Luísa Sonza é uma das personalidades que mais se posiciona sobre o presidente Jair Bolsonaro. Em uma entrevista para a revista Ela, do jornal O Globo, a cantora, mais uma vez, se mostrou contra o chefe do Executivo.
Quando questionada sobre o assunto, a artista não ficou em cima do muro. “É um governo que, quem tem o mínimo de respeito à vida e às minorias, se desespera. Meu maior sonho é que Bolsonaro saia do poder!”, disparou.
Luísa Sonza
Sonza ainda foi além e completou o seu discurso. “Um líder contra a vida, que desrespeita as pessoas do seu país, e que não conseguiu nem de longe melhorar as coisas por aqui, não tem como ter meu apoio”, finalizou.
cantora ainda desabafou sobre as críticas que recebe e diz que as transforma em inspiração. “As três palavras que começo o álbum (“Puta, vagabunda, interesseira”) foram as que mais escutei nos últimos cinco anos. Era uma menina, do interior, e não entendia a razão desses ataques, não compreendia como o mundo poderia ser cruel. Para mim, esses ‘títulos’ eram grandes monstros. Então, dominei esses monstros que só existiam na minha cabeça”, disse.
Neste sábado (12/3), Arthur Aguiar ganhou a Prova do Anjo pela terceira vez no BBB22 e escolheu Vyni e Eliezer para o Mostro. O castigo desta semana, no entanto, decepcionou (e muito) os fãs do reality show.
Até o Paredão deste domingo, os amigos inseparáveis precisarão apenas segurar uma melancia nas mãos. “Monstro Melancia. Vocês querem aparecer ainda mais no BBB22? Nem precisam colocar a melancia no pescoço. Basta carregá-la o tempo todo pela casa. É isso que os castigados deverão fazer. Não poderão largar a melancia de jeito nenhum. Cada castigado perde 300 estalecas e quem estiver no VIP vai direto para a Xepa”, diz as regras do novo Mostro, lidas por Arthur após a Prova do Anjo.
O Governo do Amazonas por meio do Boletim Diário de Covid-19, edição 706, informa o diagnóstico de 493 novos casos de Covid-19, totalizando 577.587 casos da doença no estado. Nas últimas 24 horas, o Amazonas não registrou nova internação pela doença pela primeira vez, desde o dia 13 de março de 2020, quando se confirmou o primeiro caso de Covid-19 no Estado.
As informações são disponibilizadas pelas prefeituras municipais e consolidadas por meio da Secretaria de Estado da Saúde do Amazonas (SES-AM) e da Fundação de Vigilância em Saúde do Amazonas- Dra. Rosemary Costa Pinto (FVS-RCP). E podem ser acessadas no site da FVS-RCP através do endereço www.fvs.am.gov.br.
Nesta edição do boletim, foram confirmados 2 óbitos pela Covid-19, que foram encerrados por critérios clínicos, de imagem, clínico-epidemiológico ou laboratorial, elevando para 14.139 o total de mortes.
Na capital, de acordo com dados da Prefeitura de Manaus, na quinta-feira (10/03), não ocorreu sepultamento pela Covid-19. O boletim acrescenta ainda que 3.857 pessoas com diagnóstico de Covid-19 estão sendo acompanhadas pelas secretarias municipais de saúde, o que corresponde a 0,66% dos casos confirmados ativos.
Rede de Assistência
Entre os casos confirmados de Covid-19 no Amazonas, internados em Manaus há 42 pacientes, sendo 27 em leitos clínicos (2 na rede privada e 25 na rede pública), 15 em UTI (2 na rede privada e 13 na rede pública).
A situação vacinal dos pacientes internados em leitos clínicos e de UTI com a Covid-19 aponta que, dos 42 pacientes internados, 11 não foram vacinados, 23 têm esquema vacinal incompleto e 8 têm esquema vacinal completo.
No boletim consta, também, que há outros 14 pacientes internados em leitos clínicos com Covid-19, na rede pública de saúde do interior do estado, conforme informado pela Secretaria de Estado de Saúde do Amazonas (SES-AM).
Municípios
Dos 577.587 casos confirmados no Amazonas até esta sexta-feira (11/03), 287.136 são de Manaus (49,71%) e 290.451 do interior do estado (50,28%).
A capital, Manaus, tem 564 novos casos confirmados. No interior, os 8 municípios que têm casos novos são: Tapauá (10), Jutaí (7), Tefé (6), Nhamundá (2), Itacoatiara (1), Manicoré (1), São Gabriel da Cachoeira (1), Tonantins (1).
Óbitos
Entre as vítimas em Manaus, há o registro de 9.689 óbitos confirmados em decorrência do novo coronavírus. No interior, são 61 municípios com óbitos confirmados até o momento, totalizando 4.450. Há dois novos óbitos em Manaus.
Na Ucrânia sob o pretexto de auxiliar a resistência local contra a invasão russa, o deputado estadual paulista Arthur do Val (Podemos), conhecido como Mamãe Falei, enviou áudios a colegas do Movimento Brasil Livre (MBL) com uma série de comentários machistas sobre as refugiadas ucranianas.
Nas mensagens, às quais a coluna teve acesso, o parlamentar afirma que as refugiadas que ele encontrou na fronteira entre a Eslovênia e a Ucrânia “são fáceis, porque são pobres”. Ele diz também que a fila de baladas brasileiras “não chega aos pés da fila de refugiados aqui”.
“Vou te dizer, são fáceis, porque elas são pobres. E aqui minha carta do Instagram, cheia de inscritos, funciona demais. Não peguei ninguém, mas eu colei em duas ‘minas’, em dois grupos de ‘mina’, e é inacreditável a facilidade”, diz o deputado, que é pré-candidato ao governo de São Paulo nas eleições deste ano e conta com apoio do ex-juiz Sergio Moro.
“Só vou falar uma coisa para vocês: acabei de cruzar a fronteia a pé aqui, da Ucrânia com a Eslováquia. Eu juro, nunca na minha vida vi nada parecido em termos de ‘mina’ bonita. A fila das refugiadas… Imagina uma fila sei lá, de 200 metros, só deusa. Sem noção, inacreditável, fora de série. Se pegar a fila da melhor balada do Brasil, na melhor época do ano, não chega aos pés da fila de refugiados aqui”, diz o deputado estadual em outro áudio.
Em outro trecho das mensagens, o parlamentar baixa ainda mais o nível e diz ter encontrado garota que, “se ela cagar, você limpa o c* dela com a língua”
“Mano, estou mal. Passei agora, 4 barreiras alfandegárias, duas casinhaspra cada país. Eu contei, são 12 policiais deusas. Que você casa e faz tudo que ela quiser. Eu estou mal, cara, não tenho nem palavras para expressar. Quatro dessas eram minas que, você, se ela cagar, você limpa o c* dela com a língua. Inacreditável. Assim que essa guerra passar, eu vou voltar para cá”, diz o deputado estadual.
Procurada, a assessoria de imprensa do parlamentar diz estar tentando entrar em contato com o deputado. A diferença de fuso horário entre o Brasil e a Ucrânia é de cinco horas.
Mamãe Falei se filiou ao Podemos em janeiro deste ano, com objetivo de ser o nome apoiado por Moro ao Palácio dos Bandeirantes. Nas redes sociais, o ex-juiz afirmou que a iniciativa do deputado estadual e do coordenador do MBL, Renan Santos, de irem à Ucrânia é “louvável”
A SPTrans disponibilizará 106 vans do Serviço Atende+ no fim de semana, sendo 68 no sábado, 12 de março, e 38 vans no domingo, dia 13, para transportar o público a eventos que serão realizados na cidade.
O Atende+ é uma modalidade de transporte que opera no sistema porta a porta, de forma gratuita a seus usuários. O serviço é destinado às pessoas com autismo, surdocegueira ou deficiência física severa.
Neste sábado a Feira do Bom Retiro comemora seu primeiro mês de sucesso com crescimento do número de expositores e de apresentações no palco desse evento multicultural que está movimentando um dos bairros mais ecléticos da cidade.
Para amanhã, 12/03, o evento vai mesclar Coréia e Brasil em uma programação cheia de swing e muitas atividades. A partir das 11h começa o Circuito K-Pop com apresentação de vários grupos e cantores Covers e depois é a vez do Circuito BR com direito a Funk, Capoeira e muita música Pop. As 15h terá um show da cantora Cleide Costa com repertório cheio de sucessos sertanejos.
Para deixar a festa ainda mais gostosa, os visitantes poderão dar uma volta ao mundo saboreando receitas típicas de diversos países que serão servidas nas barracas. Tem pratos coreanos como Tteokbokki, Kimbap e Frango Frito super apimentado, Ceviche peruano, Burritos e Tortillas mexicanos, Arepas Colombianas, Esfihas, Kibes e Shawarma da Síria, além de comidas Venezuelanas, Africana, Italianas, doces regionais, Coquetéis Coreanos, refrigerantes importados e bebidas super refrescantes.
Organizada pela Associação de Desenvolvimento de K-Town Bom Retiro, a Feira do Bom Retiro acontece sempre aos sábados, das 9h às 17h, no Centro Comercial Bom Retiro, um espaço diferenciado entre as ruas José Paulino e Ribeiro de Lima.
SÃO PAULO — Pablo Henrique Borges, empresário e proprietário da E-Price Capital Participações, é o principal acusado em um escândalo de fraude financeira que atingiu a cifra de R$ 400 milhões. A investigação revelou que sua empresa atuava como braço financeiro do Primeiro Comando da Capital (PCC), uma das maiores organizações criminosas do Brasil. A esposa de Borges, a influenciadora digital Marcella Portugal Borges, também está sendo investigada por seu possível envolvimento no esquema.
O caso veio à tona após uma investigação minuciosa conduzida pela Polícia Federal, que aponta a E-Price Capital Participações como uma fachada para lavagem de dinheiro oriundo das atividades ilícitas do PCC. Segundo os investigadores, a empresa manipulava grandes quantias de dinheiro, contribuindo para a estrutura financeira do grupo criminoso.
Pablo Henrique Borges foi detido em uma operação que envolveu ações coordenadas em várias cidades, enquanto Marcella Portugal Borges está sob investigação, com as autoridades examinando sua participação nos negócios do marido. Marcella, conhecida por sua presença nas redes sociais e um grande número de seguidores, utilizava suas plataformas para promover atividades que, segundo a polícia, podem ter servido para mascarar as transações ilícitas.
A prisão de Pablo e as acusações contra Marcella causaram um grande alvoroço, especialmente entre os seguidores da influenciadora, que se mostraram surpresos com as notícias. A investigação continua em andamento, e a polícia não descarta a possibilidade de mais envolvidos no esquema.
Este caso reforça a complexidade das operações financeiras ligadas a organizações criminosas e a necessidade de um monitoramento constante para combater a lavagem de dinheiro no país. As autoridades afirmam que seguirão rigorosamente todos os procedimentos legais para desmantelar qualquer rede que apoie financeiramente o crime organizado.
A sociedade aguarda mais desenvolvimentos, enquanto Pablo Henrique Borges enfrenta a justiça e Marcella Portugal Borges tenta desvincular sua imagem pública deste escândalo de proporções nacionais.
Após o término da CPI da Covid, a Polícia Federal intensificou as investigações sobre os negócios de Milton de Oliveira Lyra Filho, apontado como operador de propinas para membros graduados do MDB. Novas diligências e um relatório final, previsto para os próximos meses, buscam detalhar transações milionárias entre Lyra e o empresário Francisco Maximiano, dono da Precisa Medicamentos.
Indiciado no relatório final da CPI da Covid no Senado, elaborado por Renan Calheiros (MDB-AL), Maximiano é suspeito de pagar propinas ao senador e a outros emedebistas por intermédio de Lyra, em troca de contratos públicos na última década. Entre esses pagamentos estariam repasses da Precisa, intermediária nas negociações de compra da vacina indiana Covaxin.
Lyra, afirmou que pagou “um preço alto por ter boas relações em Brasília” e acusou os investigadores de perseguição para incriminar Renan. Ele relatou ter sofrido “tortura psicológica” de um procurador da Lava Jato para se tornar delator. Apesar de ordens de bloqueio de bens em vários inquéritos, Lyra continua operando seus negócios e sustentando uma vida luxuosa entre Brasília e São Paulo por meio de empresas registradas no nome de um morador da periferia da capital paulista.
Nos últimos seis anos, Milton Lyra foi alvo de 11 operações de busca e apreensão da Polícia Federal, tendo sido preso em uma delas. Os inquéritos, em fase final, buscam identificar se contratos públicos e aportes do Postalis, fundo de pensão dos Correios, firmados com empresas de Maximiano, foram desviados para pagar Lyra na condição de operador para emedebistas como Renan Calheiros, o ex-deputado Eduardo Cunha (RJ) e o ex-ministro Romero Jucá (RR). Desde 2013, a Global Gestão em Saúde e a Precisa Medicamentos firmaram mais de R$ 500 milhões em contratos no setor público.
Auditores da Receita identificaram que uma empresa aliada de Maximiano fez transações sem comprovação de serviços no valor de R$ 6,4 milhões para pessoas jurídicas ligadas a Lyra, indicando possível geração de caixa 2. Gabriel Claro, um advogado envolvido no esquema, delatou que se tratava de obtenção de dinheiro em espécie para pagar propinas em um contrato da Petrobras. Maximiano confirmou à PF ter feito negócios com Lyra.
Lyra admitiu que sua empresa, a Medicando, “interessava estrategicamente à Global, do Maximiano, por causa das soluções tecnológicas de inteligência artificial”, mas evitou mais detalhes devido às investigações em curso. A Medicando fornecia dados de segurados de planos de saúde, serviço que interessava à Global, contratada pela Petrobras para administrar o fornecimento de medicamentos do plano de saúde dos funcionários da estatal. A Petrobras puniu a Global por interrupção do serviço, e a disputa continua na Justiça.
A PF deve entregar um relatório final com conclusões sobre possíveis atos de lavagem de dinheiro e corrupção praticados por Lyra e Maximiano. No Supremo Tribunal Federal, a PF realiza depoimentos para concluir inquérito que apura se Renan seria o beneficiário final dos repasses de Maximiano a Milton Lyra. O acordo de delação de Victor Colavitti, amigo de Lyra, corre risco de ser cancelado por suspeita de proteção a Lyra.
Renan não se manifestou. As defesas de Maximiano e Jucá não foram localizadas, mas ambos alegam inocência. Cunha afirmou que se trata de “mais uma acusação sem provas”.
Irregularidade teria acontecido na contratação de empresa para transporte escolar
Um ex-servidor público do município de Eunápolis é alvo de uma ação civil pública ajuizada pelo Ministério Público da Bahia por fraude em licitação segundo divulgou o órgão nesta segunda-feira, 20.
Segundo o promotor de Justiça Dinalmari Mendonça, Ginaldo Pinheiro Smith Filho foi pregoeiro lotado no setor de licitações do Município e participou de pregão presencial para contratação de empresa especializada na prestação de serviços de transporte escolar para alunos da rede pública municipal.
A empresa vencedora do pregão foi a Alicerce Construtora Terraplagem e Locadora, que firmou contrato com o Município no valor de cerca de R$ 6.149 milhões para prestação do serviço no prazo de 12 meses.
Na denúncia, o promotor afirma que o contrato utilizado pela empresa Alicerce para embasar o atestado de capacidade técnica possuía um atestado montado ou falso.
“No documento, aparece como locadora a empresa F4 Empreendimentos e como locatária, a empresa Alicerce, ficando evidente a fraude, pois se a empresa Alicerce forneceu atestado de capacidade técnica para a licitação, era ela quem deveria constar no contrato que embasa o atestado de capacidade técnica como locadora dos ônibus e micro-ônibus”, explicou.
O MP acionou também a empresa Alicerce e a F4 Empreendimentos. No documento, o órgão solicita a Justiça que determine a condenação dos acionados nas sanções previstas na Lei de Improbidade Administrativa, com a fixação de multa de até 100 vezes o salário que recebia enquanto servidor público, bem como a proibição das empresas Alicerce e F4 Empreendimentos de contratarem com o poder público por três anos.
Além disso, pede que a Justiça proíba os acionados de receberem do Poder Público benefício ou incentivos fiscais ou creditícios, direta ou indiretamente, ainda que por intermédio de pessoa jurídica da qual sejam sócios majoritários também pelo prazo de três anos.
Com o fio da meada em passeio de Ferrari avaliada em R$ 600 mil no rodeio de Mundo Novo, a Operação Laços de Família resultou em condenação de 61 anos para o subtenente Silvio Cesar Molina Azevedo, policial militar afastado. Os crimes são tráfico de maconha e lavagem de dinheiro. A família Molina foi alvo da operação da PF (Polícia Federal) em 25 de junho de 2018. À época, as redes sociais mostravam o estilo ostentação, com veículos de luxo, viagem para Europa e festas de arromba.
Três anos depois, a sentença do juiz federal Bruno Cezar da Cunha Teixeira, titular da 3ª Vara da Justiça Federal de Campo Grande, condenou quinze pessoas. Conforme a decisão, o passeio de Jefferson Henrique Piovezan Azevedo Molina numa Ferrari F430, que custa R$ 630 mil, chamou a atenção no rodeio de Mundo Novo, cidade de 18.578 habitantes e a 463 km de Campo Grande. Jefferson é filho do policial militar e foi assassinado em junho de 2017, numa conveniência da cidade.
O alerta soou do MPMS (Ministério Público de Mato Grosso do Sul), que comunicou a “expressiva evolução patrimonial da família do servidor público mencionado, bem como os indícios de corrupção, contrabando e sonegação”.
No processo, Douglas Alves Rocha, cunhado de Jefferson, alegou motivo passional para a família Molina ter virado alvo de investigação. Ele negou as acusações e disse que sofreram injusta perseguição de delegado da Polícia Federal, cujo nome não foi divulgado. “Diz que o delegado tinha diferenças com Jefferson em decorrência de uma namorada sua, e que então o delegado manipulou todos para focar a investigação sobre a família de Silvio, manipulando o juiz (estadual) para mudar a data do júri após a operação e, ainda, teria transferido o júri de Bodinho para a “cidade dele” (Naviraí/MS)”. Em maio de 2019, Douglas, foi julgado em Naviraí por crime de homicídio ocorrido em Mundo Novo.
Ferrari fazia parte da frota ostentação da família Molina. (Foto: Reprodução/Facebook)
Outros argumentos citados foram vingança de contrabandistas, que teriam remunerado delegado diante da postura de Molina na repressão ao crime, além de vingança de policiais federais de Naviraí pelo “modo austero como Silvio Molina os abordava costumeiramente quando eles iam à cidade de Mundo Novo/MS para ‘namorar’ as meninas da cidade’”.
O magistrado destacou que as investigações começaram após alerta de órgão estadual, reuniu provas sólidas e a família já estava no radar de ações no Paraná (operação Piloto) e Ceará (Operação Cardume).
“Há de se convir que são três enredos completamente diferentes e não muito bem combinados, que acabam por evidenciar a baixa plausibilidade no núcleo central do argumento, a supor injusto assédio das autoridades federais, afora a pura falta de comprovação de quanto alegado”, afirmou o juiz.
Estilo ostentação – A apuração se desdobrou em descobertas de luxo, como festas de aniversários de R$ 100 mil, com direito a envio de avião para buscar convidado em Curitiba (Paraná); viagem para Londres e Paris (hospedagem com vista para a Torre Eiffel) e movimentações bancárias milionárias por meio de terceiros.
Contudo, a decisão pondera que a ostentação não foi tomada de forma isolada para condenar o grupo. “Ressalte-se que as provas que demonstram o elevado padrão de vida do núcleo familiar denunciado não são tomadas isoladamente; isto é, não se trata de um julgamento acerca do estilo de vida familiar, devendo o patrimônio ostentado ser visto à luz da já explicitada ausência de rendimentos lícitos que justifiquem a opulência e, especialmente, em face da ampla prova coletada de que comandavam amplo esquema de importação e remessa de entorpecentes em larga escala – afinal, as cargas apreendidas são todas de toneladas de maconha, que seriam revendidas por cifras milionárias, em especial no Nordeste brasileiro”.
A operação flagrou o tráfico de 23 toneladas de maconha, divididos em cinco carregamentos: 4,9 toneladas (Mundo Novo), 5,1 toneladas (Presidente Prudente), 3 toneladas (Guaíra), 10,3 toneladas (Guaíra) e 4 toneladas (Campo Grande).
Diagrama mostra relação entre réus e tráfico de 5,1 toneladas de maconha apreendidas em Presidente Prudente. (Foto: Reprodução)
Lucro de R$ 500 por quilo – A sentença explica a opção pelo tráfico de maconha, droga com valor de mercado inferior, por exemplo, ao da cocaína. Na faixa de fronteira com o Paraguai, o quilo da maconha era comprado por R$ 100. No Nordeste do País, o mesmo quilo valia R$ 600.
“A cada quilo a organização ganhava 500 (quinhentos) reais, e detinham a capacidade de posicionar grandes, enormes quantidades porque dominavam esse modal rodoviário de transportes em veículos de carga; isso garantia que a cada cinco toneladas o grupo atingisse dois milhões de reais, e esse dinheiro não era recebido só em espécie, também era recebido em veículos de luxo, veículos de toda sorte. Sob ditas condições, o tráfico de maconha era mais lucrativo que de outro tipo de droga, especialmente na Região Nordeste, onde esse entorpecente alcança um valor significativo”.
Conexão Nordeste – Um comprador em larguíssima escala era Adayldo Freitas Ferreira, o Adayldo Bebê, traficante de drogas sediado em Natal (Rio Grande do Norte). Durante as investigações, ele foi preso ao retornar do Paraguai em companhia de Jefferson Molina. Adayldo apresentou documento falso e trazia pistolas importadas.
No último dia primeiro, ele foi alvo de outra operação da Polícia Federal, a Héstia. Ele está foragido do sistema prisional do Acre desde 2017, quando fez buraco no forro de quarto de hospital, onde estava internado.
O mandando contra Bebê era para ser cumprido na comunidade da Maré, no Rio de Janeiro, mas a equipe da PF foi recepcionada a tiros. Conforme o jornal O Dia, o foragido vivia em imóvel de luxo, com direito a piscina e banheira de hidromassagem. Ele estaria sobre a proteção da facção criminosa TCP (Terceiro Comando Puro), rival do CV (Comando Vermelho) e aliançada ao PCC (Primeiro Comando da Capital).
O pagamento era em veículos de luxo, dinheiro e joias. A Justiça Federal decretou o perdimento do expressivo patrimônio: R$ 490 mil em dinheiro, joias avaliadas em R$ 81.334, relógios, duas estâncias, lote em Mundo Novo, apartamentos em Fortaleza e Campinas, três caminhões e outros 26 veículos.
Subtenente Silvio Molina está preso no Rio Grande do Norte. (Foto: Arquivo Pessoal)
Personalidade repreensível – Ao assinalar a maior pena para Silvio Molina, líder intelectual do grupo, o juiz Bruno Teixeira destacou que a personalidade do réu se mostra repreensível.
“Devendo sofrer maior reprovação que o ordinário, ante a intimidação e a violência com que operava como já constante dos autos e supramencionado na presente sentença, o acusado Silvio Molina apresenta-se ostensivamente intimidador nas relações empreendidas na prática delituosa”.
A decisão lembra que ele foi denunciado como mandante de duplo homicídio em Minas Gerais. Outro ponto da sentença destaca que ele mandou equipe da PM abordar um veículo que considerou suspeito perto da sua casa. No caso, eram policiais federais que já o investigavam.
“Nesse toar, pode-se considerar que o acusado apresenta uma personalidade violenta e reprovável, o que impõe a majoração da pena nessa circunstância judicial”. O policial afastado segue preso desde a operação.
A defesa vai recorrer e aponta nulidade do processo. “Ele foi ouvido em Mossoró, por videoconferência, sem o seu advogado. Ouvido por advogado ad hoc [temporário]. A falta de imparcialidade restou clara nesse procedimento. A defesa está preparando essa apelação. A sentença tem pena exacerbada, as condutas não foram comprovadas nos autos e a sentença veio nessa envergadura. Foi assinalada a ele uma sentença de tráfico monstruosa. E essa mesma Justiça que é implacável contra Sílvio sequer deu um desfecho para a morte do filho”, afirma o advogado Marcos Ivan Silva.
Condenados – A lista de condenados também tem Douglas Alves Rocha (32 anos de reclusão), Jefferson Alves Rocha (4 anos e oito meses), Bonyeques Piovezan (7 anos e oito meses), Maicon Henrique Rocha do Nascimento (20 anos e 11 meses), Jair Rockembach (31 anos e 9 meses), Mayron Douglas Nascimento Velani (14 anos e 8 meses), Jonathan Weverton Caraiba (4 anos e 8 meses), João Clair Alves (9 anos e 8 meses), Adriano Feitosa Machado (3 anos), Kaique Mendonça Mendes (8 anos e 6 meses), Claudio Cesar de Morais (21 anos), Marcos Teixeira (28 anos), Adayldo Freitas Ferreira (19 anos) e Jeferson Batista de Souza (11 anos).
A advogada Lilian Peres Medeiros informa que vai recorrer da condenação contra Kaique Mendes, acusado de movimentar R$ 3 milhões. “Sequer foi reconhecida a menoridade relativa, apesar de mencionar que Kaique, na época, tinha entre 18 e 19 anos, o juiz ignorou o pedido e não aplicou. É possível baixar a pena na apelação”.