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  • 7 erros que líderes cometem em viagens de negócios e que limitam seu networking internacional

    7 erros que líderes cometem em viagens de negócios e que limitam seu networking internacional

    Especialista aponta como destinos como Dubai e Abu Dhabi revelam uma nova lógica nas viagens corporativas: menos ostentação, mais conexão emocional e posicionamento estratégico

    Com a retomada do turismo corporativo e a consolidação dos Emirados Árabes como hubs globais de negócios, destinos como Dubai e Abu Dhabi deixaram de representar apenas luxo e ostentação. Hoje, oferecem também uma nova proposta de valor para líderes: experiências personalizadas, cultura, bem-estar e oportunidades de networking emocionalmente relevante.

    A especialista em turismo de experiências e business inteligente, Denise Gonçalo, alerta que muitos executivos ainda tratam essas viagens como rotinas puramente operacionais, e com isso, perdem oportunidades valiosas de criar conexões de longo prazo, fortalecer reputação e abrir portas no cenário internacional.

    “Líderes que não entendem o valor emocional e simbólico das experiências perdem o que há de mais estratégico no novo luxo: o vínculo, a confiança e a memória que se constrói fora da sala de reunião”, afirma Denise, CEO da Dubai Connect Group.

     

    Confira os 7 erros mais comuns em viagens de negócios para destinos de alto padrão:

     

    1. Agenda sobrecarregada de reuniões, sem espaço para respirar ou se conectar ao ambiente

    2. Ignorar experiências culturais e sensoriais do destino, que ajudam a criar vínculos emocionais com parceiros

    3. Confinar-se à bolha corporativa, sem interesse real pela cultura local e suas nuances

    4. Subestimar hotéis de luxo como plataformas de encontro com investidores e tomadores de decisão globais

    5. Focar apenas no resultado comercial imediato, sem construir relacionamento verdadeiro

    6. Desconsiderar a etiqueta e o estilo de negociação dos Emirados, baseados em hospitalidade e confiança

    7. Não incluir na agenda momentos de experiências compartilhadas com parceiros ou contatos estratégicos

     

    De acordo com Denise Gonçalo, vivências como jantares sensoriais, visitas culturais guiadas, passeios no deserto e momentos de bem-estar em ambientes sofisticados — como spas de alto padrão ou rooftops privativos — vão muito além do lazer. Esses momentos atuam como ferramentas estratégicas para fortalecer laços emocionais e criar vínculos reais com parceiros de negócios.

    “O luxo hoje está menos na ostentação e mais na capacidade de criar momentos únicos e memoráveis. Em um mercado competitivo, isso pode ser o diferencial entre fechar ou não um acordo”, afirma a especialista.

    Além de gerar afinidade interpessoal, esse tipo de conexão vivencial tem um impacto direto sobre o posicionamento de marca de um business em contexto internacional. Para Denise, ao proporcionar experiências cuidadosamente pensadas, que valorizam a cultura local e o bem-estar do convidado, a empresa transmite sofisticação, empatia e visão global — valores cada vez mais valorizados no mundo dos negócios.

    “Uma marca que oferece experiências memoráveis transmite muito mais do que poder aquisitivo: comunica cuidado, curadoria e inteligência emocional. Isso posiciona o negócio como relevante e confiável no cenário internacional”, complementa Denise.

    Na prática, empresas que investem nesse tipo de abordagem conseguem não só fidelizar parceiros e investidores, mas também reposicionar sua marca no mercado global, construindo reputação premium e relações comerciais sustentáveis — elementos essenciais para se destacar em um ecossistema competitivo, como o dos Emirados Árabes ou grandes centros financeiros internacionais.

     

  • PF pretende trazer Thiago Brennand ao Brasil algemado pelas mãos e pelos pés

    PF pretende trazer Thiago Brennand ao Brasil algemado pelas mãos e pelos pés

    Medida será tomada por conta do histórico de violência do empresário e herdeiro, acusado de estupro, agressão, cárcere privado e ameaça. Ele foi preso nos Emirados Árabes no dia 17 de abril. Pedido de extradição para o Brasil foi autorizado e deve ser concluído nos próximos dias.

    A Polícia Federal pretende trazer Thiago Brennand algemado pelas mãos e pelos pés. A medida é negociada por conta do histórico de violência do empresário e herdeiro, acusado de estupro, agressão, cárcere privado e ameaça.

    Ele foi preso nos Emirados Árabes no dia 17 e deve ser extraditado nos próximos dias.

    Um delegado, dois agentes da Polícia Federal e um escrivão da Interpol treinado em jiu-jítsu fazem parte da equipe que vai transportar Thiago Brennand ao Brasil. Ao chegar, ele será levado para um Centro de Detenção Provisória de São Paulo, onde cumprirá prisão preventiva.

    A direção da PF esta em contato com o Itamaraty para o recebimento imediato da autorização de extradição. A intenção é que a equipe que irá buscar o empresário consiga embarcar o quanto antes.

    Questões de segurança são tratadas internamente entre a PF, a polícia dos Emirados Árabes e a companhia aérea. O processo avançou na manhã desta quarta (26), após a Embaixada do Brasil em Abu Dhabi receber o comunicado do governo dos Emirados Árabes Unidos autorizando a extradição.

    Nas redes sociais, Thiago se apresenta com fotos vestindo faixa preta e divulga um suposto diploma de professor de jiu-jítsu formado no Rio de Janeiro em dezembro de 2019.

    Ele é acusado de estupro, agressão, cárcere privado e ameaça. Durante a prisão, Brennand resistiu, disse que era inocente e que estava sendo injustiçado.

    A inteligência da polícia dos Emirados Árabes agiu rápido porque desconfiou que o empresário fosse tentar fugir para a Rússia, onde o empresário tem amigos e já morou antes da pandemia.

    Brennand detido
    Detido em um hotel em Abu Dhabi, Brennand também disse que estava sendo injustiçado.
    No sábado (15), autoridades dos Emirados Árabes Unidos aprovaram o pedido de extradição de Brennand.
    Há cinco mandados de prisão preventiva em território brasileiro contra o empresário, por acusações de agredir uma modelo, sequestrar, tatuar, estuprar uma segunda mulher e estuprar uma jovem e uma miss.

    Próximos passos
    Entenda quais são os próximos passos para a extradição, segundo fontes da Polícia Federal e um delegado-chefe da Interpol que acompanha o processo:

    Brennand já está preso nos Emirados Árabes? Sim. Mas, até domingo (16), ele cumpria medidas cautelares em liberdade.
    Qual a autoridade que fará o processo de extradição? A Polícia Federal, por meio da Diretoria Internacional, deve buscar Brennand no exterior. Uma equipe de agentes será enviada aos Emirados Árabes Unidos. Normalmente, dois policiais fazem o trâmite, mas uma análise de risco foi feita e, no caso do empresário, devido ao histórico de violência, serão quatro.
    O que precisa acontecer para ele ser extraditado? Para a extradição acontecer, Brennand precisava ser detido pela autoridade local e ficar preso nos Emirados Árabes. Depois, a Polícia Federal efetiva a extradição. A Interpol atua apenas na publicação da Difusão Vermelha, o que já ocorreu.
    Quando Brennand será extraditado? Com a prisão efetivada, o processo não costuma demorar. Segundo a Polícia Federal, acontece em poucos dias.
    Quem está negociando o processo de extradição? A extradição do Thiago Brennand está sendo tratada diretamente pela Polícia Federal com o Ministério do Interior dos Emirados Árabes Unidos. Trata-se de uma atividade bilateral entre o Brasil e o país asiático.
    O procurador-geral de Justiça de São Paulo, Mário Sarrubbo, que atuou no caso, disse que, depois que Brennand chegar ao Brasil, será levado a um Centro de Detenção Provisória e que a Polícia Civil assumirá as investigações.

    Vítimas com sensação de justiça
    Marcio Cezar Janjacomo, advogado que representa 12 vítimas de Brennand, disse que as clientes estão com a sensação de justiça. “Nenhuma delas estava acreditando mais na Justiça. Estavam desiludidas, porque ‘poxa vida, não prendem, não acontece’, enfim. Estão todas muito felizes com o resultado”, disse.

    O procurador-geral de Justiça de São Paulo, Mário Sarrubbo, que atuou no caso, disse que, depois que Brennand chegar ao Brasil, será levado a um Centro de Detenção Provisória e que a Polícia Civil assumirá as investigações.

    O g1 tentou contato com a defesa de Thiago Brennand, mas não obteve resposta até a última atualização desta reportagem.

    Lula confirmou extradição
    No dia 12 de abril, o g1 publicou que a extradição de Brennand seria um dos assuntos abordados pelo presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) durante sua passagem pelos Emirados Árabes.

    Fontes do Itamaraty confirmaram à TV Globo que Lula iria perguntar ao presidente Mohammed bin Zayed Al Nahyan sobre a situação do empresário.

    Após passar pela China, Lula chegou ao país árabe no sábado (15). Depois de se encontrar com o presidente local, foi questionado sobre as tratativas da extradição de Thiago Brennand e negou ter discutido o assunto, mas neste domingo (16), o presidente confirmou que as autoridades aprovaram o pedido.

  • Thiago Brennand, empresário suspeito de agressão e estupro, pede revogação de mandados de prisão para voltar ao Brasil

    Thiago Brennand, empresário suspeito de agressão e estupro, pede revogação de mandados de prisão para voltar ao Brasil

    Defesa alega que ele está nos Emirados Árabes a trabalho e quer retornar ao país e entregar passaporte sem ser preso. Justiça já decretou quatro mandados de prisões preventivas contra acusado de agredir modelo, sequestrar e tatuar outra mulher e estuprar jovem e miss.

    A defesa do herdeiro e empresário Thiago Brennand pediu à Justiça que revogue seus mandados de prisão para que ele possa voltar ao Brasil na quinta-feira (6). Ele é investigado em pelo menos oito crimes, sendo réu em seis deles. Em quatro desses seis casos, a Justiça decretou prisão preventiva.

    Segundo apurado pela TV Globo e o g1, os advogados alegam que Thiago foi aos Emirados Árabes a trabalho e que tem interesse em retornar ao Brasil, se apresentar à Polícia Federal e entregar o passaporte.

    No entanto, pede que não seja preso e tenha o nome tirado da Difusão Vermelha da Interpol. A proposta de Brennand à Justiça é analisada, segundo o Tribunal de Justiça.

    Thiago é considerado foragido da Justiça pela polícia e procurado por:

    agredir uma modelo;
    tatuar e sequestrar uma segunda mulher;
    estuprar uma jovem e uma miss.

    O empresário segue nos Emirados Árabes, onde estava desde setembro de 2022, quando o Fantástico, da TV Globo, revelou um vídeo de Brennand agredindo uma aluna dentro de uma academia na capital paulista.

    Thiago chegou a ser detido em outubro do ano passado pela Interpol nos Emirados Árabes por causa de um dos mandados de prisão, o da agressão à modelo. Mas foi solto no mesmo dia, após pagar fiança, se comprometendo a não deixar o país. O valor pago não foi divulgado.

    Até o ano passado, o Tribunal de Justiça de São Paulo (TJ-SP) e o Ministério da Justiça discutiam sobre a possibilidade de fazer um pedido de extradição aos Emirados Árabes para capturar e prender Thiago.

    Segundo os delegados José Eduardo Jorge e Luciano Samara Tuma Giaretta, do 15º Distrito Policial (DP), Itaim Bibi, na Zona Sul da capital paulista, no mês passado foram apreendidas metralhadoras, pistolas e fuzis de Thiago.

    O advogado do empresário aceitou entregar as armas depois que o certificado de registro Colecionador, Atirador e Caçador (CAC) foi cancelado pelo Exército.

    Em outras oportunidades, ela sempre negou as acusações de que seu cliente cometeu os crimes pelos quais é acusado.

    Miss e estudante de medicina Stepanie Cohen acusa herdeiro e empresário Thiago Brennand de dopá-la e estrupá-la em São Paulo

    Thiago responde ainda acusação de ter tatuado, sequestrado e mantido uma mulher em cárcere privado na fazenda dele em Porto Feliz, interior paulista. E é acusado de estuprar uma outra mulher na mesma cidade. Há dois mandados de prisão em aberto contra o empresário por estes casos.