Categoria: Saúde

  • Confira 6 atitudes que vão ajudá-lo a gastar menos na farmácia

    Confira 6 atitudes que vão ajudá-lo a gastar menos na farmácia


    De um ano para cá, o custo de vida no Brasil aumentou cerca de 10%. Com o orçamento mais apertado, as pessoas estão repensando gastos e cortando despesas.


    A necessidade de economizar alcança até as compras de medicamentos – um campo que costuma a ser o último a ser reavaliado em momentos de dificuldades financeiras.

    De acordo com o secretário-geral do Conselho Federal de Farmácia, Gustavo Pires, neste cenário de dificuldades, o farmacêutico pode fornecer orientações técnicas para que as pessoas consigam economizar na compra de medicamentos. Veja a seguir 6 atitudes que você pode adotar para gastar menos na farmácia:

    1. Evite a automedicação

    “A instrução mais importante, evidentemente, é evitar a automedicação, que pesa no bolso e na saúde”, lembra o farmacêutico.

    2. Verifique se a receita têm remédios gratuitos

    Os farmacêuticos estão preparados para orientar a busca de medicamentos na rede pública e nas unidades básicas de saúde dos municípios, em caso de receitas emitidas no SUS. Também há a opção dos estabelecimentos incluídos no programa Farmácia Popular, onde receitas particulares e de planos de saúde também são aceitas.

    “Se os medicamentos forem de alto custo, as unidades distribuidoras dos Componentes Especializados de Assistência Farmacêutica (CEAF) dos Estados devem ser o caminho indicado”, completa.

    3. Cheque com o laboratório se há algum desconto

    Existem programas de desconto oferecidos pelos próprios fabricantes de medicamentos. É importante se informar se esse não é o caso do seu remédio de uso contínuo. “Alguns laboratórios oferecem até 90% de desconto ao pacientes cadastrados. Os planos de saúde também costumam possuir programas de descontos em medicamentos ou farmácias com as quais têm convênio”, comenta Gustavo Pires.

    4. Pergunte se existe um genérico

    “Outra forma, esta já mais familiar ao conhecimento da população, é a possibilidade do farmacêutico realizar a substituição do medicamento por um genérico, sempre explicando ao paciente que os mesmos seguem critérios de segurança idênticos aos de marca original, para registro na Anvisa”, afirma.

    5. Confira se está comprando a quantidade adequada

    Outra alternativa eficaz de economizar é comprar a quantidade exata ou mais próxima da prescrita para o tratamento, a fim de evitar a aquisição desnecessária de medicamentos.

    6. Questione o médico se há versão manipulada

    Além disso, o paciente também pode consultar o médico sobre a possibilidade de utilizar medicamentos manipulados. As farmácias de manipulação também contam com programas próprios de desconto.

  • Adultos infectados com a variante identificada em Manaus têm 10 vezes mais vírus no corpo, aponta Fiocruz

    Adultos infectados com a variante identificada em Manaus têm 10 vezes mais vírus no corpo, aponta Fiocruz

    Pessoas usando roupas e equipamentos de proteção contra o coronavírus Sars-CoV-2 andam em meio a túmulos de vítimas da Covid-19 no cemitério Nossa Senhora Aparecida, em Manaus, no dia 25 de fevereiro. — Foto: Michael Dantas/AFP

    Pessoas usando roupas e equipamentos de proteção contra o coronavírus Sars-CoV-2 andam em meio a túmulos de vítimas da Covid-19 no cemitério Nossa Senhora Aparecida, em Manaus, no dia 25 de fevereiro. — Foto: Michael Dantas/AFP

     

    Um estudo feito por pesquisadores da Fiocruz aponta que adultos infectados pela variante brasileira P.1 do coronavírus, identificada primeiro no Amazonas, têm uma carga viral – quantidade de vírus no corpo – dez vezes maior do que adultos infectados por outras “versões” do vírus. Uma maior carga viral contribui para que a variante se espalhe mais rápido.

    A pesquisa ainda não foi revisada por outros cientistas nem publicada em revista, mas está disponível on-line.

    “[Se] a pessoa tem mais carga viral nas vias aéreas superiores, a tendência é que ela vai estar expelindo mais vírus – e, se ela está expelindo mais vírus, a chance de uma pessoa se infectar próxima a ela é maior”, explica Felipe Naveca, pesquisador da Fiocruz Amazonas e líder do estudo.

    Os pesquisadores analisaram 250 códigos genéticos do coronavírus durante quase um ano. A amostragem cobriu o primeiro pico da doença, em abril, e o segundo, no final do ano passado e início de 2021.

    Eles perceberam que essa maior quantidade de vírus não acontecia, entretanto, nos homens idosos (acima de 59 anos). Uma possível explicação para isso é que a resposta imune de homens idosos tende a não ser tão eficiente de forma geral.

    “Em homens mais velhos, a resposta imune já não consegue responder tão eficientemente, e aí não teve diferença sendo P.1 ou o outro [vírus]”, aponta Felipe Naveca.

    Também é possível que isso tenha acontecido nesse grupo porque a quantidade de pessoas analisadas nessa faixa etária foi menor, explicou o pesquisador Tiago Gräf, também autor do estudo, em uma publicação na rede social Twitter.

    Na imagem abaixo, retirada do estudo, quanto menor a altura das das bolinhas no eixo vertical, maior é a carga viral dos pacientes:

    Na imagem acima, quanto menor a quantidade das bolinhas no eixo vertical, maior é a carga viral dos pacientes: — Foto: Reprodução/Twitter Tiago Gräf

    Na imagem acima, quanto menor a quantidade das bolinhas no eixo vertical, maior é a carga viral dos pacientes: — Foto: Reprodução/Twitter Tiago Gräf

    Felipe Naveca afirma, entretanto, que não há relação entre quantidade de vírus no corpo e gravidade da doença ou, até mesmo, presença deles.

    “Carga viral não está relacionada com gravidade – a gente tem pacientes com alta carga viral e sintomas muito leves ou até sem sintomas”, diz o pesquisador.

    A P.1 já vinha sendo apontada por vários pesquisadores ao redor do mundo como mais transmissível, por causa de mutações que ela sofre na região que o vírus usa para infectar as células humanas.

    Apesar de ter surgido no Amazonas, ao menos outros 18 estados já detectaram infecções pela variante: os mais recentes foram Mato Grosso e Maranhão.

     
  • 16 capitais têm multa para a falta de máscara; são mais de 8 mil punições aplicadas em todo o país

    16 capitais têm multa para a falta de máscara; são mais de 8 mil punições aplicadas em todo o país

    Uso de máscara em locais públicos é obrigatório no Brasil. Objetivo é diminuir a transmissão da Covid-19, que ocorre principalmente pelo ar. Especialista diz que a máscara deve estar bem ajustada ao rosto, principalmente em ambientes fechados ou mal ventilados, e que máscaras do tipo PFF2 podem ser mais eficazes nesses locais.

    Um levantamento feito pelo G1 mostra que 16 das 26 capitais do país preveem uma punição para o não uso de máscara durante a pandemia da Covid-19. Apesar disso, ao menos 5 dessas capitais dizem que a norma ainda tem caráter educativo e não aplicaram multa até o momento. Considerando as capitais que efetivamente multaram, a falta de máscara já rendeu 8.215 notificações, totalizando uma arrecadação de R$ 1.361.536,86.

    A análise considera multas aplicadas tanto a pessoas que não usavam máscara quanto a estabelecimentos penalizados por terem pessoas sem máscaras. A transmissão aérea é um dos principais meios de contágio do novo coronavírus, segundo especialistas.

    Em outras oito capitais, a previsão de multa e a fiscalização são de responsabilidade apenas do governo do estado, e não da prefeitura. São os casos de São Paulo, Acre, Bahia, Ceará, Mato Grosso, Pará, Paraíba e Sergipe. Em duas (Maceió e Campo Grande), nem a prefeitura nem o estado aplicam multas.

    O uso da máscara em espaços públicos é obrigatório no Brasil. Isso consta da lei federal 14.019, sancionada em 2 de julho de 2020, que é clara ao determinar “a obrigatoriedade do uso de máscaras de proteção individual para circulação em espaços públicos e privados acessíveis ao público, em vias públicas e em transportes públicos”.

    A obrigatoriedade também consta de normas estaduais e municipais. Apenas parte das gestões, porém, prevê multa para cidadãos e estabelecimentos que desrespeitarem a norma.

    Máscara: aliada contra a Covid-19

    O pesquisador da Universidade de Vermont, nos Estados Unidos, e integrante do Observatório Covid-19 Vitor Mori lembra que as máscaras devem estar sempre bem ajustadas ao rosto e que as pessoas devem tomar cuidado ao pôr e tirar. Além disso, ele afirma que as máscaras são essenciais para reduzir a disseminação da Covid-19 em conjunto com outras formas de prevenção, como o distanciamento social.

    Mori também reforça para as pessoas evitarem contatos prolongados e também locais fechados ou mal ventilados. Isso porque a transmissão aérea é uma das principais formas de contágio da doença.

    “Convenhamos que a máscara, nas primeiras vezes que você usa, é desconfortável. Então, é preciso deixar muito claro o porquê de a gente ter que usar a máscara, o motivo de ela ser importante. Outro ponto importante é que ainda existe uma compreensão equivocada das formas de transmissão da Covid-19. As pessoas acham que ocorre mais pela superfície, pelo contato, sendo que já se sabe que o maior risco é a inalação de pequenas partículas que estão no ar. Por isso, como é uma doença de transmissão aérea, é importante diminuir a quantidade de partículas no espaço e também se proteger”, diz.

    “Evidentemente na Avenida Paulista, num espaço aberto, o risco vai ser menor do que no transporte público lotado. Mas isso não exime a pessoa da necessidade da máscara, principalmente se ela for ter interações prolongadas, próximas a alguém. Ao ar livre, o risco maior é você ter uma interação próxima, prolongada, face a face. E isso pode acontecer a qualquer momento na rua, né? É importante que você esteja de máscara e não é nenhum grande sacrifício usar máscara. É um exercício público.”

    Para locais onde não há controle sobre a ventilação e o distanciamento, como no transporte público, o pesquisador recomenda o uso da máscara PFF2. Ele lembra que é possível encontrar essa máscara por valores acessíveis.

    “Essa máscara [PFF2] pode ser reaproveitada, tomando alguns cuidados. É até importante que isso seja feito para que não falte para os profissionais de saúde. Também é importante observar a integridade da máscara, a qualidade e a vedação do elástico. Não é recomendado a lavagem. Não é recomendado que se passe álcool nem desinfetante químico. O ideal é deixar descansar por pelo menos três dias. Quanto mais tempo deixar descansando melhor, em um espaço bem arejado.”

     

    Em janeiro de 2021, França, Alemanha e Áustria passaram a exigir que a população use máscara profissional, como N95 e PFF2, em vez de máscaras caseiras, em locais públicos. De acordo com estudos, essas máscaras garantem maior proteção e devem ser utilizadas em situações de maior risco, como locais fechados.

    Essa mudança nos países europeus levantou o debate sobre a qualidade das máscaras usadas no Brasil. No início da pandemia da Covid-19, para evitar a falta de EPIs (Equipamentos de Proteção Individual) para profissionais de saúde, a população foi incentivada a usar máscaras de pano. Para o pesquisador da Universidade de Vermont, já está na hora de aumentar a produção de máscaras de melhor qualidade, assim como facilitar a sua distribuição, junto com o reforço da importância para as pessoas usarem a máscara de forma correta.

    Alvo de ‘fake news’

    Desde o início da pandemia, a máscara também virou alvo de constantes informações falsas compartilhadas nas redes sociais – o que atrapalha a comunicação sobre a importância da máscara no cotidiano das pessoas.

    Conteúdos mentirosos já afirmaram que as máscaras têm baixa filtragem de vírus e fazem ‘mais mal do que bem’, aumentam taxa de CO2 no cérebro e risco de trombose e altera flora da boca e do intestino, acumulam micróbios capazes de causar câncer, deixam o sangue mais ácido e até que o uso prolongado de máscara leva a quadro de intoxicação e baixa oxigenação do organismo. É tudo #FAKE.

     

    Além disso, a máscara já também foi alvo de polêmicas. Em julho de 2020, o desembargador Eduardo Siqueira, do TJ-SP, foi flagrado sem máscara em uma praia em Santos, no litoral paulista, e humilhou um guarda municipal que pediu para o desembargador usar o item obrigatório. Siqueira foi fotografado também sem máscara em outras ocasiões, como em 13 de fevereiro de 2021.

    Outro exemplo é protagonizado pelo presidente Jair Bolsonaro, que já foi a eventos e aglomerações também sem máscara. Isso ocorreu em diversos meses da pandemia, como maio, junho, julho, agosto, setembro etc.

    Mesmo o ministro Eduardo Pazuello (Saúde) também aparece sem máscara com recorrência, inclusive quando foi diagnosticado com a Covid-19 e decidiu gravar uma live ao lado de Bolsonaro, em outubro de 2020.

    Veja a situação por capital

    O G1 entrou em contato com cada prefeitura das 26 capitais para perguntar sobre a situação no município.

    Além das 26 capitais de estados, o G1 também averiguou a situação no Distrito Federal, que prevê multa para a falta de máscara. Cinco equipes trabalham diariamente para verificar se o decreto distrital é cumprido. A multa pode chegar a R$ 2 mil para pessoas físicas e R$ 4 mil para empresas. De 23 de março de 2020 até 7 de fevereiro de 2021, o GDF aplicou 267 multas pela falta de máscara. Segundo a nota, houve abordagem a 82.225 pessoas e 238.026 máscaras foram distribuídas.

    Aracaju (SE): a prefeitura não prevê multa para a falta de máscara. Apesar disso, há uma lei estadual que estabelece multa para essas ocasiões.

    Belém (PA): a prefeitura não prevê multa para a falta de máscara. Apesar disso, há uma lei estadual que estabelece multa para essas ocasiões.

    Belo Horizonte (MG): a prefeitura prevê multa para a falta de máscara. A lei foi sancionada em julho de 2020 e estabelece a multa de R$ 100 para quem estiver sem máscara. Foram aplicadas 158 multas até 3 de fevereiro. No total, o município arrecadou R$ 306, destinado ao Tesouro Municipal.

     

    Boa Vista (RR): a prefeitura prevê multa para a falta de máscara. Em julho de 2020, a prefeitura determinou multa de R$ 50 para quem deixar de usar máscara. Segundo a prefeitura, porém, foram feitas apenas orientações à população.

    Campo Grande (MS): a prefeitura e o estado não preveem multa para a falta de máscara.

    Cuiabá (MT): a prefeitura não prevê multa para a falta de máscara. Apesar disso, há uma lei estadual que estabelece multa para essas ocasiões.

    Curitiba (PR): a prefeitura prevê multa para a falta de máscara. A lei 15.799 de 2021 estabelece que a multa para a pessoa sem máscara é de R$ 150 a R$ 550. A multa para o estabelecimento que deixar de controlar o uso de máscara de todas as pessoas é de R$ 550 a R$ 1.550 (por funcionário, empregado, servidor, colaborador ou cliente). Em caso de reincidência, as penalidades dobram. Foram aplicadas 19 notificações até 4 de fevereiro, que totalizaram R$ 205 mil.

    Florianópolis (SC): a prefeitura prevê multa para a falta de máscara. O decreto 22.398 de 2021 determina a multa R$ 1.250 para pessoa física e R$ 2.500 para empresas pela falta de máscara. Até 1º de fevereiro foram aplicadas oito multas que somaram R$ 10 mil.

    Fortaleza (CE): a prefeitura não prevê multa para a falta de máscara. Apesar disso, há uma lei estadual que estabelece multa para essas ocasiões.

    Goiânia (GO): a prefeitura prevê multa para a falta de máscara. A multa é de R$ 110. Já os reincidentes pagam R$ 1.045,00. O valor da multa foi reduzido em novembro de 2020 – passou de R$ 627,38 para R$ 110. Segundo a prefeitura, foram aplicadas 209 multas até 12 de fevereiro. No total, o valor é de R$ 926.885 em multas a estabelecimentos e R$ 1.320 para pessoas físicas.

     

    João Pessoa (PB): a prefeitura não prevê multa para a falta de máscara. Apesar disso, há um decreto estadual que estabelece multa para essas ocasiões.

    Macapá (AP): a prefeitura prevê multa para a falta de máscara. A multa é de R$ 1.045 na primeira vez. O valor é dobrado em caso de reincidência. Segundo a prefeitura, apenas uma multa foi aplicada até 8 de fevereiro, mas a pessoa recorreu e a multa foi retirada. A prefeitura diz que prioriza a conscientização por meio de advertências iniciais, antes da aplicação da multa.

    Maceió (AL): a prefeitura e o estado não preveem multa para a falta de máscara. Em agosto de 2020, o governo de Alagoas enviou para a Assembleia Legislativa um projeto de lei que torna obrigatório o uso da máscara em locais públicos em Alagoas e estabelece multa para a falta de máscara. Até agora, porém, o projeto não entrou em votação.

    Manaus (AM): a prefeitura prevê multa para a falta de máscara. A multa prevista é de R$ 108,95. O G1 procurou a prefeitura inúmeras vezes, mas a gestão não quis informar quantas multas foram aplicadas nem qual foi o total arrecadado.

    Natal (RN): a prefeitura prevê multa para a falta de máscara. A Prefeitura de Natal tem aplicado multa a estabelecimentos, como bares, restaurantes, shoppings, galerias e supermercados, caso os clientes e funcionários não usem máscaras. A prefeitura diz ainda que não tem multado cidadãos, apenas os proprietários de estabelecimentos. O valor da multa varia de R$ 413,27 a R$ 41.263,89 para os estabelecimentos. Foram aplicadas 247 multas que somaram R$ 127.334 de dezembro de 2020 até 5 de fevereiro.

    Palmas (TO): a prefeitura prevê multa para a falta de máscara. A multa é de R$ 80. Apesar disso, nenhuma multa foi aplicada. A Prefeitura de Palmas diz que “o objetivo do município é educar a população, esclarecer”. “As multas são aplicadas em casos extremos, de resistência ao atendimento de cumprimento às normas, o que não tem ocorrido.” Segundo a gestão, na maioria das vezes em que as equipes encontram algum estabelecimento em desconformidade com a legislação vigente, a abordagem e a orientação são suficientes “para que o local se adeque ao que a lei exige, sem a necessidade de uso de autuação”.

     

    Porto Alegre (RS): a prefeitura prevê multa para a falta de máscara. A multa varia de R$ 4,46 a R$ 8.920,40, podendo ser duplicada no caso de reincidência, chegando a R$ 17.840,80. A punição está prevista para estabelecimentos que descumpram as normas, e não para pessoas físicas. Porém, nenhuma multa foi aplicada especificamente pela falta de máscara.

    Porto Velho (RO): a prefeitura prevê multa para a falta de máscara. A lei 2.754 de 2020 prevê multa de R$ 80 para pessoas físicas e de R$ 1 mil para empresas. O G1 procurou a prefeitura inúmeras vezes, mas a gestão não quis informar quantas multas foram aplicadas nem qual foi o total arrecadado.

    Recife (PE): a prefeitura prevê multa para a falta de máscara. A multa vai de R$ 1 mil a R$ 100 mil para os estabelecimentos. Houve 260 notificações, mas nada foi arrecadado até 8 de fevereiro. Não há previsão de multa para a população em geral.

    Rio Branco (AC): a prefeitura não prevê multa para a falta de máscara. Apesar disso, há uma lei estadual que estabelece multa para essas ocasiões.

    Rio de Janeiro (RJ): a prefeitura prevê multa para a falta de máscara. O decreto 47.439 de 2020 estabelece a multa para a falta de máscara. A multa é de R$ 112,48. Foram aplicadas 7.308 notificações até 25 de janeiro. O total arrecadado, porém, é de R$ 85.086,32 (referente a 879 notificações pagas). O dinheiro vai para o Fundo Municipal de Saúde, com receita destinada às despesas do Instituto de Vigilância Sanitária.

    Salvador (BA): a prefeitura não prevê multa para a falta de máscara. Apesar disso, há uma lei estadual que estabelece multa para essas ocasiões.

    São Luís (MA): a prefeitura prevê multa para a falta de máscara. A lei n° 6.776 de 2020 torna obrigatório o uso de máscaras de proteção e também prevê multa de R$ 5 mil ao estabelecimento infrator. Em caso de persistência, a lei determina a cassação do alvará de funcionamento. Apesar disso, nenhuma multa foi aplicada até 12 de fevereiro.

     

    São Paulo (SP): a prefeitura não prevê multa para a falta de máscara. Apesar disso, o governo estadual estabelece multa para essas ocasiões.

    Teresina (PI): a prefeitura prevê multa para a falta de máscara. O decreto municipal prevê multa de R$ 500 a R$ 1.000 para pessoas físicas e de R$ 1.000 a R$ 10.000 para empresas. Apesar disso, a Vigilância Sanitária, que é vinculada à prefeitura, diz que não aplica infrações pelo não uso da máscara em vias públicas, porque necessitaria de apoio da Polícia Militar e se limita a atividades educativas.

    Vitória (ES): a prefeitura prevê multa para a falta de máscara. A multa é de R$ 917,59. Foram aplicadas seis multas que somam R$ 5.505,54. A prefeitura diz ainda que faz abordagens “no intuito de orientar e conscientizar sobre a importância de se seguir os protocolos de segurança, entre eles o uso da máscara, considerando o momento delicado de pandemia”. Segundo a gestão municipal, 472 estabelecimentos foram abordados em janeiro deste ano.

    * Gabriela Caesar (G1 Dados), Janine Brasil (G1 AC), Heliana Gonçalves (G1 AL), Andrezza Lifsitch (G1 AM), John Pacheco (G1 AP), Luana Gama e Gabriel Gonçalves (G1 BA), Marília Cordeiro (G1 CE), Amaro Mota (G1 ES), Vitor Santana (G1 GO), Rafaelle Fróes (G1 MA), Cristina Moreno de Castro (G1 MG), José Câmara (G1 MS), Pollyana Araújo (G1 MT), Taymã Carneiro (G1 PA), Lara Brito (G1 PB), Pedro Alves, Marina Meireles e Bruno Marinho (G1 PE), Maria Romero e Catarina Costa (G1 PI), Natalia Filippin (G1 PR), Matheus Rodrigues (G1 RJ), Leonardo Erys (G1 RN), Jônatas Boni e Ana Kézia Gomes (G1 RO), Polyana Girardi (G1 RR), Matheus Beck (G1 RS), Joana Caldas (G1 SC), Joelma Gonçalves (G1 SE), Deslange Paiva (G1 SP) e João Guilherme Lobasz (G1 TO)

     
  • Você sabe seu somatotipo?

    Você sabe seu somatotipo?

    Você já ouviu falar em somatotipo? O somatotipo é uma técnica de classificação corporal que dividiu a propôs a divisão em três quesitos:

    1.magreza
    2.musculatura
    3.adiposidade

    Esse padrão de classificação foi criado em 1940 por William Sheldon que definiu três classificações básicas de tipo corporal:

    Ectomorfo
    De acordo com a médica Drª Beatriz David os ectomorfos tem ombros, peito e quadril estreitos, pouco volume em braços e pernas e um metabolismo acelerado. São aqueles que tem dificuldade para ganhar peso, tanto em massa magra quanto em massa de gordura. É esguio e magro. Normalmente não tem bom desempenho em atividades de potência e força – mas modalidades que requerem resistência são as ideais. Como possuem metabolismo acelerado, devem comer mais e com maior frequência que os demais indivíduos de outros somatotipos – além disso, os treinos com peso devem focar em intervalos de descanso maiores.

     

    Mesomorfos
    São os indivíduos que possuem estrutura atlética, com facilidade para ganhar massa muscular e pouca gordura corporal. Treinos de força são ideais, podendo ser mais longos e com menores intervalos de descanso.

     

    Endomorfos
    São indivíduos que tem o metabolismo mais lento e mais facilidade para ganhar massa de gordura. Atividades físicas que exigem muita resistência e agilidade/velocidade não são ideais – normalmente são mais aptos a atividades de força, como levantamento de peso. Como tem metabolismo lento, uma adequação alimentar e treinos que priorizem aumentar o metabolismo (como o HIIT) são os ideais.

  • Como reduzir gordura abdominal?

    Como reduzir gordura abdominal?

    Uma pesquisa realizada pela escola de saúde pública da Universidade de Harvard resolveu estudar esses dois tipos de exercício com foco na composição corporal, particularmente na gordura abdominal em indivíduos acima dos 40 anos de idade.

    A circunferência abdominal é um marcador de composição de composição corporal saudável em adultos e idosos – quanto maior essa medida, mais acúmulo de gordura e maior risco de doenças cardiovasculares, redução da massa muscular e alterações metabólicas.

    A pesquisa em questão avaliou 10.500 homens acima de 40 anos acompanhados por 12 anos, verificando o tipo de exercício realizado e qual tipo obteve melhor resultado em reduzir ou controlar a gordura abdominal.

    O estudo demonstrou que os participantes que aumentaram em 20 minutos por dia o volume de exercício de força (musculação) tiveram redução maior (mais que o dobro, -0,67cm contra 0,33cm) na gordura abdominal em relação aos que aumentaram proporcionalmente 20 minutos por dia a quantidade de tempo em exercícios aeróbicos.

    Então quer dizer que o melhor é focar exclusivamente no treino de força?

    Não exatamente – segundo os autores os melhores resultados alcançados foram os que COMBINARAM o exercício aeróbico e AUMENTARAM o tempo por dia em exercício de força. Logo, a combinação dos dois é a melhor alternativa!

  • Contar o tempo ou calorias gastas?

    Contar o tempo ou calorias gastas?

    Foram elencadas pessoas que se alimentavam em média por 15 h por dia. Eles foram divididos em 2 grupos: um grupo que passou a se alimentar somente durante 8 h por dia e o outro grupo com tempo irrestrito para se alimentar – ambos os grupos não levaram em conta o tipo de alimentação, somente o tempo que dispunham para se alimentar.

    Durante e após 2 semanas foram monitorizados: a composição corporal (DEXA), lipidograma, glicemia, pressão arterial e teste de tolerância oral à glicose em duas horas, além da prática de exercícios físicos.

    O resultado foi que o grupo com tempo restrito de alimentação (janela de intervenção final: 9,9 [2,0] horas) reduziu o número de refeições, o peso, a massa gorda, a massa magra e a gordura visceral (todos P ≤ 0,05) em relação ao grupo com tempo irrestrito de alimentação (janela de intervenção final: 15,1 [1,1] horas). Atividade física e medidas metabólicas permaneceram inalteradas, comenta a Drª Beatriz David.

    Obesity Journal: Chow, Lisa S et al. Time‐Restricted Eating Effects on Body Composition and Metabolic Measures in Humans who are Overweight: A Feasibility Study. 09 April 2020 https://doi.org/10.1002/oby.22756

  • Academia em casa? Apple lança o Fitness+

    Academia em casa? Apple lança o Fitness+

    Manter uma rotina de exercícios ficou mais difícil ao permanecer em casa durante o ano. Mas não é bem isso o que a Apple quer para seus usuários. Foi lançado hoje o Fitness+, aplicativo que une aulas de exercícios virtuais, com dez categorias, que vão desde ciclismo a ioga. 

    Conectado ao Apple Watch, batimentos cardíacos, calorias e tempo são monitorados e exibidos na tela, seja do iPhone, do iPad ou da Apple TV. Além disso, toda semana serão disponibilizados novos treinos e gêneros musicais para manter o engajamento e foco. Para aqueles que nunca treinaram, o aplicativo traz instruções básicas de postura e movimentos para preparação dos exercícios.

    “É um programa acessível tanto para iniciantes quanto para atletas de alto rendimento, e ainda oferece a flexibilidade de treinar em qualquer lugar. Assim, todos podem participar”, afirma Jay Blahnik, senior director of fitness para Health Technologies da Apple. O Fitness+ está disponível a princípio na Austrália, no Canadá, na Irlanda, na Nova Zelândia, no Reino Unido e nos EUA, por US$ 9,99 ao mês ou US$ 79,99 ao ano.

  • Fabricante diz não haver evidência de que ivermectina funcione contra Covid-19

    Fabricante diz não haver evidência de que ivermectina funcione contra Covid-19

    A farmacêutica Merck Sharp & Dohme (MSD), responsável pela fabricação da ivermectina, afirmou que não existem evidências sobre a eficácia do medicamento contra a Covid-19. A informação foi divulgada em um comunicado oficial, na quinta-feira (4). 

    Segundo a empresa, cientistas continuam a examinar as descobertas de todos os estudos disponíveis e emergentes sobre o efeito da remédio contra a doença causada pelo coronavírus, mas, até o momento, não há nenhuma base científica que aponte efeitos positivos em pacientes. 

     A ivermectina é um vermífugo usado para promover a eliminação pelo corpo de vários parasitas. É um medicamente aprovado para o tratamento oncocercose, elefantíase, pediculose, ascaridíase e escabiose. 

    Veja, abaixo, o trecho do comunicado da MSD referente à relação entre o vermífugo e tratamentos contra a Covid-19:

    A Merck (NYSE: MRK), conhecida como MSD fora dos Estados Unidos e Canadá, afirma hoje sua posição em relação ao uso de ivermectina durante a pandemia de Covid-19. Os cientistas da empresa continuam a examinar cuidadosamente as descobertas de todos os estudos disponíveis e emergentes de ivermectina para o tratamento de Covid-19 para evidências de eficácia e segurança. É importante observar que, até o momento, nossa análise identificou:

    – Nenhuma base científica para um efeito terapêutico potencial contra Covid-19 de estudos pré-clínicos;

    – Nenhuma evidência significativa para atividade clínica ou eficácia clínica em pacientes com doença Covid-19, e;

    – A preocupante falta de dados de segurança na maioria dos estudos.

    Não acreditamos que os dados disponíveis suportem a segurança e eficácia da ivermectina além das doses e populações indicadas nas informações de prescrição aprovadas pela agência reguladora.

  • O corpo é tudo: cuide dele!

    O corpo é tudo: cuide dele!

    Saiba alguns cuidados simples para evitar o envelhecimento precoce da pele

  • Musculação para tratar idoso?

    Musculação para tratar idoso?

    Certamente você ouviu de algum conhecido que musculação é coisa de jovem!

    Hoje sabemos que a SARCOPENIA (processo natural e progressivo de perda de massa muscular e função muscular que acontece no envelhecimento) é um importante preditor de taxa de mortalidade na população idosa, o que contradiz essa afirmação.

    A SARCOPENIA é a causa mais importante relacionada ao declínio funcional e perda da independência no adulto geriátrico. E quais as causas que levam a sarcopenia? A SARCOPENIA é uma alteração multifatorial está envolvida com alterações hormonais, declínio neurológico, ativação de vias inflamatórias, doenças crônicas, infiltração gordurosa – aumento da gordura corporal, deficiência nutricional, todos esses são fatores que contribuem para a SARCOPENIA.Estima-se que a SARCOPENIA já se inicia à partir dos 40 anos e aos 60 anos já perdemos em média 50% a mais de massa muscular.

    Então vamos lá, um estudo realizado no Brazil na Universidade de São Paulo buscava avaliar os efeitos da sarcopenia, tecido adiposo subcutâneo e da gordura visceral no risco de mortalidade em uma comunidade de adultos idosos, foram reunidos 839 pacientes (62% mulheres e 38% homens) com mais ou 65 anos, para determinar composição corporal desses pacientes foram submetidos a exames de imagem, de laboratório e questionário baseado em dados clínicos. 
    A sarcopenia foi definida como baixa massa muscular em membros inferiores ajustado para a gordura corporal. 

    Seguidos por uma media de 4 anos, 15.7% dos pacientes evoluiu a óbito. Nos homens os fatores como sarcopenia, gordura visceral e índice de massa gorda ambos aumentaram o risco cardiovascular, já nas mulheres a sarcopenia por si só pode ser considerada o maior preditor de todas as causas de óbito bem como doenças cardiovasculares. 

    Então senhores a SARCOPENIA e OBESIDADE é sim problema de idoso e são responsáveis pelo aumento do risco cardiovascular desses pacientes de acordo com as diferenças entre sexo. 

    E então quais seriam as dicas para driblar essas alterações?

    Além do seguimento e acompanhamento multidisciplinar coordenado por um médico que entende do assunto é importante avaliar alimentação e suplementação nutricional, perfil hormonal bem como controle das doenças crônicas. 

    Das dicas de ouro: alimentação saudável e balanceada, refeições ricas em vegetais, legumes e proteínas são necessárias. Além disso manutenção de atividades básicas, mesmo que dentro de casa caminhadas acompanhadas e assistidas são de grande valia uma vez que vão ajudar a movimentar e estimular o funcionamento muscular. Quando possível os exercícios resistidos (musculação) devem ser a escolha desde que bem orientados.

    References:
    [1] Thibault R, Pichard C. Ann Nutr Metab 2012.
    [2] M Zamboni, G Mazzali, E Zoico, et al. International Journal of Obesity 2005.
    [3] Yves Rolland, Adeline Gallini, Christelle Cristini, et al. Am J Clin Nutr 2014. DOI: 10.1136/annrheumdis-2017-eular.2224
    [4] Jeremy D. Walston. Curr Opin Rheumatol. 2012 Nov; 24(6): 623–627. doi: 10.1097/BOR.0b013e328358d59b.