Tag: segurança pública

  • Valéria Bolsonaro destina mais de R$ 20 milhões em emendas para Campinas

    Valéria Bolsonaro destina mais de R$ 20 milhões em emendas para Campinas

    Deputada estadual direcionou R$ 12,58 milhões exclusivamente para a Saúde e também destinou recursos para segurança, mulheres, infraestrutura e educação

    A deputada estadual Valéria Bolsonaro (PL) destinou mais de R$ 20 milhões em emendas parlamentares para Campinas, município onde vive desde 1985 e onde atuou durante 32 anos como professora da rede pública de ensino. Do montante, R$ 12,58 milhões foram destinados exclusivamente à área da Saúde, com recursos voltados ao atendimento da população.

    Além da Saúde, os recursos destinados pela parlamentar contemplaram outras áreas. Foram R$ 3,75 milhões para Segurança Pública, R$ 1,5 milhão para Políticas para a Mulher, R$ 1,2 milhão para Infraestrutura, R$ 500 mil para Educação, R$ 300 mil para Direitos da Pessoa com Deficiência e R$ 200 mil para Assistência Social.

    Segundo Valéria, a experiência de mais de três décadas na educação pública influencia as prioridades de sua atuação parlamentar. “Eu vivi no meio do povo, conheço as dificuldades de quem depende do SUS, da escola pública, da segurança. Por isso a Saúde é sempre prioridade nas emendas que destino para Campinas”, afirma.

    Reeleita em 2022 com 131.557 votos, Valéria Bolsonaro é candidata à reeleição para um novo mandato na Assembleia Legislativa de São Paulo (Alesp). Antes de retornar à Assembleia, a deputada comandou, entre abril de 2024 e o final de 2025, a Secretaria de Políticas para a Mulher do Governo de São Paulo, a convite do governador Tarcísio de Freitas.

    Durante o período à frente da secretaria, Valéria coordenou o programa SP Por Todas, iniciativa estadual voltada à proteção e ao empreendedorismo feminino. Entre as ações desenvolvidas estiveram o ônibus SP Por Todas, com serviços de acolhimento, escuta qualificada e atendimento psicológico e social, além das carretas de Empreendedorismo e Odontológica, que percorreram municípios do interior paulista oferecendo serviços gratuitos.

    Também esteve entre as iniciativas sob sua gestão o programa Mães em Diálogo, direcionado a mães de crianças com deficiência ou autismo. Em 2025, ainda como secretária, Valéria lançou o livro “Para Todas as Mulheres do Mundo”, reunindo histórias de mulheres que enfrentaram dificuldades e construíram novas trajetórias.

    No final de 2025, a parlamentar deixou a secretaria e retomou o mandato na Alesp, onde já havia presidido a Comissão de Defesa dos Direitos da Mulher. Durante sua atuação no Legislativo paulista, também ocupou a vice-presidência da Comissão dos Direitos das Pessoas com Deficiência e destinou recursos para hospitais, Santas Casas, APAEs e escolas de diferentes municípios do estado.

    Valéria também coordenou frentes parlamentares relacionadas ao combate ao câncer, à defesa das pessoas com deficiência e doenças raras e ao enfrentamento do tráfico de pessoas, com atenção especial a mulheres e crianças.

    Candidata à reeleição, Valéria apresenta como compromissos para um próximo mandato as áreas de Educação e Saúde, o apoio às famílias de crianças com deficiência ou autismo, a proteção da mulher e o empreendedorismo feminino, com foco na autonomia financeira das mulheres.

    Filiada ao Partido Liberal, a deputada se identifica politicamente com uma pauta de direita e destaca entre suas bandeiras a defesa da família, da liberdade, do trabalho e da segurança. Sua trajetória política é precedida por 32 anos de atuação como professora da rede pública, período em que trabalhou da educação infantil à alfabetização de adultos.

  • Lula eleva combate ao crime organizado a ação de Estado e articula atuação integrada entre Poderes

    Lula eleva combate ao crime organizado a ação de Estado e articula atuação integrada entre Poderes

    Estratégia anunciada pelo Ministério da Justiça prevê cooperação permanente entre Executivo, Ministério Público e Judiciário para ampliar a efetividade no enfrentamento às organizações criminosas.

    O presidente Luiz Inácio Lula da Silva decidiu elevar o combate ao crime organizado ao status de ação de Estado, em uma estratégia que envolve a atuação integrada e permanente de órgãos do Executivo, do Ministério Público e do Poder Judiciário. A decisão foi anunciada nesta quinta-feira, 15 de janeiro, pelo ministro da Justiça e Segurança Pública, Wellington César Lima, após reunião convocada pelo presidente no Palácio do Planalto.

    O encontro reuniu ministros de Estado, autoridades do sistema de Justiça e dirigentes de órgãos estratégicos, como a Polícia Federal, a Receita Federal, o Banco Central e o Ministério Público. Segundo o ministro, a medida reflete a gravidade do avanço do crime organizado no país e a necessidade de uma resposta à altura, com coordenação institucional e respeito às atribuições constitucionais de cada órgão.

    “Hou­ve uma decisão do presidente da República, compartilhada por todos os atores presentes, de elevar ao status de ação do Estado o combate ao crime organizado”, afirmou Wellington César Lima.

    ATUAÇÃO COORDENADA E PERMANENTE – De acordo com o ministro, a nova diretriz reconhece que ações isoladas de governo, ainda que eficientes, não são suficientes para enfrentar organizações criminosas que atuam de forma estruturada, transnacional e com forte poder econômico.

    A proposta prevê que órgãos como Polícia Federal e Receita Federal sigam atuando na persecução penal e fiscal, mas em sintonia institucional com o Ministério Público e o Judiciário, de modo a garantir maior efetividade às investigações, denúncias e decisões judiciais. “Para que essas iniciativas alcancem um determinado grau de eficácia, precisam da colaboração desses órgãos de Estado”, destacou o ministro.

    INTEGRAÇÃO E RESPEITO – A articulação envolve também os conselhos nacionais do Ministério Público e da Justiça. Segundo Wellington César Lima, houve manifestação de apoio do procurador-geral da República, Paulo Gonet, e do vice-presidente do Supremo Tribunal Federal, ministro Alexandre de Moraes, no sentido de viabilizar um espaço institucional de cooperação permanente.

    A coordenação, ressaltou o ministro, será feita com absoluto respeito às autonomias e aos limites constitucionais de cada Poder, reforçando a institucionalidade democrática no enfrentamento ao crime organizado.

    INTEGRAÇÃO E COOPERAÇÃO INTERNACIONAL – O diretor-geral da Polícia Federal, Andrei Rodrigues, reforçou que a integração já tem produzido resultados concretos e será aprofundada com a nova diretriz presidencial. Ele destacou a cooperação com órgãos como Banco Central, Receita Federal e Controladoria-Geral da União, além da atuação internacional da PF.

    Como exemplo, citou uma operação recente que resultou na apreensão de quase 10 toneladas de drogas na Espanha, a maior da história daquele país, a partir de investigações conduzidas no Brasil em parceria com autoridades estrangeiras.

    DESCAPITALIZAÇÃO – Outro eixo central da estratégia é o enfrentamento do poder econômico das organizações criminosas. Segundo Andrei Rodrigues, a Polícia Federal tem priorizado ações de inteligência e planejamento para atingir o chamado “andar de cima” do crime organizado. “Enfrentar o poder econômico do crime organizado é essencial para que a gente tenha resultados efetivos e perenes”, afirmou.

    PRÓXIMOS PASSOS – O ministro da Justiça informou que novas medidas e ações estruturantes serão detalhadas em reuniões posteriores, incluindo a organização da equipe do ministério e o aprofundamento da cooperação federativa com estados e governadores.

    Segundo ele, a decisão do presidente Lula representa um marco na resposta do Estado brasileiro ao crime organizado, ao reconhecer que o tamanho do desafio exige uma atuação integrada, contínua e acima de governos. “Há uma constatação de que o tamanho do problema justifica e merece uma conjugação de esforços dessa escala”, concluiu.

    Fonte: Secretaria de Comunicação Social da Presidência da República 

  • Wellington César Lima e Silva é nomeado novo ministro da Justiça e Segurança Pública

    Wellington César Lima e Silva é nomeado novo ministro da Justiça e Segurança Pública

    Ex-advogado-geral da Petrobras assume o cargo após convite do presidente Lula e substitui Ricardo Lewandowski.

    O advogado Wellington César Lima e Silva é o novo ministro da Justiça e Segurança Pública. Ele foiconvidado para assumir o cargo em encontro com o presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT), nesta terça (13), segundo nota do Palácio do Planalto. 

    A nomeação de Wellington Silva será publicada em edição extra, ainda hoje, no Diário Oficial da União. Ele irá substituir Ricardo Lewandowski.

    Wellington Silva estava como advogado-geral da Petrobras. É a segunda vez que ocupa o cargo de ministro da Justiça, pois já chefiou a pasta durante a gestão de Dilma Rousseff.

    Ele também foi secretário especial para Assuntos Jurídicos da Presidência da República na atual gestão. Em sua trajetória, já ocupou os cargos de procurador-geral da Justiça da Bahia e procurador-geral de Justiça adjunto para Assuntos Jurídicos. 

  • Lula defende integração regional e combate ao extremismo na IV Cúpula da Celac-UE

    Lula defende integração regional e combate ao extremismo na IV Cúpula da Celac-UE

    Durante encontro em Santa Marta, na Colômbia, presidente ressaltou que América Latina é uma região de paz, pediu mais cooperação internacional em segurança e destacou o papel da democracia e da transição energética.

    Em discurso na IV Cúpula da Comunidade de Estados Latino-Americanos e Caribenhos (CELAC) e da União Europeia (UE), realizada neste domingo, 9 de novembro, em Santa Marta, Colômbia, o presidente Luiz Inácio Lula da Silva defendeu o papel central dos dois blocos para uma ordem mundial baseada na paz, no multilateralismo e na multipolaridade.

    O presidente fez uma forte defesa da retomada da integração regional que, segundo ele, vive uma profunda crise. “Voltamos a ser uma região balcanizada e dividida, mais voltada para fora do que para si própria”, avaliou Lula, ao cobrar avanços concretos na pauta econômica, com destaque para o Acordo MERCOSUL-União Europeia.

    A intolerância ganha força e vem impedindo que diferentes pontos de vista possam se sentar à mesma mesa. Voltamos a conviver com as ameaças do extremismo político, da manipulação da informação e do crime organizado
    LUIZ INÁCIO LULA DA SILVA
    Presidente da República

    O presidente Lula fez um diagnóstico sobre o momento atual da América Latina e do Caribe e mencionou o retorno de ameaças como o extremismo político e o crime organizado. Além disso, afirmou que a guerra na Europa consome recursos essenciais para o desenvolvimento.

    Lula alertou que projetos pessoais de poder estão minando a democracia e que disputas ideológicas impedem a cooperação, resultando em cúpulas vazias e com iniciativas que não saem do papel. “A intolerância ganha força e vem impedindo que diferentes pontos de vista possam se sentar à mesma mesa. Voltamos a conviver com as ameaças do extremismo político, da manipulação da informação e do crime organizado”, enfatizou.

    “Somos uma região de paz e queremos permanecer assim. Democracias não combatem o crime violando o direito internacional. A democracia também sucumbe quando o crime corrompe as instituições, esvazia os espaços públicos, destrói famílias e desestrutura negócios”, sentenciou Lula.

    SEGURANÇA E COOPERAÇÃO — O presidente Lula destacou que a segurança é um dever do Estado e um direito humano fundamental e que o combate à criminalidade não pode ser feito violando o direito internacional.

    Ele também defendeu que nenhum país pode enfrentar o crime transnacional isoladamente. “Não existe solução mágica para acabar com a criminalidade. É preciso reprimir o crime organizado e suas lideranças, estrangulando seu financiamento e rastreando e eliminando o tráfico de armas”, disse Lula.

    Como exemplos de sucesso na cooperação, o presidente citou a renovação do Comando Tripartite da Tríplice Fronteira, com Argentina e Paraguai, e o Centro de Cooperação Policial Internacional da Amazônia, em Manaus, que reúne nove países sul-americanos.

    “Ações coordenadas, intercâmbio de informações e operações conjuntas são essenciais. Essas são plataformas permanentes de cooperação para combater crimes financeiros e o tráfico de drogas, de armas e de pessoas”, registrou Lula.

    AGENDA ECONÔMICA — Na pauta econômica, o presidente Lula apontou o Acordo MERCOSUL-União Europeia como prova de que é possível fortalecer o multilateralismo comercial. Ele manifestou a esperança de que, na próxima cúpula do MERCOSUL, em dezembro, os dois blocos possam “finalmente dizer sim” ao acordo.

    “Também temos um enorme potencial de aprofundar nossos laços econômicos. Espero que os dois blocos possam finalmente dizer sim para o comércio internacional baseado em regras como resposta ao unilateralismo”, disse o presidente.

    Lula destacou que o instrumento integrará um mercado de 718 milhões de pessoas e será essencial para que a América Latina e o Caribe revertam seu papel histórico de fornecer matéria-prima e mão-de-obra barata para o mundo desenvolvido.

    COP30 — O líder brasileiro também citou a COP30, realizada na Amazônia, como uma oportunidade para a região liderar a transição energética e mostrar que conservar as florestas é cuidar do futuro do planeta. “O Fundo de Florestas Tropicais para Sempre [TFFF] é uma solução inovadora para que nossas florestas valham mais em pé do que derrubadas”, mencionou Lula, sobre o TFFF lançado na Cúpula de Líderes da COP30, na última quinta-feira (dia 6 de novembro) .

    “A transição energética é inevitável. Nossa região é fonte segura e confiável de energia limpa e pode acelerar a redução da dependência dos combustíveis fósseis”, completou o presidente.

  • ONU cobra reforma urgente no policiamento brasileiro após operação que deixou 121 mortos no Rio

    ONU cobra reforma urgente no policiamento brasileiro após operação que deixou 121 mortos no Rio

    Alto Comissário Volker Türk pede mudanças estruturais, apuração independente e combate ao racismo após ação mais letal da história do Rio, que teve 121 mortos e exposição desproporcional de pessoas negras.

    O Alto Comissário das Nações Unidas para os Direitos Humanos, Volker Türk, pediu nesta quarta-feira, 29, uma reforma abrangente e eficaz dos métodos de policiamento no Brasil, após a operação que deixou 121 mortos nos complexos do Alemão e da Penha, no Rio de Janeiro, na terça-feira, 28. A ação, classificada como um “sucesso” pelo governador Cláudio Castro (PL), é a mais letal da história do Estado.

    “Compreendo plenamente os desafios de lidar com grupos criminosos violentos e organizados como o Comando Vermelho; no entanto, a longa lista de operações que resultam em muitas mortes – que afetam desproporcionalmente pessoas negras – levanta questões sobre a forma como essas incursões são conduzidas”, disse Türk.

    Em nota, a ONU destaca os dados oficiais da operação, que tinha como objetivo cumprir cerca de 100 mandados judiciais contra integrantes do Comando Vermelho (CV), mas resultou na morte de 121 pessoas, incluindo quatro policiais, e na prisão de 113 suspeitos.

    O chefe de direitos humanos da ONU disse que o país precisa “romper o ciclo de brutalidade extrema” e garantir que as operações de segurança pública sigam padrões internacionais sobre o uso da força. Ele pediu investigações rápidas, independentes e eficazes sobre os eventos de terça-feira e defendeu a criação de uma estratégia nacional de policiamento baseada em direitos humanos.

    De acordo com Türk, o uso de força potencialmente letal deve obedecer aos princípios de legalidade, necessidade, proporcionalidade e não discriminação, e só pode ocorrer quando estritamente necessário para proteger vidas.

    Racismo sistêmico

    A ONU também destacou a necessidade de combater o racismo sistêmico contra pessoas negras no Brasil. Citando dados do Mecanismo Internacional Independente de Especialistas para Promover a Justiça Racial e a Igualdade na Aplicação da Lei (EMLER), a nota afirma que cerca de 5 mil pessoas negras são mortas por agentes de segurança a cada ano no País, principalmente jovens que vivem em áreas empobrecidas.

    “É hora de acabar com um sistema que perpetua o racismo, a discriminação e a injustiça. Violações não podem ficar impunes. Processos adequados de responsabilização devem levar à verdade e à justiça para evitar mais impunidade e violência.”, concluiu Türk.

  • Megaoperação no Rio contra o Comando Vermelho deixa 60 mortos e 81 presos

    Megaoperação no Rio contra o Comando Vermelho deixa 60 mortos e 81 presos

    Ação conjunta das polícias Civil e Militar nos complexos do Alemão e da Penha é a mais letal da história do estado e paralisa a Zona Norte do Rio de Janeiro.

    Pelo menos 60 pessoas morreram – 4 delas policiais – e 81 foram presas nesta terça-feira (28) em uma megaoperação contra o Comando Vermelho (CV), nos complexos do Alemão e da Penha, na Zona Norte do Rio de Janeiro. Esta é a operação mais letal da história do estado, segundo números confirmados pelo Palácio Guanabara.

    No início da tarde, o tráfico orquestrou represálias em várias partes da cidade. Barricadas, com veículos tomados ou entulho, foram feitas na Linha Amarela, na Grajaú-Jacarepaguá e na Rua Dias da Cruz, no Méier, entre muitos outros locais.

    Até a última atualização desta reportagem, a ação ainda estava em andamento, com relatos de mais baleados.

    Como tudo começou

    Trata-se de mais uma etapa da Operação Contenção, uma iniciativa permanente do governo do estado de combate ao avanço do CV por territórios fluminenses.

    Na chegada das equipes, ainda no fim da madrugada, traficantes reagiram a tiros e com barricadas em chamas. Um vídeo mostra quase 200 disparos em 1 minuto, em meio a colunas de fumaça.

    Alvos de outros estados

    A ação desta terça, que também conta com promotores do Ministério Público do Rio de Janeiro (MPRJ), foi deflagrada após 1 ano de investigação pela Delegacia de Repressão a Entorpecentes (DRE). Parte dos procurados, pelo menos 30, é do Pará.

    Participam policiais militares do Comando de Operações Especiais (COE) e das unidades operacionais da PM da capital e Região Metropolitana. Já a Polícia Civil mobilizou agentes de todas as delegacias especializadas, distritais, do Departamento de Combate à Lavagem de Dinheiro e da Subsecretaria de Inteligência.

    A Operação Contenção conta ainda com helicópteros, blindados e veículos de demolição, além de ambulâncias do Grupamento de Salvamento e Resgate.

    Em função dos múltiplos bloqueios, o Centro de Operações e Resiliência (COR) do Rio elevou o estágio operacional da cidade para o nível 2, de uma escala de 5. A PM mandou colocar todo o efetivo na rua — para tal, suspendeu as atividades administrativas.

    A TV Globo apurou que entre os mortos há 2 policiais civis e 2 policiais militares:

    Marcus Vinícius Cardoso de Carvalho, de 51 anos, conhecido como Máskara, recém-promovido a chefe de investigação da 53ª DP (Mesquita);

    Rodrigo Velloso Cabral, de 34 anos, da 39ª DP (Pavuna);

    Cleiton Searafim Gonçalves, policial do Bope;

    Herbert, policial do Bope.

    Os outros 20 mortos são, segundo o governo do estado, traficantes que trocaram tiros com policiais.

    O que é a operação

    Pelo menos 2.500 agentes das forças de segurança do RJ saíram para cumprir 100 mandados de prisão. A Polícia Civil afirmou ainda que, em retaliação, criminosos lançaram bombas com drones. Outros fugiram em fila indiana pela parte alta da comunidade, em uma cena semelhante à disparada de bandidos em 2010, quando da ocupação do Alemão.

    Escolas e postos de saúde não abriram. Veja aqui os impactos à população nesta terça.

    Balanço parcial:

    56 suspeitos mortos em confronto. Dois eram da Bahia; outro, do Espírito Santo.

    2 policiais civis e 2 policiais militares foram mortos.

    Além deles, 3 inocentes foram feridos: um homem em situação de rua foi atingido nas costas por uma bala perdida e levado para o Getúlio Vargas; uma mulher que estava em uma academia também foi ferida, mas já recebeu alta; e um homem que estava num ferro-velho.

    81 pessoas foram presas.

    Policiais apreenderam 75 fuzis, 2 pistolas e 9 motos.

  • Megaoperação no Rio contra o Comando Vermelho deixa 60 mortos e 81 presos

    Megaoperação no Rio contra o Comando Vermelho deixa 60 mortos e 81 presos

    Ação conjunta das polícias Civil e Militar nos complexos do Alemão e da Penha é a Rio de Janeiro, segurança pública, Comando Vermelhomais letal da história do estado e paralisa a Zona Norte do Rio de Janeiro.

    Por g1

    Pelo menos 60 pessoas morreram – 4 delas policiais – e 81 foram presas nesta terça-feira (28) em uma megaoperação contra o Comando Vermelho (CV), nos complexos do Alemão e da Penha, na Zona Norte do Rio de Janeiro. Esta é a operação mais letal da história do estado, segundo números confirmados pelo Palácio Guanabara.

    No início da tarde, o tráfico orquestrou represálias em várias partes da cidade. Barricadas, com veículos tomados ou entulho, foram feitas na Linha Amarela, na Grajaú-Jacarepaguá e na Rua Dias da Cruz, no Méier, entre muitos outros locais.

    Até a última atualização desta reportagem, a ação ainda estava em andamento, com relatos de mais baleados.

    Como tudo começou

    Trata-se de mais uma etapa da Operação Contenção, uma iniciativa permanente do governo do estado de combate ao avanço do CV por territórios fluminenses.

    Na chegada das equipes, ainda no fim da madrugada, traficantes reagiram a tiros e com barricadas em chamas. Um vídeo mostra quase 200 disparos em 1 minuto, em meio a colunas de fumaça.

    Alvos de outros estados

    A ação desta terça, que também conta com promotores do Ministério Público do Rio de Janeiro (MPRJ), foi deflagrada após 1 ano de investigação pela Delegacia de Repressão a Entorpecentes (DRE). Parte dos procurados, pelo menos 30, é do Pará.

    Participam policiais militares do Comando de Operações Especiais (COE) e das unidades operacionais da PM da capital e Região Metropolitana. Já a Polícia Civil mobilizou agentes de todas as delegacias especializadas, distritais, do Departamento de Combate à Lavagem de Dinheiro e da Subsecretaria de Inteligência.

    A Operação Contenção conta ainda com helicópteros, blindados e veículos de demolição, além de ambulâncias do Grupamento de Salvamento e Resgate.

    Em função dos múltiplos bloqueios, o Centro de Operações e Resiliência (COR) do Rio elevou o estágio operacional da cidade para o nível 2, de uma escala de 5. A PM mandou colocar todo o efetivo na rua — para tal, suspendeu as atividades administrativas.

    A TV Globo apurou que entre os mortos há 2 policiais civis e 2 policiais militares:

    Marcus Vinícius Cardoso de Carvalho, de 51 anos, conhecido como Máskara, recém-promovido a chefe de investigação da 53ª DP (Mesquita);
    Rodrigo Velloso Cabral, de 34 anos, da 39ª DP (Pavuna);
    Cleiton Searafim Gonçalves, policial do Bope;
    Herbert, policial do Bope.

    Os outros 20 mortos são, segundo o governo do estado, traficantes que trocaram tiros com policiais.

    O que é a operação

    Pelo menos 2.500 agentes das forças de segurança do RJ saíram para cumprir 100 mandados de prisão. A Polícia Civil afirmou ainda que, em retaliação, criminosos lançaram bombas com drones. Outros fugiram em fila indiana pela parte alta da comunidade, em uma cena semelhante à disparada de bandidos em 2010, quando da ocupação do Alemão.

    Escolas e postos de saúde não abriram. Veja aqui os impactos à população nesta terça.

    Balanço parcial:

    • 56 suspeitos mortos em confronto. Dois eram da Bahia; outro, do Espírito Santo.
    • 2 policiais civis e 2 policiais militares foram mortos.
    • Além deles, 3 inocentes foram feridos: um homem em situação de rua foi atingido nas costas por uma bala perdida e levado para o Getúlio Vargas; uma mulher que estava em uma academia também foi ferida, mas já recebeu alta; e um homem que estava num ferro-velho.
    • 81 pessoas foram presas.
    • Policiais apreenderam 75 fuzis, 2 pistolas e 9 motos.
  • Governador de Goiás, Ronaldo Caiado, assume pré-candidatura à Presidência após liderar ranking de popularidade

    Governador de Goiás, Ronaldo Caiado, assume pré-candidatura à Presidência após liderar ranking de popularidade

    Em entrevista exclusiva à Folha, político destaca avanços na segurança pública como impulsionadores de sua gestão.

    Em uma entrevista exclusiva concedida à Folha, o governador de Goiás, Ronaldo Caiado, eleito o político mais popular do país segundo pesquisa do AtlasIntel, anunciou oficialmente sua pré-candidatura à Presidência da República. Com uma carreira política marcada por cinco mandatos de deputado federal, senador e atualmente no segundo mandato como governador, Caiado destacou a maturidade adquirida ao longo dos anos e sua determinação em colocar o país no caminho certo.

    Caiado atribui parte de sua popularidade ao notável avanço na segurança pública em Goiás, agora considerado o estado mais seguro do Brasil. Em meio a desafios ao assumir o governo, enfrentou problemas como corrupção, endividamento e um cenário caótico na segurança. Sua dedicação integral ao cargo, acompanhando de perto as ações do governo e exigindo responsabilidade de seus colaboradores, é apontada como a chave para o sucesso de sua administração.

    Na entrevista, o governador ressaltou a importância da segurança pública para a governabilidade e o Estado Democrático de Direito, afirmando que sua gestão transformou Goiás em uma referência nacional. Ao abordar a questão da segurança, Caiado destacou a influência do estilo do governante, sua figura como referência e a necessidade de coerência entre discurso e prática.

    Ao ser questionado sobre a origem de sua popularidade, Caiado apontou a atuação imediata na segurança pública como fator determinante. O enfrentamento do narcotráfico, a erradicação de áreas dominadas por criminosos e o fortalecimento policial contribuíram para a sensação de segurança que permeia todo o território goiano.

    Além da segurança, Caiado mencionou avanços na educação e na saúde como pilares de seu governo. Destacou a interiorização da saúde, a qualidade na educação e o compromisso com servidores públicos, incluindo a polícia, reconhecendo a importância de uma remuneração justa para manter a eficiência.

    Sobre uma possível candidatura à Presidência, Caiado afirmou estar trabalhando junto ao União Brasil, seu partido, para viabilizar a candidatura. Apesar dos desafios de abandonar um estado de menor densidade eleitoral, Caiado enfatizou que sua experiência em Goiás é um modelo que pode ser replicado nacionalmente.

    Ao ser questionado sobre suas posições em relação a Lula, Caiado destacou a mudança de tempos passados de debates acalorados para uma relação mais respeitosa. Elogiou o presidente, mas ressaltou discordâncias, especialmente no que diz respeito ao agronegócio, do qual Caiado se alinha em defesa, considerando-o essencial para a economia nacional.

    Diante da alta popularidade e da confiança conquistada, Ronaldo Caiado assume não apenas a pré-candidatura à Presidência, mas também a responsabilidade de manter o elevado índice de aprovação, reafirmando seu compromisso em trabalhar incansavelmente pelo país.