Categoria: Mundo

  • Kiev vai retirar estátua símbolo da amizade entre russos e ucranianos

    Kiev vai retirar estátua símbolo da amizade entre russos e ucranianos

    O prefeito de Kiev, Vitali Klitschko, determinou que uma estátua que simboliza a amizade entre russos e ucranianos seja retirada Arco da Amizade do Povo, no centro da cidade.

    A estátua de bronze, inaugurada em 1982, representa dois trabalhadores de pé, lado a lado. O monumento é um dos principais da era soviética. Segundo a prefeitura, a estrutura será desmontada nesta terça-feira (26/4).

    Klitschko adiantou que o Arco da Amizade do Povo será renomeado e iluminado com as cores da bandeira ucraniana. Russos e ucranianos estão em guerra há 61 dias.

    “Esta semana vamos desmontar uma escultura de bronze de dois trabalhadores, erguida em 1982 para comemorar a reunificação da Ucrânia com a Rússia. Os oito metros de metal da chamada ‘amizade de dois povos’ serão removidos do centro de Kiev”, declarou o prefeito.

  • Rússia faz aceno inédito e envia proposta de acordo de paz à Ucrânia

    Rússia faz aceno inédito e envia proposta de acordo de paz à Ucrânia

    A Rússia entregou uma proposta de acordo de paz à Ucrânia. O aceno, até então inédito, é a investida mais forte do Kremlin para por fim aos bombardeios, iniciados em 24 de fevereiro.


    Nesta quarta-feira (20/4), o porta-voz do Kremlin, Dmitry Peskov, afirmou, segundo agências internacionais de notícias, que aguarda a resposta de Kiev sobre a proposta. Até então, Rússia e Ucrânia haviam apresentado somente condições para negociar.

    “O documento que hoje apresentamos é o nosso projeto e inclui reformulações absolutamente claras e desenvolvidas. A bola está do lado deles [Ucrânia], estamos à espera de uma resposta”, frisou Peskov.

    Ele completou: “Mas reitero mais uma vez a dinâmica do trabalho do lado ucraniano deixa muito a desejar, os ucranianos não mostram uma grande vontade em intensificar o processo de conversações.”

    Em março, a Ucrânia apresentou à Rússia o seu projeto de acordo em Istambul, onde as duas partes negociaram um hipotético fim do conflito.

    A Rússia e a Ucrânia vivem um embate por causa da possível adesão ucraniana à Otan, entidade militar coordenada pelos Estados Unidos.

    Na prática, Moscou vê essa possibilidade como uma ameaça à sua segurança. Sob essa alegação, invadiu o país liderado por Zelensky, em 24 de fevereiro. A guerra completa, nesta quarta-feira, 56 dias.

  • Rússia se nega a interromper bombardeios para negociar acordo de paz

    Rússia se nega a interromper bombardeios para negociar acordo de paz

    O governo russo se negou a interromper os bombardeios na Ucrânia para negociar o que seria um acordo de paz no Leste Europeu. Nesta segunda-feira (11/4), o ministro das Relações Exteriores da Rússia, Sergei Lavrov, confirmou que Moscou não pedirá que tropas pausem os ataques. As declarações foram dadas em entrevista à TV estatal russa.

    “Depois que nos convencemos de que os ucranianos não planejavam retribuir, foi tomada a decisão de que, durante as próximas rodadas de negociações, não haveria pausa enquanto um acordo final não fosse alcançado”, afirmou Lavrov.

    A guerra completa, nesta segunda-feira, 47 dias. O Conselho de Segurança da Organização das Nações Unidas (ONU) discute a situação dramática que a Ucrânia está vivendo.


    As negociações para um acordo de paz estão estagnadas desde que a Ucrânia acusou a Rússia de executar um massacre em Bucha, cidade próxima a Kiev.

    A declaração de Lavrov ocorre após o Papa Francisco pedir, no domingo (10/4), uma trégua de Páscoa.

    Pedido de armas

    O presidente da Ucrânia, Volodymyr Zelensky, pediu aos parlamentares sul-coreanos mais apoio para militares do país invadido, incluindo aviões e tanques.

    Nesta segunda-feira (11/4), Zelensky discursou no Parlamento sul-coreano. “A Coreia do Sul pode ajudar a Ucrânia, já que dispõe de vários sistemas de defesa contra tanques, navios e mísseis russos”, explicou.

    “Ficaríamos gratos se a Coreia do Sul pudesse nos ajudar a combater a Rússia. Se a Ucrânia puder ter essas armas, elas não apenas salvarão a vida das pessoas comuns, mas também salvarão a Ucrânia”, frisou.

    A Rússia e a Ucrânia vivem um embate por causa da possível adesão ucraniana à Organização do Tratado do Atlântico Norte (Otan), entidade militar liderada pelos Estados Unidos.

    Na prática, Moscou vê essa possibilidade como uma ameaça à sua segurança. Sob essa alegação, invadiu o país liderado por Volodymyr Zelensky, em 24 de fevereiro.

  • Duque aposta suas fichas políticas na legalização de venezuelanos

    Duque aposta suas fichas políticas na legalização de venezuelanos

    A ambiciosa meta de legalizar quase dois milhões de venezuelanos que fugiram da crise ou da perseguição política para a Colômbia catapultou o presidente Iván Duque a uma posição de ponta no continente, incensado agora pela comunidade internacional. Conforme o estatuto de proteção temporária anunciado pelo governo colombiano, imigrantes que chegaram ao país antes de janeiro deste ano serão regularizados por dez anos.

    Festejado com seu gesto pela ONU e pela União Europeia, o conservador Duque se mostra também alinhado com o novo governo dos EUA: o presidente Joe Biden apresentou um projeto que abre caminho para a legalização de 11 milhões de imigrantes sem documento que vivem no país, a maioria proveniente da América Latina.

    Nos últimos anos, a Colômbia recebeu a terça parte dos quase seis milhões de refugiados venezuelanos. De acordo com o diretor de Migração, Juan Francisco Espinosa, cerca de um milhão estão em situação irregular e 400 mil são crianças em idade escolar. “As pessoas deixaram a Venezuela porque não têm como sobreviver.”

    Eleito em 2018, sob a bênção do ex-presidente e mentor político Álvaro Uribe, Duque é impopular e crítico do acordo de paz selado entre seu antecessor, Juan Manuel Santos, e representantes das Farc. Sob seu governo, a implementação tornou-se vulnerável a frequentes objeções e revisões.

    O presidente colombiano faz da oposição ferrenha ao regime venezuelano comandado por Nicolás Maduro, que qualifica com todas as letras como “narcoditadura”, uma das principais bandeiras de seu governo. A estratégia para regularizar os exilados, portanto, é engenhosa. Ao decidir criar um estatuto que protege e beneficia pelo menos 1,7 milhão de imigrantes oriundos do país vizinho, ele angaria a simpatia no exterior e se cacifa para a liderança no continente.

    Além de demonstrar solidariedade aos refugiados, o presidente colombiano, que chegou a ser comparado à chanceler alemã Angela Merkel por seu gesto, cala os opositores, pelo menos por um tempo. E desvia o debate político acirrado pelo assassinato de lideranças sociais e de ex-guerrilheiros e também pelo atraso no programa de vacinação contra a Covid-19.

    Como o presidente explicou no anúncio de seu projeto na Casa Nariño, cercado de representantes de organismos internacionais, a ideia é transformar o processo de legalização de venezuelanos “num marco na política da migração da Colômbia e também da América Latina”. Duque busca imprimir uma marca a seu governo — a do acolhimento — à altura do acordo de paz que deu a seu antecessor o Nobel da Paz.

     
  • Cubanos são resgatados de ilha deserta nas Bahamas depois de mais de 1 mês naufragados

    Cubanos são resgatados de ilha deserta nas Bahamas depois de mais de 1 mês naufragados

    A guarda-costeira dos Estados Unidos resgatou, na terça-feira (9), três cubanos que ficaram naufragados por 33 dias no Cayo de Anguilla, uma pequena ilha deserta nas Bahamas.

    Dois homens e uma mulher sobreviveram por mais de um mês em um abrigo improvisado com lonas, e se alimentando principalmente de coco verde, que era coletado na ilha.

    Eles foram avistados pedindo ajuda na segunda-feira (8) por uma patrulha de rotina, disseram as autoridades americanas em um comunicado.

    Os agentes arremessaram água, comida e um rádio para a comunicação com os náufragos, mas o resgate mesmo, só aconteceu no dia seguinte, por conta das más condições do tempo.

    A embarcação em que eles estavam foi afundada por conta do mar revolto, e os três precisaram nadar até a ilha deserta.

    Eles foram encaminhados para um hospital da Flórida, e não apresentavam ferimentos graves.

     

  • Merkel: lockdown não vai durar ‘nem um dia a mais do que o necessário’

    Merkel: lockdown não vai durar ‘nem um dia a mais do que o necessário’

    A chanceler da Alemanha, Angela Merkel, pediu paciência aos alemães, nesta quinta-feira (11) e garantiu que seu governo não irá estender o confinamento nacional – imposto para conter o avanço de novas variantes do coronavírus – para além do necessário.

    “Como democracia, temos a tarefa de não manter as restrições em vigor nem um dia a mais do que o necessário”, disse Merkel em um pronunciamento no Parlamento em Berlim.

    Merkel justificou a prorrogação do lockdown para o dia 7 de março, anunciada na quarta-feira (10), e disse que a renovação das restrições é necessária para se evitar a chegada de uma nova onda da pandemia de Covid-19.

    Essa foi a terceira vez seguida que o país mudou a data final do confinamento.

    Com a prorrogação do confinamento, permanecem fechados:

    • Bares
    • Restaurantes
    • Hotéis
    • Academias de ginástica
    • Cinemas
    • Teatros
    • Comércio não essencial

    Segundo o plano de reabertura defendido por Merkel, é preciso que o número semanal de infecções caia para 35 a cada 100 mil habitantes para que se avalie a volta das atividades.

    Atualmente, essa taxa está em 68 infectados a cada 100 mil habitantes, número bastante inferior aos 200 por 100 mil registrados no fim de dezembro do ano passado.

    O governo anunciou também que a prioridade da reabertura estará nas creches e escolas, que poderão voltar a funcionar antes mesmo do prazo determinado.

    Salões de beleza também poderão ser reabertos antes deste prazo. A previsão do governo, é que esse tipo de estabelecimento possa voltar a funcionar em 1º de março.

    No fim de janeiro, a Alemanha proibiu entrada de viajantes com origem no Brasil para tentar conter a nova variante do coronavírus.

    A medida também foi aplicada a pessoas que estiveram recentemente na África do Sul, em Portugal, Reino Unido e Irlanda e, inicialmente, será válida até 17 de fevereiro.

    A Alemanha está sob intenso confinamento desde novembro, com uma segunda onda do coronavírus muito pior e mais longa do que a primeira.

    O número de casos registrados da doença passa dos 2,3 milhões no país, e as mortes por Covid-19 já são mais de 63,2 mil.

     

  • Avião do presidente do Equador faz pouso de emergência em Washington

    Avião do presidente do Equador faz pouso de emergência em Washington

    O avião presidencial do Equador, com o presidente Lenín Moreno e vários acompanhantes a bordo, fez um pouso de emergência em Washington, onde terminava uma visita oficial, mas todos “estão bem”, segundo o Ministério das Comunicações do Equador.

    “O avião presidencial apresentou uma falha mecânica e teve que fazer um pouso de emergência”, anunciou o órgão em um comunicado.

    “Moreno e todos os ocupantes do avião estão bem e voltarão ao Equador nas próximas horas”, acrescentou.

    O presidente, cujo mandato de quatro anos termina no dia 24 de maio, cumpriu uma agenda oficial na última semana na capital norte-americana.

    Ele se reuniu com Kristalina Georgieva, diretora-gerente do Fundo Monetário Internacional (FMI), entidade que concedeu um empréstimo de 6,5 bilhões de dólares ao país sul-americano em setembro passado. Também encontrou funcionários do governo do novo presidente, Joe Biden.