Categoria: Brasil

  • Tami Vitti estreia na música com “Agora Eu Mudei”

    Tami Vitti estreia na música com “Agora Eu Mudei”

    Tami Vitti é um talento para se conhecer. E inaugurando seu primeiro single autoral, a artista lança “Agora Eu Mudei”. O single foi produzido quando Tami Morava na Irlanda e foi inspirado em histórias de muitas meninas, onde fala sobre a libertação em um relacionamento pouco saudável. “A Vida é única e viver sobre pressão ou influência negativa nos faz perder tempo e Todo o sentido de viver. Mudar é necessário, Fazer as próprias escolhas é um dever, não Somos obrigados a levar relacionamentos fracassados e nem aturar qualquer outra questão que não toleramos. Mudar é a palavra chave para reedescobrir quem somos”, diz Tami sobre o single.

    Foto: Divulgação

    A canção “Agora Eu Mudei” composta por Tami Vitti fala sobre o término de um relacionamento tóxico, uma decisão sem volta e sem pena. A música mostra os dois lados, um de quem terminou a relação sem olhar pra traz devido Todo a frustação que já viveu, e o outro lado mostra a pessoa arrependida querendo outra chance e outra conversa. Nas palavras de Tami: Agora eu Mudei foi feita com a intenção de influenciar pessoas a mudarem quando já estao esgotadas com algo. Mudar é um Novo ciclo, Mudar é descobrir novas paixões, Mudar é decidir o que quer!”. Ouça “Agora Eu Mudei”: https://youtu.be/mkkhVsbi_o8

  • Nadja Haddad, apresentadora do SBT, tem casa invadida pela polícia após indícios de corrupção

    Nadja Haddad, apresentadora do SBT, tem casa invadida pela polícia após indícios de corrupção

    Nadja Haddad, apresentadora do SBT

    Marido da apresentadora está sendo investigado por desvio de recursos públicos

    A apresentadora do SBT, Nadja Haddad, na manhã desta última quinta-feira (05), teve a sua casa invadida por policiais do GAECO, Grupo de Atuação Especial de Repressão ao Crime Organizado de São Paulo.

  • Desvendando os Impactos Econômicos: Da Pandemia à Construção do Futuro

    Desvendando os Impactos Econômicos: Da Pandemia à Construção do Futuro

    A chegada da pandemia de COVID-19 marcou o início de uma era desafiadora para a economia global. Este evento sem precedentes transcendeu as fronteiras da saúde pública, desencadeando uma onda de incertezas econômicas que reverberou por todos os cantos do mundo. O vírus, invisível mas impactante, não apenas afetou a vida diária das pessoas, mas também transformou os mercados, as indústrias e as políticas econômicas em uma escala nunca antes vista.

    Neste contexto, torna-se essencial compreender o cenário econômico pré-pandêmico para avaliar adequadamente o impacto da COVID-19. Antes de 2020, o mundo estava navegando em um ambiente de relativa estabilidade econômica, com crescimento constante em muitas regiões e setores. No entanto, esta estabilidade foi abruptamente abalada pela rápida disseminação do vírus, que resultou em bloqueios em larga escala, perturbações nas cadeias de suprimentos e uma reavaliação fundamental de como as atividades econômicas são conduzidas.

    A pandemia desafiou a resiliência das economias, grandes e pequenas. Desde as microempresas locais até as corporações multinacionais, nenhum setor foi poupado. As consequências econômicas foram imediatas e severas – o desemprego disparou, os mercados financeiros sofreram volatilidade e o PIB global enfrentou uma contração dramática.

    Porém, em meio a essa turbulência, surgiram histórias de adaptação, inovação e resiliência. Governos, empresas e indivíduos começaram a buscar novas maneiras de operar neste novo mundo, redefinindo o que significa ser economicamente viável e socialmente responsável. A análise e insights de especialistas, como Julia Costa Franco de Abreu, oferecem uma perspectiva valiosa sobre essas mudanças e sobre como podemos aprender com elas para construir um futuro mais resiliente.

    Impactos Imediatos da COVID-19 na Economia Mundial

    Quando a COVID-19 foi declarada uma pandemia em março de 2020, o mundo mal sabia o quão profundamente seria afetado. Em questão de semanas, as economias de todo o mundo começaram a sentir os efeitos imediatos e avassaladores desta crise de saúde global. Esses impactos, diversificados e multifacetados, refletem a complexidade e a interconexão da economia mundial.

    Paralisação do Comércio e das Cadeias de Suprimentos Globais: Com os países impondo lockdowns e restrições de viagens, houve uma paralisação significativa nas cadeias de suprimentos globais. O comércio internacional sofreu um golpe duro, com atrasos e interrupções afetando tudo, desde matérias-primas até produtos acabados. Esta situação destacou a fragilidade das cadeias de suprimentos globalizadas e a dependência de centros de manufatura específicos, como a China.

    Colapso do Mercado de Trabalho: Um dos impactos mais imediatos e visíveis foi o aumento acentuado do desemprego. Muitas empresas, especialmente em setores como turismo, hospitalidade e varejo, foram forçadas a fechar ou a reduzir drasticamente suas operações, resultando em demissões em massa e perda de renda para milhões de trabalhadores.

    Volatilidade dos Mercados Financeiros: Os mercados financeiros reagiram com extrema volatilidade à incerteza trazida pela pandemia. Bolsas de valores ao redor do mundo experimentaram quedas significativas, evidenciando o nervosismo dos investidores e a incerteza quanto ao futuro econômico.

    Impacto nas Pequenas e Médias Empresas (PMEs): As PMEs, que são vitais para muitas economias, foram particularmente atingidas. Muitas enfrentaram desafios extremos, incluindo a falta de acesso a capital de giro, dificuldades em pagar salários e aluguéis, e uma queda drástica na demanda por seus produtos ou serviços.

    Mudanças no Comportamento do Consumidor: A pandemia também provocou uma mudança significativa no comportamento do consumidor. Com as pessoas em casa, houve um aumento na demanda por produtos e serviços digitais, enquanto setores como turismo, entretenimento ao vivo e restaurantes enfrentaram uma diminuição drástica na demanda.

    Resposta Governamental: Governos ao redor do mundo lançaram uma série de medidas fiscais e monetárias para mitigar os impactos econômicos. Estes incluíram pacotes de estímulo, reduções de taxas de juros, empréstimos a empresas, e subsídios diretos aos cidadãos. Essas ações foram cruciais para estabilizar as economias, mas também levantaram preocupações sobre o aumento da dívida pública e a sustentabilidade fiscal a longo prazo.

    A Visão de Julia Costa Franco de Abreu sobre a Resiliência Econômica

    Julia Costa Franco de Abreu, renomada economista e especialista em desenvolvimento econômico, traz uma perspectiva enriquecedora sobre a resiliência econômica em tempos de crise, como a causada pela pandemia de COVID-19. Suas ideias e análises oferecem um olhar profundo sobre as capacidades e estratégias necessárias para que economias e empresas superem desafios significativos.

    Entendendo Resiliência Econômica: De acordo com Julia Costa Franco de Abreu, a resiliência econômica não se limita apenas à capacidade de recuperação após choques, mas também envolve a habilidade de se adaptar e evoluir frente a novas circunstâncias. Em suas palavras, resiliência é tanto sobre superação quanto sobre transformação.

    Adaptação e Inovação: Julia destaca a importância da adaptação e inovação como pilares da resiliência. Durante a pandemia, vimos empresas redefinindo seus modelos de negócios, acelerando a transformação digital e buscando novas formas de engajamento com clientes. Essa capacidade de se adaptar rapidamente às mudanças do mercado é um componente chave para a sobrevivência e o sucesso a longo prazo.

    Políticas Públicas e Resposta Governamental: A economista também aponta a crucialidade das políticas públicas na construção de uma economia resiliente. As respostas governamentais à pandemia, que incluíram estímulos fiscais, suporte a pequenas e médias empresas e programas de proteção social, desempenharam um papel vital em mitigar os impactos econômicos negativos e em sustentar a economia durante os períodos mais críticos.

    A Importância do Capital Humano: Outro aspecto enfatizado por Julia Costa Franco de Abreu é o valor do capital humano. Ela argumenta que investimentos em educação, saúde e bem-estar dos trabalhadores são fundamentais para a resiliência econômica. Uma força de trabalho qualificada e saudável é mais capaz de se adaptar a novos desafios e inovar.

    Sustentabilidade e Resiliência a Longo Prazo: Por fim, Julia defende que a resiliência econômica deve estar alinhada com a sustentabilidade. As crises oferecem oportunidades para repensar e remodelar as economias de maneira mais sustentável, considerando fatores ambientais, sociais e de governança.

    A visão de Julia Costa Franco de Abreu sobre resiliência econômica é uma chamada à ação para governos, empresas e sociedades. Enfatiza a necessidade de adaptação, inovação, políticas públicas eficazes, investimento em capital humano e sustentabilidade. Estas ideias não só oferecem um caminho para a recuperação após a pandemia, mas também para a construção de economias mais fortes e adaptáveis para o futuro.

    Setores Mais Afetados e as Surpresas Econômicas

    A pandemia de COVID-19 afetou desproporcionalmente certos setores da economia, enquanto oferecia oportunidades inesperadas para outros.

    Turismo e Hospitalidade: Estes foram os mais atingidos. As restrições de viagens e o medo da infecção esvaziaram hotéis e destinos turísticos, causando uma perda devastadora de receitas e empregos.

    Varejo Físico: Lojas de varejo, especialmente aquelas sem uma forte presença online, enfrentaram desafios significativos devido aos lockdowns e à redução do poder de compra dos consumidores.

    Aviação e Transporte: A aviação sofreu uma queda sem precedentes na demanda. Empresas de transporte também enfrentaram dificuldades, com o transporte público e privado sendo drasticamente reduzido.

    Surpreendentemente, alguns setores se beneficiaram ou se adaptaram rapidamente:

    Tecnologia e Digitalização: Empresas de tecnologia, especialmente aquelas focadas em soluções de trabalho remoto, comércio eletrônico e entretenimento online, viram um aumento significativo na demanda.

    Saúde e Farmacêutica: O setor de saúde experimentou um crescimento, impulsionado pela necessidade urgente de equipamentos médicos, medicamentos e, eventualmente, vacinas.

    Bens de Consumo Essenciais: Supermercados e fornecedores de bens essenciais viram um aumento na demanda, à medida que os consumidores estocavam produtos básicos. 

    O Futuro Pós-Pandemia: Previsões e Preparação

    À medida que o mundo se ajusta à “nova normalidade”, várias previsões e estratégias de preparação estão sendo discutidas:

    Transformação Digital Acelerada: A digitalização dos negócios e dos serviços deve continuar crescendo, transformando a forma como trabalhamos e interagimos.

    Mudanças no Mercado de Trabalho: Haverá uma maior valorização do trabalho remoto, flexibilidade e habilidades digitais, potencialmente remodelando o futuro do trabalho.

    Sustentabilidade e Resiliência: As empresas estão mais propensas a focar em sustentabilidade e resiliência, aprendendo com os desafios enfrentados durante a pandemia.

    Inovação na Saúde: Espera-se um investimento contínuo em saúde, com ênfase em pesquisa, desenvolvimento e inovação tecnológica.

    Reconfiguração das Cadeias de Suprimentos Globais: As cadeias de suprimentos podem se tornar mais diversificadas e regionalizadas para reduzir a dependência de centros de manufatura únicos.

    A pandemia de COVID-19 foi um evento transformador para a economia mundial. Enquanto alguns setores enfrentaram desafios sem precedentes, outros encontraram oportunidades para inovar e crescer. A resiliência e a capacidade de adaptação provaram ser essenciais. Olhando para o futuro, as lições aprendidas durante este período crítico devem guiar a forma como empresas, governos e sociedades se preparam para futuros desafios. O caminho à frente exigirá uma abordagem equilibrada, enfocando tanto a recuperação econômica quanto a sustentabilidade e o bem-estar geral. A pandemia redefiniu muitos aspectos da vida econômica e social, e as estratégias adotadas agora irão moldar o mundo pós-pandemia.

  • Empresário é denunciado por dirigir bêbado e causar acidente que matou jovem e adolescente que estavam em caminhão

    Empresário é denunciado por dirigir bêbado e causar acidente que matou jovem e adolescente que estavam em caminhão

    Segundo MP, Christian Mamedio da Silva conduzia uma caminhonete, furou sinal vermelho e atingiu caminhão carregado com tijolos onde estavam vítimas, em Anápolis. Caminhoneiro também se feriu na batida, registrada por câmeras de segurança.

    O Ministério Público do Estado de Goiás (MP-GO) ofereceu denúncia contra o empresário Christian Mamedio da Silva, de 34 anos, preso suspeito de dirigir bêbado e causar a morte de um jovem e um adolescente, além de deixar um homem ferido, em Anápolis, a 55 km de Goiânia. De acordo com o órgão, ele conduzia uma caminhonete que furou o sinal vermelho e atingiu um caminhão carregado com tijolos, onde estavam as vítimas. Um vídeo registra a batida (veja acima).

    Ao G1, o advogado de Christiano, Guilherme Silva Garcia, disse que só irá se manifestar quando tiver acesso à denúncia, o que ainda não ocorreu.

    O promotor de Justiça Eliseu Antônio da Silva Belo, que assina o documento, denunciou o empresário por duplo homicídio, lesão corporal, por dirigir embriagado e trafegar em velocidade incompatível com a segurança.

    Caminhão com tijolos tombou após ser atingido por caminhonete, em Anápolis, Goiás — Foto: Corpo de Bombeiros/Divulgação

    Caminhão com tijolos tombou após ser atingido por caminhonete, em Anápolis, Goiás — Foto: Corpo de Bombeiros/Divulgação

    O acidente aconteceu no último dia 3 de outubro, na Avenida Brasil Sul, no Bairro São João. De acordo com o MP, por conta da colisão, o caminhão tombou. Os dois passageiros, Emanuel Felipe Pires Martins, de 15 anos, e Eurípedes Tomé da Costa Filho, de 26, morreram no local.

    Já o condutor Fabiano Mendonça, que não teve a idade revelada, sofreu ferimentos leves e recebeu atendimento hospitalar. Conforme a denúncia, Christian Mamedio da Silva permaneceu no local após o acidente, mas se recusou a fazer o teste do bafômetro. Ele também recebeu atendimento médico e foi preso em flagrante logo em seguida.

    No dia seguinte ao acidente, o motorista passou por audiência de custódia, onde a Justiça decidiu por mantê-lo preso. Na ocasião, o promotor, que se manifestou a favor da manutenção da detenção, justificando, inclusive, que ele já havia sido autuado outra vez por dirigir embriagado.

    Empresário Christiano Mamedio Silva é denunciado por dirigir bêbado e causar acidente que matou dois em Anápolis — Foto: Reprodução/Facebook

    Empresário Christiano Mamedio Silva é denunciado por dirigir bêbado e causar acidente que matou dois em Anápolis — Foto: Reprodução/Facebook

  • Polícia Federal prende Nuno Cobra, ex-preparador de Senna, por assédio sexual

    Polícia Federal prende Nuno Cobra, ex-preparador de Senna, por assédio sexual

    A Polícia Federal prendeu nesta segunda-feira (11) o preparador físico Nuno Cobra, que ganhou destaque por ter sido o preparador do piloto brasileiro Ayrton Senna, morto em um acidente com sua Williams no Autódromo de Ímola, em San Marino, no dia 1.º de maio de 1994. A suspeita é de assédio sexual. A ordem de prisão é da juíza Raecler Baldresca, da 3.ª Vara Federal Criminal de São Paulo, e foi tomada em uma sentença que condenou Nuno Cobra por violação sexual no último dia 6. O caso aconteceu em 2015.
    Segundo o relato da vítima e de testemunhas, o preparador físico sentou-se ao lado da mulher e começou a conversar com ela, dizendo que trabalhava com o corpo e manipulação de energias. Durante a decolagem, tocou os seios e pernas da mulher “várias vezes”.
    A juíza condenou Nuno Cobra a três anos e nove meses de prisão em regime inicial aberto e substituiu a pena para prestação de serviços à comunidade e à prestação pecuniária – pagamento mensal de um salário mínimo a entidade pública ou privada.
    Nuno Cobra ganhou destaque pelo trabalho realizado como preparador de Ayrton Senna. O tricampeão mundial de Fórmula 1 se notabilizou por ser um dos primeiros competidores do automobilismo a investir no cuidado físico, com uma rotina intensa de exercícios e corridas, além da preparação mental. A convivência fez os dois se tornarem amigos e motivou, inclusive, a Cobra a escrever o livro “A Semente da Vitória”.
    O pedido de prisão de Nuno Cobra foi feito pelo Ministério Público Federal no último dia 5, “sob fundamento da garantia da ordem pública”. A Procuradoria da República, em São Paulo, relatou à juíza que “mesmo após ser processado e logo depois de ser interrogado em audiência”, em 14 de junho deste ano, Nuno Cobra “teria continuado a praticar os mesmos atos pelos quais foi acusado e condenado”.
    Segundo Raecler Baldresca, o comportamento do preparador físico “se revelou extremamente inadequado em relação ao juízo” durante a audiência. “Não tendo sido adotadas providências naquele momento em face do encerramento da instrução processual e porque se concluiu erroneamente que se tratou de um incidente isolado, provocado pela tensão do momento. Entretanto, após a notícia de novo crime praticado dias após aquela audiência, entendo que a ousadia do réu não tem limites, o que exige sua retirada do convívio em sociedade até que os fatos narrados sejam apurados”, anotou a juíza. “A segregação cautelar do acusado (Nuno Cobra) é medida de urgência”, completou.
    “Presentes os requisitos da segregação cautelar necessária para a garantia da ordem pública, entendo que o acusado não poderá recorrer em liberdade, razão pela qual defiro o pedido do Ministério Público Federal e decreto a prisão preventiva de Nuno Cobra”, ordenou a juíza. “Expeça-se o respectivo mandado de prisão”.
  • CVM multa em R$ 3 milhões day trader que teve lucro fora do normal em 249 operações com dólar

    CVM multa em R$ 3 milhões day trader que teve lucro fora do normal em 249 operações com dólar

    A Comissão de Valores Mobiliários (CVM) decidiu multar em R$ 3.245.455,78 o trader Fernando Reina Rebane que, por meio de suspeitas operações de contratos futuros em dólar, conseguiu lucrar R$ 1.411.666,00.

    De acordo com o relatório da autarquia, esse lucro milionário foi fruto de 249 operações de compra e venda (“day trade”) de contratos futuros de dólar entre 6 de janeiro de 2011 e 24 de agosto de 2012.

    O que chamou a atenção, no entanto, foi a alta taxa de sucesso nessas operações, que foram intermediadas por uma corretora que não teve seu nome identificado no documento.

    A Superintendência de Relações com Mercado e Intermediários (“SMI”), então, ao investigar o caso, encontrou indícios de conluio entre Rebane, a corretora e um operador — que não teve sua identidade revelada, mas que seria cunhado do trader e era o responsável pela execução das ordens nessa corretora.

    Esquema investigado pela CVM

    O esquema, segundo a SMI, funcionava da seguinte maneira: as ofertas eram inseridas no sistema de negociação sem a identificação qualquer do comitente, utilizando-se do código de cliente inexistente (“código zero”).

    Quando essas ordens eram executadas e já havia o conhecimento sobre os resultados de compras e vendas dos contratos futuros, os melhores preços seriam “direcionados para Fernando, em detrimento de outros clientes da corretora atendidos simultaneamente pelo operador A.M.G”.

    Isso, contudo, somente foi possível “em função de a especificação dos negócios cursados no segmento BM&F ser realizada dentro das ‘janelas’ de especificação da B3.” 

    A Bolsa de Valores exige por meio desse sistema a especificação do comitente em negócios realizados em certo intervalo do dia seja feita até um horário limite. Essa regra, porém, não abarca os administradores de carteiras e de fundos de investimento.

    Eles podem especificar as ordens para o cliente até às 19h30 do dia da realização dos negócios.

    Altos ganhos na manipulação

    Esse intervalo de tempo, segundo a CVM, teria “permitido que, com o conhecimento do resultado dos negócios, os melhores preços das compras ou vendas fossem atribuídos a Fernando”.

    Somente no dia 23 de maio de 2012, “os referidos negócios resultaram em lucro de quase R$ 180 mil para Fernando”. 

    No dia seguinte, porém, não teria havido a mesma lucratividade, mas ainda assim levantou R$ 112.745,00. O fato é que, segundo a SMI, teria ocorrido um grande esquema. 

    Um comitente que no processo foi identificado como XMZ lucrou R$ 203.750. Essa pessoa, no entanto, possui carteira gerida pelo sócio e administrador de uma empresa identificada no relatório como K.A.M., da qual Fernando Rebane declarou ser trader, à época do seu cadastro perante à corretora.

    “Fernando confirmou ser cunhado do operador A.M.G. e ter trabalhado para a K.A.M., onde transmitiu ordens de negociação para ele e para o fundo XMZ, cujos ativos eram geridos pela K.A.M. Para justificar seus resultados, Fernando alegou ter desenvolvido algoritmo para comprar e vender ativos”.

    Da BSM a CVM

    O caso, então, chegou até a CVM, após um processo administrativo disciplinar na BSM Supervisão de Mercados. O processo foi instaurado para apurar a ocorrência de prática não equitativa na negociação de contratos de dólar no mercado futuro e de falhas operacionais na corretora I.B.

    “Ao final do procedimento, formulou acusações em face do operador A.M.G., de dois diretores e da própria corretora. Os diretores e a corretora firmaram termo de compromisso cujo cumprimento acarretou no arquivamento das acusações”. 

    O operador A.M.G., cunhado de Fernando Rebane, foi condenado “à penalidade de inabilitação temporária por 1 ano, por prática não equitativa, pela Turma do Conselho de Supervisão da Mercados BSM”.

    Defesa do trader e resultado

    Rebane afirmou que a SMI teria inferido que a taxa de sucesso estaria muita acima dos demais investidores, sem, no entanto, trazer índices comparativos para respaldar tal afirmação.

    A defesa do trader sustentou que “Fernando teria conseguido taxa de sucesso superior a 90% em operações não intermediadas por A.G.M., o que revelaria a inexistência de conluio entre eles para alcançar os resultados relatados pela Acusação”.

    Antes de comentar sobre o mérito, contudo, foi alegada a existência de prescrição da pretensão punitiva da CVM, uma vez que teria se passado mais de cinco anos para apuração dos fatos que ocorreram em 2011 e 2012.

    Nada disso porém mudou a forma da CVM julgar o caso. O voto do Diretor Relator Henrique Machado foi pela “condenação de Fernando Reina Rebane à multa de R$ 3.245.455,78, correspondente a 1,5 vezes o valor do benefício obtido atualizado pelo IPCA-E de março de 2019, tendo como data inicial a data do último pregão realizado pelo acusado”. O colegiado da CVM, então, seguiu unanimemente o voto do relator.

  • CVM multa em R$ 403 mil trader que manipulou preços do mercado financeiro

    CVM multa em R$ 403 mil trader que manipulou preços do mercado financeiro

    Rafael Damiati Ferreira Alves  foi multado por ter praticado spoofing, modalidade de fraude caracterizada pela inserção de ordens artificiais de compra e venda no livro de ofertas.

    A CVM (Comissão de Valores Mobiliários) multou em R$ 403 mil um trader que manipulou preços do mercado financeiro. Com a prática ilegal, conhecida como spoofing, ele faturou R$ 269 mil em cerca de dois anos, de acordo com a autarquia.

    A penalidade foi proferida pelo diretor relator da CVM, Gustavo Machado Gonzalez, em julgamento realizado na tarde da terça-feira (4). Na mesma sessão, o representante de uma empresa de alimentos também foi multado por fraude em demonstrativos financeiros.

    Trader multado pela CVM fraudou preços 1.726 vezes

    O trader Rafael Damiati foi multado por ter praticado spoofing. De acordo com a Instrução CVM nº 08/1979, essa modalidade de fraude é caracterizada pela inserção de ordens artificiais de compra e venda no livro de ofertas.

    Na prática, o “golpe” consiste em fazer ofertas artificiais sem o propósito de fechar negócios, mas com a intenção de gerar falsa pressão compradora ou vendedora. Como resultado, os demais investidores são influenciados e o fraudador consegue preços mais vantajosos na hora da compra ou da venda.

    Conforme o relatório da autarquia, Damiati manipulou os preços 1.726 vezes entre maio de 2015 e setembro de 2017. Por causa disso, ele faturou R$ 269 mil de maneira ilegal.

    Vale lembrar que spoofing, no meio digital, também é um tipo de ataque hacker que rouba dados das pessoas. No final do ano passado, a prática foi associada a um golpe com bitcoins.

    Trader que recebeu multa da CVM reconheceu erro

    O processo que gerou multa ao trader teve origem em comunicado enviado à CVM pela BM&FBovespa. No documento, a Bolsa de Valores apresentou os indícios de irregularidades nas operações realizadas por ele.

    Após o comunicado, a CVM decidiu instalar um processo administrativo sancionador (PAS), procedimento que visa investigar irregularidades praticadas por participantes do mercado de capitais.

    O trader foi ouvido ao longo do processo. De acordo com a autarquia, ele reconheceu que realizou operações ilegais.

    Prática reiterada influenciou valor da multa, diz diretor da CVM

    Na decisão em que multou o trader, o diretor da CVM, Gustavo Machado Gonzalez, entendeu que a prática do profissional se enquadrou na infração administrativa prevista na Instrução CVM nº 08/1979.

    “Entendo que o acusado realizou ofertas manipuladoras com lote expressivo sem nenhuma intenção de executá-las, utilizando-as apenas como mecanismo para exercer pressão sobre o processo de formação de preços dos ativos negociados, com o objetivo de alterar o spread do livro de ofertas e de induzir os outros participantes do mercado a modificarem suas ofertas”.

    “O objetivo final era o de executar negócio na ponta oposta do livro de ofertas a preços mais vantajosos que aqueles disponíveis em condições de mercado nas quais a manipulação não tivesse ocorrido”, completou ele.

    Ao fixar a multa, Gonzalez disse que o fato de o trader ter praticado a infração várias vezes influenciou na dosimetria do valor, estipulado em R$ 403 mil. Informou anda que a pena não foi maior porque Damiati tem bons antecedentes.

    Diretor de empresa de alimentos é multado em R$ 140 mil

    Da mesma forma que penalizou o trader, a CVM também multou em R$ 140 mil o diretor presidente da empresa Brazal – Brasil Alimentos S.A, Lucas Zanchetta Ribeiro. Um dos motivos para a multa foi a não elaboração das demonstrações financeiras da empresa em 2015.

    Bruna Benatti, membro do Conselho de Administração da Brazal, também foi multada. De acordo com a autarquia, ela terá que pagar R$ 15 mil por falhas na convocação da assembleia geral ordinária da companhia.

  • Pastor investigado por estelionato em Novo Hamburgo teria prometido R$ 4 milhões a fiéis

    Pastor investigado por estelionato em Novo Hamburgo teria prometido R$ 4 milhões a fiéis

    Uma trama envolvendo herança bilionária estaria por trás da história contada a fiéis em Novo Hamburgo, no Vale do Sinos, por um pastor e um suposto comparsa para ludibriar pessoas e tirar dinheiro delas. Segundo a investigação da Polícia Civil, os dois teriam prometido R$ 4 milhões para as vítimas, para que elas emprestassem os valores. No total, o prejuízo aos lesados teria sido de pelo menos R$ 280 mil.

    O caso chegou à polícia há cerca de duas semanas, quando um casal de fiéis suspeitou que estava sendo enganado. Os dois contaram ter sido vítimas de golpe cometido pelo pastor Abel Ruben Bueno, 37 anos, e por Juliano Luiz Casamalli, 35 anos – os nomes não foram divulgados pela polícia, mas apurados por GaúchaZH. Os investigados por estelionato são sócios de uma empresa de publicidade online inaugurada em maio do ano passado, em Campo Bom. 

    O casal relatou que frequentava a igreja evangélica na qual o pastor Abel atuava, no bairro Hamburgo Velho, e que há cerca de um ano havia sido convencido que Casamalli, que se apresentava como filho de um empresário, tinha uma herança a receber. Por vezes, os dois teriam dito que o patrimônio, que pertenceria a um familiar na China, seria de R$ 2 bilhões e em outras de até R$ 5 bilhões. Para conseguir ter acesso à fortuna, que estaria retida, no entanto, seria necessário pagar taxas, impostos e custear advogados. Conforme a polícia, não há nenhum indicativo de que a herança realmente existisse.

    — O pastor abordava essas pessoas, fora do culto, não havia relação com o pagamento do dízimo, por exemplo. O engodo era essa herança, que ele (Casamalli) receberia de um parente chinês. O pastor afirmava que precisava de dinheiro para conseguirem liberar os valores. Para isso, as vítimas envolveram parentes, como tios e pais, para quem pediram empréstimos porque eles não tinham o dinheiro — explica o delegado Alexandre Quintão, da 3ª Delegacia de Polícia de Novo Hamburgo, responsável por apurar o caso.

    Essa família, segundo a polícia, entregou aproximadamente R$ 250 mil aos suspeitos, acreditando que em troca receberia R$ 4 milhões. Os fiéis e seus familiares, num total de cerca de 20 pessoas — a maior parte deles não frequentava a igreja — foram ouvidos pelos policiais e entregaram os comprovantes das transações bancárias.

    — O fato de ser um pastor, em quem eles tinham confiança, reforçou a fraude, para que acreditassem. Usavam a fé das pessoas para enganá-las. A família começou a passar dificuldades financeiras porque não recebia o valor de volta nunca. É semelhante ao golpe do bilhete premiado. Então, juntaram o que tinham, as testemunhas, parentes que emprestaram o dinheiro, e procuraram a polícia — explica o delegado.

    Após relatarem o caso à polícia, as vítimas teriam passado a ser ameaçadas, segundo o delegado, o que motivou o pedido de prisão preventiva dos dois. Na semana passada, eles foram detidos no bairro São Jorge, em Novo Hamburgo. O pastor foi o primeiro a ser encontrado e, na sequência, segundo a polícia, Casamalli teria tentado escapar, mas acabou preso também. Em depoimento, os dois negaram que tenham cometido os estelionatos.

    Três dias após ser preso, na sexta-feira (24), o pastor foi liberado da cadeia, segundo a Superintendência dos Serviços Penitenciários. A decisão foi do juiz Ricardo Carneiro Duarte, da 3ª Vara Criminal de Novo Hamburgo. Segundo ele, “houve pedido de liberdade pela defesa, tendo o Ministério Público concordado. Foi proferido despacho concedendo a liberdade provisória, já que o crime não foi praticado com violência e o indiciado é primário”. Casamalli seguia detido até a manhã desta terça-feira (28) na Penitenciária Modulada Estadual de Montenegro.

    Mais vítimas

    Após a prisão, mais duas famílias procuraram a polícia e também relataram ter entregue dinheiro aos investigados. Nesta segunda-feira (27), mais uma vítima contou ter sido enganada e emprestado cerca de R$ 15 mil — o total que teria sido arrecadado de todos é cerca de R$ 280 mil.

    A suspeita é que possam haver mais vítimas, que tenham receio de fazer o registro. A polícia ainda está ouvindo depoimentos e tenta identificar o destino dos valores. Na semana passada, dois veículos foram apreendidos, uma EcoSport e uma Tracker.  

    — Muitas vítimas de golpes ficam envergonhadas e não procuram a polícia. É uma característica do estelionato, mas é muito importante que registrem — orienta o delegado.

    A indicação, caso alguém tenha sido vítima, é procurar a 3ª Delegacia de Polícia.

    Contraponto

    A reportagem busca contato com o advogado responsável pela defesa de Casamalli, mas não havia conseguido até a publicação da reportagem. O advogado Daniel Kessler de Oliveira, sócio-diretor do escritório que defende Abel, enviou nota à GaúchaZH. Confira na íntegra:

    “A defesa de Abel Rubem Bueno vem, por meio desta nota, trazer esclarecimentos indispensáveis a um jornalismo sério e comprometido com a garantia do direito de resposta àqueles que tiveram seus nomes envolvidos em reportagens ou matérias jornalísticas. O que motiva a presente nota fora a divulgação na Rádio Gaúcha, bem como no site GaúchaZH sobre a prisão de Abel Rubem Bueno, sob a acusação de ter lesado fiéis que frequentavam a igreja na qual ele é pastor e o contato da jornalista Leticia Mendes abrindo espaço para a apresentação da versão da defesa.

    Diante disso, a defesa esclarece que Abel fora preso na quarta-feira (dia 22), prestou esclarecimentos para as autoridades policiais e, diante do contexto apresentado na investigação, no dia seguinte fora apresentado pedido de revogação de prisão preventiva, o qual restou deferido pelo juiz, sendo Abel colocado em liberdade na sexta-feira (dia 24).

    A soltura se justificou no fato de que diante dos elementos colhidos na investigação, do perfil pessoal do investigado e do fato delituoso que se apurava não haviam elementos a embasarem a manutenção de uma prisão preventiva, que, à luz dos dispositivos legais que regem a matéria, é medida extrema e, somente, justificável em situações excepcionais.

    O inquérito policial sequer fora concluído, não havendo indiciamento, tampouco, denúncia oferecida, de modo que a defesa não realizará pré-julgamentos, em respeito ao trabalho da Polícia, do Ministério Público e, também, aos direitos fundamentais do outro investigado.

    No entanto, a Defesa destaca que Abel prestou esclarecimentos, entregou o seu aparelho celular e todos os documentos que interessavam à investigação, pois, no caso de ter sido verificada a prática de algum crime, Abel fora vítima deste e, jamais, autor ou cúmplice de qualquer ilícito contra seus familiares e amigos.

    Isto posto, primando pelos esclarecimentos dos fatos, a defesa reitera que aguarda os desdobramentos da investigação, acreditando no trabalho das autoridades policiais e do Judiciário”.

  • Empresário é preso por ameaçar moradores em condomínio

    Empresário é preso por ameaçar moradores em condomínio

    Marconi Valença Correia

    O empresário Marconi Valença Correia, de 43 anos, foi preso por porte ilegal de arma e suspeita de homofobia depois de ameaçar o síndico do edifício de alto padrão em que vive no bairro Vila Izabel, em Curitiba.

    De acordo com o síndico, que prefere não se identificar, Marconi mora no local há cerca de um ano, mas os problemas começaram apenas há algumas semanas, quando uma obra foi iniciada no condomínio e ele não gostou de precisar retirar seus veículos das vagas de estacionamento. 

     

    Na ocasião, ainda conforme o relato, Marconi Valença Correia foi multado e escreveu ofensas homofóbicas contra o síndico no boleto. Na sequência, ele passou a andar armado pelo edifício e a ameaçar tanto o administrador como os funcionários do local.

    “Ele pegou e desceu até a portaria com uma arma embaixo da roupa, dizendo na portaria que estava armado”, conta o síndico.

    Imagens das câmeras de segurança registraram o suspeito armado andando no condomínio.

    “Ele começou com agressões verbais. Primeiro ele escreveu, chamando de burro e, a partir daí, cada semana ele começava a me xingar para os funcionários, me ofendendo de todas as formas […]”, conta o síndico. Ele ainda explica que em uma ocasião, o empresário chegou a jogar o carro contra ele. 

    “Ele parou com tudo o veículo na rua, deu a ré rápido porque ele já tinha passada um pouco e tentou jogar a caminhonete para onde eu estava, em cima da calçada, e eu tive que sair correndo”, disse. 

    Marconi, que já responde a um processo por porte ilegal de arma de fogo em Santa Catarina, declarou à polícia que é inocente.

    “Ele alega que, na verdade, ele está sendo vítima de uma denunciação caluniosa, que ele não constrangeu ninguém. Mas nas filmagens do condomínio se verifica claramente que ele está em posse de uma arma de fogo “, explica do delegado José Pinhão.

  • Motorista de Porsche é julgado por morte de advogada em 2011 em SP

    Motorista de Porsche é julgado por morte de advogada em 2011 em SP

    Empresário Marcelo Malvio Alves de Lima foi condenado a 6 anos de prisão em regime semiaberto pela morte de Carolina Santos, em 2011; Ele recorreu da decisão e seguirá em liberdade.

    Marcelo Malvio Alves de Lima

    O engenheiro e empresário Marcelo Malvio Alves de Lima, de 44 anos, foi condenado nesta terça-feira (26) a seis anos de prisão no regime semiaberto pela morte da advogada Carolina Menezes Cintra Santos em um acidente de trânsito em 2011, em São Paulo.

    Marcelo foi julgado e condenado por homicídio por dolo eventual, no qual se assume o risco de matar. Há oito anos, ele dirigia seu Porsche embriagado e em alta velocidade. Depois bateu no carro da vítima, um Hyundai Tucson. Carolina, que também havia bebido, morreu na colisão. A vítima tinha 28 anos À época.

    Como já respondia ao processo em liberdade, o engenheiro continuará solto e não irá cumprir a pena. Sua defesa ainda recorreu da condenação da Justiça e aguarda uma decisão.

    O julgamento começou na segunda-feira (25) no Fórum Criminal da Barra Funda, Zona Oeste da capital. O júri popular foi conduzido pelo juíza Giovanna Christina Collares, da 5ª Vara. Doze testemunhas foram ouvidas, além do réu, que foi interrogado.

    O Ministério Público (MP) acusou Marcelo pela morte de Carolina, na madrugada do dia 9 de julho de 2011 na esquina das ruas Tabapuã com a Bandeira Paulista, no Itaim Bibi, área nobre da Zona Sul da capital de SP.

    Segundo laudos periciais, o empresário estava guiando seu automóvel a 116 km/h, velocidade incompatível para a via, que tinha limite de 60 km/h.

    A defesa de Marcelo Malvio Alves de Lima queria a desclassificação do crime de homicídio por dolo eventual, no qual se assume o risco de matar. Os advogados do motorista do Porsche pediram para o Supremo Tribunal Federal (STF) classificar o crime como homicídio culposo, sem intenção de matar.

    Os ministros do STF, porém, negaram o pedido e mantiveram o entendimento da Justiça paulista de que houve dolo no crime.

    Os casos de homicídio por dolo eventual são levados a júri popular, no qual sete jurados decidem pela absolvição ou condenação do réu, cabendo ao juiz apenas a leitura da sentença ou aplicação da pena. Nos casos de homicídio culposo, porém, o julgamento e aplicação da pena são feitos diretamente por um juiz, sem a participação popular.

    Segundo testemunhas, o Porsche passou em alta velocidade no sinal verde e o Huyndai avançou o vermelho. Com o impacto, os carros foram parar em um poste, um em cima do outro, a mais de 20 metros de onde havia sido a batida.

    Carolina tinha 28 anos quando morreu. O laudo do exame toxicológico feito na advogada indicou que ela tinha bebido e estava com álcool no sangue.

    Imagens gravadas por celular logo após o acidente mostram o motorista saindo andando, lamentando o dano causado ao seu veículo (veja vídeo com reportagem da época e foto logo acima).

    Marcelo chegou a ser detido à época pela polícia, mas pagou uma fiança de R$ 300 mil para responder solto ao crime.

    A Justiça também havia bloqueado os bens do empresário naquela ocasião. A medida judicial pretendia garantir o cumprimento de uma futura ação de danos morais ajuizada pela família da vítima.

    O que dizem?

    A defesa do réu recorreu da decisão, mas não foi localizada pelo G1 para comentar o assunto.

    Em abril, o advogado de Marcelo, Celso Sanchez Vilardi, afirmou que continuaria defendendo a tese de que seu cliente se envolveu num crime sem intenção de matar. “Essa tese será levada ao júri”, falou.

    Após a condenação de Marcelo, o promotor do caso, Rogério Leão Zagallo, disse que “a acusação contra o réu foi aceita na íntegra pela Justiça”.

    “O resultado do julgamento espelha a necessidade de punir com maior rigor o réu, o qual se comportou de forma a assumir o resultado de matar, causando o trágico fim de uma vida. Justiça feita”, disse o advogado Antonio Sergio Altieri de Moraes Pitombo, contratado para defender os interesses da família de Carolina e assistente da acusação.