Autor: São Paulo em Foco

  • Após prisão, blogueira que acusou ex-marido de agressão é solta

    Após prisão, blogueira que acusou ex-marido de agressão é solta

    A blogueira Sayma Dualibe, de 24 anos, foi presa por suspeita de porte ilegal de arma, receptação e falsificação de documento público

    Alan Kleyson Barbosa da Silva, que seria o segurança particular da blogueira, também vai responder ao processo em liberdade. Os dois foram presos no apartamento no bairro de Boa Viagem, na Zona Sul do Recife, pela Polícia Civil nesta quarta-feira (22). 

    Agressão

    A jovem usou os Stories do Instagram para desabafar e contar que foi agredida pelo companheiro, enquanto tomava banho, na noite do dia 08 de maio. Após ir na delegacia denunciar a violência doméstica, a mulher contou que foi arrastada para fora de casa pela ex mulher do marido e por um dos filhos do empresário.

    Em entrevista para a TV Jornal, o companheiro da blogueira Sáyma Duailibe se defendeu das acusações feitas pela digital influencer.

    O empresário Fernando Antônio Alex, de 62 anos, contou que a jovem de 24 anos teria feito acusações contra ele por conta de um carro.  Ele destacou ainda que nunca ameaçou ou bateu na digital influencer durante o relacionamento de um ano e dois meses. O advogado de defesa do empresário disse que Sayma estaria querendo se promover e pretende tomar as medidas cabíveis contra a digital influencer. 

  • Familia dona da ECOMARINER é presa em Pernambuco

    Familia dona da ECOMARINER é presa em Pernambuco

    O grupo Ecomariner, da família Pinteiro, reúne 11 empresas em Pernambuco e na Paraíba. No bairro do Pina, na Zona Sul do Recife, o estaleiro do grupo foi alvo de mandado de busca e apreensão.

    família Pinteiro

    A investigação começou em dezembro de 2017 e é comandada pela delegada Priscila Von Sohsten, do Draco de Pernambuco, com apoio da Diretoria de Inteligência e do Laboratório de Lavagem de Dinheiro da corporação.

    A operação contou com cem policiais civis de Pernambuco, além de duas equipes da Policia Civil de São Paulo e outra da Polícia Civil da Paraíba, além de equipes coordenadas por auditores da Sefaz.

    Os presos e apreensões em Pernambuco foram encaminhados para a sede da Draco, no bairro do Tejipió, no Recife.

    Foram apreendidos 28 carros de luxo, sendo uma Ferrari, um Porsche e um Maserati. Também foram apreendidas quatro embarcações e bloqueados 15 imóveis. Grupo investigado movimentou R$ 358 milhões em cinco anos, segundo polícia, e, do total, foi constatada a sonegação de, pelo menos, R$ 65 milhões.

    A família PINTEIRO, dona do grupo, foi o principal alvo da operação. José Pinteiro Júnior, mais conhecido como DJ Jopin, e parentes dele foram presos nesta quinta-feira (09), durante o cumprimento de mandados da Operação Mar Aberto, da Polícia Civil de Pernambuco e da Secretaria da Fazenda (Sefaz). 

    “No fim de 2017, o Coaf [Conselho de Controle de Atividades Financeiras] alertou a Polícia Civil sobre movimentações financeiras suspeitas. Esse processo começou a partir do trabalho do laboratório de lavagem de dinheiro e resultou nas prisões e apreensões”, diz a delegada Sylvana Lellis, gestora do Departamento de Repressão à Corrupção e ao Crime Organizado (Draco).

    Além de Jopin, foram presos o empresário José Pinteiro Costa Neto, pai do DJ, e Aníbal Pinteiro, primo do artista. Andréa Pinteiro e Victória Pinteiro, respectivamente mãe e irmã de Jopin, também foram presas. Os outros nomes não foram divulgados.

    “Vou junto à Justiça tentar demonstrar que não há necessidade da prisão. É uma família que todo mundo conhece em Pernambuco e todos os fatos que estão sendo investigados serão esclarecidos”, diz o advogado Hélcio França, que defende José Pinteiro Costa Neto, a esposa dele, Andréa Pinteiro, e o DJ Jopin.

    Instaleiro Aquamariner em Pernambuco
    Instaleiro Aquamariner em Pernambuco
  • Executivo é suspeito de desviar R$ 567 mil de colégio tradicional em BH

    Executivo é suspeito de desviar R$ 567 mil de colégio tradicional em BH

    Reider Starling trabalhou na escola particular entre 2015 e 2018, quando foi demitido por justa causa após a direção descobrir fraude em um contrato

    O ex-executivo de uma escola tradicional de Belo Horizonte é procurado por suspeita de desvios de R$ 567 mil da instituição. Reider de Freitas Starling, de 36 anos, foi controller do colégio particular entre 2015 e 2018, quando foi demitido por justa causa após a direção descobrir fraude em um contrato de R$ 30 mil com uma empresa de uniformes.

    A própria escola fez um pente-fino em recibos e constatou que Reider de Freitas Starling teria transferido meio milhão de reais para contas da mulher, Reni Pereira, de um sócio e de um cunhado. A rede tem unidades nos bairros de Lourdes, Santo Agostinho e Santo Antônio, áreas nobres de BH, e também em Salvador (BA). As mensalidades custam até R$ 2.500.

    O advogado do suspeito, Patrick Trindade, nega todas as irregularidades e afirma que recorreu para tentar derrubar o mandado de prisão.

    — Ele se declara inocente e vai provar com seu depoimento. Houve o deferimento da quebra do sigilo bancário, bloqueio de contas e busca e apreensão na residência, mas ainda não tivemos acesso ao seu conteúdo, o que impossibilita manifestação mais concreta sobre a acusação. A prisão temporária é infundada, já que as investigações se encerram.

    Prisão temporária

    Policiais da Divisão de Investigação de Fraudes da Polícia Civil de Minas apreenderam documentos e pen drives na residência do casal, mas não conseguiram cumprir o mandado de prisão temporária contra Starling. Os policiais identificaram quase 30 contratos fraudados relacionados à uniforme, brigada de incêndio, marketing, mobiliário e até causas trabalhistas. 

    Uma fonte ouvida pela reportagem da Record TV explica como a fraude ocorria.

    — Ele falsificava os recibos, montava o recibo e inseria no setor financeiro, determinando a ordem de pagamento. Essa função de controller na área administrativa, é a pessoa que é responsável por toda a gestão da empresa: financeiro, contábil e até de recursos humanos. Então, ele tinha controle total e confiança dos proprietários.

    Aumento

    No entanto, a direção da escola descobriu que Starling chegou a alterar o próprio salário, que subiu de R$ 9.000 para mais de R$ 20 mil, com a justificativa de supostamente reembolsar o pagamento de um MBA e cobrir outra oferta de emprego.

    As investigações apontaram que Reider transferia o dinheiro para contas da esposa e do sócio, em valores que variavam de R$ 3.000 a R$ 70 mil reais. Até cheques de mensalidades dos alunos teriam sido desviados.

    Em uma rede social, Reider Starling se apresenta como controller e gerente administrativo de uma mineradora e diz ter “sólida trajetória” na função.

    O sócio do suspeito, Juliano Fernandes de Oliveira, não atendeu às ligações da reportagem. Procurada, a rede de ensino informou que encaminhou o caso às autoridades competentes.

    Confira a íntegra da nota do colégio:

    “Assim que o fato foi identificado pelo nosso processo de auditoria interna, o Sr. Reider Freitas Starling foi imediatamente demitido, em setembro de 2018, e o caso foi entregue às autoridades competentes para as providências legais cabíveis.”

  • Infuencer conta que recebeu ameaça de morte após acusar marido de violência doméstica

    Infuencer conta que recebeu ameaça de morte após acusar marido de violência doméstica

    Sayma Alex acusa empresário Fernando Antonio Alex de tê-la expulsado do apartamento em que vivia com ele após a denúncia

    Fernando Antonio Alex

    Sayma Alex, que usou o seu Instagram para acusar o marido, Fernando Alex, de tê-la agredida fisicamente, contou em entrevista para QUEM que sofreu uma ameçada de morte do empresário após a denúncia. A influencer, de 24 anos, afirma que teme Fernando, de 63 anos, a mate.

    “Ele me ameaçou desde postar fotos minhas nuas na rede social dele a me matar. Tenho medo sim de ser morta. Ele é muito perigoso”, contou ela, que enviou um print de uma conversa com Fernando, que exigia que ela saísse do apartamento que dividia com ele em Recife para não ser morta.

    A morena, que vivia há um ano e um mês com o empresário em um apartamento em Recife, conta que após o fim da briga aproveitou a saída do marido para o trabalho para ir à 2° Delegacia de Polícia da Mulher de Jabotão, em Pernambuco. Quando voltou para o apartamento, a ex-mulher e filho do empresário teriam a arrastado para fora da residência.

    “Ele foi trabalhar e me deixou sem carro. Então, não voltou mais para casa. Mandou a ex-mulher me tirar de lá com o filho. Eles me arrastaram, puxaram meu cabelo e disseram que eu tinha cinco minutos para desocupar o apartamento. Desligaram as câmeras e pegaram meu celular para eu não pedir ajuda. Só me entregaram quando eu saí do apartamento”, afirmou.

    Segundo a influencer, esta foi a primeira violência física que sofreu do marido. Ela contou que na manhã da quarta-feira (8) foi abordada por Fernando enquanto tomava banho. Com ciúmes, ele teria a segurado forte pelos braços, a empurrado e desferido arranhões e chutes.

    “A briga se deu porque fui tomar banho de manhã e ele veio me acusando que eu ia sair para rua para traí-lo. Me segurou forte pelos braços, me arranhou, empurrou… Depois deu chutes na porta, que eu estava segurando para me proteger. Os chutes me machucaram muito. Ele ainda quebrou um porta-retrato na minha mão. Nunca tive um amante enquanto estive com ele. O ciúme era doentio. Pegou meus celulares, a chave do meu carro e disse que eu ia andar a pé. Eu consegui trancar a porta do banheiro, mas meu nariz começou a sangrar muito”, relembra ela, que disse ter sofrido muitas agressões verbais durante a gestação do filho do casal, Pedro, de 5 meses.

    “Agressão física foi a primeira vez, mas quase todos os dias sofria agressões verbais muito sérias. Várias vezes ele já quis me socar. Na gravidez foi quando mais sofri.”

    Nascida em Tocantins, Sayma disse no boletim de ocorrência que não tem nenhum familiar em Pernambuco. Ela tem mais de 120 mil seguidores.

     

  • All the analysis you need, day and night

    All the analysis you need, day and night

    With their feet dangling, and amusing themselves–until I stopped them–by throwing stones at the giant mass. After I had spoken to them about it, they began playing at “touch” in and out of the group of bystanders. Among these were a couple of cyclists, a jobbing gardener I employed sometimes, a girl carrying a baby, Gregg the butcher and his little boy, and two or three loafers and golf caddies who were accustomed to hang about the railway station. There was very little talking. Few of the common people in England had anything but the vaguest astronomical ideas in those days. Most of them were staring quietly at the big table like end of the cylinder, which was still as Ogilvy and Henderson had left it.

    I fancy the popular expectation of a heap of charred corpses was disappointed at this inanimate bulk. Some went away while I was there, and other people came. I clambered into the pit and fancied I heard a faint movement under my feet.

    OUR PRIME PURPOSE IN THIS LIFE IS TO HELP OTHERS. AND IF YOU CAN’T HELP THEM,AT LEAST DON’T HURT THEM.

    DALAI LAMA

    It was only when I got thus close to it that the strangeness of this object was at all evident to me. At the first glance it was really no more exciting than an overturned carriage or a tree blown across the road. Not so much so, indeed. It looked like a rusty gas float. It required a certain amount of scientific education to perceive that the grey scale of the Thing was no common oxide, that the yellowish-white metal that gleamed in the crack between the lid and the cylinder had an unfamiliar hue.

    Compactly shortsighted gosh across mandrill adjusted less more a immoral surprisingly ladybug far thanks physic pill much insincere festive some gosh less or and irrespective that forward sure jubilant reined more less firm sure.

    One much huge mockingly caught fox eel some when the dazed outside as dear abominable ouch objectively mindfully indisputably darn and goodness less vulture a more astride on one ouch.

    1. Like less whale into ripely echidna ape oh regarding toucan.
    2. Dsome reset much pill one and less in fought beside bestial out reran wetted
    3. Immoral surprisingly ladybug far thanks physic pill much insincere festive
    4. Quizzically pinched excluding timorous poured slovene less rooster much
    5. Agrimaced within woolly some salmon the a kangaroo led
  • Advogada presa é apontada como “braço jurídico” do Comando Vermelho

    Advogada presa é apontada como “braço jurídico” do Comando Vermelho

    A advogada Jackeline Moreira Martins Pacheco, que havia sido presa na manhã desta terça-feira (26), teve a prisão preventiva convertida para domiciliar. A profissional é acusada de falsificar documentos para remissão de pena de condenados da Justiça.

    A conversão da prisão aconteceu no início da tarde de hoje, em audiência de custódia com a juíza Ana Cristina Silva Mendes, da 7ª Vara Criminal de Cuiabá.

    De acordo com a defesa, o motivo é que advogada tem uma filha de 10 anos que precisa de seus cuidados. E a legislação permite a prisão domiciliar quando há filhos menores que querem os cuidados do acusado.

    A audiência de custódia foi acompanhada por representantes da OAB (Ordem dos Advogados do Brasil) e da Abracrim (Associação Brasileira dos Advogados Criminalistas).

    A decisão da juiíza foi confirmada pelo advogado Neyman Monteiro, que faz a defesa junto com os colegas Luciano Neves e Rodrigo Marinho.

    Jackeline foi presa por policiais da Gerência de Combate ao Crime Organizado (GCCO) em sua casa, em um condomínio de Cuiabá, onde também foi cumprido um mandado de busca e apreensão.

    Três clientes dela, que cumprem penas em unidades prisionais, também tiveram mandados de prisão decretados.

    Dois deles estão presos na Penitenciária Central do Estado  (PCE) e um no presídio de Água Boa.

    As investigações correm no âmbito do inquérito policial 025/2018, a partir de informações recebidas da 2ª Vara  Criminal de Cuiabá. 

    A remissão de pena é o direito do condenado de abreviar o tempo imposto em sua sentença penal, pode ocorrer mediante trabalho, estudo e, de forma mais recente, pela leitura, conforme disciplinado pela Recomendação n. 44/2013 do Conselho Nacional de Justiça (CNJ).

    O benefício está relacionado ao direito assegurado na Constituição Federal de individualização da pena. 

  • Médico cardiologista acusado de abuso sexual de pacientes em consultório é preso em Presidente Prudente

    Médico cardiologista acusado de abuso sexual de pacientes em consultório é preso em Presidente Prudente

    A Polícia Civil prendeu na tarde desta sexta-feira (18) o médico cardiologista Augusto César Barretto Filho, de 74 anos, acusado de abusar sexualmente de pacientes mulheres em seu consultório em Presidente Prudente. Ele teve a prisão preventiva decretada pela Justiça após ser denunciado pelo Ministério Público Estadual (MPE).

    Juntamente com seu advogado de defesa, Barretto Filho apresentou-se espontaneamente à Delegacia de Defesa da Mulher (DDM), em Presidente Prudente, onde a Polícia Civil deu cumprimento ao mandado de prisão expedido pela Justiça.

    Na delegacia, ele foi submetido ao exame de corpo de delito, realizado por um médico legista, e depois foi transferido à Penitenciária de Lucélia, para onde são levados os presos envolvidos em crimes sexuais.

    O advogado de defesa, Emerson Longhi, afirmou que a prisão preventiva “é totalmente desnecessária” porque o cardiologista compareceu a todos os atos a que foi convocado pela Polícia Civil e está afastado de suas funções médicas.

    Longhi adiantou que a defesa estuda as medidas judiciais cabíveis para tentar derrubar a prisão preventiva de seu cliente, como um habeas corpus ou um pedido de revogação da medida que levou Barretto Filho à cadeia.

    Além de decretar a prisão preventiva do médico, o juiz da 2ª Vara Criminal da Comarca de Presidente Prudente, João Pedro Bressane de Paula Barbosa, recebeu nesta quinta-feira (17) a denúncia apresentada pelo MPE contra Barretto Filho, que se tornou réu.

    Na Delegacia de Defesa da Mulher, em Presidente Prudente, já foram registrados 37 relatos de abuso sexual de mulheres contra Barretto Filho.

    Na denúncia, o promotor de Justiça Filipe Teixeira Antunes acusa o médico de cometer o crime de violação sexual mediante fraude, previsto no artigo 215 do Código Penal, com pena de reclusão de dois a seis anos, agravado pela conduta tipificada no artigo 61, inciso II, alínea g, que trata do abuso de poder ou violação de dever inerente a cargo, ofício, ministério ou profissão.

    O caso tramita em sigilo no Fórum da Comarca de Presidente Prudente.

    Antunes explicou ao G1 que o pedido de prisão preventiva do médico foi feito à Justiça como forma de garantia da ordem pública, já que no entendimento do MPE existe o risco de ele voltar a praticar os delitos contra pacientes.

    Segundo o promotor de Justiça, as investigações realizadas pela Delegacia de Defesa da Mulher, em Presidente Prudente, foram iniciadas em julho de 2018, a partir do relato de uma vítima.

    “Ele acariciava as partes íntimas das vítimas durante o atendimento médico dentro de seu consultório para a sua satisfação sexual. Essas carícias não tinham nenhuma relação com o atendimento médico. Ele abusava da confiança das vítimas. Ele tocava as partes sexuais das vítimas e esfregava o seu pênis nas mulheres”, descreveu o promotor de Justiça ao G1.

    Em depoimento à Polícia Civil, segundo o MPE, o médico negou os fatos e disse que vai se manifestar em juízo.

    As mulheres identificadas como vítimas tinham entre 18 e 50 anos quando foram abusadas, segundo o MPE.

    Na avaliação de Antunes, como existe a possibilidade de outras mulheres terem sido vítimas do cardiologista, a orientação é para que procurem a DDM para que os casos sejam apurados.

    ‘Estado de choque’

    Ao detalhar o caso que deu origem às investigações, em julho de 2018, a Polícia Civil relatou que o médico acariciou “de forma lasciva” a perna e a virilha da paciente, assim como introduziu a mão no interior de sua calcinha, apalpando a vagina da mulher, durante o atendimento no consultório. Além disso, segundo a polícia, o cardiologista colocou a mão da vítima em seu pênis, enquanto aferia sua pressão arterial.

     

    “Não bastasse, o médico ainda pediu para ela virar de costas para auscultar seu coração e efetuou movimentos contínuos semelhantes aos utilizados na prática de conjunção anal, encostando seu quadril na região das nádegas da vítima”, salientou a polícia.

    A vítima explicou que havia passado por consulta com o mesmo profissional em maio do ano passado e naquela ocasião o atendimento transcorrera dentro da normalidade. Sua pressão arterial foi aferida com a mulher sentada, assim como pela secretária, e a paciente ainda realizou um exame de eletrocardiograma.

    Como lhe foram solicitados outros exames, a mulher retornou ao médico em nova consulta no dia 19 de julho de 2018, oportunidade em que o abuso sexual ocorreu.

    Durante o abuso, a vítima repetiu por duas vezes, segundo a Polícia Civil, que não gostava daquele comportamento, mas o médico “fitou os olhos de maneira firme e prosseguiu”.

    A paciente descreveu que entrou em “estado de choque”, passou a chorar, mas não conseguiu gritar por socorro. A mulher ficou sem reação, exceto a de pedir ao médico diversas vezes para parar.

    Interdição cautelar

    Nesta sexta-feira (18), o Conselho Regional de Medicina do Estado de São Paulo (Cremesp) informou que, diante do volume de casos denunciados envolvendo o cardiologista Augusto César Barretto Filho e “dado o seu potencial de lesividade social”, aprovou a interdição cautelar suspendendo o seu registro profissional.

    A suspensão é válida por seis meses, podendo ser renovada por igual período.

    O Cremesp comunicará a decisão a todos os demais Conselhos Regionais de Medicina do país, impedindo, assim, seu registro em outra jurisdição.

    O Cremesp esclareceu ainda que, mesmo com a interdição cautelar, a sindicância em curso contra o médico seguirá normalmente, sob sigilo determinado por lei.

    A apuração está a cargo da Câmara Técnica de Assédio Sexual, criada para investigar esses tipos de casos.

    O Cremesp apontou que as novas denúncias contra o cardiologista serão juntadas à investigação em curso.

    Registros

    A Delegacia de Defesa da Mulher, em Presidente Prudente, já contabiliza o registro de 37 mulheres que alegam terem sido vítimas de abuso sexual cometido pelo cardiologista durante atendimento em seu consultório.

    Em todos os casos registrados na Polícia Civil, os relatos apontam que as vítimas foram atacadas quando passavam por atendimento médico no consultório do cardiologista, em Presidente Prudente, ao longo dos últimos 25 anos.

    ‘Piada’

    Uma das mulheres que registraram Boletim de Ocorrência na DDM, relatando terem sido abusadas sexualmente pelo cardiologista, disse ao G1 que amigos e conhecidos fizeram “piada” quando souberam do caso dela.

    “A gente vê que o machismo está em todo lugar. Até em casos como este. Quando, na época, eu disse que havia sido abusada pelo médico, disseram que eu teria gostado. Quando afirmei que viria até a delegacia denunciar, hoje, falaram: ‘Se ficou tanto tempo sem denunciar, é porque gostou’”, afirmou Simoni Aparecida de Oliveira, de 32 anos, que mora em Tarabai.

    Ela disse ter sido abusada pelo profissional no consultório médico dele em 2014.

    Empoderamento

    A delegada Adriana Pavarina, responsável pelas investigações, afirmou que a prisão do cardiologista representa o “empoderamento” para as vítimas denunciarem novos casos de abuso sexual.

    “Ressaltamos que as mulheres se fortaleçam com a prisão do autor para se empoderar a denunciar novos casos”, disse ela em entrevista coletiva na DDM na tarde desta sexta-feira (18).

    “Ressaltamos ainda que o inquérito que deu início foi concluído no mais absoluto respeito aos direitos e garantias individuais, tanto das vítimas como também do investigado. Nosso inquérito policial foi concluído e remetido à Justiça e somente a imprensa tomou ciência após o oferecimento da denúncia”, complementou a delegada.

    “Portanto, nós convidamos e empoderamos as novas vítimas a comparecer, pois da mesma forma como transcorreu esse primeiro inquérito policial a identidade e a preservação de todos os direitos e garantias individuais tanto das vítimas como do investigado serão mantidas sob sigilo”, enfatizou.

    “Uma prisão preventiva para ser decretada precisa satisfazer todos os requisitos exigidos pelo Código de Processo Penal, que dentre eles são tanto os motivos ensejadores da prisão preventiva como a presença de indícios suficientes de autoria e materialidade. Essa análise é feita pelo Poder Judiciário, mas para que ele fundamente uma decisão nesse sentido precisa encontrar presentes no inquérito policial que foi realizado indícios suficientes de autoria e materialidade e fundamentar na garantia da ordem pública”, frisou a delegada.

    “A prisão fortalece o empoderamento das vítimas para que elas consigam, superando essa dificuldade do medo, da vergonha e da humilhação, que são próprios de todas as vítimas de crimes sexuais, se empoderar para denunciar, fortalecidas ainda com a certeza de que o fato não será impune”, afirmou Adriana Pavarina.

    “Juridicamente, todas essas mulheres descrevendo um comportamento semelhante, para a legislação penal, isso caracteriza uma fonte de prova, que é um indício. Portanto, são utilizadas como fonte de prova e corroboram a investigação e a instrução processual para futura condenação”, concluiu a delegada.

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  • A vida dura de Bia Doria

    A vida dura de Bia Doria

    A vida dura de Bia Doria

    O suposto vídeo da suruba de João Dória é, na verdade, uma ilustração capciosa do quão difícil é a vida da mulher heterossexual de direita. E não estou falando só da performance sexual duvidosa.

    O macho provedor tem o direito de agir como um sultão, e o máximo que as pessoas reparam é na meia bomba. Um homem casado, cidadão de bem monogâmico, “transando” (aqui entre aspas, porque o verbo não é tão amplo assim) com cinco garotas de programa não é um insulto para a sociedade que se escandaliza com homens se beijando na novela das oito – é confuso, eu sei, como quase tudo nesses tempos.

    Os julgamentos se referem apenas à sua (falta de) performance.

    Se fosse Manuela D’Ávila, estaria sendo virtualmente linchada sob preceitos morais.

    A maioria das mulheres que se casa com conservadores não tem direito à autonomia – e acha realmente que isso é OK. Seu círculo social é composto basicamente pelas esposas de seus maridos, as mães dos amiguinhos de seus filhos, só mulheres de família, “gente de bem”.

    Traições não são apenas frequentes, são tacitamente permitidas, mas só para os homens. Para eles, mais do que isso, trair é quase uma questão de honra: mesmo não dando conta nem de uma, o macho alfa precisa de cinco mulheres na cama na tentativa desesperada de autoafirmação pela via sexual.

    Quando digo que os problemas dos conservadores, almofadinhas e autoritários têm como agravante uma certa crise de masculinidade, raramente sou levada a sério, mas, repare: toda essa obsessão por afirmar a heterossexualidade, toda essa aversão a homossexuais, “abraço hétero”, “Orgulho de ser hétero”… e essa mania de simular um objeto fálico (uma arma) fora do corpo? Pra mim isso é coisa de quem já não tem o próprio objeto fálico funcionando muito bem.

    A cena da suruba é tão entediante quanto a figura sem si e seus gestos são constrangedoramente plásticos, nada é orgânico ou fluido, exatamente como se imagina que seja o enfadonho sexo dos caretas de nascença.

    A naturalização desse escândalo, contraposta aos “valores da família” tão defendidos pelos conservadores, é um retrato nítido de sua hipocrisia, e o constrangimento de Bia Doria, diferente do de seu marido, escancara a condição humilhante imposta à maioria das mulheres conservadoras – que decidem se casar com conservadores, sob uma lógica conservadora, que é, por si, patriarcal.

     Eis o resultado: aguentar o suposto vídeo viral do marido mandando mal numa orgia.

    Nem mesmo Bia Doria merece tamanha desgraça.

  • Empresários viram réus por fraudes milionárias segundado MPF

    Após denúncia do Ministério Público Federal, sete pessoas tornaram-se rés por fraudes contra institutos municipais de previdência entre 2014 e 2018. A 6ª Vara Criminal Federal de São Paulo recebeu integralmente a acusação do MPF e instaurou uma ação penal contra o grupo investigado na Operação Encilhamento, deflagrada em abril do ano passado. As irregularidades basearam-se na venda de títulos sem garantia e em aplicações financeiras proibidas. De acordo com sua participação nas etapas do esquema, os envolvidos responderão pelos crimes de gestão fraudulenta, desvio de recursos, emissão de debêntures sem lastro e falsidade ideológica.

    Três dos réus protagonizaram as fraudes: os empresários Edson Hydalgo Junior, Renato de Matteo Reginatto e Pedro Paulo Corino da Fonseca. Eles tinham vínculos tanto com as companhias emissoras das debêntures quanto com a gestão do INX Barcelona, um fundo de investimentos composto por recursos previdenciários de servidores de dez municípios, que compraria os papéis desprovidos de garantias. Constituindo evidente conflito de interesses, a múltipla atuação permitia que o trio tivesse controle sobre o fluxo do dinheiro em todas as fases do negócio, desde a captação de quantias milionárias do fundo até seu aporte final.

    Na decisão que instaura a ação penal, o juiz federal João Batista Gonçalves autorizou ainda a extração de cópias de documentos do processo para a formulação do pedido de extradição de Reginatto. Ele foi preso na Itália, em fevereiro. Alvo de um mandado de prisão preventiva expedido na época da deflagração da Operação Encilhamento, o empresário estava foragido havia meses no exterior e tinha o nome incluído na lista da Interpol.

    Estima-se que o esquema tenha gerado um rombo de pelo menos R$ 16,2 milhões ao INX Barcelona. A quantia, desviada por meio da negociação das debêntures, representa prejuízos aos Regimes Próprios de Previdência Social (RPPSs) de servidores municipais de cidades em São Paulo (Osasco, Assis, Paranapanema e Engenheiro Coelho), Minas Gerais (Uberlândia e Pouso Alegre), Mato Grosso (Várzea Grande e Rondonópolis), Santa Catarina (Rio Negrinho) e Amapá (Macapá).

    O número da ação é 0000131-70.2019.4.03.6181. A tramitação pode ser consultada aqui.