Estudo sobre a origem das serpentes conta com a participação do pesquisador Thiago Schneider Fachini, de Monte Alto, em publicação na Nature

 

O paleontólogo Thiago Schneider Fachini, que se formou na Universidade de São Paulo (USP), no campus de Ribeirão Preto, e atua como pesquisador associado ao Museu de Paleontologia de Monte Alto “Prof. Antonio Celso de Arruda Campos”, integrou uma pesquisa significativa publicada na revista Nature, um dos mais prestigiados periódicos no âmbito científico global.

Essa investigação focou em uma serpente fóssil descoberta em Presidente Prudente, localizada no interior do Estado de São Paulo. Nomeada Tametara mirim, em tupi-guarani, a serpente tinha aproximadamente 41 centímetros de comprimento e apresentava traços que sugeriam um estilo de vida subterrâneo, ou seja, habitava o solo.

Essa descoberta fornece novas pistas sobre uma das questões mais intrigantes em relação à origem e evolução das serpentes: quais foram os ambientes em que as primeiras cobras surgiram? Historicamente, esse debate se concentrou em duas teorias principais: a possibilidade de uma origem marinha ou terrestre, com ancestrais adaptados à vida no subsolo.

Como é comum na ciência, os novos dados não encerram a discussão de maneira conclusiva. Ao contrário, eles revelam um quadro mais intrincado e diversificado, onde várias linhagens de serpentes primitivas coexistiam em diferentes habitats, abrangendo desde a superfície terrestre até o ambiente subterrâneo e os ecossistemas marinhos.

A postagem sobre o pesquisador Thiago Schneider Fachini, que colaborou em um estudo publicado na Nature acerca da origem das serpentes, foi inicialmente veiculada no Jornal O Imparcial.

By São Paulo em Foco

Confira!