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  • Moradores de condomínio na Zona Sul votam para manter pães de funcionários e acionam jurídico por ‘vazamento de notícia’

    Moradores de condomínio na Zona Sul votam para manter pães de funcionários e acionam jurídico por ‘vazamento de notícia’

    Condôminos colocaram em debate café da manhã que custa R$ 2,17 ao mês por unidade. Outra enquete vai avaliar a permanência de uma guarita móvel instalada na calçada em frente ao edifício para proteger os porteiros do sol e da chuva.

    Moradores de um condomínio na Vila Andrade, Zona Sul de São Paulo, votaram para manter o fornecimento de pães aos funcionários do edifício, que custa R$ 400 por mês. O assunto foi questionado por parte dos condôminos do prédio, que possui 184 unidades e cujo valor mensal do café da manhã dos trabalhadores é de R$ 2,17 por apartamento.

    Em votação, 85,19% dos moradores decidiram por manter o fornecimento dos pães, enquanto 14,81% dos votantes escolheram a opção de não oferecer o café da manhã para os trabalhadores.

    “A maioria quer que fique o pão. Foi uma enquete democrática. Isso foi uma coisa de meia dúzia de pessoas”, afirmou a síndica do condomínio.

    Ao divulgar o resultado da enquete, a síndica informa aos moradores que acionou o setor jurídico do prédio para “tomarmos as medidas cabíveis” sobre a questão do vazamento da notícia”.

    “Tomamos ciência a respeito de uma matéria ao site g1 sobre o assunto e cumpre esclarecer que não houve qualquer intenção por parte da síndica e conselheiros em expor o assunto na mídia”, diz o documento.

    A comunicação aos condôminos afirma que a decisão de votar sobre o café da manhã dos trabalhadores se deu diante da manifestação de grupos de WhatsApp e “não restou alternativa” a não ser fazer a enquete interna para “atender, democraticamente, o desejo da massa condominial”.

    Os condôminos também colocaram em votação a permanência de uma guarita móvel instalada na calçada em frente ao edifício, cujo objetivo é proteger os controladores de acesso do sol e da chuva. O resultado desta enquete, feita em fevereiro, também foi “sim” e a proteção foi mantida.

    Moradores insatisfeitos com o fornecimento de pães
    Um comunicado enviado aos moradores na última quarta-feira (31) informa que o fornecimento diário de pães acontece desde a implantação do condomínio, mas que “alguns moradores se manifestaram insatisfeitos com essa situação e solicitaram a suspensão”.

    Os proprietários poderão votar pela manutenção ou não do “benefício” até a manhã desta sexta-feira (2).

    Retirada de guarita de proteção
    Uma guarita colocada ao lado da entrada de veículos para proteger os porteiros da chuva e sol também foi questionada pelos moradores no início do ano. Neste caso, a maioria decidiu manter a proteção.

    “Em atenção aos inúmeros apontamentos sobre a guarita móvel instalada na calçada, faremos uma enquete. Importante destacar que o objetivo da guarita móvel é abrigar o controlador de acesso em dias de chuva e temperaturas intensas”, diz o comunicado. 

    Para tomar as decisões, os condôminos foram orientados a acessar o aplicativo ou o site da administradora.

    Uma moradora do condomínio ouvida pelo g1 contou que muitos condôminos ficaram revoltados com o fato de cogitarem suspender pães dos funcionários: “Muita gente achou mesquinho, porque é um valor superbaixo”.

    Após a síndica do prédio enviar o comunicado no grupo de WhatsApp do residencial, diversos moradores reagiram à mensagem com emojis de reprovação. 

  • Diretor de escola em SP é afastado da função 24 dias após aluna de 6 anos sofrer racismo e agressão; mãe denuncia omissão

    Diretor de escola em SP é afastado da função 24 dias após aluna de 6 anos sofrer racismo e agressão; mãe denuncia omissão

    Thamires Rosa diz que a filha teve lesões nos olhos, quadril e virilha e foi xingada de ‘feia’, ‘cabelo feio’ e ‘urubu’. Afastamento é temporário e válido enquanto ocorre a apuração sobre a conduta, informou a Secretaria Estadual da Educação.

    O diretor da Escola Estadual Adelina Issa Ashcar, na Zona Sul de São Paulo, foi afastado temporariamente de suas funções 24 dias após a mãe de uma aluna de 6 anos denunciar omissão por parte do colégio. A criança foi vítima de agressão e racismo dentro da unidade escolar.

    Ele ficará afastado até a conclusão das investigações iniciadas pela Secretaria da Educação (leia mais abaixo).

    Thamires Rosa foi à delegacia registrar um boletim de ocorrência e disse que, no dia 2 de maio, a menina chegou em casas com diversos hematomas e que a escola pouco fez para acolher a família e apurar o caso.

    Segundo a mãe, as lesões aconteceram nos olhos, quadril e virilha — e teriam sido provocadas por outras duas crianças da mesma faixa de idade;
    Ela também foi xingada de “feia”, “cabelo feio” e “urubu”.
    “Eles disseram que era normal e que minha filha tinha que ter falado na hora. Que ela ia ter que falar. Eu tive que mostrar as lesões no corpo da minha filha. O diretor disse que não estava vendo nada e se isso não poderia ter ocorrido dentro da minha casa”, desabafou a mãe.

    Despreparo da escola
    “A escola não se responsabilizar pelo que ocorreu lá dentro mostra um imenso despreparo. Levaram ela de sala em sala para ela apontar quem era o culpado. Ela não ia fazer isso. Ela é uma criança. Além de ela ter sido exposta a essa agressão, física e verbal, ainda teve que passar por isso”, lamentou a mãe.

    Para Débora Dias, educadora do movimento Educafro Brasil, a escola falhou na condução do problema e também no acolhimento das famílias.

    “Essa conduta é completamente errada. Faz com que a criança se sinta ainda mais vulnerável já numa situação em que ela foi altamente violentada e também expõe a situação da maneira mais antipedagógica possível— Indo lá, acusando, e criando mais constrangimento e vexame no momento em que uma situação como essa nem deveria ter acontecido”, explicou a especialista.

    “Deveria ser tratada de maneira pedagógica, centrada no debate pelo antirracismo”, completou Débora.

    Investigação
    A Secretaria Estadual da Educação informou que a conclusão da investigação pode resultar “em sanções administrativas” e que Thamires terá um encontro com representantes da escola “referente à apuração interna para identificar as agressões denunciadas”.

    “A Seduc-SP atua contra situações de violência e discriminação, junto a promoção da Educação Antirracista, seja dentro ou fora das escolas. A Diretoria de Ensino (DE) Centro-Sul realiza junto ao Programa de Melhoria da Convivência e Proteção Escolar (Conviva-SP medidas restaurativas, que garanta o acolhimento da estudante no ambiente escolar e seguem à disposição da comunidade”.

    Ian Nunjara, representante da Secretaria da Educação, disse que a investigação foi instaurada “para garantir e entender tudo o que está acontecendo, mas principalmente garantindo que a mãe e a aluna possam estar confortáveis para, de fato, acompanhar do início ao fim o que está acontecendo”.

    “Uma vez que a gente instaurou a investigação e entender de fato o que aconteceu, as pessoas que estiverem envolvidas serão possivelmente punidas”, concluiu.

     

  • Associação monta estacionamento em área pública, na Zona Sul de SP, sem autorização da prefeitura

    Associação monta estacionamento em área pública, na Zona Sul de SP, sem autorização da prefeitura

    Em nota, a Subprefeitura do Ipiranga informou que vai entrar em contato com os donos dos veículos que estão no estacionamento e, após a retirada dos carros, vai interditar a área.

    Uma associação na região do Ipiranga, na Zona Sul de São Paulo, abriu um estacionamento em um terreno público sem autorização da subprefeitura.

    A área é pública, de acordo com o mapa de georreferenciamento da prefeitura da capital, e fica ao lado de uma obra do município que ainda não foi inaugurada. O local cobra R$ 10 de taxa de estacionamento e quem recebe o valor, via sistema de transferência, é a Associação Todos Por Um, uma organização sem fins lucrativos.

    A Subprefeitura do Ipiranga informou que o espaço tinha sido interditado em abril. Além disso, o responsável tinha sido multado em R$ 5 mil, mas, de acordo com a subprefeitura, o estacionamento foi reaberto sem autorização.

    No site, a organização afirma que foi criada em 2022 para auxiliar famílias pobres da região de Vila Liviero, no Ipiranga.

    Em entrevista ao SP2, Hudson Cleber Freire do Carmo, presidente da associação, informou que não há cobrança para parar o carro. No entanto, a TV Globo estacionou no local na última semana e desembolsou R$ 10 para permanecer no espaço.

    Quando questionado, Hudson informou que um ex-funcionário foi responsável por realizar a cobrança. Sobre a autorização para utilizar o terreno, Hudson reconheceu que não tinha autorização. “O espaço foi usado sem a gente estar sabendo que daria problemas futuros.”

    Ele informou que irá procurar advogados para resolver a situação.

    O subprefeito do Ipiranga informou que mandou uma equipe de fiscalização lacrar novamente o estacionamento. No entanto, o SP2 esteve no terreno na tarde desta terça, e o local continuava aberto.

    Em nota, a Subprefeitura do Ipiranga informou que vai entrar em contato com os donos dos veículos que estão no estacionamento e, após a retirada dos carros, vai interditar a área.