Categoria: Econômia

  • IBC-Br tem alta de 0,34% em fevereiro, abaixo do esperado

    IBC-Br tem alta de 0,34% em fevereiro, abaixo do esperado

    A economia brasileira voltou a crescer em fevereiro, mas em um ritmo abaixo do esperado, mostraram dados do Banco Central nesta segunda-feira.

    O Índice de Atividade Econômica (IBC-Br) registrou em fevereiro alta de 0,34% na comparação com janeiro, de acordo como dado dessazonalizado.

    O indicador, que é um sinalizador do Produto Interno Bruto (PIB), marcou com isso um retorno ao crescimento, após queda de 0,73% em janeiro.

    O resultado do primeiro mês do ano foi revisado pelo BC de uma contração de 0,99% informada antes.

    Na comparação com fevereiro de 2021, o IBC-Br registrou ganho de 0,66%, enquanto no acumulado em 12 meses passou a um avanço de 4,82%, de acordo com números observados.

    O BC retomou a divulgação do IBC-Br depois de um atraso de quase um mês devido à mobilização de servidores, que pressionam o governo por reajustes salariais. A greve chegou a ser suspensa, mas será retomada na terça-feira, segundo o Sindicato Nacional dos Funcionários do BC.

    A atividade econômica brasileira vem enfrentando um cenário de inflação persistentemente alta, agravada pela invasão da Ucrânia pela Rússia, que eleva preços de commodities e petróleo e afeta ainda o crescimento global.

    “Avaliamos que a atividade econômica está mais forte que o esperado anteriormente. De toda forma, o cenário continua desafiador com a inflação alta, a taxa de juros elevada e incertezas tanto do cenário global (Covid na China e guerra na Ucrânia) quanto do processo eleitoral local”, avaliou em nota Felipe Sichel, sócio e economista-chefe do Banco Modal.

    Buscando conter a alta dos preços, o BC vem elevando a taxa básica de juros Selic, que já está em 11,75%, o que tende a restringir a atividade e o consumo.

    A autoridade monetária volta a se reunir na quarta-feira, e a expectativa é de novo aumento de 1 ponto percentual na Selic, com o mercado de olho nas sinalizações que o BC dará sobre a política monetária diante da alta persistente dos preços.

    Em fevereiro, a indústria brasileira voltou a crescer, a uma taxa de 0,7%, mas ainda permanecia abaixo do patamar pré-pandemia, enquanto o volume de serviços decepcionou e caiu 0,2%.

    O destaque no mês foi o setor varejista, cujas vendas aumentaram 1,1% em relação a janeiro, segundo mês seguido de ganhos e bem mais do que o esperado.

    A pesquisa Focus realizada semanalmente pelo BC com uma centena de economistas aponta que a expectativa é de que o PIB cresça 0,70 neste ano, indo a uma expansão de 1,0% em 2023.

    “Mantemos a avaliação de que a economia brasileira perderá força ao longo do ano. Acreditamos que o PIB irá avançar moderadamente no primeiro semestre e contrair no segundo semestre de 2022”, avaliou Rodolfo Margato, economista da XP, revisando ao mesmo tempo a projeção de crescimento do PIB neste ano de 0% para 0,8%.

  • Arrecadação federal tem novo recorde e soma R$ 164,1 bi em março

    Arrecadação federal tem novo recorde e soma R$ 164,1 bi em março

    A arrecadação do governo federal alcançou R$ 164,147 bilhões em março, alta de 8,7% na comparação com fevereiro, de acordo com informações divulgadas pela Receita Federal, nesta quinta-feira (24/8). No ano, os recolhimentos somam R$ 556,768 bilhões no primeiro trimestre, resultado 11,08% superior ao apurado no mesmo período do ano passado.

    Para março, na comparação anual, o resultado corresponde a uma alta real de 6,92%. É a maior arrecadação para o mês na série histórica da Receita corrigida pela inflação, iniciada em 1995.

    A alta na arrecadação no período é resultado do Imposto Sobre a Renda das Pessoas Jurídicas (IRPJ) e da Contribuição Social Sobre o Lucro (CSLL). Sem considerar os pagamentos atípicos, haveria um crescimento real de 8,1% na arrecadação do período.

    Em março, o IRPJ e CSLL totalizaram uma arrecadação de R$ 34.158 milhões, com crescimento real de 24,73%, que correspondem a 35,5% a mais na arrecadação mensal — de março —, e de 27,43% na arrecadação da declaração de ajuste anual.

    No trimestre, o imposto para empresas e as contribuições sobre o lucro líquido totalizaram R$ 147,026 milhões. alta real de 22,9%. Houve crescimento de 84,42% na arrecadação relativa à declaração de ajuste dos impostos, e de 14,97% na arrecadação da estimativa mensal.

    Guerra

    A guerra entre Rússia e Ucrânia continua a impactar a economia brasileira. De acordo com a Receita, chama atenção a realização de pagamentos atípicos de, aproximadamente, R$ 3 bilhões, por empresas ligadas ao setor de commodities, ou seja, matérias-primas com cotação internacional.

  • Contas de luz: reajustes neste ano chegam a 24%, mas fim da taxa extra deve compensar, diz Aneel

    Contas de luz: reajustes neste ano chegam a 24%, mas fim da taxa extra deve compensar, diz Aneel

    A Agência Nacional de Energia Elétrica (Aneel) tem aprovado neste ano reajustes tarifários que variam de 7% a 24% nas contas de luz de clientes residenciais das distribuidoras de energia.

    Grande parte dos reajustes tem ficado acima dos registrados no ano passado, quando a conta de luz do consumidor residencial subiu, em média, 8,25%, segundo dados da Aneel.

    Os reajustes deste ano refletem, entre outros motivos, a alta da inflação. Os contratos de compra e distribuição de energia são reajustados pela inflação medida pelo Índice Nacional de Preços ao Consumidor Amplo (IPCA) e pelo Índice Geral de Preços-Mercado (IGP-M), respectivamente. Nos dois casos, os índices acumulados em 12 meses estão acima de 10%.

    A correção dos encargos setoriais que incidem sobre a conta de luz também contribuiu para a alta de dois dígitos.

    Abaixo, os reajustes médios nas tarifas de energia dos consumidores residenciais aprovados pela Aneel neste ano:

    OS REAJUSTES APROVADOS NESTE ANO PELA ANEEL

    EmpresaReajusteEntrada em vigor
    Enel Ceará (CE)23,99%22 de abril
    Neoenergia Coelba (BA)20,73%22 de abril
    Neoenergia Cosern (RN)19,87%22 de abril
    Energisa Sergipe (SE)16,46 %22 de abril
    Energisa Mato Grosso (MT)20,36%16 de abril
    Energisa Mato Grosso do Sul (MS)16,83%16 de abril
    CPFL Paulista (SP)13,80%8 de abril
    CPFL Santa Cruz (SP, MG e PR)7,17%22 de março
    Enel Distribuição Rio (RJ)17,14%15 de março
    Light (RJ)15,41%15 de março
    Energisa Borborema (PB)9,39%4 de fevereiro

    Fonte: Aneel

    Reajustes de dezenas de outras distribuidoras ainda serão aprovados pela Aneel ao longo deste ano.

    Além dos reajustes já definidos, a agência aprovou uma redução nas tarifas de sete pequenas distribuidoras de energia. Essas sete distribuidoras recebem subvenção econômica. As reduções variam de 3,38% a 26,69%.

    Como funciona

    Os reajustes nas tarifas de energia acontecem anualmente e variam conforme cada distribuidora. Normalmente, acontecem no aniversário de contrato de cada distribuidora, com exceção de quando há a “revisão tarifária periódica”.

    O objetivo do reajuste tarifário anual é justamente repassar ao consumidor a alta dos custos das empresas. Os reajustes precisam ser aprovados pela Aneel.

    Fim da bandeira

    Segundo a Aneel, o fim da bandeira escassez hídrica em abril deve reduzir e, em alguns casos, até anular o efeito dos reajustes tarifários.

    As bandeiras representam uma taxa extra aplicada à conta de luz quando aumenta o custo de produção de energia.

    A bandeira escassez hídrica foi criada pelo governo no ano passado, em meio à crise energética. Ela adicionava R$ 14,20 às contas de energia para cada 100 kWh consumidos. Ficou em vigor de setembro de 2021 a 15 de abril de 2022.

    Desde sábado passado (16), está em vigor a bandeira verde — em que não há cobrança adicional. A Aneel prevê que essa bandeira deve ficar em vigor até o fim do ano.

    Exemplos

    No caso da Enel Ceará, por exemplo, o reajuste tarifário aprovado foi de 23,99% (era de 24,88%, mas foi revisado) para os consumidores residenciais. Mas a combinação do reajuste tarifário com o término da cobrança da bandeira escassez hídrica resultará em um efeito tarifário a ser percebido pelo consumidor de 0,09%, diz a Aneel.

    Para a Energisa Sergipe, o reajuste aprovado nas tarifas foi de 16,46%, mas quando considerado o fim da bandeira escassez hídrica, o impacto tarifário a ser percebido pelo consumidor residencial será de uma queda de 6,15% na conta de luz, informa a Aneel.

    A agência disse ao g1 que não é possível dizer em quantos pontos percentuais o fim da taxa extra deve atenuar os reajustes tarifários, pois o cálculo varia de distribuidora para distribuidora. Mas a tendência, diz a Aneel, é de redução do impacto percebido pelo consumidor.

    Projeções

    Projeções da TR Soluções, empresa de tecnologia especializada em tarifas de energia, indicam que o fim da bandeira da escassez hídrica proporciona uma redução imediata média de 12,5% nas contas de luz dos consumidores residenciais.

    “As projeções indicam ainda que, na comparação dos valores previstos para 2022 ante os pagos no ano passado, as tarifas de energia residenciais teriam uma alta média de 11,20% desconsiderando as bandeiras tarifárias. Mas, com o fim da bandeira da escassez hídrica, o efeito médio percebido pelo consumidor passa a ser de aumento de apenas 6,09% no ano”, diz a consultoria em nota.

  • INSS libera consulta ao 13º salário antecipado. Veja calendário

    INSS libera consulta ao 13º salário antecipado. Veja calendário

    O Instituto Nacional do Seguro Social (INSS) libera nesta sexta-feira (15/4) a consulta à primeira parcela do 13º salário de aposentados e pensionistas. Segundo o órgão, 31 milhões de beneficiários receberão, neste mês, a primeira parcela do 13º, o equivalente a R$ 25,3 bilhões. A antecipação será creditada com os benefícios regulares, a partir do próximo dia 25 de abril.

    Cerca de 30,5 milhões de beneficiários do INSS serão contemplados com a antecipação do 13º salário em todo o Brasil. Segundo o Governo Federal, a medida vai injetar cerca de R$ 56,7 bilhões na economia.

    Nesta primeira parcela, é descontado o Imposto de Renda proporcional.

    A primeira parcela, que correspondente a 50% do valor do benefício, será paga entre 25 de abril e 6 de maio. Já a segunda parcela será paga entre 25 de maio e 7 de junho.

    Veja o calendário:

    1ª Parcela

    Para quem ganha um salário mínimo (R$ 1.212):

    • NIS final 1: 25 de abril
    • NIS final 2: 26 de abril
    • NIS final 3: 27 de abril
    • NIS final 4: 28 de abril
    • NIS final 5: 29 de abril
    • NIS final 6: 2 de maio
    • NIS final 7: 3 de maio
    • NIS final 8: 4 de maio
    • NIS final 9: 5 de maio
    • NIS final 0: 6 de maio

    Para quem ganha mais de um salário mínimo:

    • NIS final 1 e 6: 2 de maio
    • NIS final 2 e 7: 3 de maio
    • NIS final 3 e 8: 4 de maio
    • NIS final 4 e 9: 5 de maio
    • NIS final 5 e 0: 6 de maio

    2ª parcela

    Para quem ganha um salário mínimo (R$ 1.212):

    • NIS final 1: 25 de maio
    • NIS final 2: 26 de maio
    • NIS final 3: 27 de maio
    • NIS final 4: 30 de maio
    • NIS final 5: 31 de maio
    • NIS final 6: 1º de junho
    • NIS final 7: 2 de junho
    • NIS final 8: 3 de junho
    • NIS final 9: 6 de junho
    • NIS final 0: 7 de junho

    Para quem ganha mais de um salário mínimo:

    • NIS final 1 e 6: 1º de junho
    • NIS final 2 e 7: 2 de junho
    • NIS final 3 e 8: 3 de junho
    • NIS final 4 e 9: 6 de junho
    • NIS final 5 e 0: 7 de junho

    Quem pode receber?

    Por lei, tem direito ao 13º quem, durante o ano, recebeu benefício previdenciário de aposentadoria, pensão por morte, auxílio-doença, auxílio-acidente ou auxílio-reclusão.

    Na hipótese de cessação programada do benefício, prevista antes de 31 de dezembro de 2021, será pago o valor proporcional do abono anual ao beneficiário.

    Aqueles que recebem benefícios assistenciais (Benefício de Prestação Continuada da Lei Orgânica da Assistência Social – BPC/LOAS e Renda Mensal Vitalícia – RMV) não têm direito ao abono anual.

    Como consultar

    Existem três meios para consultar os benefícios do INSS: por telefone, por site ou por aplicativo:

    1. Por telefone, a consulta pode ser feita pela central de atendimento, no número 135. É preciso informar o número do CPF e confirmar informações cadastrais. Em seguida, deve ser informado qual benefício se quer informações. O atendimento está disponível de segunda a sábado, das 7h às 22h.
    2. Pelo site, no endereço Meu INSS. Após o login, clique no serviço de “Extrato de Pagamento” para acessar seu extrato e todos os detalhes sobre o pagamento do benefício.
    3. Pelo aplicativo, a consulta do benefício também pode ser feita pelo aplicativo Meu INSS, disponível para Android e iOS. Assim como no site, é necessário fazer o login no app. Lá, todos os serviços disponíveis e histórico das informações do beneficiário serão listados.
  • Vale-gás de abril vai ser de R$ 51, diz governo; pagamentos começam nesta quinta

    Vale-gás de abril vai ser de R$ 51, diz governo; pagamentos começam nesta quinta


    O Ministério da Cidadania anunciou nesta quinta-feira (14) que o valor do auxílio gás será de R$ 51 em abril. O valor é R$ 1 menor que o de fevereiro. O benefício será pago para 5,39 milhões de famílias, no valor total de R$ 275 milhões.

    Questionado pelo g1 sobre a razão da diminuição do valor, o Ministério da Cidadania informou que o valor do benefício é de no mínimo 50% da média do preço nacional de referência do botijão de 13 kg nos seis meses anteriores.

    Levantamento do g1 mostra que o valor do auxílio gás de R$ 51 equivale à metade do preço médio do botijão de gás apenas no estado do Rio de Janeiro.

    Além disso, o número de famílias contempladas caiu: em fevereiro eram 5,58 milhões, queda de cerca de 190 mil beneficiários. Já o valor total destinado ao pagamento teve redução de R$ 4 milhões (de R$ 279 milhões para R$ 275 milhões).

    Pagamentos de abril começam hoje

    Nesta quinta-feira (14), começa o pagamento de mais uma parcela do benefício. Os primeiros a receber são os beneficiários que possuem final de número de inscrição social (NIS) 1.

    O benefício foi sancionado pelo presidente Jair Bolsonaro em novembro do ano passado para ajudar famílias de baixa renda a comprar o botijão de gás.

    O pagamento do benefício é bimestral e o valor corresponde a 50% da média do preço do botijão de 13 kg de gás liquefeito de petróleo (GLP).

    Neste ano, os pagamentos são feitos nos meses pares, nas mesmas datas das parcelas do Auxílio Brasil – que se baseiam no final de número de inscrição social (NIS).

    Com isso, confira o calendário de pagamentos para o mês de abril, de acordo com o número final do NIS:

    • 1: 14/abril
    • 2: 18/abril
    • 3: 19/abril
    • 4: 20/abril
    • 5: 22/abril
    • 6: 25/abril
    • 7: 26/abril
    • 8: 27/abril
    • 9: 28/abril
    • 0: 29/abril

    Quem tem direito

    • Famílias inscritas no Cadastro Único para Programas Sociais do governo federal (CadÚnico), com renda familiar mensal per capita menor ou igual a meio salário mínimo nacional (R$ 606). Clique aqui e veja como se inscrever no CadÚnico;
    • Famílias que tenham entre seus membros residentes no mesmo domicílio quem receba o Benefício de Prestação Continuada da assistência social, o BPC, que prevê um salário mínimo mensal (R$ 1.212) à pessoa com deficiência e ao idoso com 65 anos ou mais que comprovem não possuir meios de prover a própria manutenção nem a família;
    • A lei estabelece que o auxílio será concedido “preferencialmente às famílias com mulheres vítimas de violência doméstica que estejam sob o monitoramento de medidas protetivas de urgência”.

    Como é calculado o valor

    Os beneficiários recebem, a cada dois meses, o valor correspondente a pelo menos 50% do preço médio nacional de revenda do botijão de 13 kg.

    Para averiguação do valor do benefício, a Agência Nacional do Petróleo, Gás Natural e Biocombustíveis (ANP) divulga mensalmente, até o 10º dia útil do mês, o valor da média dos seis meses anteriores referentes ao preço nacional do botijão de 13kg de GLP.

    Levantamento do g1 no site da ANP mostra um salto no valor médio mensal do botijão em março e abril deste ano. Veja abaixo:

    • Abril de 2002: R$ 113,54 (de 03/04/2022 a 09/04/2022)
    • Março de 2022 – R$ 109,31
    • Fevereiro de 2022 – R$ 102,52
    • Janeiro de 2022 – R$ 102,41
    • Dezembro de 2021 – R$ 102,32
    • Novembro de 2021 – R$ 102,44
    • Outubro de 2021 – R$ 100,78
    • Setembro de 2021 – R$ 97,74
    • Agosto de 2021 – R$ 93,43

    Mesmo com o aumento do preço nos seis meses anteriores, o valor do vale-gás de abril teve redução de valor.

    Em fevereiro, o auxílio teve o valor de R$ 52 e foi pago a 5,58 milhões de famílias, o que representou um repasse de R$ 279 milhões.

    Dados do IBGE mostram que, nos 12 meses até março, o preço do gás de cozinha para o consumidor final acumulou alta de 29,56%.

    A Petrobras reduziu a partir de 9 de abril o preço do gás de botijão vendido às distribuidoras. O preço médio de venda de GLP passou de R$ 4,48 para R$ 4,23 por kg – equivalente a R$ 54,94 por 13kg. Com isso, o preço terá uma redução média de R$ 3,27 por 13 kg, ou de 5,58%.

    Como é feito o pagamento

    O pagamento é feito dentro do mesmo cronograma do Auxílio Brasil, levando em conta o último dígito do Número de Identificação Social (NIS).

    Calendário de pagamentos do Auxílio Brasil em 2022 — Foto: Economia/g1

    Calendário de pagamentos do Auxílio Brasil em 2022 — Foto: Economia/g1

    Os cartões e senhas utilizados para o saque do Auxílio Brasil podem ser utilizados para o recebimento do vale-gás.

    O saque pode ser feito nas lotéricas, correspondentes Caixa Aqui e terminais de autoatendimento. O benefício pode ainda ser pago em poupança social digital do Caixa Tem.

    A validade da parcela do benefício do Programa Auxílio Gás é de 120 dias, contados da data em que for disponibilizado o benefício na opção de pagamento.

    É possível consultar a situação do benefício pelo aplicativo Auxílio Brasil, aplicativo Caixa Tem e Atendimento Caixa, pelo telefone 111. Em caso de dúvidas o beneficiário pode entrar em contato com o Ministério da Cidadania pelo telefone 121.

    O programa tem duração de 5 anos. Assim, como o pagamento será a cada dois meses, a previsão é de que sejam pagas 30 parcelas.

    Nordeste tem maior número de beneficiários

    A região Nordeste é a com o maior número de beneficiários do Auxílio Gás, com 2,68 milhões de contemplados e um investimento de R$ 137 milhões. Em seguida, o Sudeste aparece com 1,69 milhão de beneficiados e repasse de R$ 86,3 milhões.

    O Norte tem mais de 528 mil famílias atendidas com uma transferência de R$ 26,9 milhões em abril. No Sul, são 324,8 mil famílias contempladas em um total de R$ 16,5 milhões, enquanto no Centro-Oeste são 160,3 mil famílias recebendo R$ 8,1 milhões.

  • Citi sobe projeção para alta do IPCA em 2022 a 7,6% com pressão global agravando cenário já desafiador

    Citi sobe projeção para alta do IPCA em 2022 a 7,6% com pressão global agravando cenário já desafiador

    O Citi ajustou para cima sua projeção de alta do IPCA neste ano, a 7,6%, citando piora na qualidade da inflação e ímpeto cada vez maior da inércia de preços, o que também levou a aumento da estimativa para 2023.

    Em cenário anterior, o Citi esperava que o Índice Nacional de Preços ao Consumidor Amplo (IPCA) subiria 6,7% em 2022. “Os desdobramentos globais, como o conflito na Europa e o aumento das restrições relacionadas à Covid-19 na Ásia, continuam adicionando pressões ao ambiente de inflação doméstico já complicado”, disse o banco em relatório nesta quarta-feira.

    Sob os novos prognósticos, o Citi projeta o pico da inflação em abril, quando o IPCA deve avançar 11,7% em 12 meses.

    “A qualidade da inflação está se deteriorando continuamente, com os preços inerciais ganhando força”, o que justificou revisão de sua projeção para a alta do índice no ano que vem a 3,9%, acima do centro da meta para o período pela primeira vez.

    Os objetivos oficiais de inflação para 2022 e 2023 são de 3,5% e 3,25%, respectivamente, e têm margem de tolerância de 1,5 ponto percentual para mais ou menos.

    O Citi avaliou que, mesmo com a valorização recente do real, que acompanhou uma disparada nos preços das commodities, o efeito líquido dos custos mais altos de produtos energéticos e agrícolas como consequência da guerra na Ucrânia se mostra majoritariamente inflacionário para o Brasil. O dólar acumula no ano queda de 16% contra o real, que é lider global de desempenho em 2022.

    Apesar da percepção de uma inflação mais desafiadora do que o estimado anteriormente, o banco norte-americano manteve expectativa anterior de que a taxa Selic chegará a 13,25% ao fim do ciclo de aperto monetário atual.

    O relatório do Citi chamou a atenção para o fato de o Banco Central ter mostrado intenção de estacionar os juros em 12,75% em maio “apesar do processo de desancoragem das expectativas de inflação”.

  • Dólar volta a cenário pré-pandemia e fecha pregão cotado em R$ 4,66

    Dólar volta a cenário pré-pandemia e fecha pregão cotado em R$ 4,66

    A moeda norte-americana fechou na menor cotação em dois anos e voltou a níveis pré-pandemia de Covid-19. No pregão desta sexta-feira (1º/4), o dólar fechou em R$ 4,66.

    O mercado financeiro acredita que a queda se deve à entrada de investidores estrangeiros no país, além das vendas de exportadores, a alta da Selic (taxa básica de juros) e perspectivas de aumento de commodities com a continuidade dos ataques da Rússia à Ucrânia.

    Nessa quinta-feira (31/3), o dólar caiu 0,57% e fechou cotado a R$ 4,7592. Com isso, acumulou perda de 7,7% em março e 14,63% no trimestre. Essa queda frente ao real no período foi a maior desde 2009.

    A bolsa de valores também fechou com notícias positivas. O Ibovespa valorizou e rompeu a marca dos 121 mil pontos, patamar visto pela última vez há oito meses.

    A divulgação do relatório oficial de emprego dos Estados Unidos, o payroll, influenciou nas tendências econômicas. O documento revelou a criação de 431 mil vagas de trabalho no terceiro mês do ano. A projeção inicial era de 490 mil.

    Balança comercial

    A balança comercial brasileira registrou superávit de US$ 7,4 bilhões em março de 2022. Este resultado é 19,3% maior que o registrado no mesmo mês de 2021, quando somou US$ 6,5 bilhões. Com isso, o Brasil passa a acumular superávit comercial de US$ 11,3 bilhões no acumulado deste ano.

    Os dados foram divulgados, nesta sexta, pela Secretaria de Comércio Exterior do Ministério da Economia. Em março, as exportações somaram US$ 29,1 bilhões e as importações, US$ 21,7 bilhões. Houve alta de 25% das exportações e de 27,1% das importações, em relação ao mesmo mês de 2021.

    O resultado é de superávit quando as exportações superam as importações. Quando ocorre o contrário, o resultado é deficitário.

  • Feira do Bom Retiro é novo programa para o fim de semana na cidade

    Feira do Bom Retiro é novo programa para o fim de semana na cidade

    Neste sábado a Feira do Bom Retiro comemora seu primeiro mês de sucesso com crescimento do número de expositores e de apresentações no palco desse evento multicultural que está movimentando um dos bairros mais ecléticos da cidade.

    Para amanhã, 12/03, o evento vai mesclar Coréia e Brasil em uma programação cheia de swing e muitas atividades. A partir das 11h começa o Circuito K-Pop com apresentação de vários grupos e cantores Covers e depois é a vez do Circuito BR com direito a Funk, Capoeira e muita música Pop. As 15h terá um show da cantora Cleide Costa com repertório cheio de sucessos sertanejos.

    Para deixar a festa ainda mais gostosa, os visitantes poderão dar uma volta ao mundo saboreando receitas típicas de diversos países que serão servidas nas barracas. Tem pratos coreanos como Tteokbokki, Kimbap e Frango Frito super apimentado, Ceviche peruano, Burritos e Tortillas mexicanos, Arepas Colombianas, Esfihas, Kibes e Shawarma da Síria, além de comidas Venezuelanas, Africana, Italianas, doces regionais, Coquetéis Coreanos, refrigerantes importados e bebidas super refrescantes.

    Organizada pela Associação de Desenvolvimento de K-Town Bom Retiro, a Feira do Bom Retiro acontece sempre aos sábados, das 9h às 17h, no Centro Comercial Bom Retiro, um espaço diferenciado entre as ruas José Paulino e Ribeiro de Lima.

  • Em duas semanas, governo colheu resultados amargos na economia

    Em duas semanas, governo colheu resultados amargos na economia

    Pior arrecadação federal em 10 anos, rombo recorde das contas públicas e sétimo ano seguido do país no vermelho. As duas últimas semanas foram de resultados amargos para a equipe do ministro da Economia, Paulo Guedes.

    A aposta do governo é que a recuperação fiscal venha de medidas e reformas aprovadas pelo Congresso – que elege nesta segunda-feira (1º/2) os novos presidentes da Câmara e do Senado – e da imunização em massa contra a Covid-19.

    O ministro comentou os resultados da economia em coletivas durante a semana. Para Guedes, os números refletem a crise na saúde pública e, apesar de serem negativos, foram “melhores do que o esperado”. Os indicadores, no diagnóstico do ministro da Economia, vão melhorar com a imunização dos brasileiros. “A vacinação em massa é decisiva e um fator crítico de sucesso para o desempenho da economia logo à frente”, disse ele na segunda-feira (25/1) quando foi em entrevista à imprensa quando comentou o resultado da arrecadação de impostos de 2020, o pior resultado em 10 anos.

    Sobre o resultado do emprego, o ministro afirmou na quinta-feira (28/1) que o país estava registrando “a menor perda de vagas desde 1995” ao se referir ao fechamento de 67 mil postos de trabalho em dezembro de 2020. Na ocasião, o ministro sustentou que, se não fossem as medidas tomadas pelo governo para preservar os empregos, o número seria muito maior. O Brasil fechou 2020 com saldo de 142.690 postos de trabalho com carteira assinada.

    Apesar do otimismo do ministro, economistas ouvidos pelo Metrópoles reconheceram que os números foram impactados pela pandemia, mas cobram do governo medidas que ajudem a retomar a atividade econômica. “Se de um lado os empresários seguem otimistas com o futuro e suas expectativas se ancoram na perspectiva de dias melhores seja por conta da vacina, seja por conta de uma prometida continuidade nos ajustes econômicos, seja porque simplesmente não acreditam que não dá para piorar, por outro lado sabemos que de boas intenções o inferno está cheio”, disse André Perfeito, economista-chefe da Nécton, cobrando reformas, como a tributária.

    “O fundamental, neste momento, é que o governo sinalize para um reequilíbrio das contas públicas a médio prazo. Em 2021, o déficit será menor do que em 2021, mas ainda bastante expressivo. Estimo, preliminarmente, algo acima de R$ 300 bilhões para o ano”, afirmou o economista Felipe Salto, em sua conta no Twitter ao analisar o resultado do Produto Interno Bruto (PIB).

    Confira os principais indicadores econômicos no país divulgados nas últimas semanas:

    Governo central registra rombo recorde de R$ 743 bi nas contas públicas

    O governo central – composto pelo Tesouro Nacional, Banco Central e Previdência Social – divulgou nessa quinta-feira (28/1) que houve um rombo nas contas públicas de R$ 743 bilhões. O valor, que corresponde a 10% do Produto Interno Bruto (PIB), é o pior da série histórica, iniciada em 1991.

    O déficit em dezembro foi de R$ 44,113 bilhões, o pior cenário para um dezembro desde 2016.

    Arrecadação federal soma R$ 1,479 trilhão; pior resultado em 10 anos

    A pandemia da Covid-19 provocou o pior resultado na última década para arrecadação de impostos pelo governo federal. Segundo dados divulgados pela Receita na última segunda-feira (25/1), a arrecadação no ano passado foi de R$ 1,479 trilhão. O valor representa uma queda de 6,91% em comparação ao registrado em 2019 (R$ 1,639 trilhão).

    Com pandemia e dólar alto, gasto de brasileiros no exterior é o menor em 15 anos

    O registro das despesas dos brasileiros no exterior no ano passado, quando começou a pandemia do novo coronavírus, foi o menor em 15 anos. Relatório do Banco Central divulgado nessa quarta-feira (27/1) revela que, em 2020, turistas brasileiros gastaram em viagens para fora do país aproximadamente R$ 29 bilhões (US$ 5,394 bilhões), ante cerca de R$ 94 bilhões (US$ 17,593 bilhões) computados no ano anterior, o que representa queda de 69,3%.

    Pandemia faz contas externas fecharem com menor resultado em 11 anos

    O Banco Central (BC) registrou nessa quarta-feira (27/1) mais um indicador que revela como a pandemia da Covid-19 afetou a Economia do País no ano passado. Desta vez, os investimentos estrangeiros apresentaram uma queda de 50,6% em relação a 2019. É o pior resultado em 11 anos. Enquanto em 2020, os investimentos estrangeiros somaram US$ 34,167 bilhões; no ano anterior, eles somaram US$ 69,174 bilhões.

    Rombo recorde faz dívida pública saltar 17,9% em 2020, para R$ 5,009 trilhões

    O Tesouro Nacional divulgou nessa quarta-feira (27/1) o resultado da dívida pública federal de 2020, que fechou em R$ 5,009 trilhões. O dado foi influenciado pela necessidade de cobrir os custos extras com a pandemia da Covid-19, que provocou um rombo recorde nas contas públicas.

    Desemprego tem o pior desempenho no mês de novembro desde 2012

    Sob os efeitos da pandemia da Covid-19, o desemprego afetou 14 milhões de brasileiros no trimestre encerrado em novembro de 2020, revelam os dados divulgados nessa quinta-feira (28/1) pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE). O órgão informou que o número foi o mais alto para o período desde o início da série histórica da pesquisa, em 2012.

     

  • Por caminhoneiros, governo pode cortar benefício a pessoas com deficiência

    Por caminhoneiros, governo pode cortar benefício a pessoas com deficiência

    A equipe econômica estuda limitar a isenção do Imposto sobre Produtos Industrializados (IPI) de carros com valor mais alto, como os SUVs, para pessoas com deficiência e acabar com renúncias tributárias para o setor petroquímico.

    As duas medidas podem garantir receita de R$ 2 bilhões aos cofres públicos e compensar a perda na arrecadação com eventual redução do PIS/Cofins sobre o diesel, como forma de atenuar efeitos do aumento no preço do combustível no bolso dos caminhoneiros.

    Nos últimos dias, parte dos caminhoneiros intensificou as ameaças de paralisação a partir da próxima segunda-feira. O Palácio do Planalto tem urgência para atender à demanda da categoria e reduzir a tributação do diesel. Para isso, a equipe econômica está debruçada em atacar isenções tributárias que poderiam ser retiradas sem a necessidade de esperar o ano seguinte para entrar em vigor, como prevê a Lei de Responsabilidade Fiscal (LRF).

    A ideia é estipular um limite para o valor do carro na compra com isenção do IPI, igual ao que ocorre com o ICMS. Para o tributo estadual, a isenção só vale para veículos de até R$ 70 mil. Para o IPI, não há limite de valor. Na avaliação do governo, há uma “indústria” especializada em burlar as regras para garantir a compra de carros mais caros com o benefício.Na soma dos incentivos, um carro para PCD pode ter desconto de 20% a 30% no preço de tabela, dependendo do modelo e da categoria. O dado mais recente da Anfavea (a associação das montadoras) indica que a venda de carros para esse público representa 8% do total de veículos vendidos no país e vem crescendo nos últimos cinco anos. Procurada, a entidade não se pronunciou sobre o estudo do governo.Segundo dados do IBGE, um quarto dos brasileiros tem algum tipo de deficiência que pode servir como justificativa para a isenção de impostos na compra do automóvel. São quase 70 doenças elegíveis para o direito à isenção, como hérnia de disco, hepatite, osteoporose, diabetes, artrose, AVC e LER.

    Em São Paulo, já houve tentativa de limitar esse benefício. Decreto que entrou em vigor no início do ano restringia a isenção de pagamento do Imposto sobre a Propriedade de Veículos Automotores (IPVA) às pessoas com deficiências severas, que exijam adaptações nos veículos. Na última semana, porém, a Justiça paulista concedeu liminar ao Ministério Público de São Paulo, que questionava a mudança.

    Químicas

    Outra medida em estudo é acabar com o regime Especial da Indústria Química (Reiq), que garante incentivos para a indústria petroquímica. O governo já tentou no passado colocar fim ao incentivo, mas não conseguiu barrar o lobby contrário no Congresso. O Reiq foi criado em 2013 com o objetivo de auferir maior competitividade ao setor químico por meio da desoneração das alíquotas de PIS/Cofins sobre a compra de matérias-primas petroquímicas básicas.

    A Abiquim (que representa a indústria química) informa que estudo feito há dois anos pela entidade e a consultoria LCA indicou que o fim do benefício representaria alta de custo para toda a cadeia e poderia gerar retração de demanda de R$ 2,2 bilhões, recuo de R$ 7,5 bilhões de produção, de R$ 2,5 bilhões de valor adicionado e de 60 mil empregos.

    A entidade ressalta que a medida ocorreria num momento em que o setor opera com 72% de sua capacidade e alta nos preços de produtos importados. “Em termos práticos, existe o risco de fechamento de inúmeras plantas fabris, desestímulo à continuidade das operações e impacto direto na manutenção de empregos e na competitividade da indústria”, diz.

    O presidente Jair Bolsonaro tem nos caminhoneiros importante grupo de apoio e tem se mostrado sensível às demandas da categoria. Na semana passada, a seu pedido, a Câmara de Comércio Exterior (Camex) zerou o imposto de importação de pneus para veículos de carga. A categoria ainda foi incluída no grupo prioritário de vacinação contra a Covid-19.

    Nesta semana, a Petrobrás reajustou o diesel em 4,4%, ou R$ 0,09 a mais por litro, o que aumentou as ameaças de greve. Bolsonaro fez apelo aos caminhoneiros para que desistam da paralisação. Ele confirmou a intenção de reduzir tributos, mas ressaltou que “não é uma conta fácil de ser feita”. Uma redução do PIS/Cofins teria impacto de R$ 800 milhões nos cofres públicos.