Categoria: Saúde

  • Moderna começa a fazer testes de vacinas contra varíola de macaco

    Moderna começa a fazer testes de vacinas contra varíola de macaco

    A farmacêutica Moderna informou que está trabalhando no desenvolvimento de vacinas contra a varíola de macaco, doença infecciosa que está provocando surtos de casos em alguns países da Europa.

    Os estudos estão na fase pré-clínica, ou seja, são realizados testes em laboratórios e ainda não envolvem voluntários humanos.

    Em março deste ano, a empresa norte-americana lançou um programa de desenvolvimento de vacinas para prevenir ameaças de saúde pública até 2025. O projeto é focado nos 15 patógenos identificados como de maior risco pela Organização Mundial da Saúde (OMS) e pela Coalizão para Inovações em Preparação para Epidemias (Cepi).

    “Ressaltando esse compromisso, e como a monkeypox (varíola de macaco) é de importância para a saúde pública global, conforme identificado pela OMS, estamos investigando possíveis vacinas contra a varíola em um nível pré-clínico”, afirmou a empresa na segunda-feira (24/5), via Twitter.

    Varíola de macaco

    Desde o início de maio, as autoridades de saúde monitoram um crescimento no número de casos de varíola de macaco – uma infecção viral que é endêmica em algumas regiões da África, mas não costuma ser registrada em outras partes do mundo.

    Sintomas

    O período de incubação do vírus que provoca a doença varia de sete a 21 dias. Os sintomas costumam aparecer dez ou 14 dias após o momento da infecção. Os primeiros sinais são febre, mal estar e dor e, cerca de três dias depois, os pacientes passam a apresentar bolhas – parecidas com as da catapora, que evoluem para crostas. A doença termina entre três e quatro semanas após a infecção.

    Como se pega

    A transmissão do vírus que causa a varíola de macaco entre humanos ocorre, principalmente, por meio do contato com secreções respiratórias, lesões de pele das pessoas infectadas ou objetos que tenham sido usados pelos pacientes.

    No surto dos países europeus, tem se verificado uma prevalência de casos entre homens que fazem sexo com homens. No entanto, até aqui, não há evidências de que a transmissão entre eles tenha sido por via sexual.

    Autoridades de saúde alertam para que as pessoas que apresentem mudanças incomuns na pele procurem um médico imediatamente.

    Tratamento

    Normalmente não é necessário realizar tratamento específico, pois os sintomas desaparecerem em algumas semanas. O médico, no entanto, pode indicar o uso de medicamentos que aliviam os sintomas mais rapidamente.

  • Varíola de macaco: pesquisador da Fiocruz diz que momento é de cautela

    Varíola de macaco: pesquisador da Fiocruz diz que momento é de cautela


    Nas últimas semanas, o aumento de casos de pessoas diagnosticadas com varíola de macaco (Monkeypox, em inglês) vem aumentando no mundo inteiro.

    A doença, que é endêmica em partes do continente africano, já está em pelo menos dez países, incluindo Estados Unidos, Portugal, Espanha, Reino Unido, Alemanha e Austrália, e o planeta, ainda se recuperando da pandemia de Covid-19, observa preocupado o crescimento de casos.

    O infectologista Rivaldo Venâncio, pesquisador da Fiocruz e coordenador de Vigilância em Saúde da instituição, explica que a varíola é uma família extensa de vírus, e a variante originária dos macacos é “prima-irmã” do patógeno clássico da varíola, uma doença considerada erradicada em todo o mundo desde 1979.

    Os vírus da varíola são considerados estáveis, e não sofrem mutações rápidas como outros patógenos respiratórios.

    “No caso da varíola de macaco, ela tem uma apresentação muito parecida com a varíola humana, mas o vírus não é o mesmo. Do ponto de vista genético, eles são parecidos, mas possuem uma composição diferente”, ensina o médico.

    O especialista conta que as formas de transmissão da doença mais comum entre humanos são por contato com a secreção que sai das bolhas características da doença e por via respiratória — porém, é preciso contato muito próximo, e ela não se espalha com a mesma facilidade que outros vírus respiratórios, como o coronavírus, por exemplo.

    “EXISTE TAMBÉM UM DEBATE SOBRE SE HÁ TRANSMISSÃO SEXUAL, MAS AINDA ESTÁ EM CURSO. NÃO SE SABE SE SERIAM PELAS SECREÇÕES SEXUAIS, OU PELO CONTATO COM AS LESÕES INFECTADAS, AINDA PRECISAMOS ENTENDER MELHOR”, EXPLICA.

    Como os vírus são muito parecidos, a vacina da varíola seria capaz de oferecer uma proteção cruzada ao paciente, diminuindo a chance de complicações e óbito.

    Porém, Venâncio conta que um dos fatos que aumenta a preocupação sobre o surto é que, pelo menos no Brasil, o imunizante parou de ser aplicado em meados dos anos 1970, depois que a condição foi considerada erradicada. “Hoje, há uma geração razoável no mundo que nunca tomou a vacina da varíola na vida”, diz.

    A varíola de macaco pode causar uma nova pandemia?

    Depois da Covid-19, o mundo está atento a qualquer novo patógeno que cause surto. Venâncio diz que ainda é cedo para avaliar se a varíola de macaco pode ser responsável por uma epidemia, e que o cenário é complexo.

    “Estamos aprendendo muito nos últimos anos, muitas afirmações que fizemos em um passado relativamente recente sobre a dinâmica de transmissão caíram por terra na Covid-19. Temos que ter cautela para não criar pânico, mas também não dá para dizer que não há risco. Temos mais incertezas que certezas no momento”, afirma o infectologista.

    Ele lembra que hoje o transporte aéreo é muito utilizado, e uma pessoa pode, em uma noite, sair de um país com surto e chegar ao Brasil com o vírus. “O ideal é acompanhar o cenário, estabelecendo redes de vigilância para pessoas que estavam viajando e podem estar contaminadas, além de criar uma forma de diagnóstico rápido e preciso. Temos que estar atentos”, diz Venâncio.

    Sintomas e diagnóstico

    Por enquanto, a única maneira de fechar o diagnóstico é pela análise do líquido que fica dentro da bolha ou da crosta formada quando ela se seca. Além das erupções cutâneas, outros sintomas são febre, coceira e inchaço nos linfonodos, que duram de duas a quatro semanas.

    Segundo a Organização Mundial de Saúde (OMS), a fatalidade da doença varia entre 3% a 6% dos casos. A entidade afirma que, apesar de semelhante à varíola humana, a variedade de macacos é menos contagiosa e causa quadros menos graves.

    Diferente do Sars-CoV-2, que era desconhecido, o vírus de macaco foi identificado pela primeira vez em 1950, e já existem tratamentos eficazes e a vacina contra a varíola provavelmente funciona contra a infecção — por essa junção de fatores, os especialistas internacionais acreditam que o surto não deve evoluir para epidemia ou pandemia.

    De olho na progressão dos casos, o Ministério de Ciência e Tecnologia e Inovações (MCTI) criou um grupo de pesquisadores que deve acompanhar o avanço da doença. Os cientistas irão analisar pesquisas científicas sobre a varíola de macaco para entender exatamente como a infecção funciona e o vírus é transmitido.

  • Reinfecção de Covid se tornou mais comum com Ômicron, afirma estudo

    Reinfecção de Covid se tornou mais comum com Ômicron, afirma estudo

    Um estudo feito na Universidade Stellenbosch, na África do Sul, traz evidências de que a variante Ômicron do coronavírus é capaz de provocar reinfecções em um intervalo menor de tempo. Nas ondas anteriores da Covid-19, as reinfecções ocorriam após cerca de seis meses. Na atual, foram verificados ocorrências assim apenas 90 dias depois da primeira infecção

    A descoberta, publicada este mês na revista científica Science, explica porque algumas pessoas foram diagnosticadas com Covid-19 duas ou três vezes nos últimos meses.

    Os cientistas atribuem a vantagem do vírus às múltiplas mutações encontradas na proteína Spike. “A principal vantagem dessa variante é sua capacidade de evitar a imunidade adquirida naturalmente (nas ondas anteriores)”, escreveram os autores do estudo.

    Felizmente, apontam os pesquisadores, a variante Ômicron não evita totalmente as estratégias de defesa construídas pelas vacinas. Embora os imunizantes não evitem a infecção, eles continuam protegendo a população das formas graves da doença.

    O estudo foi feito a partir da análise de testes de aproximadamente 3 milhões de pessoas diagnosticadas com a doença entre março de 2020 e janeiro de 2022.

  • Covid-19: apesar de maior contágio, vacinação segura avanço das mortes

    Covid-19: apesar de maior contágio, vacinação segura avanço das mortes

    Desde que voltou a ficar acima de 1, na sexta-feira (6/5), a taxa de transmissão da covid-19 no Distrito Federal segue em ascensão. Os aumentos se tornaram consecutivos a partir de 29 de abril. Nessa terça-feira (10/5), alcançou 1,16 — cada 100 infectados transmitem o vírus a, em média, outras 116 pessoas. Para as autoridades de saúde, o indicador abaixo de 1 significa que a pandemia está controlada. Antes do mês passado, o resultado havia passado de 1 pela última vez em 17 de fevereiro (leia Índices).

    Em virtude do ritmo acelerado de infecções do fim de dezembro até essa data, o DF registrou ocupação de até 97% dos leitos em unidades de terapia intensiva (UTIs) da rede pública para pacientes com covid-19. No entanto, a vacina contra a doença contribuiu para que o número de mortes pelo novo coronavírus não acompanhasse o compasso de explosão dos casos. Um levantamento divulgado pela Secretaria de Saúde (SES-DF), em fevereiro, mostrou que, entre os internados no Sistema Único de Saúde da capital federal, cerca de 90% não tinham se imunizado ou recebido alguma das doses.

    • Lucia Helena perdeu amigos que não se vacinaram contra a covid-19Carlos Vieira/CB/D.A.Press
    • Eleonora Antuoga está atenta ao calendário de vacinação desde o início da campanhaCarlos Vieira/CB/D.A.Press

    Com 83,8% dos brasilienses acima de 5 anos — público apto a se imunizar — vacinados com duas aplicações ou a dose única, o aumento da taxa de transmissão não exigiu a adoção de medidas sanitárias mais rígidas por parte das autoridades. Nessa terça-feira (10/5), o governador Ibaneis Rocha (MDB) revogou outro decreto que estabelecia estado de calamidade pública no DF, por causa da pandemia da covid-19. O novo texto suspende uma norma publicada em junho de 2020. Em 18 de abril, o chefe do Buriti adotou ação semelhante para derrubar uma determinação de março de 2021.

    Subsecretário de Vigilância à Saúde do DF, Divino Valero avalia o cenário de cobertura vacinal como trunfo neste momento, em relação ao observado no período mais crítico da pandemia. “Os números das taxas tinham maior paridade com as internações e mortes, o que não existe hoje. Além disso, a cobertura vacinal em 90% contribui para que esses números não sejam alarmantes”, afirma.

    Na SES-DF, a estratégia tende a variar de acordo com o andamento da imunização. Em relação à aplicação da quarta dose em pessoas de outras faixas etárias, a pasta aguarda o envio de imunizantes pelo Ministério da Saúde, segundo o subsecretário. Apesar disso, Divino Valero acrescenta que há unidades suficientes para suprir o segundo reforço do grupo contemplado atualmente. “Temos de ficar atentos se houver variação na sequência de atendimentos. Tem gente que acha que a pandemia acabou e não toma as vacinas (complementares)”, destaca.

    Indicadores da covid-19 no Distrito Federal
    Indicadores da covid-19 no Distrito Federal(foto: Editoria de Arte/CB)

    Cuidados

    A eficácia das vacinas contra a doença têm prevenido quadros graves e mortes provocadas pela covid-19. Intensivista do Hospital Brasília, o médico Rodrigo Biondi avalia essa relação: “O principal fator do imunizante é evitar o desenvolvimento de formas sérias da doença. O motivo de não termos um aumento expressivo das internações em UTI nem dos óbitos é exatamente pela taxa de imunização elevada”.

    O médico reforça que essa proteção é fundamental, ainda que não impeça a contaminação. “Mesmo com a vacinação, os casos existem por dois motivos: o imunizante não evita a infecção e as medidas sanitárias deixaram de ser cumpridas. Mas continuamos a recomendar às pessoas em situação de risco que mantenham o uso de máscaras em ambientes fechados e que evitem aglomerações desnecessárias”, orienta Rodrigo.

    Entre os brasilienses aptos a tomar a segunda dose, cerca de 120 mil não retornaram aos postos para recebê-la e, aproximadamente, 900 mil não receberam a terceira. Infelizmente, a negligência se transformou em saudade para a aposentada Lúcia Helena Ferraresi, 70 anos, que perdeu um amigo da mesma idade. O idoso havia decidido não se vacinar contra a doença. “Ele morreu recentemente. E perdi outros amigos, fora dessa faixa etária, pelo mesmo motivo. A quarta dose é essencial. Se houver mais, estarei aqui (no posto de saúde)”, diz a moradora da Asa Norte, que conversou com a reportagem enquanto recebia o segundo reforço na imunização — disponível no DF desde sexta-feira (6/5) para pessoas acima dos 60 anos.

    O casal de aposentados Eleonora Antuoga e Felipe Antuoga, ambos de 69 anos, seguiram fielmente a rotina de proteção. “Toda a família se vacinou e manteve os protocolos (de cuidados). Ninguém próximo a nós morreu. Só houve casos suspeitos e leves”, relata Eleonora. Apenas o filho mais velho, que mora em Santa Catarina, e um dos netos do casal contraíram covid-19. Para Felipe, tomar a quarta dose representa uma prevenção básica neste momento de subida da taxa de transmissão no DF. “É interessante se imunizar adequadamente. E, se vier uma quinta, sexta aplicação, vamos receber também. Se temos o recurso, temos de usá-lo”, completa.

  • Ana Furtado contrai covid-19 e é afastada da ‘Dança dos Famosos’

    Ana Furtado contrai covid-19 e é afastada da ‘Dança dos Famosos’

    A apresentadora Ana Furtado foi afastada da Dança dos Famosos, quadro do Domingão com Huck, após testar positivo para covid-19. Nas redes sociais, ela lamentou o ocorrido, disse que é a primeira vez que contrai o vírus e acalmou os seguidores ao dizer que está bem e sem sintomas.

    “Eu estou bem, eu não tenho sintoma nenhum, não quero que ninguém fique preocupado comigo. É a primeira vez que eu peguei. Eu me cuidei muito nesses dois anos, mas acabou acontecendo”, contou.

    Ana ainda disse que, apesar da notícia boa em relação ao seu estado de saúde, está muito triste por não participar do episódio que vai ao ar neste domingo, 8.

    “Realmente eu fiquei muito arrasada porque eu queria muito dançar funk na Dança dos Famosos, era o meu sonho. A coreografia estava incrível e o figurino, um escândalo”, afirmou a apresentadora, que terá a oportunidade de participar da repescagem da competição que deve ocorrer nas próximas semanas.

    Ana escreveu que estará torcendo para suas colegas no domingo e recebeu muitas mensagens de apoio dos amigos e fãs nos comentários da publicação.

  • Covid-19: saúde notifica morte de jovem de 30 anos no Distrito Federal

    Covid-19: saúde notifica morte de jovem de 30 anos no Distrito Federal

    Mesmo com a diminuição dos casos positivos para a covid-19 no Distrito Federal, pessoas jovens continuam perdendo a batalha para o vírus. Nesta quinta-feira (5/5), a Secretaria de Saúde do Distrito Federal (SES-DF) notificou a morte de uma jovem que tinha entre 30 e 39 anos. Além disso, outras duas mortes foram confirmadas. Elas acontecem entre fevereiro e maio, e todas as vítimas eram do sexo feminino.

    Ao todo, 11.658 mil pessoas não resistiram e morreram desde o início da pandemia. Outro fator que segue preocupante é a taxa de transmissão. Pelo quinta dia seguido o índice subiu e chegou a 0,99 nesta quinta-feira (5/5). De acordo com informações do Boletim Epidemiológico, o índice viral estava 0,96 na quarta-feira (4/5), 0,95 na terça-feira (3/5), 0,92 na segunda-feira (2/5) e 0,84 na última sexta-feira (29/4).

    O número atual é preocupante, pois segundo a Organização Mundial de Saúde (OMS), quando a taxa está acima de 1 isso demonstra que a pandemia está descontrolada. Desta forma, a taxa confirma que um grupo de 100 pessoas podem infectar outras 99 , no DF.

    Novos casos

    Em relação aos infectados, 193 novos casos positivos foram registrados nas últimas 24 horas. Assim, o total de contaminados na capital federal chegou a 697.373. Desde o início da pandemia, a secretaria contabiliza que mais de 621 mil são moradores do DF, 36 mil de Goiás, 9 mil de outros estados e 30 mil estão em investigação.

    Já a média móvel de infecções está em 201, o que representa um aumento de 29% em relação a 14 dias atrás. Já a média móvel de óbitos está em 1,8 — isso representa uma queda de 50%, na comparação com o cálculo de 14 dias atrás.

  • OMS diz que há três vezes mais mortes por covid-19 do que número oficial

    OMS diz que há três vezes mais mortes por covid-19 do que número oficial

    A Organização Mundial da Saúde (OMS) divulgou, nesta quinta-feira (5/5), um relatório com novas estimativas sobre as mortes causadas pela pandemia de covid-19. Segundo o documento, 14,9 milhões de pessoas morreram em decorrência da circulação do SARS-Cov2. O relatório usa o conceito de mortes em excesso para calcular o número de pessoas que perderam a vida direta ou indiretamente como consequência da emergência sanitária.

    O número é quase três vezes maior que os dados oficiais divulgados pelos países, 5,4 milhões entre janeiro de 2020 e dezembro de 2021. Isso é explicado principalmente pela inclusão das mortes indiretamente causadas pela covid-19, não somente por subnotificação. A projeção leva em conta, por exemplo, o óbito de pacientes que tiveram tratamento médico recusado em momentos que os hospitais estavam superlotados.

    “Estes números, que nos obrigam a refletir, ressaltam não apenas o impacto da pandemia, mas a necessidade de todos os países de investirem em sistemas de saúde mais fortes que possam sustentar os serviços essenciais de saúde durante as crises, incluindo sistemas de informação de saúde mais sólidos”, disse o diretor-geral da OMS, Tedros Adhanom Ghebreyesus.

    Dez países foram responsáveis por mais da metade das mortes

    Segundo dados do relatório, 84% das mortes em excesso se concentraram no Sudeste Asiático, Europa e Américas. Dez países puxaram o índice para cima e representam, sozinhos, 68% do total de óbitos em excesso. Na lista, estão inclusos os Estados Unidos e a Índia. Segundo William Msemburi, oficial técnico do Departamento de Dados e Análise da OMS, o caso indiano é emblemático.

    Oficialmente, a Índia registrou 481 mil mortes por covid-19 em um período de 24 meses, mas, segundo os cálculos da OMS, o país teve 4,74 milhões de mortes em excesso, com uma variação de 3,3 milhões a 6,5 milhões. Isso é um resultado médio dez vezes maior que o divulgado pelo governo local.

    Países de renda média foram os mais afetados pela pandemia

    Em termos de mortalidade, os países mais afetados pela pandemia foram os de renda média-baixa (53% do total de mortes em excesso) seguidos pelos de renda média-alta (28%). As nações com alta renda foram responsáveis por 15% do total e as de renda baixa somaram apenas 5%.

     A diferença percentual de mortes por gênero foi pequena, mas ocorreram mais óbitos entre homens (57%) que entre mulheres (43%). Por faixa etária, os idosos foram mais prejudicados, como os dados oficiais já pontavam.

    “Medir o excesso de mortalidade é um componente essencial para compreender o impacto da pandemia”, explicou Samira Asma, diretora da OMS. Para o diretor-geral da organização, Tedros Adhanom, o levantamento aponta para a necessidade de “todos os países investirem em sistemas de saúde mais resilientes”. Segundo ele, essa é uma ferramenta para que o mundo aprenda a lidar com esta pandemia, mas também a se precaver em relação a pandemias futuras.

  • Covid: Moderna vai pedir aval para uso da vacina no Brasil em bebês

    Covid: Moderna vai pedir aval para uso da vacina no Brasil em bebês

    O laboratório Zodiac, representante da Moderna no Brasil, pretende solicitar à Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa) a autorização de uso definitivo da vacina contra Covid-19 produzida pela farmacêutica norte-americana, de acordo com informações publicadas pelo jornal O Globo nesta segunda-feira (2/5).

    O imunizante desenvolvido pela empresa pode ser administrado em pacientes com idade acima de 6 meses – o que incluiria bebês e crianças abaixo de 5 anos, públicos para os quais ainda não há fórmulas aprovadas.

    Até o momento, o Brasil autorizou a aplicação de vacinas fabricadas pelas parceiras Oxford/AstraZeneca, Pfizer/BioNTech, Sinovac/Instituto Butantan (Coronavac) e Janssen. Apenas os imunizantes da Pfizer e Coronavac podem ser aplicados em crianças – a primeira fórmula destina-se a meninos e meninas com idade a partir de 5 anos, e a segunda pode ser administrada na população com 6 anos ou mais.

    A Zodiac e a Anvisa reuniram-se em 11 de abril, a fim de iniciar as tratativas para aprovação de uso da fórmula. A expectativa é que a farmacêutica formalize o pedido ainda no primeiro semestre deste ano e, em seguida, comece as negociações para a venda das vacinas ao Ministério da Saúde.


    O imunizante deve ser aplicado em duas doses, com intervalo de 28 dias. A quantidade presente em cada dose varia de acordo com a faixa etária

    Autorização nos EUA

    A vacina da Moderna tem aprovação da Food and Drug Administration (FDA), agência de medicamentos americana equivalente à Anvisa, para uso em adultos com 18 anos ou mais.

    A empresa pediu, na última quinta-feira (28/4), a autorização de uso emergencial do fármaco para administração também em crianças menores de 6 anos. Um painel de especialistas da agência norte-americana se reunirá em junho para analisar a solicitação e os dados dos estudos clínicos da vacina.

    “O perfil de segurança que vimos nessa vacina para aplicação em crianças muito jovens é muito reconfortante – taxas reais de eventos de segurança ainda mais baixas do que vimos nas crianças de 6 a 12 anos, e isso é ótimo”, disse o diretor médico da Moderna, Paul Burton, em entrevista ao Face the Nation, da CBS, no domingo (1º/5). (Com informações da Agência Reuters)

  • Saiba que vitaminas precisam ser repostas após a cirurgia bariátrica

    Saiba que vitaminas precisam ser repostas após a cirurgia bariátrica

    Pessoas que são submetidas à cirurgia bariátrica passam por modificações importantes no sistema digestivo, o que acaba influenciando a absorção de nutrientes. Isso acontece porque, nas técnicas usadas no procedimento, pode ser feito um desvio no intestino, o que altera a área de absorção dos alimentos, ou devido à menor secreção de enzimas e do suco digestivo. Sendo assim, pelo resto da vida esses indivíduos terão de repor algumas vitaminas e nutrientes.

    Essa suplementação é necessária porque vitaminas e minerais são essenciais em muitos processos biológicos que regulam o peso corporal, entre eles a regulação do apetite, da fome, da taxa metabólica e das funções das glândulas, como a tireoide. Assim, manter as taxas de micronutrientes adequadas no organismo é importante não só para a manutenção da saúde, mas também para a perda de peso.

    De acordo com Diogo Toledo, nutrólogo gestor do Departamento de Terapia Nutricional do Hospital Israelita Albert Einstein e coordenador da Pós-Graduação em Nutrologia, a avaliação sobre quais nutrientes devem ser repostos é individualizada, e o déficit pode acontecer mesmo com a suplementação diária, visto que o organismo nem sempre absorve completamente os comprimidos. Essa reposição pode ser feita via polivitamínicos ou com combinações de vitaminas e minerais.

    “Sabe-se que o paciente deve ter especial atenção com as vitaminas B12, B1 e vitamina D”, destaca Toledo. Outras deficiências muito comuns são de proteínas, cálcio e zinco. A falta de proteínas, por exemplo, pode levar à queda de cabelos e quebra de unhas”, explica Diogo.

    “Esses sintomas podem aparecer por diferentes deficiências, não só de vitaminas como de oligoelementos, bem como de proteína. A baixa oferta de proteína pode contribuir para casos de desnutrição proteica se não forem corrigidos ao longo do acompanhamento destes pacientes”, completa.

    Deficiência de ferro

    A deficiência de ferro é outro problema comum entre os pacientes, que precisam estar atentos ao risco de anemia. “Ele pode ser reposto por via oral, intramuscular ou endovenosa, dependendo do grau de carência”, explica a nutróloga Melina Castro, coordenadora clínica da Equipe Multidisciplinar de Terapia Nutricional do Hospital Israelita Albert Einstein.

    Segundo Toledo, é importante avaliar periodicamente a perda de peso e a composição corporal do paciente para entender se ele está perdendo principalmente gordura ou também massa muscular. “A perda de massa muscular pode trazer inúmeros prejuízos que são evitáveis. Além disso, o paciente pode apresentar déficit de vários micronutrientes, que devem ser suplementados e acompanhados frequentemente”, explica.

    Aumento das cirurgias

    A obesidade é um problema de saúde que afeta o mundo todo e a pandemia agravou ainda mais a situação – já que as pessoas ficaram mais sedentárias e muitos passaram a se alimentar de uma forma não saudável. Dados da Pesquisa Nacional de Saúde de 2019, divulgada pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE), mostram que a proporção de obesos na população com mais de 20 anos mais que dobrou entre 2003 e 2019, passando de 12,2% para 26,8%. Nesse período, a obesidade feminina subiu de 14,5% para 30,2%, enquanto a obesidade masculina passou de 9,6% para 22,8%.

    O número de cirurgias bariátricas como opção ao tratamento da obesidade também vem aumentando ano a ano: cresceu quase 85% entre 2011 e 2018, alcançando cerca de 424 mil cirurgias no período, segundo dados da Sociedade Brasileira de Cirurgia Bariátrica e Metabólica (SBCBM).

    Toledo destaca que os pacientes operados precisam ter uma alimentação equilibrada, praticar alguma atividade física e manter um acompanhamento periódico com profissionais especializados para uma avaliação da composição corporal. “O tratamento da obesidade não se limita à perda de peso. Envolve também mudanças comportamentais e de estilo de vida. É necessário um manejo interdisciplinar”, afirma.

  • Ministério da Saúde anuncia o fim da emergência sanitária no Brasil por causa da Covid

    Ministério da Saúde anuncia o fim da emergência sanitária no Brasil por causa da Covid

    Na noite deste domingo (17), o governo federal anunciou que vai revogar a portaria que declarou emergência de saúde pública de importância nacional por causa da Covid.

    Segundo o ministro da Saúde, Marcelo Queiroga, a decisão foi tomada por causa da melhora da situação epidemiológica, do aumento da cobertura vacinal e da capacidade de atendimento do SUS. Queiroga afirmou ainda que um ato normativo vai ser publicado nos próximos dias disciplinando essa decisão.

    A portaria do governo foi publicada em fevereiro de 2020, poucos dias depois da Organização Mundial da Saúde declarar emergência internacional de saúde pública. A norma permitiu que o governo federal e os governos estaduais e municipais tomassem uma série de medidas, como o uso obrigatório de máscaras e a autorização emergencial para vacinas.

    A OMS ainda não reavaliou a situação de emergência internacional. E não há um prazo para isso. Mas cada país pode decidir sobre a sua situação com base na situação epidemiológica de seu território.

    Com o fim da emergência em saúde pública, o Ministério da Saúde estima que mais de 2 mil normas caiam em todo o país, como a possibilidade de comprar medicamentos e insumos médicos sem licitação, liberação para testes de Covid em laboratórios de defesa agropecuária e facilidade para testes em farmácias. Mas com uma nova portaria o governo pode estabelecer prazos, de 30 a 90 dias, para que os órgãos públicos se adaptem. Ou seja, as normas em vigor atualmente não perderão a validade de imediato. E algumas podem ser prorrogadas. O Ministério da Saúde já pediu à Anvisa, por exemplo, que autorize a manutenção – por até um ano – do uso emergencial de alguns produtos para combater a Covid, como a vacina Coronavac.

    Em 2020, um dia após o governo declarar emergência de saúde pública, o Congresso aprovou uma lei que definiu a quarentena, isolamento, a obrigatoriedade de testes para Covid e autorizou a possibilidade de restrição temporária de entrada e saída do país.

    No final daquele mês, o Ministério da Saúde confirmou o primeiro caso da doença. Em menos de quatro meses, enquanto o presidente Jair Bolsonaro criticava medidas de combate ao coronavírus, o país superava 1 milhão de casos confirmados da doença e mais de 50 mil mortes.

    Dois anos depois, o Brasil registrou mais de 30 milhões casos e mais de 660 mil mortes por Covid.

    Especialistas avaliam que apesar da redução recente das infecções, esse ainda não é o melhor momento para revogar a portaria de emergência da saúde pública no Brasil.

    “Ela não é ainda adequada no Brasil. Tendo em vista que nós precisamos apesar de já termos alcançado uma boa taxa de vacinação, termos diminuído o número de casos, o número de hospitalizações, diminuído o número de mortes, não creio que as benesses ou as vantagens que uma emergência sanitária possam permitir sejam vantajosas de serem extintas nesse momento”, destaca Margareth Dalcolmo, pneumologista e pesquisadora da Fiocruz.

    Uma das preocupações dos especialistas é que o fim da emergência acabe com a exigência do passaporte vacinal para entrar em certos lugares.

    Gonzalo Vecina aconselha os brasileiros a manterem as medidas de cuidado e prevenção, como lavar as mãos e usar máscaras em lugares com aglomeração: “As medidas de higiene são fundamentais. Lavar a mão, passar álcool gel na mão, por que as partículas virais ou bacterianas dessas doenças respiratórias ficam nas nossas mãos quando nós tossimos, quando nós espirramos. Então é fundamental que as medidas higiênicas continuem valendo para nós individualmente, é uma medida civilizatória que cada um de nós tem que tomar”.