois primeiros andares da unidade hospitalar fazem parte da rede municipal de Saúde — Hospital Dia e Assistência Média Ambulatorial (AMA) —, mas sua estrutura e o terreno onde está instalada pertenciam à gestão estadual.

    Em outubro de 2021, o prédio do Hospital Sorocabana, na Lapa, teve a titularidade passada para a prefeitura da capital, pela gestão do então governador João Doria.

    No início de maio, o projeto de lei (PL) 186/2022, que prevê a transferência da área, foi aprovado por unanimidade pelos vereadores da Câmara Municipal.

    Agora, com a sansão do poder executivo, a Secretaria Municipal da Saúde (SMS) afirma que poderá dar início às obras de ampliação do hospital, prometidas por Bruno Covas em agosto de 2020, durante a reabertura da unidade.

    Reforma e ampliação do Hospital Sorocabana, na Zona Oeste de SP, não sai do papel mais de 1 ano depois de reabertura parcial
    Segundo o secretário municipal da Saúde, o prefeito Ricardo Nunes já autorizou R$ 200 milhões para as reformas, que devem começar ainda em 2023. Nunes afirma que o processo deve ser concluído em 24 meses (dois anos), período no qual os serviços disponíveis na unidade seguirão em funcionamento.

    Após 10 anos fechado, devido a problemas financeiros, o hospital foi reaberto em agosto de 2020 para tratar pacientes com Covid-19.

  • Júri absolve dono de propriedade rural pelo duplo homicídio de jovens em Paraguaçu Paulista

    Júri absolve dono de propriedade rural pelo duplo homicídio de jovens em Paraguaçu Paulista

    Kássio Frederico Vieira de Paiva foi condenado apenas pelo porte da arma a um ano de detenção, em regime aberto, e 10 dias-multa, mas cabe recurso. Ele estava preso preventivamente pelas mortes dos jovens que estariam pescando no local em 2021.

    O Tribunal do Júri de Paraguaçu Paulista (SP) absolveu, nesta quarta-feira (23), Kássio Frederico Vieira de Paiva da acusação de duplo homicídio qualificado, pela morte de dois jovens que pescavam em sua propriedade rural, no município, em agosto de 2021.

    O réu, no entanto, foi condenado pelo porte ilegal de arma de fogo e lhe foi imposta uma pena de um ano de detenção, em regime aberto, e 10 dias-multa. Ele estava preso preventivamente pelos crimes. Cabem recursos às decisões.

    Kássio foi detido após atirar em Wellington Keven Xavier de Oliveira, de 21 anos, e Geovani Henrique Souza Lima, de 20 anos. O primeiro foi atingido na cabeça e no tórax, enquanto o segundo foi atingido pelas costas e teve o corpo retirado por parentes de dentro do rio.

    O autor dos tiros foi denunciado pelo Ministério Público por homicídio qualificado por motivo fútil e por utilizar recurso que dificultou a defesa das vítimas, já que elas estavam desarmadas e continuaram sendo alvos mesmo quando estavam de costas, tentando fugir.

    Já o motivo fútil, segundo a promotoria, se qualificaria porque o denunciado “matou as vítimas apenas porque elas estavam pescando dentro da propriedade rural de sua família e demonstraram insatisfação em ter que deixar a propriedade”. O Tribunal do Júri, no entanto, decidiu por absolver Kássio.

    Segundo consta no processo, “o denunciado, residente no local dos fatos, avistou as vítimas no interior da propriedade rural de sua família, contexto em que pegou seu revólver e se dirigiu até o local onde Geovani e Wellington se encontravam, ocasião em que determinou que saíssem da propriedade”.

    “No entanto, as vítimas indicaram insatisfação com a solicitação do denunciado, instante em que este lhes mostrou o revólver na cintura. Em seguida, Kássio sacou a arma e efetuou ao menos cinco disparos em direção às vítimas, atingindo-as e, dessa forma, causando a morte de ambas”, diz a ação.

    Segundo consta nos autos, em depoimento à Justiça o acusado alegou que “não abordou as vítimas com agressividade, pediu apenas para que se retirassem da propriedade porque eles estavam fumando e a pastagem estava seca”.

    Segundo Kássio, conforme consta na ação, “as vítimas reagiram agressivamente e com xingamentos, momento em que optou por mostrar a arma para que eles parassem de avançar, foi quando Giovane lhe derrubou da moto e assim iniciou a luta corporal”.

    Consta no processo, ainda, que o réu “depois que fez os disparos não se recorda mais [do que houve], [pórem] sabe que atirou no rumo deles, mas até então não sabia se os tiros haviam acertado ou não, e inclusive depois do disparo viu um dos rapazes correndo em direção ao rio”.

    Em depoimento, como está no processo, o réu alegou que “atirou porque enquanto estava agachado tentando se levantar viu Wellington se mexendo e parecia estar vindo para cima com algum objeto”. O denunciado disse ainda estar “arrependido por não ter conseguido lidar com a situação na conversa”.

     

  • Justiça nega pedido para retomada de construção de prédio comercial no terminal rodoviário de Mogi das Cruzes

    Justiça nega pedido para retomada de construção de prédio comercial no terminal rodoviário de Mogi das Cruzes

    Relator Oscild de Lima Júnior do Tribunal de Justiça manteve a decisão do juiz Bruno Machado Miano. Em abril, o magistrado determinou a suspensão do decreto municipal que previa a construção de um prédio comercial na área externa do Terminal Rodoviário Geraldo Scavone.

    O relator Oscild de Lima Júnior do Tribunal de Justiça do Estado negou o pedido da empresa que administra o Terminal Rodoviário Geraldo Scavone, em Mogi das Cruzes, para retomar as obras de construção de um prédio comercial na parte externa do terminal.

    O relator manteve a decisão do juiz Bruno Machado Miano da Vara da Fazenda Pública de Mogi das Cruzes. Em abril, o magistrado determinou a suspensão do decreto municipal que previa a construção de um prédio comercial na área externa do terminal rodoviário.

    As obras no local já tinham começado e várias árvores foram cortadas para liberar espaço para a construção.

    A decisão de Miano foi motivada por conta de uma ação popular de violação aos princípios administrativos movida contra a Prefeitura de Mogi das Cruzes e a empresa Atlântica Construções, Comércios e Serviços. O contrato de concessão de 2018, previa à concessionária a operação, administração, manutenção, reforma, ampliação e exploração comercial do terminal rodoviário. No entanto, segundo a ação não havia previsão de exploração comercial de materiais de construção e demais operações de varejo em área externa ao terminal e que, talvez, se à época houvesse esse item, outras empresas teriam participado do certame, trazendo propostas mais eficientes.

    Por isso, o juiz determinou a suspensão do decreto municipal, de 6 de dezembro de 2022, que nas palavras dele, “evitando mácula aos princípios da legalidade, impessoalidade, moralidade, publicidade e eficiência, além daqueles da lei de licitações, como competitividade, economicidade e vinculação ao edital”.

    No recurso que a empresa Atlântica apresentou, ela sustentou que o edital previa a exploração do terreno da rodoviária. Mas o relator decidiu por manter a suspensão da obra.

    Em nota, a Prefeitura de Mogi das Cruzes informou que a decisão recente se refere ao recurso impetrado pela concessionária Atlântica e não pela Prefeitura. A administração municipal informou ainda que já apresentou impugnação à decisão liminar sobre a autorização para obras no terminal rodoviário junto à Vara da Fazenda Pública e aguarda manifestação do poder judiciário. Além disso, a Prefeitura também impetrou recurso junto ao Tribunal de Justiça do Estado de São Paulo que ainda não foi avaliado.

    Enquanto isso, as obras de substituição da atual rotatória da Praça Kazuo Kimura por um sistema viário, que são contrapartida para os serviços a serem realizados no terminal rodoviário, estão paralisadas.

    A Prefeitura de Mogi reafirmou que todas as decisões foram tomadas em conformidade com o parecer jurídico da procuradoria geral do município, emitido à época, respeitando o edital da licitação, a legislação e o contrato de concessão do terminal rodoviário, celebrado na gestão anterior.

    O Diário TV pediu uma posição à empresa Atlântica, mas até o momento não tivemos retorno.

  • Adolescente morta em Júlio Mesquita foi atingida por pelo menos cinco facadas

    Adolescente morta em Júlio Mesquita foi atingida por pelo menos cinco facadas

    Jovem de 14 anos foi morta quando voltava para casa da escola, que fica a duas quadras. Aulas no colégio da rede estadual foram suspensas até segunda-feira (29).

    A adolescente de 14 anos que foi morta a facadas quando voltava para casa depois da aula em Júlio Mesquita (SP) na tarde desta terça-feira (23) teria sido atingida por pelo menos cinco golpes, principalmente na região da barriga, segundo informações da Secretaria de Saúde.

    Lídia Hadassa de Lima já estava perto de casa, que fica a duas quadras da Escola Estadual José Carlos Monteiro, onde estudava. A escola suspendeu as aulas até a próxima segunda-feira (29).

    A adolescente foi socorrida pelo pai e vizinhos e levada para uma unidade de saúde na área central de Júlio Mesquita, mas morreu antes de ser atendida.

    “Quando abri o portão, ela já estava caída e o que deu para gente fazer foi colocar no carro e correr com ela, mas ela já estava quase sem vida”, conta um dos vizinhos, o lavrador Edivaldo Roque Sena.

    Um adolescente de 15 anos é suspeito do crime. Ele fugiu depois de esfaquear Lídia, mas foi encontrado em uma área de mata horas depois. O suspeito estuda na mesma escola que a vítima e, segundo parentes, tentava ter um relacionamento com ela.

    O adolescente apresentava ferimentos pelo corpo e existia a suspeita dele ter tomado algum veneno, por isso foi encaminhado para atendimento no Hospital das Clínicas de Marília. Após receber alta, ele foi levado para uma unidade da Fundação Casa.

    O corpo de Lídia é velado na Igreja Assembleia de Deus e o enterro será as 17h30 no Cemitério Municipal.

    Em nota, a Secretaria Estadual de Educação informou que as aulas na escola foram suspensas devido à morte da aluna.

    A nota informa ainda que “a equipe do Programa de Melhoria da Convivência e Proteção Escolar (Conviva-SP) prestará toda ajuda e acolhimento necessários à comunidade escolar. A direção da escola também está à disposição das autoridades para colaborar com as investigações.”

  • Homem é preso com mais de 370 tabletes de maconha dentro de Kombi em Pereira Barreto

    Homem é preso com mais de 370 tabletes de maconha dentro de Kombi em Pereira Barreto

    Suspeito estava em uma Kombi transitando sobre uma plataforma de um caminhão guincho; droga foi encontrada em um fundo falso do veículo.

    Um motorista de 33 anos foi preso em flagrante transportando mais de 370 tabletes de maconha em uma Kombi, no Trevo do Boi, em Pereira Barreto (SP), na tarde de terça-feira (23).

    Segundo a Polícia Militar, equipes receberam uma denúncia no qual um suspeito sairia de Mato Grosso do Sul (MS) transportando grande quantidade de drogas em uma Kombi e que iria passar por rodovias da região noroeste.

    Ainda de acordo com a polícia, o veículo foi encontrado transitando sobre uma plataforma de um caminhão guincho. Equipes abordaram o veículo constatando dois motoristas, um do guincho e outro da Kombi.

    Em conversa com a polícia, o motorista da Kombi informou que havia um fundo falso carregado de maconha. O veículo foi conduzido a um oficina e desmontado, sendo localizado o fundo falso contendo mais de 370 tabletes de maconha, totalizando mais de 300 quilos da droga.

    O condutor da Kombi foi preso em flagrante e recolhido ao cárcere, enquanto o condutor do guincho foi ouvido como testemunha e liberado.

  • Coleta de lixo em Presidente Prudente passa a funcionar em três turnos a partir desta quinta-feira; veja novos horários

    Coleta de lixo em Presidente Prudente passa a funcionar em três turnos a partir desta quinta-feira; veja novos horários

    Novo sistema de organização foi adotado devido ao aluguel de 10 novos caminhões de recolhimento.

    A Companhia Prudentina de Desenvolvimento (Prudenco) adotará um novo sistema para organizar a coleta de lixo em Presidente Prudente (SP), a partir desta quinta-feira (25).

    A mudança aconteceu devido a chegada de dez novos caminhões alugados para reforçar os trabalhos de recolhimento de desejos na cidade.

    Conforme a Prefeitura, os dias de coleta se mantem os mesmos. A única mudança será que os setores que antigamente possuíam dois turnos, diurno e noturno, agora passam a ser divididos em três turnos.

    “Essa alteração visa melhorar e otimizar cada vez mais os serviços de limpeza pública, conforme a administração”, pontuou o informativo.

    Veja os horários atualizados:

    1º Turno: início às 6h término às 12h
    2º Turno: Início às 13h e término às 19h (não necessariamente tendo de ser finalizado para se iniciar o terceiro turno)
    3º Turno: Início às 17h e término às 23h

  • Polícia Civil faz perícia na casa da idosa que está desaparecida em Tremembé, SP

    Polícia Civil faz perícia na casa da idosa que está desaparecida em Tremembé, SP

    Maria Mendes da Fonseca Pinto, de 83 anos, desapareceu no dia 30 de março e é procurada por familiares e polícia desde então.

    A Polícia Civil realizou, na noite desta terça-feira (23), uma perícia na casa onde morava a idosa que está desaparecida em Tremembé (SP). Um carro também foi vistoriado.

    Maria Mendes da Fonseca Pinto, de 83 anos, desapareceu no dia 30 de março. Desde então, familiares, amigos e a Polícia Civil se mobilizam para encontrar a mulher – leia mais sobre o caso abaixo.

    A ação foi conduzida por policiais civis e peritos do Instituto de Criminalística. Os agentes usaram um produto químico conhecido como luminol para identificar possíveis vestígios.

    O produto permite encontrar pontos de sangue mesmo após a lavagem do local. O resultado deve ser divulgado nos próximos dias.

    O imóvel fica em uma área de assentamento no bairro Jardim Santana e todos os cômodos foram periciados. O trabalho teve cerca de duas horas de duração.

    Também nesta terça-feira, a polícia prendeu uma mulher de 47 anos e o filho dela, de 19, sob suspeita de envolvimento no desaparecimento da idosa. A prisão temporária foi feita pelo Setor de Investigações Gerais (SIG).

    A idosa ainda não foi encontrada. A polícia não deu detalhes sobre qual seria o envolvimento dos dois presos, para não atrapalhar as investigações.

    Relembre o caso
    Maria Mendes da Fonseca Pinto, de 83 anos, desapareceu no dia 30 de março. Inicialmente, as buscas se concentraram em uma área de mata próximo à residência onde a família mora, no bairro Jardim Santana, no assentamento da Conquista.

    À época, havia informações de que Maria da Fonseca havia sido vista perto dessa região. O Corpo de Bombeiros, então, assumiu os trabalhos iniciais em busca da idosa ao longo de cinco dias, com equipes terrestres e utilização de drones. Como não houve nenhum sinal sobre o paradeiro de Maria, a Polícia Civil assumiu o caso.

    No dia do sumiço, Maria da Fonseca estava em casa sob cuidado de sua nora. A cuidadora disse à reportagem que naquele dia precisou ainda ir ao médico pela manhã e, quando retornou para casa, foi deitar na cama.

    Em determinado momento, a mulher, que estava sob efeito de calmante, foi acordada por seu filho relatando a ausência de Maria da Fonseca. Desde então, a idosa segue desaparecida.

  • Colisão entre carro e moto deixa vítimas graves na Avenida Francisco Junqueira em Ribeirão Preto;

    Colisão entre carro e moto deixa vítimas graves na Avenida Francisco Junqueira em Ribeirão Preto;

    Automóvel atingiu poste e moto foi arremessada a metros de distância após batida nesta quarta-feira (24). Vítimas foram levadas para HC-UE e hospital particular.

    Um acidente envolvendo um carro e uma moto deixou duas pessoas com ferimentos graves na manhã desta quarta-feira (24) na Avenida Doutor Francisco Junqueira, uma das vias mais importantes de Ribeirão Preto (SP).

    A colisão ocorreu no cruzamento com a Rua Garibaldi, por volta das 9h, de acordo com as primeiras informações apuradas pela EPTV, afiliada da TV Globo, no local. Imagens obtidas pela produção (veja acima) mostram o momento da batida.

    Segundo a reportagem, o carro seguia pela Avenida Francisco Junqueira, quando atingiu um motociclista que atravessava a via pela Rua Garibaldi, em direção à Cava do Bosque.

    Com o impacto, o motociclista foi arremessado a metros de distância e o automóvel atingiu um poste e ficou destruído.

    O condutor do carro foi levado à unidade de emergência do Hospital das Clínicas (HC-UE). O motociclista foi levado a um hospital particular.

    Ainda não se sabe as causas do acidente, mas, segundo autoridades no local, a suspeita é de que um dos condutores desrespeitou a sinalização do semáforo.

    Devido aos trabalhos da equipe de resgate, o trânsito na avenida ficou lento e foi preciso adotar um desvio, devido a uma interdição no cruzamento.

     

  • ‘É uma dor irreparável’, diz mãe de menina de 4 anos morta por asfixia em 2015; pai é acusado e vai a novo júri na quarta

    ‘É uma dor irreparável’, diz mãe de menina de 4 anos morta por asfixia em 2015; pai é acusado e vai a novo júri na quarta

    Ricardo Krause foi condenado a 24 anos de prisão em 2018, mas TJ anulou júri em 2020. Sophia Kissajikian Cancio Najjar morreu asfixiada com um saco plástico dentro do apartamento do pai.

    Lígia Kissajikian Câncio, mãe de Sophia Kissajikian Cancio Najja, de 4 anos, morta por asfixia em 2015, disse nesta terça-feira (23) esperar que o pai da menina seja novamente condenado pelo assassinato da filha.

    Em entrevista ao Programa Encontro, da Rede Globo, ela comentou sobre a dor e a luta por Justiça nesses oito anos desde a morte de Sophia.

    “Já são quase 8 anos em busca de justiça. A perda de um filho na vida de uma mãe é uma dor irreparável, não dá pra descrever. E essa luta tem sido diária, afirmou.

    O novo júri de Ricardo Krause Esteves Najjar, deve ter início nesta quarta-feira (24), no Fórum Criminal da Barra Funda, Zona Oeste de São Paulo.

    “Seria muito importante que o Ricardo confessasse o que aconteceu, porque eu acho que uma boa parte dessa injustiça tá ligada a ele ter feito o que ele fez e ter jogado a responsabilidade nela, como se ela tivesse colocado uma sacola, sendo que a responsabilidade é dele. Então, ele cria uma mentira e vive naquela mentira”, disse Lígia.

    O primeiro julgamento, que o havia condenado a 24 anos e 10 meses de prisão em 2018, foi anulado após dois anos (entenda abaixo).

    Segundo apurado pelo g1, o novo júri está previsto para acontecer nos dias 24, 25 e 26, às 13h. Trinta testemunhas foram intimadas pela Justiça.

    Um segundo júri chegou a ser marcado para 30 de janeiro deste ano, mas foi adiado.

    Relembre o caso
    O crime foi registrado em dezembro de 2015, no Jabaquara, Zona Sul. A criança foi encontrada asfixiada com um sacola plástica na cabeça. Na época, a defesa do pai alegou se tratar de um “acidente doméstico”, pois a criança estaria brincando com a sacola.

    Ricardo foi preso no velório da menina e ficou um ano preso. Foi solto antes do julgamento por “excesso de tempo de prisão temporária”. Voltou a ser preso em março de 2017.

    Em 2018, Ricardo foi julgado e condenado a 24 anos e 10 meses de prisão por homicídio doloso, quando há intenção de matar, duplamente qualificado. Ele também foi condenado pelos jurados por fraude processual, por ter supostamente alterado a cena do crime. Na época, o cozinheiro estava preso na Penitenciária de Tremembé, no Vale do Paraíba.

    Em setembro de 2020, porém, o Tribunal de Justiça de São Paulo divulgou que havia anulado o júri que condenou o autônomo.

    Os desembargadores que integravam a 12ª Câmara Criminal de São Paulo entenderam, por decisão unânime, que o julgamento que condenou Krause em 2018 era nulo devido à “contradição dos quesitos dos jurados”. Os magistrados determinaram a liberdade provisória do réu.

    A defesa de Krause, o advogado Antonio Ruiz Filho, comemorou a decisão na época, afirmando ser “justa”, após “ele aguardar tanto tempo preso pelo julgamento” e pela inconsistência na resposta dos jurados sobre a qualificadora do crime por meio de execução cruel, com o uso de asfixia, já que um dos jurados, segundo o advogado, mudou de opinião durante o julgamento dos quesitos.

    Os desembargadores entenderam que, como ele esperou preso pelo julgamento, deveria ser posto em liberdade para aguardar pelo novo júri.

    O segundo júri foi remarcado diversas vezes por conta da pandemia e também a pedido da defesa, mas agora a previsão é que ele aconteça nesta semana.

    O crime
    A menina morava com a mãe, mas passava alguns períodos com o pai. Foi no apartamento de Krause, na Zona Sul de São Paulo, que ela morreu asfixiada com uma sacola plástica na cabeça.

    Peritos e investigadores vasculharam duas vezes o apartamento, no primeiro andar de um prédio, no Jabaquara, e não encontraram sinal de que havia outra pessoa no lugar além da menina e do pai no dia do crime. Não havia sinais de arrombamento.

    A namorada de Ricardo e a irmã dela, que também moravam no apartamento, disseram para a polícia que não estavam em casa no dia do crime. Ricardo foi preso, dois dias depois, no velório da filha.

    Os exames do Instituto Médico Legal concluíram que a criança apresentava manchas roxas pelo corpo, o tímpano rompido e uma lesão na parte interna da boca. O pai de Sophia sempre se disse inocente e contou à polícia que tomava banho e, quando saiu, encontrou a filha com uma sacola na cabeça sem respirar.

    Um ano depois da prisão de Ricardo, em dezembro de 2016, o ministro Marco Aurélio, do Supremo Tribunal Federal (STF), mandou soltá-lo. Em sua decisão, ele considerou haver “excesso de prazo” na prisão temporária – decretada antes da condenação para preservar as investigações ou evitar novos crimes.