Tag: Prefeitura de Sorocaba

  • Justiça determina que empresa que vendeu prédio de R$ 30 milhões para a Prefeitura de Sorocaba forneça extratos para rastreamento dos valores

    Justiça determina que empresa que vendeu prédio de R$ 30 milhões para a Prefeitura de Sorocaba forneça extratos para rastreamento dos valores

    Extratos da conta da AFF Participações que recebeu dinheiro da negociação devem ser enviados à Justiça até o começo de dezembro.

    A Justiça determinou que a empresa AFF Participações forneça extratos bancários após a negociação e o recebimento dos valores do imóvel que vendeu à Prefeitura de Sorocaba (SP). O prédio, de quase R$ 30 milhões, que seria a nova sede da Secretaria de Educação, teve a negociação investigada por suspeita de superfaturamento. A decisão, que está em uma ação popular, é de 21 de novembro.

    O imóvel foi desapropriado por R$ 29,8 milhões, mas teria sido avaliado em R$ 20 milhões antes da compra feita pela Prefeitura de Sorocaba. O Grupo de Atuação Especial de Combate ao Crime Organizado (Gaeco) denunciou o caso à Justiça em janeiro deste ano.

    O juiz Alexandre de Mello Guerra, atendendo ao Ministério Público, determinou que a AFF seja intimada para que junte à ação, em um prazo de 10 dias, o extrato da conta bancária em que houve o pagamento do valor da desapropriação.

    Ele ainda pede os extratos bancários dos três meses subsequentes, ou seja, depois da negociação, para análise das movimentações no período posterior à desapropriação, especificamente no que diz respeito apenas à lide a ser dirimida nessa relação processual.

    Na mesma decisão, o juiz também determinou que a 2ª Vara Criminal de Sorocaba encaminhe uma cópia das oitivas realizadas no processo crime do caso, tanto na fase investigação, quanto em juízo, ou seja, feitas após a Justiça receber a denúncia.

    A empresa AFF foi procurada pelo g1, mas não se manifestou até a última atualização desta reportagem. Quando houve a denúncia, a defesa afirmou que recebeu com surpresa, mas que respeitava a medida do MP. Disse ainda que a denúncia carecia de fundamento e negou qualquer irregularidade na venda do imóvel.

    A Prefeitura de Sorocaba informou que “já existe um procedimento administrativo aberto para apurar os fatos, ao mesmo tempo em que a administração continuará colaborando com a Justiça nos esclarecimentos que se façam necessários, de modo que todos os questionamentos sobre o caso sejam devidamente esclarecidos”. Nesta quarta-feira (29), o Executivo apenas lembrou que continua acompanhando o caso.

    Ação popular
    A decisão está em uma ação popular que também trata da compra do prédio. Essa ação, de iniciativa de um cidadão, trata de ato lesivo ao patrimônio artístico, estético e histórico. Ela tramita desde janeiro deste ano, poucos dias depois de o Gaeco ter denunciado o caso.

    A denúncia
    Conforme o Gaeco, a negociação da compra do prédio ocorreu entre outubro a novembro de 2021.

    Relatos da investigação apontam que Paulo Henrique Marcelo, então secretário de Urbanismo e Licenciamento e atual secretário de Desenvolvimento Econômico, e Fausto Bossolo, que era o secretário de Administração, teriam combinado o pagamento do valor de R$ 10,3 milhões a mais pela negociação.

    O Gaeco cita também os empresários Arthur Fonseca Filho e Renato Machado de Araújo Fonseca, sócios da empresa dona do prédio em negociação.

    O dinheiro, ainda conforme o Gaeco, teve como caminho a compra superfaturada do prédio que seria a nova sede da Secretaria de Educação de Sorocaba (Sedu).

    O valor de mercado do prédio seria de R$ 19,5 milhões. Entretanto, a quantia paga foi de R$ 29,3 milhões. Sendo assim, a Prefeitura de Sorocaba pagou 34,5% a mais do que o imóvel custa.

    Um laudo de R$ 29,8 milhões, que seria superfaturado, foi apresentado e aceito pela empresa, que recebeu os valores da Prefeitura de Sorocaba.

  • TCE julga irregular contrato de R$ 14 milhões entre Prefeitura de Sorocaba e instituto de saúde

    TCE julga irregular contrato de R$ 14 milhões entre Prefeitura de Sorocaba e instituto de saúde

    Contrato foi efetivado para administração e execução das ações e serviços de saúde na UPA do Éden. Decisão é de terça-feira (29) e cabe recurso.

    Um contrato de mais de R$ 14 milhões entre a Prefeitura de Sorocaba (SP) e uma entidade do terceiro setor que atua na área da saúde foi julgado irregular pelo Tribunal de Contas do Estado de São Paulo (TCE-SP) na terça-feira (29). Cabe recurso à decisão.

    Entre as alegações estão despesas impróprias e divergências contábeis. As afirmações foram do conselheiro Robson Marinho, que é relator do caso no TCE. Além disso, ele apontou ausência de relatório de atividades na execução do contrato.

    O contrato foi celebrado entre a Prefeitura de Sorocaba e o Instituto de Atenção à Saúde e Educação (Aceni), e cita como responsáveis o prefeito Rodrigo Manga (Republicanos), Claudio Pompeo Chagas Dias, atual secretário de Saúde; e Sérgio Ricardo Peralta, diretor-presidente do Aceni.

    O valor total é de R$ 14.394.197,84, do exercício de 2021, primeiro ano da atual gestão. O objeto era a administração, operacionalização e execução das ações e serviços de saúde na Unidade de Pronto Atendimento (UPA) do Éden.

    O Ministério Público de Contas (MPC) já havia se manifestado pela irregularidade da matéria.

    A Prefeitura de Sorocaba afirmou que ainda não foi notificada da decisão. Ainda sobre as contas relativas ao exercício de 2021, o Executivo lembra que o TCE as aprovou recentemente.

    Ninguém da Aceni foi localizado para comentar a decisão do Tribunal de Contas.

    2º contrato irregular
    Em 26 de junho deste ano, o TCE já julgou irregular o contrato com dispensa de licitação, também para a gestão da Unidade de Pronto Atendimento (UPA) do Éden. Nesse caso, o valor era de R$ 8 milhões.

    De acordo com o TCE, não foi comprovada a situação emergencial para o contrato e também não foi provada a questão da economicidade.

    Por isso, além de não ser uma contratação que mereceria urgência, o TCE entendeu que o valor pago foi maior do que poderia custar.

  • Denúncia que investiga compra superfaturada de prédio pela Prefeitura de Sorocaba tem 1ª audiência nesta quarta-feira

    Denúncia que investiga compra superfaturada de prédio pela Prefeitura de Sorocaba tem 1ª audiência nesta quarta-feira

    Prédio particular teria sido comprado por valor acima do mercado para ser a nova sede da Secretaria de Educação de Sorocaba, em 2021. Outras cincos audiências do caso estão marcadas.

    A primeira audiência sobre a denúncia da compra superfaturada de um prédio pela Prefeitura de Sorocaba (SP) é realizada na tarde desta quarta-feira (16), na 2ª Vara Criminal da cidade. Trata-se da fase de instrução e julgamento do caso.

    A denúncia do Grupo de Atuação Especial de Repressão ao Crime Organizado de São Paulo (Gaeco) foi aceita pela Justiça em janeiro deste ano. Segundo o Gaeco, o imóvel custaria R$ 19,5 milhões, mas foi adquirido pelo poder público, em 2021, por R$ 29,8 milhões.

    O prédio foi comprado para ser a nova sede da Secretaria de Educação do município. A Justiça investiga se houve pagamento de propina para supervalorizar o imóvel.

    Conforme apurado pela TV TEM, duas testemunhas de acusação, que são protegidas pela Justiça, devem ser ouvidas durante a audiência.

    São réus no caso dois ex-secretários da prefeitura, o engenheiro que fez o laudo de avaliação com suspeita de superfaturamento e os donos do prédios.

    Outras cinco audiências estão marcadas para serem realizadas entre agosto e setembro deste ano. A próxima está prevista para 29 de agosto.

    Denúncia
    Conforme o Gaeco, a negociação foi realizada entre outubro e novembro de 2021. Relatos da investigação apontam que Paulo Henrique Marcelo, então secretário de Urbanismo e Licenciamento e atual secretário de Desenvolvimento Econômico, e Fausto Bossolo, que era o secretário de Administração, teriam combinado o pagamento do valor de R$ 10,3 milhões a mais pela negociação.

    O Gaeco cita também os empresários Arthur Fonseca Filho e Renato Machado de Araújo Fonseca, sócios da empresa dona do prédio em negociação.

    O dinheiro, ainda conforme o Gaeco, teve como caminho a compra superfaturada do prédio que seria a nova sede da Secretaria de Educação de Sorocaba (Sedu).

    Ainda segundo a denúncia do Gaeco, Paulo Henrique Marcelo teria praticado o que está previsto no artigo 312 do Código Penal, que trata de peculato, que é quando o funcionário público que, em razão do cargo, tem a posse de bem público, e se apropria ou desvia o bem, em benefício próprio ou de terceiro.

    Fausto Bossolo também foi denunciado pelo artigo 333 do Código Penal, que é quando o servidor oferece ou promete vantagem indevida a funcionário público, para determiná-lo a praticar, omitir ou retardar ato de ofício.

    Areobaldo Negreti foi apontado pelo crime de pedir ou receber vantagem indevida. Os dois empresários também foram denunciados com base no artigo 312.

    A denúncia do Gaeco é assinada pelos promotores Claudio Bonadia de Souza, Cecília Teixeira Diniz Texeira Calado Tonelli e Bruno Gondim Rodrigues.

    Citados
    A defesa dos empresários Arthur Fonseca Filho e Renato Machado Araújo Fonseca divulgou a seguinte nota sobre a decisão:

    “A defesa teve conhecimento da decisão que recebeu a denúncia, que não trata de nenhum juízo sobre o mérito da acusação, que só será avaliado ao final do processo, em atenção à presunção de inocência. A presente defesa, no mais, reitera a inocência de seus clientes, que será comprovada no decorrer do processo.”

    A Prefeitura de Sorocaba afirmou que “segue acompanhando o caso e já adotou internamente as medidas administrativas cabíveis, de modo que sejam feitos todos os esclarecimentos pertinentes ao tema”.

    Os demais citados não se manifestaram sobre a decisão.

     

  • MP aponta que empresa que venceu licitação de R$ 26 milhões do kit robótica funciona em apartamento e não tem funcionários

    MP aponta que empresa que venceu licitação de R$ 26 milhões do kit robótica funciona em apartamento e não tem funcionários

    Informações estão em ação civil pública contra a Prefeitura de Sorocaba foram apresentadas com base em diligência feita pelo Centro de Apoio à Execução (Caex), à sede da empresa no Centro de São Paulo.

    A empresa que venceu a licitação em Sorocaba (SP) relacionada ao kit robótica, alvo de uma ação na Justiça onde o Ministério Público pede o bloqueio de bens do prefeito de Sorocaba, Rodrigo Manga (Republicanos) e do secretário de Educação Marcio Carrara, além do afastamento do titular da pasta, funciona em um apartamento em São Paulo e não tem funcionários. Ao menos essa é a informação levantada pelo MP durante o processo.

    As informações foram apresentadas com em diligência feita pelo Centro de Apoio à Execução (Caex), à sede da empresa no Centro de São Paulo. Os promotores descreveram na ação que a empresa funciona num apartamento de 63 metros quadrados.

    Na diligência, a sala estava fechada e precisou a portaria contatar o proprietário da Carthago, Omar Freddi, para que servidores do MP pudessem entrar no apartamento. O dono da empresa estava viajando. O porteiro disse ao funcionário do MP que o prédio tem salas comerciais e também residenciais. No apartamento, pelas fotos contidas no processo, foi observado que existe um escritório com alguns livros em prateleiras, ambientes com caixas espalhadas, quadro fora de lugar e um sofá meio surrado.

    Junto ao Caged, o MP também conseguiu a informação de que a empresa não tem veículo registrado, e nem ao menos, um empregado em seu banco de dados, constando apenas Omar Freddi e sua mãe, de 93 anos, como integrantes da empresa. “… a empresa Carthago, funcionando em um escritório fechado e sem funcionários no centro de São Paulo, serviu como intermediária para simular uma concorrência com outras do mesmo tipo, justamente para inflar o valor final dos kits e causar imenso prejuízo ao sistema educacional municipal”, afirma o MP na denúncia.

    Mais licitações
    A denúncia do MP cita ainda licitações ocorridas em outras cidades, em que as mesmas empresas que disputaram aqui também participaram e venceram. Os promotores alegam ainda que os memoriais descritivos eram os mesmos usados em outras cidades, e portanto, não foram elaborados por funcionários de Sorocaba.

    Um levantamento feito pelo g1, em novembro do ano passado, apontou que a Carthago venceu quase 50% de 28 licitações realizadas em cidades do estado de São Paulo para fornecimento de materiais de robótica, musicalização e educação financeira. A análise foi feita com cruzamento de dados de informações do Tribunal de Contas do Estado de São Paulo (TCE-SP) e dos portais de transparência das prefeituras.

    A Carthago venceu 13 pregões, sendo dois em Sorocaba, de robótica e de educação financeira. Além disso, venceu também nas cidades de Caçapava, Itararé e Vargem Grande Paulista, relacionado ao fornecimento de educação financeira. Venceu também em Guapiara, Hortolândia, Itararé, Nova Odessa, Santa Cruz das Palmeiras, Suzano e Taubaté, todos de musicalização. Em relação aos recursos financeiros, a porcentagem é ainda maior com relação à Carthago. Ela obteve 53,4% dos recursos, ou seja, R$ 69,9 milhões da totalidade de R$ 130,9 milhões em todos os contratos.

    O pagamento de um contrato foi suspenso a pedido do MP de Sorocaba e acatado na Justiça, no valor de R$ 13, 2 milhões. Essa contratação e bloqueio dos valores também foi citado na denúncia do MP.

    O que dizem os citados
    Ao g1, a Prefeitura de Sorocaba afirmou que não foi notificada da ação e argumentou que a contratação foi aprovada pelo Tribunal de Contas do Estado de São Paulo (TCE-SP), em novembro de 2022.

    O empresário Omar Freddi e a empresa Carthago foram procurados, mas não se manifestaram sobre o caso. Entretanto, em novembro de 2022, ao comentar sobre o fato de vencer várias licitações, a empresa afirmou o seguinte:

    “Somos distribuidores há 30 anos, fazemos vendas para empresas privadas, participamos de pregões em todo o país. Nossa empresa nunca deixou de cumprir compromissos comerciais em sua existência, o que nos traz muita credibilidade e confiança no mercado editorial. Hoje, mais do que nunca, as exigências para conseguir vender tanto para empresas privadas como para Órgãos Públicos são enormes e só empresas extremamente idôneas e competentes conseguem atender bem e por muito tempo. Esse é o nosso caso, somos uma empresa consagrada no mercado.”