Autor: São Paulo em Foco

  • Covid-19: saúde notifica morte de jovem de 30 anos no Distrito Federal

    Covid-19: saúde notifica morte de jovem de 30 anos no Distrito Federal

    Mesmo com a diminuição dos casos positivos para a covid-19 no Distrito Federal, pessoas jovens continuam perdendo a batalha para o vírus. Nesta quinta-feira (5/5), a Secretaria de Saúde do Distrito Federal (SES-DF) notificou a morte de uma jovem que tinha entre 30 e 39 anos. Além disso, outras duas mortes foram confirmadas. Elas acontecem entre fevereiro e maio, e todas as vítimas eram do sexo feminino.

    Ao todo, 11.658 mil pessoas não resistiram e morreram desde o início da pandemia. Outro fator que segue preocupante é a taxa de transmissão. Pelo quinta dia seguido o índice subiu e chegou a 0,99 nesta quinta-feira (5/5). De acordo com informações do Boletim Epidemiológico, o índice viral estava 0,96 na quarta-feira (4/5), 0,95 na terça-feira (3/5), 0,92 na segunda-feira (2/5) e 0,84 na última sexta-feira (29/4).

    O número atual é preocupante, pois segundo a Organização Mundial de Saúde (OMS), quando a taxa está acima de 1 isso demonstra que a pandemia está descontrolada. Desta forma, a taxa confirma que um grupo de 100 pessoas podem infectar outras 99 , no DF.

    Novos casos

    Em relação aos infectados, 193 novos casos positivos foram registrados nas últimas 24 horas. Assim, o total de contaminados na capital federal chegou a 697.373. Desde o início da pandemia, a secretaria contabiliza que mais de 621 mil são moradores do DF, 36 mil de Goiás, 9 mil de outros estados e 30 mil estão em investigação.

    Já a média móvel de infecções está em 201, o que representa um aumento de 29% em relação a 14 dias atrás. Já a média móvel de óbitos está em 1,8 — isso representa uma queda de 50%, na comparação com o cálculo de 14 dias atrás.

  • Skank se despede de Brasília em show desta sexta (6/5)

    Skank se despede de Brasília em show desta sexta (6/5)

    No final de 2019, Samuel Rosa, Henrique Portugal, Lelo Zaneti e Haroldo Ferretti anunciaram que, após 30 anos, o Skank encerraria as atividades como banda. O grupo providenciou uma turnê para cair na estrada uma última vez, em 2020. Porém, a pandemia travou os planos que retornaram apenas em 2022. Hoje, a agridoce turnê de despedida da banda mineira chega a Brasília com a tarefa de matar as saudades dos fãs enquanto deixam o público na mesma saudade.

    “No nosso caso, a pandemia exaltou ainda mais essa sensação de comoção nos shows. Primeiro pelo fato das pessoas estarem voltando aos encontros, as festas, dois anos sem ver shows.Isso tudo potencializa por conta do anúncio da parada, desse encerramento de ciclo”, analisa Samuel Rosa em entrevista ao Correio. O artista afirma que o tempo parado dos shows deu um gás diferente para as últimas apresentações da banda, maior do que eles tinham em 2020. “Talvez se a gente tivesse realizado a turnê em 2020, não seria tão emocionante quanto agora. Porque, estamos juntando duas coisas, a comoção pela parada da banda e a volta dos shows”, pontua.

    Samuel Rosa conta que a procura por ingressos mais do que triplicou e que as casas que eles costumavam fazer shows ficaram pequenas para o Skank. “Estamos vivendo algo bem diferente. Muito parecido com a turbinada que as carreiras dos artistas ganhavam quando eles gravavam aqueles acústicos nos anos 1990. Uma espécie de frisson diferente em torno do artista”, conta o vocalista e guitarrista da banda.

    Em Brasília, o Skank, que já tocou em casas como Centro de Convenções Ulysses Guimarães e Nilson Nelson e chegou até à Esplanada, viu o show alcançar o Mané Garrincha. “O público de Brasília é muito querido pelo Skank. Nas redes sociais tem aqueles mapeamentos de onde ouvem mais a banda e Brasília está sempre encabeçando, está entre as três cidades que mais escutam Skank”, afirma Samuel. “A gente vai tentar retribuir, ali naquelas duas horas de show, com música, todo o carinho e cumplicidade de tantos anos”, completa.

    O cantor diz que o público tem recebido bem o final da banda, mesmo com o misto de sensações que todo o processo traz. “Há um clima de celebração, mas também há certa consternação. As pessoas pedem para que a banda não pare”, conta. Porém, sempre há por parte do público o cuidado com a banda. “Escuto todo tipo de coisa, mas 100% são manifestações carinhosas”, acrescenta.

    Por conta desse clamor popular, o Skank promete entregar um show com os maiores sucessos da carreira. “É redundante falar que vamos tocar as músicas mais conhecidas, não incomoda entregar ao público o que ele espera. Afinal de contas, a música é maior que o artista”, adianta o vocalista, que trata essa última turnê como uma homenagem a trajetória da própria banda. “A gente segue referenciando as nossas histórias e celebrando”, complementa.

    “Mais do que falar em despedida, eu falo em celebração. Mais do que falar de uma lacuna ou hiato, eu falo em coisas novas”, exalta o vocalista. Para Samuel Rosa a despedida não é um fim definitivo. “A vida não acaba depois do Skank. Os integrantes seguem individualmente após a turnê e a música do Skank continua”, adiciona e faz o convite para o público atender ao show. “Vale a pena esse reencontro. Uma hora derradeira da banda para confirmar todo esse carinho e conexão”, conclui.

    Turnê de Despedida Skank

    Hoje no Mané Garrincha, abertura dos portões às 20h. Ingressos a partir de R$ 110 na plataforma www.ingresse.com. Não indicado para menores de 18 anos. 

    Orquestras de múltiplas facetas

    A Orquestra Petrobras retomará as apresentações presenciais, após longaquarentena determinada pela pandemia, com uma turnê pelo país. As apresentações terão início hoje, em Brasília, com dois concertos, sob a regência do maestro Felipe Prazeres, no auditório master do Centro de Convenções Ulysses Guimarães. Ambos serão transmitidas on-line para todo o Brasil. Depois o grupo segue para Vitória, Belo Horizonte, Curitiba e São Paulo.

    O primeiro, às 18h30, voltado para as crianças e toda a família, faz parte da série BeBeethoven, para lançamento do álbum Mundo Bita Sinfônico, que reúne 15 canções, como Fazendinha, Viajar pelo Safari e Trem das Estações, com arranjos criados por Ivan Zandonade. Os sons de bichos, apito de trem e outros efeitos característicos das músicas foram criados com os próprios instrumentos da orquestra.

    Iniciada em 2020, a parceria entre a Orquestra e o Mundo Bita vem se desdobrando em projetos, plurais,como o lançamento do álbum e dos videoclipes das canções Fundo do mar e Fazendinha. “Com esse concerto voltado para o público infantil, a Orquestra Petrobras Sinfônica apresenta mais uma faceta. Nossa essência é a música de concerto, mas não precisamos estar necessariamente presos a um estilo. Somos uma orquestra que se destaca por mostrar outros lados e tocar diversos repertórios, que alcança, públicos distintos”, explica Prazeres.

    Guns N’Roses Sinfônico

    Welcome to the jungle, Sweet child O’Minee Patience são alguns dos sucessos do Guns N’ Roses que integram o repertório pop que a Orquestra Petrobras Sinfônica tocará no concerto de hoje, às 21h30, no auditório master do Centro de Convenções Ulysses Guimarães. Só que em vez de solos de guitarra, o público ouvirá o violino elétrico de Ricardo Amado, um dos integrantes do grupo. Ele investiu tempo e estudo para fazer com que o violino elétrico atingir os efeitos das guitarras de Slash, músico do Guns.

    “Com o concerto dedicado ao Guns N’Roses, a Orquestra se destaca como pioneira em trazer repertórios únicos, mostrando todo seu potencial; e mostra, mais uma vez, que é possível unir música clássica ao pop rock”, ressalta o maestro. “Esse concerto que se transforma num grande show de rock, certamente vai surpreender e emocionar os espectadores de Brasília e também os das outras capitais brasileiras, onde vamos nos apresentar”, acrescenta.

    Orquestra Petrobras Sinfônica

    Concerto hoje, às 18h30 e 21h30, no auditório master do Centro de Convenções Ulysses Guimarães. Para o primeiro, Mundo Bita Sinfònico, ingresso a R$ 20 (meia entrada) ; e para o segundo, Guns N’Roses Sinfônico, R$ 40 (meia-entrada). Classificação indicativa livre.

  • Surdolimpíada: Brasil conquista bronzes no judô e na natação

    Surdolimpíada: Brasil conquista bronzes no judô e na natação

    O Brasil conquistou mais duas medalhas nesta quarta-feira (4) na 24ª edição da Surdolimpíada de Verão, que está sendo disputada em Caxias do Sul. Elas vieram com o nadador Guilherme Maia e com o judoca Alexandre Fernandes.

    A primeira conquista foi um bronze conquistado por Alexandre Fernandes na categoria até 90 kg do judô. O carioca de 33 anos ocupa um lugar especial na história da Surdolimpíada de Verão, pois foi o primeiro brasileiro a garantir uma medalha na história da competição, na edição de 2009, em Taipé (Taiwan)

    A outra medalha brasileira veio na natação, e também foi um bronze, com o santista Guilherme Maia na prova dos 100 metros estilo livre com o tempo de 52s73.

    Para o atleta de 33 anos a conquista teve um sabor especial, pois foi alcançada com a presença de sua mãe, Andrea, na arquibancada: “Minha mãe é minha referência. Ela foi minha primeira professora de natação e ainda é minha maior incentivadora”.

    Guilherme é o maior medalhista brasileiro na história da Surdolimpíada de Verão, com seis conquistas (um ouro, uma prata e quatro bronzes).

    Vitórias no vôlei

    O Brasil também venceu nas partidas de vôlei. A equipe masculina bateu a França e a feminina superou o México. Já no basquete feminino, o time brasileiro foi batido pela Polônia de 10 a 125, enquanto a equipe masculina perdeu de 45 a 92 para a Ucrânia. Outro revés do Brasil foi no handebol feminino, de 18 a 35 para a Turquia.

    Futebol masculino

    No futebol masculino o Brasil bateu a Holanda por 1 a 0. Além disso, a equipe brasileira foi beneficiada por uma decisão do Comitê Internacional de Esportes para Surdos (ICSD) de alterar o resultado de seu jogo de estreia, contra Camarões.

    Após entender que a equipe do país africano quebrou o regulamento, a entidade decidiu mudar o placar da partida, que havia sido de vitória de 3 a 2 dos camaroneses (passando para 3 a 0 para o Brasil), e retirar os pontos de Camarões.

    Com isso, o Brasil soma agora seis pontos e se tornou o terceiro colocado no Grupo B, atrás de Irã e Itália, que também somam 6 pontos, mas com saldo de gols melhor.

  • OMS diz que há três vezes mais mortes por covid-19 do que número oficial

    OMS diz que há três vezes mais mortes por covid-19 do que número oficial

    A Organização Mundial da Saúde (OMS) divulgou, nesta quinta-feira (5/5), um relatório com novas estimativas sobre as mortes causadas pela pandemia de covid-19. Segundo o documento, 14,9 milhões de pessoas morreram em decorrência da circulação do SARS-Cov2. O relatório usa o conceito de mortes em excesso para calcular o número de pessoas que perderam a vida direta ou indiretamente como consequência da emergência sanitária.

    O número é quase três vezes maior que os dados oficiais divulgados pelos países, 5,4 milhões entre janeiro de 2020 e dezembro de 2021. Isso é explicado principalmente pela inclusão das mortes indiretamente causadas pela covid-19, não somente por subnotificação. A projeção leva em conta, por exemplo, o óbito de pacientes que tiveram tratamento médico recusado em momentos que os hospitais estavam superlotados.

    “Estes números, que nos obrigam a refletir, ressaltam não apenas o impacto da pandemia, mas a necessidade de todos os países de investirem em sistemas de saúde mais fortes que possam sustentar os serviços essenciais de saúde durante as crises, incluindo sistemas de informação de saúde mais sólidos”, disse o diretor-geral da OMS, Tedros Adhanom Ghebreyesus.

    Dez países foram responsáveis por mais da metade das mortes

    Segundo dados do relatório, 84% das mortes em excesso se concentraram no Sudeste Asiático, Europa e Américas. Dez países puxaram o índice para cima e representam, sozinhos, 68% do total de óbitos em excesso. Na lista, estão inclusos os Estados Unidos e a Índia. Segundo William Msemburi, oficial técnico do Departamento de Dados e Análise da OMS, o caso indiano é emblemático.

    Oficialmente, a Índia registrou 481 mil mortes por covid-19 em um período de 24 meses, mas, segundo os cálculos da OMS, o país teve 4,74 milhões de mortes em excesso, com uma variação de 3,3 milhões a 6,5 milhões. Isso é um resultado médio dez vezes maior que o divulgado pelo governo local.

    Países de renda média foram os mais afetados pela pandemia

    Em termos de mortalidade, os países mais afetados pela pandemia foram os de renda média-baixa (53% do total de mortes em excesso) seguidos pelos de renda média-alta (28%). As nações com alta renda foram responsáveis por 15% do total e as de renda baixa somaram apenas 5%.

     A diferença percentual de mortes por gênero foi pequena, mas ocorreram mais óbitos entre homens (57%) que entre mulheres (43%). Por faixa etária, os idosos foram mais prejudicados, como os dados oficiais já pontavam.

    “Medir o excesso de mortalidade é um componente essencial para compreender o impacto da pandemia”, explicou Samira Asma, diretora da OMS. Para o diretor-geral da organização, Tedros Adhanom, o levantamento aponta para a necessidade de “todos os países investirem em sistemas de saúde mais resilientes”. Segundo ele, essa é uma ferramenta para que o mundo aprenda a lidar com esta pandemia, mas também a se precaver em relação a pandemias futuras.

  • Em reunião, diretor da CIA aconselha Bolsonaro a não interferir nas eleições

    Em reunião, diretor da CIA aconselha Bolsonaro a não interferir nas eleições

    William Burns, diretor da Agência Central de Inteligência (CIA, na sigla em inglês) dos Estados Unidos, teria aconselhado integrantes do governo a pedirem ao presidente Jair Bolsonaro (PL) que pare de levantar dúvidas sobre a integridade do sistema eleitoral do Brasil.

    Nas informações, obtidas por duas fontes em condição de anonimato da Reuters, Burns falou às autoridades em uma reunião fechada ocorrida em julho do ano passado. O encontro teria ocorrido em Brasília, mas a viagem não estava prevista na agenda oficial dele.

    O diretor da agência teria jantado com o ministro-chefe do Gabinete Institucional, o general Augusto Heleno, e o ministro de Estado Chefe da Secretaria-Geral da Presidência, general Luiz Eduardo Ramos, a quem teria dito que o processo eleitoral é sagrado e o presidente não deveria atacar como estava fazendo.

    Antes disso, Burns também teria se encontrado com Bolsonaro, Heleno e o então diretor da Agência Brasileira de Inteligência (Abin), Alexandre Ramagem.

    Ainda de acordo com a agência, uma terceira pessoa que também pediu sigilo, baseada em Washington, confirmou os comentários, mas disse não ter certeza se quem falou foi Burns ou outro integrante da comitiva.

    A reportagem do Correio entrou em contato com a Secom da presidência da República e com a Embaixada dos EUA e aguarda resposta.

  • 97% dos alertas de desmatamento no Brasil emitidos desde 2019 não foram fiscalizados, aponta levantamento

    97% dos alertas de desmatamento no Brasil emitidos desde 2019 não foram fiscalizados, aponta levantamento

    Mais de 97% dos alertas de desmatamento emitidos desde 2019 não foram fiscalizados pelos órgãos responsáveis do Brasil. Os dados foram divulgados nesta terça-feira (3) e são resultado de um levantamento feito pelo MapBiomas, plataforma de informações ambientais e territoriais do país, em parceria com o Instituto Centro de Vida, organização da sociedade civil, e o Brasil.IO., repositório de dados públicos.


    A fiscalização no Brasil

    O cruzamento dos dados foi nomeando como “Monitor de Fiscalização do Desmatamento” e este é o primeiro levantamento divulgado sobre a situação no país.

    Segundo o Monitor, até março de 2022, no caso do governo federal, apenas 2,17% dos alertas de desmatamento tiveram algum tipo de fiscalização. A área com ação de fiscalização representa 13,1% do total desmatado desde 2019. O órgão responsável é o Instituto Brasileiro do Meio Ambiente e dos Recursos Naturais Renováveis (Ibama), que recentemente ganhou o apoio do Exército em algumas ações — alvo de críticas de ambientalistas e especialistas (leia mais abaixo).

    Apenas em abril, na Amazônia, foram 423 km² de área com alertas de desmatamento, de acordo com o Deter, sistema do Instituto Nacional de Pesquisas Espaciais (Inpe). O número é menor do que o registrado em 2021, quando a área bateu o recorde da série histórica: 579 km². De qualquer forma, ambos os anos apresentaram valores acima da média registrada para o mês de abril (2015 a 2020), que estava 342 km².

    Recorte por estado

    A taxa de fiscalização do desmatamento varia de estado para estado, de acordo com o Monitor. Veja, abaixo, alguns estados com destaques apresentados no relatório:

    • Em Minas Gerais, ações de fiscalização da Secretaria de Estado de Meio Ambiente e Desenvolvimento Sustentável (Semad) ou autorizações — quando o desmate é permitido — do Instituto Estadual de Florestas (IEF) chegaram a 22,4% dos alertas de desmatamento. Ocorreram ações em 34,6% da área desmatada.
    • No Mato Grosso, 29,5% dos mais de 13 mil alertas de desmatamento geraram fiscalização ou autorizações de desmatamento. O estado adquiriu um sistema de alertas com imagens de alta definição e fortaleceu o combate aos crimes ambientais. O índice reflete ações em 41% da área com alertas emitidos.
    • O Pará é o estado com o maior número de alertas do país validados pelo MapBiomas: são mais de 60 mil desde janeiro de 2019 – e apenas 1,8% desses alertas geraram algum tipo de ação ou embargo do governo estadual, o que representa 9,8% do território detectado com perda de floresta.
    • Já em São Paulo, a Secretaria de Infraestrutura e Meio Ambiente do Estado de São Paulo (Sima) cobriu 21% dos alertas emitidos desde 2019, ou 26% da área. Em Goiás, as ações chegaram a 10,3% dos alertas, ou 24,8% da área detectada.

    O que falta para fiscalizar?

    Os especialistas entrevistados pelo g1 apontam uma série de fatores – alguns recentes, mais agudos no governo de Jair Bolsonaro, e outros mais crônicos, historicamente recorrentes no Brasil.

    Um dos problemas da atual gestão, apontado em relatório do Observatório do Clima, rede que reúne mais de 70 entidades da sociedade civil, divulgado em fevereiro, é que o principal órgão federal responsável pela fiscalização do desmate não está gastando o próprio dinheiro.

    O Ibama liquidou 41% dos R$ 219 milhões que estavam disponíveis para fiscalizar os biomas brasileiros contra crimes ambientais, entre eles a Amazônia e o Cerrado. Nos governos anteriores a Bolsonaro, o Ibama costumava gastar entre 86% a 92% dos recursos disponíveis para fiscalização.

    Já um dos fatores crônicos é a falta de profissionais do Ibama para autuação na Amazônia. Ex-presidente do Ibama e especialista sênior em políticas públicas do Observatório do Clima, Suely Araújo diz que a falta de fiscais em campo é um problema antigo, impulsionado pela pandemia e pelo aumento no pedido de aposentadorias.

    “Na Amazônia, não deve chegar a 500 fiscais. E não adianta militarizar, porque os militares não podem lavrar os autos. Eles precisam ir com um fiscal. Não adianta encher de gente lá no meio da floresta com pessoas que não estão treinadas para a fiscalização ambiental. Precisa fazer um planejamento prévio, com muito dado de satélite, rastreamento da cadeia produtiva, e ligação com outros ilícitos ambientais”, disse ao g1.

    Em agosto de 2020, os servidores do Ibama divulgaram uma carta aberta ao presidente do órgão e à sociedade brasileira. Eles alertavam sobre a queda de 24% no número de fiscais do órgão entre 2018 e 2019, entre outros problemas. Mais de 400 funcionários do instituto assinaram o documento.

    Já em setembro de 2021, mais de um ano depois, o governo federal publicou uma portaria para a contratação de 568 cargos efetivos para o Ibama, com 96 analistas ambientais, 40 analistas administrativos e 432 técnicos ambientais. Para Araujo, ainda assim, a contratação não contempla o problema:

    “Primeiro, o número é insuficiente. Segundo, eles estão buscando tudo em nível médio, o que não vai resolver. A fiscalização hoje é muito sofisticada, pra ela funcionar direito você precisa de pessoas que trabalhem com imagem de satélite, com cruzamento de dados públicos, pessoas com nível de atividade inteligência. A fiscalização não é chutar a porta da fazenda há muito tempo”.

    Além disso, há uma espécie de autorização implícita para desmate, com base no discurso do próprio governo federal. O Supremo Tribunal Federal (STF) está em fase de julgamento do chamado “Pacote Verde”, conjunto de 7 ações relacionadas à causa ambiental.

    Em uma petição inicial feita em 2019 pela Rede Sustentabilidade, o partido acusa o governo federal de omissão no combate ao desmatamento da Amazônia e pede que seja implementado um conjunto de ações para de fato enfrentar o problema.

    Entre as medidas, estão a execução integral do orçamento dos órgãos ambientais, a contratação de equipes novas para ações de fiscalização e a elaboração de um plano real de contingência da perda de floresta.

    A Rede alega que cabe ao Poder Público a conscientização da sociedade para preservação do meio ambiente e, nesse contexto, as manifestações do presidente são relevantes — “em todas as suas declarações Jair Bolsonaro faz pouco caso do meio ambiente ou do desmatamento extensivo da Amazônia”, disseram os autores.

  • Alta no preço faz supermercado trancar Nutella por medo de furto

    Alta no preço faz supermercado trancar Nutella por medo de furto

    O aumento no valor dos preços nos supermercados vem expandindo também os números relacionados aos furtos de produtos em várias regiões do Brasil. Outros casos ao longo dos últimos meses mostram até brigas quando existem promoções em estabelecimentos comerciais.

    Um supermercado de São Paulo, por exemplo, tomou a decisão de trancar os potes de creme de avelã — popularmente conhecidos pela marca Nutella — em uma prateleira próxima ao caixa e caso alguém quisesse comprar o produto, era necessário alertar um funcionário para que o produto fosse destrancado.

    Segundo informações do jornal Folha de São Paulo, publicadas no fim de abril, a rede de 15 lojas do supermercado Chama também passou a deixar as carnes embaladas a vácuo na vitrine próximas aos balcões de atendimento, ao invés de deixar nas prateleiras refrigeradas.

    De acordo com a Associação Brasileira de Supermercados, os furtos nos estabelecimentos geraram um prejuízo de R$ 3,2 bilhões no setor em 2021 — que representa 15% das perdas de 2020.

    Os produtos que apresentaram maior número de furtos foram carne, queijo, cerveja, refrigerantes, desodorantes, pilhas e Nutella. “O índice de furtos indica um agravamento da questão socioeconômica e, de certa forma, está fora do nosso controle”, afirmou Márcio Milan, vice-presidente da Abras, à Folha.

  • “Me senti humilhado”, diz jovem vítima de racismo por grupo de amigas

    “Me senti humilhado”, diz jovem vítima de racismo por grupo de amigas

    A Polícia Civil do Distrito Federal investiga um vídeo em que um grupo de amigas faz ofensas racistas contra o estudante de odontologia Matheus Antunes Silva, de 26 anos. A postagem foi postada nos stories do Instagram, pela função de melhores amigos, no domingo (24/4). Morador do Gama, ao saber do vídeo, Matheus registrou um Boletim de Ocorrência. “Para resumir, eu me senti humilhado. Fiquei com raiva, fiquei com vergonha, triste. Foram vários sentimentos ao mesmo tempo. É difícil dizer. Conversei com os meus amigos. Todo mundo ficou bem triste”, afirma. 

    O vídeo foi gravado em um campeonato de futevôlei no Gama e começa com a dona do perfil gravando ela mesma. Do lado de uma amiga, elas repassam alguns nomes. “Cerqueira, neguim e o vitinho”. Uma amiga fala “Negão nem falou com a gente ontem, viu”, diz uma amiga. Quando a dona do perfil diz “Nossa, negão ele é atirado, é preto e ainda fica tirando os outros de tempo”. Em seguida a amiga completa: “Não passa um desodorante”, e as meninas sorriem. A jovem excluiu o perfil da rede social após a repercussão do caso. 

    Matheus explicou que conhece as meninas de lugares e amigos em comum e que acredita que elas se referem a alguma vez que conversou com elas. “Estou bem melhor, mas ainda estou meio triste. Estou retomando minha vida aos pouquinhos, graças a Deus”, diz. O estudante também aproveita para agradecer as pessoas que o apoiaram. “Recebi muito apoio da minha mãe, de toda a minha família, principalmente, do meu primo Guilherme Antunes e do meu amigo Talison Menezes”, destaca. 

    O Correio tentou entrar em contato com as jovens, mas as redes sociais delas foram excluídas. O espaço segue aberto para manifestações.

    A injúria racial é crime previsto no Código Penal e ocorre quando há ofensa à dignidade de alguém, com base em elementos referentes à sua raça, cor, etnia, religião, idade ou deficiência. A pena pode ser de um a três anos e multa.

  • Filho de Flordelis ganha liberdade condicional e deixa prisão no Rio

    Filho de Flordelis ganha liberdade condicional e deixa prisão no Rio

    Carlos Ubiraci Francisco da Silva, filho da deputada federal cassada Flordelis dos Santos de Souza, deixou o presídio Evaristo de Moraes, em São Cristóvão, na zona norte do Rio, nesta segunda-feira-feira (3/4).

    Ele foi absolvido da acusação de envolvimento na morte do pastor Anderson do Carmo no último dia 12 de abril, mas foi condenado por associação criminosa armada.

    Carlos recebeu uma pena de dois anos e dois meses de prisão, mas já estava em reclusão há um ano e oito meses.

    Na última segunda-feira (25/4), Luiz Gregório, advogado de Carlos Ubiraci, protocolou o pedido de liberdade. Na solicitação, a defesa argumentou que Carlos já cumpriu o tempo necessário para a obtenção do benefício, e que teve bom comportamento na prisão


    O Ministério Público defendeu concessão de liberdade condicional para o filho da ex-parlamentar

    Julgamento Flordelis

    A ex-parlamentar seria julgada pela acusação de ser mandante do crime que culminou na morte do pastor Anderson do Carmo no dia 9 de maio. No entanto, a Justiça determinou que não haveria tempo hábil para colher provas e transferiu o júri para 6 de junho.

    Além dela, uma das netas e três filhos participam do julgamento nesta data: Rayane dos Santos Oliveira e os filhos André Luiz de Oliveira, Marzy Teixeira da Silva e Simone dos Santos Rodrigues.

  • Grupos pró e contra o aborto tomam frente da Suprema Corte dos EUA

    Grupos pró e contra o aborto tomam frente da Suprema Corte dos EUA

    Após o vazamento da minuta assinada por membros da Suprema Corte norte-americana para derrubar a lei que autoriza o aborto no país, centenas de manifestantes e reuniram em frente à instituição, em Washington D.C, para protestar.

    As manifestações ocorreram durante a noite de segunda-feira (2/5) e a madrugada desta terça-feira (3/5), e foram marcadas por grupos favoráveis e contrários ao aborto.

    IMAGENS QUE CIRCULAM NAS REDES SOCIAIS MOSTRAM UM GRANDE GRUPO DE MANIFESTANTES COM CARTAZES, ENTOANDO OS GRITOS: “ABORTO É QUESTÃO DE SAÚDE” E “QUANDO O DIREITO AO ABORTO ESTÁ SOB ATAQUE, O QUE FAZEMOS? LEVANTAMOS E LUTAMOS”.

    Também houve gritos de religiosos: “Pró escolha, isso é mentira. Bebês nunca escolheram morrer”. De acordo com o jornal Washington Post, apesar da participação de grupos opositores, não houve conflitos.

    Vazamento da minuta

    O vazamento da minuta foi publicado primeiramente pelo site Politico, na noite de segunda-feira. O documento é assinado pelo juiz Samuel Alito, com data de 10 de fevereiro, e teria circulado pelo tribunal antes de ser obtida pelo veículo de comunicação.

    A decisão, caso se confirme, reverteria a jurisprudência estabelecida em 1973, no caso Roe versus Wade. Na ocasião, o júri concluiu que, nos Estados Unidos, o acesso ao aborto é um direito constitucional da mulher até a 28ª semana de gestação. Em 1992, a lei foi alterada para 24 semanas, no caso Planned Parenthood versus Casey.

    A MAIORIA DOS JUÍZES DA SUPREMA CORTE NORTE-AMERICANA É COMPOSTA POR CONSERVADORES, PROMESSA FEITA POR TRUMP AINDA EM SUA PRIMEIRA CAMPANHA PARA A PRESIDÊNCIA DO PAÍS. POR SUA VEZ, O VAZAMENTO DE UM DOCUMENTO DE OPINIÃO DA SUPREMA CORTE É ALGO SEM PRECEDENTES NOS ESTADOS UNIDOS.

    A decisão, no entanto, não é final e ainda deve passar por modificações até sua apresentação formal, em cerca de dois meses, segundo o site. Caso aprovada, o impacto direto seria derrubar a garantia federal ao aborto e determinar que cada estado defina a sua política sobre o assunto.