Categoria: Brasil

  • Foragido por estelionato é preso em avião e desembarca em Porto Alegre

    Foragido por estelionato é preso em avião e desembarca em Porto Alegre

    Ele já havia sido preso em 2007 por suspeita de golpe e estava foragido. Consultada pela reportagem, a defesa não quis se manifestar.

    Foi preso na noite desta quinta-feira (21) dentro de um avião que havia aterrissado no Aeroporto Salgado Filho, em Porto Alegre, um homem foragido com pelo menos dois mandados de prisão expedidos por estelionato. Segundo a Polícia Civil, o voo chegou por volta das 20h, e agentes da PF realizaram a prisão. Joni Ricardo Fernandes Duarte já foi condenado pelo crime e estava foragido do semiaberto.

    Joni já havia sido preso em 2007 por suspeita de participar de um golpe que faturou pelo menos R$ 3 milhões de cinco empresas. Os crimes teriam acontecido entre 2005 e 2007. Segundo informou na época a Polícia Civil, ele participava de um grupo que se passava por agenciadores da Financiadora de Estudos e Projetos (Finep), empresa pública vinculada ao Ministério da Ciência e Tecnologia, e estimulavam as empresas a obter empréstimos. As vítimas entregavam dinheiro para agilizar o processo.

    A primeira prisão do foragido havia acontecido durante uma operação policial na praia de Jurerê Internacional, em Florianópolis, onde ele havia alugado uma mansão. Na garagem, havia dois carros, entre eles uma Ferrari avaliada em R$ 1 milhão, e duas motos importadas.
     

  • Falsa vidente aplicou golpe de R$ 50 milhões em empresário

    Falsa vidente aplicou golpe de R$ 50 milhões em empresário

    Suposta vidente aplicava golpes e cobrava grandes quantias para “proteger” as vítimas

    Maria Helena Gimenez

    Em 2009, um amigo indicou ao empresário Emídio Mendes, 69 anos, uma pessoa para ajudá-lo a solucionar problemas de tonturas.

    Mendes então conheceu em São Paulo uma mulher chamada Vitória, que se dizia ser vidente. No entanto, seis anos após tentar resolver o problema das tonturas, o empresário estima que tenha tido um prejuízo de cerca de R$ 50 milhões.

    Ele é dono de um grupo que inclui shopping, jornal e pedreira. Atualmente o empresário enfrenta uma briga judicial para manter o controle de suas empresas. Quanto as torturas? “Estão muito piores”, conta.

    Maria Helena Gimenez, a vidente, está sendo investigada por supostos golpes contra empresário.

    A reportagem do jornal Folha de S. Paulo conta que Maria Helena Gimenez, também é conhecida como Cristina Kwiek. A mulher tem idade e naturalidade incertas e, segundo dados da polícia,

    possui até quatro RGs diferentes.

     

    A reportagem apurou que a mulher faz parte de uma rede de falsos videntes especializada em obter grandes quantias com venda de trabalhos espirituais fraudulentos.

    Os golpes envolvem supostos contatos com espíritos e também uso de animais mortos. Os supostos “videntes” convencem as vítimas a resolverem problemas criados, às vezes, pelos próprios golpistas. O montante a ser pago é revelado quando está tudo concluído.

    Outra vítima foi o empresário paulista Caio Augusto Cardoso, 38 anos. Ele foi contatado por Márcia Kwiek e Alexander Queiroz, filha e genro da vidente e integrantes dessa mesma rede.

    Em 2012, o empresário foi induzido a pagar R$ 6,5 milhões para libertar de um feitiço os pais dele, mortos anos antes. A “vidente” teria dito que a mãe do empresário estaria sofrendo com um “tumor espiritual”. O dinheiro exigido seria para compra de velas.

    Cardoso foi alertado do possível golpe pelo irmão, e conseguiu que o banco interrompesse a transferência de ao menos R$ 3,5 milhões, conta a reportagem.

    Em entrevista à Folha, a polícia afirma que deve haver vítimas deste tipo de golpe que não registram queixa, muitas por terem vergonha.

    Atualmente, Maria Helena é investigada em três inquéritos na polícia, mas não consta na ficha criminal dela nenhuma condenação.

    A Justiça Federal decretou, em 2012, a prisão de Maria Helena por falsidade ideológica e documento falso, em investigação que citava também estelionato, evasão de divisas e tráfico de mulheres. No entanto, a prisão foi revertida pelo então advogado de Maria Helena, Luiz Flávio D’urso, ex-presidente da OAB-SP.

    A reportagem tentou entrar em contato com a suposta “vidente”, mas ela não foi localizada. Já o advogado D’Urso diz que não teve mais notícias dela desde que deixou o caso.

     

  • Médico Chade Nagib Taha suspeito de abusar de quatro pacientes é preso

    Casos ocorreram em 2012 em posto de saúde municipal de Canoinhas.
    Clínico-geral também tem mandado de prisão em aberto em São Paulo.

    Um médico de 34 anos foi preso suspeito de abusar sexualmente de ao menos quatro pacientes em Canoinhas, no Norte catarinense. O caso corre em segredo de justiça desde 2012. Chade Nagib Taha foi capturado na segunda-feira (18) em um hotel em São Mateus do Sul, no Paraná, e levado para a Unidade Prisional Avançada (UPA) de Canoinhas em prisão preventiva.

    A reportagem da RBS TV teve acesso aos autos do processo. Os casos teriam acontecido na Unidade de Saúde de Pronto-atendimento de Canoinhas, que é integrada ao Hospital Santa Cruz. Nos relatos, vítimas alegam que Taha teria passado a mão nas partes íntimas das pacientes nuas. Em um dos casos, o médico teria segurado o braço de uma mulher e pedido um beijo no consultório.

    Segundo a Polícia Civil do município, o clínico-geral atuava na rede municipal de saúde e  também possui um mandado de prisão expedido em Presidente Prudente, no estado de São Paulo. O teor da acusação paulista, no entanto, não foi divulgada pela organização. O processo ainda não foi concluído e o nome das vítimas são mantidos em sigilo.

    “Assim que tomamos conhecimento do paradeiro do médico fomos ao local com apoio da Polícia Civil do Paraná. Fizem o cumprimento do mandado de prisão. Não houve resistência por parte dele e ele foi imediatamente levado para a nossa cidade”, afirmou o delegado Wagner Meirelles, da Polícia Civil de Canoinhas. O G1 não conseguiu contato com a defesa do médico.

  • Polícia apreende comida vencida em restaurante de luxo em SP

    Polícia apreende comida vencida em restaurante de luxo em SP

    Uma denúncia levou na quinta-feira (29) a Polícia Civil a fazer uma vistoria surpresa na cozinha do badalado restaurante japonês Kinoshita, na Vila Nova Conceição, zona sul de São Paulo. Segundo o delegado Archimedes Cassão Veras, foram encontrados e apreendidos 80 quilos de alimentos em condições impróprias para consumo. O gerente do local chegou a ser detido, mas foi liberado após pagar R$ 3.100 de fiança. “Quando examinaram as geladeiras, encontraram diversas irregularidades, como alimento com data vencida. Eram peixes, lulas e outros tipos de pescado voltados a esse tipo de culinária (japonesa)”, disse o delegado.

    A versão da polícia é contestada pelo chef Tsuyoshi Murakami, um dos sócios do restaurante e nome premiado no mundo da gastronomia. “Isso não poderia acontecer porque não trabalhamos com estoque. Nossos ingredientes chegam praticamente todos os dias.” O restaurante funciona com um sistema de menu-degustação, que não é fixo, mas montado dependendo da inspiração do chef e dos ingredientes disponíveis na cozinha.
    Além de alimentos vencidos, o delegado Veras disse que também foram encontrados no Kinoshita produtos destinados ao consumo armazenados com outros que seriam descartados. Veras disse que o restaurante chegou a ser fechado para se adequar às normas. Mas, na quinta-feira (29) à noite, o Kinoshita funcionava normalmente.
    O gerente do local, Eurico Carvalho, responderá em liberdade por crime nas relações de consumo.

    Ingredientes
    Além de peixes e frutos do mar, foram apreendidas carnes de porco e de boi. Segundo Murakami, esses ingredientes estavam sem prazo de validade, mas não vencidos.
    “Sempre que a mercadoria chega ao restaurante, os funcionários são instruídos para dividir tudo em porções menores”, explicou. “A carne de porco, por exemplo, havia chegado ontem ao restaurante. Já estava congelada, mas sem o prazo de validade na embalagem. Eu tenho a nota de tudo. Posso provar que não tinha comida vencida na cozinha.”
    Não é a primeira vez que irregularidades são flagradas em restaurantes famosos. No ano passado, também após uma denúncia, cerca de 100 quilos de alimentos fora do prazo foram apreendidos no restaurante do Hotel Grand Hyatt, no Morumbi, na zona sul de São Paulo.

  • Jacks Dias vai responder por improbidade administrativa

    O vereador londrinense Jacks Dias (PT) vai responder a ação civil pública por improbidade administrativa por ter supostamente recebido propina da empresa de vigilância Centronic enquanto ocupava o cargo de secretário municipal de Gestão Pública, entre 2006 e 2008, na gestão do ex-prefeito Nedson Micheleti. Jacks já responde a ação criminal neste caso por corrupção. Na ação, apresentada ontem à Justiça pelo Ministério Público (MP) do Paraná, além de Jacks e da própria empresa, são citados como réus Paulo Sérgio Iora e Nilso Rodrigues de Godoes, respectivamente gerente e proprietário da Centronic.
    Conforme relata o MP, Jacks teria recebido R$ 152,5 mil da empresa de vigilância durante os dois anos em que esteve à frente da pasta, para facilitar a aprovação de aditivos no contrato e ”omitir-se na fiscalização do cumprimento das cláusulas contratuais”. Para os promotores que assinam a petição, havia um ”esquema ilícito incrustado na Prefeitura Municipal de Londrina, (…) como meio para favorecimento indevido da empresa contratada, mediante o pagamento de comissões em dinheiro”.
    O suposto enriquecimento ilícito do vereador teria começado em outubro de 2006, dois meses após a celebração do contrato que tinha o valor inicial de cerca de R$ 350 mil. A Centronic, declarada empresa inidônea pela Prefeitura de Curitiba em setembro daquele ano, teria oferecido R$ 52,5 mil para Jacks não suspender o contrato ”diante de fato impeditivo ao prosseguimento da prestação dos serviços”. Segundo documentos juntados à ação, um ex-gerente operacional da Centronic afirmou que Iora entregava o dinheiro para o então secretário. ”É mentira e vou provar”, defendeu-se Jacks em entrevista à FOLHA.
    Sobre a omissão, o vereador afirmou que a inidoneidade da Centronic era desconhecida pela administração à época e, mesmo que soubesse do fato, não poderia cancelar o contrato. ”Mesmo inidônea, o contrato passou por nós, pela gestão do Roque (José Roque Neto, de janeiro a abril de 2009) e somente foi rescindido agora na atual gestão em 2010. Ainda assim, naquela época o fato de ter sido declarada inidônea em Curitiba não interferiria aqui.” No entanto, segundo o MP, em 2007, Jacks ”em identidade de propósitos” com a empresa, teria recebido nova propina no valor de R$ 105 mil.
    Jacks Dias negou omitir-se na fiscalização. ”Houve multa em cima de multa contra a empresa por ter deixado postos de vigilância descobertos.” Se condenados pela prática de improbidade, os réus perderão os bens acrescidos irregularmente, terão suspensão dos direitos políticos por até dez anos e ficarão proibidos de contratar com o poder público. O MP pede ainda a condenação dos réus ao pagamento de indenização por danos morais. A reportagem não conseguiu contato com o advogado da Centronic, via celular, nem com Nilso Godoes e Paulo Iora.

  • Desvio de dinheiro pela internet leva 11 pessoas à prisão

    Desvio de dinheiro pela internet leva 11 pessoas à prisão

    Uma quadrilha responsável pelo desvio de mais de R$ 2,5 milhões, via Internet, das contas de um banco privado em Fortaleza, no Ceará, foi desarticulada nesta segunda-feira (19) durante a operação “Reloaded”, da Divisão de Repressão ao Crime Organizado (DRCO), vinculada à Polícia Civil do Pará. Ao todo, 11 pessoas foram presas simultaneamente, por ordem judicial, nos Estados do Pará e Ceará.

    Com os presos foram encontrados equipamentos de informática, televisores LCD e veículos zero quilômetro, além de uma submetralhadora Uzi, de uso restrito das Forças Armadas, que estava com um dos acusados, localizado pelos policiais civis em Castanhal, município do nordeste do Estado.

    Em Fortaleza foram presas três pessoas. Uma delas é Wellington Patrick Borges Souza, paraense, líder da quadrilha e responsável por elaborar e vender programas que invadem contas bancárias acessadas via internet. Ele já foi preso em 2004 pela Polícia Federal, em Parauapebas, no sudeste do Estado, durante a “Operação Cavalo de Troia”, e condenado em maio deste ano por crimes praticados pela internet. Ele também invadia contas com valores que variavam de 1 mil a 3 mil reais.

    Líder do esquema

    Os outros dois presos na capital cearense são Francisco Edson Andrade da Costa e Nerilane Costa de Castro Pessoa. No Pará, foram presas oito pessoas acusadas de receber em contas particulares os valores desviados. Em Santarém, oeste do Estado, foi presa Ornelinda Maria Paz Andrade. Já em Castanhal, a Polícia Civil prendeu Valdir Parizotto, com quem foi apreendida a submetralhadora e munição. Segundo as investigações, ele é o responsável pelo esquema de desvio de dinheiro em Castanhal e tem ligações com quadrilhas de assaltantes e traficantes de drogas no município.

    Na Região Metropolitana de Belém foram presos José Pedro Amorim Sobrinho; Evelise Lassance Cunha de Alencar; Marcos José de Sousa Durães; Wysney Rafael Silveira de Assis; Liliana de Nazaré Lobato dos Santos e Cleverton da Silva Nunes. Evelise, que recebeu R$ 50 mil em sua conta, é ex-funcionária do Tribunal de Justiça do Pará. Em 2007, a acusada já esteve presa na Divisão de Investigações e Operações Especiais (DIOE) por contrabando de 18 mil mídias, usadas para abastecer o comércio informal na capital paraense.

    As ordens de prisão e de busca e apreensão começaram a ser cumpridas por volta de 5h. De acordo com a delegada Beatriz, Wellington Patrick é considerado um “cracker” – criminoso virtual – qualificado como nível sênior, pois desenvolve e vende programas para a prática de crimes. Ele já responde a processos criminais nos Estados de Santa Catarina e São Paulo. Com ele, em Fortaleza, os policiais civis apreenderam ainda papéis timbrados usados para montar documentos e matrizes para confecção de CPFs (Cadastros de Pessoas Físicas).

    Segundo a polícia, a quadrilha desarticulada é responsável por cerca de 40% de todos os crimes de desvio de dinheiro de contas via internet no Pará. “Em muitos casos que investigamos sempre surgia essa quadrilha”, informou a delegada Beatriz Silveira. As investigações para desmontar a quadrilha começaram em abril deste ano. Até o momento, foram presas 17 pessoas envolvidas com a mesma quadrilha. Os presos em Fortaleza devem ser transferidos para Belém até o final desta semana. Já os demais foram transferidos para a DRCO e responderão pelos crimes de furto mediante fraude e receptação qualificada.

    A ação policial foi comandada pelos delegados Beatriz Silveira, titular da Delegacia de Crimes Tecnológicos da DRCO, e delegado João Bosco Rodrigues, diretor de Polícia Especializada. As prisões contaram com o apoio de policiais do Ceará e do Núcleo de Apoio à Investigação (NAI), em Castanhal, tendo à frente os delegados Fernando Rocha e Augusto Damasceno.

  • Justiça mantém empresário preso

    A Justiça negou ontem o pedido de liberdade provisória para o empresário Marcos Venicius Araújo Silveira e seu primo Francisco Leandro Silva Lima, acusados de atirar contra um morador de rua no último dia 15. Os dois estão detidos no 2º Distrito Policial (DP), no Meireles.
    A decisão foi da juíza Rosilene Ferreira Tabosa Facundo, da 4ª Vara Criminal do Fórum Clóvis Beviláqua. Ela considerou importante manter a prisão preventiva. ?É evidente que a realidade até agora retratada nos autos do inquérito policial demonstra que as circunstâncias do crime se revestem de alto grau de reprovabilidade e censura. E a liberdade de quem é flagrado em tal conduta afeta diretamente a ordem pública?, ressaltou em nota enviada pelo Tribunal de Justiça do Ceará.
    Segundo a denúncia do Ministério Público, foi o empresário quem atirou, de dentro do carro, no olho de José Valderlan Marques da Silva. O primo estaria dirigindo o veículo. Consta nos autos que, após o disparo, os acusados riram da situação e se afastaram do local.
    O titular do 2º DP, Francisco Porto, pretende fazer uma acareação entre José e os acusados. Mas, até o fim da tarde de ontem, o morador de rua não havia comparecido à delegacia. No dia em que José recebeu alta do IJF, a Polícia descobriu que ele é foragido da Justiça por um homicídio cometido em 2006, no bairro Passaré.

  • Calote de R$ 30 milhões do Campo Oeste foi premeditado

    Dossiê montado pela Famasul (Federação da Agricultura e Pecuária de Mato Grosso do Sul) revela que os sócios do frigorífico Campo Oeste, em Campo Grande, realmente usaram a empresa para lavar dinheiro, através de sonegação de impostos e não pagamento a produtores, desde o início de suas atividades, em 2 de dezembro de 1999.

    A delegada responsável pelo caso pede quebras de sigilos telefônico e bancário, além da prisão preventiva de Alberto Pedro da Silva, apontado como mentor do esquema, além de Alberto Pedro da Silva Filho, Duilio Vetorazzo, Mário Antonio Guzilini, Anástacio Cândia Filho, Reginaldo da Silva Maia, Sebastião da Silva dos Santos.

    Os pedidos foram encaminhados ao promotor Gilberto Robalinho da Silva.

    Com uma dívida estimada em R$ 30.150.000,00, o frigorífico fechou suas portas no dia 4 de setembro do ano passado, ao conceder férias coletivas a 410 funcionários e suspender os abates.

    Antes disso, em junho, dois dos principais sócios do frigorífico, que moram fora do Estado, vieram à Capital e sem comunicar nenhum fazendeiro ou corretor de gado, fizeram uma limpeza no patrimônio da empresa.

    Na ocasião, todos os bens móveis, bem como caminhões e carros foram subtraídos na ‘calada da noite’ por Alberto Pedro da Silva Filho, conhecido como Beto Beleza e Mário Antonio Guizilini. Não contentes, os dois ainda levaram todo o gado adquirido por Mário à Expogrande de 2008, que pagou apenas duas de várias parcelas.

    Em 2002, o INSS (Instituto Nacional do Seguro Social) realizou uma auditoria no frigorífico e comprovou os nomes dos verdadeiros sócios, além de constatar uma dívida de R$ 4 milhões ao Funrural (Fundo de Assistência e Previdência do Trabalhador Rural).

    O frigorífico foi registrado em nome dos ‘laranjas’ Manoel Marques da Silva, residente em Maracaju e Sebastião Silva dos Santos, que mora em Bodoquena. Informações no dossiê mostram que os dois trabalhadores não têm condições de administrar uma empresa de grande porte como um frigorífico, afinal, são semi-analfabetos e se expressam com certa dificuldade.

    Em 2006, com a pressão do INSS acirrada em cima dos laranjas, os verdadeiros sócios decidiram mudar o contrato social do frigorífico, entrando Mario Antonio Guizilini e José Luiz da Rocha. Por ironia do destino, em 2007 José Luiz morreu em um acidente, contudo o contrato da sociedade não foi alterado; a empresa chegou a trabalhar um ano sem fazer o inventário.

    Como de costume, sempre às escondidas, em agosto de 2008 o contrato social foi alterado e José Luiz cedeu lugar a Anastácio Cândia Filho. Aí o estrago já tinha sido feito, pois a falência da empresa era certa, ainda mais depois de um relatório da receita federal de Araçatuba (SP), que concluiu que Alberto Pedro da Silva Filho e Duílio Vetorazzo Filho eram os reais proprietários do frigorífico.

    Foram constatadas que as assinaturas de ambos eram idênticas a de seus pais, que também se envolveram indiretamente na negociata e na lavagem de dinheiro. Também foram comprovadas as saídas de dinheiro do Campo Oeste para parentes de Duílio, ou seja, parte do pouco dinheiro arrecadado e que poderia pagar os salários de funcionários foi transferido para a família de um dos sócios.

    Mas devido a uma briga ocorrida em 2007, entre Duílio e Beto Beleza, o primeiro saiu da sociedade. Ao sair da empresa, Duílio faz mais um rombo: retira 5 cheques pré-datados do caixa do frigorífico para descontar em um factoring (atividade comercial, mista e atípica, que soma prestação de serviços à compra de ativos financeiros) no valor de R$ 312,5 mil, emitidos em 21 de dezembro de 2007.

    Em 2004, porém, em meio aos problemas já sabidos pelos sócios do frigorífico e com a crise já instalada, os principais diretores resolveram abrir um novo frigorífico em Camapuã, conseguindo até mesmo a cedência de um terreno pela prefeitura.

    Em uma operação “um tanto quanto duvidosa”, avalia a Famasul, logo eles conseguem realizar a transferência da sede do novo frigorífico para a cidade de Guararapes, interior de São Paulo, com o intuito de driblar o fisco.

    Contudo, os problemas relacionados ao Campo Oeste começaram a surgir, o que dificultou que Beto Beleza conseguisse financiamento para operar a Dualfrigo, novo empreendimento.

    Foi aí que o terreno teve de ser devolvido à prefeitura e o projeto acabou abortado. No entanto, apesar de todo esse malabarismo, no dossiê consta que a transferência para Guararapes foi feita e na cidade funciona até hoje um frigorífico.

    Enquanto os 410 funcionários que estão até hoje sem receber os seus respectivos salários enfrentam dias difíceis, os empresários sócios do Campo Oeste conseguiram acumular bens, que estão registrados em nomes de esposas, sogros, sogras, pais e irmãos, tudo para driblar os credores.

    Alberto Pedro da Silva Filho, o Beto Beleza, é dono de fazendas em Mato Grosso e São Paulo e seu nome está ligado ao frigorífico de Guararapes. Duílio é proprietário de uma fazenda em Porto Murtinho, de um comércio de móveis em Campo Grande e pode estar abrindo um novo frigorífico na Capital.

    Mario Antonio Guizilini é comprador e vendedor de carnes em São Paulo e arrendatário de um posto de gasolina localizado próximo ao aeroporto de Campo Grande.

    O dossiê revela suspeitas até mesmo de bancos como o Bradesco estarem envolvidos em toda a ‘sujeira’, já que um dos pontos duvidosos é a quantia de 156 cheques que foram sustados pelo respectivo banco quando decretada a falência do empreendimento.

    Esse procedimento pode ser configurado, segundo o dossiê, como fraudulento já que os maus pagadores podem ter sido acobertados e com isso seus nomes não foram incluídos no CCF (Cadastro de Cheques sem Fundo) do banco central, o que gerou uma cadeia de prejuízos.

    Elaborado pelo assessor jurídico da Famasul, Gervásio de Oliveira Júnior, no dossiê estão explícitos, mediante documentos anexados, pelo menos três tipos de crime: estelionato, formação de quadrilha e falsidade ideológica.

    Na análise da Famasul, fica evidente que os sócios do Campo Oeste premeditaram o calote, pois em meio a infindáveis crises milionárias, continuaram comercializando seus produtos e enganando credores.

  • Falso delegado é preso em Nova Iguaçu

    Flávio Yanoff Tsitsa, que se apresentava como o delegado titular da 58ª DP (Posse), Roberto Cardoso, acabou preso e autuado pelo crime de falsidade ideológica, na delegacia da Posse, pelo verdadeiro delegado. Flávio freqüentava estabelecimentos comerciais, e depois de comer e beber, anunciava que não pagaria a despesa, pois era o delegado Roberto Cardoso, e que tinha o poder de fechar ” aquela espelunca”‘, saindo do local.

    Um comerciante que fora visitado duas vezes por Flávio, comunicou o fato à delegacia, que localizou o falso delegado num Citroen. Flávio foi reconhecido pelo comerciante. De acordo com o delegado Roberto Cardoso, Flávio disse na delegacia que era um empresário bem sucedido e dono de seis padarias, mas não soube informar o endereço dos estabelecimentos. Ainda, querendo impressionar os agentes, Flávio alegou ser jornalista e amigo de coronéis.

     

  • Fazendeiro é levado para o presídio

    O fazendeiro Ericson Cunha Argolo foi transferido ontem da carceragem da Delegacia de Roubos e Furtos para o presídio Cirydião Durval. Ele, que chegou a ser colocado em liberdade na semana passada, teve sua prisão preventiva decretada pelo juiz Helder Lou

    O fazendeiro Ericson Cunha Argolofoi transferido ontem da carceragem da Delegacia de Roubos e Furtos para o presídio Cirydião Durval. Ele, que chegou a ser colocado em liberdade na semana passada, teve sua prisão preventiva decretada pelo juiz Helder Loureiro. O juiz esclareceu que decretou a prisão de Argolo por existirem fortes indícios de envolvimento dele em vários assaltos. Inclusive, no assalto ao promotor Carlos Simões. Também estão com prisão decretada dois cúmplices de Ericson, Edneli Bezerra da Silva e Aderbal Gomes de Albuquerque Araújo. 

    A delegada adjunta da Delegacia de Roubos e Furtos, Bárbara Arraes, encaminhou o inquérito à Justiça, na última segunda-feira, comunicando que Ednei e Aderbal, reincidentes em crimes e processados pela Justiça alagoana, estão na condição de foragidos. “

    Pelo que conseguimos descobrir, eles fugiram logo após a prisão de Ericson, esclareceu a delegada. Ericson Cunha Argolo, um jovem de classe média alta, é acusado de comandar uma quadrilha que pode ter se envolvido em quase uma dezena de assaltos este ano, em Maceió. Ele foi reconhecido em dois casos: num roubo a mercadinho no bairro do Canaã e no assalto contra dois assessores do deputado Francisco Tenório, que rendeu quase R$ 18 mil. Investigação O delegado de Roubos e Furtos, Cícero Lima, declarou que os policiais da DRF chegaram ao suspeito, investigando o assalto ao mercadinho São José, no Canaã, ocorrido no início do mês de maio.

    Ericson tinha sido reconhecido pela vítima e os policiais montaram uma campana (acompanhar) e decidiram pela prisão, quando ele chegava em sua residência, na Ponta Verde, revelou Lima. Quando chegavam em casa, os policiais da DRF tentaram abordar o fazendeiro. No entanto, quando ouviu a sirene do veículo e percebeu se tratar de policiais, Ericson manobrou seu automóvel Fiat Strada (1.8), cor prata, e saiu em alta velocidade. A perseguição policial acabou em acidente. Colisão Ericson furou um sinal e bateu no veículo Eco Sport, dirigido pela médica Carol Pontes de Miranda Maranhão, que estava em companhia de sua filha. A menina ficou ferida (quebrou o fêmur). A Eco Sport capotou. O acusado ficou preso nas ferragens de seu carro. O acidente ocorreu próximo à Praça do Skate, na Ponta Verde, no cruzamento das ruas General João Silveiro Pitão e Desportista Walfredo Bandeirante Melo, na Ponta Verde.