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  • Professora trans aguarda cirurgia de redesignação sexual um ano após decisão da Justiça

    Professora trans aguarda cirurgia de redesignação sexual um ano após decisão da Justiça

    Hainra Asabi é credenciada no IAMSPE, mas foi orientada a realizar cirurgia no SUS. Fila de espera para realizar procedimento na rede pública pode levar até 18 anos.

    Professora da rede pública, Hainra Asabi aguarda por cirurgia de redesignação de sexo

    A professora da rede pública estadual Hainra Asabi, 41 anos, aguarda uma cirurgia de redesignação de sexo para mulheres trans, determinada pela Justiça em março de 2022. De acordo com a decisão judicial, o procedimento médico deveria ser proporcionado pelo Instituto de Assistência Médica ao Servidor Público Estadual (IAMSPE), no qual a funcionária é credenciada.

    “Faz um ano que a gente está esperando a sentença ser cumprida”, afirma Hainra em entrevista ao g1. Ela entrou com a ação em 2020 e conta que, antes de dar início ao processo, procurou inicialmente o próprio IAMSPE para viabilizar a cirurgia. Lá, foi orientada a recorrer ao Sistema Único de Saúde (SUS).

    “A autarquia já foi condenada. Não pode agora se esquivar no sistema público de saúde dizendo que tem que ir para a fila do SUS”, afirma Elton Fernandes, advogado de Hainra Asabi.

    Entre o período de duração do processo e cinco tentativas de execução da sentença, Hainra espera pela cirurgia há três anos. Desde que saiu a decisão, o IAMSPE pede mais prazo para realizar o procedimento, e afirma “aguardar orçamentos de hospitais de referência para acompanhar a paciente”. Veja mais ao fim da reportagem.

    “Nesse meio tempo, devo ter me preparado para essa cirurgia pelo menos três vezes”, desabafa a professora.

    “É como se eu não tivesse o direito de olhar para o meu corpo e me identificar com ele.”
    No Brasil, a realização do procedimento está prevista no SUS desde 2008, mas pode levar até 18 anos na rede pública, segundo levantamento da Defensoria Pública de São Paulo.

    A transição de gênero é feita por pessoas que nascem com um determinado sexo biológico, mas se identificam com outro, que é o caso de Hainra. Para realizar o procedimento, é preciso pelo menos dois anos de tratamento com uma equipe multidisciplinar, composta por endocrinologista, psicólogo e psiquiatra.

    Hainra afirma que, desde 2017, faz acompanhamento médico requisitado. Enquanto espera pelo procedimento, relata uma piora em sua saúde mental e o agravamento de sintomas de disforia de gênero. “Tenho um companheiro há um ano e não me sinto à vontade de ficar sem calcinha perto dele”.

    Elton Fernandes, advogado de Hainra Asabi, explica que o processo está em fase de cumprimento de sentença. “Não se discute mais se a pessoa tem ou não tem direito ao procedimento. Aqui, simplesmente viso cumprir a ordem judicial.”

    Antes de solicitar o procedimento pelo IAMSPE, em 2020, a professora havia tentado arrecadar dinheiro para realizar o procedimento na Tailândia – país referência mundial em cirurgias de transgenitalização.

    Na época, ela precisava de pelo menos R$22 mil. Conseguiu R$ 7 mil, vendeu itens pessoais e combinou de dividir a acomodação com mais duas amigas, mas acabou desistindo por conta da pandemia.

    O que diz o IAMSPE?
    Procurado pelo g1, o IAMSPE diz que não realiza a cirurgia de transgenitalização, e por isso aguarda referências de hospitais de referência para oferecer o procedimento à funcionária pública.

    Questionada pela reportagem, a autarquia não respondeu com quais instituições entrou em contato, nem quanto tempo deve levar para finalizar as tratativas.

    Veja abaixo a nota oficial:

    O Instituto de Assistência Médica ao Servidor Público Estadual (Iamspe) informa que, em fevereiro de 2022, o Instituto foi notificado judicialmente para cobrir o procedimento de transgenitalização do tipo neocolpovulvoplastia à paciente. Como o Iamspe não realiza esse tipo de cirurgia, segue em tratativas para o cumprimento da ordem judicial e aguarda orçamentos de hospitais de referência para acompanhar a paciente em todo o processo clínico, cirúrgico, pré e pós-operatório e de hormonioterapia.

    O Instituto permanece à disposição da paciente para oferecer assistência médica em casos de intercorrências de urgência, emergência, consultas e internações.

  • Professora encontrada carbonizada no porta-malas de carro trabalhava há mais de 30 anos na rede municipal de ensino em Regente Feijó

    Professora encontrada carbonizada no porta-malas de carro trabalhava há mais de 30 anos na rede municipal de ensino em Regente Feijó

    O principal suspeito é um idoso, de 62 anos, que, segundo a Polícia Civil, “estava conhecendo” a vítima Eliana Pereira Neves, de 52 anos.

    Professora Eliana Pereira Neves, de 52 anos, foi encontrada carbonizada na zona rural de Regente Feijó

    A Polícia Civil confirmou que o corpo encontrado carbonizado no porta-malas de um carro, nesta terça-feira (28), no bairro São Sebastião, conhecido popularmente como “Pito Aceso”, na zona rural de Regente Feijó (SP), é da professora Eliana Pereira Neves, de 52 anos. O principal suspeito de ter matado ela é um idoso, de 62 anos, que, segundo os policiais “estava conhecendo” a vítima.

    Ela trabalhou por 31 anos na rede de ensino municipal de Regente Feijó e estava a 21 anos lecionando na Escola Municipal de Ensino Infantil (EMEI) Augusto César Pires. A instituição, inclusive, não teve aulas nesta quarta-feira (29) e emitiu um comunicado informando que “devido ao desaparecimento” de Eliana, as aulas estariam suspensas.

    Ela deixa duas filhas.

    Escola Municipal de Ensino Infantil (EMEI) Augusto César Pires, de Regente Feijó (SP)

    De acordo com as informações da dirigente da Divisão Municipal de Educação (DMEC), Telma Regina dos Santos Silveira, a previsão é de que as aulas retornem normalmente nesta quinta-feira (30) e também já foi disponibilizado apoio psicológico aos funcionários da unidade.

    O corpo da vítima foi encaminhado para o Instituto Médico Legal (IML) e passará por exame de DNA para confirmar a identidade da mulher.

    Professora foi encontrada carbonizada no porta-malas de carro, em Regente Feijó (SP)

    O idoso foi preso por homicídio triplamente qualificado com o uso de fogo, impossibilidade de resistência da vítima e feminicídio, além de ocultação de cadáver. Ele passou por audiência de custódia na manhã desta quinta-feira, onde permaneceu preso, e será encaminhado para o Centro de Detenção Provisório (CDP) de Caiuá (SP).

    Professora Eliana Pereira Neves, de 52 anos, foi encontrada carbonizada na zona rural de Regente Feijó (SP)

    O caso
    Conforme o delegado responsável pelo caso, Airton Roberto Guelfi, a Polícia Militar recebeu um chamado de um produtor rural, no início da noite, alegando que um veículo estava pegando fogo em meio à uma plantação de soja.

    Os policiais foram até o local e pela placa do veículo conseguiram identificar que o proprietário era morador de Regente Feijó. A Polícia Civil foi acionada e, enquanto se deslocavam, a PM já havia feito contato com os familiares.

    No local, os agentes encontraram alguns familiares e iniciaram uma conversa para tentar entender o que poderia ter acontecido.

    “Durante a entrevista, o que chamou a atenção foi um possível envolvimento da proprietária do veículo com um homem de Regente Feijó. Nós identificamos, com os familiares, a residência desse cidadão e, imediatamente, a gente se deslocou até essa residência”, relatou Guelfi.

  • ‘Não vai ser um susto desse que vai me tirar da escola’, diz professora que foi vítima de ataque em escola

    ‘Não vai ser um susto desse que vai me tirar da escola’, diz professora que foi vítima de ataque em escola

    Ana Célia da Rosa, de 58 anos, estava internada no Hospital das Clínicas. Ela foi salva pela professora de educação física Cinthia Barbosa, que conseguiu imobilizar o agressor.

    A professora Ana Célia da Rosa, de 58 anos, uma das vítimas do ataque a Escola Estadual Thomazia Montoro, na segunda-feira (27), que teve alta na manhã de terça-feira (28), falou à TV Globo que pretende voltar a dar aula.

    “Isso não vai me abater, eu sou muito guerreira, eu sempre quis fazer o curso de história, eu aprendo muito todos os dias e não vou desistir. Vou voltar dia 9, assim que acabar a licença, não vai ser um susto desse que vai me tirar não”, disse Ana Célia.
    Ana foi uma das vítimas do ataque, no total, quatro professoras e um aluno foram esfaqueados dentro da escola, na Vila Sônia. Uma professora morreu. O agressor, um aluno de 13 anos do oitavo ano na escola, foi desarmado por professoras, apreendido por policiais e levado para o 34° DP, onde o caso foi registrado.

    A professora de história, que leciona há 8 anos, foi atingida na cabeça, na mão e nas pernas. Ela conta que ouviu gritos dos alunos pedindo ajuda para socorrer a professora Elisabete Tenreiro. “Corri, fui até a sala dela, quando cheguei ela estava caída e com um monte de sangue próximo ela. Me levantei e fui para a porta, quando vi ele chegou na porta, eu pedi ajuda e ele me deu a primeira facada”.

    “Ele me atacou, eu fui segurado porque achei que se ele saísse ia machucar mais pessoas. Nisso a professora Cinthia, de educação física, chegou […]. Eu sou muita grata pela professora Cinthia, ela me salvou”, afirmou.
    ‘É uma confusão de sentimentos’, diz professora que imobilizou agressor para salvar vítima de ataque em escola de SP
    Corpo de professora morta em ataque dentro de escola é velado na Zona Oeste de SP
    Com 30 pontos no braço, professora esfaqueada diz que está preocupada com a saúde mental dos alunos e professores

     

    Professoras e aluno foram esfaqueados na Escola Estadual Thomazia Montoro, na Vila Sônia, em São Paulo, no dia 27 de março de 2023

    Câmeras de segurança mostram que os ataques ocorreram dentro da sala de aula. Em vídeos registrado pelo circuito interno é possível ver o agressor atingindo uma das vítimas pelas costas

    A professora Elisabete Tenreiro, de 71 anos, não sobreviveu. Ela teve uma parada cardíaca e morreu no Hospital Universitário, da USP.

  • ‘Não vai ser um susto desse que vai me tirar da escola’, diz professora que foi vítima de ataque em escola

    ‘Não vai ser um susto desse que vai me tirar da escola’, diz professora que foi vítima de ataque em escola

    Ana Célia da Rosa, de 58 anos, estava internada no Hospital das Clínicas. Ela foi salva pela professora de educação física Cinthia Barbosa, que conseguiu imobilizar o agressor.

    A professora Ana Célia da Rosa, de 58 anos, uma das vítimas do ataque a Escola Estadual Thomazia Montoro, na segunda-feira (27), que teve alta na manhã de terça-feira (28), falou à TV Globo que pretende voltar a dar aula.

    “Isso não vai me abater, eu sou muito guerreira, eu sempre quis fazer o curso de história, eu aprendo muito todos os dias e não vou desistir. Vou voltar dia 9, assim que acabar a licença, não vai ser um susto desse que vai me tirar não”, disse Ana Célia.
    Ana foi uma das vítimas do ataque, no total, quatro professoras e um aluno foram esfaqueados dentro da escola, na Vila Sônia. Uma professora morreu. O agressor, um aluno de 13 anos do oitavo ano na escola, foi desarmado por professoras, apreendido por policiais e levado para o 34° DP, onde o caso foi registrado.

    A professora de história, que leciona há 8 anos, foi atingida na cabeça, na mão e nas pernas. Ela conta que ouviu gritos dos alunos pedindo ajuda para socorrer a professora Elisabete Tenreiro. “Corri, fui até a sala dela, quando cheguei ela estava caída e com um monte de sangue próximo ela. Me levantei e fui para a porta, quando vi ele chegou na porta, eu pedi ajuda e ele me deu a primeira facada”.

    “Ele me atacou, eu fui segurado porque achei que se ele saísse ia machucar mais pessoas. Nisso a professora Cinthia, de educação física, chegou […]. Eu sou muita grata pela professora Cinthia, ela me salvou”, afirmou.
    ‘É uma confusão de sentimentos’, diz professora que imobilizou agressor para salvar vítima de ataque em escola de SP
    Corpo de professora morta em ataque dentro de escola é velado na Zona Oeste de SP
    Com 30 pontos no braço, professora esfaqueada diz que está preocupada com a saúde mental dos alunos e professores

     

    Professoras e aluno foram esfaqueados na Escola Estadual Thomazia Montoro, na Vila Sônia, em São Paulo, no dia 27 de março de 2023 — Foto: Cristina Mayumi/TV Globo

    Professoras e aluno foram esfaqueados na Escola Estadual Thomazia Montoro, na Vila Sônia, em São Paulo, no dia 27 de março de 2023

    Câmeras de segurança mostram que os ataques ocorreram dentro da sala de aula. Em vídeos registrado pelo circuito interno é possível ver o agressor atingindo uma das vítimas pelas costas

    A professora Elisabete Tenreiro, de 71 anos, não sobreviveu. Ela teve uma parada cardíaca e morreu no Hospital Universitário, da USP.

  • Professora que morreu em ataque tinha 71 anos e lecionava ‘como propósito de vida’, diz filha

    Professora que morreu em ataque tinha 71 anos e lecionava ‘como propósito de vida’, diz filha

    Elisabete Tenreiro dava aula de ciências. Ela morreu após ser esfaqueada por um aluno dentro da Escola Estadual Thomazia Montoro. Segundo a família, ela atuava na unidade desde o começo do ano e tinha a educação como uma missão.

     

    Elisabete Tenreiro, 71. Professora morreu em ataque n E.E. Thomazia Montoro, na Vila Sônia.

    Elisabete Tenreiro, de 71 anos, professora da Escola Estadual Thomazia Montoro, morreu nesta segunda-feira (27) após ser esfaqueada por um aluno dentro da sala de aula. Outras três educadoras e um aluno ficaram feridos.

    Elisabete teve uma parada cardíaca e morreu no Hospital Universitário, da USP. Ela era professora de Ciências e atuava na unidade desde o começo do ano.

    Segundo uma das filhas, ela tinha a educação como missão e era querida pelos alunos das escolas por onde passou.

    “Ela era uma pessoa dedicada a lecionar, como propósito de vida. Ela achava que ela tinha essa missão, em um país com tanta falta de educação, se ela pudesse mudar a trajetória de um aluno, ela já ganhava com isso. Ela era muito querida por onde ela passou.”

    A educadora também trabalhou no Adolfo Lutz como técnica e a partir de 2015 começou a dar aulas. Em 2020, se aposentou do Adolfon Lutz.

     

    Professora morta durante ataque em escola estadual de SP

    O ataque
    Câmeras de segurança mostram que os ataques ocorreram dentro da sala de aula. Em vídeos registrado pelo circuito interno é possível ver o agressor atingindo uma das vítimas pelas costas.

    Em outro registro, uma professora imobiliza o aluno para salvar uma das vítimas.

    Inicialmente, a polícia havia informado que dois alunos tinham sido atingidos. Um deles, porém, foi socorrido em estado de choque, mas sem ferimentos.

    A outra criança ferida sofreu um corte no braço e foi levada a um hospital da região. Segundo a mãe de outro aluno, ele tentou salvar uma das professoras e ficou ferido superficialmente.

    Uma das professoras foi levada para o Hospital das Clínicas e o outra para o Hospital Bandeirantes.

    O governador de São Paulo, Tarcísio de Freitas (Republicanos) que cumpre agenda fora do país, lamentou por meio das redes sociais “Não tenho palavras para expressar a minha tristeza”, escreveu ele.

    O prefeito da capital paulista, Ricardo Nunes (MDB), também lamentou o ataque. “Uma tragédia que nos deixa sem palavras”, disse.