Categoria: Brasil

  • Ex-companheira e ex-cunhado foram os mandantes do assassinato de advogado em Caruaru

    Ex-companheira e ex-cunhado foram os mandantes do assassinato de advogado em Caruaru

    Eles foram presos durante operação da polícia civil, que cumpriu outros mandados de prisão preventiva de outros envolvidos no crime

    José Isaac Ferreira de Almeida e Isadora Ferreira de Almeida foram os mandantes do assassinato do advogado André Ambróssio Ribeiro Pessoa ocorrido em Caruaru, Agreste do Estado, no último mês de julho. Eles são, respectivamente, ex-cunhado e ex-companheira da vítima, de acordo com informações dadas em coletiva realizada pela Polícia Civil, nesta segunda-feira (1º), na Operação Patronus.

    O crime foi executado por Ramon Reis da Silva, a pessoa que desceu do veículo e efetuou os disparos. Outras duas pessoas também estão envolvidas no crime, uma delas era o proprietário do veículo usado pelo assassino e o outro teria dado suporte na fuga do executor, assim como prestado informações sobre o horário em que o advogado deixaria a criança que estava no carro, que era filha do advogado com a ex-companheira.

    De acordo com o delegado Rodolfo Barcelar, a motivação do crime teriam sido as ameaças que a vítima estaria fazendo aos mandantes, em face do envolvimento dos dois em um esquema de lavagem de dinheiro. O advogado também era sócio em algumas empresas com a ex-companheira.

    “A motivação foi relacionada ao tipo de atividade que a vítima exercia junto com a ex-companheira, com quem mantinha sociedade em algumas empresas. O advogado estava tendo prejuízo financeiro, e por conta disso passou a fazer ameaças de que ia entregar a ex-companheira e o ex-cunhado, envolvidos em uma suposta lavagem de dinheiro”, contou o delegado.

    O executor, Ramon Reis da Silva – que já se encontrava preso pela prática de outro homicídio – estava à espera do advogado em frente à casa que ocorreu o crime, acobertado por Emerson Henrique de Azevedo, conhecido como ‘Bê’ – que teria acompanhado a rotina do advogado e o horário em que ele retornaria para deixar a filha.

    Já José Jameson de Sales, o ‘Jairzinho’, era o proprietário do veículo utilizado na morte da vítima. Ele, junto com ‘Bê’, integram uma organização criminosa acusada de diversos assaltos na região. “Os dois são conhecidos pela prática de crimes em cidades como Cupira, por exemplo. E Ramon estava morando em Caruaru há pelo menos cinco meses. O trio passou a atuar juntos em Caruaru e outras cidades da região”, completou Barcelar. O ex-cunhado da vítima está foragido. Todos os envolvidos foram indiciados por diversos crimes, entre eles homicídio, emboscada e associação criminosa.

    Entenda o caso:

    O advogado André Ambrósio Ribeiro da Silva foi executado no último mês de julho, no Loteamento Itamaraty, localizado na cidade de Caruaru, Agreste do Estado. Imagens de câmera de segurança mostraram o momento da execução, quando a vítima para o carro em frente a uma casa e tira a filha do veículo.

    Em seguida, um homem armado abordou o advogado, que entregou a criança a uma babá que também saiu do carro. Quando a mulher se afastou, a vítima foi obrigada a deitar no chão, sendo atingida por vários disparos na cabeça. O advogado morreu no local.

  • Responsável por posto que explodiu é dono de outro posto que pegou fogo em 2017

    Responsável por posto que explodiu é dono de outro posto que pegou fogo em 2017

    O responsável pelo posto de gasolina que explodiu nesta terça-feira na Zona Norte de São Paulo é dono de um outro posto que também foi alvo de uma explosão em 2017. Quando as explosões aconteceram, os dois postos funcionavam de maneira irregular porque estavam sem licença de operação.

    O empresário Mohamad Hussein Mourad, responsável pelo posto, esteve no local nesta quarta-feira, acompanhando os trabalhos de remoção dos escombros por uma empresa de demolição contratada por ele. Ele também conversou com policiais militares que estavam no local. O posto se chama Auto Posto Novo Conceito 1 e fica na Avenida Imirim, na Zona Norte da capital.

    O outro posto que explodiu é o Auto Posto Vip 2 e fica na Rua Maria Amália Lopes Azevedo, também na Zona Norte. Em junho de 2017, esse posto foi alvo de um incêndio causado por três fortes explosões no momento em que dois caminhões-tanques faziam uma transferência de combustível para o reservatório do posto.

    O script foi praticamente o mesmo de agora: as explosões provocaram forte estrondo, assustaram a vizinhança e deixaram três funcionários feridos. Na explosão da última terça, sete pessoas ficaram feridas e cerca de 20 imóveis sofreram prejuízos.

    Nas duas ocasiões, os postos não tinham licença de operação da Cetesb, a companhia ambiental do estado, ou seja, estavam funcionando de forma irregular. No posto da Avenida Imirim, a licença estava vencida há sete meses. No outro, nunca chegou a ser emitida. Nas datas das explosões, os dois postos tinham elementos visuais da bandeira Ale, embora a empresa já não tivesse mais contrato com os estabelecimentos.

    O posto que pegou fogo no ano passado está registrado na Junta Comercial em nome de Mohamad Hussein e de um familiar dele chamado Hussein Ali Mourad. Já o posto que explodiu nesta semana está em nome de Rita Cosmo Nunes e de Jean Carlos Pereira. O endereço residencial informado por Rita na Junta Comercial é o mesmo de Mohamad, na própria Avenida Imirim.

    O problema é que no local funciona um consultório odontológico há mais de cinco anos. A reportagem da CBN telefonou para o estabelecimento, mas a atendente afirmou que nenhuma dessas pessoas trabalha ou mora ali.

    Já o endereço residencial informado por Jean Carlos Pereira é, na verdade, outro posto de gasolina, na Avenida Santa Inês, no Parque Mandaqui.

    A Polícia Civil ouviu nessa terça-feira várias testemunhas para elaborar o boletim de ocorrência. Um inquérito para investigar o caso vai ser instaurado ainda nesta semana. O delegado Evaldo Pedrosa Bastos, do 28º DP, da Vila Amália, vai convocar novamente as testemunhas após a abertura das investigações.

    Nesta quarta-feira, peritos retomaram os trabalhos no posto. O laudo que vai apontar as causas da explosão deve ficar pronto em no máximo 30 dias.

    A reportagem da CBN entrou em contato com o escritório de advocacia que atende o empresário Mohamad, mas não teve retorno. Os demais citados não foram localizados.

  • Acusado de ordenar morte de Décio Sá consegue Habeas Corpus

    Acusado de ordenar morte de Décio Sá consegue Habeas Corpus

    Gláucio Alencar Pontes Carvalho é considerado líder da organização criminosa que mandou matar o jornalista, na noite do dia 23 de abril de 2012.

    O desembargador José Luiz Almeida, do Tribunal de Justiça do Maranhão, concedeu habeas corpus em caráter liminar em favor de Gláucio Alencar Pontes Carvalho, que é tido como o mandante da morte do jornalista Décio Sá, na noite do dia 23 de abril de 2012.

    Gláucio já cumpria prisão em regime domiciliar por conta de um outro processo envolvendo crimes de agiotagem, fraude à licitações e formação de quadrilha. Agora, Gláucio consegue habeas corpus no processo envolvendo a morte de Décio Sá.

    A decisão do desembargador se deu por meio de um pedido da defesa de Gláucio, que justificava o a soltura de Gláucio por conta da saúde de sua mãe, uma idosa de 78 anos que sofre de mal de Parkinson. Atualmente, ela estaria internada com pneumonia e infecção bacteriana. O pedido de soltura seria para Gláucio cuidar dela.
    Em relação ao processo da morte de Décio Sá, a decisão do desembargador José Luiz concede o recolhimento noturno e nos dias de folga. Porém, na prática Gláucio ainda não poderá sair de casa porque ainda precisa cumprir a pena em regime domiciliar relacionado ao processo que envolve crimes de agiotagem, fraude à licitações e formação de quadrilha.

    Sobre Gláucio Alencar

    Gláucio Alencar Pontes Carvalho foi denunciado como líder da organização criminosa que emprestava dinheiro para financiar campanhas de candidatos a prefeito que pagavam a dívida com dinheiro público quando venciam as eleições.

    A morte do jornalista levou às investigações da Polícia Civil do Maranhão e da Polícia Federal, que encontraram ligação de pelo menos 41 prefeituras maranhenses, no período de 2009 a 2012, com cerca de R$ 100 milhões de recursos estaduais e federais desviados. Além de outros crimes, a Gláucio são atribuídas as mortes do jornalista Décio Sá. Durante as investigações policias e em juízo, ele negou as acusações.

  • Empresário Pedro Bettim Jacobi é suspeito de ameaçar e extorquir dinheiro de ex-mulher

    Empresário Pedro Bettim Jacobi é suspeito de ameaçar e extorquir dinheiro de ex-mulher

    Pedro Bettim Jacobi tentou fugir de carro mas foi preso em Brazlândia. Empresário é investigado por estelionato e teria descumprido medida protetiva determinada pela Justiça, diz polícia.

    Pedro Bettim Jacobi

    A Polícia Civil do Distrito Federal prendeu nesta terça-feira (5) o empresário Pedro Bettim Jacobi, de 40 anos, suspeito de extorquir dinheiro e ameaçar a ex-mulher. Ele também teria se aproximado da vítima – descumprindo uma medida protetiva determinada pela Justiça.

    A prisão foi na casa do empresário, em uma chácara em Brazlândia. De acordo com a chefe da Delegacia Especial de Atendimento à Mulher (Deam) Sandra Gomes, ele tentou fugir em um carro, mas foi interceptado após uma perseguição na BR-080

    Na casa dele, a Polícia Civil apreendeu três armas, além de computadores, celulares e documentos. O G1 e a TV Globo tentaram, mas a reportagem não conseguiu contato com a defesa do empresário.

    Ainda este ano, Pedro Jacobi já havia sido indiciado por furto qualificado, estelionato e apropriação indébita. Os crimes – segundo as investigações – também foram cometidos contra a ex-mulher. Ele é suspeito de transferir R$ 600 mil da conta dela, sem autorização, roubar cheques e se apropriar de um carro de luxo.

  • Julia Vassalo Maia da Costa: Uma Visão do Mercado Imobiliário

    Julia Vassalo Maia da Costa: Uma Visão do Mercado Imobiliário

    Ao navegarmos pelo cenário do mercado imobiliário em 2017, encontramos um terreno fértil para análises e projeções. Segundo a especialista em mercado imobiliário Julia Vassalo Maia da Costa, este ano se destaca por sua dinâmica particular, influenciada por uma série de fatores econômicos e tecnológicos. A compreensão dessas tendências não apenas esclarece o presente, mas também pavimenta o caminho para futuras oportunidades e desafios no setor.

    O mercado imobiliário, sempre um reflexo multifacetado das condições econômicas gerais, está atualmente experimentando uma fase de transformação e crescimento. As taxas de juros, que permanecem em níveis historicamente baixos, têm um papel crucial nesse cenário, proporcionando um ambiente favorável ao financiamento imobiliário. A especialista Julia Vassalo Maia da Costa enfatiza a importância de entender essas condições como um catalisador para o mercado, incentivando tanto a compra quanto o investimento em propriedades.

    Além dos aspectos econômicos, a inovação tecnológica está redefinindo a maneira como interagimos com o mercado imobiliário. Ferramentas de realidade virtual e plataformas online estão transformando a experiência de compra e venda, oferecendo aos clientes visões e acessos sem precedentes a propriedades ao redor do mundo. Julia Vassalo Maia da Costa aponta que essa revolução digital não apenas facilita transações, mas também aumenta a transparência e a eficiência do mercado.

    Outro fator significativo destacado por Júlia é o impacto do desenvolvimento urbano e do planejamento das cidades no mercado imobiliário. As tendências de mobilidade urbana, sustentabilidade e infraestrutura estão diretamente ligadas à valorização de áreas específicas e ao potencial de investimento em regiões em desenvolvimento. A especialista observa que a percepção dessas tendências é vital para investidores e compradores que buscam tomar decisões informadas.

    No contexto brasileiro, o mercado imobiliário de 2017 também reflete peculiaridades locais, como a recuperação econômica pós-recessão e as mudanças no cenário político. Julia Vassalo Maia da Costa ressalta que, embora existam desafios, como a volatilidade econômica e questões regulatórias, há também oportunidades significativas para aqueles dispostos a navegar por essas águas com cuidado e conhecimento.

    Fatores Impulsionando o Mercado Imobiliário

    O mercado imobiliário em 2017 está sendo impulsionado por uma combinação única de fatores econômicos, tecnológicos e sociais. Julia Vassalo Maia da Costa, especialista na área, destaca os principais elementos que estão moldando o setor.

    Economicamente, o cenário é influenciado por taxas de juros baixas, que facilitam o financiamento imobiliário, e pela recuperação gradual da economia, que restaura a confiança dos investidores e consumidores. Além disso, a inflação controlada e o aumento do poder de compra estimulam a demanda por imóveis.

    Tecnologicamente, a inovação está revolucionando o mercado. Julia aponta como plataformas digitais, realidade virtual e big data oferecem novas formas de visualizar, comprar e vender propriedades, ampliando o alcance do mercado e atraindo um público mais jovem e conectado.

    Socialmente, há uma mudança nas preferências habitacionais, com uma valorização crescente de localizações urbanas que oferecem conveniência e acesso a serviços. A sustentabilidade e a eficiência energética também se tornaram fatores importantes na decisão de compra ou investimento em imóveis.

     

    Desafios e Oportunidades no Setor

    Apesar do otimismo, o setor imobiliário enfrenta desafios. Julia Vassalo Maia da Costa menciona a burocracia e a complexidade regulatória como obstáculos significativos, especialmente em mercados emergentes como o Brasil. Além disso, a volatilidade econômica global pode influenciar negativamente o mercado, afetando a confiança dos investidores.

    No entanto, esses desafios trazem consigo oportunidades. A especialista enfatiza que a necessidade de inovação frente aos desafios regulatórios pode estimular o desenvolvimento de novas soluções e modelos de negócios no setor. Além disso, a volatilidade do mercado pode criar oportunidades de compra para investidores ágeis e bem-informados.

    Outra oportunidade destacada por Julia é o potencial de crescimento em áreas urbanas emergentes e no segmento de imóveis sustentáveis. Investir em localizações com potencial de valorização ou em propriedades que atendam aos crescentes padrões de sustentabilidade pode oferecer retornos significativos a médio e longo prazo.

    Em suma, enquanto o mercado imobiliário de 2017 apresenta seus desafios, a perspectiva de Julia Vassalo Maia da Costa é de que, com a análise certa e uma abordagem informada, os investidores e compradores podem encontrar oportunidades significativas para capitalizar as tendências atuais e futuras do setor.

    Regiões em Destaque e Seus Potenciais

    No cenário do mercado imobiliário de 2017, algumas regiões se destacam por seu potencial de crescimento e valorização. Segundo Julia Vassalo Maia da Costa, áreas urbanas que estão passando por processos de revitalização e desenvolvimento de infraestrutura são particularmente promissoras. Essas regiões atraem interesse por sua proximidade a serviços essenciais, opções de lazer e acessibilidade.

    Além disso, Julia aponta que mercados emergentes, tanto em países em desenvolvimento quanto em bairros periféricos de grandes metrópoles, oferecem oportunidades significativas. A valorização dessas áreas pode ser impulsionada por melhorias urbanísticas, investimentos em transporte público e a crescente demanda por moradias mais acessíveis.

     

    Perspectivas Futuras para Investidores e Compradores

    Olhando para o futuro, a especialista em mercado imobiliário Julia Vassalo Maia da Costa vê um cenário de oportunidades, mas também de cautela. Investidores e compradores devem estar atentos às tendências macroeconômicas e ao impacto de políticas governamentais no setor imobiliário. A digitalização do mercado continua a ser uma tendência forte, sugerindo que a adaptação a novas tecnologias é essencial para quem deseja permanecer competitivo.

    Para os compradores, a dica é considerar a sustentabilidade e a eficiência energética como critérios de seleção, uma vez que esses fatores se tornarão cada vez mais relevantes. Para os investidores, a diversificação em diferentes tipos de propriedades e regiões pode ser uma estratégia prudente para mitigar riscos.

     

    Conclusão

    O mercado imobiliário de 2017 é um campo dinâmico, repleto de desafios e oportunidades. Como Julia Vassalo Maia da Costa destaca, a chave para navegar neste mercado é a informação. Compreender as tendências atuais, antecipar as futuras e adaptar-se rapidamente às mudanças são etapas cruciais para o sucesso, seja você um investidor buscando maximizar retornos ou um comprador procurando o lar ideal. Com a análise certa e uma abordagem estratégica, o mercado imobiliário continua a ser um terreno fértil para oportunidades e crescimento.

  • Polícia indicia 4 suspeitos de integrar quadrilha que roubou 1,5 mil carros por lavagem de dinheiro

    Grupo já havia sido indiciado, com outras 25 pessoas, por crimes apurados na Operação ‘Macchina Nostra’, mas a Polícia Civil instaurou um inquérito policial autônomo.

    Quatro pessoas foram indiciadas por suspeita de lavagem de dinheiro praticada pela quadrilha desarticulada em março deste ano na Operação “Macchina Nostra”, realizada simultaneamente no Rio Grande do Sul, Santa Catarina e Paraná. Segundo a Polícia Civil, o grupo movimentou R$ 6 milhões em um ano, com o roubo de cerca de 1,5 mil automóveis e a venda em “leilões virtuais” por grupos do aplicativo WhatsApp.

    Os quatro já haviam sido presos e indiciados, junto com mais 25 pessoas, pelo inquérito principal do caso. Um inquérito policial autônomo foi instaurado para apurar a lavagem de dinheiro cometida pela quadrilha. A investigação apontou que o líder do grupo, de 32 anos; a mulher dele, de 31; um gerente da quadrilha, de 33 anos, e um funcionário, de 40, cometeram o crime – além das demais infrações pelas quais eles já respondem.

    “É uma inovação da Polícia Civil gaúcha fazer indiciamento de criminosos por lavagem de dinheiro em roubos de veículos, conseguimos demonstrar a existência de uma organização que fazia encomendas de carros, que eram adulterados e roubados”, afirmou o delegado Marco Guns, do Departamento Estadual de Investigações Criminais (Deic), responsável pela operação.

    ‘Leilão’ no Whatsapp

    Durante a investigação da quadrilha, que durou pouco mais de um ano, os agentes do Deic identificaram pelo menos 10 grupos de WhatsApp, onde carros roubados no Rio Grande do Sul eram oferecidos para criminosos de todo o Brasil. O levantamento aponta que negócios foram fechados com pessoas de nove estados: Santa Catarina, Paraná, São Paulo, Rio de Janeiro, Minas Gerais, Mato Grosso, Mato Grosso do Sul, Goiás e Bahia.

    Como a quadrilha atuava

    Os carros eram roubados nas ruas da Região Metropolitana de Porto Alegre, geralmente por dois bandidos, integrantes do grupo, chamados de “cupinxas” ou “puxadores” de veículos. Os assaltos ocorriam sempre à mão armada.

    Depois de render a vítima, eles fugiam. Procuravam uma rua com vaga para estacionar, ou até mesmo, estacionamentos de shoppings, de supermercados e até do aeroporto – os chamados “bretes”. Ali deixavam os veículos e aguardam “esfriar” as buscas por ele e até mesmo esperar para saber se eram rastreados ou não.

    Usando smartphones, os mesmos bandidos tiravam fotos dos carros. As imagens eram enviadas para os líderes do bando, que criaram grupos fechados no aplicativo de mensagens WhatsApp. Por ali ofereciam os veículos, como se fosse um leilão virtual.

    Com as fotos, informações do ano, modelo, potência do motor e que tipo de combustível, os carros e caminhonetes eram oferecidos, em média, a apenas 10% do valor real de mercado.

    O cliente ainda poderia escolher a “modalidade” do veículo, que poderia ficar com as placas originais, que constam no sistema da polícia como carro roubado, ou clonadas. Os compradores, geralmente bandidos de outros estados, poderiam também fazer a compra da falsificação de documentos, que também era oferecida pelos criminosos nos grupos.

    ‘Braços’ no PR e em SC

    Os roubos e as clonagens de carros eram feitos por uma associação criminosa. Além de Leonardo, que coordenava ações na Região Metropolitana, tinha uma espécie de coliderança em Caxias do Sul. Lá o chefe era Márcio Sotel, de 29 anos, um criminoso que ordenava roubos na Serra, mas que também tinha “cupinxas” na Região Metropolitana.

    Os dois líderes, Leonardo e Sotel, se comunicavam diariamente, definiam preços e trocavam veículos. No organograma da quadrilha, a polícia identificou mais de 30 criminosos, entre ladrões e clonadores de veículos e falsificadores de documentos que recebiam ordens da dupla.

    “Trabalhamos com inteligência para chegar às engrenagens maiores. Porque a engrenagem lá da ponta que faz o roubo, que faz o furto, é fácil de ser trocada. Sai um, entra outro. Agora, a engrenagem principal, os líderes, são mais difíceis, e isso quebra a quadrilha”, observa o diretor de investigações do Deic, delegado Sander Cajal.

    O grupo criminoso tinha mais dois braços avançados na Região Sul do país. Em Blumenau, Gabriela Denise Pfau, 32 anos, conhecida no mundo do crime como “Daia”, recebia carros da quadrilha, auxiliava na localização de veículos para clonar e também distribuia documentos falsos.

    O contato do Paraná era Peterson Risson Almeida da Silva, 20 anos. Ele encomendava todos os tipos de veículos, mas principalmente caminhonetes utilitárias e de luxo. Segundo as investigações, o interesse de Peterson era basicamente usar os veículos para desmanches e obtenção de peças. Daia e Peterson também foram presos por equipes do Deic, no dia 31 de março.

    Leonardo, Sotel e Daia ja tinham passagens pela polícia, entre os crimes, todos com antecedentes por envolvimento no roubo ou receptação de veículos.

  • Análise Detalhada: Impulsionadores, Impactos Econômicos e Tendências no Mercado Imobiliário em Fevereiro de 2017

    Análise Detalhada: Impulsionadores, Impactos Econômicos e Tendências no Mercado Imobiliário em Fevereiro de 2017

    Em fevereiro de 2017, o mercado imobiliário brasileiro apresenta alguns sinais tímidos de recuperação. Observamos um leve aumento nas vendas de imóveis, indicando um possível, embora incerto, retorno da confiança dos consumidores e investidores no setor. Julia Vassalo Maia da Costa, uma analista experiente, aponta para a relevância deste momento para o mercado imobiliário, mas com uma cautela considerável, lembrando que a recuperação econômica ainda enfrenta muitos desafios.

    A situação econômica, apesar de mostrar algumas melhorias com políticas governamentais mais estáveis e um acesso um pouco mais fácil ao crédito imobiliário, ainda é frágil. Julia Vassalo Maia da Costa observa que, apesar de alguns avanços, o mercado imobiliário ainda precisa lidar com as repercussões de desafios anteriores e se posicionar de maneira mais consistente como uma opção de investimento. Ela também enfatiza a necessidade crítica de políticas habitacionais eficazes e de inovação no setor para apoiar um crescimento verdadeiramente sustentável.

    Dentro deste panorama, o mercado imobiliário brasileiro parece estar caminhando para um novo estágio, ainda com muitas incertezas sobre seu desenvolvimento futuro. A análise de Julia Vassalo Maia da Costa oferece insights importantes, mas também destaca a necessidade de cautela e planejamento estratégico no entendimento deste mercado volátil.

    Impulsores do Crescimento no Mercado Imobiliário

    O crescimento observado no mercado imobiliário brasileiro em fevereiro de 2017, influenciado por fatores econômicos e políticos, ainda é moderado e cercado de incertezas. Julia Vassalo Maia da Costa examina esses impulsionadores, notando que, embora as condições econômicas tenham melhorado ligeiramente e as políticas governamentais estejam mais direcionadas ao setor, o aumento nas vendas de imóveis ainda é limitado. A estabilização econômica, juntamente com um acesso um pouco mais facilitado ao crédito imobiliário, sugere um ambiente potencialmente favorável, mas a analista adverte que ainda é cedo para determinar se esse momento se traduzirá em um crescimento sustentável e significativo para o setor imobiliário brasileiro.

    Impacto no Crescimento Econômico do Brasil

    No início de 2017, o mercado imobiliário brasileiro apresenta-se como um potencial contribuinte no contexto de uma recuperação econômica ainda tênue do país. Julia Vassalo Maia da Costa, uma especialista no setor, analisa essa relação com uma visão cautelosa, reconhecendo que, embora haja crescimento no setor imobiliário, o impacto positivo na economia brasileira ainda enfrenta várias barreiras.

    O aumento nas vendas de imóveis e a leve melhora no setor de construção civil podem estar gerando certos benefícios econômicos. No entanto, esses efeitos são relativamente limitados e não garantem uma recuperação econômica ampla e robusta. Embora exista uma esperança de impulso no mercado de trabalho e em setores conexos, como materiais de construção e mobiliário, a realidade do mercado é complexa e os avanços são moderados.

    Julia Vassalo Maia da Costa destaca a relevância do setor imobiliário na economia, mas também aponta para a necessidade de uma análise cuidadosa. Ela reconhece que, apesar de o setor imobiliário refletir certa confiança do consumidor e estabilidade financeira, há muitos outros fatores em jogo que podem influenciar a recuperação econômica do Brasil. O crescimento no mercado imobiliário, embora benéfico, não é suficiente por si só para garantir um aumento significativo na arrecadação de impostos ou para atrair investimentos estrangeiros em um nível que possa sustentar a recuperação econômica de forma independente.

    Na análise de Julia Vassalo Maia da Costa, o impacto econômico do setor imobiliário é reconhecido, mas sua visão é mais matizada. Ela considera que o mercado imobiliário pode desempenhar um papel no desenvolvimento urbano e na melhoria da qualidade de vida, mas enfatiza que o desenvolvimento sustentável e a inclusão social dependem de uma abordagem mais holística e integrada, que vai além do simples crescimento do setor imobiliário.

    Oportunidades e Desafios

    Conforme o mercado imobiliário brasileiro exibe sinais de recuperação em fevereiro de 2017, Julia Vassalo Maia da Costa, uma especialista no setor, analisa um cenário misto de oportunidades e desafios consideráveis. Embora existam oportunidades de investimento emergentes, como o interesse renovado nos mercados residencial e comercial devido à melhoria das condições econômicas e estabilização política, essas oportunidades vêm acompanhadas de uma série de desafios significativos.

    A especialista reconhece a crescente demanda por imóveis e o potencial de valorização em certas áreas urbanas e turísticas. No entanto, ela ressalta que o mercado imobiliário permanece marcado por uma volatilidade considerável. As incertezas políticas e econômicas ainda são fatores dominantes, exigindo uma abordagem extremamente cautelosa dos investidores. A necessidade de políticas habitacionais eficientes e acessíveis é enfatizada, particularmente em um país com desigualdade social pronunciada.

    Além disso, Julia Vassalo Maia da Costa aponta para os desafios relacionados à infraestrutura urbana e logística, que continuam a ser barreiras significativas ao desenvolvimento imobiliário em diversas regiões. A especialista também discute a importância de inovações tecnológicas, como construções sustentáveis e a digitalização dos processos de compra e venda. Enquanto essas inovações podem trazer vantagens competitivas e atrair novos segmentos de consumidores, há também a necessidade de se manter atento às tendências globais e mudanças nas preferências dos consumidores, que podem alterar rapidamente o cenário do mercado.

    Julia Vassalo Maia da Costa adverte que, apesar das oportunidades presentes, os investidores e as construtoras devem navegar com prudência neste mercado imobiliário brasileiro em constante mudança, ponderando cuidadosamente os riscos e benefícios.

    Ponto Crucial no Mercado Imobiliário Brasileiro em Fevereiro de 2017

    O mercado imobiliário brasileiro encontra-se em um momento crítico, revelado pelas análises de Julia Vassalo Maia da Costa. Este cenário é caracterizado não apenas por oportunidades emergentes, mas também por desafios notáveis. Embora a retomada das vendas e o interesse renovado no setor possam ser vistos como indicativos de uma confiança econômica em recuperação, esses sinais promissores são acompanhados por um cenário ainda repleto de incertezas.

    Os obstáculos permanecem proeminentes, sublinhando a necessidade de políticas habitacionais mais eficazes e de uma estratégia cuidadosa para lidar com as incertezas do mercado. A realidade é que, apesar de alguns avanços positivos, o setor imobiliário ainda enfrenta uma série de desafios estruturais e econômicos que podem impactar sua trajetória de recuperação.

    Neste contexto, o momento atual é marcado por um otimismo moderado. O setor imobiliário é, sem dúvida, um elemento chave na recuperação econômica do Brasil, mas é importante reconhecer que a jornada para uma recuperação sustentável está longe de ser linear e isenta de obstáculos. Julia Vassalo Maia da Costa enfatiza a importância de abordar este mercado com cautela, reconhecendo as potencialidades, mas também mantendo-se atento às variáveis e desafios que permanecem.

  • Advogado é multado por ajuizar ação trabalhista sem autorização do cliente

    Advogado que ajuíza ação trabalhista sem anuência de seu cliente viola os deveres apontados no artigo 77 do novo Código de Processo Civil, justificando a extinção do processo e a aplicação de multa por litigância de má-fé. Com este fundamento, o Tribunal Regional do Trabalho da 4ª Região (Rio Grande do Sul) manteve sentença que determinou a um advogado o pagamento de multa de 1% e indenização de 20% sobre o valor da causa, fixado por ele mesmo em R$ 35 mil na petição inicial.

    Segundo o juiz-substituto Thiago Boldt de Souza, da 4ª Vara do Trabalho de Novo Hamburgo, a inicial da ação trabalhista apresentou uma lista de pedidos genéricos, sem detalhes dos quantitativos pleiteados. Além disso, segundo o magistrado, é prática recorrente do profissional apresentar petições com os mesmos pedidos, mesmo no caso de empresas de ramos diferentes de atividades.

    Entretanto, o que fez o juiz extinguir o processo sem resolver o mérito e impor a multa e a indenização foi o depoimento do próprio trabalhador em audiência. Segundo ele, não havia a intenção de ajuizar processo contra a empresa naqueles termos. No relato, o reclamante afirma que foi procurado pelo escritório de advocacia após ser dispensado, sob a alegação de que ainda existiriam direitos a serem quitados. Ele contou que entregou alguns documentos ao escritório e combinou que aguardaria contato sobre valores a que teria direito e como seria ajuizada a ação. Mas foi surpreendido com a intimação para comparecer à audiência.

    Na sentença, o juiz observou que o trabalhador afirmou na audiência que cumpria jornada das 7h30 às 17h18 e que recebia horas extras, enquanto, a petição inicial apontava uma jornada de 12 horas. Segundo o julgador, é prática do advogado sempre estabelecer jornadas nunca inferiores a 12 horas em suas petições. Diante disso, ele determinou envio de ofício sobre o ocorrido à seccional gaúcha da Ordem dos Advogados do Brasil, ao Ministério Público Estadual e ao Ministério Público do Trabalho.

    As determinações foram mantidas na íntegra pela 2ª Turma do TRT-4. Segundo o relator do caso, juiz convocado Carlos Henrique Selbach, ‘‘diversamente do que alega o apelante, não se trata tão somente de ‘não comprovação sobre questões alegadas na peça inicial’. Trata-se, antes, de conduta irresponsável e temerária do procurador que, em última análise, vai contra os interesses do próprio cliente, autor da reclamação em questão’’, escreveu no voto.

    Contatado pela ConJur, o advogado preferiu não se manifestar sobre o assunto. Cabe recurso ao Tribunal Superior do Trabalho. Com informações da Assessoria de Imprensa do TRT-4.

    Processo 0021169-46.2015.5.04.0304 (RO)

    Fonte: www.fetraconspar.org.br

  • Empresário é preso suspeito de aplicar fraudes de R$ 400 mil

    Segundo o delegado Lucas Sá, Guilherme Campelo Rabay Neto já foi preso outras três vezes e responde a 12 processos por estelionato.

    Um empresário de 28 anos foi preso na manhã desta quinta-feira (19) em João Pessoa por suspeita de estelionato. Segundo a Polícia Civil, Guilherme Campelo Rabay Neto aplicou golpes que causaram um prejuízo superior a R$ 400 mil. O delegado de Defraudações da capital paraibana, Lucas Sá, explicou que Guilherme cometia fraudes em negociações de veículos, emissão de cheques e em transações bancárias.

    Segundo Lucas Sá, o suspeito já tinha sido preso outras três vezes em ações da Delegacia de Defraudações e responde a 12 processos criminais por estelionato. O delegado disse ainda que Rabay age de maneira reincidente e violenta, ameaçando as vítimas de morte, quando elas pediam a devolução do dinheiro tomado pelo suspeito.

    A fraude consistia na emissão de cheques bancários de terceiros, de contas encerradas e falsificação de assinaturas de outros cheques bancários, além de simular transferências e depósitos bancários com envelopes vazios.

    O jovem foi encaminhado para a carceragem da Central de Polícia de João Pessoa, no bairro do Geisel, e deve ser encaminhado à audiência de custódia, para que o Justiça decida o encaminhamento a algum presídio da capital paraibana.

  • DATA DA PUBLICAÇÃO 20/04/2016 | CIDADE SANTO ANDRÉ E MAUÁ MANTÊM REPASSES PARA AS EMPRESAS DE BETO PERALTA

    DATA DA PUBLICAÇÃO 20/04/2016 | CIDADE SANTO ANDRÉ E MAUÁ MANTÊM REPASSES PARA AS EMPRESAS DE BETO PERALTA

    As prefeituras de Santo André e Mauá, apesar de enfrentarem problemas de arrecadação e terem lista de fornecedores sem receber há meses, mantêm regularmente os repasses dos contratos com empresas de Beto Peralta. De todas as notas fiscais emitidas pelas companhias do empresário, 92% do valor já foram quitados pelas duas administrações municipais.

    Somente nas gestões do andreense Carlos Grana (PT) e do mauaense Donisete Braga (PT), firmas de Beto Peralta executaram serviços na ordem de R$ 193,9 milhões. E já receberam R$ 179,1 milhões.

    São três contratos ativos com os municípios de Santo André e Mauá: um de coleta e destinação de lixo firmado junto ao Semasa (Serviço Municipal de Saneamento Ambiental de Santo André); um de requalificação de conjuntos habitacionais em Santo André; e outro de urbanização e construção de unidades habitacionais no Jardim Oratório, em Mauá.

    O acordo com o Semasa envolveu, de 2013 para este ano, R$ 178,2 milhões em serviços. A autarquia já transferiu R$ 167,2 milhões – ou seja, 93,8% de todas as notas fiscais emitidas. A empresa é a Peralta Ambiental.

    O outro contrato com a gestão de Santo André que Beto Peralta possui é por meio da empresa Paulista Obras e Pavimentação. Desde 2013, a companhia cobrou R$ 4,5 milhões do governo Grana, que repassou integralmente esse valor.

    O convênio com a Prefeitura de Mauá também é com a Paulista Obras e Pavimentação. Dos R$ 11,2 milhões executados desde 2013, R$ 7,4 milhões foram depositados na conta da empresa de Beto Peralta.

    A regularidade de pagamentos às empresas de Beto Peralta contrasta com os problemas financeiros enfrentados pelos governos Grana e Donisete. Em Santo André, por exemplo, os contratos de gerenciamento do estacionamento e de disponibilização de merendeiras foram rompidos pela falta de pagamento por parte da administração de Santo André. Alegando dificuldade de arrecadação, Grana determinou contingenciamento de até 50% nos gastos, dependendo das secretarias.

    A prática de congelamento de despesas foi adotada por Donisete desde o início da gestão. A lista de credores cresceu nos últimos anos: há empresas reclamando de até quatro meses de espera para receber pelo serviço executado.

    Donisete afirmou que o atraso nos repasses também envolve a firma de Beto Peralta. Chefe de gabinete do petista, Jô Ramires negou haver tratamento diferenciado para o empresário. “Pagamentos seguem ordem cronológica estabelecida nos contratos.”

    O secretário de Governo de Santo André, Arlindo José de Lima (PT), também refutou qualquer benefício para Beto Peralta. “Não há atrasos para os fornecedores que mantêm contrato com o Semasa porque a autarquia é independente da administração. É um outro caixa, outra conta e possui um orçamento diferenciado.” Beto Peralta não foi localizado para comentar o caso.
     

    Por Raphael Rocha e Júnior Carvalho – Diário do Grande ABC