Autor: São Paulo em Foco

  • BNDES aprova R$ 4,64 bi para Aena ampliar e modernizar Congonhas e mais 10 aeroportos no país

    BNDES aprova R$ 4,64 bi para Aena ampliar e modernizar Congonhas e mais 10 aeroportos no país

    O Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social (BNDES) aprovou apoio no valor total de R$ 4,64 bilhões para fortalecer o plano de investimentos em ampliação, modernização e manutenção em 11 aeroportos administrados pela Aena no país: Congonhas (São Paulo/SP), Campo Grande (MS), Ponta Porã (MS), Corumbá (MS), Santarém (PA), Marabá (PA), Carajás (PA), Altamira (PA), Uberlândia (MG), Uberaba (MG) e Montes Claros (MG).

    A oferta pública de emissão de debêntures foi coordenada pelo BNDES em sindicato com o Santander, totalizando R$ 5,3 bilhões. O apoio financeiro do BNDES inclui tanto a subscrição de debêntures, no valor de R$ 4,24 bilhões, quanto um financiamento via linha Finem, no valor de R$ 400 milhões. 

    Somando debêntures (R$ 5,3 bi) e linha Finem do BNDES (R$ 400 mi), o financiamento total para a Aena será de R$ 5,7 bilhões. 

    Durante a implantação do projeto, a estimativa é de geração de mais de 2 mil empregos diretos e indiretos. Após as obras, serão mais de 700 novos empregos.

    Os recursos permitirão a execução da Fase I-B das concessões, que compreende a ampliação e a adequação dos aeroportos para o atendimento às especificações mínimas de infraestrutura, para o aumento de capacidade operacional e para melhorias estruturais e de sustentabilidade. Nessa fase, estão os principais investimentos da concessão. O prazo para a conclusão é junho de 2028, no caso do Aeroporto de Congonhas, e junho de 2026, para os demais aeroportos.

    O maior volume de investimentos (R$ 2 bilhões) será realizado no Aeroporto de Congonhas, que vai ganhar um novo terminal de passageiros, com mais que o dobro do tamanho atual, passando de 40 mil m2 para 105 mil m2. O pátio de aeronaves também será ampliado, com melhorias na eficiência operacional. O aeroporto contará com mais pontes de embarque, que passarão de 12 para 19.  Já a área comercial terá mais de 20 mil m2.

     “O apoio do BNDES é resultado da determinação do governo do presidente Lula de ampliar o número de passageiros nos aeroportos do país, garantindo a qualidade do atendimento e o conforto, tendo em vista que o número vem crescendo com a expansão sustentada da economia. Em 2024, os 11 aeroportos movimentaram 27,5 milhões de pessoas, representando 12,8% do total de passageiros nos aeroportos brasileiros”, explica o presidente do BNDES, Aloizio Mercadante.

    “Esses investimentos de mais de R$ 4 bilhões são uma ótima notícia e vêm se somar a outras iniciativas do governo federal, como o Fundo Nacional da Aviação Civil (FNAC), o programa de debêntures incentivadas e os incentivos fiscais do REID. Junto com o BNDES, estamos empenhados em incentivar o desenvolvimento da aviação brasileira e o fortalecimento da infraestrutura aeroportuária”, afirmou o ministro de Portos e Aeroportos, Silvio Costa Filho.

    “O Brasil é um país estratégico para o Grupo Aena e, com esse Project Finance non-recourse, o Grupo cumpre também um passo importante em seu plano de investimentos no exterior e consolida a sua posição como maior gestor aeroportuário do mundo. Com esses recursos, vamos avançar em obras e melhorias essenciais, garantindo aeroportos mais modernos, eficientes, seguros e confortáveis. Nosso compromisso é entregar uma infraestrutura que atenda os passageiros e apoie o crescimento das regiões onde estamos presentes. Além do volume financeiro relevante, essa operação conta com uma estrutura inovadora, com opção de repricing, em condições específicas, desenvolvidos pelas equipes Aena, BNDES e Santander, muito importante para os retornos adequados de nosso projeto”, ressaltou Rodrigo Rosa, Diretor Econômico-Financeiro (CFO) da Aena Brasil.  

    Inovação financeira – O financiamento foi modelado pelo BNDES como um project finance non recourse, em que o pagamento é feito com o fluxo de receitas do projeto. Por meio de um mecanismo financeiro inovador estruturado pelo BNDES, após a conclusão das obras, a Aena poderá refinanciar a dívida em condições potencialmente melhores, com a mudança no custo financeiro (repricing). Esse mecanismo, ao mesmo tempo que permite potencial redução do custo da dívida, elimina totalmente o chamado risco de rolagem e garante o funding de longo prazo do projeto, beneficiando o projeto, os usuários e os investidores. 

    “É motivo de grande orgulho para o Santander ter atuado como Assessor Financeiro Exclusivo da Aena e Coordenador Líder dessa captação, em parceria com o BNDES, além de apoiá-los na obtenção do rating AAA (escala nacional) pela Moody’s. A combinação entre as debêntures e o Finem do BNDES, em uma estrutura non-recourse e com um inovador mecanismo de reajuste automático (repricing), garante capital de longo prazo para ampliar, modernizar e tornar mais sustentáveis os 11 aeroportos do bloco SP/MS/PA/MG”, comentou Renato Ejnisman, Vice-Presidente do Santander Corporate & Investment Banking

    A empresa – A AENA é a maior operadora aeroportuária do mundo em números de passageiros, responsável pela gestão de 46 aeroportos e dois heliportos na Espanha. Também detém 51% do Aeroporto de Londres-Luton e atua no México (12 aeroportos) e Jamaica (2). No Brasil, além dos 11 aeroportos já mencionados, a Aena administra os aeroportos de Recife (PE), Maceió (AL), Aracaju (SE), João Pessoa (PB), Juazeiro do Norte (CE) e Campina Grande (PB), que também contaram com o apoio do BNDES, de R$ 1,04 bilhão.

    Sobre o Santander Brasil

    O Santander Brasil (SANB11) iniciou suas operações no país em 1982 e, por meio de mais de 70 fusões e aquisições bancárias, construiu estruturas competitivas de atacado e varejo. Faz parte do Grupo Santander, um dos maiores conglomerados financeiros do mundo em capitalização de mercado, com forte presença em dez países-chave da Europa e das Américas. Única instituição financeira internacional com presença significativa no varejo bancário brasileiro, possui mais de 56.000 funcionários e 2.200 agências e pontos de atendimento bancário (PABs) atendendo a quase 70 milhões de clientes. Mais informações: www.santander.com.br.

  • Campinas vive avanço econômico com expansão do setor de bem-estar

    Campinas vive avanço econômico com expansão do setor de bem-estar

    Com a chegada do final do ano, cresce significativamente a procura por salões de beleza, serviços estéticos e atendimentos voltados ao autocuidado e bem-estar. A agenda lotada, típica das festas e confraternizações dessa época, reflete um movimento que vai muito além da busca por cuidado pessoal. Trata-se de um setor que se tornou um dos motores da economia de Campinas, movimentando profissionais, ampliando investimentos e fortalecendo o empreendedorismo local.

    Dados recentes da ACIC, Associação Comercial e Industrial de Campinas, mostram que o município saltou de 40.637 para 130.057 micro e pequenas empresas entre 2015 e 2025, um avanço expressivo de 220%. Dentro desse panorama, o segmento de beleza ocupa um papel de destaque, com 11.240 empreendimentos ativos — entre cabeleireiros, manicures, pedicures e serviços de estética — segundo o Sebrae. A representatividade aponta não apenas o interesse crescente da população pelo bem-estar, como também a força econômica dessa área.

    Outro ponto relevante é sua capacidade de gerar empregos formais e informais, absorvendo tanto profissionais experientes quanto novos empreendedores. Com investimentos iniciais muitas vezes acessíveis e demanda contínua, o setor mostra resiliência mesmo em períodos de instabilidade econômica, além de ser fortemente impulsionado pelo empreendedorismo feminino.

    Essa expansão abre espaço para marcas consolidadas e para novos negócios. Um exemplo é o Instituto Le Belare, que acompanha o ritmo crescente da demanda por estética avançada, saúde e qualidade de vida. A empresária Shyrly Masson Christofoletti reforça que o crescimento do setor na cidade foi determinante para sua decisão de investir. “Escolhi expandir minhas operações em Campinas porque a demanda por bem-estar cresce mais rápido aqui do que em muitos grandes centros do Brasil. É uma cidade com enorme potencial e que deve continuar avançando nesse segmento nos próximos anos”, destaca.

    A Le Belare se destaca pela combinação de tecnologia, especialização profissional e tratamentos focados em estética facial, corporal e íntima, com resultados voltados para saúde e autoestima. Somente em 2025, a empresa contratou 15 MEIs e mantém novas vagas abertas para manicure e auxiliar de cabeleireiro, reforçando o cenário aquecido e o dinamismo do mercado.

    Com milhares de negócios ativos e um público cada vez mais atento ao autocuidado, Campinas se posiciona como polo de oportunidades, atração de investimentos e geração de empregos. O avanço contínuo do setor de bem-estar indica um futuro promissor para a economia local, com mais inovação, serviços especializados e crescimento sustentável.

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  • Redação da Unicamp 2026 exigiu domínio de gêneros textuais e repertório sociocultural

    Redação da Unicamp 2026 exigiu domínio de gêneros textuais e repertório sociocultural

    Filadd observa que a complexidade dos temas exige preparo diversificado e domínio das estruturas formais da redação

    As propostas de redação da Universidade Estadual de Campinas (Unicamp) 2026, aplicadas neste domingo (30/11), colocaram em evidência dois debates essenciais da sociedade contemporânea: o impacto da machosfera e do discurso de ódio contra mulheres e a importância histórica da Consolidação das Leis do Trabalho (CLT) para a proteção social no Brasil. A banca novamente exigiu dos candidatos um repertório sólido, leitura crítica do contexto social e domínio de diferentes gêneros textuais.

    Os estudantes puderam escolher entre produzir um depoimento pessoal sobre misoginia e violência simbólica no ambiente digital, a partir do conceito de machosfera, ou uma nota de esclarecimento sobre o papel histórico da CLT, destacando seus avanços e a relevância para as relações de trabalho. As duas propostas reforçam o caráter social do vestibular e a expectativa de que o candidato seja capaz de interpretar fenômenos atuais ancorados em um repertório consistente.

    Para a Filadd, plataforma pré-vestibular que mais cresce no Brasil, a escolha evidencia uma Unicamp comprometida com temas de impacto social e com a avaliação de competências amplas que vão além da técnica. Segundo Michele Marcelino, professora especialista em redação ENEM e vestibulares da Filadd, os temas exigiram maturidade intelectual e sensibilidade social.

    “A proposta sobre a machosfera coloca o estudante diante de um tema delicado e urgente. Exige compreensão sobre misoginia online, violência simbólica e cultura digital, além de capacidade de construir uma narrativa pessoal coerente e reflexiva. Já a tarefa envolvendo a CLT demanda repertório histórico e compreensão sobre sua importância para a proteção dos trabalhadores. São gêneros distintos e complexos, o que reforça a necessidade de preparo estruturado.”

    Para Bruno Ferrari, coordenador pedagógico da Filadd, a edição 2026 confirma a tendência de vestibulares que priorizam o pensamento crítico. “A Unicamp busca um candidato que analisa a realidade, entende suas tensões e é capaz de comunicar isso de forma clara e responsável. O depoimento pessoal exige profundidade emocional e argumentativa. A nota de esclarecimento pede objetividade, precisão e clareza institucional. São exercícios complementares e que cobram habilidades que trabalhamos diariamente com nossos alunos.”

    O que o estudante precisou demonstrar

    A Filadd aponta como principais competências cobradas:

    • Domínio de diferentes gêneros textuais;
    • Repertório histórico, social e cultural;
    • Capacidade de análise crítica de fenômenos contemporâneos;
    • Habilidade de articular argumentos de maneira ética e consistente;
    • Sensibilidade para lidar com temas de impacto social;
    • Clareza, coesão e adequação à proposta.

    A plataforma continuará oferecendo aprofundamentos, análises de especialistas, correções comentadas e conteúdos especiais para orientar os estudantes ao longo das próximas fases do vestibular.

    Sobre a Filadd

    A Filadd, o curso pré vestibular que mais cresce no Brasil, presente em diversos países e com mais de 3 milhões de usuários. Fundada na Argentina, chegou ao Brasil em 2021 com a missão de democratizar o acesso à educação de qualidade. A edtech combina tecnologia de ponta, inteligência artificial e acompanhamento humano contínuo para oferecer uma preparação completa e personalizada para o ENEM e vestibulares. Reconhecida por aprovações em universidades de prestígio como USP, UERJ, UFSC, UFOP e UERN, a Filadd se consolidou como um dos cursinhos mais robustos e modernos do país, apoiando estudantes em todas as etapas de sua jornada acadêmica.

  • Redação do ENEM em Belém aborda reconhecimento social e desafios do trabalho rural

    Redação do ENEM em Belém aborda reconhecimento social e desafios do trabalho rural

    Tema exigiu repertório sociocultural, leitura crítica e propostas de intervenção conectadas às desigualdades do campo, segundo especialistas da Filadd

    A aplicação da redação do ENEM (Exame Nacional do Ensino Médio) 2025 na Grande Belém, realizada neste domingo (30/11), trouxe como proposta o tema “A valorização dos trabalhadores rurais no Brasil”, direcionando os candidatos a refletirem sobre um dos pilares econômicos e sociais do país. A escolha reforça o ENEM como instrumento de discussão pública e evidencia a importância de temas ligados ao campo, muitas vezes invisibilizados nos debates urbanos.

    Para a Filadd, plataforma pré-vestibular que mais cresce no Brasil, o tema exigiu um candidato preparado não apenas tecnicamente, mas com capacidade de leitura crítica da realidade e sensibilidade social diante de um grupo historicamente marcado por desigualdades estruturais.

    Antes da prova, a Filadd ofereceu aos estudantes do Pará uma programação intensiva de preparação no Multiverso do ENEM, com revisões, simulados, lives temáticas e conteúdos voltados ao desenvolvimento de repertório sociocultural , elementos fundamentais para enfrentar uma redação de caráter social como a aplicada neste domingo.

    De acordo com Michele Marcelino, professora especialista em Redação ENEM e vestibulares da Filadd, o tema colocou em evidência um debate urgente sobre direitos, reconhecimento e políticas públicas voltadas ao trabalhador do campo.

    “A redação deste ano exigiu que o candidato compreendesse a complexidade que envolve o trabalho rural no Brasil: da produção de alimentos à sustentação da economia, passando por desafios como a informalidade, a precarização e a falta de visibilidade social. Para escrever bem, era essencial articular repertório, argumentos sólidos e uma proposta de intervenção que valorizasse a dignidade desses profissionais. É um tema social profundo, que recompensa quem desenvolveu leitura crítica ao longo do ano”, avalia Michele.

    Para Bruno Ferrari, coordenador pedagógico da Filadd, a proposta da redação reflete uma tendência observada no ENEM 2025: temas que exigem menos memorização e mais capacidade analítica.

    “O ENEM vem consolidando um modelo de redação que valoriza competências cidadãs. A escolha do tema em Belém exigiu que o estudante conectasse aspectos econômicos, culturais e sociais, mostrando consciência de que o trabalhador rural é central para o país, mas nem sempre reconhecido como deveria. É um convite para o aluno exercer o papel de analista da realidade, algo que trabalhamos diariamente na Filadd”, explica Ferrari.

    Segundo a equipe pedagógica da Filadd, candidatos que se saíram melhor na prova foram aqueles capazes de:

    • Contextualizar o papel histórico do trabalhador rural;
    • Relacionar o tema à segurança alimentar, ao abastecimento e à cultura tradicional;
    • Reconhecer desigualdades e vulnerabilidades que marcam a vida no campo;
    • Propor soluções viáveis, éticas e detalhadas, respeitando os direitos humanos.

    Para Michele Marcelino, a redação ofereceu espaço para mobilização de repertórios variados, indo da legislação trabalhista à discussão sobre sustentabilidade e políticas de incentivo.

    “O estudante que apresentou uma intervenção concreta, envolvendo educação, capacitação, proteção social e políticas de valorização, certamente se destacou. O tema permitiu propostas robustas e socialmente responsáveis”, afirma a especialista.

    Acompanhamento aos estudantes

    A Filadd continuará oferecendo plantões, lives e conteúdos pós-ENEM para apoiar os alunos do Pará na análise da prova e na preparação para as próximas etapas. A plataforma reforça a importância de manter o equilíbrio emocional durante o período de espera pelos resultados e destaca que a redação é uma oportunidade de expressar protagonismo e pensamento crítico.

    Sobre a Filadd

    A Filadd, o curso pré vestibular que mais cresce no Brasil, presente em diversos países e com mais de 3 milhões de usuários. Fundada na Argentina, chegou ao Brasil em 2021 com a missão de democratizar o acesso à educação de qualidade. A edtech combina tecnologia de ponta, inteligência artificial e acompanhamento humano contínuo para oferecer uma preparação completa e personalizada para o ENEM e vestibulares. Reconhecida por aprovações em universidades de prestígio como USP, UERJ, UFSC, UFOP e UERN, a Filadd se consolidou como um dos cursinhos mais robustos e modernos do país, apoiando estudantes em todas as etapas de sua jornada acadêmica.

     

     

  • Os Erros Mais Comuns de Líderes Durante a Transformação Digital — e Como Evitá-los

    Os Erros Mais Comuns de Líderes Durante a Transformação Digital — e Como Evitá-los

    A transformação digital deixou de ser uma tendência e tornou-se uma exigência estratégica para empresas que desejam continuar competitivas. No entanto, apesar do investimento crescente em tecnologia, muitas organizações enfrentam dificuldades para alcançar resultados reais. O principal motivo? Erros de liderança que comprometem todo o processo.

    Segundo especialistas em inovação, como Ansano Baccelli Junior, a transformação digital “não é sobre instalar novas ferramentas, mas sim sobre mudar a forma como as pessoas trabalham e tomam decisões”. Falhas nessa compreensão acabam gerando desperdícios, atrasos e resistência interna.

    A seguir, conheça os erros mais comuns cometidos por líderes — e como evitá-los para conduzir uma transformação consistente e bem-sucedida.

    1. Focar somente na tecnologia e esquecer as pessoas

    Um dos equívocos mais recorrentes é acreditar que transformação digital é sinônimo de softwares, automações e sistemas. Embora esses elementos sejam fundamentais, eles não funcionam sem uma cultura alinhada.

    Líderes que negligenciam o fator humano criam um ambiente de medo, resistência e baixa adesão às mudanças.
    Ansano Baccelli Junior reforça que “tecnologia sem propósito e sem pessoas preparadas é apenas custo”.

    Como evitar

    Invista em capacitação contínua.

    Comunique com clareza o propósito de cada mudança.

    Envolva os times desde o início do processo.

    2. Não ter um diagnóstico realista da empresa

    Muitos gestores assumem que conhecem profundamente seus processos internos, mas a prática revela gargalos escondidos, fluxos ultrapassados e equipes sobrecarregadas.
    Iniciar um projeto digital sem diagnóstico é como construir sobre areia.

    Como evitar

    Realize mapeamentos detalhados dos processos.

    Identifique pontos de risco e fluxos ineficientes.

    Utilize métricas reais como base de decisão.

    3. Ignorar dados nas decisões estratégicas

    Empresas continuam tomando decisões com base em “achismos” mesmo com sistemas modernos à disposição. A falta de governança de dados impede que a tecnologia mostre sua verdadeira força.

    Para Ansano Baccelli Junior, esse é um dos pilares da transformação:
    “Sem dados confiáveis, a empresa permanece presa ao passado, mesmo que adote ferramentas modernas.”

    Como evitar

    Estruture um ecossistema de dados com padronização.

    Treine times para interpretar indicadores.

    Crie rituais de acompanhamento e revisão.

    4. Falta de liderança ativa no processo

    Líderes delegam toda a transformação ao time de TI e acreditam que seu papel termina ali. Esse é um erro crítico. Transformação digital exige patrocínio ativo da liderança, presença, comunicação firme e visão estratégica.

    Como evitar

    Participe de reuniões, decisões e rituais do projeto.

    Dê exemplo na adoção de ferramentas e processos.

    Faça do digital uma prioridade, não um “extra”.

    5. Implementar mudanças rápidas demais

    Embora a velocidade seja importante, transformar uma empresa inteira da noite para o dia gera caos organizacional. Funcionários não conseguem se adaptar, processos colapsam e os resultados desapontam.

    Como evitar

    Implemente mudanças em ondas, não em avalanche.

    Teste antes de escalar.

    Ajuste gradualmente conforme o aprendizado.

    6. Não medir resultados

    Muitos líderes não definem indicadores claros antes de iniciar a transformação digital. Sem metas mensuráveis, não há como avaliar impacto ou retorno.

    Como evitar

    Defina KPIs antes de começar.

    Monitore indicadores semanalmente.

    Ajuste estratégias quando necessário.

    7. Priorizar ferramentas baratas em vez de eficientes

    A tentação de economizar leva alguns líderes a escolherem soluções inadequadas, pouco escaláveis ou sem suporte sólido. Isso gera retrabalho e custos ainda maiores no futuro.

    Como evitar

    Avalie TCO (Custo Total de Propriedade), não apenas o preço.

    Escolha ferramentas escaláveis e compatíveis com o crescimento.

    Consulte especialistas e faça pilotos antes de comprar.

    Conclusão: Transformação digital exige visão, coragem e estratégia

    A transformação digital não é um projeto isolado — é um movimento contínuo. Líderes precisam assumir protagonismo, desenvolver suas equipes e entender que tecnologia é apenas uma parte de um processo muito maior.

    Como reforça Ansano Baccelli Junior, “empresas vencedoras não são as que usam as tecnologias mais caras, mas as que conseguem integrar inovação, pessoas e estratégia com consistência”.

    Evitar esses erros e adotar uma liderança inteligente faz toda a diferença entre ser uma empresa do futuro ou ficar preso ao passado.

  • Novas concessões de rodovias mostram potencial de transformar investimento em mais segurança na estrada

    Novas concessões de rodovias mostram potencial de transformar investimento em mais segurança na estrada

    Com 14 trechos previstos para leilão, 2026 marca um ciclo importante de modernização das rodovias federais, com impacto direto na vida de motoristas profissionais

    O governo federal incluiu na agenda de 2026 um amplo pacote de concessões rodoviárias. São 14 estradas federais, somando 7.295 quilômetros e um volume total de R$ 158 bilhões em obras e operação. O impacto vai além dos indicadores de competitividade e produtividade. Cada novo trecho concedido tem potencial de encurtar prazos, reduzir custos logísticos e, sobretudo, mudar as condições de quem depende das estradas.

    A percepção de quem vive atrás do volante reforça essa expectativa. “O motorista precisa sentir na prática os resultados desse investimento. Trechos seguros, sinalização adequada, manutenção contínua e áreas de descanso estruturadas fazem toda a diferença na vida de quem está ao volante todos os dias “, afirma José Ronaldo Marques da Silva, o Boizinho, presidente do Sinaceg (Sindicato Nacional dos Cegonheiros). A entidade reúne um setor com 5 mil profissionais diretamente envolvidos no transporte de veículos zero quilômetro.

    A carteira de projetos reúne oito novos trechos que serão ofertados pela primeira vez e outras seis rodovias que tiveram seus contratos reformulados. O plano inclui 1.197 quilômetros de duplicações e 1.331 quilômetros de faixas adicionais. Hoje, pouco mais de um quarto da malha federal está sob gestão privada. Com os leilões previstos, esse percentual pode chegar a um terço. Para os motoristas, especialmente os profissionais, a modernização esperada traz a perspectiva de mais segurança.

    A modernização da malha rodoviária não é apenas um ganho estético ou de logística. As concessões estão diretamente associadas à redução de riscos à vida e à saúde de quem está na estrada. Um estudo da Fundação Dom Cabral, de 2024, indica que rodovias que passam por processos estruturados de concessão e investimento, como neste caso, tendem a registrar redução de acidentes graves e de mortes, especialmente quando os contratos preveem melhorias na infraestrutura.

    Nesse sentido, a ampliação de duplicações, faixas adicionais e pontos de apoio prevista na carteira de concessões para 2026 reforça o potencial de ganho em segurança viária. Para quem vive na estrada, isso se traduz em menos situações de risco, maior previsibilidade de viagem e um ambiente de trabalho mais protegido.

     “Quando a estrada melhora, o motorista ganha tempo, segurança e qualidade de vida. A duplicação de trechos e a ampliação das faixas adicionais ajudam a reduzir riscos e tornar a operação mais eficiente. É um movimento que pode trazer benefícios reais para quem conduz o país”, afirma o diretor regional do Sinaceg, Marcio Galdino.

    Os leilões de 2026 ocorrerão ao longo do ano, inclusive no período eleitoral. A expectativa é que os novos contratos tragam padrões mais altos de atendimento, metas claras de execução e passem por fiscalização rigorosa da Agência Nacional de Transportes Terrestres. O Sinaceg reforça que permanecerá acompanhando cada etapa para garantir que a modernização das rodovias resulte em segurança, condições dignas de trabalho e uma rotina mais estável para quem move a economia brasileira pelas estradas.

     

  • 08 de dezembro é dia de festa: Mamonas O Legado e estrelas da música se encontram no Guarulhos Fest Show

    08 de dezembro é dia de festa: Mamonas O Legado e estrelas da música se encontram no Guarulhos Fest Show

    A cidade de Guarulhos vai celebrar seus 465 anos em grande estilo no próximo dia 08 de dezembro, segunda-feira, com o encerramento do Guarulhos Fest Show. Entre as atrações mais aguardadas está o show da banda Mamonas O Legado, que levará ao público a irreverência, o humor e os grandes sucessos dos inesquecíveis Mamonas Assassinas. Uma verdadeira viagem aos anos 1990, unindo fãs antigos e novos em uma celebração de música, alegria e boas lembranças.

    O evento, que acontecerá no Parque Cecap, promete emocionar e divertir fãs de todas as idades. Com uma plateia estimada em 60 mil pessoas, além da banda, Ana Castela, Simone Mendes e Traia Véia também serão atrações para comemorar o aniversário da cidade.

    Os intérpretes do filme oficial “Mamonas Assassinas – O Impossível Não Existe” recriam no palco figurinos, coreografias e trejeitos originais da banda dos anos 1990. Hits como Pelados em Santos, Vira-Vira, Robocop Gay e Lá Vem o Alemão prometem embalar o público, resgatando o espírito irreverente que marcou toda uma geração. “Mais do que um tributo, queremos manter viva a memória dos Mamonas e mostrar às novas gerações por que eles continuam tão especiais”, afirma Jorge Santana, primo de Dinho e CEO da Mamonas Assassinas Produções.

    O Guarulhos Fest Show terá programação de 05 a 08 de dezembro, reunindo grandes nomes da música brasileira, como Zé Neto & Cristiano, Luan Santana, Wesley Safadão e Dennis DJ. Além dos shows, o festival contará com atrações para crianças, parque de diversões, brinquedos infláveis e a presença da Patrulha Canina.

    Serviço show Mamonas O Legado – Guarulhos Fest Show:

    Data: 08 de dezembro (segunda-feira)

    Atrações: Mamonas O Legado, Ana Castela, Simone Mendes e Trai Véia

    Horário: a partir das 19h

    Local: Parque CECAP – Guarulhos/SP

    Informações: A entrada na pista é solidária, enquanto os camarotes oferecem experiências exclusivas, incluindo Camarote Corporativo, Camarote Avenida e Camarote Premium, com open food, open chopp e setor Front Stage. Os ingressos podem ser retirados e adquiridos no site oficial: www.guarulhosfestshow.com.br

     

     

  • Mercado de luxo se rende à conveniência do maior marketplace do mundo

    Mercado de luxo se rende à conveniência do maior marketplace do mundo

    A compra de artigos de luxo pela internet está ganhando força em escala global — e, em 2026, a Amazon deve consolidar de vez sua presença no segmento premium. Segundo projeção da Bain & Company, o mercado mundial de bens de luxo deve voltar a crescer entre 3% e 5% no próximo ano, após uma leve desaceleração em 2025. O movimento acompanha uma mudança profunda no comportamento do consumidor de alta renda, que agora busca não apenas exclusividade, mas também conveniência, segurança e acesso confiável aos produtos.

    Um dos marcos dessa transformação ocorreu em 2025, quando a Saks Fifth Avenue lançou sua vitrine oficial dentro da Amazon Luxury, unindo a curadoria de uma das varejistas mais tradicionais do setor à infraestrutura logística mais poderosa do mundo. A parceria mostrou que o luxo pode, sim, conviver com a conveniência — sem perder autenticidade, storytelling ou controle de marca.

    A ascensão da Amazon Luxury Stores

    Criada em 2020 e expandida para a Europa em 2022, a Amazon Luxury (no Brasil, Amazon Lojas de Luxo) reúne marcas como Dolce & Gabbana, Balmain e Oscar de la Renta. Diferente do marketplace tradicional, as vitrines funcionam como uma boutique digital: as marcas controlam preço, narrativa, imagens editoriais, vídeos e apresentação, tudo dentro de um ambiente fechado, protegido e altamente curado.

    Outro diferencial é a segurança. A plataforma emprega sistemas como Project Zero, que combate falsificação, e fulfillment em centros de alta segurança, garantindo autenticidade.

    A soma de autenticidade certificada, entrega rápida e experiência premium transformou a Amazon Luxury em um dos principais polos de experimentação do luxo digital.

    O especialista brasileiro por trás desse novo movimento

    Entre os profissionais que dominam esse território está o gaúcho Alessandro Abel, fundador da Garimpando, empresa com operações nos EUA e na Europa especializada em sourcing e revenda de artigos de luxo. Além da atuação como personal shopper, ele se tornou referência na criação de vitrines premium dentro da Amazon para produtos de alto valor agregado.

    “Desde 2018, eu vendo na Amazon dos Estados Unidos, e foi nessa jornada que identifiquei uma grande oportunidade: o mercado de produtos High Ticket, itens de luxo com alta demanda e excelente margem de lucro”, afirma Abel. “A Amazon exige 100% de originalidade, o que traz segurança para quem compra e confiança para quem vende.”

    Com mais de 1.500 alunos, Abel criou o treinamento Amazon Turbo, ajudando brasileiros a construir operações profissionais no segmento de luxo da Amazon — uma área que cresce tanto com grandes marcas quanto com pequenos revendedores especializados e designers independentes.

    Um futuro cada vez mais premium e digital

    De acordo com a Grand View Research, o mercado global de bens de luxo, avaliado em US$ 390,1 bilhões em 2024, deve atingir US$ 579,2 bilhões até 2030. O crescimento será impulsionado, principalmente, pela digitalização do varejo, por experiências de compra híbridas e por novos consumidores que demandam conveniência sem abrir mão da exclusividade.

    É nesse contexto que a Amazon Luxury se consolida: não como substituta das boutiques físicas, mas como um canal complementar, onde tecnologia, confiabilidade e conveniência convivem com o desejo, a curadoria e a história que sempre definiram o universo do luxo.

  • Casa de Criadores (CdC) realiza a última e 2ª edição de 2025 e reforça a parceria da Eleva Marketing Comercial como hub de high level relations

    Casa de Criadores (CdC) realiza a última e 2ª edição de 2025 e reforça a parceria da Eleva Marketing Comercial como hub de high level relations

    São Paulo, novembro de 2025 — A Casa de Criadores, maior plataforma brasileira de moda autoral e um dos principais celeiros de novos talentos do país, realiza sua 57ª edição entre 03 e 10 de dezembro de 2025, no Centro Cultural São Paulo (CCSP). O evento, que completa 28 anos de história, reúne 36 desfiles, exposições, workshops, oficinas de capacitação e o tradicional ciclo de palestras “Qual Moda Para Qual Mundo?”.

    Nesta edição, a Eleva Marketing Comercial participa mais uma vez consecutiva, reforçando sua atuação como hub de high level relations, conectando marcas, lideranças criativas e players estratégicos ao ecossistema de inovação e diversidade da Casa de Criadores.

    Eleva Marketing Comercial amplia conexões estratégicas e traz marcas de alto impacto

    Para Carla Eleva, CVO da Eleva Marketing Comercial, participar novamente da Casa de Criadores reforça o compromisso da empresa com movimentos culturais de relevância global:

    “Fazer parte deste movimento de expressividade mundial é estar à frente do tempo. A Casa de Criadores é um pulsar vivo de criatividade, impacto social e novas narrativas , e conectar marcas a esse ecossistema é potencializar alcance, fortalecer posicionamentos e gerar valor real”, afirma Carla.

    A Eleva atua como ponte entre marcas, patrocinadores, lideranças, imprensa, influenciadores e criadores, contribuindo para o fortalecimento comercial e institucional de eventos e movimentos globais.

    Para André Hidalgo, fundador e diretor artístico da Casa de Criadores, a presença da Eleva agrega estratégia e consistência ao evento:

    “Ter a Eleva no contexto comercial e estratégico da Casa de Criadores é contar com uma estrutura robusta de relações institucionais. Ela amplia nossas conexões, atrai marcas alinhadas ao propósito do evento e fortalece a sustentabilidade do nosso ecossistema criativo.”

    Edição 57: moda autoral, impacto social e diversidade na prática

    Segundo informações oficiais da Casa de Criadores, esta última edição em dezembro reunirá:

    36 desfiles de estilistas autorais de todo o Brasil

    Abertura com a Cisne Negro Cia. de Dança, uma das mais importantes do país

    Exposição “Qual Cosmos, Qual Percepção”, com curadoria de Karlla Girotto

    Oficinas de capacitação profissional, incluindo a 2ª edição da Crie Moda Autoral – Trans-forma (em parceria com o Sebrae)

    Palestras e mesas-redondas sobre moda, economia criativa, sustentabilidade e inovação

    Mais de 30 mil visitantes esperados

    Impacto social superior a 2 mil profissionais contratados por edição

    Público majoritário entre 18 e 35 anos, engajado em diversidade, inovação e sustentabilidade

    A Casa de Criadores também é responsável por revelar nomes como João Pimenta, Ronaldo Fraga, Neriage, Another Place, Le Benites, Nalimo, Vicenta Perrotta e muitos outros, consolidando-se como um dos principais vetores da moda autoral brasileira.

    Diversidade, inclusão e impacto social

    O evento mantém seu compromisso com:

    Inclusão de pessoas pretas, trans, indígenas e periféricas

    Moda inclusiva (com novo desfile do projeto Moda Inclusiva em 2025)

    Acessibilidade física, comunicacional e digital

    Economia circular e capacitação profissional

    Fortalecimento do empreendedorismo criativo

    Sobre a 2ª edição da Casa de Criadores 2025

    Data: 03 a 10 de dezembro de 2025
    Local: Centro Cultural São Paulo — CCSP
    Formato: Sete dias de programação, desfiles, oficinas, palestras e exposições
    instagram.com/casadecriadores/

     

    Sobre a Eleva Marketing Comercial

    Hub de High Level Relations e marketing comercial, que conecta marcas, líderes, influenciadores, investidores e projetos culturais de impacto. Atua com estratégia institucional, posicionamento e construção de conexões que fortalecem narrativas relevantes em diferentes setores.

  • Portos inteligentes e o futuro do Brasil

    Portos inteligentes e o futuro do Brasil

    O Brasil movimentou 1,32 bilhão de toneladas em seus portos em 2024, o maior volume da história recente. O número reforça a importância estratégica dos terminais marítimos para o país. Porém, apesar do avanço operacional, a digitalização ainda está longe do padrão observado em portos líderes como Roterdã, Singapura e Busan. Em um mundo onde dados e automação determinam competitividade, o Brasil permanece atrasado.

    O que é um porto inteligente

    Portos inteligentes integram tecnologia, automação e análise de dados para operar com maior previsibilidade. Eles utilizam sensores, sistemas de gestão integrados, monitoramento em tempo real, automação de equipamentos e modelos preditivos. O objetivo é reduzir tempo de operação, cortar custos, diminuir erros e aumentar a segurança.

    Nos portos mais avançados, decisões como alocação de berços, movimentação de pátio e planejamento de atracação são orientadas por dados, não por processos manuais. A operação se torna mais rápida e previsível — atributos que influenciam diretamente a escolha de rotas nacionais e internacionais.

    Onde o Brasil ainda falha

    Mesmo com investimentos recentes, os portos brasileiros continuam marcados pela fragmentação de sistemas. Autoridades portuárias, terminais, armadores, operadores logísticos e órgãos anuentes ainda operam com plataformas que não se comunicam. A troca de informações é lenta, a conferência é manual e divergências de dados são frequentes.

    Essa falta de integração gera atrasos, aumenta tempo de espera e impacta custos logísticos — que no Brasil já são elevados. Estimativas de especialistas mostram que parte expressiva das ineficiências operacionais decorre de falhas no fluxo de informação, e não apenas da infraestrutura física.

    O potencial da automação

    Tecnologias como IoT, machine learning, visão computacional e digital twins já são usadas em portos internacionais para prever demanda, reduzir movimentações desnecessárias e aumentar a produtividade dos equipamentos. Sistemas de OCR aceleram a entrada de caminhões; sensores monitoram guindastes; plataformas integradas reduzem o tempo de atracação.

    Estudos recentes mostram que portos inteligentes conseguem reduzir significativamente custos operacionais e emissões, ao mesmo tempo em que elevam a produtividade. Para exportadores e importadores, isso se traduz em maior previsibilidade e menor risco.

    Os desafios brasileiros

    Para avançar, o Brasil precisa enfrentar obstáculos estruturais:

    baixa padronização de dados entre sistemas públicos e privados;

    conectividade limitada em alguns terminais;

    ausência de estratégia nacional de digitalização;

    carência de projetos escaláveis de automação;

    falta de profissionais especializados em análise de dados e operação digital.

    A modernização exige coordenação institucional, investimentos consistentes e políticas públicas que incentivem interoperabilidade e governança de dados.

    O que precisa ser feito agora

    A transição para portos inteligentes passa por três movimentos essenciais:

    Integração de sistemas e dados, com padrões únicos e fluxos contínuos entre todos os atores da cadeia portuária.

    Automação operacional, incluindo sensores, monitoramento em tempo real e ferramentas preditivas.

    Formação e capacitação profissional, garantindo que o setor tenha especialistas preparados para uma logística cada vez mais digital.

    Iniciativas isoladas já existem no país, mas ainda não configuram uma agenda nacional de portos inteligentes.

    Conclusão

    Portos inteligentes não são apenas um salto tecnológico: representam uma mudança estrutural na forma como o Brasil se conecta ao comércio global. O país tem volume, relevância e potencial, mas falta transformar tecnologia em política pública, integração e eficiência. O futuro da competitividade brasileira depende dessa virada. E o relógio logístico mundial não para.

     

    Thiago da Silveira Pinto Machado é especialista em logística internacional, comércio exterior e gestão de cadeias de suprimentos, com mais de 13 anos de experiência em multinacionais dos setores de energia, siderurgia e agronegócio. É autor de três livros sobre competitividade logística e integração comercial: Resilient Supply Chains, Brasil Logístico do Futuro e Border Intelligence. Atua no desenvolvimento de estratégias de digitalização, eficiência portuária e integração Brasil–Estados Unidos. É membro do Council of Supply Chain Management Professionals (CSCMP) e possui certificação executiva em Supply Chain Strategy pela Rutgers University