Categoria: Polícia

  • Vice-prefeita e irmã são suspeitas de mandar matar prefeito no RN com ajuda de pastor, diz polícia

    Vice-prefeita e irmã são suspeitas de mandar matar prefeito no RN com ajuda de pastor, diz polícia

    A Polícia Civil do Rio Grande do Norte aponta que o prefeito de João Dias, Marcelo Oliveira, 38 anos, e seu pai, Sandi Alves de Oliveira, 58 anos, foram assassinados em agosto a mando da vice-prefeita afastada, Damária Jácome (Republicanos), e de sua irmã, Leidiane Jácome. Ambas contaram com o auxílio de um pastor para a execução do crime, ocorrido a 40 dias das eleições municipais, em que Marcelo disputava a reeleição.

    Os mandados de prisão contra Damária, Leidiane e o pastor foram expedidos como parte da “Operação Profanos“, deflagrada pela 76ª Delegacia de Polícia de Alexandria. Enquanto o pastor foi preso, Damária e Leidiane permanecem foragidas. Segundo a polícia, também foram cumpridos seis mandados de prisão e seis de busca e apreensão em João Dias, Patu e Marcelino Vieira.

    Conflitos políticos e pessoais motivaram o crime

    A rixa entre o prefeito e a vice-prefeita começou em 2021, logo após a posse. Damária assumiu a chefia do município quando Marcelo renunciou sob ameaça, mas ele conseguiu reverter a situação judicialmente um ano depois, retornando ao cargo. Desde então, Damária foi afastada e o clima de hostilidade se intensificou.

    Em 2022, Marcelo e sua família sobreviveram a uma tentativa de assassinato, o que aprofundou as disputas. A situação se agravou após ações policiais que resultaram na morte de irmãos de Damária e Leidiane, acusados de tráfico internacional de drogas. A família Jácome culpava Marcelo, acusando-o de colaborar com as autoridades.

    Pastor auxiliou na execução do crime

    De acordo com o delegado Alex Wagner, o pastor envolvido no caso ajudou na logística do crime, informando a localização e o momento mais propício para o assassinato. Inicialmente, o plano incluía atacar Marcelo durante um culto religioso, mas a ideia foi descartada. O crime ocorreu durante uma visita de campanha na zona rural de João Dias, onde Marcelo e seu pai foram mortos a tiros.

    Viúva do prefeito é eleita

    Após o assassinato, a viúva de Marcelo, Fatinha de Marcelo (União Brasil), entrou na disputa eleitoral e foi eleita com 66,84% dos votos. Damária ficou em segundo lugar, com 20,81%.

    Comoção e promessas de justiça

    A morte de Marcelo Oliveira gerou comoção em João Dias, cidade com cerca de 2.000 habitantes, e em todo o estado. A governadora Fátima Bezerra (PT) se comprometeu a buscar a solução do caso, que continua em investigação. A tragédia revelou um cenário de rivalidades políticas que extrapolou os limites da disputa democrática.

  • Enfermeiro e médica são indiciados por morte de idoso que recebeu dose errada de quimioterapia em BH

    Enfermeiro e médica são indiciados por morte de idoso que recebeu dose errada de quimioterapia em BH

    Vítima recebeu dose quase quatro vezes superior à prescrita pelos médicos no tratamento de câncer na medula óssea

    Nilton Carlos Araújo, de 69 anos, morreu após erro na dosagem de quimioterapia em BH

    A Polícia Civil de Minas Gerais indiciou um enfermeiro e uma médica pela morte de Nilton Carlos Araújo, de 69 anos, ocorrida em agosto deste ano. O idoso, que tratava um câncer na medula óssea no hospital da MedSênior, em Belo Horizonte, recebeu uma dose de quimioterapia quase quatro vezes superior à prescrita pelos médicos, o que resultou em complicações fatais.

    De acordo com a Polícia Civil, os dois profissionais foram indiciados por “dolo eventual”. As investigações apontaram que, no dia 19 de agosto, o enfermeiro aplicou uma dose de quimioterapia que totalizava 8,78 mg, enquanto a prescrição correta era de apenas 2,29 mg. “O profissional ignorou as identificações individuais das seringas, que estavam destinadas a outros pacientes”, informou a corporação.

    Após o erro, o paciente apresentou mal-estar, que evoluiu para um quadro de ventilação mecânica e internação. A morte ocorreu quatro dias após a aplicação da dose incorreta.

    Motivo do indiciamento do enfermeiro e da médica

    As investigações revelaram que, embora o enfermeiro tenha informado o erro à enfermeira-chefe, ele não registrou o incidente no prontuário médico, o que impossibilitou a adoção de medidas corretivas pelos médicos plantonistas.

    Já a médica responsável pelo tratamento foi informada sobre o ocorrido, mas, segundo a Polícia Civil, optou por não agir para tentar reverter a situação do paciente.

    “Após ouvir testemunhas, analisar prontuários médicos, realizar sindicâncias internas e laudos periciais, concluiu-se que o enfermeiro e a médica agiram com dolo eventual. Ambos assumiram o risco de causar a morte ao optar por não agir, mesmo tendo plenas condições de tentar evitar o desfecho fatal”, declarou a corporação.

    Hospital lamenta o ocorrido

    Em nota divulgada à época da morte, a MedSênior lamentou profundamente o falecimento de Nilton Carlos Araújo. O hospital informou que iniciou uma “investigação detalhada para compreender todas as circunstâncias envolvidas e apurar fatos e responsabilidades”.

    A instituição também destacou que o paciente foi transferido imediatamente para um hospital de referência, onde recebeu cuidados intensivos com acompanhamento contínuo.

    “A MedSênior manifesta seu imenso pesar, solidariedade e apoio aos familiares, reiterando o compromisso com o cumprimento rigoroso de protocolos que garantam a segurança e a integridade de seus pacientes”, concluiu a nota.

  • Agente da PF suspeito de contrabando participou de série de TV sobre aeroportos

    Agente da PF suspeito de contrabando participou de série de TV sobre aeroportos

    O policial federal Gianpiero Nieri Rocha, de 48 anos, que foi um dos participantes da série de televisão “Aeroporto: Área Restrita”, é um dos alvos da Operação Ládon, da Polícia Federal (PF), deflagrada na última sexta-feira, 1º, que investiga um esquema de contrabando de ouro em aeroportos brasileiros. Na produção audiovisual, Nieri aparece como um dos profissionais responsáveis no combate deste tipo de crime no Aeroporto de Guarulhos, em São Paulo.

     

    Segundo o portal Metrópoles, Nieri e outro policial federal, Ernesto Kenji Igarashi, de 51 anos, foram afastados da PF e estão sendo monitorados por tornozeleiras eletrônicas. Os dois agentes recebiam ouro e repassavam para pessoas que eram responsáveis por transportar o metal precioso. O material seria oriundo de garimpos clandestinos.

     

    Em uma nota enviada ao Estadão, a PF afirmou que a Operação Ládon tem como objetivo apurar a possível ocorrência dos crimes de organização criminosa, usurpação de bens da União, evasão de divisas, corrupção ativa, corrupção passiva e lavagem de dinheiro.

     

    A corporação afirmou que as investigações se deram entre 2018 e 2022. No período, foi constatado que um grupo teria transportado ilegalmente centenas de quilos de ouro para o exterior a partir de voos internacionais oriundos de São Paulo.

     

    A PF cumpriu mandados de busca e apreensão nas cidades de São Paulo, Bragança Paulista, Fortaleza, Brasília e em Irupi, no Espírito Santo.

     

    O Estadão procurou as defesas de Nieri e Igarashi, mas ainda não obteve retorno até a publicação deste texto.

     

    Nieri aparece em série combatendo o contrabando de mercadorias ilegais

    Nieri é um dos policiais que participam da primeira temporada da série “Aeroporto: Área Restrita”, que é produzido pelo estúdio Discovery Global e apoiado pela Agência Nacional de Cinema (Ancine). A produção foi lançada em 2017, um ano antes do início da investigação da PF sobre o esquema de contrabando de ouro.

     

    Na série, policiais e agentes da Receita Federal do Aeroporto de Guarulhos são filmados enquanto realizam fiscalizações e apreensões de entorpecentes, pedras preciosas e outros itens ilegais. Nieri é o personagem principal do quinto episódio da temporada, intitulado como “Descaminhos”.

     

    No episódio, Nieri participava do monitoramento de passageiros que viajavam de Miami, nos Estados Unidos, para São Paulo trazendo mercadorias ilegais em bagagens para fins comerciais de contrabando.